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1. A origem d…
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2009 (pág. 7-8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar09.pdf
Título original: “¿Por qué tenemos una Declaración de Unidad?”
Florida, EUA, fizeram a seguinte promessa em onze idiomas diferentes: O futuro de A.A. depende de ser colocado em primeiro lugar, o nosso bem-estar comum, a Quais eram as forças que poderiam nos dividir? Ele mencionava com frequência a luta pela teria que evitar as controvérsias sobre a política e a religião. Também acreditava que o anonimato era Isto, nos últimos meses de vida de Bill, foi uma comovedora lembrança do também breve discurso.

1.2. A origem da Oração da Serenidade 
Box 4-5-9, Natal 2003 (pág. 3-4) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday03.pdf 
Título original: “La Oración de la Serenidad: Tanta substancia de A.A. en tan poca palabras” 
Para os AAs de todos os lugares, a querida Oração da Serenidade é um mantra para toda 
ocasião imaginável; uma brisa refrescante em um rosto avermelhado pela ira, uma curta canção de 
gratidão por boas noticias, um guia consolador diante das más noticia, - a segurança reconfortante de 
que o mundo vai-se desenvolvendo como deve ser.
 David R., de Oakland, Califórnia, diz: “Quando, num dia de calor escaldante, me encontro 
na rodovia 101 no meio de um congestionamento quilométrico, com centenas de caminhões parados 
devido a um acidente à frente, começo a recitar a Oração da Serenidade para me proteger contra a 
fúria da estrada, e obtenho o efeito desejado”. Karen M., de Richmond, Virgínia, diz que, “quando 
tenho que fazer alguma coisa que ameaça com um ataque de nervos, como por exemplo, pedir ao 
meu chefe um aumento no salário ou pedir desculpas por não ter feito bem alguma coisa, recito a 
Oração da Serenidade várias vezes e isso me tranquiliza como se fosse uma arte de mágica”. John 
D., de Chicago, diz que a oração “me ajuda tanto nos bons momentos quanto nos maus. Sempre 
aflora nos meus lábios de forma natural quando as coisas estão muito ruins, mas também trato de 
lembrá-la para agradecer a Deus quando as coisas estão indo bem, como no meu aniversário de 
A.A. ou nas raras ocasiões em que passo um fim de semana com a minha mulher”. 
Bill W., cofundador de A.A., disse: 
“Nunca tínhamos visto tanta substância em 
tão poucas palavras”. No livro “Alcoólicos 
Anônimos atinge a maioridade”,Bill conta 
que no começo de 1942, Ruth Hock, a 
primeira secretária nacional de A.A., não 
alcoólica, mostrou a ele e a outros que se 
encontravam aglomerando o pequeno escritório de Nova York um pequeno obituário que tinha 
aparecido no Herald Tribune de Nova York q finalizava com estas palavras: “Deus, concede-nos a 
serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar, a coragem para mudar as coisas que 
podemos e a sabedoria para reconhecer a diferença”. (N.T.: a imagem que ilustra o parágrafo acima 
não faz parte da transcrição deste artigo). 
Alguém sugeriu que essas linhas fossem impressas em pequenos cartões de visita e incluí-los 
na correspondência emitida pelo escritório e assim a Oração da Serenidade começou a fazer parte
integrante da vida de A.A. Desde então, foi traduzida para os muitos idiomas falados pelos AAs no 
mundo todo e é proferida em voz alta nas reuniões e silenciosamente nos corações. Durante mais de 
meio século a oração veio entretecendo tão intimamente na filosofia de A.A. que perece difícil aos
membros lembrar que não teve origem na experiência de A.A. 
Entretanto, a pesar de anos de investigação por parte de historiadores e inúmeras conjeturas
por parte de amadores, a exata origem da Oração da Serenidade continua a ser um mistério. O que 
parece indiscutível é a reclamação de autoria feita pelo teólogo Reinhold Niebuhr, que numa 
entrevista disse haver escrito a oração como nota final de um sermão a respeito do cristianismo 
prático. Mesmo assim, Niebuhr admitiu alguma dúvida ao acrescentar “supostamente, é possível que 
tenha estado muitos anos, inclusive séculos, aparecendo aqui e acolá, porém não acredito. Acredito
sinceramente que eu próprio a escrevi”.
Com sua permissão, durante a Segunda Guerra Mundial a Oração da Serenidade foi impressa
em cartões que foram distribuídos aos soldados americanos. Até então já tinha sido impressa pelo 
Conselho Nacional de Igrejas assim como também por Alcoólicos Anônimos. 
Ao sugerir que a oração poderia ter aparecido aqui e acolá durante séculos, parece que 
Niebuhr estava certo. De acordo com Bill W.: “Ninguém pode dizer com segurança quem foi o 
primeiro a escrever a Oração da Serenidade. Alguns dizem que veio dos antigos gregos; outros que 
saiu da pena de algum poeta inglês anônimo e outros que foi escrita por um oficial da marinha 
americana”. Sua origem também foi atribuída a antigos textos sânscritos e aos distintos filósofos
Aristóteles, Santo Agostinho, Tomás de Aquino e Espinosa. Um companheiro de A.A. encontrou 
entre “Os seis erros do ser humano” do escritor romano da antiguidade, Cícero, a seguinte frase: “A 
tendência a se preocupar com coisas que não podem ser mudadas ou corrigidas”.
De fato, ninguém encontrou o texto da oração entre os escritos destas supostas fontes 
originais. O que certamente são muito antigos, como a citação de Cícero, são as questões da
aceitação, a coragem para mudar o que pode ser mudado e a disposição para se desprender daquilo 
que está fora da nossa capacidade para ser mudado. Com certeza, a busca da origem dessa oração 
tem sido como descascar uma cebola e às vezes é preciso recomeçar de novo. Por exemplo, em julho 
de 1964, a Grapevine recebeu o recorte de um artigo publicado no Herald Tribune de Paris onde o 
correspondente informava ter visto em Koblenz, Alemanha, uma placa gravada com as seguintes 
palavras: “Deus, concede-me o desprendimento para aceitar as coisas que não posso alterar; a 
coragem para alterar as coisas que posso alterar; e a sabedoria para distinguir uma coisa da 
outra”.
Finalmente parecia haver aqui uma prova concreta com citação, autor e data da Oração da 
Serenidade. Más não. Quinze anos mais tarde, em 1979, Peter T., de Berlim, disse a Beth K., 
membro do pessoal do ESG à época, que na sua primeira forma, a oração teve origem no filósofo 
romano Boécio (480-524), autor de “Os consolos da filosofia”. 
Existem mais reclamações e, sem dúvida, irão continuar as descobertas nos anos vindouros. 
Entretanto, uma ideia compartilhada por muitos é a de que, a Oração da Serenidade, seja qual for sua
origem, antiga ou moderna, parece ter surgido de uma percepção humana fundamental e de uma 
sabedoria nascida do sofrimento. 
Fora o Pai-Nosso e a oração de São Francisco, não há outras palavras e conceitos, ao mesmo 
tempo práticos e espirituais, que tantos membros de A.A. levem gravados nas suas mentes e em seus 
corações na sua viagem de sobriedade em direção a uma nova maneira de viver. 
Bill W. referiu-se a este fenômeno ao agradecer um amigo de A.A. que o presenteou com uma placa 
onde estava escrita a oração: “Na criação de A.A., a Oração da Serenidade foi um bloco de 
construção muito valioso, realmente uma pedra angular (*)”.
E falando em pedras angulares, mistérios e coincidências, um trecho da rua 120 de 
Manhattan, que ladeia o prédio onde se encontra o ESG, entre as ruas Riverside e Broadway, é 
conhecido pelo nome Reinhold Niebuhr Place. 
(*) N.T.: Pedra angular (ou fundação de pedra) é a primeira pedra conjunto na construção 
de uma fundação de alvenaria, importante, pois todas as outras pedras serão definidas em 
referência a essa pedra, determinando assim a posição de toda a estrutura.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_Angular 
Para saber mais: 
Leia o artigo “A espiritualidade de A.A. tem espaço para todas as religiões, ou nenhuma”, 
no Box 4-5-9 Natal/2002 (pág. 6-7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday02.pdf 

1.3.  A origem da Reserva Prudente 
Box 4-5-9, Natal / 2008 (pág. 7-8) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday08.pdf 
Título original: “¿Qué es una reserva prudente?” 
Não se costuma aplicar a palavra “prudente”aos alcoólicos na ativa. Porém, para um grupo 
de  alcoólicos  sóbrios  reunido,  a  palavra  ganha  um  novo significado.  Conscientes  das  muitas 
dificuldades que se podem apresentar na vida, os membros de A.A. costumam ser a própria definição 
da prudência na hora de organizar, apoiar e manter um Grupo de A.A.  
Ao  perceber  a  importância  do  Grupo  para  a  manutenção  da  sobriedade  dos membros 
individuais, a  maioria dos  AAs  se  dispõe  a  deixar  de  lado  as  diferenças  pessoais  e  se  focar  na 
sobrevivência  do  Grupo  em  longo  prazo.  Já  desapareceram  a temeridade  autodestrutiva  e a 
irresponsabilidade que costumam caracterizar o alcoolismo ativo e em seu lugar surgem o desejo de 
estabilidade e a boa disposição para colaborar com bem comum. 
No que se refere ao bem comum e à sobrevivência do Grupo em longo prazo, entre as coisas 
mais prudentes que o Grupo pode fazer está a de estabelecer uma reserva econômica – a providencial 
poupança para épocas de vacas magras, para ajudar o Grupo a atravessar e superar tempos difíceis. 
assim, se as contribuições declinam ou se apresentam gastos inesperados, o Grupo estará fortalecido 
e sempre na possibilidade de manter suas portas abertas. 
Cada Grupo tem gastos fixos que deve cobrir regularmente para se manter na superfície – o 
aluguel, água, luz, impostos, literatura, produtos  de higiene, limpeza e copa e as contribuições aos 
órgãos de serviço. Estes gastos são pagos com as contribuições regulares dos membros do Grupo. 
Porém, a maioria dos Grupos trata de guardar algum dinheiro para se proteger contra eventualidades, 
com a intenção de acumular uma reserva prudente equivalente aos gastos operacionais de um até três 
meses, em média. Estes fundos contribuem para assegurar a sobrevivência do Grupo e a realização 
do seu objetivo primordial que é o de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. 
A  contribuição  com  dinheiro  nunca  foi  um  requisito para  se  tornar  membro  de  A.A.; 
entretanto, sempre foi um ingrediente essencial no trabalho do Décimo Segundo Passo. Como é dito 
no folheto  “A autossuficiência – onde se misturam o dinheiro e a espiritualidade”  : “O trabalho 
do  Décimo  Segundo  Passo  é  o  sangue  vivificador  de  Alcoólicos Anônimos  através  do  qual  é 
transmitida a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Se não o tivermos, a Irmandade murcharia e 
morreria. E este contato vital entre um alcoólico eoutro, inclusive nos seus aspectos mais simples, 
supõe um investimento de tempo e dinheiro”. 
