Artigos - Alcoólicos Anônimos de 'A' a 'V' 15

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150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff (*) (**) => 
também conhecida como cérebro molhadoou beribéri cerebral, é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina (vitamina B1), e é observada principalmente em alcoólicos crônicos. Afeta igualmente homens e mulheres sem idade preferencial. No início da síndrome ocorre estado confusional global. Em muitos casos verifica-se confabulação, termo utilizado para designar a invenção ou criação de histórias pelo paciente, que sendo incapaz de lembrar-se, utiliza-se de fragmentos de memórias de eventos passados. Por exemplo, quando questionado sobre o porquê de estar hospitalizado ou sobre o que fez no dia anterior, ao invés de referir que não se lembra, pode inventar uma história. A síndrome quando plenamente desenvolvida é caracterizada pela associação de amnésia, fabulação e desorientação. Desta tríade, a amnésia é o elemento mais notável, sendo representada por distúrbio da memória traduzido por dificuldade ou impossibilidade de formar novas memórias. Este quadro, quando não tratado, evolui geralmente para a confusão mental e a demência. 
(*) Em setembro de 1934, por ocasião da terceira internação de Bill W., o Dr. Silkworth, diretor do hospital Towns, onde Bill estava, disse a Lois que temia pela sanidade mental de seu marido, que já estava desenvolvendo uma encefalopatia conhecida como Síndrome de Wernicke-Korsakoff e que possivelmente não agüentaria mais um ano se continuasse a beber daquele jeito.
(**) Karl Wernicke (1848-1905),foi um médico anatomista, psiquiatra e neuropatologista alemão. Pesquisou sobre os efeitos do traumatismo craniano na linguagem. Notou que lesões na região posterior esquerda do giro temporal superior resultavam em déficits na compreensão da linguagem. Esta região é hoje chamada de área de Wernickee a síndrome associada é denominada afasia(perda parcial ou total da capacidade de linguagem e da fala) de Wernicke.Sergei Korsakoff Sergeievich (1854-1900), foi o primeiro grande neuropsiquiatra russo e um dos maiores neuropsiquiatras do século 19. Korsakoff publicou inúmeros trabalhos em neuropatologia, psiquiatria e medicina forense. Sua tese de doutorado foi “A Paralisia Alcoólica”. Além de seus estudos 
Karl Wernicke
Sergei Korsakoff S. 
sobre os efeitos do alcoolismo no sistema nervoso e a psicose alcoólica, ele introduziu o conceito de paranoia

151-. 
Sobriedade=>Do latim sobrietate, qualidade ou estado de sóbrio; temperança; moderação; comedimento. 

152-. Sobriedade  Em A.A.
significa aprender a viver em abstinência através de um contínuo crescimento emocional (acrescentamos espiritual) que permita alcançar a maturidade. A soma de abstinência e maturidade constitui a sobriedade. Muitos alcoólicos deixam de beber, mas não crescem emocionalmente e espiritualmente. Essas pessoas podem padecer da chamada “Síndrome da bebedeira seca” que constitui uma das principais causas das recaídas nos alcoólicos. Tal síndrome impede a plenitude de vida do alcoólico, provocando a persistência de seus problemas familiares, laborais, sociais e a continuidade da insatisfação e da infelicidade. 

153-. Sugerir=> 
Do latim sugerere. Fazer que se apresente ao espírito uma noção por menção ou associação de idéias. 

154-. Sugestão=> 
Do latim sugestione. Ato ou efeito de sugerir. Estímulo, instigação. Coisa que se dá a entender; insinuação. Proposta, parecer. Na psicologia, é o processo pelo qual se controla o poder de decisão de um ou mais indivíduos. 

155-. Teísmo=> 
Doutrina que admite a existênciade um deus pessoal; causa do mundo. 

156-. Temperança=> Do latim temperantia. Qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites ou paixões; sobriedade. Moderação, comedimento, temperamento. Economia, parcimônia.
