Artigos - Alcoólicos Anônimos de 'A' a 'V' 9


90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
Transcrito, com permissão, do texto em español no boletim oficial do GSO, Box 4-5-9, Outono 2010. http://www.aa.org/subpage.cfm?page=27
Inicio da transcrição => “Alcoólicos Anônimos é um microcosmo da sociedade na qual existe. Posto isso, os problemas do mundo exterior às vezes podem se apresentar dentro dos Grupos de A.A. Não somos imunes às dificuldades que assediam o restante da humanidade, e quando questões a respeito das leis e seu cumprimento atravessam nossas portas nem sempre existe uma solução fácil. De maneira geral, A.A. tem podido evitar grande parte dos problemas mais sensíveis, principalmente por termos aderido aos princípios encarnados nas nossas Tradições, tais como o anonimato, a autonomia, a atração em vez da promoção e a adesão ao nosso objetivo primordial, ou seja, levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Entretanto, quando surgem problemas, podem causar grandes distúrbios tanto dentro como fora de A.A. Questões jurídicas, vistas pelos olhos de membros de A.A., podem às vezes ser especialmente desconcertantes e, ao longo dos anos, alguns AAs e Grupos têm recorrido ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, em busca de ajuda para negociar circunstâncias complicadas que põem Grupos e membros em situações problemáticas. Por exemplo, um membro ao fazer o Quinto Passo revela detalhes de um crime não esclarecido. Um alcoólico fala em uma reunião a respeito de problemas domésticos, talvez a respeito de abuso doméstico ou de menores. A policia apresenta-se numa reunião para recolher um indivíduo que não está cumprindo as condições estipuladas para a liberdade condicional. Estes problemas não são fáceis de resolver e o ESG não pode oferecer uma resposta definitiva. É possível que existam soluções fora da experiência de A.A. Perguntas que exigem respostas jurídicas estão fora da competência de A.A. Como expressona página 112 do livro Doze Passos e Doze Tradições “...somos pessoas com problemas que encontramos uma saída...”Com passados desesperados e futuros dificultosos, muitos membros atuais e possíveis tem tido problemas com a lei; porém, A.A. não tem opinião a respeito de questões jurídicas; não tem autoridade – jurídica ou qualquer outra, para controlar ou dirigir a conduta de membros e Grupos de A.A. Embora falemos livremente com espírito de confiança nas reuniões e com os padrinhos e companheiros, todos os membros de A.A. estão sujeitos às mesmas leis que qualquer cidadão não AA. Nossas comunicações não são confidenciais no sentido jurídico, nem gozamos de nenhuma condição especial perante os estatutos locais, estaduais ou federais. Ser membro de A.A. não significa imunidade perante a lei e participar de uma reunião de A.A. não equivale a estar fora da jurisdição dos oficiais encarregados de fazer cumprir a lei. Como costumamos dizer na Irmandade, os AAs, como indivíduos, somos “cidadãos do mundo”e não estamos acima da lei. Levar a nossa mensagem e cumprir com as nossas Tradições é essencialmente um assunto interno – não podemos esperar que outras pessoas se orientem porelas como nós o fazemos. Porém, Alcoólicos Anônimos, em si, não é um mundo isolado e independente. Como já sabem aqueles que levam a mensagem às instituições de tratamento e correcionais, os AAs que realizam esse tipo de serviço estão obrigados a cumprir com os regulamentos das instituições; de maneira parecida, as reuniões e Grupos de A.A. têm que pagar aluguel e cumprir com as obrigações pautadas com os proprietários. No referente a A.A. e questões jurídicas, é mais ou menos igual. Vivemos dentro da sociedade que nos rodeia. Conforme nossa experiência coletiva, as formas com que temos enfrentado estas situações podem ser tão variadas como o é nossa Irmandade; na maioria dos casos, a cautela e o bom senso parecem ter sido os melhores conselheiros.”<=Fim da transcrição 

91-. Lei Hughes. 
Em 1970 foi aprovada pelo Congresso dos EUA uma lei elaborada pelo senador Harold E. Hughes (1922 – 1996) que criava o Instituto Nacional para o Abuso do Álcool e do Alcoolismo (NIAAA), a PL91-616. Para a elaboração desta lei o senador Hughes - que tinha sido Governador do Estado de Iowa e seria candidato à presidência dos EUA, também era membro de A.A. desde 1952 em Ida Grove, Iowa - realizou audiências públicas entre os dias 23 e 25 de julho de 1969 das quais participaram entre outros, Marty Mann (1904 - 1980) - “a primeira dama de Alcoólicos Anônimos”, fundadora do Conselho Nacional para o Alcoolismo (ANC), e Bill W. co-fundador de A.A. Outros alcoólicos em recuperação foram convidados mas não compareceram por considerar as audiências uma ameaça ao anonimato. O Senador Hughes e Marty Mann 

Esta lei oferecia subsídios e incentivos com dinheiro público para que os Estados desenvolvessem programas públicos e particulares criassem centros de tratamento para auxiliar as pessoas dependentes do alcoolismo. Atrás dessa mina de ouro correram centenas de investidores e profissionais das mais diversas áreas. Ficou ainda mais empolgante em 1974 quando o Congresso aprovou um aditivo àquela lei e criava o Conselho Nacional sobre Alcoolismo e Toxico dependência (NCADD), Muitos destes programas e centros de tratamento passaram a ser executados e dirigidos por pessoas e profissionais, psiquiatras e  psicoterapeutas, sem a devida capacitação apenas visando o comercio, criando teorias a respeito do tratamento que eles consideravam o mais lucrativo, escrevendo livros e panfletos que vendiam a cura para o álcool e as drogas e, muitos deles ostensivamente hostis à Irmandade e ao programa de A.A. Estas clinicas oportunistas criadas a toque de caixa foram atropelando as clinicas mais tradicionais para o tratamento sério do alcoolismo e outras dependências que contavam com profissionais especializados e capacitados para esse fim e eram conduzidas e administradas de maneira responsável. Àquela altura a Irmandade já desfrutava de ampla aprovação da sociedade e seu modelo tinha sido usado como referencia para a discussão da lei que tinha criado tudo aquilo, no sentido de indicar que o alcoolismo podia ser detido. Então centenas de alcoólicos começaram a sair destes centros após uma lavagem cerebral feita por estes profissionais da saúde mental convencidos de que teriam uma recuperação satisfatória desde que seguissem aqueles procedimentos científicos. Muitos dos egressos das clinicas não conseguindo a recuperação pelos ditos procedimentos científicos passaram a procurar a Irmandade, porém, levando consigo os livros, panfletos e modelo de tratamento desses centros e tratando de incorporá-los e sobrepô-los ao programa de A.A. e se apresentando unicamente como adictos mesmo também sendo alcoólicos e sustentando que o álcool era uma droga tal qual e que o programa se aplicava à sua condição ignorando propositadamente que o programa de A.A. se baseia em princípios universais, portanto utilizável por qualquer pessoa interessada, enquanto a Irmandade de A.A. foi criada unicamente para alcoólicos sem importar que, além dessa condição, sejam homens, mulheres, índios, esquimós, negros, brancos, esquizofrênicos, neuróticos, adictos a outras drogas,presidiários, obesos mórbidos, profissionais liberais, homossexuais, empregados,  desempregados crentes, não crentes etc. Esta postura de confronto dos advindos das clinicas com as Tradições da Irmandade causou problemas imediatos. Para enfrentar essa situação, a estratégia mais simples e fácil que muitos veteranos, tomados pelo medo e a insegurança(colocados acima por Bob Pearson), encontraram foi a de dizer que não se poderia ler nem discutir outro tipo de literatura que não a aprovada pela Conferência e a incitar e doutrinar os novos contra esse tipo de influência que por sua vez passaram a pressionar as Intergrupais e os próprios grupos a não distribuir nem vender nenhum outro tipo de literatura, incluindo ai a recomendada pelos veteranos e pioneiros, tais como “Vinte e Quatro Horas por Dia”, “O Sermão da Montanha”. “A Bíblia”, “O Pequeno Livro Vermelho” etc., reduzindo o programa de A.A. à interpretação de uma única pessoa, no caso Bill W. e à vontade dos “donos” de Grupo. 
Bill W. e MartyMann 
 