Isto  se  verifica  em  todos  os níveis da  estrutura  de serviço  de  A.A.:  Distritos,  Áreas, 
Escritórios de Serviços Locais (ESL´s), e até no Escritório de Serviços Gerais de A.A. (ESG), não 
poderão funcionar sem dinheiro e dele precisam para poder cumprir suas responsabilidades com a 
Irmandade. 
Conforme Gary Glynn, Custódio não alcoólico, emérito e antigo presidente e tesoureiro da 
Junta de Serviços Gerais,  “Um fundo de reserva prudente e estável e uma boa capacidade para sua
administração  são tão  espirituais  quanto  práticos”.  Como  Irmandade  não  almejamos  acumular 
grandes  quantias  de  dinheiro  nem  ter  tão  pouco que fiquemos impossibilitados  de  cumprir  com 
nossas responsabilidades e pagar nossas contas. Não é nem espiritual nem prático acumular ou gastar 
mais do que o necessário, assim como também não o é ficar sem dinheiro. Bill W. chamava isso de 
bom senso econômico. 
Do mesmo modo que muitos Grupos dos EUA e Canadá e  ao redor do  mundo, a Junta de Serviços 
Gerais  de  A.A.  tem  uma  reserva  prudente  estabelecida  para proporcionar  à  Irmandade, 
numa situação de emergência, os recursos econômicos necessários. O Fundo de Reserva da Junta de 
Serviços Gerais de A.A. foi criado em  1954 para garantir que os serviços básicos do Escritório de 
Serviços Gerais e da Revista Grapevine continua sem a ser prestados mesmo no caso de haver uma 
redução imprevista e substancial dos ingressos regulares da organização, seja esta redução motivada 
por grave recessão econômica, uma perturbação interna na  Irmandade, uma mudança na forma de 
publicar e distribuir a literatura de A.A., ou por outra razão qualquer. 
O assunto do dinheiro sempre foi um tema de interesse para a Irmandade. Nos primeiros dias 
de  Alcoólicos  Anônimos,  já  existiam  alguns  que  sonhavam  com  acumular  grandes  quantias  de  
dinheiro e  ansiavam por consegui-lo de qualquer maneira para que  o  milagre  de  Alcoólicos 
Anônimos pudesse ser difundido o mais rápido possível. Estes pioneiros demoraram um pouco para 
perceber sabiamente que se a Irmandade não fosse totalmente autossuficiente corria o perigo de se 
perder para sempre. Na medida em que A.A. crescia ese desenvolvia, podia-se notar com clareza 
que uma das maneiras mais seguras para manter a existência da Irmandade era a de assegurar que 
continuarias  a  ser  autossustentável  negando-se  a  receber  contribuições  de  fora,  mesmo  devido  a 
necessidade urgente ou através de doações de simpatizantes. 
No livro  Doze Passos e Doze Tradições, no capítulo referente à Sétima Tradição, consta o 
relato de um debate ocorrido durante uma reunião da Fundação do Alcoólico, precursora da Junta de 
Serviços Gerais, em  1948, sobre a questão de um legado de dez mil dólares deixado em testamento  
por uma  senhora  que  havia  morrido.  “Na  ocasião,  a  Fundação  estava  em  reais  dificuldades 
financeiras;  os  Grupos não  estavam  contribuindo  com o suficiente  para  o  sustento  do  Escritório; 
todos  os  nossos  rendimentos  provenientes  da  venda  do  Livro  Azul,  vinham  sendo  utilizados  e  as 
reservas derretiam-se a olhos vistos. Precisávamos daqueles dez mil dólares. 
Depois se manifestou a oposição. Argumentaram que a Fundação tinha conhecimento de um 
total de meio milhão de dólares que pessoas ainda vivas já haviam reservado para doar a Alcoólicos 
Anônimos.  E  só  Deus  sabia  quanto  mais  haveria e  que não  era  do  nosso  conhecimento.  Se  as 
doações  externas  não  fossem  recusadas,  inteiramente cortadas,  a  Fundação  tornar-se-ia  rica um
dia. 
Então, nossos Custódios escreveram uma página brilhante da história de A.A. Declararam
, por princípio A.A. tinha que permanecer pobre.Tão apenas as despesas correntes mais uma 
reserva prudente resumiriam dali em diante a política financeira da Fundação. Embora não fosse 
fácil, declinaram os dez mil dólares e adotaram a decisão formal de que no futuro todas as doações 
desse  tipo  não  deveriam  ser  aceitas.  Acreditamos  que  naquele  instante  o princípio  da pobreza 
coletiva enraizou-se de forma definitiva na tradição de A.A.” 
Gary Glynn diz que pobreza coletiva reflete mais “um estado de ânimo do que propriamente 
o  saldo  da  nossa  conta  bancária.  Todos  nós  conhecemos  indivíduos  e  organizações  que  gastam 
dinheiro que não têm, que vivem acima de suas possibilidades, seja por fazer caso omisso de suas 
circunstâncias econômicas reais ou por dar como assegurado um amanhã rosado. Por isso pode-se 
ser pobre sem colocar em prática a pobreza corporativa... O contrário também é possível, podemos 
ter uma reserva prudente sem cair na tentação de gastar desnecessariamente simplesmente porque 
temos recursos”. 
Atualmente,  o  Fundo  de  Reserva  da  Junta  de  Serviços Gerais  (*) tem  imposto por 
recomendação da Conferência de Serviços Gerais um limite equivalente aos gastos operacionais de 
um ano da combinação de A.A. World Services, Inc. (Serviços Mundiais de A.A.), a Grapevine de 
A.A.  (a revista similar da Vivência), e o Fundo Geral da Junta de Serviços Gerais de A.A., Inc. O 
Escritório  de Serviços  Gerais  e  o  Comitê  de  Finanças  da  Junta  de  Custódios  monitoram  
constantemente o saldo do Fundo de Reserva com o intuito de assegurar a administração ordenada 
dos recursos econômicos da  Irmandade, sempre  tendo  em mente que o objetivo primordial é o de 
levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. 
Com autorização outorgada pela Junta de Custódios, pode-se utilizar o Fundo de Reserva para 
cobrir outros gastos; por exemplo, foi utilizado para sufragar os gastos relacionados com a mudança, 
e reforma do Escritório de Serviços Gerais e da Grapevine assim como para financiar importantes 
melhorias tecnológicas. Também foi autorizada sua utilização para financiar o desenvolvimento de 
“La Viña”,a revista em español da Grapevine, por um determinado período de tempo. 
Refira-se  a  um  Grupo,  um  Distrito,  uma  Área  ou  à  Junta  de  Serviços Gerais,  o 
estabelecimento de um Fundo de Reserva é um elemento chave do princípio da autossuficiência de 
A.A.  e  que  pode  ter  consequências  importantes,  sendo  a  mais  significativa,  a  de  assegurar  que os 
serviços  de A.A. estarão disponíveis  a  todos  aqueles  que  contam  com  a  ajuda  da  Irmandade  para 
alcançar e manter a sobriedade. 
(*)  Estas  informações  se  referem  à  estrutura  de  Serviços  Gerais  dos  EUA/Canadá.  
Conferência  de  Serviços  Gerais  de  cada  país  membro  têm  autonomia  para  determinar  esses 
procedimentos, metas e limites. 

1.4.  A origem das Áreas e dos Painéis 
Box 4-5-9, Primavera/ 2010 (pág. 6-7) => http:// www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring10.pdf 
Título original: “¿Qué son ‘áreas’y ‘paneles’?” 
Em qualquer discussão sobre o tipo de bebida que se pode servir num evento de A.A., e muito 
provável que se mencione café, leite e açúcar. Da mesma maneira, em qualquer conversa a respeito 
da  Conferência  de  Serviços  Gerais,  há  três  palavras que  seguramente  serão  das  mais  citadas: 
delegados, áreas e painéis. 
Para  um  membro  de  A.A.  novo,  recém-chegado  aos  serviços  gerais,  esse  tipo  de  conversa 
poderá parecer tão estranho quanto uma reunião familiar em que primos irmãos, primos em segundo 
grau e primos distantes tratam de se colocar nos galhos da árvore genealógica da família.  “Oi, você  
serviu com João, o delegado da Área 49? Painel 35? Você é da Área 48? Conhece Maria? Ela não é 
da  Área  48,  é  da  Área  44,  mas  foi  delegada  no Painel  35 também”. Outros  membros  recitam 
números de painéis, números de área e a história dos delegados regionais com a facilidade de um 
leiloeiro, e ao mesmo tempo asseguram ao novato que  “se estão mantendo simples”, e que não deve 
se  preocupar  porque  logo,  logo,  as  palavras  painel  e  área  lhe irão  sair  facilmente.  Aos  recém 
integrados no serviço costuma-se dizer “a única coisa que precisa é continuar voltando”.
Porém, neste ponto, depois de navegar por uma sopa de siglas de RSG, MCD, CIC, CIT. CIP, 
CCCP,  os  recém-chegados  aos  serviços gerais continuam  a  duvidar  que  qualquer explicação  a 
respeito de áreas seus números sejam tão simples assim. E perguntam “porque se criaram primeiro 
as áreas? O que é uma área e como chegaram a ter números?”.  Felizmente, na vasta literatura de 
A.A. pode-se encontrar resposta para quase todas as perguntas que um membro ainda confuso possa 
fazer, e, ao dar uma olhada no passado podemos jogar um facho de luz sobre o uso de  “áreas”  em 
A.A. 
As áreas foram formadas para facilitar a representação dos grupos na Conferência de Serviços 
Gerais,  a  qual  foi  criada  para  colocar  a  Irmandade  de  Alcoólicos  Anônimos  nas  mãos  de  seus 
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membros e assegurar que  “seja ouvida a voz de A.A. em sua plenitude”.Com a criação das áreas 
veio a criação do encargo de delegado para representá-las. “Uma área pode ser constituída por um 
estado ou província (*), ou parte de um estado ou província, ou por várias partes de mais de um 
estado  ou província, conforme  seja  necessário  para  servir  a população  de  A.A.  e  satisfazer  suas 
necessidades”. As  áreas  são  numeradas  pela  ordem  alfabética  de  suas sedes  (com  algumas 
exceções),  começando pelos  estados  de  EUA;  por  exemplo,  Área  1  é  Alabama  e  o  Noroeste  da 
Flórida, Área 2 é Alaska; Área 3 é Arizona. 
Em  alguns  estados  ou  províncias  existe uma  grande  população  de  A.A.  e  por  isso  são 
divididos em várias áreas; por exemplo, é o caso de Ontário, que inclui as Áreas 83, 84, 85 e 86. 
Desde a primeira Conferência foram sendo criadas áreas adicionais nos estados e províncias, até um 
total de 93. 
Assim,  também  para  muitos,  as  conversas  a  respeito  dos  “painéis” é  um  tanto  quanto 
desconcertante. Cada Conferência é composta por dois painéis, ou, grupos de delegados eleitos para 
servir por dois anos. 
