Artigos - Alcoólicos Anônimos de ‘A’ a ‘V’ 2



20-. Alcoólicos Anônimos” - 
O nome. O nome Alcoólicos Anônimos foi criado em 1938 pelo jornalista novayorquino Joe W. (W, de Worth ou Worden), da revista New Yorker, para compor o título do livro que estava sendo escrito – o Big Book ou Livro Azul, e que iria conter o texto básico da Irmandade e do qual ele foi um dos redatores. Enquanto os seguidores do movimento em Akron haviam-se acomodado facilmente no Grupo de 
Oxford nessa cidade com a denominação “Esquadrão Alcoólico do Grupo de Oxford”, os de 
Nova York não tiveram boa aceitação naquele Grupo e, convidados por Billy D. - assistente de 
Sam Shoemaker, reitor da Igreja do Calvário onde o Grupo de Oxford se reunia - a aceitar seus Página 22 de 113 
procedimentos ou sair, dele se desligaram em janeiro de 1938, quando passaram a se reunir,
primeiro na Cafeteria Stewart, nas proximidades da Igreja Episcopal do Calvário, 237 Park Avenue South na Rua 21, no Parque Gramercy, Nova York, onde funcionava o Grupo de Oxford, e depois na casa de Bill W., na Rua Clinton, 182, no Brooklin onde já vinham acontecendo 
reuniões habitualmente desde os primeiros meses de 1935; os membros do movimento nesta 
cidade, sem nome e sem qualquer referência, passaram a tratar a si próprios como “um punhado 
de alcoólicos (pela condição assumida de portadores da doença do alcoolismo) sem nome”, sugerindo, assim, alcoólicos anônimos. 
A expressão foi ganhando corpo e o nome Alcoólicos Anônimos apareceu documentado pela 
primeira vez numa carta escrita por Bill W. datada em 15 de Julho de 1938, dirigida ao Custódio 
da Fundação do Alcoólico, Willard Richardson (Tio Dick). Em outra carta dirigida ao Dr. 
Richards da Universidade Johns Hopkins, com data de 18 de julho, Bill W. volta a utilizar a 
expressão “Alcoólicos Anônimos” ao se referir ao título do livro que está sendo escrito e como 
nome para o movimento.  
O nome aparece oficialmente consagrado com a publicação do livro em 10 de abril de 1939, 
com esse título e a referência ao nome da Irmandade na sua  Introdução “Nós de Alcoólicos 
Anônimos, somos mais de cem homens e mulheres que nos recuperamos...” 
Um mês depois da publicação do livro, em 11 de maio de 1939, foi fundado em Cleveland o terceiro Grupo do movimento e primeiro Grupo a adotar o nome Alcoólicos Anônimos, por Clarence Snyder, frequentador do “esquadrão alcoólico” do Grupo de Oxford de Akron, que passou a se reunir na casa de Abby G. Em 14 de maio de 1939, um domingo à tarde, realizou-se na casa de Hank P. e Kathleen em Montclair, NJ, a primeira reunião o Grupo New Jersey de Alcoólicos Anônimos. 

21-. Alcoólicos Anônimos - 
O livro. Em novembro de 1937, Bill W. e o Dr. Bob encontraram-se 
em Akron para avaliar os resultados do movimento. Contabilizaram uns quarenta casos de 
sobriedade, incluindo eles próprios – Bill três anos e Dr. Bob dois anos e meio.
 Entenderam que o resultado era animador e consideraram então que poderiam escrever um livro 
para servir como texto básico e contar a historia e as experiências dos primeiros tempos da 
Irmandade e, sem distorções, levasse aquela mensagem aos lugares onde não poderiam ir 
pessoalmente. O livro começou a ser escrito em maio de 1938.
 A primeira parte contém a “Introdução”, “A Opinião 
Do Médico” , escrita pelo Dr. William 
Duncan Silkworth, o texto básico e o programa de recuperação de A.A. descrito em onze 
capítulos: o 1º Capítulo, “A História de Bill” e o 8º Capítulo, “Às Esposas” ambos escritos por 
Joe Worth, o 10º Capítulo “Aos Empregadores”, escrito por Henry "Hank" Parkhurst (que 
também formatou o livro), o Capítulo 12º, “O Pesadelo do Dr. Bob”, escrito pelo próprio Dr. 
Robert Holbrook Smith, (Dr. Bob), e os Capítulos 2º a 9º e o 11º escritos por Bill Wilson com 
a participação de uma equipe de trabalho. A espinha dorsal do livro é o capítulo 5º - “Como 
Funciona” - que contém os Doze Passos Sugeridos para a Recuperação.
 A segunda parte conta as histórias pessoais dos seguintes seguidores do movimento:
 Henry "Hank" Parkhurst, “O Incrédulo” - Fitz Mayo, “Nosso Amigo do Sul” - Clarence 
Snyder, "A Casa do Mestre Cervejeiro” - Ernie Galbraith, “A Escorregada de Sete Meses” - 
Charlie Simonson, “Uma viagem de trem” - Bob Oviatt, “O Vendedor” - Archie 'Arch' 
Trowbridge, “O Homem que Dominou o Medo” - Dick Stanley, “Ele Precisava ser Mostrado” Página 23 de 113 
- Joe Doppler, “O Bebedor Europeu” - Florence Rankin , “Uma Vitória Feminina” - William 
'Bill' Ruddel , “Um Homem de Negócios em Recuperação” - Harry Brick , “Uma visão 
diferente” - Jim Scott, "Viajante, Editor, Estudioso” - Walter Bray, "O Arrependido” - Marie 
Bray, “A Esposa de um Alcoólico" - Tom e Maybell Lucas, “Minha Esposa e Eu" - William 
'Bill' Van Horn, “Sob a tutela do Tribunal de Sucessões" - Wallace 'Wally' Gillam, “Demitido 
novamente" - Paul Stanley, “A Verdade me Libertou" - Harold Sears, “Sorria Comigo" - 
Henry J. 'Harry' Zoeller, ”Foi por Pouco" - Norman Hunt, “Um Agnóstico Educado” - 
Ralph Furlong, “Outra história Pródiga" - Myron Williams, “Percepção Tardia" - Horace R. 
