Artigos - Alcoólicos Anônimos de ‘A’ a ‘V’ 1


1-. Abstêmio/a => 
Do latim abstemiu: Que, ou aquele que se abstém do uso de bebidas alcoólicas. 

2-. Abstinência => 
Do latim abstinência: Qualidade de quem se abstém – privação voluntária.

3-. Abstinência em A.A., 
a condição indispensável para alcançar a sobriedade é a abstenção total da ingestão de bebidas alcoólicas. 

4-. Adicção=> 
Do latim addictione. Ato ou efeito de aderir. 

5-. Adicto=> 
Do latim addictu. Afeiçoado, dedicado, apegado. Adjunto, adstrito, dependente. Na medicina, quem não consegue abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos. Indivíduo adicto. 

6-. Adictos Anônimos (1947-indefinido) 
Em 1933, nos estertores da Lei Seca (vigorou nos EUA desde 16/01/1920 até 05/12/1933), o Serviço de Saúde Pública dos EUA, permitiu a criação de um programa de reabilitação para narco dependentes que previa internação para desintoxicação no hospital da Prisão Federal de Lexington, Kentucky; o programa chamava-se Narco e dele podiam participar pessoas adictas de dentro e de fora do presídio desde que encaminhadas por órgãos competentes. Em 1947, Houston Sewell, alcoólico e também adicto de narcóticos, membro do grupo de A.A. de Lexington, se interessou por esse programa e pediu a uma pessoa que tinha passado por aquele tratamento que o apresentasse ao Dr. Victor H. Vogel, médico responsável pelo programa na prisão o qual permitiu que Houston inicia-se um Grupo na instituição baseado nos Doze Passos de A.A. A primeira reunião aconteceu em 16 de fevereiro de 1947, e ao grupo foi dado o nome de Adictos Anônimos. 

7-. Agnosticismo =>
 Posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória. Quando aplicado à religião, “deismo”

8-. Agnóstico =>
Do grego ágnostos = ‘ignorado’ + ico. Pessoa ou doutrina que aceita ou representa qualquer forma de agnosticismo 

9-. Akron (o berço de A.A.) =>
Cidade localizada no nordeste do Estado norte-americano de Ohio; é a sede e maior cidade de um dos 88 condados desse Estado, o condado de Summit (cume, ponto mais alto, em inglês), que recebe este nome devido à sua altitude. Foi fundada, como aldeia, pelo general Simon Perkins, em 1825; em 1835 ascendeu a Vila e em 1865 a Cidade. Fica sobre o Rio Cuyahoga, nas margens do Canal do lago Erie, em cujo percurso existem várias eclusas que se destinavam à produção de eletricidade para as indústrias das cidades próximas. Seu nome, Akron, deriva da palavra grega ákros e quer dizer cúpula; remete à cidade de Akrópolis (a maior e mais alta). Está localizada a 955 m de altitude, tem aproximadamente 207 mil habitantes denominados akronitas ou akronites. Akron começou seu desenvolvimento com a indústria e transporte de carvão, porém devido às suas características e pelos seus recursos hídricos para a produção de eletricidade e demais usos, logo se tornou o mais importante pólo da indústria da borracha, sendo a primeira a fabricação de pneumáticos para a ainda incipiente indústria automobilística e artefatos de borracha; chegando a ser conhecida como capital mundial dessa indústria. Em 1869, lá se instalou a 1ª fábrica da BF Goodrich. Em 1898, Frank A. Seiberling (sogro de Henrietta Seiberling, a mulher que providenciou o encontro entre Bill e o Dr. Bob no dia 12/05/1935), fundou a Goodyear Tire (pneu) and Rubber (borracha) Company. Em 1900, Harvey Firestone instalou a Firestone Tire and Rubber Company (cujo capelão, o Rev. Walter Tunks, atendeu ao telefonema em que Bill pedia sua ajuda para poder-se encontrar com outro alcoólico no dia 11/05/1935, e entre os contatos indicados por ele, encontrava-se o nome de Henrietta Seiberling). Em 1915 foi fundada a General Tire. Bill W. transpôs a distancia de pouco mais de 700 km que separam a cidade de Nova York de Akron, em função de negociações que envolviam o controle acionário de uma empresa de ferramentas e equipamentos direcionados a essa indústria, a National Rubber Machinery Company, da qual Bill poderia tornar-se presidente do Conselho de Administração e, cujo fracasso nessas negociações iria desencadear a série de acontecimentos que culminaram na criação de A.A. Akron também foi o berço da indústria de caminhões e é um importante centro de pesquisas da indústria aeronáutica e da tecnologia aeroespacial. A Goodyear associou-se à Companhia Zeppelin, e passou a desenvolver aeronaves, fabricar balões para a Marinha americana e dirigíveis (ainda hoje, são conhecidos os dirigíveis que contém sua propaganda). A BF Goodrich desenvolveu e começou a fabricar trajes aeroespaciais para a NASA. Com a decadência da indústria da borracha, Akron diversificou suas atividades e atualmente, além de importante centro cultural, acadêmico e financeiro, é um dos nove paraísos da alta tecnologia dos EUA. Akron conta como fato histórico da mais alta relevância para a cidade, ter ocorrido nela a fundação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos em 10 de junho de 1935. Cinqüenta e seis km ao seu norte encontra-se Cleveland, cidade às margens do lago Erie (que junto com os lagos Michigan, Huron e Ontário forma a região dos Grandes Lagos e, cuja linha medianeira configura a divisa dos EUA com o Canadá). Em Cleveland formou-se, em maio de 1939, apadrinhado pelo Grupo de Akron, o terceiro Grupo de A.A. - o primeiro com a designação de “Alcoólicos Anônimos” – quase que imediatamente após este nome ser oficializado pela publicação do Big Book ou, Livro Azul, em 10 de abril desse ano; foi o primeiro grupo nessa cidade e também o primeiro a não guardar relação com as diretrizes do Grupo de Oxford.
 
10-. Al-Anon. 
Os grupos constituídos por familiares e amigos de alcoólicos são tão antigos quanto Alcoólicos Anônimos. De 1935 a 1945, anos pioneiros de A.A., parentes próximos e amigos de alcoólicos em recuperação chegaram à conclusão que, para resolver seus próprios problemas, precisavam aplicar os mesmos princípios que ajudavam os alcoólicos em sua recuperação. Quando os membros de A.A. e suas esposas visitavam os grupos de A.A. de todo o país (Estados Unidos e Canadá), as esposas falavam aos cônjuges dos novos AAs sobre a ajuda pessoal recebidos, quando elas mesmas procuravam viver de acordo com os Doze Passos de A.A., e como isso ajudava a melhorar o relacionamento familiar que muitas vezes continuava difícil, mesmo depois do alcoólico ter encontrado sobriedade. Dessa forma, os cônjuges e parentes dos membros de A.A. começaram a se reunir em grupos sob os mais diversos nomes: Ajudantes de A.A., 
Auxiliares de A.A., Tríplice A, Não-A.A., Associados de A.A., etc. para problemas que tinham em comum. Todas estas denominações unificadas sob o nome de Grupos Familiares Al-Anon por Lois Wilson (1891-1988), casada com Bill W., em maio de 1951, quando ela já 
Lois Wilson 
 