Quanto aos declarados “cruzados”,Grupos começaram a recebê-los com reservas quando não animosidade, a fazer triagens e excluí-los dos Comitês de Serviço e a proibir-lhes falar de suas outras condições, revertendo uma situação que, até a chegada massiva dessas clínicas com seus tratadores e seus investidores, era considerada pacífica e normal em boa parte dos Grupos, desde a chegada em 1944 do primeiro membro declaradamente homossexual e adicto além de negro, num pais escancaradamente racista, para tratar de seu problema com a bebida, o qual é o único propósito da Irmandade (ver acima “Outros problemas além do álcool”). Essa situação, considerada até hoje a prova mais difícil que a Irmandade já passou, gerou preconceitos e desconforto nos Grupos a tal ponto que em 1978o GSO, Escritório de Serviços Gerais, emitiu uma declaração oficial no seu Boletim, o Box 4-5-9(o equivalente ao Bob Mural da JUNAAB): GSO Box 4-5-9 1978 (volume 23, nº 4) “O termo ‘Aprovado’  descreve todo material escrito ou audiovisual aprovado pela Conferência para sua publicação pelo GSO (Escritório de Serviços Gerais). Este processo garante que o material aprovado está em consonância com os princípios de A.A. e lida unicamente com o programa de recuperação e informações relativas à Irmandade e significa basicamente que os Delegados à Conferencia aprovam o uso do dinheiro do GSO para a impressão, gravação e distribuição desse material. O termo ‘Aprovado’não tem relação com material não publicado pelo GSO. Não implica na desaprovação pela Conferência de outras matérias sobre A.A. Uma grande parte da literatura útil para alcoólicos tem outras fontes e A.A. não tenta dizer a qualquer membro individualmente o que ele pode ou não ler. Os membros de A.A. podem ler todos os livros que eles acreditem que poderão ajudá-los em sua recuperação e no crescimento espiritual. Os Grupos de A.A. poderão dispor da literatura que seus membros desejem para leitura nas suas reuniões. As Intergrupais e escritórios poderão vender qualquer literatura escolhida por eles”. Num chamamento ao bom senso à tolerância e à reflexão, Robert G. Pearson (Bob P.)(1917-2008) que foi Gerente Geral do Escritório de Serviços Gerais (GSO), em Nova York, entre 1974 e 1984,deu uma poderosa e inspiradora palestra de encerramento da 36ª Conferência de Serviços Gerais em 26 de abril de 1986, no Hotel Roosevelt em Nova York e da qual seguem alguns excertos: “Esta é minha 18ª Conferência de Serviços Gerais - as duas primeiras como diretor da Grapevine e AAWS (Serviços Mundiais de A.A.), seguidas de quatro como administrador de Serviços Gerais. Em 1972 me desliguei completamente, até ser chamado de volta dois anos depois para servir como gerente geral do GSO, onde permaneci até o final de 1984. Desde a Convenção Internacional de 1985 tenho sido consultor sênior. Esta foi também a minha última conferência e, portanto, carregada de muita emoção. Eu gostaria de ter tempo para expressar meus agradecimentos a todos que têm contribuído com a minha sobriedade e para a vida com alegria com que eu tenho sido abençoado ao longo dos últimos quase 25 anos. Mas como isto é obviamente impossível, vou voltar atrás lembrando o árabe citado por Bill em sua última mensagem: ‘Saúdo-te e dou graças pela tua Bob Pearson vida’. Pois sem suas vidas, eu certamente não teria tido a vida incrivelmente rica que eu desfrutei. Deixe-me oferecer minhas idéias sobre o futuro do AA. Eu não acredito no alarme daqueles “resmungões” que têm uma visão pessimista da Irmandade. Pelo contrário, da perspectiva de meu quase quarto de século em A.A., vejo a Irmandade maior, mais saudável, mais dinâmica e, de longe, com crescimento mais rápido, mais globalizado, mais consciencioso, mais simples, e mais espiritual do que quando participei da minha primeira reunião em Greenwich, Connecticut, em julho de 1961. A.A. floresceu para além dos sonhos dos membros fundadores. Faço eco aqueles que sentem que, se a Irmandade um dia vier hesitar ou falhar, não será por causa de qualquer causa externa. Não, não será por causa de: 
•  centros de tratamento 
•  ou de profissionais da área, 
•  ou da literatura não-aprovada pela conferência, 
•  ou dos jovens, 
•  ou dos portadores de dependências cruzadas, 
•  nem até mesmo dos usuários de drogas tentando assistir às nossas reuniões. Se nos mantivermos próximos às nossas Tradições e Garantias e se mantivermos a mente aberta e um coração aberto, podemos lidar com esses e outros problemas. Se vacilarmos, falharemos e isso será simplesmente por nossa culpa. Será porque não podemos controlar nossos próprios egos e porque somos incapazes de conviver bem uns com os outros. Será porque temos muito medo e insegurança, rigidez, falta de confiança e de senso comum. Se você me perguntasse qual é o maior perigo enfrentado por A.A. hoje, eu teria que responder: 
•  a rigidez crescente; 
•  a demanda por respostas absolutas para minúcias; 
•  a pressão sobre o GSO para ‘reforçar’ as nossas tradições; 
•  a triagem de alcoólicos em reuniões; 
•  a proibição de literatura não-aprovada pela Conferência; 
•  o estabelecimento de mais e mais regras para controlar os grupos e seus membros. Esta tendência à rigidez está nos afastando cada vez mais dos nossos membros fundadores. Bill, em particular, deve estar dando voltas em seu túmulo, pois ele foi talvez a pessoa mais permissiva que eu já conheci. Uma de suas frases preferidas era: "Cada grupo tem o direito de estar errado". Ele era irritantemente tolerante com seus críticos, e ele tinha fé absoluta na capacidade de AA se auto-corrigir. Eu também acredito nisso; então, em última análise, não vamos desmoronar. Nós não iremos falhar ou fracassar. Na Convenção Internacional de 1970 em Miami, eu estava na platéia naquela manhã de domingo, quando Bill fez sua breve e última aparição pública. Ele, muito doente, estava internado no Hospital do Coração naquela cidade e os organizadores decidiram incluir uma rápida aparição no evento. Na manhã daquele domingo, ele foi levado ao palco em uma cadeira de rodas, com tubos ligados a um cilindro de oxigênio; vestindo um ridículo blazer laranja brilhante que o comitê anfitrião tinha arrumado, ele soltou seu corpo angular e quando agarrou o pódio a emoção tomou conta de todos. Eu pensei que os aplausos e gritos nunca iriam parar; as lágrimas escorrendo pelo rosto de todos. Finalmente, em uma voz firme, como o seu antigo eu, Bill falou algumas frases graciosas sobre a multidão enorme que incluía muitos membros vindos do exterior, terminando (como eu me lembro) com estas palavras: "Quando eu olho esta multidão, eu sei que Alcoólicos Anônimos vai viver mil anos - se for a vontade de Deus”.