'Popsy' Mayer, “A Caminho" - Ray Campbell, “O Artista Conceitual” - Lloyd Tate, “A Pedra 
Rolando".
  Em 1939 o livro estava pronto, mas sem título. A princípio foram cogitados 
mais de cem títulos, entre eles “O Copo Vazio”, “O Caminho Seco”, “A Vida a 
Seco”, “Fronteiras Secas”, “Uma Saída”, “O Céu”, “A chegada da Aurora”, 
etc.; por eliminação, ficaram cinco: “Cem Homens”, abandonado devido às 
objeções de Florence Rankin,  a primeira mulher a acompanhar o movimento. 
O segundo “The Way Out” => “O Caminho da Saída” é descartado depois de 
se constatar que na Biblioteca do Congresso, em Washington, existiam 25 
livros com esse título e outros 12 intitulados “A Saída”; ao quarto, num acesso 
de estrelismo Bill pretendeu chamá-lo de “Movimento Bill W.” do qual desistiu 
ao ser lembrado que todos eram seus autores. A última opção veio em 
decorrência da própria situação: depois de se separar do Grupo de Oxford, os 
membros do movimento, também sem nome, uns cem entre homens e mulheres  
sem qualquer referência, passaram a tratar a si próprios como “um punhado de 
alcoólicos sem nome”. Derivou daí o título para o livro, “Alcoólicos 
Anônimos”, e o nome da Irmandade. 
 => A primeira edição: Para se certificar que o livro seria bem aceito pela 
opinião pública e não entraria em conflito com a medicina e a religião, antes de 
sua impressão, foram feitas quatrocentas copias mimeografadas e enviadas a 
profissionais das mais diversas áreas e leigos interessados no problema do 
alcoolismo, com o pedido de devolvê-las acompanhadas de comentários ou 
sugestões. 
A seguir foram impressos os primeiros 4.730 exemplares com a ordem para 
fazer a impressão com o papel mais grosso e as letras em tamanho maior que o 
normal para dar um ar de autoridade intelectual e justificar o preço (muito 
elevado naquela época), que foi de 3,5 dólares o exemplar. Assim, a edição 
original tornou-se tão volumosa que imediatamente ficou conhecida como Big 
Book   (Livro Grande). O livro foi encadernado em uma capa de tecido vermelho 
escuro com as simples palavras “Alcoholics Annonymous” impressas em 
cursivo dourado. A sobrecapa, com os seus familiares vermelho, preto, amarelo 
e branco, foi desenhada por um artista de nossos membros, Ray Campbell, 
cuja história, contada nesse livro, chama-se “O Artista Conceitual”. 
1ª Impressão 
da 1ª Edição, 
com e sem 
sobrecapa, e 
a 2ª 
reimpressão 
da 1ª Edição, 
já na cor azul 
que viria ser 
tradicional. 
A primeira edição em abril de 1939, teve 16 reimpressões e foram distribuídas 300.000 cópias; a 
segunda edição foi publicada em julho de 1955; a terceira edição, em 1976. A quarta edição saiu 
em fevereiro de 2001. 
A evolução das vendas do Big Book (nos EUA/Canadá): 
9 O exemplar nº 1.000.000 foi presenteado pelo Dr. Jack L. Norris, Presidente da Junta de 
Serviços Gerais, ao Presidente dos EUA, Richard Nixon (1913-1994), no dia 16 de abril de 
1973. 
9 O exemplar de nº 5.000.000 foi presenteado a Ruth Hock Crecelius (1911-1986), primeira 
secretária (não alcoólica) da Irmandade, por ocasião 50º aniversário de A.A. e da 8ª 
Convenção Internacional de Montreal, Canadá, em julho de 1985.
9 O exemplar de nº 10.000.000 foi presenteado a Nell Wing (1917-2007), secretária e primeira 
arquivista (não alcoólica) da Irmandade, por ocasião 55º aniversário de A.A. e da 8ª 
Convenção Internacional de Seattle, Washington, em julho de 1990.
9 O exemplar de nº 20.000.000 foi presenteado a Al-Anon, por ocasião 65º aniversário de A.A. 
e da 11ª Convenção Internacional de Minneapolis, Minnesota, em julho de 2000. 
9 O exemplar de nº 30.000.000 foi presenteado à Associação Médica Americana - AMA, por 
ocasião 75º aniversário de A.A. e da 13ª Convenção Internacional de San Antonio, Texas, em 
julho de 2010. 
Conforme consta no Registro de Direitos Autorais em 
Washington DC, EUA, a primeira edição do livro “Alcoholics 
Anonymous” saiu em 10 de abril de 1939 e seu autor e 
detentor dos direitos é “Wm. G. Wilson”, a editora, a “Work 
Publishing Co.” e o endereço, “17 William St., Newark, New 
Jersey”. O registro foi feito no dia 19 de abril de 1939 sob o 
número 25687, e a taxa de registro foi de $2,00 (dois dólares). 

22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
Segundo o relatório da 
62ª Conferência de Serviços Gerais realizada em Nova York 
entre os dias 1 e 7 de maio de 2011, divulgado no Box 4-5-9 
do Verão 2011, com base em janeiro de 2011, o nº estimado 
de Grupos nos EUA era de 57.905; no Canadá, 4.968; fora 
dos EUA e Canadá, 43.541; Total estimado de Grupos no 
mundo todo, 107.975. O nº estimado de membros era de 
1.279.664 nos EUA; 94.017 no Canadá e 644.498 fora dos EUA e Canadá. Total estimado de 
membros no mundo todo, 2.057.972.
Obs.: 
9 O Escritório de Serviços Gerais não faz registro dos membros. A informação aqui 
prestada está baseada nas informações dadas pelos Grupos inscritos no ESG em seus 
relatórios e não representa um cálculo exato de quem se considera membro de A.A. 
9 Sabe-se que A.A. está em atividade em aproximadamente 180 países incluindo 60 países 
que têm Escritório de Serviços Gerais autônomos. Todos os anos o ESG de Nova York 
entra em contato com todos os ESG´s e Grupos que pedem para ser inscritos em nossos 
registros. Nos casos em que não dispomos de dados atuais, utilizamos a informação do 
ano anterior.

