Artigos - Alcoólicos Anônimos de 'A' a 'V' 8



80-. Grupo de A.A.=>
duas ou mais pessoas alcoólicas que se reúnam em busca de sobriedade, podem denominar-se um Grupo de A.A. desde que assim o desejem e, como grupo, não tenham outra afiliação. Todos os membros e servidores de um Grupo de A.A. são alcoólicos,e todos os alcoólicos estão qualificados para serem membros e servidores da Irmandade. Os Grupos são autônomos e independentes exceto nas questões que digam respeito à autonomia de outros Grupos ou à Irmandade em seu conjunto. O Grupo tem autonomia para se organizar da maneira que melhor satisfaça as suas necessidades, podendo criar um Comitê de Serviços e determinando os requisitos, período e atribuições de seus servidores de confiança, exceto para o Representante de Serviços Gerais (RSG), cujo encargo faz parte da estrutura da Irmandade e segue as orientações contidas no Manual de Serviços. Obtenha melhores informações consultado o livrete “O Grupo de A.A. – Onde Tudo Começa”. 

81-. Grupo de Oxford. 
Esta foi uma das cinco denominações que um movimento iniciado por Frank Buchman recebeu até os dias de hoje (2011), uma vez que, com outro nome e outros propósitos, continua em atividade. Franklin Nathaniel Daniel Buchman nasceu em Pennsburg, Pensilvânia, em 04 de junho de 1878, filho de um comerciante de bebidas por atacado e dono de restaurante e de uma mãe piedosa Luterana. Controverso e polêmico ministro luterano e secretário da YMCA - Associação Cristã de Moços (ACM) - fundou na Filadélfia uma instituição chamada Igreja do Bom Pastor.A igreja prosperou e após um desentendimento com o comitê gestor, Buchman renunciou e foi para a Europa, indo parar numa grande convenção religiosa em Keswick, Inglaterra. Uma transformação espiritual ocorreu quando ouviu uma conversa da esposa do orador sobre a cruz de Cristo. Sobreveio um sentimento forte, um desejo de compartilhar esta experiência. Em 1915 fundou o movimento evangélico  Companheirismo Cristão do Primeiro Século que tinha como finalidade recapturar no mundo moderno a força do cristianismo do primeiro século. O movimento colocava ênfase na oração e na busca da orientação divina em todas as coisas, seus membros estudavam a Bíblia e desenvolveram literatura própria. Esperava detonar uma reação em cadeia – cada pessoa levaria a boa nova a outra pessoa – e objetivava uma conversão 
mundial. O núcleo do programa eram os “quatro absolutos”: honestidade absoluta, abnegação absoluta, pureza absoluta e amor absoluto; tinham também os“cinco “Cs”: confiança, confissão, convicção, conversão e continuidade; e ainda os “cinco procedimentos”: entregar-se a Deus, atender a direção de Deus, confirmar a orientação, restituição e compartilhar - para dar testemunho e confessar. Frank Buchman  Em 1917, o estudante da Universidade de Princeton, Samuel (Sam) Moor Shoemaker (1893 - 1963), participou, junto com outros estudantes voluntários, de uma missão em Pequim – China – com o objetivo de implantar um projeto pedagógico e uma ACM. Foi lá que em janeiro de 1918, encontrou-se com Buchman e após conhecer os “quatro absolutos” aderiu ao movimento. Voltando à América foi ordenado diácono Episcopal em 1920, e sacerdote em 1921. Em 1924 aceitou o convite para ser reitor da Missão e da Igreja Episcopal do Calvário em Nova York. Seu ministério foi fortemente influenciado pelos princípios seguidos pelo Grupo de Oxford, do qual foi o introdutor e principal líder na América. Em 1921, Frank B. mudou a sede desse movimento para a Inglaterra onde procurou a adesão de pessoas influentes da sociedade, líderes estudantis e atletas, particularmente das universidades de Cambridge e Oxford, onde teve grande aceitação, especialmente na última. No verão de 1928, seis homens da Universidade de Oxford, viajaram, sem Buchman, à África do Sul para promover o movimento e, a imprensa, sem saber como descrever o novo movimento religioso, cunhou o indicativo "Grupo de Oxford" escrito nas janelas do compartimento do trem em que esse grupo viajava. A aceitação do nome foi tão boa que o movimento mudou o nome de “Companheirismo Cristão do Primeiro Século”para Grupo de Oxford.O movimento logo se disseminou por grande parte dos países europeu se por muitas cidades e Estados americanos. O caminho para o estabelecimento do Grupo de Oxford em Akron (à época, cidade considerada como a capital mundial da industria de artefatos de borracha - em 1869, lá se instalou a 1ª fábrica da  BF Goodrich; em  1898, Frank A. Seiberling fundou a Goodyear Tire[pneu] and Rubber [borracha] Company; em 1900, Harvey Firestone Sr. instalou a Firestone Tire and Rubber Company; em 1915 foi fundada a General Tire, e junto com elas outras empresas que lhes davam suporte, como fábricas de ferramentas e equipamentos para aquele fim, etc.), foi pavimentada por Jim Newton.Jim tinha ingressado no Grupo de Oxford, em Massachussets, com a idade de 18 anos,em 1923. Em 1926 estava morando com seu pai em Fort Myers, na Flórida, e tornou-se protegido da família do inventor Thomas Edison (1847-1931), e por sua influência foi convidado, em 1928, por  Harvey Firestone Sr (1869-1938), para trabalhar como secretário da Presidência na sua fábrica Firestone Tire and Rubber Companyem Akron. Lá foi morar no condomínio residencial da família Firestone onde foi muito bem recebido e acabou por se tornar amigo de Russell “Bud” Firestone (1901-1951),um dos seis filhos do patriarca da família. Russell tinha sérios problemas com a bebida e já tinha sido internado nas melhores instituições por várias vezes por esse motivo. Jim levou Russell para mais uma internação na clínica Hudson River,em Nova York, onde ficou por 30 dias. Não deu Rev. Sam ShoemakerJim Newton, esq., e "Bud" Firestone, dir. Harvey Firestone Sr. resultado. Em meados de 1932, Jim levou Russell a participar deuma conferência episcopal em Denver, Colorado, onde, após um encontro com Sam Shoemaker, ficaram a sós num vagão privativo de um trem e lá entregou sua vida a Deus. Sua vida mudou, e suas relações com a família e no casamento foram restabelecidas. Harvey Firestone Sr. era membro da Igreja Episcopal São Paulo, de Akron, dirigida pelo Reverendo Walter F. Tunks,que também era o capelão da Firestone. Impressionado com a “milagrosa” recuperação de seu filho através de Sam Shoemaker, ele atribuiu o fato ao Grupo de Oxford e convidou seu fundador, Frank Buchman, para uma serie de comemorações no Hotel Mayflower de Akron e para instalar seu grupo na cidade. Buchman compareceu com uma comitiva de 60 pessoas e lá permaneceram durantedez dias fazendo reuniões e apresentando as propostas do grupo. Destas reuniões participavam a grande maioria da liderança conservadora de Akron entre eles Henrietta Buckler Seiberling (1888 – 1979), recém separada de John Seiberling, filho de Frank A. Seiberling, fundador da Goodyear, e o casal T. Henry e Clarace Willians. A comitiva de Buchman deixou Akron no dia 23 de janeiro de 1933, mas ficaram seis membros para dar suporte ao novo grupo. As reuniões continuaram a ser celebradas no Hotel Mayflower até abril de 1935, quando passaram a ser realizadas na casa do casal Willians. No começo de 1934, ingressou no Grupo de Oxford de Nova York Rowland Hazard III (Roy) (1881 – 1945),membro de uma dinastia de magnatas da Ilha de Rhodes (EUA). Após varias internações por alcoolismo, em 1931, foi levado pela família a procurar ajuda para seu problema em Zürich com o psiquiatra suíço Karl Gustav Jung (1875 – 1961) -um dos pais da  psicologia analítica (psicanálise) com quem Bill trocou correspondência. Após algum tempo de terapia, o resultado foi desanimador e o Dr. Jung teria sugerido que “somente uma profunda transformação através de uma conversão espiritual, seria capaz de remover sua esmagadora compulsão pela bebida”. De volta à América, Rowland ficou internado entre fevereiro e março de 1932. Ao sair da internação foi procurar o terapeuta leigo  Courtenay Baylor,um dos líderes do Movimento Emmanuel, que o ajudou a se manter sóbrio. Baylor também compartilhava a idéia de do Dr. Jung a respeito da necessidade da conversão espiritual, e indicou-lhe o Grupo de Oxford de Nova York, onde, após sua “conversão” a Deus através de Sam Shoemaker e ingressou no Grupo de Oxford, onde passou a fazer parte de uma equipe de abordagem. 
Rowland Hazard III 
Karl Gustav Jung 
Shep Cornell 
Cebra Graves 