tinha 60 anos de idade, junto com sua amiga e vizinha  Anne B.,mulher do membro de A,A., 
Devoe B.(este casal mantinha um grupo de meditação e em sua casa na pequena aldeia de 
Chappaqua onde Bill e Lois se inicializaram em suas experiências psíquicas, ou mediúnicas, 
freqüentando reuniões às sextas feiras). 
Acreditando que o alcoolismo é uma doença que atinge a família e que uma mudança em suas 
pode ajudar na recuperação, a Irmandade se define como uma associação de parentes e 
amigos de alcoólicos que compartilham sua experiência, força e esperança a fim de solucionar 
os problemas que têm em comum. 
O primeiro Grupo iniciou-se na casa de Lois (Stepping Stones), em Bedford Hills, no condado 
de Westchester, NY, após uma serie de consultas e reuniões com as mulheres dos Delegados à 
Primeira Conferência de Serviços Gerais, ocorrida em 25 de abril daquele ano na Cidade de 
Nova York, e as mulheres dos AAs dos Grupos locais. 
Existem mais de 24.000 grupos de Al-Anon e 2.300 grupos de Alateen em mais de 115 países. 
O livro ao lado foi uma edição comemorativa para o 
lançamento pela rede CBS de televisão do filme "When Love 
Is Not Enough",ou, “Quando o Amor Não é Suficiente”. 
Escrito, com autorização, por William G. Borchert, o mesmo 
autor de “Meu nome é Bill W.”de 1989. O filme, com 95 
minutos de duração foi produzido por Terry Gould e dirigido 
por John Kent Harrison; o casal Lois Burnham e Bill W. foi
interpretado por Winona Ryder e Barry Pepper (na capa). O 
filme estreou na CBS no dia 25 de abril de 2010 e conta a 
história de Lois Wilson, a mulher do homem que co-fundou 
Alcoólicos Anônimos, a quem ficou impotente por longos e 
atormentados 17 anos de uso abusivo de bebidas alcoólicas, 
acreditando que seu amor incondicional poderia levá-lo a 
alcançar a sobriedade. Mas não podia. Filha de uma família 
de classe média-alta, esta mulher amorosa e determinada viu seu marido, Bill Wilson, 
destruir sua carreira, seus relacionamentos e sua saúde, perambulando por dentro e por fora 
de sanatórios para alcoólicos enquanto se aproximava do ponto de insanidade e da morte. 
Escavando cada vez mais seu poço de angústia, em mais uma de tantas outras vezes, viu ele 
chegar bêbado e desmaiar no corredor de sua casa, na Rua Clinton,no Brooklin; já não 
suportando mais, desta vez ela partiu para cima dele e histericamente gritou em desespero:
“Você não tem sequer a decência de morrer”. 
A comovente história por trás dessa dolorosa cena, tantas vezes repetida, e depois de uma 
experiência espiritual acontecida a Bill W., levou a dois dos mais importantes movimentos do 
século XX: Alcoólicos Anônimos e os Grupos Familiares Al-anon. 
O livro pode ser adquirido na hazelden.come na amzon.com. 
O filme pode ser baixado em http://www.baixargratis.tv/filmes/when-love-is-not-enough-thelois-wilson-story-2010-dvdrip-xvid-aaf.html

11-. Al-Anon no Brasil. 
Em 1965, no Rio de Janeiro,o Grupo Vigilante de A.A.em suas reuniões 
abertas aos domingos abria espaço para palestras destinadas aos familiares que ali 
compareciam e incentivando assim o começo dos Grupos Familiares Al-Anon naquele Estado, o 
que veio a dar-se em 18 de dezembro de 1965, com a fundação do 1º Grupo Al-Anon no Brasil. 
Segundo consta, o primeiro grupo foi formado com a presença de 11 familiares de alcoólicos, 
sendo suas fundadoras Sandra P.e Bernadete A. Entretanto, em julho de 1966 deixava de 
funcionar. 
Em 17 de agosto de 1966, em São Paulo-SP, Sônia Mª(mulher de Donald M. Lazo co-fundador 
do Grupo Sapiens em São Paulo) e Lygia formaram o primeiro grupo de Al-Anon em São Paulo 
que também foi o primeiro Grupo Al-Anon do Brasil a ser registrado no ESM - Escritório de 
Serviços Mundiais em 03 de novembro de 1966, sendo, por este fato, considerado o pioneiro dos 
Grupos Familiares Al-Anon no Brasil. 

12-. Alateen
É uma Irmandade formada por membros jovens de Al-Anone adolescentes em geral 
que tiveram sua vida afetada pela maneira de beber de outra pessoa. 
Foi fundada porLois Burnham em 1957,a partir da experiência de um rapaz de 17 anos, cujo 
pai estava em A.A. e a mãe num grupo de Al-Anon e percebeu que seus problemas eram 
diferentes dos problemas dos adultos; ele tinha sido bem-sucedido na tentativa de resolver seus 
problemas aplicando os Passos e Lemas de A.A. Incentivado por seus pais, convidou outros 
cinco adolescentes com pais alcoólicos a se juntarem a ele, a fim de formarem um grupo para 
ajudar outros adolescentes. A idéia teve êxito e o número de grupos começou a crescer.

13-. Álcool =>
Através do español alcohol, vindo do árabe al kohul= o espírito. 
Quimicamente, é um liquido incolor volátil, com cheiro e sabor 
característicos. Qualquer bebida espirituosa. 
O etanol (CH3 CH2OH), o mais comum dos alcoóis, também chamado 
álcool etílico e, na linguagem popular simplesmente álcool, é uma 
substância orgânica obtida da fermentação de açúcares, hidratação do 
etileno ou redução a acetaldeído, encontrado em bebidas como cerveja, 
vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria. 
Sua descoberta deve-se ao médico , alquimista e químico , filósofo e 
estudioso persa Muhammad ibn Zakariya Razi (865-925), conhecido no ocidente como Rhazes 
ou Rasis.

14-. Alcoólatra=>
 alcohol [vindo do árabe al kohul= o espírito]+ latra[do grego latreýo= ‘que 
adora’, ‘que presta culto’] => pessoa que se entrega de forma exagerada à ingestão de bebidas 
alcoólicas). Substantivo de quem pratica a alcoolatria. 
A palavra alcoólatra foi criada no século XIII pelo teólogo italiano e Doutor 
da Igreja Católica, Tomás de Aquino(1225-1274), da Ordem dos 
Dominicanos, que catalogou 15 vícios capitais e sete pecados capitais. Foi 
“patenteada” pelo Tribunal do Santo Ofício (mais tarde, a famigerada e 
impiedosa Santa Inquisição) da Igreja Católica para indiciar as pessoas que 
se entregam ao abuso de bebidas alcoólicas e, atentando contra as leis de 
Deus e a virtude da temperança, cometem pecado mortal punido com seu 
expurgo no inferno se não houver genuíno arrependimento.
No embalo deste catálogo, o florentino Dante Alighieri,(1265-1321), 
grande admirador de Aquino, escreveu uma das obras primas da literatura universal, a Divina 
Comedia(Inferno, Purgatório e Paraíso), e nela deposita os gulosos - tribo da qual fazem parte 
os alcoólatras, no 3º dos nove círculos em que dividiu o Inferno, onde são flagelados por uma 
chuva putrefata e vigiados por Cérbero, um cão de três cabeças com cobras enroladas pelo corpo 
Rasis 
Tomás de Aquino 
e apetite insaciável. Para a Igreja Católica, os alcoólatras deixam de sê-lo toda vez que 
confessam seu pecado e, arrependidos, prometem não voltar a beber (... eu te perdo-o em nome 
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Vá, e não voltes a pecar).

15-. Alcoólico/a=>
Adjetivo. Deálcool+ico. Que contém álcool,espirituoso. Referente ao álcool. 
Em A.A.”toda pessoa vencida pelo álcool e cuja vida é, ou começa a se tornar incontrolável”. 
Por extensão, membro de A.A.