 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
No início do século 19, muitos países, uns por razões econômicas 
e outros por razões religiosas, ou ambas, começaram uma mobilização para a prevenção do abuso das bebidas alcoólicas, entre eles, Austrália, Canadá, Irlanda, Nova Zelandia, Sri Lanka, Reino Unido e muitos outros, que ficaram conhecidos como movimentos pro-temperança. Os de maior destaque em termos de movimentação de massa aconteceram nos EUA e vieram para cumprir um papel fundamental na configuração da ideologia capitalista norte-americana de que ‘o mundo da livre concorrência é justo’.Estes movimentos culpavam o álcool e seus consumidores por tudo aquilo que não ia bem na nação norte-americana emergente: pobreza, crime, violência, insucessos pessoais, falências financeiras. O álcool e seus consumidores passam a ser o bode expiatório de uma sociedade que acredita piamente que a livre concorrência irá trazer bem‐estar a todos. A declaração do Destino Manifesto (*), em 1845,que preconizava que “os brancos americanos eram o povo eleito por Deus para guiar o mundo”, e para manter a nação no caminho certo, a sobriedade deveria ser estabelecida por decreto: "Se a honra do grupo depende de todos, o pecado individual pode arrastar a todos". Com esse propósito se utilizaram de todos os meios ao seu alcance para acabar com o uso de bebidas alcoólicas no País, desde a re-escritura da Bíblia tirando todas as referências a álcool, insistindo que Jesus não tomou vinho, mas suco de uva, passando pela manipulação das mulheres e crianças, a pressão política e até a violência física. 
(*)O Destino Manifesto é o pensamento que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos é eleito por Deus para comandar o mundo, e por issoo expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina. Os defensores do Destino Manifesto acreditaram que expansão não só era boa, mas também era óbvia("manifesto") e inevitável ("destino"). Originalmente a frase foi criada pelo jornalista Nova Yorquino John L. O'Sullivan (1813-1895)em sua revista Democratic Review, publicada em julho de 1945. Em um ensaio intitulado  "Annexation", (anexação), no qual exigia dos EUA a admitir a República do Texas na União. O'Sullivan escreveu: "Nosso destino manifesto foi atribuído pela Providência Divina para cobrir o continente para o livre desenvolvimento de nossa raça que se multiplica aos milhões anualmente." O Destino Manifesto deixou de ser uma frase apenas e se tornou um termo histórico padrão, freqüentemente usado como um sinônimo para a expansão territorial dos Estados Unidos pelo Norte da América pela América latina, "A pura raça angloamericana está destinada a estender-se por todo o mundo com a força de um tufão. A raça hispanomourisca será abatida", e pelo Oceano Pacífico, anexando as Filipinas, Porto Rico, Cuba, Havaí e parte de Samoa ... As doutrinas do Destino Manifesto foram usadas explicitamente pelo governo e pela mídia norte-americana durante a década de 1840, para justificar a anexação do Texas, território mexicano, que veio gerar uma curta mas sangrenta guerra entre os dois países; com a derrota, o México, em fevereiro de 1848, assinou um humilhante tratado que, além de reconhecer o direito dos EUA sobre o Texas, entregou em troca de uma infamante quantia  em dinheiro, os territórios que hoje representam os Estados da Califórnia, Novo México, Arizona, Colorado, Nevada, Utah e Wyoming. O uso formal desta doutrina deixou de ser usado oficialmente desde a década de 1850 até o final da década de 1880, quando foi então revivida, e passou a ser usada novamente por políticos norte-americanos como uma justificativa para o expansionismo norte-americano fora das Américas. Após isto, o uso da ideologia do Destino Manifesto deixou de ser utilizada explicitamente pela mídia e por políticos em geral, embora alguns especialistas acreditem que certas doutrinas do Destino Manifesto tenham, desde então, influenciado muito as ideologias e doutrinas imperialistas norte-americanas até os dias atuais. Pelo que mostra a experiência até hoje, a ambição americana não se satisfez com a doma hispano-mourisca. Sua cobiça chega a qualquer latitudeou longitude onde exista alguma coisa que lhes seja desejável.