92-. Lei Seca (a).
No dia 8 de setembro de 1917, o representante republicano de Minnesota, Andrew John Volstead (1860-1947),apresentou na Câmara dos Representantes dos EUA o projeto da 18ª emenda à Constituição dos EUA. A lei proibia a fabricação, venda, transporte, importação e exportação de bebidas alcoólicas contendo mais de 0,5º de álcool (as cervejas com menor teor não continham menos de 2º de álcool), em toda a área dos Estados Unidos e dos territórios judicialmente submetidos a eles. A emenda, também chamada Lei Volstead, mas que ficou conhecida mesmo por Lei Seca, foi aprovada pelo Congresso em Outubro de 1918 e ratificada por três quartos dos 48 estados da União em 16 de Janeiro de 1919 para começar a vigorar a partir de 16 de Janeiro de 1920. Nesse dia o reverendo Billy Sunday,ex-jogador de beisebol e um dos religiosos mais populares dos Estados Unidos, conhecido por seus eloquentes discursos, perante uma platéia de dez mil fiéis, na cidade de Norfolk, declarou em tom épico: "O reino das lágrimas acabou. As favelas logo serão memória. Vamos fazer de nossas prisões fábricas e das cadeias armazéns. Homens caminharão eretos, mulheres vão sorrir e as crianças darão risadas." Não foi bem assim.  Implantada com o propósito de proteger os cidadãos dos perigos gerados pelo consumo do álcool, a chamada Lei Seca acabou por provocar a disseminação de um mal ainda mais perigoso: o crime organizado. Bebidas alcoólicas passaram a ser traficadas em grande escala. De Nova York e Chicago, bandos rivais de criminosos controlavam cadeias de destilarias e bares no país. A prostituição acompanhava com freqüência o consumo clandestino do álcool. Apesar da confiança manifestada pelas autoridades de que a transição para a situação "seca" decorreria sem incidentes, houve problemas logo no primeiro dia. Embora tivesse o apoio de muitos setores da sociedade, a Lei Seca foi ignorada por milhões de americanos. Não importava a classe social: quem queria beber - o que era permitido, mas, em tese, impossibilitado pela lei - dava um jeitinho. Caminhões que transportavam bebidas alcoólicas foram arrestados pelas autoridades e alguns cidadãos detidos por violação da lei. Mesmo com a proibição, a vontade de consumir bebidas alcoólicas não foi banida do território norte americano, mas apenas levada à ilegalidade. A partir da entrada em vigor da Lei Seca, passou a morrer uma pessoa por dia na guerra das quadrilhas controladoras do tráfico. A indústria de bebidas clandestinas proliferou por todo o país. Ainda mal tinham passado duas semanas desde a entrada em vigor da Lei Seca e já se contrabandeavam bebidas alcoólicas em caminhões que entravam pelas extensas e mal guardadas fronteiras com o Canadá e México. Outra maneira de contornar a lei era o contrabando a partir de navios ancorados no Atlântico, fora das águas territoriais americanas. 
A. J. Volstead 
Batida policial 
 
Logo essa demanda começaria a ser atendida de forma organizada. Eram os gangsteres - em sua maioria, imigrantes vindos de países como Itália e Irlanda. Antes da Lei Seca, esses mafiosos viviam do jogo e da prostituição. Passaram então a dominar também os milionários negócios com bebidas, corrompendo policiais, elegendo políticos e matando seus concorrentes. Em Nova York, o principal mafioso era o siciliano Joseph Bonanno- apontado como a inspiração de O Poderoso Chefão (livro de Mario Puzo [1920-1999] que se tornou um clássico do cinema). Já Dean O'Banioninun dava o norte de Chicago com cerveja e uísque vindos do Canadá, enquanto Johnny Torrio contratava policiais para proteger seus interesses no sul da cidade. Mas nenhum gângster se tornou tão lendário quanto  Alphonse Capone. Filho de napolitanos, ele nasceu em 1899, em Nova York. Conheceu Johnny Torrio aos 14 anos e, com a Lei Seca, passou a auxiliá-lo no contrabando de bebidas em Chicago. Quando o rival O'Banion resolveu enfrentá-los, foi morto em sua floricultura. Em 1925, Torrio se aposentou, deixando Chicago inteira para"Al" Capone, que expandiu o império ilegal para cidades como Saint Louis e Detroit. Apesar de todos os assassinatos e outros crimes atribuídos a Capone, foi a sonegação de impostos que o pôs na cadeia. Em 1931, graças às investigações conduzidas pelo agente fiscal  Eliot Ness, líder dos 
"Intocáveis" (grupo de agentes que combatia a máfia), Capone passou cinco anos na penitenciária de Alcatraz, na Califórnia. Morreria em liberdade, no dia 25 de janeiro de 1947- apenas cinco dias antes de Andrew Volstead, o "pai" da Lei Seca. Muitas pessoas destilavam em casa o seu álcool. Muitos uísques, runs e gins da época eram feitos de maneira tosca. Alguns continham substâncias tóxicas na formula - como alvejante, solvente de tinta e formol. A baixa qualidade das bebidas contribuiu para que os casos de morte por cirrose nos Estados Unidos praticamente não diminuíssem durante a Lei Seca. O "gim de banheira", era feito com álcool industrial destilado e bagas de zimbro. A fim de dar ao gim um pouco mais de força, juntava-se ainda álcool metílico ou um tira-manchas. A Lei Seca, aliás, tem tudo a ver com a disseminação de drinques incrementados. O hábito servia para mascarar o gosto ruim dos destilados clandestinos - um exemplo é o bloody Mary,à base de suco de tomate, que teria sido criado durante a proibição. No entanto, o álcool caseiro por muito rudimentar e pouco saboroso que fosse, não era tão perigoso como as misturas desagradáveis preparadas pelos destiladores ilícitos de whisky, e outros destilados que preparavam as suas poções em pardieiros infestados de bichos. Centenas de pessoas cegaram ou ficaram paralíticas e outras morreram devido à ingestão de tais beberagens. Sob a Lei Seca, os bebedores se encontravam nos speakeasies. Eram bares clandestinos, muitas vezes subterrâneos, nos quais era preciso falar baixo (speak easy, em inglês) para não chamar atenção. Em 1929, só em Nova York, 8000 bares que eram obrigados a vender bebidas sem "Al" Capone Os Intocáveis álcool tornaram-se "speakeasies” (a letra do tema de “O Poderoso Chefão”, inicia-se “fale baixinho e nem o céu vai-nos ouvir...”). Os americanos, contudo, seguiam suportando a proibição. Afinal, o país vivia uma época de prosperidade econômica. A situação mudou com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929 (*): indústrias fecharam as portas e famílias perderam todo o dinheiro que tinham. Começava a Grande Depressão (**)- que deixaria um em cada quatro americanos desempregado. 
(*) Conhecida comoA Crise, ou, Crash de 1929, foi a primeira crise pura do capitalismo (ou crise de superprodução). As altas taxas de juro dos EUA (aliadas a uma política deflacionista, medidas praticadas com o propósito de escoar os excedentes do seu comércio próspero - desenvolvido no pós-guerra, e evitar a fuga de capitais) atraem às Bolsas Americanas investimentos de todo o Mundo, resultando um surto de especulação financeira que atinge proporções desmedidas. O custo das ações ultrapassa muito o seu valor real, levando à criação de sociedades fictícias. Simultaneamente, a progressiva automatização permite taxas de produtividade mais elevadas, e promovem-se campanhas de venda a crédito extraordinário, para escoamento do produto. A publicidade consegue incitar o consumo em massa, mas a oferta continua muito superior à procura, o que leva à saturação do mercado. Nestas condições, fale a primeira empresa Inglesa, e a retirada imediata de parte dos capitais britânicos da Bolsa de Nova York marcou, a 29.10.1929, a Terça-feira(mais)negra da história do capitalismo. Um avultado número de ações (sem compradores) é posto à venda, com a conseqüente baixa vertiginosa do seu preço. O sindicato dos banqueiros e o sistema federal intervêm, mas a deflação dos preços torna-se irreversível. A esta crise financeira alia-se assim uma econômica : matérias primas, produtos alimentares e tropicais (café, borracha, algodão) são os primeiros produtos a senti-la, mas todos os setores, em cadeia, acabam por ser afetados. Esta quebra faz não só diminuir os rendimentos, como, conseqüentemente, diminui o poder de compra e aumenta o desemprego (os estoques se acumulam, e a produção é restringida). Também o comércio internacional entra em recessão, atingindo sobretudo a venda de produtos industriais. A falência de numerosas empresas e a falta de investimentos explicam a duração da crise. O sector mais afetado foi, sem dúvida, a banca : o "crash"de Nova York provoca também a retirada de capitais americanos investidos no estrangeiro, e o clima de desconfiança que se gera leva os particulares a anularem os depósitos bancários e a praticarem o entesouramento ou a compra do ouro. A esta crise bancária junta-se uma crise de crédito quando, em maio de 1931, fale o principal banco austríaco: é retirado o crédito a inúmeras empresas da Europa Central, que acabam também por falir. Nenhum País escapa às repercussões desta crise, que abala a crença no liberalismo e leva a uma crescente intervenção do Estado na atividade econômica. 
 