16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
A denominação alcoólico,inexistente como substantivo à época, foi 
adotada pelos primeiros seguidores do incipiente movimento quando este ainda não tinha nome 
algum, por se considerarem portadores da doença do alcoolismo à qual eles atribuíam três 
componentes: um físico, um mental e um espiritual, e, ainda sentenciavam que, “qualquer 
definição que exclua um destes componentes é incompleta”.Esta convenção não encontra 
respaldo nem na ciência da medicina, que considera o alcoolismo apenas na sua condição 
patológica, física e/ou mental, nem nas religiões, particularmente as de orientação cristã, para as 
quais a prática da alcoolatria continua a ser um vício ou um pecado e não uma doença, embora 
estas instituições não a contestem nem a condenem ao se referirem a A.A. 
A palavra alcoólico(s) é, portanto, uma singularidade da Irmandade de Alcoólicos Anônimos; 
serviu para compor o título do primeiro livro que contem o texto básico e, através dele, dar o 
nome à Irmandade e a denominação para seus membros – “todos os membros de Alcoólicos 
Anônimos são alcoólicos”. 
Até a 10ª reimpressão da primeira edição do Big Book (teve 16 reimpressões), eram usadas no 
texto as palavras drunk (ard)– bêbado (s) ou alcoólatra (s), no seu sentido literal, para se referir 
à condição dos alcoólicos “na ativa”. A partir da 11ª reimpressão, em 1947, essas palavras foram 
substituídas pelos termos bebedor exagerado, ou bebedor-problema. 
=>No Brasil.  A posição do A.A.W.S. (Serviços Mundiais de A.A.), manifestou-se 
sabidamente em relação a esse assunto, ao não permitir o uso da palavra alcoólatra sugerida 
pelos tradutores e manteve a palavra alcoólico como substitutivo da palavra inglesa 
alcoholicna tradução feita no Brasil em 1969 do Big Book para o Livro Azul, a primeira 
publicação da Irmandade autorizada no País. 
Embora isso, no Brasil, muitos membros de A.A. ainda se declaram alcoólatras seguindo a 
expressão divulgada pelos primeiros membros da Irmandade em São Paulo provenientes 
Associação Antialcoólica e do ARA (Ambulatório de Recuperação de Alcoólatras), um 
serviço público da Prefeitura da Cidade de São Paulo, e mantida nas publicações do 
CLAAB (o primeiro Órgão de Serviço de A.A. no Brasil, fundado em 29 de setembro de 
1969), como os quadros desmontáveis dos Passos(12º Passo), das Tradições (5ª Tradição), 
e das publicações da Revista Vivência durante vários anos, e demais publicações internas 
que não precisavam do aval do A.A.W.S contrários a essa denominação. 

17-. “Meu nome é...
”Bill W. cunhou uma frase que mais tarde se tornaria um costume e quase 
protocolo para se apresentar diante de uma platéia de AAs ou ao ser convidado a dar 
depoimento: “Meu nome é Bill W., e sou alcoólico”.Bill – cujo nome completo era William 
Griffith Wilson, adquiriu este costume nas primeiras reuniões que freqüentou no Grupo de 
Oxford (ver Grupo de Oxford, abaixo),em Nova York, onde seus membros sentavam em 
círculo, e ao se apresentar diziam: “Meu nome é fulano de tal”.Nelas seu fundador, que tinha o 
dinástico nome Franklin Nathaniel Daniel Buchman,costumava apresentar-se “Meu nome é 
Frank B.” ou“FB” ou “B”.O adjetivo alcoólico refere-se ao fato de Bill fazer parte de um 
informal “esquadrão alcoólico” formado naquele Grupo.
Esta forma de apresentação, ainda pouco utilizada, ganhou 
corpo em 1947 quando foi criada pela RCA uma peça 
publicitária em forma de documentário para A.A., intitulada 
“Eu Sou Alcoólico”.
 Não existe identificação formal em A.A. A apresentação e a 
forma de fazê-la, è uma questão estritamente pessoal,e segue 
o padrão das apresentações sociais: basta dizer seu nome ou 
sobrenome uma única vez ao entrar no local, ou ser chamado 
pela primeira vez. 
O uso do adjetivo alcoólico/a é opcional, uma vez que ao se 
declarar membro da Irmandade já está implícita essa 
condição: todos os membros de A.A. são alcoólicos. O uso de 
abreviaturas de sobrenomes é recomendado sempre em 
publicações e divulgações para o público externo. 
Sugere-se apenas, que a forma de apresentação escolhida não 
crie situações desconfortáveis, radicalismos ou mal-estar em 
relação aos outros membros, ao Grupo e à proposta da Irmandade. 
(*) Acima à direita, cartaz do filme produzido para a televisão dirigido por Daniel Petrie, 
My Name Is Bill W.– no Brasil, “o Valor da Vida”. Com 100 minutos de execução, foi 
lançado pela rede CBS em 30 de abril de 1989 no programa Hall da Fama. O roteiro foi 
escrito por William G. Borchert baseado na história verídica de Bill W, e do Dr. Bob. 
Estrelado por James Woods no papel de Bill W. – por cuja interpretação recebeu o Prêmio 
Emmy daquele ano, JoBeth Williams no papel de Lois e James Gardner interpretando o Dr. 
Bob. 
O livro pode ser adquirido na amazon.com,e o filme baixado na 
http://www.youtube.com/watch?v=leuVI9e_3b0

18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação?  
Muitos membros, não apenas no Brasil, mas 
também em muitos outros lugares onde A.A. está presente, acrescentam inapropriadamente 
àquela apresentação o termo “...em recuperação”.Este “apêndice”, que nunca existiu, foi 
introduzido na década de 1970 quando, após a promulgação da “Lei Hughes”(ver abaixo), os 
grupos de A.A. passaram a ser inundados por clientes das inúmeras clínicas de recuperação 
criadas para se aproveitar dos incentivos criados por essa lei, introduzindo um tipo de linguagem 
na Irmandade que até hoje ainda não foi depurado devido, muitas vezes, à omissão, conivência 
ou até conveniência de que poderia fazê-lo. Esta expressão, em recuperação,sugere a fase 
existente quando da chegada do/a alcoólico/a à Irmandade, mas que deve ser superada e passar à 
condição de recuperado (s)decorrido o tempo necessário para a libertação da obsessão e da 
compulsão ao se colocarem em prática os princípios sugeridos pela Irmandade, e esta é sua 
finalidade. Os membros de A.A. em sua maioria consideram que a doença do alcoolismo, uma 
vez instalada, não tem cura; mas os mecanismos que conduzem à sua continuidade podem ser 
detidos e a sanidade recuperada. Ao longo das primeiras 164 páginas do Big Book (ou seja, a
totalidade do Livro Azul no Brasil), a palavra recuperado (s)consta, pelo menos, 17 vezes, 
começando já pelo Prefácio à primeira edição em 1939– “Nós, de Alcoólicos Anônimos, somos 
mais de cem homens e mulheres que nos recuperamos de uma aparentemente irremediável 
condição mental e física. Demonstrar a outros alcoólicos exatamente como nos recuperamos é 
o principal objetivo deste livro...” e cujo texto “expõe os Passos e procedimentos sugeridos pela
Irmandade que os membros iniciais acreditavam ser responsáveis por sua capacidade de 
superar a compulsão de beber”. Até os dias de hoje não houve qualquer motivo, evento ou 
descoberta, que sugerisse que o sentido desse texto devesse ser mudado. À época do lançamento 
do Livro, 10 de abril de 1939, o recuperado mais antigo, Bill W., tinha-se libertado da obsessão 
pela bebida de forma repentina durante sua última internação, havia quatro anos e quatro meses; 
já, o Dr. Bob precisou de mais de dois anos em abstinência para que essa libertação ocorresse e 
assim acontece até os dias de hoje; essa libertação, ou acordar espiritual, não tem um tempo 
cientificamente definido para acontecer e depende do esforço individual, ou, nas palavras do Dr. 
Bob em sua despedida, “Todos fizemos as mesmas coisas. Todos conseguimos os mesmos 
resultados em proporção direta ao nosso zelo, entusiasmo e capacidade de aderir”. Mesmo 
assim, poderá nunca acontecer. O mais simples, coerente e prudente, talvez, seja eliminar essas 
expressões, uma e outra, da apresentação.