23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil.
Em 1946, chegou ao Rio de Janeiro o publicitário americano 
Herbert(“Herb”), Leroy Daugherty (1904-1973), com um contrato por de três anos para 
trabalhar como diretor artístico de uma multinacional do ramo de publicidade. Alcoólico, tinha 
ingressado num Grupo de A.A. em Chicago (EUA) em 1943. Em 1945 casou-se com Elizabeth 
Lee Treadwell, não-alcoólica que se tornaria grande amiga de A.A. Antes de viajar para o Brasil 
esteve na Fundação do Alcoólico em Nova York, para se informar se poderia encontrar algum 
membro de A.A. por aqui. Deram-lhe o nome de Lynn Goodale, a quem Bob Valentine – um 
amigo de Bill W., teria abordado numa passagem pelo Rio em 1945 e alcançado a sobriedade. 
Não encontrando Lynn, comunicou à Fundação, pediu outros nomes e 
colocou-se à disposição para servir como contato no País. 
Em julho de 1947, recebeu o endereço de um AA, e alguns libretos e 
folhetos em espanhol. Numa carta recebida em outubro, a Fundação 
“manifesta sua felicidade pelo início de um Grupo de A.A. no Brasil”. 
Não havendo registro do acontecido entre os meses de julho e outubro 
de  1947, a JUNAAB considera como 
oficial, para efeito de datação, uma ata 
escrita no livro de registros do Grupo “A.A. 
do Rio de Janeiro” onde consta: 
“Data – aniversário. 
Na reunião de hoje deliberamos 
comemorar o 3º (terceiro) aniversário da fundação do Gr. “A.A. do 
Rio de Janeiro”no dia 5 (cinco) próximo. 
A referida data ficará, por tradição, como a data oficial da fundação 
do Grupo. 
Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1950 
 “Fernando, secretário”.  Em função disto, o dia cinco de setembro de 1947,passou a ser a data oficial da fundação do 
primeiro Grupo de A.A. no Brasil 
Sabe-se que o Grupo também se chamou “A.A.. Rio Nucleus”e os 
primeiros membros reuniam-se nas casas de alguns deles. A partir 
de 1949, na sede da Associação Brasileira de Imprensa(ABI), à 
Rua Araújo Porto Alegre, 71, Castelo. Mais tarde se mudariam para 
a Rua Santa Luzia. 
No início de 1948, Herb conseguiu publicar o primeiro de uma serie 
de artigos sobre o alcoolismo, primeiro no jornal “O Globo”e 
depois no “Brazil Herald”em língua inglesa. Como resultado dessa 
publicidade, um morador de Ingá em Niterói, Kenneth W., pediu 
ajuda para assistir seu irmão arruinado pela bebida, o contabilista e 
consultor de empresas Harold Ryne Waddell(1905-?), anglo brasileiro, neto de ingleses, nascido em Santa Teresa no Rio de Janeiro; na manhã do dia 13 de 
março de 1948, Herb foi visitar Harold na casa de Kenneth onde morava de favor e lá o 
esperava com a mão direita muito tremula, estendida, enquanto a mão esquerda segurava com 
força um copo de cachaça. 
Deste encontro saiu um acordo segundo o qual Harold tentaria parar de beber substituindo os 
goles de cachaça que fosse tomando por água da bica até que o copo contive-se apenas água; 
conseguindo isso, que traduzisse o panfleto de A.A., que lhe estava deixando, do inglês para o 
português. Então, na próxima quarta feira à tarde,ir a novo encontro com Herb no salão de café 
na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). 
Na data marcada bebeu de manhã o que seria seu último gole, e à tarde cumpriu o prometido, 
embora não tivesse traduzido o folheto inteiro. Harold foi um dos maiores divulgadores de A.A. 
e o responsável direto pela primeira mensagem de A.A. em São Paulo em 1949. Em 1965, 
morando na capital paulista foi padrinho e mentor de Donald M. Lazo, co-fundador do Gr. 
Sapiens, o primeiro Grupo de A.A. em São Paulo. 
Em 1949, o Grupo já contava com doze membros, a maioria brasileiros, também conhecidos 
como Os Doze Desidratados. Pouco antes de Herb voltar em junho para os EUA, findado o 
contrato de trabalho, chegou Eleanor, que havia ingressado na Irmandade nos EUA e era mulher 
de um Almirante da Marinha americana a serviço no Brasil e que seria de grande valia nas 
traduções e na correspondência com o Escritório de Nova York, além de ter sido a primeira 
mulher AA no Brasil. 
O Grupo Reunia-se todas as segundas feiras numa pequena sala da Associação Cristã de Moços 
(ACM). 
Em 8 de dezembro de 1952, foram registrados os Estatutos da Irmandade no Brasil e a sigla 
A.A.Foi fundado o Grupo Central do Brasil,que durante aquela década centralizou as 
atividades de A.A. no País. Instituiu-se a sacola da Sétima Tradição. 
Em 1956, havia de treze Grupos brasileiros registrados no catálogo mundial. 
Em 1966, Donald M. Lazo, AA de São Paulo, entrou em contato com o GSO (Escritório de 
Serviços Gerais em Nova York), oferecendo-se para traduzir o livro “Alcoholics Annonymous” 
para o português; foi autorizado a traduzir 11 Capítulos sob algumas condições, entre elas: 
1) Que fosse instalado no Brasil um Centro de Distribuição de Literatura(operacional) 
2) Que quando fosse criado o Escritório de Serviços Gerais de A.A. no Brasil, o Centro de 
Distribuição de Literatura passasse a se constituir parte integrante daquela organização de 
serviços. 
3) Advertência expressa no livro de que os direitos autorais pertencem ao A.A.W.S. (A.A. 
World Services, Inc. - Serviços Mundiais de A.A.), e proteção integral quanto ao citado 
direito. 
Em fins de 1968 existiam no Brasil cerca de 90 Grupos. 
O livro Alcoólicos Anônimos  ou, “Livro Azul”,como aqui passou a ser conhecido, foi 
publicação em novembro de 1969. 