(**) A Grande Depressão foi uma severa crise econômica mundial na década que antecedeu à Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O calendário da Grande Depressão varia entre as nações, mas na maioria dos países que começou por volta de 1929 e durou até o final da década de 1930 ou início dos anos 1940. Foi a mais longa, mais difundida e mais profunda depressão do século 20. No século 21, a Grande Depressão é comumente usada como um exemplo de quão fundo a economia do mundo pode cair. A depressão originada nos EUA, começou com a queda nos preços das ações em 4 de setembro de 1929 e transformou-se em 
notícia no mundo todo como o crash da bolsa de 29 de outubro de 1929(também conhecido como Terça-feira negra). De lá, rapidamente se espalhou para quase todos os países do mundo.  A Grande Depressão teve efeitos devastadores em praticamente todos os países, ricos e pobres, na renda pessoal, nas receitas fiscais, os lucros e os preços caíram, enquanto o comércio internacional despencou quase dois terços. O desemprego nos EUA subiu para 25%, e em alguns países chegou 33%. As cidades ao redor do mundo foram duramente atingidas, especialmente aquelas que dependiam da indústria pesada. A construção foi 
praticamente interrompida em muitos países. A agricultura e áreas rurais sofreram como os preços das safras que diminuíram cerca de 60%. Enfrentando uma demanda em queda livre, com poucas fontes alternativas de empregos, zonas dependentes da indústria do setor primário, como crédito para o cultivo, a mineração e a exploração madeireira foram as que mais sofreram. Em 1933, os americanos estavam cansados da Lei Seca e das ilegalidades que a acompanhavam e o conjunto destas crises foi decisivo para que a Lei Seca acabasse. O Partido Democrático e o recém eleito Presidente Franklin Delano Roosevelt propuseram ao congresso a 21ª Emenda que revogava a 18ª Emenda. No final do ano, esta proposta foi ratificada por três quartos dos Estados. Finalmente, em 5 de dezembro, a Lei Seca foi revogada. O País viveu um clima de Réveillon antecipado, com fabricantes e bebedores saindo das sombras. Alguns Estados do sul mantiveram a Lei Seca até as décadas de 50 e 60. O Mississipi foi o último Estado sulista a revogá-la em 1966. Além de ser a única emenda da Constituição americana a ser revogada, ainda é considerado o maior fracasso do legislativo daquele País em todos os tempos. Entretanto, esses 13 anos 10 meses e onze dias em que vigorou a Lei Seca, foram definitivos na vida e na carreira alcoólica de William Griffith Wilson (1895-1971)e de Robert Holbrook Smith (1879-1950),depois conhecidos como Bill W.e Dr. Bobco-autores de um dos maiores feitos ocorridos no Século XX: a fundação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos. O alcoolismo de Bill teve início a partir da primeira bebedeira em 1917 e, quando da revogação da lei em dezembro de 1933, tinha passado pela primeira internação, um ou dois meses antes, no Towns Hospital, e muito provavelmente, a celebração dessa revogação tenha sido o motivo para sua recaída. Seu calvário de internações e recaídas continuaria ainda por quase o ano inteiro de 1934. Já para o Dr. Bob, este período, tinha sido apenas uma seqüência de uma carreira alcoólica que tinha começado com o seu ingresso na universidade em 1898 e iria continuar até o seu encontro com Bill W. no dia 12 de maio de 1935 em Akron. 
 
93-. Lei Seca (a) no Brasil.
Apesar da designação comum, nunca existiu a Lei Seca no Brasil, mas dispositivos legais que visam coibir o consumo de bebidas alcoólicas em determinadas situações períodos. Um exemplo disso é a restrição de consumo imposta durante a época das eleições. O período de proibição varia de acordo com a legislação de cada estado. O expediente é usado também por muitas cidades numa tentativa de conter os índices de violência. Geralmente em dias úteis da semana, no período da madrugada, os bares são proibidos de funcionar e o comércio de bebidas, reprimido. Em 19 de junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro. Apelidada de "lei seca", proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos, ficando o condutor transgressor sujeito a pena de multa, a suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e até a pena de detenção, dependendo da concentração de álcool por litro de sangue. Apesar de não ser permitida nenhuma concentração de álcool, existem valores fixos, prevendo casos excepcionais, tais como medicamentos à base de álcool e erro do aparelho que faz o teste. A concentração permitida no Brasil é de 0,2 g de álcool por litro de sangue, ou, 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro.
 
94-. Literatura =>
do latim litteratura. Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso. O conjunto de trabalhos literários de um país (no caso da literatura de A.A., aquela que se refere à Irmandade), ou de uma época. Conjunto de conhecimentos relativos ás obras ou aos autores literários. Bibliografia. 