Os painéis têm numeração par e ímpar. Os números pares incluem o grupo de delegados que 
iniciam o serviço nos anos pares e os números ímpares aqueles eleitos que iniciam o exercício nos 
anos ímpares. 
O Painel 1, composto por 37 delegados, foi o da primeira Conferência em 1951. O Painel 2, 
composto por  38 delegados, foi o da  segunda  Conferência. Assim,  da  segunda Conferência
participaram 75  delegados  no  total.  Bill  W.  explicou  que  este  método  “dá continuidade  à 
Conferência,  com  a  metade  de  seus  membros  saindo  a cada  ano  e seus  lugares  ocupados  pelos 
novos eleitos gerando, assim, a rotatividade”. 
Dando  continuidade  a  este  modelo,  a  60ª  Conferência,  em 2010,  incluiu  o Painel  59  (os 
delegados de segundo e último ano que iniciaram em 2009), e o Painel 60 – os delegados de primeiro 
ano que estavam iniciando em 2010.
Porém, se você ainda não pode falar com facilidade a respeito de painéis, áreas ou delegados, 
assista  aos  próximos  eventos  do Distrito, mesmo  que apenas seja  para  tomar  um  café  com  leite  e 
açúcar  e  falar  com  alguns  companheiros. Como  escreveu  Bill  W.  “…  um  serviço  em  A.A. é tudo 
aquilo que  nos ajuda a alcançar  uma  pessoa  que  sofre  -  o  chamado  Décimo Segundo Passo 
propriamente dito - pelo telefone ou por uma xícara de café, assim como o Escritório de Serviços 
Gerais de A.A. para ação nacional ou internacional.A soma total de todos esses serviços é o nosso 
Terceiro Legado de Serviço”. 
(*)  N.T.: O texto acima se refere à estrutura de A.A. nos EUA e Canadá, onde  a divisão 
territorial e constituída por estados – EUA, e províncias – Canadá. 

1.5.  A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
Box 4-5-9, Abr. Mai. 2008 (pag. 4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may08.pdf 
Título original: “Imágenes de la Conferencia anual”
Durante muitos anos, quando não eram permitidas câmaras fotográficas nas salas de Justiça da 
Cidade de Nova York, Al H., artista e membro de  A.A., assistia aos processos e desenhava os 
notórios  e  notáveis  para  os  programas  de  noticias  de  televisão.  Essa  época  chegou  ao  fim  já  faz 
alguns anos quando foi levantada a proibição de fazer fotografias nos julgamentos. 
Al, que tem 36 anos de sobriedade em A.A. e estudou Arte no Arts Students League de Nova 
York  e  no Colorado  Springs  Fine  Arts  Center,  faz  já muitos  anos  que  trabalha  para  a  A.A.W.S – 
Serviços Mundiais de A.A. 
Seus  desenhos podem ser  vistos  também em 
“Os Doze Passos Ilustrados”e “A.A. é para mim?”.
Faz trinta anos que tem o trabalho regular de 
fazer os desenhos na Conferência de Serviços Gerais 
de A.A. anual que são publicados no Relatório Final 
da Conferência. 
Al  começou  a  trabalhar como ilustrador 
através  de  um contato  no seu Grupo base.  Um 
membro do  pessoal do Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG,  que  também  era  membro do mesmo 
Grupo,  onde quase  todos  conheciam a  profissão  de  Al.  No  ESG estava  sendo considerada  a 
possibilidade  de  incluir  ilustrações  no  Relatório  Final.  Obviamente, não  se  podiam publicar
fotografias. Quando  foi  sugerido  o uso  de  desenhos, esse membro do pessoal  do  ESG  disse, 
“Conheço alguém que ganha a vida desenhando”. 
Ao lembrar essas primeiras Conferências,uma das diferenças que Al observa são as roupas 
de vestir. “As pessoas vestiam-se com roupa casual e alguns usavam grandes chapéus de cowboy. 
Agora os participantes vestem num estilo mais formal”. 
Al trabalha a maior parte do ano pintando a óleo, que é muito diferente de fazer desenhos 
lineares que aparecem no Relatório da Conferência. 
“Alguns  meses  antes  de  começar  a  Conferência  assisto  a  algumas aulas de rascunho.
Desenhar é parecido com tocar piano – é preciso praticar. Trabalho com pena e tinta porque é mas 
expressivo que lápis ou carvão. As aulas me ajudam a aperfeiçoar a técnica”. 
Al faz alguns poucos desenhos durante o ano, mas não é a preparação ideal para os trabalhos 
da Conferência. 
“Vou ao Parque Central e desenho algumas árvores que não se mexem. Captar uma pessoa 
num desenho é algo muito diferente. As pessoas na Conferência não estão posando para quadros”. 
Al foi artista comercial antes de ser artista das salas de Justiça, trabalho que começou depois 
de alcançar a sobriedade. “A grande diferença entre trabalhar como artista sóbrio e artista bêbado é 
que quando consegui minha sobriedade me tornei responsável. Chamaram-me de uma emissora às 
seis da tarde e me disseram ‘queremos que se apresente amanhã de manhã na câmara do Senado’. E 
ficava completamente  maravilhado de que confiassem em que eu estivesse  lá; mas  não  me 
conheceram  antes  de conseguir  a  sobriedade.  Neste  ponto  da  minha  carreira  as  pessoas podiam
confiar  em  mim. Antes, quando bebia, não podia  confiar  sequer  m me apresentar  num  encontro 
para salvar a minha vida”. 
Durante  os primeiros  dias  em  A.A.,  Al encontrou-se com  Bill  em  algumas  reuniões  em 
Manhattan.  Mas Bill  morreu  antes  que  Al  começa-se  a trabalhar  nas Conferências.  Al  fez alguns
retratos de Lois que comparecia regularmente aos jantares da Conferência.  “Ao folhear alguns dos 
Relatórios dessas Conferências, vi no Relatório de  1964 um desenho que fiz de Lois. E lembro que 
não foi do seu agrado”. 
Que  outras mudanças  percebeu  durante  os  anos que  trabalhou  para  o  ESG?  “Espero ter 
chegado a ser um artista melhor” diz Al.  “Os velhos desenhos parecem-me um pouco apertados e 
carregados. Hoje trato de mantê-los simples e abertos. Gosto de considerar os desenhos como um 
espaço para respirar entre todo o texto”.

1.6.  A origem de “90 reuniões em 90 dias”
Box 4-5-9, Abr. Mai./2007 (pág. 6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may07.pdf 
Título original: “Los oscuros orígenes de ‘90 reuniones en 90 días’” 
Ninguém  pode  afirmar  com  total  segurança  a  respeito das  raízes  de  “90  reuniões  em  90 
dias”. Nenhuma  das  pessoas  que  trabalham  no  Escritório de Serviços  Gerais  pode  dizer  onde  se 
originou esse conselho ouvido em algumas reuniões de A,A, No Livro Azul ou no livro Doze Passos 
e Doze Tradições, não aparece nenhuma sugestão neste sentido. Entretanto, nos anos  1950 apareceu 
na Grapevine a menção de 90 dias como um ponto importante da sobriedade. Um artigo na edição de 
janeiro de  1959- parte de uma série a respeito de palestras nas reuniões de novos, tinha o título  “A 
prova dos 90 dias”. Nesse artigo é sugerida a possibilidade de dizer ao iniciante:  “Gostaria de lhe 
propor que tome a decisão de se afastar da bebida por 24 horas por dia durante os próximos três 
meses. E também assistir a muitas reuniões, todas as noites, se for possível.. Sem dúvida, você pode 
dedicar 90 dias de sua vida a essa experiência. Podem resultar os 90 dias mais úteis de toda sua 
vida. Pode determinar se é alcoólico, e se o é, é bom sabê-lo”.
Para  alguns  membros  da Irmandade,  faz  muito sentido sugerir  aos  iniciantes  que  entrem 
plenamente no programa de A.A. nos primeiros meses.Os iniciantes que seguem esta sugestão estão 
livres de decidir se vão ou não assistir a uma reunião. Vão assistir e pronto. 
Entretanto,  outros  acreditam  que  o  conceito  de “90  reuniões em  90  dias” vai  contra  o 
enfoque de A.A. de um dia de cada vez e, sugerir aos iniciantes que façam planos para daqui a três 
meses é pedir demais. Um membro de A.A. escreveu numa carta publicada pela Grapevine em março 
de  1988:  “Se me houvessem exigido fazer qualquer coisa durante um período superior a 24 horas, 
provavelmente teria ido embora”. 
Por outro  lado,  alguns  membros  de  A.A.  com  vários  anos  de  sobriedade  dizem  que  estão 
a “90 reuniões em 90 dias”para reforçar seu programa. 
No geral, os membros e os Grupos têm boas intuições para encontrar o que lhes dá resultado 
para  manter a  sobriedade.  Obviamente,  não  há  regras que  determinem  a quantas  reuniões  alguém 
deva assistir. O essencial é o que funciona para o indivíduo.

1.7.  A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 1993 (pág. 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may93.pdf 
Título original: “¿Sabias…" 
Sabia como o café, as bolachas e outros tipos de doces e salgados chegaram a ser para as reuniões de 
A.A. (quase) o que os Doze Passos são para a recuperação? 
Aconteceu no final dos anos 1930, durante a Grande Depressão (N.T.:A Grande Depressão 
foi uma severa crise econômica mundial na década que antecedeu à Segunda Guerra Mundial. O 
calendário  da  Grande Depressão  varia  entre  as  nações,  mas  na  maioria  dos  países  começou  por 
volta de 1929 e durou até o final da década de 1930 ou início dos anos 1940.). Quando começaram a 
se celebrar as primeiras reuniões na King School,em Akron, alguns membros juntavam-se depois da 
reunião na cafeteria próxima  Kistler´s Donuts, na esquina das ruas Aqueduct e West Market, para 
tomar unos refrescos e mais camaradagem. Outros membros menos abastados não podiam permitir se esse luxo e daí foi sugerido que levassem café e bolachas para a reunião para poder compartilhar 
entre todos. Muito rapidamente os refrescos passaram a ser uma parte integral das reuniões de A.A. 
em todos os lugares. 
A Kistler´s  já faz tempo que não  existe mais, o que não  acontece  com  a Décima Terceira 
Tradição, para cuja criação contribuiu. Ao longo dos anos, muitos bêbados “desesperados” ficaram 
para sua primeira reunião de A.A. porque tinha o atrativo do café quente e das bolachas grátis.

1.8.  A origem do mês da Gratidão 
Box 4-5-9- Out. Nov. 2002 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov02.pdf
Título original: “En A.A. - Noviembre es el Mes de Gratitud” 
Já faz muitas décadas que a Irmandade tem formalmente reservado o mês de novembro como 
um período para a  expressão de agradecimento coletivo pela nossa sobriedade individual. Embora 
pareça obvia sua conexão com a  Ação de Graças(*), não há registro de dados que possam afirmar 
com segurança a sua origem. Durante algum tempo, Bill W., acreditou ter conseguido a sobriedade 
nesse  mês  porém  e  posteriormente,  um  cálculo  mais  minucioso  fixou  a data do começo  de  sua 
sobriedade no dia 11 de dezembro de  1934, ou seja quando ingressou no Hospital Towns para sua 
última internação. 