Nessa condição, acompanhado de Francis Shepard  (Shep) Cornell (1899-1985) e Cebra Q. Graves (1898-1979),viajou em agosto desse ano à cidade de Bennington, Vermont- onde ele tinha uma casa de veraneio e Cebra era filho do juiz local,  Collins Millard Graves,abordar Edwin (Ebby) T. Thacher (1896-1966) – antigo companheiro de escola e farras de Bill W. Ebby tinha sido preso, e iria a julgamento, por dirigir embriagado e provocado um grave acidente destruindo parte de uma residência e o novo automóvel “Packard”de seu pai. Devido às reincidências a Promotoria estava pedindo sua internação no  Asilo Brattleboro, para doentes mentais; porém, os três oxfordianos persuadiram o Tribunal, conseguiram a custódia de Ebby e levaram-no para Nova York. Algum tempo depois Ebby, por intermédio de Sam Shoemaker e apadrinhado por Rowland, confessou seu alcoolismo e entregou sua vida a Deus na Igreja do Calvário – este era o procedimento da “rendição” e da “conversão”. Ficou sóbrio e decidiu ajudar seu amigo Bill Wilson. Assim, numa sombria manhã de novembro de 1934, quando o telefone tocou Bill W. atendeu e ouviu a voz familiar de Ebby T. Ebby estava em Nova York. Contou que ouvira falar da dificuldade de Bill e perguntou se podia ir ao Brooklyn para vê-lo. Duas noites mais tarde, Ebby e Bill estavam sentados à mesa da cozinha da casa nº 182 da Rua Clinton. Havia uma garrafa de gim e uma jarra de suco de abacaxi sobre a mesa, mas apenas Bill bebia. Entre incrédulo e estupefato, ouviu Ebby recusar a bebida e dizer que agora tinha religião e estava sóbrio há alguns meses seguindo alguns preceitos básicos:admitir a derrota perante o álcool, se tornar honesto consigo mesmo, confessar seus defeitos a outra pessoa, fazer reparações dos danos causados, ajudar os outros desinteressadamente e rezar a Deus na forma em que o concebia. Ebby não tentou pressionar nem evangelizar. Após este encontro Bill continuou a beber, porém, não conseguia tirar Ebby da cabeça nem aquela afinidade encontrada no fato de que “um 
alcoólico tinha estado falando com outro alcoólico”. Poucos dias depois, em 7 de dezembro de 1934, Bill W. decidiu ver o que acontecia na Missão do Calvário que ficava do outro lado da cidade, na East 23rd Street com Segunda Avenida, em Gramercy Park. Ao descer do metrô, ao invés de irpra lá começou a entrar nos bares, e somente ao cair da noite e acompanhado de outro bêbado, um finlandês de nome Alec, chegou ao local e o encarregado não os deixava entrar não fosse a intervenção de Ebby. Depois de comer um prato de feijão, aceitaram assistir uma reunião num auditório cheio de abandonados cheirando a suor e álcool. Após alguns cânticos, orações, sermões, ao ouvir os depoimentos daquelas pessoas o interesse e o entusiasmo de Bill iam aumentando. Quando veio o chamado para a “rendição” e a “conversão”, ao ver alguns homens caminhando na direção do púlpito, Bill sentiu um impulso magnético e inexplicavelmente impelido também se aproximou do púlpito ajoelhando-se entre os trêmulos penitentes. Sentiu uma grande motivação e colocando-se em pé começou a falar. Mais tarde não se lembrava do que tinha falado, mas Ebby disse-lhe que tinha feito tudo certo e havia “entregado a sua vida a Deus”.
Ebby T. Thacher 
Bill W., aos 38 anos 
 