 
158-. American Temperance Society (ATS) também conhecido como a Sociedade Americana para a Promoção da Temperança.  Este foi primeiro movimento americano pro - temperança. A sociedade foi criada em Boston, Massachusetts, no dia 13 de fevereiro de 1826, pelos clérigos presbiterianos Lyman Beecher (1775-1873)e Justin Edwards (1787-1853). Na ata de sua Constituição constava que seu objetivo era“...produzir uma tal mudança de sentimento público, e tal renovação nos hábitos dos indivíduos e nos costumes da comunidade, que no final, a temperança, com todas as suas bênçãos, iria prevalecer universalmente" Em 1825 Lyman escreveu um panfleto que obteve repercussão nacional intitulado “Six Sermons” - seis sermões, Esta tela pintada por John Gast em 1872 e chamada “Progresso Americano”,é a representação alegórica do  Destino Manifesto.Na cena, Colúmbia [topônimo da América do Norte], representa a  luz da "civilização" . John L. O´Sullivan sobre a intemperança onde destacou que “... a intemperança não era apenas a embriaguez habitual, mas também o uso diário de  bebidas alcoólicas”.  Logo após a fundação da Sociedade, Justin começou a escrever uma série de cartas aos seus conhecidos conclamando-os para aderir a esse movimento e nelas descrevia maneiras de como manter a abstinência às bebidas alcoólicas com exceção do vinho. Compilou estes conselhos e os editou num livro chamado “Manual da Temperança”, que veio ser reimpresso tantas vezes que a sociedade optou por adquirir sua própria gráfica. Este movimento de temperança começou a tomar corpo. Em 1829 havia cerca de mil grupos com uma adesão de cerca de 100.000  membros que tinham-se comprometido a abster-se de ingerir bebidas destiladas. Em 1834 existiam 5.000 grupos locais  alegando uma adesão 11.000.000 membros, um ganho de 500 por cento em 5 anos. A imprensa especializada em temperança tinha sido estabelecida. Literatura eficazes surgiram. Políticos foram tomando conhecimento. Até a arquitetura fez sua contribuição: em muitas cidades e capitais, fontes públicas foram projetadas e forma de monumento à temperança. Em 1836, a American Society Temperance foi incorporada pela nova e mais inclusiva "American Temperance Union",que decidiu tomar a posição de "abstinência total de tudo o que pode intoxicar". Entretanto, esta nova medida tomou de surpresa muita gente, sobretudo os contribuintes mais ricos, incluindo ai muitas lideranças que não queriam abrir mão de suas comemorações regadas a vinho se desencorajaram de fazer a nova promessa. Quanto aos alcoólatras contumazes, a opinião prevalecente até 1840, era a de que nada poderia ser feito para ajudá-los. Ocasionalmente, algum bêbado podia ser reformado, mas isso não apagou o pessimismo geral quanto à reabilitação de bêbados. Como a bebida alcoólica foi considerada a "causa" do alcoolismo, o movimento de temperança visava unicamente manter o não-alcoólico longe da bebida para impedi-lo de se tornar uma lcoólatra. Essa indiferença implícita com o doente alcoólico foi sintetizado pela Justin Edwards em 1822: "Mantenha temperadas pessoas temperadas; em breve, todos os bêbados irão morrer e a terra se verá livre deles” 

159-. Sociedade de Temperança Washington.
Na contramão da sentença preconizada por um dos fundadores da Sociedade Americana para a Promoção da Temperança, Justin Edwards em 1822, "Mantenha temperadas pessoas temperadas; em breve, todos os bêbados irão morrer e a terra se verá livre deles”, uma noite de quinta-feira, 2 de abril de 1840, seis companheiros de boemia, todos eles bebedores contumazes, estavam reunidos em torno de uma mesa da Taverna Chasels, na Rua da Liberdade, em Baltimore, Virgínia, (EUA); eram eles: William K. Mitchell,um alfaiate; John F. Hoss, um carpinteiro; David Anderson e George Steers, dois ferreiros; James McCurley, fabricante de carruagens, e Archibald Campbell, um ourives. Conversa vai, conversa vem, começaram a falar sobre a temperança, um dos assuntos da moda à época. Naquele dia a conversa girou entorno de uma palestra sobre a temperança que um professor visitante, o reverendo Matthew Hale Smith (1810-1879), iria proferir na cidade. Quatro deles Lyman Beecher Fonte da Temperança em Nova York se propuseram a assistir e ao seu retorno todos discutiram a palestra. Ao final da discussão, alegremente ergueram seus copos e brindaram às virtudes da temperança, enquanto condenavam a maldição do alcoolismo. Porém aquela proposta de temperança começou a se cristalizar em suas mentes. No domingo, dia 5, eles voltaram a