O  que  se sabe  com certeza  é  que,  desde  a  década  de  1940,  e  ao  longo  dos  anos  à  frente, 
novembro  tem  sido  considerado  o  Mês  da  Gratidão,  e  a  partir de  então,  nosso agradecimento 
compartilhado foi tomando formas diversas e  assim seguirá acontecendo  na medida em que nossa 
Irmandade continue a se desenvolver e ampliar. 
Bill  W.  acreditava  que  as  Tradições  de  A.A.  eram  a  âncora  de  nossa  vida  sóbria  quando 
escreveu: “O que poderia ser, então, mais apropriado do que reservar a semana de Ação de Graças 
para  dedicá-la  à  discussão  dos  valores  práticos  e  espirituais  que  podemos encontrar  em  nossas 
Tradições?” Em novembro de 1949, escreveu:  “As Tradições são a destilação da nossa experiência 
de viver e trabalhar juntos. Servem para aplicar o espírito dos Doze Passos de recuperação à vida e 
à segurança do Grupo”.
O  primeiro  reconhecimento  aprovado  e  oficial  de  uma  “Semana de  Gratidão” de  A.A., 
especificamente designada para coincidir com a semana de Ação de Graças, data do ano de  1956. 
Nesse ano, os delegados à Sexta Conferência de Serviços Gerais aprovaram uma moção a tal efeito, 
estipulando que “esta ação apareça publicada nas petições anuais feitas aos Grupos antes do dia de 
Ação de Graças, para que contribuam com a manutenção dos Serviços Mundiais de A.A.” 
Durante a década de  1960 celebravam-se, sempre no mês de novembro, vários  “Almoços de 
Gratidão”.  Estes encontros eram motivados pelo desejo de levara mensagem e expressar gratidão, 
assim  como  também mostrar  nosso  agradecimento  pelos numerosos artigos  e  livros  publicados,  e 
pelas  entrevistas  na  rádio  e  na  televisão  feitas  durante  os  últimos doze  meses.  Estes  almoços 
aconteciam no Hotel Roosevelt, em Nova York (quando, dito seja, os representantes dos médios de 
comunicação,  nos  convites presenteados  pelo  presidente  da  Junta  de  Serviços Gerais,  o  Dr.  John 
Norris – não alcoólico, nos quais se assegurava aos bebedores que  ‘os coquetéis seriam servidos na 
Biblioteca às 12:15 e o almoço terminará pontualmente às 14:00h’). 
Estes almoços, muito concorridos, atraiam uma substancial e diversa representação dos meios 
de  comunicação  e  tinham basicamente  dois  objetivos: agradecer  aos  escritores  e  comentaristas 
presentes sua colaboração com a Irmandade no decorrer daquele ano e, para citar um memorando da 
OSG  (ESG,  no  Brasil),  daquele  então,  para  “favorecer  as  relações  públicas de  A.A.  reunindo 
editores,  redatores,  escritores  e  locutores  e  colocando-os  em  contato  com  fontes  fidedignas  de 
informação sobre o movimento”. Numa típica lista de convidados, por exemplo, os do almoço de 
1965, figuravam os nomes de pessoas que tinham publicado artigos e livros a respeito da Irmandade, 
profissionais dos quadros ou relacionados com o  New York Times, Medical World News, McCall’s 
Magazine, Editorial Macmillan, The Christian Science Monitor, e outras muitas agencias de notícias 
e publicações. 
Bill W., assim como o Dr. John Norris, sempre falavam nesses encontros e, no final, sempre 
era efetuada uma sessão de perguntas e respostas. Além disso, os convidados tinham à sua disposição 
uma  grande  variedade  de  literatura  de A.A. para  levar consigo.  Em  1965,  Bill  presenteou  cada 
convidado que compareceu ao almoço com um exemplar autografado do livro recém-publicado A.A. 
Atinge a Maioridade. 
Embora os participantes desses encontros os achassem úteis e produtivos, a Junta passou a 
considerá-los como uma forma muito onerosa de dizer obrigado, uma vez que uma carta pessoal de 
Bill W., para agradecer um artigo ou um programa de TV - recém escrito ou levado ao ar, teria sido 
suficiente. Outros manifestavam a opinião de que seria mais conveniente oferecer nossa colaboração 
para cooperar mais amplamente na preparação de artigos ou programas de rádio ou TV. Fosse qual 
tenha sido o motivo, estes almoços deixaram de ser celebrados a partir de 1968. 
Gratidão.  Todos  sabem  o quanto  ela  é  útil  se  a  mantivermos  viva  tanto  nas  nossas  vidas 
pessoais quanto na nossa consciência de Grupo. Inúmeros Grupos têm percebido essa realidade e a 
cada mês de novembro aproveitam a oportunidade para abrir ainda mais a porta da gratidão. É uma 
forma  acertada  de  assegurar  a  sã  e continua  sobriedade,  a  unidade  do  Grupo,  a  autossuficiência  e 
evitar o engessamento. Muitos Grupos observam o Mêsda Gratidão celebrando reuniões de estudo 
das  Tradições  e  recolhendo  contribuições  especiais  destinadas  ao  Escritório  de  Serviços Gerais  – 
ESG (no Brasil, tradicionalmente os Grupos contribuem,  nesse mês, com o dinheiro arrecadado em 
uma reunião previamente definida para esse fim), para a manutenção de nossos serviços. Todos AAs 
têm a oportunidade de desenvolver novas formas de expressar e compartilhar sua gratidão. 
Por  exemplo, durante  esse  mês,  os  Grupos  poderão realizar  reuniões  temáticas  focadas  na 
força e nos diversos aspectos da gratidão: “O quanto somos gratos” “A gratidão não é passiva”etc. 
Porque não tentar algo novo – algo que seu Grupo nunca tenha feito e que poderá tornar mais 
tangível e real a gratidão de seus membros? 
As  reuniões  de  Tradições sempre  nos  relembram  a  riqueza  de  nossa  herança  de  A.A.  e 
reforçam,  não  apenas  nossa  gratidão,  mas  também  a sobriedade  alcançada,  tanto pelos  veteranos 
quanto pelos recém-chegados. 
Para aprofundar nossa compreensão e apreço às Tradições de A.A. durante a Semana de Ação 
de Graças, Bill escreveu:  “Poderíamos assim reforçar nossa fé no futuro através destes prudentes 
médios; poderíamos mostrar-nos dignos de seguir recebendo esse dom inapreciável de unidade que 
Deus com sua sabedoria nos concedeu tão generosamente a nós, os Alcoólicos Anônimos, durante 
todos estes anos tão importantes da nossa infância”. 
(*) Para entender melhor. 
N.T.: O Dia de Ação de Graças, conhecido em inglês como Thanksgiving Day,é um feriado 
celebrado  nos  Estados  Unidos  e  no  Canadá,  observado como um dia de  gratidão, geralmente  a 
Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante oano. Neste dia, pessoas dão as graças com 
festas e orações. 
Os primeiros Dias de Ação de Graças na Nova Inglaterra - região natal de Bill W. e do Dr. 
Bob, eram festivais de gratidão a Deus, em agradecimento às boas colheitas anuais. Por esta razão, 
o Dia de Ação de Graças é festejado no outono, apósa colheita ter sido recolhida. 
O primeiro deles foi celebrado em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos que fundaram a 
vila em  1620. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita 
de milho no verão de  1621. Por ordem do governador da vila, em homenagem ao  progresso desta 
em relação a anos anteriores, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621. Os homens 
de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio foram peixes e 
milho. Cerca de noventa índios também participaram da festividade. Todos comeram ao ar livre em 
grandes mesas. 
Nos EUA este dia é comemorado na quinta-feira da quarta semana de novembro. No Canadá 
a segunda-feira da segunda semana de outubro. 
No Brasil, o presidente Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças, através 
da lei 781, de 17 de agosto de  1949, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado 
com  as  comemorações  que  vira em  1909,  na  Catedral  de São  Patrício,  quando embaixador  em 
Washington. Em  1966, a lei 5110 estabeleceu que a comemoração de Ação  de Graças se daria na 
quarta  quinta-feira  de  novembro.  Esta  data  é  comemorada  por  muitas  famílias  de  origem 
‘americana, igrejas cristãs, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês. 
pt.wikipedia.org/wiki/Ação_de_Graças - 43k -

1.9.  A origem do termo de Responsabilidade 
Box 4-5-9, Out./Nov. 2008 (pág. 9-10) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov08.pdf 
Título original: “La declaración de la responsabilidad: un tema que perdura” 
Sob qualquer padrão de medida que se queira utilizar, Alcoólicos Anônimos tinha alcançado 
em  1965um sucesso que parecia superior ao que pudessem ter imaginado seus dois cofundadores 
trinta  anos  antes. Com aproximadamente  350.000  membros  no  mundo  todo,  a  Irmandade  tinha-se 
convertido num instituição  bem  conhecida  na  América  do  Norte,  e  muitos  profissionais  que 
trabalhavam na área da recuperação acreditavam que  A.A. era a mais clara e melhor solução para o 
tratamento  do alcoolismo.  No  começo  de  julho  de  1965,  aproximadamente 10.000  membros 
congregaram-se em Toronto, Canadá,  para participar da IV Convenção Internacional que resultou ser 
uma boa ocasião para alardear e se recrear nos logros de A.A. 
Entretanto,  a Convenção  também  se  dedicou  a  fazer  um  destemido  inventário  e, 
especialmente,  ao  tema  da  responsabilidade.  Bill  W. introduziu oficialmente  o Termo  de 
Responsabilidade que diz  “Eu sou Responsável... quando qualquer um, seja onde for, estender a 
mão pedindo ajuda, quero que a mão de A.A. esteja ali. E por isto: eu sou responsável”. O 
autor dessa declaração foi Al S., que contou a historia de sua concepção na VI Convenção 
Internacional  de Denver  em  1975;  “buscava-se  uma  declaração  (sobre  a  responsabilidade),  que 
tivesse o efeito de captar emocionalmente os AAs sem impor nenhum dever”, lembrou Al. Depois de 
varias tentativas, teve a ideia de que deveria ser uma decisão e uma responsabilidade pessoal – “Eu” 
no lugar de  “nós”.  Dez mil membros de A.A. juntaram-se e, de mãos dadas fizeram pela primeira 
vez a declaração desse Termo na Convenção de Toronto, e desde então se tem distribuído por toda a 
Irmandade e se reimprime nos folhetos de A.A. e na Revista Grapevine. 
