.Rev. Vivência

Reflexões Diárias A.A. (Alcoólicos Anônimos) "OUTUBRO"

 * O U T U B R O * 

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23 OUTUBRO
O QUE CONHECEMOS MELHOR

Sapateiro, não vás além da tua chinela”... melhor é fazer alguma coisa extremamente bem, do que fazer mal muitas coisas. Este é o tema central desta Tradição (Quinta). Em torno dela constrói-se a unidade de nossa Irmandade. A própria vida da nossa Irmandade exige a preservação desse princípio.
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.135

    A sobrevivência de A.A. depende da unidade. O que aconteceria se um grupo decidisse ser uma agência de empregos, um centro de tratamento ou uma agência de serviço social.    
   Muitas especializações levam a especialização nenhuma, ao desperdício de esforços e, finalmente, ao declínio. Tenho qualificação para compartilhar meu sofrimento e minha maneira de recuperação com o ingressante. Conformidade ao propósito primordial de A.A. garante a segurança da maravilhosa dádiva da sobriedade, assim minha responsabilidade é enorme. A vida de milhões de alcoólicos está intimamente ligada à minha competência em “transmitir mensagem para o alcoólico que ainda sofre”.




24 OUTUBRO
PELA FÉ E PELAS OBRAS

A estrutura da nossa Irmandade foi forjada à custa dos ensinamentos da experiência... Assim se deu com A.A. Pela fé e através das obras fizemos valer as lições de uma incrível experiência. Essa fé e essas obras estão hoje presentes nas Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos que – se Deus quiser – manterão nossa unidade durante todo o tempo que Ele precisar de nós.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.117

     Deus me permitiu o direito de estar errado para que nossa Irmandade exista como ela é hoje. Se coloco a vontade de Deus em primeiro lugar na minha vida, é muito provável que A.A., como eu o conheço, permanecerá como está hoje.




25 OUTUBRO
AS BATIDAS DO CORAÇÃO DE A.A.

Sem unidade, o coração de Alcoólicos Anônimos deixaria de bater...
Na Opinião do Bill, p.125

     Sem unidade, eu não seria capaz de me recuperar em A.A. numa base diária. Praticando unidade dentro de meu Grupo, com outros membros de A.A. e em todos os níveis desta grande Irmandade, tenho um sentimento profundo de saber que sou parte de um milagre que foi divinamente inspirado. A capacidade de Bill W. e Dr. Bob, trabalhando juntos me diz que dando-a aos outros posso mantê-la. Unidade é ser um, e no entanto, a Irmandade inteira é para todos nós.




26 OUTUBRO
UMA AUTORIDADE FINAL

Somente uma autoridade preside, em última análise, ao nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.118

     Quando sou escolhido para assumir algumas pequenas responsabilidades por meus companheiros, peço a Deus para me dar paciência, mente aberta e disposição para ouvir aqueles a quem eu deva guiar. Devo me lembrar de que sou um servidor de confiança para os outros, não sou “governador” ou “instrutor”. Deus guia minhas palavras e minhas ações, e minha responsabilidade é observar Suas sugestões. Confiança é o meu lema, confio nos outros que lideram. Na Irmandade de A.A., eu confio a Deus a autoridade final para “dirigir o show”.




27 OUTUBRO
COMPARTILHAR TOTAL

A única coisa que importa é o fato de ser ele um alcoólico que encontrou a chave da sobriedade. Esses legados de sofrimento e reabilitação são facilmente transmissíveis entre os alcoólicos, passando de indivíduo para indivíduo.
     Trata-se de nossa dádiva divina, e cuidar que ela seja também conferida a outros como nós é o único objetivo que hoje em dia move os AAs em todo o mundo.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.136

    A força de Alcoólicos Anônimos repousa no desejo de cada membro e de cada Grupo em todo o mundo, de compartilhar com outros alcoólicos seus sofrimentos e os Passos tomados para ganhar e manter a recuperação. Mantendo um contato consciente com meu Poder Superior, fico certo de que sempre nutro meu desejo de ajudar outros alcoólicos, garantindo assim a continuidade da maravilhosa fraternidade de Alcoólicos Anônimos.