O atendimento às condições impostas para a concretização do empreendimento para a 
publicação do “Livro Azul”, fez com que a Estrutura de Serviços no Brasil decola-se baseada em 
três itens: 
1) Fundação em 29 de setembro de 1969, em São Paulo, do  Centro de Distribuição de 
Literatura de A.A. para o Brasil– CLAAB, Sociedade Civil de natureza literária, cuja 
primeira diretoria foi formada por Donald, Nascimento, César, Vasco Dias, Melinho, 
Fernando P. e José Ferreira, consultor jurídico e contábil. Em 1970, sai Fernando P. e entram 
Eloy, Cecília (do Rio) e Ana Maria – primeira servidora não-alcoólica. 
2) Fundação em 20 de junho de 1971, no Rio de Janeiro, do primeiro Escritório Nacional de 
Serviços de A.A. – ENSAA 
3) Realização do Primeiro Conclave Nacionalem São Paulo, no carnaval de 1974, quando o 
CLAAB passou a exercer as funções de Escritório de Serviços Gerais, após o ENSAA do Rio 
de Janeiro encerrar suas atividades. 
Estes acontecimentos serviram de ponto de partida para um extraordinário crescimento da 
Irmandade; em 1975 existiam no Brasil mais de 500 Grupos. 
Em 29 de fevereiro de 1976, durante o Terceiro Conclave Nacional, em São Paulo, reuniram-se 
os membros do Conselho Diretor do CLAAB e 29 Delegados representando 16 estados, e 
criaram a Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil – JUNAAB. O Estatuto 
dispunha que seriam Órgãos da JUNAAB, uma Assembléia Geral, uma Diretoria e o CLAAB. 
Assim, A.A. no Brasil credenciava-se a enviar dois representantes para a 4ª Reunião Mundial de 
Serviços, em Nova York, em outubro desse ano. 
Nos dias 5 e 6 de abril de 1977, realizou-se em Recife (PE) a Primeira Conferência de Serviços 
Gerais– CSG. Recomendou-se que o Conclave Nacional de A.A. – a partir do VI em 1980, 
realizado em Porto Alegre, seria denominada Convenção Nacional de A.A.,fosse realizado a 
cada dois anos, e a Conferência de Serviços Gerais anualmente. 
Na 5ª Conferência de Serviços Gerais realizada entre os dias 16 e 18 de março de 1981na cidade 
de São Paulo, foi oficializado, para uso no Brasil, o emblema e o pavilhão da Irmandade tal 
como descritos pelos Serviços Mundiais de A.A. (ver pg. 7).O emblema substitui o existente à 
época no Brasil, criado pelo CLAAB, onde constava, além dos três legados oficiais de A.A. 
mundial, um quarto legado – Responsabilidade– e eram representados por um quadrado 
circunscrito no emblema original (ainda, de forma imprópria, representado por alguns Grupos e 
Órgãos de Serviço no Brasil). 
Também nesta Conferência recomendou-se o desmembramento Administrativo Financeiro e 
Físico do CLAAB/ESG, ficando o CLAAB apenas como distribuidor de literatura de A.A. para 
o Brasil, enquanto o ESG assumiria de fato os Serviços Gerais (Executivo) de A.A. em nível 
nacional. 
Em 07 de novembro de 1981foi inaugurada a nova sede do ESG, que se desmembrou do 
CLAAB, constituindo Estatuto próprio, com registro no Terceiro Cartório de Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas de São Paulo, sob nº 27.091, em 02/10/81, com a denominação de "Os 
Estatutos de Alcoólicos Anônimos do Brasil Escritório de Serviços Gerais S/C. AABESG", que 
funcionou à Rua Itaipu, 31, Praça da Árvore,Vila Mirandópolis, São Paulo - SP. 
Durante a 6ª Conferência de ServiçosGerais, realizada em Fortaleza em 1982, foi aprovado o 
Estatuto da JUNAAB e nele constou, pela primeira vez, legalmente instituída, a Junta de 
Custódios. No ano seguinte, 1983, na 7ª Conferência, realizada em São Paulo, foram eleitos 
nossos primeiros Custódios, em número de nove, sendo três não alcoólicos e seis membros da 
Irmandade, cuja posse se deu na 8ª Conferência, em Blumenau – SC, em 1984. 
Nesta Conferência, a Junta deixa de ser Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil 
(JUNAAB), para ser Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil. Por ser difícil 
a pronúncia de JSGAAB, optou-se por mudar o nome e manter a sigla JUNAAB, mais fácil de 
pronunciar e já conhecida de todos os membros. 
Com a publicação e divulgação do Manual de Serviços, em 1983, algumas Áreas iniciaram a 
implantação experimental da Estrutura de Serviços Gerais, resultando na participação e 
aceitação dos RSG´s. 
Em agosto de 1985, durante a 2ª Reunião de Serviços Nacionais da JUNAAB em Baependi, 
MG, foi aprovado o projeto que resultaria na criação da Revista Brasileira de A.A.,cujo número 
“Zero” foi lançado em Campo Grande, MS, em novembro desse ano. 
Devido a problemas técnicos e editoriais, a revista foi transferida para ser editada e publicada em 
Brasília, sob nova direção, com o nome de Revista Vivência. Adquiriu um formato bem menor, 
quase de bolso e foi instituída a assinatura anual. 
Em 1986, na 10ª Conferência realizada em João Pessoa (PB), recomendou-se a sistemática das 
contribuições proporcionais, 60-25-15,para os Órgãos de Serviço, assim distribuídas: 60% para 
as Centrais Intergrupais – hoje ESLs, 25% para os Comitês de Área e 15% para a JUNAAB. 
Em 1988a Irmandade no Brasil assumiu compromissos de apadrinhamento de países africanos 
como Angola, Moçambique, Guiné, Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. 
Em 1990, a Revista Vivência instalou-se em Fortaleza, e a partir de 1993 passou a ser editada 
em São Paulo. 
Em 1995 foram reformulados os Estatutos da JUNAAB, e a edição da Revista Vivência - que até 
então era uma empresa autônoma com diretoria própria, passou a ser responsabilidade do Comitê 
de Publicações Periódicas– CPP, da JUNAAB. 