Porque a essa declaração foi escrita e aceita naquele momento? Uma possível razão é que Bill 
W.  e  outras  lideranças  em  A.A.  haviam  detectado  alguns  problemas  que  poderiam  afetar  a 
capacidade futura de A.A. ajudar os alcoólicos. 
Em 1963, uma revista nacional tinha publicado uma matéria  de capa muito crítica em relação 
a A.A. a qual sugeria que a Irmandade já não dava tão bons resultados. Os profissionais no campo do 
alcoolismo, não alcoólicos, sentiam-se inquietos diante das atitudes e ações de alguns membros de 
A.A. – um deles inclusive iria falar na Convenção de Toronto. Alguns insinuaram que estava na hora 
de A.A. “fazer seu inventário”. 
Bill W. considerou  detidamente  o  tema  num  artigo  intitulado  “Nosso  lema:  a 
Responsabilidade”,  publicado no número de julho de  1965 na revista Grapevine. Disse ser possível 
que estivéssemos alienando alguém devido à nossa arrogante convicção de sempre estar com a razão 
e  nossa  solução  para  o alcoolismos ser  a  única.  Tínhamos  que  corrigir  essas  atitudes  e  esse 
comportamento para continuar a alcançar o alcoólico que estava sofrendo. 
Bill  W. disse:  “Se  fizer  um  inventário  dos  defeitos  de  A.A.,  podem estar  seguros  de  que 
também estarei fazendo o meu próprio. Sei que meus erros de ontem ainda têm repercussões, e meus 
erros de hoje podem igualmente afetar nosso futuro. Assim acontece com todos e cada um de nós. 
Nossa próxima responsabilidade será a de apadrinhar, de maneira inteligente e carinhosa, 
cada homem e cada mulher que recorra a nós em busca de ajuda. 
O empenho e o amor com que nos 
dispormos a realizar essa tarefa, individual ou coletivamente, terão importância decisiva” 
Complemento: 
Houve duas Ações Recomendáveis da Conferência de Serviços Gerais em relação ao termo 
de Responsabilidade. A primeira, em  1971, a Conferência, recomendou que o Comitê de Literatura 
reafirmasse nas suas publicações o texto “Eu sou responsável”conforme a Convenção Internacional 
realizada em Toronto em  1965. A segunda, em  1977, a Conferência recomendou que o texto dessa 
declaração nunca fosse mudado. 

1.10.  A origem dos Arquivos Históricos 
Box 4-5-9, Out. Nov. 2005 (pag. 3 a 5) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov05.pdf 
Título original: “Los Archivos Históricos de A.A. cumplen 30 años” 
Se aos visitantes do Escritório de Serviços Gerais  lhes fosse perguntado o que gostariam de ver em 
primeiro  lugar,  a  grande  maioria  diria  os  Arquivos Históricos.  Os  AAs  estão  cada  vez  mais 
fascinados com a história da Irmandade. Assim como  percebemos a importância de manter fresca a 
lembrança da nossa vida pessoal, também percebemos  a necessidade de conhecer e compreender o 
nosso passado coletivo para poder assegurar nosso futuro. 
Em  novembro  (2009) 
será  celebrado  o  30º 
aniversário  dos  Arquivos  de 
A.A.  Os  Arquivos  Históricos, 
que  estão  abrigados  no 
Escritório de Serviços Gerais – 
ESG, num espaço muito maior 
e mais impressionante que os três pequenos cômodos onde se instalaram originalmente em 1975; são 
o  depósito principal  de milhares  de  documentos,  histórias  orais,  fotografias  e  outros  artigos  que 
contam a história do nosso passado. 
Na entrada, os visitantes se deparam com uma galeria recheada com dúzias de fotografias de 
pessoas e lugares importantes da história de A.A. Têm a oportunidade de ver tesouros tais como a 
carta  que  o  famoso  psiquiatra,  o  Dr.  Carl  Jung,  escreveu  a  Bill  em  1961,  exemplares  de  todas  as 
impressões das quatro edições do Livro Grande (nosso Livro Azul), o Premio Lasker, outorgado a 
A.A. em 1951, e o sofá original do escritório de Bill. Uma das  coisas favoritas dos visitantes são os 
livros  de recortes  de  artigos  da imprensa  a  respeito  da  Irmandade  publicados  na  época dos  seus 
primórdios a partir de 1939. A primeira arquivista do ESG, Nell Wing – não alcoólica, os descreveu 
como sendo tesouros de “valor inestimável, não apenas porque nos oferecem uma visão panorâmica 
dos acontecimentos  de  A.A.,  mas  também porque  nos  revelam  como  o  público  em  geral  e  os 
repórteres viam o alcoolismo e a Irmandade e o que diziam a respeito ao longo dos anos”. 
De vez em quando, os visitantes se mostram obviamente comovidos e inclusive choram de 
emoção  ao  descobrir  aspectos  de suas  histórias  pessoais.  Agora que  a  Irmandade  tem  70  anos  de 
existência (2005), há membros de segunda e terceira geração e não é estranho que alguns encontrem 
alguma referencia aos seus pais e até aos seus avós que receberam ajuda dos membros fundadores. 
Pessoas de outros países encontram coisas que ativam lembranças comovedoras dos primeiros dias 
de A.A. nos seus países, como por exemplo, a chaleira utilizada nas primeiras reuniões ou um prato 
feito a mão enviado por um membro polonês quando A.A. estava na sua infância na Polônia. 
Mas  estes  artigos,  embora  tenham  grande  significado, constituem  apenas  um  capítulo  da 
história dos Arquivos. Judit Olah, arquivista não alcoólica, diz que durante os últimos anos colocou-se uma forte ênfase em  fazer com que os AAs não considerem os Arquivos apenas com um armazém 
de coisas colecionáveis, mas como um depósito de coisas de grande importância histórica. Ela e o 
seu  pessoal  ajudante junto com o  Comitê  de  Arquivos Históricos  dos  Custódios,  estão-se 
concentrando em disponibilizar da maneira mais fácil possível a vasta coleção para os membros da 
Irmandade e dos pesquisadores científicos interessados em A.A. Fizeram um trabalho de preservação 
de áudio, digitalizando materiais de áudio das décadas dos anos de  1950 e  1940; Conferências de 
Serviços  Gerais  anteriores,  palestras  de alguns  dos nossos primeiros  Custódios,  etc.  Também  está 
sendo melhorada  a  organização  de  cartas  e  folhetos criando bases  de  dados  para que cada vez 
estejam  mais  disponíveis.  No  decorrer  dos  cinco  últimos  anos foi  implementado  um sistema  
de escaneamento. 
Com a mesma finalidade, e de acordo com o recomendado pela Conferência, foi mudada a 
perspectiva editorial do boletim  Markings; de um intercâmbio entre os arquivistas locais e de Área, 
passou a ser uma reflexão sobre temas que servem para aprofundar nossa familiaridade com as raízes 
da Irmandade. O novo enfoque foi iniciado com um número dedicado às filosofias e os movimentos 
precursores de A.A.; e foram publicados outros dois números: um a respeito da relação de A.A., no 
seu começo, com o mundo dos negócios e outro a respeito dos membros do clero e da medicina que 
tiveram influencia nas primeiras etapas do desenvolvimento de  A.A.  Ademais,  os  Arquivos  estão 
disponibilizando  gradualmente para  a  Irmandade  vários  recursos  de  áudio  dos  primeiros  tempos: 
alguns  CD´s com  breves  anedotas  narradas  por  Bill  W.  e  palestras  de  alguns  dos primeiros 
Custódios, foram apresentados na Conferencia e em vários Fóruns Regionais em 2004. 
Fez-se cada vez mais necessária a utilização de tecnologias mais sofisticadas na medida em 
que os pedidos de informação por parte da Irmandade foram-se incrementando a passos gigantescos. 
Devido  à  generalização  do uso do correio eletrônico por  parte  dos  membros,  por  exemplo, e o 
esforço do Escritório para ajudar os AAs a encontrar a informação que procuram o pessoal sempre
está  muito  atarefado.  Junto  com  Judit,  o  pessoal  é composto pelas  seguintes  muito  trabalhadoras 
pessoas não  alcoólicas:  Michelle  Mirza, arquivista ajudante,  Noella  Jordan  e  Maureen  Carthers,
pesquisadoras  assistentes  e  dois  ajudantes  temporários.  Judit  informa  que  recebe  100 correios
eletrônicos a cada semana, e o restante do pessoal responde aos pedidos que chegam, a maioria dos 
quais supõe que se realizem pesquisas antes de poder dar uma resposta. 
Uma das responsabilidades do pessoal dos Arquivos Históricos é a de cuidar e preservar os 
arquivos  dos  primeiros  Grupos,  as  histórias das Áreas, manuscritos  originais, livros, folhetos e 
jornais. O papel das velhas cartas, por exemplo, pode ser muito frágil devido ao alto conteúdo de 
ácido. Primeiro é necessário retirar o ácido destes documentos, depois são colocadas em pastas livres 
de ácido; algumas são cobertas com Mylar para mais proteção (N.T.: Mylaré a marca registrada de 
uma forte película de poliéster que tem resistência térmica e propriedades de isolamento. O Mylar é 
utilizado  em fitas  magnéticas,  dielétricos  do  capacitor, empacotamentos,  blueprints  e  em  baterias 
magnéticas). Por motivos de segurança, muitos documentos estão armazenados fora desse lugar, e os 
Arquivos ampliaram sua capacidade de armazenamento  fazendo uso do espaço do porão do prédio
onde o Escritório de Serviços Gerais – ESG tem os escritórios, e em outros espaços em Nova Jersey 
e nas Catskills (N.T.: serie de montanhas localizadas a 100 km ao norte-noroeste da cidade de Nova 
York).Estes documentos podem ser disponibilizados aos pesquisadores conforme se fizer necessário. 
A abundância  e  a  variedade  dos  recursos  são  extraordinárias  e  ainda  mais se  levarmos  em 
consideração  seu  começo  precário.  Nell  Wing,  a secretária  de  Bill  durante  muitos  anos, 
frequentemente  contava  a  história  de  seus esforços  para  assegurar  que  fossem  guardados  e 
preservados  os  documentos  de  grande  importância histórica.  Seu  trabalho,  não  oficial, como
arquivista começou já em  1955, quando Bill  estava  considerando a possibilidade de  escrever uma 
historia de A.A. Ele, Nell e Ed. B., um escritor contratado para ajudar a realizar o projeto, reuniam-se 
nos fins de semana em Stepping Stones (a casa de Bill e Lois em Westchester, Nova York) para os 
trabalhos preliminares de investigação e redação. Numa entrevista com vários membros do pessoal 
da Grapevine,Nell disse: “A Ed não lhe parecia necessário guardar todo esse material. Na medida 
em que ele ia revisando os folhetos e as cartas, a  maioria deles era jogada no lixo; e eu lhe dizia: 
‘Ed, não podemos jogar tudo isso no lixo. Eu sabia  por experiência que cada carta continha pelo 
menos  cinco  boas  ideias.  Mas,  Ed  acreditava  que grande  parte  daquele  material  já não tinha 
importância alguma. Assim, deixei de discutir com ele. Mas quando Ed ia embora depois da sessão, 
eu apanhava o material jogado no lixo e voltava a coloca-lo no seu lugar. Se não tivesse feito assim, 
posso lhes assegurar que se teriam perdido muitos materiais. E também de interesse que, nos fins da 
década de 1980, por não dispor de muito espaço, um  dos gerentes do escritório decidiu jogar fora 
tudo que tínhamos acumulado nos últimos dois anos. Protestei com veemência. Disse a ele: ‘Traga os para mim e eu verei o que pode ser feito’.Senão, quem sabe? Mas, as pessoas do nosso país não 
aprecia a importância dos arquivos históricos. Somos pessoas do agora; não pensamos no futuro. 