95-. Literatura em A.A. – A origem => A irmandade, desde sua fundação, sempre teve na literatura um de seus pilares de sustentação. Antes da publicação de seu primeiro livro, o “Big Book” ou “Livro Azul” em 1939, recorria à literatura usada em outras instituições, p.e. o Grupo de Oxford, com as mais diversas tendências, desde a bíblia tradicional cristã e os clássicos liberais protestantes até o pensamento pragmático de William James (1842 – 1910),e jamais colocou qualquer restrição a nenhum tipo de literatura de escolha pessoal que pudesse ser proveitosa para a recuperação ou um melhor entendimento da doença do alcoolismo por seus membros. A partir da publicação do Big Bookem 1939, cujos direitos autorais pertenciam a Bill W. e seu à Works Publishing, Inc. – uma editora criada pelo próprio Bill W. e seu sócio Hank P. em fins de 1938, muitos membros com tendências literárias foram incentivados por seus próprios grupos a discorrer e escrever sobre seu entendimento a respeito do programa e da Irmandade. Sem normas ou procedimentos de registro, desenvolveu-se assim a tradição de que um livro ou panfleto que tratasse de alcoolismo, sua recuperação e do programa de A.A. aprovado pela consciência de um Grupo de A.A., qualquer Grupo, passava a ter validade como literatura de A.A. e outros Grupos e Intergrupais poderiam, a seu critério, adotá-lo para leitura, distribuição e venda em todo o território dos EUA e Canadá. O aval dos Grupos garantia a credibilidade dos autores. Entre a grande quantidade de colaboradores, os pioneiros e veteranos de A.A. destacam quatro escritores cujas obras tiveram, e ainda tem, grande repercussão e ajudam uma infinidade de alcoólicos em sua recuperação: 
1-. Bill Wilson (1895 – 1971)foi o principal autor de Alcoólicos Anônimos (1939)(Big Book ou, Livro Azul no Brasil) e em 1953 escreveu Os Doze Passos e as Doze Tradições, uma interpretação sua dos enunciados dos Doze Passos do capítulo V do Big Book e das Doze Tradições publicadas em 1946 na sua forma longa. Estes são os dois livros que concentram o pensamento A.A. Bill W. foi o mais prolífico dos escritores de A.A. Ele recebia pagamento pelos direitos autorais dos livros “Big Book”(1939), “Os Doze Passos e as Doze Tradições” (1953), “Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade” (1957), e “O Estilo de Vida de A.A. ”(1967), que a partir de 1975se chamaria “Na Opinião de Bill”. Em 1963 foi assinado um convênio entre Bill e os  Serviços  undiais de A.A.(A.A.W.S) - que a partir de 1959 passou a deter a propriedade sobre as publicações de A.A. (este direito era simbolizado por um círculo e um triangulo inscrito delineados até 1993,quando o uso do símbolo foi questionado na justiça americana, sendo então substituído pela pela expressão “This is A.A. General Service Conference – approved literature”ou “Literatura aprovada pela Conferência de Serviços Gerais de A.A.” que vigora até hoje). Este convênio permitia a Bill legar seus direitos autorais a Lois, sua mulher, que, por sua vez, obteve permissão para legá-losa beneficiários aprovados como parte de sua herança, desde que 80% fossem para beneficiários que já tivessem completado 40 anos no momento do convênio (o casal não teve filhos). Com a morte desses beneficiários, os direitos autorais reverteriam para Alcoólicos Anônimos. A seu pedido, Bill não recebia direitos autorais sobre as edições estrangeiras e elas não foram incluídas em sua herança. 
2-. Richmond Walker (1892 – 1965),foi um empresário de Boston que depois de varias internações, ingressou no Grupo de Oxford onde se manteve sóbrio entre 1939e 1941; voltou a beber até chegar ao primeiro Grupo de A.A. em Boston em 1942. Mudou-se para a Flórida e fixou residência em Daytona Beach e láiniciou um Grupo de A.A. Em 1948, a pedido e, com o patrocínio de seu Grupo, juntou cartas, pensamentos e anotações feitas em pequenos cartões que ele carregava no bolso para ajudá-lo em sua própria recuperação; tendo como idéia central o Décimo Primeiro Passo que diz: “Procuramos, através da prece e da meditação, (a) melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas (b) o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e (c) forças para realizar essa vontade”.Ele compilou tudo em forma de meditações num pequeno livro de capa preta (no Brasil é azul-escuro), que levou o título de “Vinte e Quatro Horas por Dia”e nele nos diz como realmente fazer isso. Seu formato baseou-se no guia devocional diário da Igreja Metodista “No Cenáculo” (até hoje uma publicação bimestral da Editora Cedro, no Brasil).Numa página para cada dia do ano, contém uma passagem da literatura de A.A., uma meditação e uma oração. A primeira impressão foi feita na tipografia do tribunal do condado de Daytona e Bill WilsonRichmond Walker
1ª Edição do "Doze e Doze"  começou a distribuir o livro em todo o país sob o patrocínio do Grupo Daytona de AA. Após sua primeira publicação imediatamente se tornou o segundo livro mais importante para os AAs, precedido apenas pelo “Big Book”. Em 1954 foi o primeiro livro publicado pela Fundação Hazelden, uma instituição para o tratamento do alcoolismo fundada em 1947 numa fazenda de CenterCity, Minnesota, que tinha adquirido seus direitos - assim como no futuro os de muitos outros livros originados em A.A., uma vez que o tipo de terapia aplicada na clínica e conhecida no mundo todo como “Modelo Minnesota”, baseia-se nos Doze Passos de A.A. O formato deste livro, com algumas adaptações, deu origem aos livros “Reflexões Diárias”
de A.A. e, “Coragem para Mudar – Um dia de cada vez no Al-Anon”de Al-Anon. Este livro foi traduzido e publicado no Brasil pela primeira vez em 1986pela editora Vila Serena, uma franquia da Fundação Hazelden, onde pode ser adquirido. “Rich”, como era 
conhecido, escreveu vários artigos e ainda mais dois livros tratando sobre temas referentes à Irmandade: “Apenas Para Bêbados”, de 1945, e “Os Sete Pontos de Alcoólicos Anônimos”. Para preservar o anonimato os créditos deste livro são atribuídos à Editora Hazelden, assim como anteriormente o tinham sido para Grupo Daytona de A.A. Seu nome não aparece no livro. 
3-. Ralph Pfau (1904 – 1967) escreveu os “Golden Books”ou Livros de Ouro sob o pseudônimo de Padre John Doe, para preservar o seu anonimato.  O Décimo Segundo Passo diz: "(a) Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos (b) transmitir esta mensagem aos alcoólicos, e (c) praticar estes princípios em todas as nossas atividades".  Os Livros de Ouro nos dizem como fazer a última parte, isto é, como trazer os princípios do programa para nossa vida diária, como tomar decisões no mundo real, e como manter nossas mentes e espíritos em equilíbrio mesmo no meio das tempestades e tensões da vida quotidiana. Ralph Pfau era um padre de Indianópolis, Indiana, e foi o primeiro sacerdote católico romano a se tornar membro de A.A. onde ingressou em 10 de novembro de 1943 no primeiro Grupo dessa cidade iniciado em 28 de outubro de 1940. Em junho de 1947, Ralph participou de um retiro espiritual de uma semana para os membros de A.A. no St. Joseph's Collegeem Rensselaer, Indiana, e como lembrança deu aos participantes um pequeno panfleto com uma capa dourada, chamado “O Lado Espiritual",que continha as curtas palestras que tinha dado parao início das várias sessões de discussão em grupo. Posteriormente, as pessoas começaram a pedir cópias extras para dar aos seus amigos de AA. Entre 1947 e 1964, Ralph juntou catorze desses pequenos "Golden Books" baseados em suas palestras proferidas nos retiros espirituais para AAs que ele organizava nos EUA e Canadá. Até hoje ainda estão sendo lidos e utilizados na Irmandade: O Lado Espiritual(1947), A Tolerância (1948), As Atitudes(1949), A Ação(1.950), A Felicidade(1951), As Desculpas(1952), O Apadrinhamento(1953), Os Princípios (1954), Os Ressentimentos (1955), As Ralph Pfau decisões(1957), A Paixão (1960), A Sanidade(1963), A Santidade (1964) e O Modo de Vida(1964). Para ter mais tempo disponível e poder fazer o trabalho para A.A., ele tornou-se capelão do Convento do Bom Pastor em Indianópolis em 1950, onde, ajudado por uma equipe de três freiras, criou uma pequena editora para imprimir e distribuir os seus Golden Books e outros escritos para membros de A.A. no mundo todo. 
4-. Edward(Ed) A.Webster (1892 – 1971) escreveu The Little Red Bookou, O Pequeno Livro Vermelho que contém um capítulo para cada um dos Doze Passos. Originalmente o livro foi baseado no Tablemate (*)e tinha o mesmo título deste, “Alcoólicos Anônimos: Uma Interpretação dos Doze Passos”, porém, ao ser impresso em 1946 recebeu o nome Red Book - Livro Vermelho,pela cor da capa e Little - Pequeno em contraposição ao Big (Grande) Book, cuja capa na primeira edição também era vermelha. O Pequeno Livro Vermelho passou por uma série de edições. Em cada etapa do processo de revisão, o Dr. Bob colocava notas manuscritas e dava sugestões que Ed Webster acabava incorporando ao livro. O Dr. Bob - ao contrário de Bill W. não foi um escritor, e este livro é o que mais nos aproxima do seu pensamento a respeito dos Passos. O Dr. Bob o definiu como a melhor descrição de como trabalhar os Passos que já tinha sido escrito. Ele próprio recomendou sua leitura em todos os EUA e Canadá. Até sua morte, em novembro de 1950, o Dr. Bob insistiu para que o escritório de A.A. de Nova York fizesse cópias e as disponibilizasse para venda no próprio escritório. Curiosamente, no mesmo novembro de 1950,Bill W. respondeu a uma carta de Barry Collins sócio de Webster a respeito do livro e de sua distribuição pelo GSO “...definitivamente O Little Red Book veio preencher uma necessidade de A.A. e sua utilidade é inquestionável. A.A. tem um lugar bem definido para este livro. Algum dia eu posso tentar escrever um livro de introdução (aos Passos), e espero que seja um complemento à altura do Little Red Book. ... Aqui na Fundação não somos policiais, somos um serviço e os AAs são livres para ler qualquer livro que escolherem”.Ed Webster ficou sóbrio em Minneapolis, Minnesota, em 13 de dezembro de 1941 ao ingressar no Grupo Nicollet daquela cidade Ele e seu amigo e companheiro de A.A. Barry Collins criaram uma pequena editora, a Coll-Webb Co., onde foram impressas e distribuídas cópias deste e outros livros escritos por Ed, sob o patrocínio do Grupo Nicollet em Minneapolis, até a morte de Ed, em 1971. Após sua morte os direitos de edição foram adquiridos pela Fundação Hazelden. Para preservar o anonimato os créditos deste livro são atribuídos à Editora Hazelden, assim como anteriormente o tinham sido para Grupo Nicollet de A.A. Seu nome não aparece no livro. Em 1953 Bill W. escreveu sua própria interpretação dos Doze Passos à qual agregou as Doze Tradições num mesmo livro que passou a ser conhecido nos EUA como “Doze e Doze”. Com urgência para pagar os custos de impressão e dificuldade para vender o livro porque seu Ed Webster 
texto era muito complicado para as mentes ainda confusas pelo efeito de muitos anos de bebida, e baseado num acordo com a editora de Bill, a Works Publishing, Inc. o escritório de Nova York retirou o livro de Ed Webster de suas prateleiras abrindo assim o caminho para esse livro,  “Os Doze Passos e As Doze Tradições”, que junto com o Big Book representa o pensamento daIrmandade. 
(*)O primeiro trabalho literário de grande alcance feito na Irmandade após a publicação do Big Book em 1939 foi um panfleto intitulado  “Alcoólicos Anônimos: Uma Interpretação dos Doze Passos”produzido pelo Grupo de Detroit em 1943, conhecido como “Tablemate”,“Panfleto de Detroit”, “Panfleto de Washington” e outros nomes. Trata-se de uma interpretação dos Doze Passos para discussão e ensinamento em reuniões de novos em forma de cursinho com quatro aulas, uma por semana, correspondentes às quatro seções em que os Passos foram divididos: Discussão 1 – “A Admissão”, 1º Passo; Discussão 2 – “A Fase Espiritual”, 2º, 3º, 5º, 6º, 7º e 11º Passos; Discussão 3 – “Inventário e Restituição”, 4º, 8º, 9º e 10º Passos; Discussão 4 – “A Ação”, 12º Passo. Pela sua simplicidade e facilidade de compreensão, até hoje este modelo é utilizado e considerado um dos melhores métodos para introduzir nos novos membros o entendimento dos Doze Passos. Seu conteúdo e o roteiro para essas reuniões - que se   repetem de forma contínua, isto é, termina um ciclo e na semana seguinte começa de novo, podem ser baixados no sítio http://hindsfoot.orgna seção AA Historical Materials. No mesmo sítio pode ser encontrado, desprovido de qualquer retórica, o simplicíssimo e prático “O Guia Akron dos Doze Passos”, feito em 1939. 