28 OUTUBRO
UMA TRADIÇÃO QUE FOI MANTIDA

Consideramos a sobrevivência e a expansão de Alcoólicos Anônimos muito mais importante do que o impacto que coletivamente poderíamos causar em determinadas circunstâncias.

Os Doze Passos e as Doze Tradições. p.161

    Quanto significa para mim que uma Tradição mantida em mais de meio século seja um fio que me liga a Bill W. e ao Dr. Bob. Quão mais fundamentado me sinto por estar em uma Irmandade cujos objetivos são constantes e persistentes.
    Sou grato que as energias de A.A. nunca foram dispersadas, mas sim focalizadas em nossos membros e na sobriedade individual.
    Minhas crenças são o que me torna um ser humano; sou livre para ter qualquer opinião, mas o propósito de A.A. – tão claramente declarado há cinquenta anos atrás – é para me manter sóbrio. Este propósito promoveu horários de reuniões o dia inteiro, e as milhares de Centrais e Intergrupais de A.A., com seus milhares de voluntários. Como o sol focalizado através de uma lente de aumento, a visão ímpar de A.A. acendeu o fogo da fé na sobriedade em milhões de corações, inclusive o meu.




29 OUTUBRO
NOSSA SOBREVIVÊNCIA

Uma vez que para nós a recuperação do alcoolismo representa a própria vida, torna-se imperativo que preservemos na íntegra nossos meios de sobrevivência.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.161

     A honestidade expressa pelos membros de A.A. em reuniões, tem o poder de abrir a minha mente. Nada pode bloquear o fluxo de energia que a honestidade traz consigo. O único obstáculo a este fluxo de energia é a embriaguez, mas mesmo assim, ninguém encontrará uma porta fechada, se ele ou ela saíram e desejam retornar. Uma vez que ele ou ela tenham recebido a dádiva da sobriedade, cada membro de A.A. é desafiado um dia de cada vez a aceitar um programa de honestidade.
     Meu Poder Superior me criou para um propósito na vida. Peço a Ele que aceite meus esforços honestos para continuar na caminhada num modo de vida espiritual. Peço a Ele que me dê força para saber e procurar a Sua vontade.




30 OUTUBRO
VIVA E DEIXE VIVER

Desde o seu início, jamais Alcoólicos Anônimos foi dividida por uma questão controversa de grande monta. Tampouco a nossa Irmandade tomou partido em qualquer disputa neste mundo conturbado. Não se trata, contudo, de uma virtude duramente conquistada. Pode-se quase dizer que nascemos com ela... Não discutindo tais coisas em particular, é facílimo para nós deixar de discuti-las em público.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.160

     Será que eu lembro que tenho direito à minha opinião, mas que os outros não precisam compartilhá-la? Este é o espírito de “Viva e deixe viver”. A Oração da Serenidade me lembra, com a ajuda de Deus, aceitar as coisas que não posso modificar”. Estou ainda tentando mudar os outros? Quando chego em “Coragem para mudar as coisas que posso”, será que lembro que minhas opiniões são minhas e as suas são suas? Ainda tenho medo de ser quem sou? Quando chego em “Sabedoria para saber a diferença”, lembro que minhas opiniões vêm de minha experiência? Se tenho uma atitude de “sabe-tudo”, não estou sendo deliberadamente controverso?




31 OUTUBRO
EVITANDO CONTROVÉRSIAS

Toda a história nos proporciona o espetáculo de nações e grupos belicosos terminando por despedaçarem-se, porque estavam fadados a entrar em controvérsias ou porque se deixavam atrair por elas. Outros desmoronaram por uma questão de falsa moralidade, ao tentar impingir ao restante da humanidade alguma porção de suas convicções.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.160

     Como um membro de A.A. e padrinho, sei que posso causar danos reais se caio em tentação e dou opiniões e conselhos sobre problemas médicos, matrimoniais ou religiosos de outras pessoas.
     Eu não sou doutor, conselheiro ou advogado. Não posso dizer a alguém como ele ou ela deveria viver; contudo, posso compartilhar como enfrentei situações parecidas sem beber, e como os Passos e as Tradições de A.A. me ajudam a lidar com a minha vida.