Isso  é  o  que  Bill  tinha  de extraordinário, o  reconhecer  com tanta clareza a  importância do
passado”. 
De acordo com Nell, “Bill percebeu a necessidade de preservar os documentos de A.A. desse
quase o começo da Irmandade.  No  começo  dos  anos  de  1950,  Bill  viajou  a  Akron,  Cleveland  e 
Chicago com um gravador para entrevistar os membros pioneiros e os amigos não alcoólicos”.O 
objetivo imediato era recolher uma seleção de histórias para uma proposta segunda edição do Livro
Grande, mas a vantagem em longo prazo foi criar uma base para uma biblioteca histórica no ESG. 
Numa  carta  escrita  em  1954 com  a  finalidade  de  pedir  histórias orais,  Bill  disse: “Peço-lhes  que 
façam uma gravação das suas experiências e lembranças dos primeiros dias... Podem fazer um bom 
começo contando sua historia pessoal... Espero que entrem em detalhes a respeito das dificuldades 
desses dias assim como do estado de humor, e relatem tantas anedotas quanto lhes seja possível. 
Não é difícil preparar uma lista de dados. O difícil é captar o ambiente onde tudo acontecia, e os 
materiais anedóticos irão fazer com que essas experiências ganhem vida”. 
Bill sempre teve uma compreensão profunda da história e acreditava que os Arquivos de A.A. 
eram necessários “...  para assegurar que  a  informação  seja correta  e que  o  mito  não  prevaleça 
sobre os fatos no que se refere à história da Irmandade”. Infelizmente, como contou Lois, a mulher 
de  Bill,  na  cerimônia  de abertura  dos  Arquivos,  grande  parte  da  correspondência  e  outros 
documentos dos primeiros anos não foram guardados “porque estávamos muito ocupados tratando 
de levar ajuda aos alcoólicos e as suas famílias”.  Bill sempre percebeu a importância teórica dos 
Arquivos, disse Lois, “mas não era muito bom na hora de coloca-lo em prática”.E Tom S., antigo 
Custódio, lembra-se de ter  ido visitar  Bill  no escritório num  dia  em que  ele  estava procurando
alguma coisa em seus arquivos e não conseguindo disse “sou um desastre”.
Tais  experiências motivaram  a  Tom S.  e  ao  seu companheiro  Custódio  George  G.,  a 
recomendar enfaticamente que fossem estabelecidos os Arquivos Históricos. No começo da década 
de 1970, um incêndio no edifício onde então se encontrava  o ESG, serviu para chamar a atenção dos 
Custódios de forma dramática, sobre os perigos de perder documentos e artigos de vital importância 
histórica.  Foi  formado  o  Comitê de  Arquivos  Históricos  dos  Custódios  em  1973, e  no  outono  de 
1975, foi celebrada a abertura oficial dos Arquivos localizados em três salas do oitavo andar da 468 
Park  Avenue  South  de  Nova  York,  onde  se  encontrava  o Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG. 
George G., coordenador do Comitê de Arquivos Históricos, presidiu a cerimonia, e Lois, Tom S., e o 
então presidente da Junta de Serviços Gerais, o Dr. John L. Norris pronunciaram algumas palavras. 
Uma das primeiras responsabilidades do Comitê dos Custódios foi a de aumentar a coleção de 
experiências gravada dos membros pioneiros. Ao mesmo tempo, Nell Wing ia recolhendo histórias 
dos Grupos, escrevendo  aos Grupos perguntando-lhes  como tinham  começado  e quem  foram seus 
fundadores  (*)“como cresceram, quais pessoas ajudaram, datas, anedotas a respeito das pessoas e 
eventos, cooperação com a comunidade, problemas dos Grupos – qualquer coisa que pudessem ter 
guardada na memória”. As histórias dos Grupos também são um importante recurso para os muitos 
arquivos locais e de Área que surgiram por toda  a Irmandade nas últimas décadas. A grande maioria 
das Áreas tem agora seus próprios Comitês de Arquivos Históricos e muitos publicaram a história 
das suas Áreas. 
Os princípios espirituais de acordo com os quais vivemos, foram evoluindo ao longo de anos 
de provação. Nossos fundadores cometeram todos os erros possíveis e milagrosamente aprenderam 
com  eles  para  criar  um  conjunto  de  tradições  que  nos  podem  ajudar  a  superar  qualquer  tipo  de 
dificuldade na atualidade. Os Arquivos Históricos  desempenham  um  papel  vital  nas  nossas  vidas, 
preservando  as lições do passado e  colocando-as à nossa disposição, lembrando-nos não apenas  o 
que aconteceu, mas também porque aconteceu. 
Num  artigo  no  número  de  maio  de  1995 do  Box  4-5-9,  Frank  M.,  arquivista anterior,
comentou sobre o papel da história na vida de A.A.:  “Não é uma questão de venerar cegamente o 
passado, mas de apreciar a importância que o passado tem no presente. Na atividade de colecionar 
as  lembranças de  A.A.  percebe-se  um  forte  elemento  de  competição.  Vivemos  numa  sociedade 
materialista,  e as coisas  ‘colecionáveis’ –  seja  figurinha  de  jogadores  de  beisebol  ou  folhetos  de 
A.A., chegaram a ser muito cobiçadas. Temo que tenhamos começado a idolatrar as coisa se perder 
de vista o conteúdo. Os Arquivos Históricos têm outro propósito – o de esclarecer a importância que 
o passado tem para as nossas vidas e de aprofundar  nossa gratidão por aquilo que nos foi dado. 
Não tem a ver com as coisas, mas, sim com a gratidão”. 
(*)PARA SABER MAIS: 
Material de Serviço do Escritório de Serviços Gerais (EUA/Canadá) 
COMO PESQUISAR A HISTÓRIA DOS GRUPOS DE A.A. 
Reproduzido com autorização:http://www.aa.org/sp_pdfs/smf-169_sp.pdf 
Título original: “Cómo investigar la historia de los grupos A.A.”
O departamento de Arquivos do Escritório de Serviços Gerais recebe com frequência 
perguntas a respeito de como os Grupos de A.A. podem escrever a história de seu Grupo. Abaixo, 
seguem algumas das perguntas mais habituais que o Departamento de Arquivos utiliza ao escrever a 
história de um Grupo. É sugerido que os Grupos tentem responder estas perguntas e, se necessário, 
se ponham em contato tanto com os Arquivos do Escritório de Serviços Gerais como com seus 
Arquivos locais para obter informação. Se os Gruposestão desenvolvendo uma história oral, os 
Arquivos do ESG disponibilizam um Kit de História Oral que pode ser utilizado como guia. A 
experiência demonstrou que muitos Grupos acham ser esta ferramenta de grande utilidade. O Kit de
História Oral está disponível dos Arquivos no sítio web do ESG de A.A. em www.aa.org. 

•  Quem ou quais foram os fundadores do Grupo? 
•  Onde e quando foi realizada a primeira reunião? Na ordem cronológica, enumere onde foram 
realizadas as últimas reuniões. Inclua cidade, Estado, prédio, residência, igreja, clube, etc. 
•  O Grupo já estava inscrito no ESG quando os membrosse reuniram pela primeira vez? 
•  Qual é o nome do Grupo? O nome do Grupo foi modificado ao longo dos anos? 
•  O fato que deu origem às reuniões: ... foi o desmembramento de um Grupo de origem; uma 
divisão causada por desavenças ou simplesmente a decisão de alguns membros de A.A. de 
começar um Grupo na sua localidade, etc. 
•  O que fizeram os membros fundadores para informar àcomunidade que se estava formando 
uma nova reunião de A.A.? 
•  Quantos membros assistiram à primeira reunião do Grupo? 
•  Descreva a composição dos membros, por exemplo, somente homens, mulheres, jovens, etc. 
•  Como o Grupo foi crescendo ao longo dos anos? 
•  São feitos frequentemente inventários do Grupo, e têm sido úteis? 
•  Quem ou quais  foram  os  primeiros  servidores  do  Grupo?  Indique,  por  exemplo,  RSG, 
Contato do Grupo, Coordenador/a, Secretário/a do Grupo, etc. 
•  O Grupo criou um Comitê de Serviço? 
•  Algum  membro  do  Grupo  já  teve  participação  no  Distrito,  na  Área  ou  outro  serviço  da 
Irmandade? 
•  Qual é a frequência das reuniões e como foi modificada ao longo dos anos? 
•  Que tipo de reuniões o Grupo celebra: fechadas, abertas, de debate, etc. 
•  Descreva os conflitos e controvérsias que foram surgindo durante o crescimento do Grupo. 
•  Como o Grupo celebra os aniversários de sobriedade de seus membros? 
•  Como o Grupo celebra o aniversário da sua própria fundação? 
•  Descreva como o Grupo colabora com as entidades profissionais (assinando fichas ou cartões 
emitidos  por  Tribunais,  apoiando  reuniões  de  caráter  institucional,  colaborando  com  os 
plantões telefônicos nos Escritórios de Serviços Locais, etc.) 
•  O  Grupo  tem  participado  de  eventos  de  A.A.  especiais,  locais  ou  regionais,  tais  como 
Convenções, Conferências, Ciclos de Estudo, Seminários, Fóruns, Oficinas, etc.? 

1.11.  Um passeio pela história: 
Os Arquivos Históricos do ESG 
Box 4-5-9, Março 2014 (pag. 5-6)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring14.pdf 
Título original: “Una caminata por la historia: los Archivos Históricos de A.A. de la OSG ". 
Eles  vêm  de  lugares  tão  distantes  quanto  a  Ucrânia e  tão  próximos  como  o  bairro  do 
Brooklin, em grupos de até vinte pessoas ou na forma de apenas um Solitário; chegam com muita 
motivação e boa vontade, e ás vezes por sugestão feita por seu padrinho, para visitar as instalações 
da “Sede de A.A.”. Dia após dia, em números a cada vez maiores, chegamos visitantes ao Escritório 
de Serviços Gerais – ESG, localizado no “Upper West Side”de Manhattan. Muitos dos que fazem o 
percurso  das  instalações  ficam  surpresos  com  a  amplidão  do  espaço  e  igualmente  impressionados 
pelo alcance  e  a variedade dos trabalhos empreendidos e os serviços oferecidos diariamente pelos 
escritórios da Irmandade. Muitos se interessam especialmente pelas tradições e a história de A.A., e 
assim, a maioria das visitas começa – e frequentemente termina - nos Arquivos Históricos de A.A. 
do ESG. 