sereunir na taverna e a discussão sobre o tema da temperança voltou à tona. Surpreendentemente, após terem bebido umas e outras, tomaram a decisão de parar de beber e organizar uma sociedade de abstinência total. Eles próprios constituíram a diretoria sendo acordado que Mitchell seria o presidente, Campbell o vice-presidente, Hoss o secretário, McCurley o tesoureiro, e Steers e Anderson a comissão permanente. Instituíram as taxas de 25 centavos de dólar a inscrição, e,12,5 centavos de dólar a mensalidade. Cogitaram de homenagear Thomas Jefferson(1743-1826, foi o terceiro presidente dosEUA, 1801-1809), como patrono da organização, mas a proposta foi rejeitada e delegaram ao presidente Mitchell e ao secretário Hoss a elaboração da Constituição e da escolha do nome para a organização. Nessa reunião decidiram que o presidente deveria compor a promessa de total abstinência que todos deveriam assinar no dia seguinte. Na segunda-feira às nove horas, como combinado, Mitchell dirigiu-se à casa de Archibald e encontrou-o ainda na cama curtindo a ressaca dodomingo. No entanto, levantou-se, vestiu-se, e após ouvir a leitura da promessa desceu à sua loja de canetas e tinta, e lá se concedeu a honra de ser o primeiro a assinar o compromisso de temperança composto por Mitchell que rezava: “Nós, abaixo-assinados, com o propósito de constituir uma sociedade para nosso próprio beneficio e para nos proteger de costumes perniciosos e prejudiciais à nossa saúde, à nossa reputação e às nossas famílias, nos comprometemos, como cavalheiros, a não ingerir qualquer bebida espirituosa, nem licores de malte, nem vinhos ou sidra”. Escolheram o nome  “Washington Temperance Society”ou Sociedade de Temperança Washington,em homenagem ao primeiro presidente dos EUA George Washington (1732-1799), e começaram a escrever a constituição da nova sociedade que previa que somente pessoas com problemas de alcoolismo poderiam fazer parte independentemente de sua condição social, política ou religiosa. Aliás, assuntos políticos e religiosos eram terminantemente proibidos em suas reuniões que começaram na mesma taverna,até que, devido ao inesperado crescimento de associados, e à implicância do dono do local, alugaram uma sala comercial e tornaram habitual uma reunião semanal que terminava sempre com o compromisso assumido de que cada 
participante presente trouxesse mais um bêbado na próxima reunião; nessas reuniões desenvolveram o procedimento, único até então, de que cada orador conta-se sua própria história calcada no preposto de “como eu era, o quê aconteceu comigo e como sou agora”, depois usado em A.A. E se mantiveram sóbrios. Em novembro de 1840 realizaram sua primeira reunião publica: o comparecimento foi maciço, a imprensa deu ampla cobertura com reportagens muito favoráveis e que incluíam também o nome completo dos fundadores. Tanto os alcoólicos como os não-alcoólicos que se comprometiam com a total abstinência eram bem-vindos ao grupo. Cinco meses mais tarde o movimento declarava constar de seus quadros mais de 1.000 alcoólicos recuperados, 5.000 abstinentes indecisos quanto à conclusão se eram ou não alcoólicos, e outros 1.000 que mantinham abstinência total. Algum tempo depois organizaram um espetacular desfile em Baltimore, com banda de música, balizas e estandartes, presenciada por mais de 40.000 pessoas. Alto-falantes espalhavam ao vento: "Bêbado, venha até nós. Você pode se recuperar. Não desprezamos os bêbados, amamolos e guiamo-los, assim como uma mãe guia seus filhos nos primeiros passos". A abstinência total parecia um milagre.  Era evidente que uma revolução moral estava começando a se implantar, e todos os olhares estavam agora dirigidos ao Temperance Society of Washington em Baltimore, como o centro de todas as suas operações. Não foi possível manter os milagres dos Washingtonianos dentro de seus limites geográficos. A partir daí, o movimento ultrapassou as fronteiras de Baltimore e depois da Virgínia. Criaram uma organização paralela feminina que recebeu o nome da mulher do presidente G. Washington, Martha  Washington (1731-4802),que alimentava e vestia os mais necessitados enquanto buscava apóio e adeptas ao movimento entre o sexo feminino. Seus membros estavam convencidos de que deles dependiam o socorro para os mais aflitivos casos; os alcoólicos recuperados e em atividade dentro do Movimento comprovaram, com seus exemplos, que podiam ajudar aos alcoólicos e estavam possuídos de uma extraordinária disposição de levar sua mensagem. Depois, essa campanha se