19-. Alcoólicos Anônimos – a Irmandade. 
Em dezembro de 1934, 
William Griffith Wilson - Bill W. (1895-1971) - corretor da Bolsa 
de Valores de Nova York, teve um despertar espiritual durante sua 
internação por alcoolismo no Towns Hospital de Manhattan – a 
quarta em pouco mais de um ano. Ao sair do hospital retornou ao 
Grupo de Oxford (ver Grupo – Grupo de Oxford), de Nova York, 
onde havia ingressado no mês anterior depois de uma abordagem 
feita por Ebby T. Thacher, antigo colega de escola e farras. 
Sóbrio havia cinco meses, foi enviado pela corretora onde 
trabalhava para negociar o controle acionário de uma pequena  
fábrica de ferramentas, da qual poderia se tornar seu presidente, na 
cidade de Akron, Ohio. O negócio fracassou e de volta ao Hotel 
Mayflower, onde se hospedava, teve vontade de beber; 
porém, considerou que, se consegui-se falar com outro 
alcoólico, poderia manter a 
sobriedade. Era um sábado 11 de 
maio de 1935.  
No saguão do hotel havia um 
diretório de Igrejas; colocou seu 
dedo num nome e telefonou para o 
Rev. Walter Tunksque lhe deu uma 
lista com dez nomes de pessoas da 
comunidade com quem poderia fazer contato. Somente na décima ligação 
teve sucesso:  Norman Shepharddá o nº de telefone de Henrietta 
Buckler Seiberling (1888 – 1979), que assim descreve o telefonema: 
“Era Bill Wilson, e nunca esquecerei o que ele me disse: ‘sou do Grupo de Oxford, e sou um 
sabujo (cão de caça),da bebida alcoólica que vive em NovaYork’. ‘Venha já para cá’ eu disse. 
Ele veio e ficou para o jantar. Pedi-lhe que me acompanha-se até a igreja na manhã seguinte e 
lhe disse que contataria Bob. Foi o que fiz”.E se propôs a marcar um encontro com o médico 
cirurgião Robert Holbrook Smith (Dr. Bob) (1879-1950) – também membro do Grupo de 
Dr. Bob e Bill W. 
Walter Tunks 
Oxford de Akron havia dois anos e meio - um beberrão cético, já beirando o desprestigio 
profissional. 
O encontro aconteceu no dia seguinte, domingo 12 de maio de 1935- Dia 
das Mães - com a condição imposta pelo Dr. Bob de não durar mais de 
quinze minutos. “Chegamos lá – na casa de Henrietta às 17h00, e eram 
23h15 quando saímos”, contou depois o próprio Dr. Bob, que 
compareceu acompanhado por sua mulher Anne. 
Os dois ficaram a sós e Bill fala de sua experiência alcoólica, o 
sofrimento, as promessas, os fracassos, da visita de Ebby e sua mensagem 
simples: um alcoólico falando com outro alcoólico; porém, foi citando o 
Dr. William Duncan Silkworth ao identificar aquela condição dos dois 
como uma doença caracterizada por uma obsessão mental seguida de 
uma alergia física,que o Dr. Bob subitamente compreendeu o que lhe 
afligia; como médico, nunca tinha pensado nessa possibilidade. Passadas mais de cinco horas de 
compartilhamento e reciprocidade produziu-se a identificação necessária entre dois alcoólicos 
que falando de si próprios, um para o outro, conseguem manter-se afastados da bebida, e desta 
constatação deriva toda a proposta de A.A. 
Bill ficou hospedado na casa dos Smith em Akron. Duas semanas após, o Dr. Bob foi participar 
da Convenção Médica Americana em Atlantic City, Geórgia; bebeu o tempo todo e ao voltar 
para casa teve um apagamento que durou mais de 24 horas e levou três dias para ficar sóbrio. 
No dia 10 de junho de 1935 (*),o Dr. Bob tinha agendada uma operação cirúrgica no City 
Hospital de Akron onde trabalhava; Bill observou que não teria condições de segurar o bisturi 
devido à tremedeira e ofereceu-lhe uma garrafa de cerveja. A operação foi bem sucedida e 
aquela cerveja foi a última bebida alcoólica que o Dr. Bob tomou. 
Embora tenha havido outras datas importantes na historia de A. A., devido a este fato, é de 
acordo geral que Alcoólicos Anônimos começou lá, em Akron, no dia 10 de junho de 1935. 
(*) Alguns historiadores sustentam que esse episódio teria ocorrido no dia 17 de junho. 
Esta data, 10 de junho, foi baseada na premissa, ou vaga lembrança, de que uma semana 
antes, no dia 03 de junho, o Dr. Bob teria ido participar da Convenção anual da AMA 
(Associação Médica Americana) em Atlanta; ele bebeu desde o início da viagem até o 
retorno, quando a enfermeira de seu consultório foi chamada para recolhê-lo bêbado na 
estação de trem de Akron. Entretanto, e de acordo com o boletim oficial da Associação 
Medica Americana, JAMA,(The Journal of the American Medical Association), em seu 
anuário do ano de 1935, registra que a Convenção teve início no dia 10/06/1935"...A 
(primeira) reunião começou na segunda-feira, 10 de junho, em meio à chuva torrencial...". 
No dia seguinte, o Dr. Bob propôs a Bill trabalharem juntos ajudando outros 
alcoólicos. No dia 28de junho abordaram Bill  Dotson (1892-1954), 
advogado, internado por alcoolismo no City Hospital de Akron, pela sexta 
vez nos últimos quatro meses. Bill D. veio a ser o AA nº 3. Nunca mais 
voltou a beber e continuou a ser um membro ativo de A.A. até sua morte em 
1954. 
O Anônimo Número 4 não demorou a aparecer. Foi no final de julho e seu 
nome era Ernie G. (1916-1969), de apenas 30 anos e “jovem demais” aos 
Bill Dotson 
Henrietta Seiberling 
olhos de seus padrinhos. Ernie permaneceu sóbrio durante um ano e então deu uma derrapada 
que durou sete meses. Embora tivesse problemascom a bebida pelo resto da vida, sua 
sobriedade inicial desempenhou um papel importante naqueles tempos de pioneirismo. Em 1941 
casou-se com Sue, a filha adotiva do Dr. Bob e de Anne que se opuseram ao 
casamento, não pelo alcoolismo, mas pelas repetidas recaídas. O casamento 
acabou em divórcio e Sue se casou posteriormente com seu primeiro 
namorado, Ray Windows. 
O 5º AA foi Phil S.que ficou sóbrio em fins de agosto, depois de ficar
internado durante oito dias no City Hospital; duas semanas depois voltou a 
embriagar-se, foi preso e condenado a 30 
dias de cadeia; foi libertado por
intermediação de Bill D. após concordar 
em ficar sob vigilância do Dr. Bob. 
Aos poucos se foram juntando outros 
alcoólicos, e começaram a se reunir todas as quartas-feiras à 
noite na casa de T. Henry e Clarace Williamsem Akron - 
onde também se reuniam os 
membros do Grupo de Oxford, 
formando, assim, o Grupo Número 
Um de A.A. 
Quando Bill voltou a Nova York na segunda feira, 26 de agosto de 
1935, depois de ajudar o Dr. Bob, em Akron, a 
fundar o primeiro Grupo da Irmandade que viria 
a ser Alcoólicos Anônimos, tinha duas 
preocupações imediatas. Sua necessidade de 
encontrar um nicho para ele mesmo nos negócios era 
tão premente quanto a necessidade de fazer alguma 
coisa a respeito do alcoolismo. 
Neste campo ele continuou a freqüentar o Grupo de 
Oxford e a fazer abordagens no Towns Hospital 
ajudado pelo Dr. Silkworth. O primeiro sucesso veio 
com a adesão de  Hank Parkhust (1895-1954), 
internado no hospital. Pouco tempo depois, no outono, 
foi a vez de  Fitz Mayo (1897-1943), no mesmo 
hospital. O terceiro, apadrinhado por Fitz foi Jackie 
Williams. Fitz enviou Jackie a Washington para abordar 
seu amigo Jim Burwell (1898-1974), o agnóstico que 
após árduas negociações com Bill e os pioneiros de 
A.A., iria contribuir com a definição de “Deus como 
cada um O conceba”, e a prevalência do livre arbítrio 
ao definir os Doze Passos como“não dogmáticos”, 
mas apenas “sugestões”, abrindo, assim, as portas da 
Irmandade a inúmeros alcoólicos com objeção a qualquer tipo de crença, 
O casal Williams 
Sede do Grupo n° 1 de A.A. 
Ernie G. 
Hank Parkhust 
Jim Burwell 
Fitz Mayo 
Dr. Silkworth 
divindade ou religião estabelecida; também se deve a ele o enunciado da Terceira Tradição; é ele 
o personagem relatado no capítulo correspondente a esta Tradição. Para dar 
início ao movimento, foi fundamental a colaboração de três pessoas não alcoólicas - a quem Bill também considera fundadores da Irmandade: o Dr. 
Willian Duncan Silkworth (1873-1951), médico do 
Towns Hospital de Manhattan, que nos deu os
conhecimentos básicos sobre a natureza da nossa doença 
e os mistérios que nos mantém aprisionados; o Rev. 
Samuel Moor Shoemaker (1893 - 1963),,clérigo e 