31 OUTUBRO
EVITANDO CONTROVÉRSIAS

Toda a história nos proporciona o espetáculo de nações e grupos belicosos terminando por despedaçarem-se, porque estavam fadados a entrar em controvérsias ou porque se deixavam atrair por elas. Outros desmoronaram por uma questão de falsa moralidade, ao tentar impingir ao restante da humanidade alguma porção de suas convicções.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.160

     Como um membro de A.A. e padrinho, sei que posso causar danos reais se caio em tentação e dou opiniões e conselhos sobre problemas médicos, matrimoniais ou religiosos de outras pessoas.
     Eu não sou doutor, conselheiro ou advogado. Não posso dizer a alguém como ele ou ela deveria viver; contudo, posso compartilhar como enfrentei situações parecidas sem beber, e como os Passos e as Tradições de A.A. me ajudam a lidar com a minha vida.




1 OUTUBRO
PARA QUE NÃO NOS TORNEMOS COMPLACENTES

É fácil descuidar do programa espiritual de ação e ficar só na fama que criamos. Mas, se o fizermos, estaremos à beira do perigo, pois o álcool é um inimigo sutil.

Alcoólicos Anônimos, Cap. 6;§ 42

    Quando estou sofrendo, é fácil ficar perto dos amigos que encontrei no programa. As soluções contidas nos Doze Passos de A.A. me aliviam dessa dor. Mas, quando estou me sentindo bem e as coisas vão bem, posso me tornar complacente e satisfeito.
    Falando claro: eu fico preguiçoso e me torno problema, ao invés de me tornar solução. Preciso entrar em ação, avaliar: onde eu estou e para onde estou indo? Um inventário diário me dirá o que devo mudar para recobrar o equilíbrio espiritual. Admitir o que encontro dentro de mim, para Deus e para outro ser humano, torna-me humilde e honesto.



2 OUTUBRO
A PROVA DECISIVA

Quando praticamos os nove primeiros passos, estamos nos preparando para a aventura de uma nova vida. Mas, ao nos aproximarmos do Décimo Passo, começamos a nos submeter à maneira de viver de A.A. dia após dia, em qualquer circunstância. Logo, vem a prova decisiva: podemos permanecer sóbrios, manter nosso equilíbrio emocional e viver utilmente sob quaisquer condições?

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.78

    Eis que as promessas estão sendo cumpridas na minha vida, mas desejo mantê-las e desenvolvê-las pela aplicação diária do Décimo Passo. Tenho aprendido através desse Passo que, se estou perturbado, há algo errado comigo. A outra pessoa pode estar errada também, mas eu posso tratar somente com os meus sentimentos. Quando estou magoado ou transtornado, tenho que procurar a causa continuamente em mim e preciso então admitir e corrigir meus erros. Não é fácil, mas enquanto sei que estou progredindo espiritualmente, sei que posso considerar meu esforço como um trabalho bem feito.



3 OUTUBRO
APÓS A TEMPESTADE, SERENIDADE

Um conhecedor do assunto, disse uma vez, que a dor era a pedra de toque de todo o progresso espiritual. Nós AAs estamos convencidos disso...
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.83

    Quando me encontro na montanha russa da confusão emocional, recordo que o crescimento é frequentemente doloroso. Minha evolução no programa de A.A. me ensinou que devo experimentar a mudança interior que, mesmo dolorosa, acabará guiando-me do egoísmo para o altruísmo. Se quero ter serenidade, tenho que passar pelo tumulto emocional e suas subsequentes ressacas, e estar agradecido pelo contínuo progresso espiritual.