ampliou, pela persuasão, no sentido de evitar o mesmo sofrimento aos ainda não atingidos pelo alcoolismo, objetivando que prosseguissem com a sobriedade através de uma total abstinência. Os líderes mais influentes do Movimento eram de opinião de que necessitavam de bons "vendedores" para espalhar a mensagem de prevenção e, os membros dos grupos washingtonianos proporcionaram uma vasta relação de pessoas disponíveis. Nascia o 12º Passo remunerado. Em menos de quatro anos da relatada reunião no botequim, o número de washingtonianos chegava ao máximo: estimava-se que o movimento incluía, no mínimo, 100.000 alcoólicos recuperados e 300.000 bebedores normais em total abstinência – (Alcoólicos Anônimos, ao cabo desse tempo todo, não tinha mais que cem membros).Com a arrecadação das inscrições e a contribuição mensal de seus membros o movimento tornou-se muito influente e poderoso. Membros não-alcoólicos de prestigio acharam que as mensagens aos alcoólicos seriam desnecessárias se as bebidas fossem proibidas por lei, e iniciaram campanhas nesse sentido. Compraram briga com as igrejas ao afirmar serem os washingtonianos os verdadeiros praticantes do cristianismo e com os políticos ao se envolverem em questões polêmicas, tais como a abolição da escravatura - que viria a ocorrer em 1º de janeiro 1863, através de um Ato de Emancipação assinado pelo 16º presidente dos EUA, Abraham Lincoln (1809-1865). Mas logo chegaria ao esquecimento total. Pelo ano de 1848, tudo o que restava da espetacular e poderosa organização com seu método original de tratamento do alcoolismo, era o Asilo dos Decaídos, em Boston, que após várias modificações, no nome e na orientação, funciona hoje com o nome de Hospital Washingtoniano, dedicando-se ao tratamento do alcoolismo seguindo modernas técnicas médicas. Embora o programa de recuperação dos washingtonianos não fosse tão completo como os Doze Passos de A. A., nasceu da experiência dos milhares de alcoólicos que através dele conseguiram a sobriedade, e desenvolveram alguns métodos e procedimentos semelhantes aos que mais tarde seriam adotados por Alcoólicos Anônimos: 
1. Alcoólicos se ajudando mutuamente. 
2. Reuniões semanais, ou de freqüência periódica. 
3. Experiências compartilhadas. 
4. Levar a mensagem a outros. 
5. A dependência de um poder superior 
6. Total abstinência ao álcool. 
Porém, falhou em não oferecer um método de conduta, para membros e grupos, e estas falhas inspiraram boa parte das Doze Tradições de A.A.; a maioria dos problemas dos washingtonianos situou-se em áreas amplamente protegidas por elas: atração ao invés da promoção, não usar de persuasão, o respeito ao anonimato, consciência coletiva, servidores não chefes, princípios acima das personalidades, não entrar em controvérsia pública, centrar-se no problema comum: alcoólico para alcoólico, não se meter em assuntos alheios ao movimento, não-profissionalismo, etc. Não existindo garantias desalvaguarda para o movimento em seu conjunto, este implodiu. Embora toda esta trajetória basta-se para escrever a maioria das Doze Tradições de A.A., ela subsidiou apenas os textos das Tradições Quinta e Décima. Tendo a breve história anterior como exemplo, é possível efetuar uma limitada comparação entre o Movimento Washingtoniano e Alcoólicos Anônimos e, meditar sobre as possibilidades de A.A. ter um destino semelhante. 
Esta experiência deu origem a uma sentença usada em A.A.: 
“Se um dia a Irmandade de A.A. for destruída a causa não virá de fora, mas de dentro dela própria”.




Índice
1-. Abstêmio/a 
2-. Abstinência 
3-. Abstinência em A.A. 
4-. Adicção 
5-. Adicto 
6-. Adictos Anônimos 
7-. Agnosticismo 
8-. Agnóstico 
9-. Akron (o berço de A.A.) 
10-. Al-Anon. 
11-. Al-Anon no Brasil. 
12-. Alateen. 
13-. Álcool 
14-. Alcoólatra 
15-. Alcoólico/a 
16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
17-. “Meu nome é...” 
18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação? 
19-. Alcoólicos Anônimos – A Irmandade. 
20-. Alcoólicos Anônimos - O nome. 
21-. Alcoólicos Anônimos - O livro. 
22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil. 
24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo. 
25-. Alcoolismo 
26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo. 
27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
28-. Alcoólicos Anônimos: o primeiro movimento social... 
29-. Centro de Estudos do Álcool. 
30-. Comitê Nacional de Educação sobre Alcoolismo. 
31-. A classificação do Alcoolismo segundo a Associação Psiquiátrica Americana. 