reitor da Missão e da Igreja Episcopal do Calvário, 
fundador e dirigente do Grupo de Oxford de Nova York, 
que nos entregou as chaves que nos podem levar à 
libertação: os preceitos que, embora antigos e 
universais, foram a base para a construção de alguns dos 
Doze Passos Sugeridos de Alcoólicos Anônimos,o princípio da 
recuperação em A.A. e o Prof. William James (1842 – 910), psicólogo e 
filósofo, cujos estudos a respeito da natureza e da mente humana inspiraram a filosofia do 
Programa de A. A., em particular os Passos Primeiro e Segundo.  
Também foi de grande importância a experiência acumulada por alguns dos movimentos que 
precederam A.A., como o Grupo de Oxford, o Movimento Washingtoniano, o Movimento 
Emmanuel e o Jacoby Club. Estes movimentos foram imensamente populares. Particularmente 
os dois últimos, fundados em Boston, Massachusetts, em 1906 e 1909, tiveram durante mais de 
trinta anos um sucesso impressionante no tratamento do alcoolismo, baseando-se nos mesmos 
meios que mais tarde A.A. utilizaria: a espiritualidade, a mudança do comportamento, e o 
compartilhamento de experiências através de reuniões em grupo. 
Em novembro de 1937, Bill viajou para Detroit e Cleveland para tentar uma vaga no mercado 
financeiro. Não conseguiu nada, mas aproveitou a viagem para encontrar-se com o Dr. Bob em 
Akron e avaliar os resultados do movimento: contabilizaram uns quarenta casos de sobriedade, 
incluindo eles próprios – Bill três anos e Dr. Bob dois anos e meio. 
Entenderam que o resultado era animador e prenuncio de uma reação em cadeia e 
“possivelmente um dia poderia atingir o mundo inteiro”. Deduziram que o programa de 
recuperação, que tinha sido aperfeiçoado durante esse tempo funcionava, 
e se perguntaram:“como pode essa experiência ser compartilhada e a 
mensagem difundida?Consideraram então, que deveriam pôr no papel 
seus métodos; escrever um livro para servir como texto básico e contar a 
historia e as experiências dos primeiros tempos da Irmandade e, sem 
distorções, levasse aquela mensagem aos lugares onde não poderiam ir 
pessoalmente. Ao saber disso, os membros e amigos aprovaram a idéia de 
se escrever o livro. 
Muito entusiasmado, Bill tomou o trem de volta. A partir da idéia do livro 
começou a imaginar novos empreendimentos, hospitais, missionários, 
trabalhadores profissionais bem remunerados, etc.Sentiu que iriam precisar de dinheiro; de 
muito dinheiro. Neste ponto o Dr. Bob e os membros de Akron discordavam: achavam que o 
dinheiro estragaria tudo. Porém, Bill achou que aquele seria“um dos maiores desenvolvimentos 
Sam Shoemaker 
William James 
Dr. L. V. Strong 
de todos os tempos sob o aspecto médico e espiritual. Certamente os ricos nos ajudarão. Como 
poderiam deixar de fazê-lo?”. Deixaram.
Equipados com uma lista de prováveis ricos que poderiam ajudar teve início a primeira - e 
última - cruzada de A.A. em busca de dinheiro. Quase todos achavam uma causa nobre, mas 
preferiam contribuir com instituições de renome como a Cruz Vermelha. Foi uma grande 
decepção. 
Porém, através de seu cunhado, o Dr. Leonard V. Strong, Bill foi apresentado ao responsável 
pela distribuição dos donativos de John Davidson Rockefeller Jr. (1874
–1960), Willard Richardson (“Tio Dick”), que se interessou muito pelo 
projeto e propôs outro encontro com o comparecimento de outras pessoas 
ligadas a Rockefeller. 
Bill foi às nuvens. O encontro, em forma de jantar, aconteceu numa noite 
de dezembro de  1937e contou com  a participação, além dos 
representantes de Rockefeller, dosDrs. Silkworth e Bob, Bill e alguns 
membros de Akron e Nova York. 
Depois da exposição dos motivos, ouviram do Sr. Albert Scott, Presidente 
dos Curadores da Igreja Riverside: “será que o dinheiro não destruiria 
isso? A partir daí seguiram-se os mesmos questionamentos por parte da turma de Rockefeller 
que os membros de Akron faziam. 
Em fevereiro de 1938, Frank Amos foi enviado a Akron por JohnD. Rockefeller e fez um 
minucioso trabalho de investigação sobre o que denominou “Pretenso Grupo Alcoólico de 
Akron, Ohio”. Ele investigou a vida do Dr. Bob e destacou sua competência profissional, como 
era querido e respeitado pela comunidade e a grande importância do trabalho que estava 
realizando para a recuperação de alcoólicos.  
No relatório diz que a renda do Dr. Bob era tão baixa que não conseguia 
manter uma secretária no consultório e tinha dificuldades para saldar as 
despesas básicas de casa. Fala da necessidade de ajudá-lo, ou teria de 
desistir da maioria dos trabalhos com os alcoólicos. 
Sugere que Rockefeller, confidencialmente, arranja-se uma remuneração 
mensal para o Dr. Bob, por um período de pelo menos dois anos, até que a 
proposta do novo movimento pudesse seguir 
sozinha e talvez se tornar financeiramente 
independente em todos os sentidos. Lembrou que 
sua casa estava hipotecada e descreveu como seria 
utilizado o dinheiro: “A secretária custaria cerca 
de mil e duzentos dólares por ano. E também precisaria ter um bom 
carro – ele agora dirige um Oldsmobil e bastante antigo – que seja veloz 
e seguro. Precisa de melhores instalações em seu consultório, não 
somente para seus pacientes particulares, mas para melhor tratar esses 
ex-alcoólatras que vão até ele, diariamente, em busca de inspiração e 
instrução. Ao todo, acho que uma quantia de cinco mil dólares ao ano, 
durante dois anos, deve ajudá-lo. Estou convencido de que essa tentativa daria certo”.No total, 
Frank Amos sugeriu que Rockefeller doasse 50 mil dólares ao movimento (750.000 em valores 
de 2008). 
Frank Amos 
J. D. Rockefeller Jr. 
W. Richardson
Como resultado de tudo isso, depois de relatórios, considerações, e recomendações levadas pelos seus representantes, Rockefeller expressou sua simpatia pela causa, e mandou dizer que estava depositando cinco mil dólares na tesouraria da Igreja River side como ajuda para a desesperada situação de Bill e do Dr. Bob “... isso dará a esses homens uma assistência temporária, mas a Irmandade deveria logo tornar-se auto-suficiente. Se acharem que realmente o movimento precisa de dinheiro, vocês podem ajudá-lo a conseguir, mas, por favor, não me peçam mais”.O conceito mais perfeito para o que viria ser a Sétima Tradição. Esse dinheiro foi usado para pagar hipoteca de três mil dólares do Dr. Bob, e do que sobrou retiravam 30 dólares por mês cada um até o dinheiro acabar. Mais tarde, em fevereiro de 1940, Rockefeller ofereceu um jantar no “Union Club”de Nova York – onde se fez representar por seu filho Nelson, pois estava doente – para que muitos de seus amigos pudessem conhecer a Irmandade. A publicidade resultante foi muito favorável. Apesar deste contratempo, foi mantida a idéia de pedir contribuições para pagar os custos das divulgações e manter um escritório de serviços. Para isso foi planejada uma fundação de caridade isenta de impostos, e para realizar o trabalho legal foi recrutado o advogado John Wood. À instituição foi dado o nome de Fundação do Alcoólico. Para cuidar da administração e recolher doações e contribuições o Dr. Bob e Bill criaram em Nova York, 11 de abril de 1938, um conselho de cinco Custódios formado três amigos influentes não alcoólicos: Willard Richardson, Frank Amos e oDr. Leonard Strong. e por dois alcoólicos: o Dr. Bob e Bill R., um membro de Nova York, que saiu depois de voltar a beber. O projeto do livro continuou em pé e começou a ser escrito em maio. Para bancar o empreendimento, em fins de 1938 foi criada uma editora - a Works Publishing, Inc. (em 1959 tornar-se-ia A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S.) que tinha como sócios Bill e Hank P.- o primeiro alcoólico a conseguir a abstinência no Grupo de Nova York. A sede era o escritório de uma firma de consultoria dirigida aos postos de gasolina que Hank tinha em Newark, Nova Jersey, onde o único patrimônio era uma enorme escrivaninha e alguns móveis estofados, e lá trabalhava a secretária Ruth Hock Crecelius (1911-1986), não alcoólica, que viria a ser uma das maiores colaboradoras e secretária nacional de A.A. Foram colocados à venda 600 certificados de ações ao preço de face de 25 dólares cada uma. Toda a manhã Bill se deslocava do Brooklyn até Newark para ditar a Ruth os rascunhos dos capítulos do futuro livro. Em abril de 1939, foi publicado o livro Alcoólicos Anônimos (Big Book) – mesmo nome dado à Irmandade que durante quatro anos cresceu lentamente como um movimento sem nome nem estrutura – começou como “o esquadrão alcoólico”do Grupo de Oxford – e pretende explicar a outros alcoólicos exatamente como A.A. efetua a recuperação de seus membros. Foram impressos cinco mil exemplares, que ficaram encalhados por algum tempo apesar de algumas críticas favoráveis, inclusive do jornal New York Times.Até que o editor da revista Liberty,Fulton Oursler, escritor e futuro amigo de A.A., se interessou pelo assunto e encomendou um artigo a respeito da Irmandade a Morris Markey. O artigo foi publicado pela  Liberty em setembro com o título de “Os Alcoólicos e Deus”. Ruth Hock C. 