4 OUTUBRO
UMA PODA NECESSÁRIA

. sabemos que antes da sobriedade vem, obrigatoriamente, o sofrimento resultante da bebida, da mesma forma que antes da serenidade vem o desequilíbrio emocional.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.83

     Adoro despender tempo em meu jardim, alimentando e podando minhas flores maravilhosas. Um dia, em que estava diligentemente podando-as, uma vizinha parou e comentou: “Oh! As tuas plantas são maravilhosas, é uma pena ter que cortá-las.” Eu repliquei: “Sei como você se sente, mas o excesso precisa ser removido, para que elas possam crescer mais fortes e mais saudáveis.”
   Mais tarde pensei que talvez minhas plantas sentissem dor, mas Deus e eu sabemos que faz parte do plano e tenho visto os resultados. Então lembrei-me logo do meu precioso programa de A.A. e de como nós todos crescemos através da dor. Peço a Deus para me podar quando for a hora, para que assim possa crescer.



5 OUTUBRO
A BAGAGEM DE ONTEM

Os sábios sempre souberam que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida somente depois que o exame de si mesmo venha a se tornar um hábito regular, admita e aceite o que encontre e, então tente corrigir o que lhe pareça errado, com paciência e perseverança.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.78

    Tenho hoje mais do que o suficiente para lidar, sem ter que arrastar também a bagagem de ontem. Devo equilibrar as contas de hoje, se quiser ter uma chance amanhã. Portanto, pergunto a mim mesmo se errei e como posso evitar a repetir esse comportamento em particular. Magoei alguém, ajudei alguém, e por quê?
    Alguma coisa que faço hoje acaba transbordando para o amanhã, porém, isso não precisa acontecer com quase tudo, se eu fizer um inventário de forma honesta.




6 OUTUBRO
OLHANDO A NÓS MESMOS

… e o Medo responde: “Não se atreva a olhar!”
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.43

    Quantas vezes em meus dias de bebedeira eu evitava um trabalho apenas porque me parecia muito grande! Não é de se admirar que mesmo estando sóbrio por algum tempo, aja dessa mesma forma quando me defronto com o que aparenta ser um trabalho monumental, tal como fazer um minucioso e destemido inventário moral de mim mesmo? O que descubro, após ter chegado ao outro lado – quando meu inventário está completo – é que a ilusão era maior do que a realidade. O medo de olhar para mim mesmo me mantinha paralisado e, até eu tornar-me disposto a pegar lápis e papel, eu estava detendo meu crescimento baseado numa coisa intangível.

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7 OUTUBRO
CONTROLANDO DIARIAMENTE

Continuamos fazendo o inventário pessoal...
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.78

      O axioma espiritual referido no Décimo Passo: “toda vez que estivermos perturbados, não importa qual a causa, há alguma coisa errada conosco.” também me diz que não existem exceções a isto. Não importa o quanto os outros pareçam ser irrazoáveis, eu sou responsável para não reagir negativamente. Independente do que está acontecendo à minha volta, sempre terei a prerrogativa e a responsabilidade de decidir o que acontece dentro de mim. Eu sou o criador de minha própria realidade.
   Quando faço meu inventário diário, sei que devo parar de julgar os outros. Se julgo os outros, provavelmente estou julgando a mim mesmo.
     Quem mais me perturba, é meu melhor professor. Tenho muito que aprender com ele ou ela e, em meu coração, deveria agradecer a essa pessoa.