Achou que tinha encontrado a sobriedade, teve uma longa conversa com Lois e naquela noite conseguiu dormir sem tomar uma gota de álcool. Porém na manhã seguinte, depois deLois sair para o trabalho, voltou a beber. E bebeu por mais dois ou três dias. Bill sentiu um forte impulso de voltar ao hospital e procurar o Dr. Silkworth. Deixando um bilhete para Lois, ele foi para o hospital. Tinha apenas seis centavos no bolso e ficou só com um, depois de pagar o bilhete do metrô. Ao longo do caminho ele conseguiu arranjar quatro garrafas de cerveja, em uma mercearia onde tinha algum crédito. Já havia acabado com três garrafas quando chegou ao hospital para sua quarta e última  internação, onde o aguardava o Dr. Silkworth, carregando, além da bebedeira, dois livros sobre filosofia onde esperava arranjar inspiração. O dia era 11 de dezembro de 1934, um mês depois do dia que ele havia começado a beber de novo. Bill Wilson havia acabado de completar 39 anos de idade um mês antes de sair do hospital, e tinha metade da vida pela frente. Sempre afirmou que, depois daquela experiência, nunca mais duvidara da existência de Deus. Nunca mais tomou qualquer bebida alcoólica. Ao sair do hospital, em 18 de dezembro, o casal começou a freqüentar as reuniões do Grupo de Oxford realizadas na Casa do Calvário, ao lado da Igreja Episcopal do Calvário. Seu reitor, o Rev. Sam Shoemaker, era uma figura de liderança pelo qual viria a ter grande apreço, e por seu intermédio e apadrinhado por Ebby, Bill, efetua de novo todo o ritual, isto é a “rendição” e “conversão”. Além de Ebby, Bill tornou-se amigo de Rowland Hazard - que lhe fala dos princípios do Movimento Emmanuel (ver abaixo) – e de alguns poucos alcoólicos que procuravam a sobriedade naquele Grupo, e acabaram formando um informal “esquadrão alcoólico”; junto com eles começa a trabalhar com  outros alcoólicos indicados pelo Dr. Silkworth no hospital e entre os acolhidos pela Missão do Calvário levando-lhes uma mensagem espiritual. Não obtém resultado algum, além de ele próprio permanecer sóbrio; até que, por sugestão do Dr. Silkworth, mudou o tom, parou de pregar e passou a falar dos “duros fatosmédicos”, ou seja, da doença. 
Enquanto isso, em Akron... Em 1933 os tempos eram extremamente difíceis para todo mundo, mas piores para Robert Holbrook Smith - Dr. Bob (1879-1950): Dr. Bob quase não clinicava. Ele se escondia ou ficava em casa indisposto. Anne e Lilly, a secretária do Dr. Bob, mentiam para os pacientes dele. Conseguiram uma ampliação do prazo para pagar a hipoteca da casa. No inicio desse ano Dr. Bob e Anne entraram em contato com o Grupo de Oxford, que se tinha instalado na cidade em janeiro daquele ano e ela o persuadiu a freqüentar as reuniões, mas posteriormente ele mesmo se sentiu atraído pelos membros “por causa do aparente equilíbrio, saúde e felicidade”. Seu entusiasmo esfriou de certa forma quando descobriu que o programa tinha um aspecto espiritual. Entretanto era tranqüilizador saber que não se reuniam em igrejas, mas no Hotel Mayflower e em casas particulares. “Em nenhum momento senti que ali houvesse uma resposta para meu problema com a bebida alcoólica”, disse. No entanto, durante os dois anos e meio seguintes Dr. Bob freqüentou regularmente as reuniões do Grupo de Oxford, dedicou muito tempo ao estudo Dr. Bob de sua filosofia, e embarcou em uma busca espiritual destinada a durar pelo resto da vida. Contudo, ficava bêbado. Em 1934/35, a esposa e os filhos do Dr. Bob estavam passando necessidades e vivendo num campo de batalha de promessas quebradas, feitas com toda sinceridade. Então,Anne Robinson Ripley (1881 – 1949), ou, Anne Smith, sua mulher, procurou Henrietta Seiberling  pedindo ajuda para seu marido. Numa noite de abril de 1935, Henrietta e outras pessoas sentiram que deveriam fazer alguma coisa pelo Dr. Bob e procurou seus colegas do Grupo de Oxford, o casal T. Henrye Clarace Williams que concordaram em ceder sua casa para fazer uma reunião com Dr. Bob nos moldes da “rendição” e “conversão” do Grupo de Oxford. Ele aceitou e dessa reunião de compartilhamento participaram vários membros do Grupo de Oxford. Mas apesar da boa vontade de todos, inclusive dele próprio, a mágica não funcionou. Este foi o inicio das reuniões do Grupo de Oxford às quartas feiras à noite na casa dos Williams. Sóbrio havia cinco meses, Bill Wilson foi enviado pela corretora onde trabalhava para negociar o controle acionário de uma pequena fábrica de ferramentas, da qual poderia se tornar seu presidente, na cidade de Akron, Ohio. O negócio fracassou e de volta ao Hotel Mayflower (dir.), onde se hospedava, teve vontade de beber; porém, considerou que, se consegui-se falar com outro alcoólico, poderia manter a sobriedade. Era um sábado 11 de maio de 1935. No saguão do hotel havia um diretório de Igrejas; colocou seu dedo num nome e telefonou para o Rev. Walter F. Tunksque lhe deu uma lista com dez nomes de pessoas da comunidade com quem poderia fazer contato. Somente na décima ligação teve sucesso: quem atendeu foi Norman Shephard que diante da impossibilidade de poder atendê-lo pessoalmente, lhe dá o nº de telefone de Henrietta Buckler Seiberling, que assim descreve o telefonema:“Era Bill Wilson, e nunca esquecerei o que ele me disse: ‘sou do Grupo de Oxford, e sou um sabujo(cão de caça),da bebida alcoólica que vive em Nova York’. ‘Venha já para cá’ eu disse. Ele veio e ficou para o jantar. Pedi-lhe que me acompanha-se até a igreja na manhã seguinte e lhe disse que contataria Bob. Foi o que fiz”.E se propôs a marcar um encontro com o médico cirurgião Robert Holbrook Smith (Dr. Bob) – também membro do Grupo deOxford de Akron havia dois anos e meio - um beberrão cético, já beirando o desprestigio profissional. O encontro aconteceu no dia seguinte, domingo 12 de maio de 1935- Dia das Mães - com a condição imposta pelo Dr. Bob de não durar mais de quinze minutos. “Chegamos lá – na casa de Henrietta-às 17h00, e eram 23h15 quando saímos”,contou depois o próprio Dr. Bob, que compareceu acompanhado por sua mulher Anne. Como resultado deste encontro surgiu a Irmandade de Alcoólicos Anônimos que se convencionou em datar sua fundação no dia 10 de junho de 1935. Nesse ano, o Grupo de Oxford já estava presente em mais de 50 países. 
T. Henry e Clarace Williams 
Anne Smith 
 