96-. Literatura aprovada pela Conferência.
Transcrito, com permissão, do texto em español no boletim oficial do GSO, Box 4-5-9, Abril/Maio 2008.http://www.aa.org/subpage.cfm?page=27 Inicio da transcrição =>Vamos supor hoje, como o fez Bill W. em 1964, que a Irmandade não tivesse sua literatura. “Suponhamos que durante os últimos vinte e cinco anos A.A. não tivesse publicado nada – nenhum livro nem folheto. Precisamos de pouca imaginação para verificar que, chegados os dias de hoje, nossa mensagem teria sido totalmente desvirtuada. Nossas relações com a medicina e a religião seriam totalmente confusas. Os alcoólicos não iriam nos levar a sério e para o público em geral não pesaríamos de um obscuro enigma. Sem ter sua literatura, A.A. sem duvida teria estagnado num emaranhado de controvérsia e desunião”,ele disse (A linguagem do coração). Em toda a história de A.A., cada vez que houve uma preocupação específica entre seus membros, invariavelmente apareceu um livro, um boletim ou um folheto para expressá-la, exatamente como ocorreu quando se publicou em 1939 o histórico livro “Alcoólicos Anônimos”.Porém, não havia uma padronização da literatura de A.A. até que, em 1951, a primeira Conferência de Serviços Gerais recomendou que “a literatura de A.A. deveria ter a aprovação da Conferência” – assegurando assim, que a literatura tinha sido submetida ao rigoroso e minucioso exame do conjunto de comitês, que desde então tem protegido a integridade da mensagem de A.A. O texto da recomendação, ou, Ação Recomendável, como se designa agora, reforça que não se implica um desejo de revisar, corrigir ou censurar os materiais não-A.A.: “O objetivo é oferecer, no futuro, uma forma de distinguir a literatura oficial de A.A., da literatura publicada local ou regionalmente pelos grupos ou por fontes não A.A.”.Desde 1951, a maior parte da literatura de A.A.esteve claramente cunhada com os dísticos “Esta é uma literatura aprovada pela Conferência de Serviços Gerais de A.A.”. Durante muitos anos esta autenticação foi acompanhada de um logotipo que consistia de um triângulo com a sigla AA, inscrito num círculo com as palavras Conferência de Serviços Gerais margeando o interior do círculo. Mais tarde,em 1994, a Conferência recomendou que fosse retirado o logotipo daquela designação e é assim que aparece até os dias de hoje. O material de serviço, composto principalmente por artigos informativos (por exemplo, este texto), boletins e Guias de A.A., não devem ser confundidos com a literatura aprovada pela Conferência, uma vez que esta sempre é produzida como resultado das Ações Recomendáveis da Conferência, e os materiais para serviço são criados como uma resposta às necessidades expressas pelos membros para obter informação sobre assuntos diversos que vão desde “Temas sugeridos para reuniões de discussão”até mapas regionais. O material de serviço é atualizado freqüentemente para refletir a experiência atual de A.A. e atender as recomendações da Conferência. O material de serviço de A.A. não passa pelo processo de aprovação da Conferência porque não seria prático submeter literatura atualizada regularmente,e muito menos as publicações mensais ou bi-mensais como Grapevine e Box 4-5-9 (no Brasil seria o caso da Vivencia, Bob Mural e outros), ao longo processo de aprovação pela Conferência. Entretanto, grande parte do conteúdo dos artigos de serviço é retirada de publicações aprovadas pela Conferência e resume por semelhança a experiência compartilhada da Irmandade. Igualmente à literatura aprovada pela Conferência e os materiais audiovisuais, os artigos de serviço podem ser obtidos diretamente no ESG. Os materiais aprovados pela Conferência – que incluem a maioria de nossos livros, folhetos e materiais audiovisuais estão protegidos por direitos autorais (copyright). È permitido às publicações locais de A.A. a reimpressão dos Passos, das Tradições e dos Conceitos, e citar uma frase ou um parágrafo curto retirados de textos da literatura de A.A. tais como o Livro Azul e folhetos aprovados pela Conferência sem a obtenção prévia de permissão por escrito. Nestes casos deve-se indicar a origem do texto para assegurar a proteção dos direitos autorais da nossa literatura. Depois de um texto extraído de um livro ou folheto deve-se indicar: “Reimpresso de (título da publicação, número da página, com permissão de A.A. World Services, Inc.” (*)Muitos grupos perceberam que é importante a forma e o lugar em que se expõe a literatura na sala de reunião. O ideal e colocá-la num lugar bem visível e devidamente protegida para evitar que alguém possa desviá-la indevidamente. Também é uma boa idéia fazer uma clara separação nos expositores da literatura aprovada pela Conferência de outras publicações não A.A. Os ingressantes ou visitantes poderão pegar um livro, folheto ou boletim publicado por uma entidade alheia e receber informação errada a respeito do que A.A. é ou não é. O texto do preâmbulo que diz “...Alcoólicos Anônimos não está ligada a nenhuma religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não apóia nem combate causa alguma”,pode confundir algumas pessoas ao ver publicações a respeito de saúde, religião misturadas com a literatura de A.A. 
 