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8 OUTUBRO
INVENTÁRIO DIÁRIO

… e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
Alcoólicos Anônimos, Cap. 5; § 5, 10

Eu estava começando a me aproximar de minha nova vida de sobriedade com um entusiasmo incomum. Novos amigos estavam aparecendo e algumas de minhas amizades danificadas começavam a ser reparadas. A vida era excitante e comecei a gostar até mesmo do meu trabalho, tornando-me tão confiante a ponto de emitir um relatório sobre a falta de acompanhamento cuidadoso com alguns de nossos clientes. Um dia, um colega me informou que meu chefe estava realmente preocupado porque uma queixa, apresentada sem o meu conhecimento, tinha lhe causado muito desconforto com seus superiores. Eu sabia que meu relatório tinha criado o problema, e comecei a me sentir responsável pela dificuldade de meu chefe. Discutindo o assunto, meu colega tentou me tranquilizar, dizendo que não havia necessidade de pedir desculpas, mas logo me convenci de que precisava fazer alguma coisa, independente das consequências. Quando me aproximei de meu chefe e confessei minha parte em suas dificuldades, ele ficou surpreso. Porém, coisas inesperadas resultaram de nosso encontro, e nós fomos capazes de concordar em interagir mais diretamente e de forma efetiva no futuro.

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9 OUTUBRO
UM PRECEITO ESPIRITUAL

É um preceito espiritual, que cada vez que estamos perturbados, seja qual for a causa, alguma coisa em nós está errada.
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.80

     Eu nunca entendi realmente o preceito espiritual do Décimo Passo, até ter a seguinte experiência. Estava sentado lendo em meu quarto, de madrugada quando, subitamente, ouvi meus cachorros latindo no pátio de trás. Meus vizinhos desaprovam este barulho, assim, com uma mistura de sentimentos de raiva e vergonha, bem como do medo da desaprovação de meus vizinhos, chamei os cachorros imediatamente.
    Várias semanas mais tarde, a mesma situação se repetiu, exatamente da mesma maneira, mas eu estava me sentindo em paz comigo mesmo e fui capaz de aceitar a situação – cachorros sempre latem – e, calmamente, chamei os cachorros.
    Os dois incidentes me ensinaram que, quando uma pessoa experimenta eventos quase idênticos e reage de duas maneiras diferentes, significa que não é a situação que é de extrema importância, mas a condição espiritual da pessoa.
  Sentimentos vêm de dentro, não das circunstâncias exteriores. Quando minha condição espiritual é positiva, eu reajo positivamente.




10 OUTUBRO
CONSERTANDO A MIM, NÃO A VOCÊ

Se ao sermos ofendidos, nos irritamos, é sinal de que também estamos errados.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.80

   Que alívio eu senti quando me mostraram esta passagem.
  De repente vi que podia fazer alguma coisa a respeito de minha raiva, podia consertar-me ao invés de tentar consertar os outros. Acredito que não há exceções a este preceito.
  Quando estou com raiva, ela está sempre autocentrada. Preciso continuar me lembrando que sou humano e que estou fazendo o melhor que posso, mesmo quando este melhor é pouco.
  Assim, peço a Deus para remover minha raiva e deixar-me realmente livre.

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11 OUTUBRO
AUTODOMÍNIO

Nosso primeiro alvo deve ser o desenvolvimento do autodomínio.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.81

     Minha viagem para o trabalho me dá a oportunidade para fazer um autoexame.
    Um dia, quando fazia essa viagem, comecei a rever o meu progresso na sobriedade e não fiquei feliz com o que vi. Esperei passar o dia, trabalhando, esquecer esses pensamentos incômodos. Porém, como ia aparecendo um desapontamento após outro, meu descontentamento somente aumentou e as pressões dentro de mim continuaram subindo.
   Me recolhi para uma mesa isolada na sala da firma e me perguntei como poderia aproveitar melhor o restante do dia. Antigamente, quando as coisas iam mal, instintivamente desejava lutar contra. Mas, durante o curto tempo que eu tinha tentado viver o programa de A.A., havia aprendido a voltar atrás e dar uma olhada em mim mesmo. Reconheci que, embora não sendo a pessoa que desejava ser, eu tinha aprendido a não reagir da minha velha maneira. Aquelas velhas estruturas de comportamento só trouxeram tristeza e dor para mim e para os outros. Voltei para minha seção de trabalho, determinado a ter um dia produtivo, agradecendo a Deus pela chance de fazer progresso aquele dia.
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12 OUTUBRO
REFREANDO A PRECIPITAÇÃO