A reação foi imediata, e mais de 800 pedidos de ajuda chegaram ao escritório através da revista, aos quais Ruth, a fiel e eficiente secretária do escritório, respondia com magníficas cartas personalizadas. Centenas de copias do livro foram vendidas ao preço de 3,5 dólares cada um. Pouco depois de ter saído o artigo da Liberty, o Plain Dealerde Cleveland também publicou uma série de artigos sobre o movimento, e mais livros foram vendidos. Nos próximos 16 anos foram distribuídas 300.000 cópias em 16 reimpressões. No dia 26 de abril de 1939, a calamidade bateu à porta da casa em que Bill e Lois moravam na Rua Clinton, 182, no Brooklin. Um banco estava tomando posse dessa casa que tinha pertencido aos pais de Lois e estava hipotecada. O casal - que pagava um aluguel barato até que o banco conseguisse comprador, precisou sair. Os amigos agruparam-se, e criaram um “Fundo para a Restauração do Lar de Lois W.”. Os Custódios começaram a pagar ao casal a quantia de 50 dólares ao mês. Eles foram morar numa casa de campo emprestada em Nova Jersey e utilizavam um velho carro Lincoln também emprestado. A casa da Rua Clinton também servia como local de reunião do Grupo de Nova York além de alguns membros morarem lá. Com o 
despejo do casal Wilson todos tiveram que sair. Alugaram um salão onde se reuniam semanalmente. À medida que o numero de membros crescia, as reuniões semanais se tornaram insuficientes, o local ficou pequeno e não podia hospedar  ninguém. Pensou-se em algo familiar, talvez um clube. Idéia aceita encontraram o local adequado na Rua Twenthy-Fourth (vigésima quarta), num prédio que tinha sido primeiro um estábulo, e depois a sede do Clube dos Ilustradores -um 
grupo de artistas que o pintaram e arrumaram e ao ficar pequeno saíram. O térreo comportava uma reunião de tamanho regular, e o andar superior um salão para recreação e dois dormitórios pequenos. Dois companheiros garantiram o aluguel, que era de 75 dólares por mês, e outro se responsabilizou pelas contas de luz, gás e telefone, outros 25 dólares. A partir do “The Old Club Twenty-Fourth”, (O Velho Clube da Rua 24ª), muitos outros foram iniciados na Filadélfia, Minneapolis e Texas, alguns muito elegantes, com hospedagem, outros apenas como sede. No começo os clubes foram muito bem aceitos e quando começaram a criar problemas foi decidido que deveriam seguir paralelamente e não poderiam ser administrados pelos grupos de A.A. Também, em 1939, formou-se o primeiro Grupo de A.A. dentro de uma instituição psiquiátrica: no Hospital estadual Rockland, em Nova York. Em 1941, o juiz Curtis Bok, um dos proprietários do semanário The Saturday Evening Post, teve sua atenção atraída para a Irmandade através de seus amigos da Filadélfia - os doutores A. Wiese Hammer e C. Dudley Saul,que tinham grande admiração pela entidade, e designou o jornalista e escritor Jack Alexander (?-1975),para escrever um artigo a respeito da Irmandade. Quando Jack chegou ao escritório da Rua Versey, foi feito a ele o mais exaustivo relato de A.A. que qualquer escritor jamais recebera. Primeiro encontrou-se com os Custódios e o pessoal de A casa da Rua Clinton, 1820 o casal Lois e Bill.
Nova York, e daí foi acompanhado pelo país afora. Finalmente Jack disse que tinha visto o suficiente e estava pronto para escrever. O artigo com o título “Alcoólicos Anônimos” e o subtítulo “Escravos libertos da bebida agora libertam outros”,  com cerca de 7500 palavras e ilustrado com quatro  fotografias sem identificação, apareceu na publicação do dia 1º de março de 1941. A vasta investigação de Jack e sua grande capacidade de compreensão e comunicação em relação à Irmandade fizeram com que o artigo criasse um grande impacto. Através do correio e do telégrafo muitos pedidos de ajuda e encomendas do livro “Alcoólicos Anônimos”, chegavam à caixa postal 658. Para responder a toda correspondência foi pedida ajuda a todas as mulheres de A.A. e às esposas dos AAs que soubessem escrever a máquina. A secretária Ruth e as voluntárias levaram vários dias para responder o volume crescente de correspondência que 
chegava a até 50 cartas por dia. O auge do fluxo passou, mas sentiu-se a necessidade de contar com permanente ajuda paga. Compreendeu-se também que as crescentes necessidades do escritório não poderiam mais ser atendidas com o que rendia a venda do livro. Então, pela primeira vez foi pedido que os grupos contribuíssem para um fundo especial da Fundação, destinado “exclusivamente a cobrir as despesas do escritório de A.A., sendo que as contribuições deveriam ser voluntárias”. No fim de 1941, e em função do artigo do Post, o número de membros tinha saltado de dois mil em 1940,para oito mil naquele ano. Motivada por essa incrível expansão, a publicidade nacional voltou-se para a Irmandade, fazendo com que fossemais procurada. Precisava ser estabelecida uma cuidadosa norma de relações públicas para lidar com essa nova situação. A principal atenção foi dada à classe médica e religiosa. Em nenhuma circunstância se deveria 
entrar em competição com uma ou com outra. Assim, deu-se ênfase ao fato de que “A.A. é um modo de vida” que não entra em conflito com nenhuma crença religiosa, ou qualquer especialidade da medicina. Deixou-se que os médicos soubessem o quanto precisávamos de hospitalização, e foram sugeridas aos profissionais da saúde e às clínicas de desintoxicação as vantagens da cooperação. Sempre a prática da medicina seria da competência dos médicos, e os assuntos religiosos dos clérigos. Como alcoólicos leigos, A.A. seria apenas uma ligação. Tiveram de serem definidas formas de cooperar com a imprensa, radio, televisão e cinema; com os empregadores; a educação, pesquisa e reabilitação; o quê dizer em hospitais, clínicas e instituições correcionais; para que fins, e como o nome de A.A. deveria ser usado, e em que situações os membros poderiam expor-se; como seriam custeados os Grupos, escritórios, órgãos de serviço etc. 
Jack Alexander 
“Alcoólicos Anônimos”. Saturday Evening Post 
Para responder a essas questões foram codificadas, em 1946, as Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos, que a princípio haviam-se chamado os “Doze Pontos para Garantir Nosso Futuro”-conjunto de princípios sugeridos para assegurara sobrevivência e a expansão dos Grupos que compõem A.A. Baseadas nas experiências dos próprios Grupos durante os primeiros anos cruciais da Irmandade, elas se relacionam à condução dos assuntos internos dos Grupos, à 
cooperação entre eles e ao seu relacionamento com a comunidade externa. Em 1942, membros do Grupo de São Francisco, Califórnia, pela primeira vez, realizaram reuniões dentro do presídio de San Quentin, a pedido de seu diretor Clinton T. Duffy. Em julho de 1944, alguns AAs de Nova York começaram a publicar uma revista mensal que recebeu o nome de Grapevine (lese greipvaim => videira), que logo alcançou a tiragem de 40.000 exemplares por mês, e tornou-se o reflexo do pensamento e da ação de A.A. em todo mundo. Mais tarde muitos países-membros criariam suas próprias revistas (*). 