Ansiosos  por  informação  a respeito  de  Bill  W., o  Dr. Bob,  os  membros pioneiros  e  os 
primeiros amigos e defensores da Irmandade, os visitantes costumam se sentir entusiasmados com a 
vasta coleção de literatura de A.A., que inclui uma impressão de cada edição do Livro Grande (no 
Brasil,  Livro  Azul).  A  riqueza  do passado  do  A.A. está  refletida  no  contexto histórico,  nas 
fotografias penduradas nas paredes, fotos dos cofundadores e dos primeiros amigos de A.A., entre 
eles, o padre Ed Dowling, o sacerdote jesuíta a quem Bill W. considerava um dos seus conselheiros 
espirituais e John D. Rockefeller, cujo exemplo e perspectiva sobre as finanças assentaram as bases 
da Tradição de Autossuficiência de A.A. Fotos de Lois W. e Anne S., esposas dos cofundadores e 
das suas casas em  Bedford Hills, Nova York e  em Akron, Ohio, oferecem uma visão mais ampla 
sobre as vidas dos dois homens responsáveis pela criação e o desenvolvimento de A.A.
Os visitantes tbm podem ver o Prêmio Lasker, outorgado a A.A. pela Associação Médica 
Americana em 1951; exemplares de números atrasados e recentes da Grapevine; livros de recortes de 
artigos sobre A.A. publicados em jornais de 1939 até a década de 1950 e fotos de pessoas, lugares e
acontecimentos  de importância  histórica  para  A.A.  Há também  uma  exposição  internacional  com 
fotos  de  locais  de  reuniões  e  cópias  de traduções de  literatura  de A.A. As  primeiras  traduções do 
Livro Grande incluem: alemão (1952),espanhol (1952)e francês (1963).
Outros itens de interesse especial são a máquina de escrever que foi usada para datilografar o 
manuscrito do Livro Grande; uma cópia emoldurada da carta escrita pelo Dr. Carl Jung, endereçada a 
Bill W. em 1961- carta que aparece na página 330 do livro  “A Linguagem do Coração”(Junaab, 
código  104),  uma  coleção  de  escritos  de Bill  publicados  na Grapevine;  e  o  sofá  em  que  Bill  W. 
costumava  se  sentar  no ESG.  Sentados  neste  sofá  em  contemplação,  procurando  na  biblioteca  a 
multiplicidade de  fotografias  e  amostras  de  objetos dos  primeiros  dias  de  A.A., os  visitantes 
frequentemente  dizem  se sentir  profundamente  gratos e  conectados com  o  extraordinário  e 
improvável passado de A.A. 
Um  dia  típico  nos Arquivos  Históricos  é  um  dia  muito  ocupado,  porque  uma  das funções
principais  dos  Arquivos  Históricos  é  a  de  responder aos  aproximadamente  1.600 pedidos  de 
informações e pesquisas que chegam anualmente feitas por membros de A.A., funcionários do ESG e 
o  público  em  geral.  Além  disso,  o  pessoal  dos Arquivos  Históricos  está  fazendo  um  esforço 
constante para catalogar e armazenar as novas aquisições e para avaliar, organizar e preservar outras 
coleções  de  materiais.  O  pessoal  também  monta  e  mantém amostras  dos  arquivos  e  passa  uma 
quantidade considerável de tempo digitalizando documentos importantes para sua coleção. 
Algumas  perguntas  que chegam  aos  Arquivos  Históricos  são  bastante  fáceis  de  responder, 
mas para responder outras é necessário fazer pesquisas mais minuciosas. Entre  as solicitações  de 
informação  mais  comuns  incluem-se  as  que  tratam  da origem  e desenvolvimento  dos  Passos  e  as 
Tradições  de  A.A.;  histórias  de Grupos,  Áreas  e  estruturas  internacionais;  números  atrasados  e 
edições  anteriores  de boletins,  folhetos  e  outras  publicações;  o  desenvolvimento da estrutura  do 
serviço e as ações das Juntas corporativas e da Conferência de Serviços Gerais desde 1951. 
Entre as principais propriedades dos Arquivos Históricos incluem-se os registros escritos da 
Fundação  do  Alcoólico,  organizada  no  final da década de 1930 para  atender  às  necessidades do
incipiente movimento e precursora da atual Junta der Serviços Gerais. Inclui a correspondência entre 
o ESG e os membros e Grupos pioneiros da América do Norte e outras partes do mundo, e detalha as 
dificuldades com as que A.A. foi confrontada e que foram superadas a través de tentativas e erros. Os 
Arquivos Históricos também tem arquivadas as atas das reuniões da Junta der Serviços Gerais, das 
Juntas corporativas de A.A.W.S., Inc., e Grapevine  e tem uma coleção substancial de materiais de 
áudio, incluindo entrevistas gravadas e gravações de eventos de A.A., tais como as Conferências de 
Serviços  Gerais  e as Convenções  Internacionais.  Há  também  uma  coleção  de  literatura  produzida 
pelo ESG e outras entidades de A.A. e uma quantidade considerável de registros de Grupos. 
Também está abrigada nos Arquivos Históricos uma vasta coleção de recortes de imprensa e 
de livros que tratam tanto de A.A. como de alcoolismo e oferecem aos interessados a oportunidade 
de formar uma ideia do desenvolvimento e a evolução da percepção e compreensão do alcoolismo, e 
como ele tem mudado desde a Fundação de A.A. 
Com  alguma  frequência,  o  pessoal  dos  Arquivos  Históricos recebe  pedidos  de  cópias  das 
cartas  de Bill W. contendo  textos  citados  no  livro  “Na  Opinião  de  Bill” –  Junaab,  código  112;  a 
resposta a estes pedidos apresenta grandes dificuldades para o pessoal, porque, como Bill explicou 
no  prefácio  a  este  livro,  as  citações   foram  retiradas  de  seus  contextos  originais  para  a  sua 
publicação,  e  tem sido  necessário  revisar  alguns  textos  e  até  mesmo  retornar  a  escrevê-los  no 
interesse da clareza; é por isso que é difícil encontrar a fonte original de várias citações.  Em casos 
muito  raros,  é  possível  encontrar  a  carta  solicitada,  e  por  isso quem  apresentou  o  pedido  recebe 
extratos relacionados da carta e não uma cópia da mesma. Ao tomar estas decisões, o pessoal dos 
Arquivos  Históricos segue  as  Normas  para  Fotocopiado  que  foram  criadas  para proteger  a 
integridade física e  intelectual  da  coleção.  Além  disso,  o  objetivo  dessas  normas  também  é  o  de 
proteger o anonimato e a privacidade de nossos membros e cumprir as leis de Direitos Autorais dos 
EUA quando forem aplicáveis à nossa coleção. 
Além disso, cada ano vem aos Arquivos Históricos vários profissionais interessados em fazer 
pesquisa e estudar os vários aspectos da história de A.A. Alguns querem aprender sobre indivíduos 
importantes para a Irmandade. Outros querem saber mais sobre o programa de A.A. propriamente,
incluindo  suas  raízes  filosóficas,  psicológicas  e  espirituais. Embora o  número  possa  variar, 
geralmente ocorrem a cada ano por volta de uma dúzia de pesquisadores que após pedir e obter a 
aprovação do Comitê de Arquivos Históricos dos Custódios tem acesso a determinada propriedade 
inédita. 
O pessoal dos Arquivos Históricos recebe por telefone, correio postal ou eletrônico, pedidos 
de ajuda dos arquivistas ou Comitês de arquivos locais (Áreas, Distritos, Grupos, etc.) que precisam 
de  conselhos  sobre quais materiais selecionar. Para ajudar  os  arquivistas  locais,  os Arquivos 
Históricos  do  ESG  lhes oferecem  o  Libro  de  Trabalho  dos  Arquivos  Históricos  (1),  Guia  dos 
Arquivos Históricos  (2),  e  outros  guias relacionadas  com  preservação  e digitalização, um  kit  de 
histórias orais e outros materiais. 
Três  vezes  por  ano  os Arquivos  Históricos  publicam  um boletim  intitulado  Marcas com
artigos sobre vários aspectos da história do A.A., bem como artigos sobre preservação e manutenção 
da coleção nos arquivos.  Marcas(o nome é provisório, já que ainda não é publicado em português) 
está disponível em espanhol  (3), inglês  (4) e  francês  (5)  e  pode chegar  diretamente  pelo correio
eletrônico para aqueles que se inscreverem no websitede A.A. do ESG - www.aa.org. 
Os visitantes dos Arquivos Históricos frequentemente estão interessados especificamente na 
história de Grupos  individuais e muitos  acabam encontrando-se,  no final de sua turnê pelas 
instalações,  na  biblioteca dos Arquivos Históricos  –  talvez  sentados  no  sofá  de  Bill  -  folheando 
velhos livros de recortes, artigos publicados no passado na Grapevine ou diretórios remanescentes 
procurando informações sobre o  seu Grupo  base  ou  o  Grupo  onde  conseguiram  sua sobriedade. 
Profundamente  curiosos  a  respeito de A.A.  e  seu desenvolvimento,  os  visitantes  também  fazem 
perguntas relacionada com a literatura de A.A., especialmente sobre o Livro Grande, os lemas e as 
orações dos dias pioneiros. Alguns fazem perguntas sobre o uso de medalhões e logotipos, e outros
querem se informar sobre costumes e práticas que sedes envolveram nas reuniões. 
Não importa qual seja a pergunta: os dedicados membros do pessoal dos Arquivos Históricos 
irão  fazer  tudo  o  possível  para  responder  aqueles  que  desejam  aprender  sobre  A.A.  e  sua 
extraordinária história. 

NT (1): http://www.aa.org/lang/en/pdf/products/m-44i_archivesworkbook.pdf(Inglês)
http://www.aa.org/lang/sp/pdf/products/sm-44i_archivesworkbook.pdf(Espanhol) 
http://www.aa.org/lang/fr/fr_pdfs/fm-44i_archivesworkbook.pdf(Francês) 
NT (2): http://www.aa.org/lang/en/en_pdfs/mg-17_archives.pdf (Inglês)
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/smg-17_archives.pdf(Espanhol) 
http://www.aa.org/lang/fr/fr_pdfs/fmg-17_archives.pdf(Francês) 
NT (3): http://www.aa.org/lang/sp/subpage.cfm?page=24(Huellas)
NT (4): http://www.aa.org/lang/en/subpage.cfm?page=24(Markings)
NT (5): http://www.aa.org/lang/fr/subpage.cfm?page=24(Archivages)

1.12.  A origem dos Escritórios de Serviços 
A vanguarda de A.A. 
Box 4-5-9, Ag./Set. 2007 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept07.pdf 
Título original: “Las oficinas centrales/intergrupales: la vanguardiade A.A. 