As reuniões dos primeiros adeptos ao novo movimento continuaram a ser celebradas nas salas do Grupo de Oxford, tanto em Akron, na casa do casal Williams – que veio a ser o Grupo de A.A. nº 1, como em Nova York, na Missão do Calvário, e também na casa do casal Bill W. e Lois. Entretanto, o assistente de Sam Shoemaker em Nova York, Jack Smith,desaprovou o trabalho que Bill W. vinha fazendo junto aos alcoólicos na Missão do Calvário em Nova York e em decorrência de sucessivos desentendimentos que foram-se agravando a partir de setembro de 1937, uma parte desses alcoólicos juntou-se a Bill e deixaram o local e sua ligação com o Grupo de Oxford no dia 08 de janeiro de 1938, passando a se reunir unicamente na casa de Bill na Rua Clinton, 182, no Brooklin, e depois no primeiro clube de A.A. à rua 24ª. “Eles queriam salvar o mundo e eu apenas os bêbados”, disse Bill W. Em Akron, a primeira dissensão o correu no dia 11 de maio 1939, com a criação do primeiro grupo sem qualquer ligação com o Grupo de Oxford (que já não tinha mais essa denominação e sim, a partir de  1938,  “Movimento de Rearmamento Moral”) Clarence Snyder (1902-1984),freqüentador do “esquadrão alcoólico” do Grupo de Oxford de Akron, funda em Cleveland o primeiro grupo com a denominação de “Alcoólicos Anônimos” – o Grupo Cleveland  Heights de Alcoólicos Anônimos; contando com 16 membros, passo a se reunir na casa de Abby Goldrick. Em outubro desse ano este Grupo elegeria seu primeiro comitê de serviços tendo como primeiro coordenador Abby G. e criando o precedente da rotatividade. O segundo grupo com o nome de Alcoólicos Anônimos, e também sem ligação com o Grupo de Oxford, foi fundado três dias depois, em 14 de maio, em Nova Jersey. O primeiro grupo de alcoólicos do movimento em Akron, que funcionava na casa dos Williams, obrigado a escolher entre continuar no antigo Grupo de Oxford com seus procedimentos e assumir sua condição de parte da estrutura da recém oficializada Irmandade de Alcoólicos Anônimos,, sob fortes críticas dos mentores daquele Grupo, o pesar do Dr. Bob e consternação de Henrietta Seiberling, em novembro de 1939 deixou o local e o Grupo de Oxford e passam se reunir na casa do Dr. Bob. Com o crescimento do grupo procuram um local mais amplo e se mudam para uma sala disponibilizada pela escola de ensino primário Kings School,cuja primeira reunião aconteceu em 10 de janeiro de 1940. Nem todos os alcoólicos que participaram do movimento e ingressaram no Grupo de Oxford, tanto em Nova York como em Akron, abandonaram esse Grupo para se integrar a A.A. Assim foi com Rowland Hazard, Shep Cornell, Cebra Q. Graves e muitos outros. Ebby T. , mal acompanhou a Irmandade; sofrendo sucessivas recaídas, sua sobriedade foi muito precária; entretanto, sua importância para a Irmandade sempre foi considerada acima desses acontecimentos e a gratidão de Bill W. pela sua pessoa superou todas as críticas. 
Abby Goldrick
Clarence Snyder 
 