Quando falamos ou agimos precipitada ou imprudentemente. Nossa capacidade de fazer justiça e ser tolerante se evapora imediatamente.
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.81

   Ser justo e tolerante é um objetivo para o qual preciso trabalhar diariamente. Peço a Deus, como eu O concebo, para me ajudar a ser amoroso e tolerante com as pessoas que amo e com que aqueles que estão em maior contato comigo.
   Peço orientação para reprimir minha língua quando estou agitado, e paro um momento para refletir sobre o cataclismo emocional que minhas palavras podem causar, não somente a outros mas também em mim. Oração, meditação e inventários são a chave para um pensamento firme e ação positiva para mim.




13 OUTUBRO
INVENTÁRIOS INCESSANTES

Continuamos vigiando o egoísmo, a desonestidade, o ressentimento e o medo. Quando estes surgirem, pediremos imediatamente a Deus que os remova. Iremos discuti-los em seguida com alguma pessoa e, se causamos algum dano, prontamente vamos repará-lo. Então, firmemente, voltamos nossos pensamentos para alguém a quem possamos ajudar.

Alcoólicos Anônimos, Cap.6; § 40

  A aceitação imediata de pensamentos ou ações erradas é uma tarefa difícil para a maioria dos seres humanos, mas para alcoólicos em recuperação como eu, é difícil devido à minha propensão para o egoísmo, o medo e o orgulho. A liberdade que o programa de A.A. me oferece torna-se mais abundante quando, através de inventários incessantes de mim mesmo, admito, reconheço e aceito responsabilidade por meus erros. É possível então para mim conseguir uma compreensão mais profunda e mais ampla do que é a humildade. Minha disposição em admitir quando a falta é minha, facilita o progresso de meu crescimento e me ajuda a ser mais compreensivo e prestativo para os outros.

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14 OUTUBRO
UM PROGRAMA PARA VIVER

Quando nos deitamos à noite, revisamos construtivamente o nosso dia... Ao acordar, pensamos nas vinte quatro horas vindouras... Antes de começar, pedimos que Deus dirija nossos pensamentos e, especialmente, que eles sejam divorciados da autopiedade, da desonestidade e do egoísmo.

Alcoólicos Anônimos, Cap. 6; § 45 e 46

   A mim faltava serenidade. Com mais coisas para fazer do que era possível, embora me esforçasse muito, cada vez estava mais atrasado. Preocupações sobre coisas não feitas ontem e medo pelos prazos de entrega amanhã, negavam-me a calma que eu precisava para ser eficaz a cada dia.
   Antes de praticar o Décimo e o Décimo Primeiro Passos comecei a ler passagens como a citada acima.
   Tentei focalizar a vontade de Deus, não meus problemas, e confiar que Ele poderia administrar o meu dia.
   Funcionou! Foi devagar, mas funcionou!

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15 OUTUBRO
MEU INVENTÁRIO, NÃO O SEU

A “fofoca” acrescida de nossa ira, uma forma gentil de homicídio por meio da destruição do caráter, também traz suas satisfações para nós. Nestes casos, não estamos tentando ajudar àqueles que criticamos; estamos tentando proclamar nossa própria retidão.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.59

   Às vezes não percebo que fiz fofoca de alguém, até que chega o fim do dia, quando faço um inventário das atividades, e então minhas fofocas aparecem como uma mancha num dia maravilhoso. Como pude ter dito uma coisa como essa?
   A fofoca mostra a sua feia cabeça durante um café ou um lanche com os sócios de negócios, ou posso fofocar à noite, quando estou cansado das atividades do dia e me sinto justificado em reforçar meu ego às custas de alguém.
   Defeitos de caráter como a fofoca se introduzem em minha vida quando não estou fazendo um esforço constante para praticar os Doze Passos. Preciso lembrar a mim mesmo que minha unicidade é a bênção de meu ser, e que isso se aplica igualmente a qualquer um que cruze meu caminho. Hoje, o único inventário que preciso fazer é o meu. Deixo o julgamento dos outros para o Juízo Final – a Divina Providência.