(*) No Brasil foi lançado, em novembro de 1985, o número “Zero” da Revista Brasileira de A.A., que depois se chamaria Revista Vivência. Em novembro de 1949, a Associação Americana de Psiquiatria solicitou que A.A. apresentasse uma tese a respeito de seu Programa. Foi bem acolhida e publicada no “American Journal of Psychiatry”, dando seu reconhecimento e validando, assim, o Programa de A.A. Em julho de 1950 foi convocada a Primeira Convenção Internacional de Cleveland e, a partir dela, vem sendo realizadas Convenções a cada cinco anos nas maiores cidades da América do Norte (EUA e Canadá), com uma finalidade específica. O objetivo da de Cleveland era acolher as Tradições - que lá foram homologadas, e permitir que o Dr. Bob se despedisse. No seu curto discurso chamou especial atenção para se manter simples o Programa de A. A. No dia 16 de novembro de 1950, o Dr. Bob morreu em Akron, Ohio, aos 71 anos de idade, em decorrência de um câncer na próstata. Repousa ao lado de sua mulher Anne – morta em 1º de junho de 1949, no cemitério Mount Peace, em Akron. Em 1951, a Fundação do Alcoólico – cuja Junta de Custódios não tinha vínculo com a Irmandade, apenas com o Dr. Bob e Bill – foi dissolvida, e em seu lugar foi criada a Conferência de Serviços Gerais, onde todos os Grupos seriam representados através de seus Delegados. Ainda em 1951, a Associação Americana de Saúde Pública concedeu a Alcoólicos Anônimos o Prêmio  Lasker, em “reconhecimento formal do êxito de A.A. no tratamento do alcoolismo como doença e na 
eliminação de seu estigma social”. Em junho de 1953, foi publicada a 1ª edição do livro “Os Doze Passos e as Doze Tradições” Em outubro de 1954 a Junta de Custódios vinculou-se à Irmandade formando junto com a Conferência de Serviços Gerais, a Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos. Por ocasião do vigésimo aniversário, em julho de 1955, foi convocada  Padre Ed Dowling Prêmio Lasker Lápide para o Dr. Bob e Anne Smith a Segunda Convenção Internacional de Saint Louis, Missouri, cidade escolhida por Bill porque lá morava o padre jesuíta Edward Dowling (1898-1960),seu conselheiro espiritual e grande amigo de A.A. e, em sua presença fazer uma declaração de gratidão a todas as pessoas não alcoólicas que ajudaram na construção da Irmandade: “A história de A.A. está repleta de nomes de não-alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo Programa de Recuperação de A.A. Milhões de nós devemos nossas vidas a essas pessoas, e nossa dívida de gratidão não tem limites”. O objetivo principal da Convenção foi a Declaração da Maioridade da Irmandade. Perante mais de cinco mil pessoas, Bill, falando em nome do Dr. Bob – já falecido – e dos membros mais antigos, declarou a Maioridade de A.A., e transferiu à Conferencia de Serviços Gerais e aos Custódios a vigilância e a proteção dos “Três Legados”. Também foi feita a  apresentação do emblema e do pavilhão de A.A. como símbolos da Irmandade. No emblema, os Três Legados (#)estão representados por um triângulo eqüilátero – os três lados e os três ângulos são iguais, onde sua base representa a Recuperação (#)– os Doze Passos – o lado esquerdo a Unidade– as Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos, e o lado direito o Serviço–na descrição de Bill, ‘tudo aquilo que nos leva ao alcoólico que ainda sofre’e seus princípios espirituais baseiam-se no 12º Passo e  a 2ª, 4ª, 7ª, 8ª e 9ª Tradições. O triângulo está inscrito numa circunferência que simboliza A. A. no mundo. O pavilhão é uma bandeira na cor branca contendo no centro o emblema na cor azul. O símbolo foi registrado na Câmara de Propriedade dos EUA em 1957, quando passou a ser usado oficialmente como propriedade da Irmandade. Tinha quatro formatos conforme sua destinação: 1) um triângulo eqüilátero inscrito numa circunferência apenas delineado, destinado ao registro de propriedade da literatura da A.A.; 2) igual ao anterior (1), mais dois “AA” dentro do triangulo com fundo azul, representado no pavilhão; 3) igual ao anterior (2), mais os dizeres Conference General Service faceando internamente a circunferência, era o carimbo da Conferência; 4) igual ao formato 2 mais os dizeres Recuperação Unidade Serviço faceando externamente os lados do triangulo, para uso nos Grupos. Em janeiro de 1993, a propriedade do logotipo 1 foi questionada na Justiça americana, e dentro do espírito do conceito que recomenda evitar ações judiciais sempre que possível, o A.A.W.S. (Serviços Mundiais de A.A), suspendeu temporariamente a partir de maio daquele ano, o uso dos três primeiros logotipos nos EUA. O quarto logotipo não teve seu conjunto questionado e os Grupos podem usá-lo livremente. Na 5ª Conferência de Serviços Gerais realizada entre os dias 16 e 18 de março de 1981 na cidade de São Paulo, foi oficializado, para uso no Brasil, o emblema e o pavilhão da Irmandade tal como descritos acima. O emblema substitui o existente à época, criado pelo CLAAB, (o primeiro órgão de serviço de A.A. no Brasil) onde constava, além dos três legados oficiais de A.A. mundial, um quarto legado – Responsabilidade– e eram representados por um quadrado circunscrito na circunferência. (Várias fontes). 
Também , em 1955, foi publicada a 2ª edição do livro”Alcoólicos Anônimos” (Big Book), da qual foram feitas 16 reimpressões e atingiu um total de mais de 1.150.500 cópias.O emblema de A.A. 
Em 1957, quando a Irmandade contava com mais de 200.000 (duzentos mil) membros em mais de 70 países e territórios foi criada na Grã-Bretanha e Irlanda a primeira Junta de Serviços Gerais de A.A. fora dos EUA e Canadá. Em 1959, a Works Publishing, Inc., tornou-se A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S.(Serviços 
Mundiais de A.A.). Inicialmente concebidos por Bill W. como doze procedimentos que serviriam como “Código para o Escritório Central”,foram aprovados pela Conferência de Serviços Gerais em abril de 1962, como os “Doze Conceitos para Serviços Mundiais”- uma interpretação do autor sobre a estrutura de serviços mundiais de A.A. Sua finalidade é demonstrar o “porquê” desta estrutura para que as lições do passado não sejam esquecidas ou perdidas. Tem o mérito de ser um complemento para o Manual de Serviços de A.A. e para as Doze Tradições de A.A.,descrevendo conceitos até então não definidos por escrito, como os direitos de “decisão”, “participação”, “petição”, além do princípio de “autoridade”. Estes Conceitos – exceto o 12º- poderão ser alterados ou emendados, pelas Juntas de Serviços Gerais de cada pais membro – a JUNAAB já usou desta prerrogativa. Em Julho de 1965, por ocasião do 30º aniversário, foi convocada a 4ª Convenção Internacional de Toronto, Canadá, cujo tema foi “O Termo de Responsabilidade”. Em 1966, mudou a relação de Custódios alcoólicos e não-alcoólicos na Junta de Serviços Gerais: eram 15 membros, sendo oito não-alcoólicos e 7 alcoólicos e passaram para 21 membros, 14 alcoólicos e 7 não-alcoólicos dando, assim, aos alcoólicos a atual maioria de dois terços. Em 1967foi publicado o livro “O Estilo de Vida de A.A.”, que a partir de 1975 se chamaria “Na Opinião de Bill”. Em outubro de 1969, realizou-se em Nova York a Primeira Reunião de Serviços Mundiais, com a participação dos delgados de 14 países. Em Julho de 1970, por ocasião do 35º aniversário, foi convocada a 5ª Convenção Internacional de Miami Beach, Florida, cujo tema foi “Uma Declaração de Unidade”, onde Bill fez sua 
última aparição em público. Em 21 de janeiro de 1971, realizou-se em Nova York a Segunda Reunião de Serviços Mundiais. Bill W. morreu no dia 24 de janeiro de 1971– data do 53º aniversário de seu casamento com Lois - horas depois de dar entrada no Instituto do Coração de Miami, Florida, EUA , em decorrência de enfisema pulmonar. Repousa no cemitério de East Dorset, Vermont, EUA. Em 5 de outubro de 1988, morreu no Northern Westchester Hospital em Mount Kisco, Nova York, Lois Burnham, aos 97 anos de idade. Ela foi casada com Bill durante exatos 53 anos.