Um personagem de excepcional importância para A.A. e o Grupo de Oxford foi James Houck Lane (1906-2006). Ele ingressou no Grupo de Oxford em Frederick, Maryland, no dia 12 de dezembro de 1934, um dia depois da 4ª e última internação de Bill W. no Towns Hospital; nunca se desligou desse movimento acompanhando ele em todas as suas novas denominações e ao mesmo tempo acompanhou todo o processo de criação e evolução de A.A. servindo de conselheiro para muitos AAs, e consultor para os órgãos de serviço, incluindo os arquivos históricos do GSO. Ingressou oficialmente em A.A. em 1986, aos 80 anos de idade, para ajudar um neto que estava com problemas por causa da bebida. Dada a sua longevidade, morreu com cem anos de idade, sendo 71 de sobriedade, foi   considerado pelas duas instituições como “O Ancião das duas Tribos”. Devido à grandiosidade das construções que abrigavam as sedes do movimento e aos enormes gastos na promoção de eventos e festas para divulgação, a revista “Time” publicou em fim de abril de 1936, um artigo de capa chamando a atenção para essa megalomania cunhando uma frase que Buchman repetia constantemente “Cultista Buchman: Deus é um milionário”. Em 25 de agosto de 1936, o jornal New York World Telegram de Nova York publicou um artigo sobre Buchman em que ele dizia "Eu agradeço aos céus pó existir um homem como Adolf Hitler, que construiu uma linha de defesa contra o comunismo anti-Cristo do” declaração esta que levou à suspeita de ser pró-nazista. Embora tenha sido inocentado até pelos seus críticos, o artigo transformou os grupos de Oxford em assunto de controvérsia pública.Em conseqüência disso, em 1938, a Universidade de Oxford pediu que o movimento não utilizasse mais aquele nome. Havia, ainda, a oposição da Igreja Anglicana que associava o nome do grupo com o histórico Movimento de Oxford, um movimento religioso de anglicanos da Alta Igreja, a maior parte deles membros da Universidade de Oxford, que teve início em 1833.e finalizou em 1854deixando como legado a definição da Igreja Anglicana como um dos ramos históricos da única Igreja Católica. Segundo os Tratadistas, a única e verdadeira Igreja fundada por Jesus Cristo, a Igreja Católica (Universal), havia se fragmentado devido a razões históricas e teológicas em três grandes ramos: o Romano, o Ortodoxo e o Anglicano. O principal ponto defendido pelo movimento era demonstrar que a Igreja Anglicana era uma descendente direta da Igreja estabelecida pelos apóstolos. Em 1938, quando Europa estava-se preparando para a guerra, um sueco, socialista, membro do Grupo de Oxford, chamado Harry Blomberg, escreveu um artigo sobre a necessidade de se rearmar moralmente. Buchman gostou do termo, e lançou uma campanha para o Armamento Moral e Espiritual, no leste de Londres. Mais do que apenas um novo nome substituto ao Grupo de Oxford, Movimento de Rearmamento Moral (MRM, ou, ARM) e sinalizou um novo compromisso por parte Buchman para tentar mudar o rumo das nações. Paralelamente a esses episódios, a Justiça inglesa declarou a inexistência legal do grupo quando seus representantes pretendiam receber a quantia de 500 Libras esterlinas deixadas como herança no testamento de um membro do grupo que tinha falecido. Mesmo que em 1938 tivesse James H. Lane mudado o nome do movimento, Buchman entrou com um recurso na Justiça inglesa para que o nome “Grupo de Oxford” fosse reconhecido. Em junho de 1939 a Câmara de Comercio acabou decidindo a favor do Grupo. Em 1939, Frank Buchman, político astuto, antevendo o início da II Guerra Mundial mudou a sede do movimento da Inglaterra para a Suíça – país neutro durante o conflito. No começo teve o apóio, com reservas, de Sam Shoemaker, reitor da Igreja Episcopal do Calvário em Nova York, e principal líder do movimento que era o Grupo de Oxford nos EUA. Porém, pretensões políticas levaram-no a distanciar-se dos princípios pregados pelas igrejas cristãs, e Sam acabou rompendo com o novo movimento em fins de 1941. Também perdeu o apoio das principais igrejas cristãs, ao ponto de a Igreja Católica, em 1950, proibir seus adeptos de se filiarem àquele movimento. Entretanto, e apesar desses percalços,Frank Buchman, teve bom trânsito e muita influencia como articulador inteligente entre os principais políticos de seu tempo (à direita com o líder indiano Jawaharlal Nehru [1889-1964]); Konrad Adenauer (1876-1967),Chanceler da Alemanha, costumava assistir reuniões conduzidas por Buchman em Caux, na Suíça. Ele foi condecorado pelos governos francês e alemão por sua contribuição para a reconciliação franco-alemã depois da Segunda Guerra Mundial, e também pelos governos da Grécia, Japão, Filipinas, Índia e Marrocos, e por duas vezes, em 1952e 1953, teve seu nome indicado para o Prêmio Nóbel da Paz. Após a morte, em 1961, Frank Buchman foi sucedido na condução do movimento pelo jornalista inglês Peter Dunsmore Howard (1908-1965), que viria a falecer em 1965, e o MRA entrou em um período de declínio. Foi reorganizado e, no início do novo milênio estava claro que as palavras "rearmamento moral"não carregavam mais a mesma ressonância que em 1939. Em 2001, adotou o nome Iniciativas de Mudança (IdeM), e em 2002, Iniciativas de Mudança Internacional (IdeM Internacional), que se descreve como uma organização não-governamental (ONG) quetrabalha pela paz, reconciliação e a segurança humana a nível mundial. Tem status consultivo especial no Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU) e um status participativo no Conselho da Europa em Strasburg. Ressalta a importância da responsabilidade pessoal, liderança ética e a construção da confiança em meio às divisões do mundo. Com sede em Caux, Genebra, Suíça, seu presidente, em 2010, é Rajmohan Gandhi (n. 1935), biógrafo e neto do líder da independência da Índia, Mahatma Gandhi (1869-1948). Após a morte de Buchman em 1961, Bill Wilson, disse ter-se arrependido por não havê-lo convidado para a 2ª Convenção Internacional de A.A. em 1955, em St. Louis (esq.), quando foram feitas as homenagens de gratidão a todas as pessoas não-alcoólicas que contribuíram para o crescimento da Irmandade naqueles 20 anos, e os ensinamentos defendidos por Buchman no Grupo de Oxford, foram fundamentais para a estruturação da Irmandade. Nessa ocasião, Bill W. reconheceu publicamente a influência da filosofia do Grupo de Oxford sobre a Irmandade:“Foi a partir de Sam Shoemaker que Alcoólicos Anônimos absorveu grande Frank B. e Nehru R. Gandhi parte dos Doze Passos que expressam o coração e o modo de vida de A.A.O Dr. Silkworth nos deu o conhecimento necessário a respeito de nossa doença. Mas foi Sam Shoemaker que nos deu o discernimento para compreender o que poderíamos fazer sobre isso. A.A. retirou os preceitos 
de auto-exame, reconhecimento dos defeitos de caráter, reparação de danos e o trabalho com os outros, do Grupo de Oxford, e, diretamente de Sam Shoemaker, seu ex-líder na América, e de nenhum outro lugar”. 