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16 OUTUBRO
DURANTE CADA DIA

Não é algo que se consiga de um dia para o outro. Deve continuar durante toda a vida.

Alcoólicos Anônimos, Cap. 6; § 40

    Durante meus primeiros anos em A.A., considerava o Décimo Passo como uma sugestão de que olhasse periodicamente ao meu comportamento e reações. Se houvesse alguma coisa errada, deveria admiti-la; se uma desculpa fosse necessária, deveria pedi-la.
   Após alguns anos de sobriedade, senti que podia fazer um autoexame mais frequentemente. Somente após a passagem de mais alguns anos eu percebi o significado total do Décimo Passo e da palavra “continuamos”. “Continuamos não significa de vez em quando, ou frequentemente. Significa “durante cada dia”.

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17 OUTUBRO
UM AJUSTAMENTO DIÁRIO

Cada dia é um dia em que devemos aplicar a visão da vontade de Deus em todas as nossas atividades.
Alcoólicos Anônimos, Cap. 6; § 42

   Como mantenho minha condição espiritual?
   Para mim é muito simples: todo dia peço ao Poder Superior que me conceda a graça da sobriedade por mais aquele dia!
   Tenho conversado com muitos alcoólicos que voltaram a beber e sempre pergunto a eles: “Você rezou por sobriedade no dia em que tomou o primeiro gole?” Nenhum deles disse que sim. Quando pratico o Décimo Passo e tento manter minha casa em ordem diariamente, sei que se eu pedir por um indulto diário, ele será concedido.

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18 OUTUBRO
UMA MENTE ABERTA

A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir à fé...

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p. 28

   Meu pensamento alcoólico me levou a acreditar que eu podia controlar a bebida, mas não conseguia. Quando vim para A.A., percebi que Deus estava falando para mim através do meu Grupo. Minha mente se abriu o suficiente para perceber que eu precisava de Sua ajuda. Uma real e honesta aceitação de A.A. levou mais tempo, mas com ela veio a humildade. Sei como eu era insano, e hoje sou extremamente grato por ter minha sanidade restaurada e ser um alcoólico sóbrio.
   A nova e sóbria pessoa que sou, é muito melhor do que jamais eu poderia ter sido sem A.A.

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19 OUTUBRO
“A RAIZ PRINCIPAL” DE A.A.

O princípio de que não encontraremos qualquer força duradoura sem que antes admitamos a derrota completa, é a raiz principal da qual germinou e floresceu nossa Irmandade.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p. 18

   Derrotado e sabendo disto, cheguei às portas de A.A. sozinho e com medo do desconhecido. Um poder fora de mim mesmo havia me tirado de minha casa, guiou-me para uma lista telefônica, depois até a parada de ônibus e pelas portas de Alcoólicos Anônimos. Uma vez dentro de A.A. experimentei uma sensação de ser amado e aceito, algo que não sentia desde a minha tenra infância.
   Que nunca perca a sensação de milagre que experimentei nessa primeira noite com A.A., o maior evento de toda a minha vida.

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20 OUTUBRO
CONFORTO PARA A CONFUSÃO

Evidentemente o problema daquele que se afasta da fé é o de uma confusão profunda. Acha-se desprovido do conforto de qualquer crença. Nem sequer num grau mínimo consegue alcançar a convicção do crente, do agnóstico ou do ateu. O desnorteado é ele.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p. 24

   O conceito de Deus foi um com os quais lutei nos meus primeiros anos de sobriedade. As imagens que vinham para mim, evocadas do meu passado, eram sobrecarregadas de medo, rejeição e condenação. Então ouvi meu amigo Ed descrever sobre a imagem que tinha de um Poder Superior: Quando garoto, lhe foi dada uma ninhada de cachorrinhos, desde que ele assumisse a responsabilidade de cuidar deles. Toda manhã, ele encontrava os inevitáveis “subprodutos” dos cachorrinhos no piso da cozinha. Apesar da frustração, Ed dizia que ele não podia ficar zangado porque “esta é a natureza dos cachorrinhos”. Ed dizia que Deus olhava nossos defeitos e imperfeições com o mesmo entendimento e calor. Muitas vezes encontrei consolo da minha confusão pessoal no reconfortante conceito de Deus feito por Ed.