A partir da Conferência de Serviços Gerais de 2007 a Junta de Serviços Gerais de AA do Brasil 
resolveu se adequar à estrutura mundial de  A.A. Nesse sentido resolveu que os nossos 
Delegados à Reunião de Serviço Mundial seriam também Custódios Alcoólicos. Até então 
nossos DRSM levavam as decisões da Junta de Custódios do AA do Brasil para a RSM, mas não 
participavam dessa tomada de decisões. 
No ano de 2008 ficou evidente que havia necessidade um adjunto de Tesoureiro Geral, um não alcoólico que pudesse suprir as ausências do nosso titular e assim foi criado o encargo de 
Custódio de Serviços Gerais não alcoólico, Tesoureiro Geral II. 
Portanto a nossa atual Junta de Custódios é composta por 14 Custódios,sendo 04 não alcoólicos 
(Dois Nacionais: Presidente e 1º Vice-Presidente edois de Serviços Gerais: Tesoureiro Geral I 
e Tesoureiro Geral II) e 10 alcoólicos, membros da Irmandade (Dois de Serviços Gerais:
Secretário/a (Diretor/a Geral do ESG)e Diretor/a Financeiro/a do ESG; Seis Regionais: 
Custódios das Regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte-I e Norte-II[Um 2º VicePresidente e cinco Diretores da Junta]; Dois Nacionais: Delegados à Reunião de Serviço 
Mundial e Diretores da Junta) 

24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo.
A primeira semente de A.A. foi trazida ao Estado de São 
Paulo em 1949, quando chegou à capital, vindo do Rio de Janeiro, Harold Ryne Waddell, a 
convite de algumas pessoas interessadas em abrir um Grupo de A.A. 
Chegaram a se reunir por uns tempos no apartamento de um hotel na Vila Mariana, onde Harold 
se hospedava, e inclusive divulgar a noticia da “chegada de A.A. em São Paulo”através do 
jornal “Correio Paulistano”; mas não teve continuidade devido ao retorno de Harold ao Rio. 
Todavia, três companheiros remanescentes aproveitaram a experiência e 
criaram o Programa de Reerguimento, que baseado nos Doze Passos de 
A.A. deixados por Harold, serviu de base para a fundação da 
Associação Antialcoólica- mais tarde do Estado de São Paulo, AAESP. 
Também se denominou A.A. No começo dos anos cinqüenta foi 
reconhecida de utilidade pública através da lei municipal 1667. (Ao 
lado detalhe da publicação nº 1 da Associação Antialcoólica contendo 
a lei que a reconhecia,1667, a promessa de “cura grátis”, o 1º 
endereço – R. Álvares Machado, 19, Caixa postal 4961, reuniões às 
sextas feiras às 20 horas, os Doze Passos [de A.A]. e a descrição do 
“despertar espiritual”). Seus membros denominavam-se alcoólatras– 
substantivo comum à época por não se entender ainda o alcoolismo 
como doença e para se diferenciar dos predecessores “Alcoólicos”Anônimos. Mais tarde 
passaram a se reunir nas dependências do Ambulatório Municipal de Recuperação de 
Alcoólatras  (ARA) dirigido pelo Dr. Ajax- médico especializado em alcoolismo e muito 
religioso - na Casa do Pequeno Trabalhador, localizada na Avenida 23 de Maio debaixo do 
viaduto Pedroso, Capital. As reuniões constavam de duas partes: numa os membros falavam de 
suas experiências, e na outra recebiam orientação de profissionais. 
Nota: A história que segue é a transcrição adaptada de uma carta escrita por Donald M. Lazo, 
aos companheiros e seus amigos Ércioe Eloy, datada em 22 de março de 1993, na qual 
descreve os acontecimentos que culminaram na fundação do Grupo Sapiens.
Início da transcrição => “Na segunda semana de março de 1965 veio a São Paulo a empresária 
residente e estabelecida no Rio de Janeiro e AA Dorothy Nowell,
brasileira filha de ingleses, para visita de rotina à filial de sua agência 
de empregos na capital paulista. À época tinha 45 anos e, grande 
divulgadora de A.A., onde tinha ingressado em 1961, mantinha em sua 
agenda uma extensa lista de amigos religiosos, médicos, e pessoas 
interessadas no problema do alcoolismo, a quem avisava de sua 
chegada, e serviam-lhe de contato para levar a mensagem da 
Irmandade. 
A pedido de um desses amigos, o padre 
Richard Sullivan, Dorothy foi visitar o 
publicitário americano  Donald  Minshall
Lazo (1928-2001) internado no Hospital 
Samaritano no dia 18 desse mês, em conseqüência de mais uma série 
de bebedeiras e lá ficou por cinco dias. Nesse tempo começou a ler o 
“Big Book” (original, em inglês),que o padre Sullivan tinha-lhe 
emprestado – nunca devolvido, e mais tarde traduzido por ele próprio 
para o português. 
Três dias após sair do hospital,assistiu à primeira reunião de 
divulgação de A.A., organizada por Dorothy na capela dos 
Redentoristas, à Alameda Franca, 889. 
Houve uma segunda reunião no bairro de Santa Cecília para a qual Dorothy convidou Harold,
então morando na Capital e que viria ser o padrinho de Donald. Após estas experiências e as 
Donald. M. Lazo 
Dorothy Nowell 
conversas com Dorothy, Donald aceitou a sugestão de abrirem um Grupo de A.A. na cidade. Ela 
apresentou-o à madre Cristina, diretora do Instituto “Sedes Sapientiae” (hoje um departamento d
a PUC), situado na Rua Caio Prado, 102, na Consolação, que lhes cedeu uma sala dentro do 
prédio e nela deu inicio no dia 9 de abril de 1965, nos moldes de A.A. do Rio, o Grupo 
Sapiens co-fundado por Donald – então com 21 dias de abstinência contando os cinco de 
hospitalização - e Dorothy, considerado oficialmente o primeiro Grupo de A.A. em língua 
portuguesa no Estado de São Paulo. 
Na última semana de sua visita à cidade, Dorothy levou Donald às dependências dos “Diários de 
S. Paulo”, onde pediu à redação para fazer um artigo sobre alcoolismo. A direção indicou um
jornalista a quem Dorothy contou sua história. No fim do artigo, publicado vários dias depois,
constava o fato de “estar-se realizando reuniões de Alcoólicos Anônimos em São Paulo, à Rua 
Caio Prado, 102, todos os domingos das 10:00 horas às 12:00 horas”. 