82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
Solidários sim, solitários nunca. Anônimos por escolha, desprendidos por obrigação, eles formam uma cruzada silenciosa de apoio a todas as pessoas que padecem de comportamentos compulsivos. Com milhares de pontos de uma rede interligada no mundo, seus núcleos de atuação - presentes tanto no subsolo do edifício da cidade grande quanto no mais recôndito lugarejo rural - recebem e auxiliam os que sofrem de insegurança, auto-piedade e baixa auto-estima. Eles são os chamados Grupos de ajuda mútua. Nem mesmo a opção pelo anonimato conseguiu impedi-los de estarem entre as associações mais famosas do planeta. São pequenos núcleos formados por pessoas que se recuperaram de estilos de vida destrutivos e hoje retribuem a retomada da felicidade comum transmitindo a mensagem de sua experiência pela busca do equilíbrio e bem-estar. A eles recorrem indivíduos com as mais diferentes adicções. As salas alugadas ou cedidas aos grupos pela comunidade ou por órgãos públicos, recebem todos os dias gente que depende compulsivamente de álcool, drogas, fumo, comida, sexo e relacionamentos afetivos disfuncionais. Dos dependentes, o grupo nada exige - não cobram pelos serviços, sobrevivem da contribuição espontânea dos membros - a não ser um desejo legítimo e forte de alcançar a recuperação; para tanto, devem descobrir seus sentimentos, assumir fraquezas e limitações, nunca tentar modificar os outros, aceitar as pessoas como realmente são e, principalmente não acusá-las por todas as infelicidades de sua vida. Esses ensinamentos pareceriam retóricos se não viessem avalizados por uma filosofia de atuação tão simples quanto comprovadamente eficaz: na troca de experiências, o indivíduo se enxerga no grupo e, ao fazê-lo, toma consciência de que o seu problema não é o único, encontrando força extra para a própria recuperação A principal matriz dos grupos de ajuda mútua é a Irmandade de Alcoólicos Anônimos – A.A., fundada em  1935, em Akron, Ohio, EUA, e desde seus primórdios reconhecida como patrocinadora de um dos mais eficientes programas de recuperação de alcoólicos. Utilizando um método totalmente não profissional e sem vínculos institucionais com o Estado, religiões ou quaisquer outras instituições, as Irmandades de Anônimos desenvolvem uma série de atividades pessoais conhecidas como Doze Passos, e as Doze Tradições, a base do programa de Alcoólicos Anônimos, com o intuito de promover a recuperação de seus membros. Os “Passos” incluem a admissão de que existe um problema, a busca de ajuda, a auto-avaliação, a partilha em nível confidencial, a disposição para reparar danos causados e para trabalhar com outros que queiram se recuperar. O programa propõe uma forma de vida espiritual, cognitiva e comportamental que aumenta o bem estar pessoal e interpessoal e promove sistema de valores baseados em honestidade e humildade. As “Tradições”, um conjunto de princípios sugeridos para assegurar a sobrevivência e a expansão dos Grupos que compõem a Irmandade. Baseadas nas experiências dos próprios Grupos durante os primeiros anos cruciais de A.A., elas se relacionam à condução dos assuntos internos dos Grupos, à cooperação entre eles e ao seu relacionamento com a comunidade externa. 
 