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21 OUTUBRO
NADA CRESCE NA ESCURIDÃO

Desejaremos que cresça e floresça o bem que está dentro de todos nós, por pior que sejamos.

Na Opinião do Bill, p. 10

   Com a autodisciplina e a percepção que ganhei praticando o Décimo Passo, começo a conhecer as gratificações da sobriedade – não como uma mera abstinência do álcool, mas como uma recuperação em todos os aspectos de minha vida.
   Renovo a esperança, regenero a fé e ganho novamente a dignidade do autorrespeito. Descobri a palavra “e” na frase “e quando estávamos errados, admitimos prontamente”.
  Tranquilo de que não estou mais sempre errado, aprendo a aceitar a mim mesmo, como sou, com um novo entendimento dos milagres da sobriedade e serenidade.

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22 OUTUBRO
VERDADEIRA TOLERÂNCIA

Finalmente começamos a perceber que todas as pessoas, nós inclusive, estamos mais ou menos emocionalmente doentes e frequentemente errados, e então, aproximando-nos da verdadeira tolerância, conhecemos o real significado do amor ao próximo.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.82

     Ocorreu-me o pensamento de que, até certo ponto, todas as pessoas são emocionalmente doentes. Como nós poderíamos não ser? Quem entre nós é perfeito espiritualmente? Quem entre nós é fisicamente perfeito? Como poderia algum de nós ser perfeito emocionalmente? Portanto, o que mais podemos nós fazer, senão suportar um ao outro e tratar cada um como gostaríamos de ser tratados em circunstâncias similares?
     Isso é realmente o amor.
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22 OUTUBRO
VERDADEIRA TOLERÂNCIA

Finalmente começamos a perceber que todas as pessoas, nós inclusive, estamos mais ou menos emocionalmente doentes e frequentemente errados, e então, aproximando-nos da verdadeira tolerância, conhecemos o real significado do amor ao próximo.

Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.82

     Ocorreu-me o pensamento de que, até certo ponto, todas as pessoas são emocionalmente doentes. Como nós poderíamos não ser? Quem entre nós é perfeito espiritualmente? Quem entre nós é fisicamente perfeito? Como poderia algum de nós ser perfeito emocionalmente? Portanto, o que mais podemos nós fazer, senão suportar um ao outro e tratar cada um como gostaríamos de ser tratados em circunstâncias similares?
     Isso é realmente o amor.

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23 OUTUBRO
O QUE CONHECEMOS MELHOR

Sapateiro, não vás além da tua chinela”... melhor é fazer alguma coisa extremamente bem, do que fazer mal muitas coisas. Este é o tema central desta Tradição (Quinta). Em torno dela constrói-se a unidade de nossa Irmandade. A própria vida da nossa Irmandade exige a preservação desse princípio.
Os Doze Passos e as Doze Tradições, p.135

    A sobrevivência de A.A. depende da unidade. O que aconteceria se um grupo decidisse ser uma agência de empregos, um centro de tratamento ou uma agência de serviço social.    
   Muitas especializações levam a especialização nenhuma, ao desperdício de esforços e, finalmente, ao declínio. Tenho qualificação para compartilhar meu sofrimento e minha maneira de recuperação com o ingressante. Conformidade ao propósito primordial de A.A. garante a segurança da maravilhosa dádiva da sobriedade, assim minha responsabilidade é enorme. A vida de milhões de alcoólicos está intimamente ligada à minha competência em “transmitir mensagem para o alcoólico que ainda sofre”.

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