Nos próximos meses passaram poucas pessoas pela sala; uma delas, Leila, veio a ser a segunda 
pessoa de São Paulo a afiliar-se à Irmandade (a primeira foi Donald). Num dia do mês de julho, 
quatro meses após a fundação do Grupo chegou à sala Melinho, membro da Associação
Antialcoólica desde janeiro de 1957. Fazia tempo que tinha ouvido falar e se interessado pela 
Irmandade. Convidado por Donald ingressou em A.A.e, a partir daquele dia passou a fazer suas 
conhecidas abordagens, não só para a Associação Antialcoólica - à qual ainda continuou afiliado 
por aproximadamente dois anos mais - mas também para Alcoólicos Anônimos, trazendo 
inclusive companheiros da Associação para a Irmandade.”. 
<=Fim da transcrição.
Devido à experiência com divulgação desses novos membros, A.A. 
começou a andar a passos largos em São Paulo, embora sua estrutura 
fosse ainda muito precária e a informação a respeito 
da Irmandade dependesse de poucos folhetos 
mimeografados que vinham do Rio de Janeiro. 
Depois vieram os “Livros Brancos”, folhetos 
traduzidos e impressos no Brasil sem a permissão 
do AAWS – Serviços Mundiais de Alcoólicos 
Anônimos em Nova York. 
Em 1966, Donald pediu, e conseguiu permissão do 
GSO – Escritório de Serviços Gerais de Nova York, 
para traduzir e publicar o livro Alcoholics Annonymous (Big Book), no 
Brasil. Além de fazer traduções, Donald também publicou vários artigos 
referentes ao tema do alcoolismo e é o autor do livro “Alcoolismo. O 
que você precisa saber” (1990), publicado por Edições Paulinas. 
Os Grupos de A.A. pioneiros na capital, litoral e interior foram: 
1. Em nove de abril de 1965realizou-se a primeira reunião de A.A. – em língua portuguesa - no 
Estado de São Paulo, no Gr. Sapiens, na Rua Caio Prado, 102, Capital, co-fundado por 
Dorothy Nowelle Donald Mishow Lazo.
2. Em 27 de maio de 1967, por iniciativa da Irmã Odíliada Santa Casa de Misericórdia de São 
José dos Campos, foi formado o Gr. São José dando início às atividades de A.A. no Vale do 
Paraíba .
3. Em sete de junho de 1968, Lafaiete M. e Orlando C.,AAs do Gr. Sapiens realizaram a 
primeira reunião de A.A. na Baixada Santista na Sociedade Espírita “Anjo da Guarda” à Rua 
2ª Edição do Big Book 
traduzido para o 
português por Donald e 
os primeiros membros 
em São Paulo. 
 
Conselheiro Nébias, mudando depois para São Vicente com o nome de Gr. Conselheiro.Em 
setembro de 1968, a assistente social do Centro de Obras Sociais de A Piracicaba, pediu para 
Donald e Mellinho realizar algumas palestras informativas, e no dia 26 de outubro desse ano 
formou-se o Gr. Piracicaba.
4. Em 15 de novembro de 1969, Donald inicia o Grupo Jardim Paulistano em sua residência; no 
começo de 1970 o Grupo se transfere para as dependências da igreja do Perpétuo Socorro à 
Rua Sampaio Vidal em Pinheiros com o nome de Grupo Jardim. 
5. Em 23 de novembro de 1969, iniciam-se as atividades do Gr. Garça,em Garça. 
6. Em dezembro de 1969, por intermédio da irmã Carrijo - que lhes consegue uma sala na Rua 
Cajurú - os AAs do Gr. Sapiens Carvalho e João Belém, fundaram o Gr. Belém– que durante 
algum tempo chamou-se Gr. Carvalho, e a partir dele formaram-se muitos outros nas zonas 
Leste e Sul da capital paulista: Vila Rica, Jerusalém, Gomes Cardim, Tabapuã, Vila Nova 
Conceição, Vila Prudente, Ipiranga, São Paulo, e outros. 
7. No dia quatro de janeiro de 1970, G. Brasil,que havia ingressado em 1968 no Gr. Sapiens 
funda em Osasco, na Região Oeste da Grande São Paulo, um grupo que algum tempo mais 
tarde se chamaria Gr. Cristo Operário. Até essa data G. Brasil reunia e ajudava alcoólicos em 
sua casa; a esse agrupamento ele chamava informalmente de Grupo Permanente.
8. Ainda em 17 de maio de 1970, fundou-se o Gr. Hei de Vencerem Mogi das Cruzes. 
9. Em 28 de maio de 1971, apresentados por Donald, André D. e Otávioabrem o Gr. Albatroz
em Campinas. 
10. Dois médicos psiquiatras de Franca, Dr. Elesbão Barbosa de Paula e Dr. Jacinto Conrado, 
interessaram-se por Alcoólicos Anônimos ao conhecer a Irmandade em Casa Branca, e 
incentivaram pacientes seus que se mantinham sóbrios a formar um Grupo de A.A. No dia 17 
de outubro de 1975, fundou-se o Gr. Francano.
Em agosto de 1973, foi inaugurado na Rua Líbero Badaró, Capital, o Escritório Central Paulista 
com o intuito de prestar serviço aos Grupos dentro do conceito de uma Intergrupal. Em 1974, 
com a presença de um número considerável de Grupos, foi elaborado o Estatuto legitimando o 
que seria a Central de Serviços de Alcoólicos Anônimos do Estado de São Paulo, hoje Escritório 
de Serviços Locais – Sede (ESL-Sede), que representa os ESLs dos atuais dez Setores da Área 
do Estado de São Paulo: (A) Capital, (B) Campinas, (C) Taubaté, (D) Pirassununga, (E) Jaú, 
(F) Piracicaba, (G) Santos, (I) Franca, (J) Araçatuba e (L) Tatuí. 
Obs.: Em 27 de fevereiro de 2011 ocorreu o desmembramento do Setor “A” com a formação 
do Setor “H”, cujo ESL fica em Osasco. 