Estas Irmandades Não têm propriedades nem patrimônio material; sua manutenção financeira e feita através das contribuições voluntárias de seus membros e não aceitam doações externas; como instituição, mantém a pobreza coletiva. Fazem ou fizeram parte desta vasta rede social de ajuda mútua, além de Alcoólicos Anônimos – A.A. Al-anon, Alateen, Narcóticos Anônimos e Neuróticos Anônimos, destacados nesta apostila, entre muitas outras instituições: 
CCA - Comedores Compulsivos Anônimos; CoDA - Codependentes Anônimos. Pessoas que procuram a todo custo controlar o comportamento de outras e, por sua vez, se deixam controlar por esse mesmo comportamento; DA – Devedores Anônimos; DASA - Dependentes de Amor e Sexo Anônimos. Pessoas que praticam sexo compulsivamente, ou que não praticam sexo ("anoréxicas"); FA - Fumantes Anônimos. Pessoas adictas do tabaco; IA - Introvertidos Anônimos; AP-IA - Amigos e parentes de pessoas introvertidas;JA - Jogadores Anônimos. Pessoas compulsivas por jogos de azar; Jog-Anon- Amigos e parentes de pessoas compulsivas por jogos de azar; MADA - Mulheres que Amam Demais Anônimas; N/A - Neuróticos Anônimos. Pessoas que se deixam controlar por suas emoções; NA - Narcóticos Anônimos. Para narco-dependentes; Nar-Anon- Amigos e parentes de narco-dependentes; Narateen - NarAnon para crianças e adolescentes afetadas pela narco-dependência de seus familiares; PA - Psicóticos Anônimos. Pessoas portadoras de doenças mentais; AP-PA - Amigos e parentes de portadores de doenças mentais; PADA – Pessoas que Amam Demais Anônimas; SIA – Sobreviventes de Incesto Anônimos. Para vitimas de abuso sexual.
 
83-. Humildade =>
Do latim humiltate. Virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza. 
Modéstia, pobreza. Respeito, reverência; submissão. 

84-. Ianque=> 
do inglês yankee, pessoa originária da Nova Inglaterra (EUA), região cultural e linguística constituída pelos estados de Connecticut, Maine, Massachussets, Nova Hampshire, Ilha de Rhodes e Vermont. Bill W., que nasceu em East Dorset, e o Dr. Bob na cidade de Saint Johnsbury, ambas as cidades do Estado de Vermont, são, portanto, yankees. Por extensão, norte americano. 

85-. Irmandade =>
do latim germanitate. Parentesco entre irmãos. Associação de caráter religioso; confraria. União ou intimidade fraternal. 

86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos.
Nos primeiros tempos conhecida indefinidamente como um movimento ou “sociedade de alcoólicos”, recebeu a denominação de Irmandade (*)em junho de 1947 que, criada pela Revista Grapevine,é a adaptação para A.A. da descrição feita por um cônego inglês, C. E. Raven,e recolhida por Bernard B. Smith– amigo de A.A. e Custódio não-alcoólico. O religioso britânico entendia que para constituir uma irmandade são necessárias três condições: 
1.  Existir um ideal comum que envolva uma completa libertação do egoísmo e da divisão. 
2.  Existir o propósito de uma tarefa comum, suficientemente grande para se captar a imaginação e dar expressão à lealdade. 
3.  Existir o companheirismo e o sentido de unidade, à medida que se descobre a alegria, a força e o compromisso de pertencer a uma sociedade em seu conjunto. Pode-se encontrar onde o ideal é muito elevado e preciso, onde o companheirismo é tão forte e profundo que se retribuem uns aos outros, sem esforço consciente, compreendendo a necessidade não mencionada e reagindo a ela espontânea e imediatamente. 
 
(*)Em inglês denomina-se Fellowship=> Irmandade, Fraternidade; em francês, Associação; em español, Comunidade. 

87-. Legado=>
do latim legatu =>‘dádiva deixada em testamento’.Aquilo que alguém transmite a outrem, que uma geração, escola literária, irmandade, etc., transmitem à posteridade. 

88-. Os Três Legados de A.A. 
Por ocasião do vigésimo aniversário da fundação da Irmandade, em julho de 1955, foi realizada a Segunda Convenção Internacional de Saint Louis, Missouri com dois objetivos: o primeiro, a Declaração de Gratidão a todas as pessoas não-alcoólicas que tinham ajudado a Irmandade e a Declaração da Maioridade da Irmandade. Perante mais de cinco mil pessoas, Bill, falando em nome do Dr. Bob – já falecido – e dos membros mais antigos, declarou a Maioridade de A.A., e transferiu à Conferencia de Serviços Gerais e aos Custódios a vigilância e a proteção dos Três Legados, isto é, os princípios que compõem a Recuperação, a Unidade e o Serviço.Também foi feita a apresentação do emblema e do pavilhão de A.A. como símbolos da Irmandade. No emblema,os Três Legados estão representados por um triângulo eqüilátero – os três lados e os três ângulos são iguais, onde sua base representa a Recuperação – os Doze Passos Sugeridos – o lado esquerdo a Unidade – as Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos, e o lado direito o Serviço–na descrição de Bill, ‘tudo aquilo que nos leva ao alcoólico que ainda sofre’e seus princípios espirituais baseiam-se no 12º Passo e a 2ª, 4ª, 7ª, 8ª e 9ª Tradições. Em 1962 foram publicados Os Doze Conceitos para Serviços Mundiais para complementar o entendimento do legado de Serviço. O triângulo está inscrito numa circunferência que simboliza A. A. no mundo. O pavilhão é uma bandeira na cor branca contendo no centro o emblema na cor azul. 