Índice

1-. Abstêmio/a 
2-. Abstinência 
3-. Abstinência em A.A. 
4-. Adicção 
5-. Adicto 
6-. Adictos Anônimos 
7-. Agnosticismo 
8-. Agnóstico 
9-. Akron (o berço de A.A.) 
10-. Al-Anon. 
11-. Al-Anon no Brasil. 
12-. Alateen. 
13-. Álcool 
14-. Alcoólatra 
15-. Alcoólico/a 
16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
17-. “Meu nome é...” 
18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação? 
19-. Alcoólicos Anônimos – A Irmandade. 
20-. Alcoólicos Anônimos - O nome. 
21-. Alcoólicos Anônimos - O livro. 
22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil. 
24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo. 
25-. Alcoolismo 
26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo. 
27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
28-. Alcoólicos Anônimos: 
o primeiro movimento social... 
29-. Centro de Estudos do Álcool. 
30-. Comitê Nacional de Educação 
sobre Alcoolismo. 
31-. A classificação do Alcoolismo segundo 
a Associação Psiquiátrica Americana. 
32-. A classificação do Alcoolismo segundo 
a Organização Mundial da Saúde. 
33-. A carreira alcoólica de Bill W. 
34-. A carreira alcoólica do Dr. Bob. 
35-. Alcoolista, ou etilista 
36-. Alucinação 
37-. Anonimato 
38-. Anonimato em A.A. 
39-. Antabuse 
40-. Ateísmo 
41-. Ateu 
42-. Bafômetro 
43-. Barbitúrico 
44-. Bebedor exagerado, 
45-. Beladona 
46-. Companheirismo 
47-. Companheirismo em A.A. 
48-. Companheiro/a 
49-. Comunicação 
50-. Comunicar 
51-. Comunidade 
52-. Conceito 
53-. Conceito(s) em A.A. 
54-. Costume 
55-. Costumes 
56-. Costumes em A.A 
57-. A história das Fichas. 
58-. A oração da Serenidade. 
59-. Alcoólicos Anônimos e as orações.
60-. Cura 
61-. Cura (a) da Beladona 
62-. Delírio 
63-. Delirium-tremens 
64-. Despertar 
65-. Despertar espiritual 
66-. Doença 
67-. Dogma 
68-. Dogmatismo 
69-. Dogmatista 
70-. Doutrina 
71-. Espiritual 
72-. Espiritualidade 
73-. Espiritualismo 
74-. Estigma 
75-. Ética 
76-. Êxtase 
77-. Garantia 
78-. Garantia (s) em A.A. 
79-. Grupo 
80-. Grupo de A.A. 
81-. Grupo de Oxford. 
82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
83-. Humildade 
84-. Ianque. 
85-. Irmandade 
86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos. 
87-. Legado 
88-. Os Três Legados de A.A. 
89-. Lei 
90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
91-. Lei Hughes. 
92-. Lei Seca (a). 
93-. Lei Seca (a) no Brasil. 
94-. Literatura 
95-. Literatura em A.A. A origem 
96-. Literatura aprovada pela Conferência. 
97-. LSD 
98-. Mensagem 
99-. Mescalina 
100-. Meditação 
101-. Meditar 
102-. Mentor 
103-. Modelo Minessotta 
104-. Moção 
105-. Moção em A.A. 
106-. Moral 
107-. Morbidez 
108-. Mórbido 
109-. Narcótico 
110-. Narcóticos Anônimos (NA) 
111-. Narcóticos Anônimos no Brasil. 
112-. Neurose 
113-. Neurótico/a 
114-. Neurótico/a em N/A. 
115-. Neuróticos Anônimos (N/A) 
116-. Neuróticos Anônimos no Brasil - N/A, 
117-. Niacina 
118-. Obsessão 
119-. Paraldeido 
120-. Paranóia 
121-. Passo(s) 
122-. Os Doze Passos de A.A. – Sua concepção 
123-. Os Doze Passos de A.A 
124-. Patologia 
125-. Pecado 
126-. Política 
127-. Pragmático 
128-. Pragmatismo 
129-. Prece 
130-. Princípio 
131-. Princípios 
132-. Proceder 
133-. Procedimento 
134-. Promessa 
135-. As doze “promessas” de A.A. 
136-. Psicose 
137-. Questão de ordem 
138-. Questão de ordem em A.A. 
139-. Recuperação 
140-. Recuperação em A.A. 
141-. Religião 
142-. Alcoólicos Anônimos e a religião 
143-. Religiosidade 
144-. Serenidade 
145-. Simples. 
146-. Simplicidade 
147-. Simplismo 
148-. Simplista 
149-. Síndrome 
150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
151-. Sobriedade 
152-. Sobriedade Em A.A. 
153-. Sugerir. 
154-. Sugestão 
155-. Teísmo 
156-. Temperança 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
158-. American Temperance Society (ATS) 
159-. Sociedade de Temperança Washington. 
160-. União Feminina pela Temperança Cristã. 
161-. Anti-Saloon League. 
162-. Movimento Emmanuel. 
163-. Jacoby Club. 
164-. Terapia 
165-. Terapeuta 
166-. Terapeuta leigo, Conselheiro, ou, Consultor 
167-. Tolerância 
168-. Tradição 
169-. ‘Os filhos do caos’ e o nascimento das Tradições de A.A 
170-. As Doze Tradições de A.A.: 
171-. Unicidade 
172-. Unicidade de propósito em A.A. 
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