Uma Ação Recomendável da Conferência de 1986 disse: “Que se reafirme o espírito da Ação Recomendável de 1977 referente ás exibições de literatura nos grupos e recomenda-se que sejam incentivados a exibir e vender unicamente a literatura publicada e distribuída pela Oficina de Serviços Gerais, Grapevine de A.A. e outras entidades de A.A.”Hoje em dia pode-se encontrar toda literatura e material de serviço no catálogo “Literatura aprovada pela Conferência e outro material de serviço”disponível no ESG também em linha em www.aa.org. Os comitês de serviço de A.A. que trabalham com os profissionais podem encontrar a literatura pertinente em linha no sítio de A.A. na Web clicando em “Informação para os profissionais”. Em 2001, numa assembléia de área em Saskatchewan, Canadá, Valeri O., membro do pessoal do ESG, falou sobre o papel que desempenha a literatura em “viver os princípios de A.A. em todos os nossos assuntos. Toda nossa literatura está baseada na Primeira Tradição – ‘Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar:a reabilitação individual depende da unidade de A.A.’ Para mim, toda a literatura que é o resultado das decisões da consciência de grupo representa a forma mais elevada da unidade de A.A....Pode haver outra literatura que nos tenha sido útil em nossa recuperação, porém na sua maioria, os membros se referem voluntariamente nas reuniões de A.A., apenas á literatura aprovada pela Conferência. Fazemos isto para não confundir o recém chegado e para transmitir a mensagem de A.A. tal como nós a recebemos”.<= Fim da transcrição 97-. LSD (*)=> Acrônimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico - ou mais precisamente LSD-25, é um composto cristalino relacionado especialmente com os alcalóides podendo ser produzido a partir do processamento das substâncias do esporão do centeio (Claviceps purpurea).O LSD foi sintetizado, acidentalmente, pela primeira vez em 7 de abril de 1938 pelo químico suíço Dr. Albert Hoffmann (1906–2008),nos Laboratórios Sandoz em Basel, Suíça, como parte de um grande programa de pesquisa em busca de derivados da ergolina úteis para a medicina. A descoberta dose feitos do LSD aconteceu quando Hofmann, após manuseio contínuo de substâncias (o LSD é tão potente que pode ser absorvido pela pele) se viu obrigado a interromper o trabalho que estava realizando devido aos sintomas alucinatórios que sentia. Embora seu uso raramente cause dependência física ou psíquica, o LSD é por massa, uma das drogas mais potentes já descobertas. As dosagens de LSD são medidas em microgramas (µg), ou milionésimos de um grama. Em comparação, as doses de quase todas as drogas, sejam recreacionais ou medicinais, são medidas em miligramas (mg), ou milésimos de um grama. Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, liquida, micro pontos ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral, absorção sublingual, injetada ou inalada. O LSD foi inicialmente utilizado como recurso psicoterapêutico na esquizofrenia e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais. Devido ao imenso poder alucinógeno e aos problemas sociais que seu uso indiscriminado e a falta de controle acarretavam, o Canadá foi o primeiro pais a proibir o uso do LSD em 1963, para uso cientifico ou recreativo. Em abril daquele ano o laboratório Sandoz o retirou do mercado. Albert Hoffmann  
 
Em fins dos anos 1960, apesar de sua proibição, a cultura hippie continuou a promover o uso regular deLSD, que se tornou uma droga de rua. Bandas como The Beatles (eles gravaram Lucy in the Sky with Diamonds [LSD]), The Doors (este nome foi tirado do título do livro de Aldous Huxley (1894 - 1963),amigo de Bill W. “As Portas da Percepção” do qual Bill extraiu o trecho que associou ao ‘despertar espiritual’; diz assim: “O homem que volta através da porta na parede nunca mais será totalmente o homem que saiu; será mais sábio, mas menos seguro; mais feliz, porém menos satisfeito consigo mesmo; mais humilde no conhecimento de sua ignorância, ainda que mais equipado para compreender a relação das palavras com as coisas; seu raciocínio será mais sistemático para o insondável mistério que em vão tentou compreender”), The Grateful Dead e Pink Floyd e outros, fizeram esse papel; o Brasil contribuiu com a canção “Sem Lenço Sem Documento”, entre outras.(*) Em 1954, Bill W. foi apresentado e, aproximou-se de dois psiquiatras ingleses, os Drs. Humphry OsmondeAbram Hoffer, que trabalhavam com alcoólicos e esquizofrênicos em um hospital psiquiátrico em Saskatoon, Canadá.Eles conceberam a teoria de que utilizando o LSD e a mescalina - uma substancia natural que produz efeitos semelhantes aos do LSD sintético, portadores de esquizofrenia e alcoolismo crônico, poderiam apresentar algo muito semelhante ao delirium tremens, já que um bom número de pessoas que havia parado de beber fizera-o com base no fato de haver chegado ao estado de delirium tremen se não querer repetir a experiência. Bill entendeu que tudo que pudesse ajudar alcoólicos era bom e não deveria ser descartado. Ele estava entusiasmado com o que outras pessoas estavam fazendo nessa linha e se dispôs a experimentar a droga o que veio ocorrer na tarde do dia 29 de agosto de 1956, na Califórnia, sob orientação de Gerald Heard. Sidney Cohen, psiquiatra do Hospital dos Veteranos de Los Ângeles, assistiu à experiência. Bill ficou entusiasmado e disse que tinha tido uma experiência completamente espiritual, tal como havia sido sua experiência inicial no Towns Hospital em dezembro de 1934. Depois disso convidou pessoas próximas a juntarem-se à experiência, entre as que aceitaram, umas gostaram, como o padre Ed Dowling, outras não, como Sam Shoemaker e, para outras, como Lois, lhes foi indiferente. Houve ainda, as que não aceitaram participar da experiência, tal como o Dr. Jack L. Norris (1903-1989).Quando a noticia das experiências de Bill chegou à Irmandade, a maioria dos AAs reagiu com indignação e se opôs com determinação às experiências com uma substancia que alterava a mente e que estava em desacordo e era incoerente com os princípios espirituais que a Irmandade, e o próprio Bill, vinham propondo. Em 1959, orientado pelo Dr. Jack L. Norris, Bill conseguiu  se afastar das experiências com o LSD. 
Aldous Huxley 
Dr. Jack L. Norris.  
 