25-. Alcoolismo=>Dipsomania[do gregodipsa, ‘sede’ + mania]. 

26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo.
Ainda no início e na metade do 
século XIX alguns médicos, pesquisadores e estudiosos passam a tecer 
considerações sobre as causas da embriaguez. 
Em 1849,o médico e professor de Medicina sueco Magnus Huss (1807-1890),foi o primeiro a classificar sistematicamente os danos atribuídos à 
ingestão de álcool. O Dr. Huss cunhou o termo alcoolismo usando-o para 
rotular o que ele considerou ser uma doença crônica, recidiva (passível de 
reincidência ou recaída) e para definir o que se chamava embriaguez 
habitual, como “um impulso mórbido(doentio), periódico e irresistível  Dr. Magnus Huss 
que leva algumas pessoas a ingerir grandes porções de bebida alcoólica”. 
A partir dessa definição, tanto na Europa como nos EUA, alguns médicos começaram a fazer 
pesquisas em relação ao assunto e também alguns órgãos ligados à educação começaram a 
elaboração de projetos educativos. Porém, nos EUA, com o advento da Emenda 18ª que proibiu 
a fabricação, venda, troca, transporte, importação, exportação, distribuição, posse e consumo de 
bebida alcoólica (ver Lei Seca), em  1919, as pesquisas para compreender o alcoolismo 
mergulharam na hibernação e os procedimentos tradicionais contra os bêbados continuaram. 

27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
Somente na segunda metade da década de 1930 teve 
inicio um movimento a respeito do que hoje se entende por “moderno alcoolismo”e que 
começou com a fundação de Alcoólicos Anônimo sem 1935, e a criação em 1937, do Conselho de 
Pesquisa sobre Problemas do Álcool – RCPA. 
No outono de 1933, poucas semanas antes da promulgação da Emenda 
21ª, que revogava a Emenda 18ª (a Lei Seca) - por ocasião da sua 
primeira internação, Bill W., co-fundador de Alcoólicos Anônimos, 
ouviu do Dr. William D. Silkworth (1873 – 1951), diretor do Hospital 
Towns e um dos poucos médicos dessa época a tratar com seriedade o 
conceito do alcoolismo como doença apesar da Lei Seca, que“o 
alcoolismo não é vício no sentido de defeito grave ou costume 
censurável, como se entende a pratica da alcoolatria, mas sim uma 
doença física e mental, progressiva e incurável caracterizada, por uma 
‘obsessão mental’ que leva seus portadores a beber compulsivamente, e 
uma  ‘alergia física’  que pode levá-los à loucura ou à morte 
prematura”. 

28-. Alcoólicos Anônimos foi o primeiro movimento social para o tratamento do alcoolismo no 
século XX. 
Em maio de 1935, Bill W., sóbrio havia apenas cinco meses, levou a definição de 
doença oferecida pelo Dr. Silkworth, acrescida da condição espiritual,em função dos 
conhecimentos adquiridos no Grupo de Oxford, ao Dr. Bob, com a qual este se identificou 
afirmando que “Nenhuma abordagem espiritual teria funcionado”. O Dr. Bob conseguiu parar 
de beber, e os dois se juntaram para fundar aquilo que viria a ser a Irmandade de Alcoólicos 
Anônimos, que não existiria na forma em que a conhecemos, não fosse o conceito de doença. 
O motivo e o objetivo da existência de A.A. está resumido no primeiro parágrafo da Introdução 
à primeira edição do Big Book, ou Livro Azul, publicado em abril de 1939: “Nós, de Alcoólicos 
Anônimos, somos mais de cem homens e mulheres que nos recuperamos de uma aparentemente 
irremediável condição mental e física. Demonstrar a outros alcoólicos exatamente como nos 
recuperamos é o principal objetivo deste livro... Muitos não compreenderão que o alcoólico é 
uma pessoa doente. E ademais, temos a certeza de que a nossa maneira de viver é benéfica 
para todos”. 
A.A. representou o primeiro movimento social no século XX, a chamar a atenção para o 
alcoolismo como doença embora a Irmandade seja leiga e nunca se tenha proposto a usar seu 
programa como procedimento de cura da doença,método educativo, ou crença religiosa mas, 
unicamente como forma de ajudar os alcoólicos que sofrem. Assim, o estudo da patologia, a 
procura e pesquisa dos métodos e medicamentos para o tratamento da doença, A.A. reputa 
unicamente à ciência da Medicina e seus detentores, os médicos; a educação diz respeito 
Dr. Silkworth 
unicamente aos Educadores e ao Estado, e o trato de teologias e coisas da alma e do espírito, 
para aqueles que acreditam, cabe aos teólogos, clérigos e religiosos.
Quase que imediatamente à criação do movimento de alcoólicos criado em junho de 1935 e que 
resultaria em A.A., reiniciaram-se as pesquisa a respeito da doença do alcoolismo nos EUA, com 
a criação de algumas organizações importantes, sendo a primeira, em 1937, o Conselho de 
Pesquisa sobre Problemas do Álcool - RCPA , uma organização filiada à Sociedade 
Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). 

29-. Centro de Estudos do Álcool. 
Em 1939, foi criado no Laboratório de Fisiologia Aplicada e 
Biodinâmica, dirigido pelo médico Dr. Howard Wilcox Haggard (1891-1959), na Universidade 
de Yale, New Haven, Connecticut, o Centro de Estudos do Álcool, liderado pelo Doutor em 
Ciências, pesquisador e bio estatístico Elvin Morton Jellinek (1890-1963); este foi o primeiro 
centro de investigação interdisciplinar relacionado com os problemas decorrentes do uso do 
álcool. 
Em 1943, a demanda crescente por informações  sobre o alcoolismo levou este Centro a fundar a 
Escola de Verão de Estudos do Álcool, e que veio a ser o primeiro programa educacional do 
País sobre o alcoolismo. Uma das primeiras pessoas interessadas a freqüentar os módulos 
educativos desta Escola, já nesse ano, foi Marty Mann (1904-1980),que havia ingressado em A.A. em 1939. Marty estava 
convencida de que deveria trabalhar no campo da educação 
alcoólica, especialmente àquela destinada às mulheres.