32-. A classificação do Alcoolismo segundo a Organização Mundial da Saúde. 
33-. A carreira alcoólica de Bill W. 
34-. A carreira alcoólica do Dr. Bob. 
35-. Alcoolista, ou etilista 
36-. Alucinação 
37-. Anonimato 
38-. Anonimato em A.A. 
39-. Antabuse 
40-. Ateísmo 
41-. Ateu 
42-. Bafômetro 
43-. Barbitúrico 
44-. Bebedor exagerado, 
45-. Beladona 
46-. Companheirismo 
47-. Companheirismo em A.A. 
48-. Companheiro/a 
49-. Comunicação 
50-. Comunicar 
51-. Comunidade 
52-. Conceito 
53-. Conceito(s) em A.A. 
54-. Costume 
55-. Costumes 
56-. Costumes em A.A 
57-. A história das Fichas. 
58-. A oração da Serenidade. 
59-. Alcoólicos Anônimos e as orações.
60-. Cura 
61-. Cura (a) da Beladona 
62-. Delírio 
63-. Delirium-tremens 
64-. Despertar 
65-. Despertar espiritual 
66-. Doença 
67-. Dogma 
68-. Dogmatismo 
69-. Dogmatista 
70-. Doutrina 
71-. Espiritual 
72-. Espiritualidade 
73-. Espiritualismo 
74-. Estigma 
75-. Ética 
76-. Êxtase 
77-. Garantia 
78-. Garantia (s) em A.A. 
79-. Grupo 
80-. Grupo de A.A. 
81-. Grupo de Oxford. 
82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
83-. Humildade 
84-. Ianque. 
85-. Irmandade 
86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos. 
87-. Legado 
88-. Os Três Legados de A.A. 
89-. Lei 
90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
91-. Lei Hughes. 
92-. Lei Seca (a). 
93-. Lei Seca (a) no Brasil. 
94-. Literatura 
95-. Literatura em A.A. A origem 
96-. Literatura aprovada pela Conferência. 
97-. LSD 
98-. Mensagem 
99-. Mescalina 
100-. Meditação 
101-. Meditar 
102-. Mentor 
103-. Modelo Minessotta 
104-. Moção 
105-. Moção em A.A. 
106-. Moral 
107-. Morbidez 
108-. Mórbido 
109-. Narcótico 
110-. Narcóticos Anônimos (NA) 
111-. Narcóticos Anônimos no Brasil. 
112-. Neurose 
113-. Neurótico/a 
114-. Neurótico/a em N/A. 
115-. Neuróticos Anônimos (N/A) 
116-. Neuróticos Anônimos no Brasil - N/A, 
117-. Niacina 
118-. Obsessão 
119-. Paraldeido 
120-. Paranóia 
121-. Passo(s) 
122-. Os Doze Passos de A.A. – Sua concepção 
123-. Os Doze Passos de A.A 
124-. Patologia 
125-. Pecado 
126-. Política 
127-. Pragmático 
128-. Pragmatismo 
129-. Prece 
130-. Princípio 
131-. Princípios 
132-. Proceder 
133-. Procedimento 
134-. Promessa 
135-. As doze “promessas” de A.A. 
136-. Psicose 
137-. Questão de ordem 
138-. Questão de ordem em A.A. 
139-. Recuperação 
140-. Recuperação em A.A. 
141-. Religião 
142-. Alcoólicos Anônimos e a religião 
143-. Religiosidade 
144-. Serenidade 
145-. Simples. 
146-. Simplicidade 
147-. Simplismo 
148-. Simplista 
149-. Síndrome 
150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
151-. Sobriedade 
152-. Sobriedade Em A.A. 
153-. Sugerir. 
154-. Sugestão 
155-. Teísmo 
156-. Temperança 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
158-. American Temperance Society (ATS) 
159-. Sociedade de Temperança Washington. 
160-. União Feminina pela Temperança Cristã. 
161-. Anti-Saloon League. 
162-. Movimento Emmanuel. 
163-. Jacoby Club. 
164-. Terapia 
165-. Terapeuta 
166-. Terapeuta leigo, Conselheiro, ou, Consultor 
167-. Tolerância 
168-. Tradição 
169-. ‘Os filhos do caos’ e o nascimento das Tradições de A.A 
170-. As Doze Tradições de A.A.: 
171-. Unicidade 
172-. Unicidade de propósito em A.A. 
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