89-. Lei =>
do latim lege. Regra de direito ditada pela autoridade estatal e tornada obrigatória para manter, numa comunidade, a ordem e o desenvolvimento. Norma ou conjunto de normas elaboradas e votadas pelo poder legislativo. Obrigação imposta pela consciência e pela sociedade. Norma, princípio, regra...



Índice

1-. Abstêmio/a 
2-. Abstinência 
3-. Abstinência em A.A. 
4-. Adicção 
5-. Adicto 
6-. Adictos Anônimos 
7-. Agnosticismo 
8-. Agnóstico 
9-. Akron (o berço de A.A.) 
10-. Al-Anon. 
11-. Al-Anon no Brasil. 
12-. Alateen. 
13-. Álcool 
14-. Alcoólatra 
15-. Alcoólico/a 
16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
17-. “Meu nome é...” 
18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação? 
19-. Alcoólicos Anônimos – A Irmandade. 
20-. Alcoólicos Anônimos - O nome. 
21-. Alcoólicos Anônimos - O livro. 
22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil. 
24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo. 
25-. Alcoolismo 
26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo. 
27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
28-. Alcoólicos Anônimos: o primeiro movimento social... 
29-. Centro de Estudos do Álcool. 
30-. Comitê Nacional de Educação sobre Alcoolismo. 
31-. A classificação do Alcoolismo segundo a Associação Psiquiátrica Americana. 
32-. A classificação do Alcoolismo segundo a Organização Mundial da Saúde. 
33-. A carreira alcoólica de Bill W. 
34-. A carreira alcoólica do Dr. Bob. 
35-. Alcoolista, ou etilista 
36-. Alucinação 
37-. Anonimato 
38-. Anonimato em A.A. 
39-. Antabuse 
40-. Ateísmo 
41-. Ateu 
42-. Bafômetro 
43-. Barbitúrico 
44-. Bebedor exagerado, 
45-. Beladona 
46-. Companheirismo 
47-. Companheirismo em A.A. 
48-. Companheiro/a 
49-. Comunicação 
50-. Comunicar 
51-. Comunidade 
52-. Conceito 
53-. Conceito(s) em A.A. 
54-. Costume 
55-. Costumes 
56-. Costumes em A.A 
57-. A história das Fichas. 
58-. A oração da Serenidade. 
59-. Alcoólicos Anônimos e as orações.
60-. Cura 
61-. Cura (a) da Beladona 
62-. Delírio 
63-. Delirium-tremens 
64-. Despertar 
65-. Despertar espiritual 
66-. Doença 
67-. Dogma 
68-. Dogmatismo 
69-. Dogmatista 
70-. Doutrina 
71-. Espiritual 
72-. Espiritualidade 
73-. Espiritualismo 
74-. Estigma 
75-. Ética 
76-. Êxtase 
77-. Garantia 
78-. Garantia (s) em A.A. 
79-. Grupo 
80-. Grupo de A.A. 
81-. Grupo de Oxford. 
82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
83-. Humildade 
84-. Ianque. 
85-. Irmandade 
86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos. 
87-. Legado 
88-. Os Três Legados de A.A. 
89-. Lei 
90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
91-. Lei Hughes. 
92-. Lei Seca (a). 
93-. Lei Seca (a) no Brasil. 
94-. Literatura 
95-. Literatura em A.A. A origem 
96-. Literatura aprovada pela Conferência. 
97-. LSD 
98-. Mensagem 
99-. Mescalina 
100-. Meditação 
101-. Meditar 
102-. Mentor 
103-. Modelo Minessotta 
104-. Moção 
105-. Moção em A.A. 
106-. Moral 
107-. Morbidez 
108-. Mórbido 
109-. Narcótico 
110-. Narcóticos Anônimos (NA) 
111-. Narcóticos Anônimos no Brasil. 
112-. Neurose 
113-. Neurótico/a 
114-. Neurótico/a em N/A. 
115-. Neuróticos Anônimos (N/A) 
116-. Neuróticos Anônimos no Brasil - N/A, 
117-. Niacina 
118-. Obsessão 
119-. Paraldeido 
120-. Paranóia 
121-. Passo(s) 
122-. Os Doze Passos de A.A. – Sua concepção 
123-. Os Doze Passos de A.A 
124-. Patologia 
125-. Pecado 
126-. Política 
127-. Pragmático 
128-. Pragmatismo 
129-. Prece 
130-. Princípio 
131-. Princípios 
132-. Proceder 
133-. Procedimento 
134-. Promessa 
135-. As doze “promessas” de A.A. 
136-. Psicose 
137-. Questão de ordem 
138-. Questão de ordem em A.A. 
139-. Recuperação 
140-. Recuperação em A.A. 
141-. Religião 
142-. Alcoólicos Anônimos e a religião 
143-. Religiosidade 
144-. Serenidade 
145-. Simples. 
146-. Simplicidade 
147-. Simplismo 
148-. Simplista 
149-. Síndrome 
150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
151-. Sobriedade 
152-. Sobriedade Em A.A. 
153-. Sugerir. 
154-. Sugestão 
155-. Teísmo 
156-. Temperança 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
158-. American Temperance Society (ATS) 
159-. Sociedade de Temperança Washington. 
160-. União Feminina pela Temperança Cristã. 
161-. Anti-Saloon League. 
162-. Movimento Emmanuel. 
163-. Jacoby Club. 
164-. Terapia 
165-. Terapeuta 
166-. Terapeuta leigo, Conselheiro, ou, Consultor 
167-. Tolerância 
168-. Tradição 
169-. ‘Os filhos do caos’ e o nascimento das Tradições de A.A 
170-. As Doze Tradições de A.A.: 
171-. Unicidade 
172-. Unicidade de propósito em A.A. 
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