98-. Mensagem =>  
Do francês message. Comunicação, noticia ou recado verbal ou escrito. A essência da obra de um filósofo, dramaturgo, poeta, etc. (no caso de A.A., a Irmandade), e que é a contribuição original por ele ou ela trazida à cultura humana. 

99-. Mescalina =>  
A mescalina é um alucinógeno extraído do cacto Peyote (Lophophora Williamsii), que se desenvolve nas zonas desérticas do norte do México, era uma planta sagrada para os Huicholis mexicanos. Era usada em rituais pelos xamãs de várias tribos na época pré-hispânica; contudo, a conquista e a conversão ao catolicismo limitaram o seu uso a setores marginais de Huicholis e Yakis. Esta substância tem propriedades antibióticas e analgésicas. Instala-se em receptores cerebrais provocando alterações de consciência e percepção, principalmente a nível visual. A mescalina tem efeitos psicodélicos semelhantes aos do LSD, mas menos intensos. Apresenta-se sob a forma de pó branco, que é geralmente consumido por via oral (mastigado ou por infusão) ou, ocasionalmente, injetado. 



Índice

1-. Abstêmio/a 
2-. Abstinência 
3-. Abstinência em A.A. 
4-. Adicção 
5-. Adicto 
6-. Adictos Anônimos 
7-. Agnosticismo 
8-. Agnóstico 
9-. Akron (o berço de A.A.) 
10-. Al-Anon. 
11-. Al-Anon no Brasil. 
12-. Alateen. 
13-. Álcool 
14-. Alcoólatra 
15-. Alcoólico/a 
16-. Alcoólico ou alcoólatra? 
17-. “Meu nome é...” 
18-. Alcoólico recuperado ou em recuperação? 
19-. Alcoólicos Anônimos – A Irmandade. 
20-. Alcoólicos Anônimos - O nome. 
21-. Alcoólicos Anônimos - O livro. 
22-. Alcoólicos Anônimos no Mundo. 
23-. Alcoólicos Anônimos no Brasil. 
24-. Alcoólicos Anônimos em São Paulo. 
25-. Alcoolismo 
26-. Primeiros estudos sobre o alcoolismo. 
27-. Estudos sobre o moderno alcoolismo. 
28-. Alcoólicos Anônimos: o primeiro movimento social... 
29-. Centro de Estudos do Álcool. 
30-. Comitê Nacional de Educação  sobre Alcoolismo. 
31-. A classificação do Alcoolismo segundo a Associação Psiquiátrica Americana. 
32-. A classificação do Alcoolismo segundo  a Organização Mundial da Saúde. 
33-. A carreira alcoólica de Bill W. 
34-. A carreira alcoólica do Dr. Bob. 
35-. Alcoolista, ou etilista 
36-. Alucinação 
37-. Anonimato 
38-. Anonimato em A.A. 
39-. Antabuse 
40-. Ateísmo 
41-. Ateu 
42-. Bafômetro 
43-. Barbitúrico 
44-. Bebedor exagerado, 
45-. Beladona 
46-. Companheirismo 
47-. Companheirismo em A.A. 
48-. Companheiro/a 
49-. Comunicação 
50-. Comunicar 
51-. Comunidade 
52-. Conceito 
53-. Conceito(s) em A.A. 
54-. Costume 
55-. Costumes 
56-. Costumes em A.A 
57-. A história das Fichas. 
58-. A oração da Serenidade. 
59-. Alcoólicos Anônimos e as orações.
60-. Cura 
61-. Cura (a) da Beladona 
62-. Delírio 
63-. Delirium-tremens 
64-. Despertar 
65-. Despertar espiritual 
66-. Doença 
67-. Dogma 
68-. Dogmatismo 
69-. Dogmatista 
70-. Doutrina 
71-. Espiritual 
72-. Espiritualidade 
73-. Espiritualismo 
74-. Estigma 
75-. Ética 
76-. Êxtase 
77-. Garantia 
78-. Garantia (s) em A.A. 
79-. Grupo 
80-. Grupo de A.A. 
81-. Grupo de Oxford. 
82-. Grupos Anônimos de Ajuda Mútua. 
83-. Humildade 
84-. Ianque. 
85-. Irmandade 
86-. Irmandade de Alcoólicos Anônimos. 
87-. Legado 
88-. Os Três Legados de A.A. 
89-. Lei 
90-. Alcoólicos Anônimos e a Lei. 
91-. Lei Hughes. 
92-. Lei Seca (a). 
93-. Lei Seca (a) no Brasil. 
94-. Literatura 
95-. Literatura em A.A. A origem 
96-. Literatura aprovada pela Conferência. 
97-. LSD 
98-. Mensagem 
99-. Mescalina 
100-. Meditação 
101-. Meditar 
102-. Mentor 
103-. Modelo Minessotta 
104-. Moção 
105-. Moção em A.A. 
106-. Moral 
107-. Morbidez 
108-. Mórbido 
109-. Narcótico 
110-. Narcóticos Anônimos (NA) 
111-. Narcóticos Anônimos no Brasil. 
112-. Neurose 
113-. Neurótico/a 
114-. Neurótico/a em N/A. 
115-. Neuróticos Anônimos (N/A) 
116-. Neuróticos Anônimos no Brasil - N/A, 
117-. Niacina 
118-. Obsessão 
119-. Paraldeido 
120-. Paranóia 
121-. Passo(s) 
122-. Os Doze Passos de A.A. – Sua concepção 
123-. Os Doze Passos de A.A 
124-. Patologia 
125-. Pecado 
126-. Política 
127-. Pragmático 
128-. Pragmatismo 
129-. Prece 
130-. Princípio 
131-. Princípios 
132-. Proceder 
133-. Procedimento 
134-. Promessa 
135-. As doze “promessas” de A.A. 
136-. Psicose 
137-. Questão de ordem 
138-. Questão de ordem em A.A. 
139-. Recuperação 
140-. Recuperação em A.A. 
141-. Religião 
142-. Alcoólicos Anônimos e a religião 
143-. Religiosidade 
144-. Serenidade 
145-. Simples. 
146-. Simplicidade 
147-. Simplismo 
148-. Simplista 
149-. Síndrome 
150-. Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
151-. Sobriedade 
152-. Sobriedade Em A.A. 
153-. Sugerir. 
154-. Sugestão 
155-. Teísmo 
156-. Temperança 
157-. Movimentos Pro-temperança. 
158-. American Temperance Society (ATS) 
159-. Sociedade de Temperança Washington. 
160-. União Feminina pela Temperança Cristã. 
161-. Anti-Saloon League. 
162-. Movimento Emmanuel. 
163-. Jacoby Club. 
164-. Terapia 
165-. Terapeuta 
166-. Terapeuta leigo, Conselheiro, ou, Consultor 
167-. Tolerância 
168-. Tradição 
169-. ‘Os filhos do caos’ e o nascimento das Tradições de A.A 
170-. As Doze Tradições de A.A.: 
171-. Unicidade 
172-. Unicidade de propósito em A.A. 
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