Em 1944, o Centro também iniciou o Plano de Clínicas de Yale, 
o primeiro ambulatório para o tratamento do alcoolismo, seguido 
do Plano de Yale para Negócios e Indústria, precursor dos 
programas de assistência aos alcoólicos empregados em empresas 
e que funciona ainda nos dias de hoje. 
As investigações de Jellinek contribuíram em muito para difundir 
os estudos sobre os efeitos do álcool; ele criou o conceito de 
“doença do alcoolismo”que, por um breve período foi conhecido como “doença de Jellinek”.
A partir de suas investigações foi acelerado o movimento de pesquisa e a procura por tratamento 
para a doença e dos problemas decorrentes do abuso do álcool.



Índice

1-. Abstêmio/a 
2-. Abstinência 
3-. Abstinência em A.A. 
4-. Adicção 
5-. Adicto 
6-. Adictos Anônimos 
7-. Agnosticismo 
8-. Agnóstico 
9-. Akron (o berço de A.A.) 
10-. Al-Anon. 
11-. Al-Anon no Brasil. 
12-. Alateen. 
13-. Álcool 
14-. Alcoólatra 
15-. Alcoólico/a 
16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
17-. “Meu nome é...” 
18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação? 
19-. Alcoólicos Anônimos – A Irmandade. 
20-. Alcoólicos Anônimos - O nome. 
21-. Alcoólicos Anônimos - O livro. 
22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil. 
24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo. 
25-. Alcoolismo 
26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo. 
27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
28-. Alcoólicos Anônimos: o primeiro movimento social... 
29-. Centro de Estudos do Álcool. 
30-. Comitê Nacional de Educação sobre Alcoolismo. 
31-. A classificação do Alcoolismo segundo a Associação Psiquiátrica Americana. 
32-. A classificação do Alcoolismo segundo a Organização Mundial da Saúde. 
33-. A carreira alcoólica de Bill W. 
34-. A carreira alcoólica do Dr. Bob. 
35-. Alcoolista, ou etilista 
36-. Alucinação 
37-. Anonimato 
38-. Anonimato em A.A. 
39-. Antabuse 
40-. Ateísmo 
41-. Ateu 
42-. Bafômetro 
43-. Barbitúrico 
44-. Bebedor exagerado, 
45-. Beladona 
46-. Companheirismo 
47-. Companheirismo em A.A. 
48-. Companheiro/a 
49-. Comunicação 
50-. Comunicar 
51-. Comunidade 
52-. Conceito 
53-. Conceito(s) em A.A. 
54-. Costume 
55-. Costumes 
56-. Costumes em A.A 
57-. A história das Fichas. 
58-. A oração da Serenidade. 
59-. Alcoólicos Anônimos e as orações.
60-. Cura 
61-. Cura (a) da Beladona 
62-. Delírio 
63-. Delirium-tremens 
64-. Despertar 
65-. Despertar espiritual 
66-. Doença 
67-. Dogma 
68-. Dogmatismo 
69-. Dogmatista 
70-. Doutrina 
71-. Espiritual 
72-. Espiritualidade 
73-. Espiritualismo 
74-. Estigma 
75-. Ética 
76-. Êxtase 
77-. Garantia 
78-. Garantia (s) em A.A. 
79-. Grupo 
80-. Grupo de A.A. 
81-. Grupo de Oxford. 
82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
83-. Humildade 
84-. Ianque. 
85-. Irmandade 
86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos. 
87-. Legado 
88-. Os Três Legados de A.A. 
89-. Lei 
90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
91-. Lei Hughes. 
92-. Lei Seca (a). 
93-. Lei Seca (a) no Brasil. 
94-. Literatura 
95-. Literatura em A.A. A origem 
96-. Literatura aprovada pela Conferência. 
97-. LSD 
98-. Mensagem 
99-. Mescalina 
100-. Meditação 
101-. Meditar 
102-. Mentor 
103-. Modelo Minessotta 
104-. Moção 
105-. Moção em A.A. 
106-. Moral 
107-. Morbidez 
108-. Mórbido 
109-. Narcótico 
110-. Narcóticos Anônimos (NA) 
111-. Narcóticos Anônimos no Brasil. 
112-. Neurose 
113-. Neurótico/a 
114-. Neurótico/a em N/A. 
115-. Neuróticos Anônimos (N/A) 
116-. Neuróticos Anônimos no Brasil - N/A, 
117-. Niacina 
118-. Obsessão 
119-. Paraldeido 
120-. Paranóia 
121-. Passo(s) 
122-. Os Doze Passos de A.A. – Sua concepção 
123-. Os Doze Passos de A.A 
124-. Patologia 
125-. Pecado 
126-. Política 
127-. Pragmático 
128-. Pragmatismo 
129-. Prece 
130-. Princípio 
131-. Princípios 
132-. Proceder 
133-. Procedimento 
134-. Promessa 
135-. As doze “promessas” de A.A. 
136-. Psicose 
137-. Questão de ordem 
138-. Questão de ordem em A.A. 
139-. Recuperação 
140-. Recuperação em A.A. 
141-. Religião 
142-. Alcoólicos Anônimos e a religião 
143-. Religiosidade 
144-. Serenidade 
145-. Simples. 
146-. Simplicidade 
147-. Simplismo 
148-. Simplista 
149-. Síndrome 
150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
151-. Sobriedade 
152-. Sobriedade Em A.A. 
153-. Sugerir. 
154-. Sugestão 
155-. Teísmo 
156-. Temperança 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
158-. American Temperance Society (ATS) 
159-. Sociedade de Temperança Washington. 
160-. União Feminina pela Temperança Cristã. 
161-. Anti-Saloon League. 
162-. Movimento Emmanuel. 
163-. Jacoby Club. 
164-. Terapia 
165-. Terapeuta 
166-. Terapeuta leigo, Conselheiro, ou, Consultor 
167-. Tolerância 
168-. Tradição 
169-. ‘Os filhos do caos’ e o nascimento das Tradições de A.A 
170-. As Doze Tradições de A.A.: 
171-. Unicidade 
172-. Unicidade de propósito em A.A. 
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