Em 1946, quando ainda havia muito poucos escritórios de serviços centrais e intergrupais em 
funcionamento  –  somente  Califórnia,  Colorado,  Illinois, Maryland, Nova  York  e  Ohio,  Bill  W., 
comentou no número de junho da Grapevine:  “Seguramente, Deus tem reservado um lugar no céu 
para  cada  um deles”.  Nesse mesmo  momento  estavam-se  abrindo  centros  de  serviços  em 
Massachusetts,  Michigan,  Mississipi,  Wisconsin  e  Alberta  –  o  primeiro escritório  de serviços  no 
Canadá. 
Ainda no começo, Bill W. e o Dr. Bob perceberam que “...para evitar a confusão em regiões 
inteiras,  era  necessário estabelecer  pequenos escritórios,  instalar  telefones  e  contratar  algumas 
secretárias  assalariadas...se  isso  não  fosse  feito, aquele  que  batesse  á nossa  porta  pedindo  ajuda 
não  teria  a  oportunidade  de  se  recuperar”. Os  centros  de  serviço  desses  tempos  sofreram  com  a 
falta  de  dinheiro, espaço  e  mão  de  obra  e  com  a superabundância  de  opiniões  contraditórias; 
entretanto, sobreviveram. 
Assim, quando representantes de muitos dos 500 escritórios de serviços dos EUA e Canadá – J
unto  com  vários  Custódios  da  Junta  de  Serviços  Gerais e diretores  e  membros  de  A.A. World 
Services e da  Grapevine,  venham  se  congregar nos  dias  04  a  09  de  outubro  de  2007 para  o  21º 
Seminário  Anual  dos  Escritórios  de  Serviços  /  A.A.  World Services  no  hotel  Crowne  Plaza  de 
Oklahoma City para compartilhar o espírito e a essência do serviço, irão ter presente que a eficiência 
é  devida  em grande  parte  ao  compartilhamento  coletivo  das dificuldades  que  atravessaram  seus 
predecessores. Como lembra Jan D., antiga gerente do Escritório Central de Serviços de Edmonton, 
Alberta:  ”Hoje dia não em há nada original em A.A. Tudo que  sabemos e fazemos para ajudar o 
alcoólico que ainda sofre a encontrar a sobriedade,foi-nos legado por nossos predecessores, sejam 
eles do Grupo de Oxford ou os trabalhadores dos Escritórios de Serviços que nos antecederam e 
compartilharam  livremente  suas experiências  espirituais,  o  senso  comum  e  o  resultado  de  seus 
trabalhos”. 
Nos  primeiros  dias  de A.A.,  muitos  dos  escritórios  de  serviços,  senão  todos, tais  como 
Chicago e  Los Angeles, começaram com um número de telefone da  casa de um membro de A.A. 
Outras,  na  cidade  de  Nova  York,  Newark,  Nova Jersey,  Toronto  e  Ontário,  para  citar  algumas, 
começaram  em  salas  de  clubes  que  serviam como  centros  de  atividades  de  A.A.  Às  vezes  esses 
clubes eram utilizados como centros de distribuição da literatura de A.A. e mais tarde começaram a 
oferecer outros serviços. Com o passar do tempo, as entidades de serviços chegaram a separa-se dos 
clubes.  Hoje  em  dia,  os clubes  não  estão  afiliados a  A.A.  Num  surpreendente  número  de  lugares, 
notadamente no norte da região central dos EUA e no Canadá, os comitês de serviços dos escritórios
existiram muito antes de se estabelecerem os próprios escritórios – e muitos ainda são constituídos 
dessa maneira. 
No começo existia o Comitê Central de Cleveland, Ohio, onde, em outubro de  1939, pouco 
mais de quatro anos depois do encontro histórico de Bill W. e o Dr. Bob, um grupo de sete membros 
se reunia mensalmente para coordenar os trabalhos de hospitalização e apadrinhamento. O Dr., Bob 
não  somente  apoiava  como  também  participava de suas atividades.  Conforme  conta  Dan  K.,  de 
Akron, “O Dr. Bob desempenhava um papel muito importante nesse comitê. De vez em quando, nas 
reuniões os participantes se metiam em debates acalorados e gritavam como se fossem bêbados num 
bar.  Certa  vez  o  Dr.  Bob  fez  o  grupo  se  calar  e  disse: ‘Cavalheiros,  tranquilos.  Ainda  somos 
membros de A.A. Apliquemos os princípios de A.A. nestas reuniões de negócios (N.T.:é assim que 
se  designam  as  reuniões  de  serviço nos  EUA). Os  senhores  são  servidores  do  grupo  e  estão  aqui 
presentes para ouvir as ideias formuladas pelo comitê. Deixem que cada um fale na sua vez e sem 
interrupção.  Celebremos  esta  reunião  de  negócios  como  um  serviço  ao Senhor  e  aos nossos  
companheiros’. Depois disso, não houve mais entreveros na presença do Dr. Bob”.
Pouco tempo depois, em 1943, Columbus, Ohio, estabeleceu um centro de serviços que hoje é 
conhecido  como  o  Intergrupo  da  Irmandade.  Na  cidade próxima,  Akron,  onde  nasceu  A.A.,  foi 
aberto  um escritório  Intergrupal  em  abril  de  1954. Seu  primeiro  boletim  mencionou  o  dia  18  de 
novembro  daquele  ano  como  “Dia  da  Gratidão”. A  capa  do  boletim, com  letras  escritas  a mão,
testemunha a dedicação do pequeno escritório, o qual, com um mínimo de ajuda econômica, estava 
disposto a fazer tudo o que fosse preciso para levar a mensagem de sobriedade de A.A. 
Bill W. relata que o primeiro centro de serviços organizado surgiu em Chicago, onde uma AA 
chamada Silvia aproveitava seus cheque mensais da pensão alimentícia equivalentes a $700 dólares 
(uma quantia bastante grande numa época em que Bille Lois tinham que se manter com $55 dólares 
por semana) para alugar um apartamento em Evanston,um subúrbio de Chicago, e também local da
primeira  reunião  de  A.A.  celebrada naquela  área.  Chegaram  tantas  chamadas  telefônicas  àquele 
escritório que a secretária de Silvia, Grace Cultice, não alcoólica, logo chegou a ser utilizada para 
todos os serviços. 
Em  1941,  depois  da  publicação  do  artigo  de  Jack  Alexander  relacionado  com  A.A.  no 
semanário  Saturday  Evening  Post,  o apartamento  de  Silvia  converteu-se  em  algo  parecido  com  a 
Gran Estação Central; então alugaram um pequeno escritório no Loop, e Grace foi instalado alium 
Intergrupo para levar aos solicitantes as atenções  do Décimo Segundo Passo, hospitalização e outras 
ajudas. 
O primeiro centro de serviços de Nova York funcionava de maneira oficiosa num clube na 
Rua  24  em  Manhattan.  Estabeleceu-se  o  primeiro  Comitê Central,  mas  não  se  estabeleceu o
Intergrupo até junho de  1946 quando já havia 22 grupos na área metropolitana.  De acordo com o 
arquivista Wally P., “Devido aos constantes conflitos no clube, o Intergrupo mudou-se em novembro 
para um armazém na Rua 75 oeste, e a partir desse momento, a ordem começou a surgir do caos”. 
No começo, apenas a metade dos grupos se inscreveram no Intergrupo e contribuíram para sufragar 
os gastos. Porém, em  1951 todos os grupos do distrito estavam cumprindo a promessa de ajudar a 
manter o escritório. 
Na ata de uma reunião dos delegados da Associação Intergrupal de Nova York, em janeiro de 
1950, aparece uma anedota narrada por Bill W. Diz que  “uma mulher chegou ao programa dizendo 
‘meu nome é Toodles e apenas me restam meus últimos três milhões de dólares’.Toddles alcançou a 
sobriedade,  mas  morreu  subitamente  de  diabete  e  legou  a  A.A.  dez  mil  dólares.  A  fundação  do 
Alcoólico (desde  1954,  conhecida  como  Junta  de Serviços  Gerais  de  A.A.), tinha  aprovado 
anteriormente uma resolução para não aceitar dinheiro de indivíduos nem de entidades alheias à 
Irmandade  – diferentemente  de  hoje  em  que  se  permite  aos  membros  contribuir  com  a  quantia 
máxima de três mil dólares ao ano e legar em testamento a mesma quantia uma única vez, não em 
perpetuidade. Entretanto, uma vez que o dinheiro tinha sido legado ao Intergrupo”.Bill W. Foi da 
opinião de que “o dinheiro é seu e podem fazer com ele o que bem entenderem”.
O Escritório Central de Los Angeles teve início em 1944. Um veterano, sóbrio desde  1940 
conta que  “naqueles dias não era fácil encontrar A.A. e fazíamos o possível para que continuasse 
assim. Um grupo cuidadosamente selecionado entre clérigos, juízes e policiais sabiam da existência 
de  A.A.;  nosso  número  de  telefone  não  aparecia  na  guia  telefônica  e somente  podia  ser  obtido 
chamando a informação. Sabíamos assim, que todo iniciante que conseguiu nos encontrar tinha feito 
o suficiente esforço para nos convencer de que sinceramente desejava a sobriedade”.Em Newark, 
onde tinha sido compilado o Livro Azul no escritório de Hank P., sócio de Bill W. durante algum 
tempo. Hank foi o primeiro secretário assalariado,  trabalhando em tempo integral no Intergrupo de 
New Jersey, desde 1944 até 1949. Em Charleston, Carolina do Sul, foi utilizada a palavra Intergrupo 
pela primeira vez em  1953. A associação teve origem no primeiro centro de tratamento do estado, o 
Centro Alcan, Inc., alcunhado de “espelunca dos treme-tremes”.
Em abril de  1951, quando se celebrou a primeira Conferência de Serviços Gerais, existiam 
pelo  menos  16  escritórios  centrais  e  intergrupais  que  serviam  aos  grupos  locais.  Uma  vez que 
nasceram  antes  da  estrutura  de  serviços gerais  ser  criada  e  desempenharam  funções  diferentes,  na 
formaram  parte  da  estrutura  de  A.A.  (com exceção  de Chicago,  onde  o  Escritório  de Serviços  da 
Área e o Comitê de Área, são efetivamente a mesma entidade). Às vezes, ao longo dos anos, vários 
serviços  coincidiram  parcialmente, especialmente  nos  casos  em  que  as  duas  entidades  prestavam 
serviços  semelhantes;  entretanto,  com  o  tempo, devido  à  experiência  compartilhada e  à  melhor 
comunicação,  em  muitos  lugares  os  Intergrupos  e  os  Serviços  Gerais  chegaram  a  trabalhar 
harmoniosamente em equipe. 
Uma vez que os escritórios centrais e intergrupais são estabelecidos e mantidos pelos grupos, 
não têm autoridade  própria. Cada escritório é único e reflete  as necessidades e  os  desejos  da 
comunidade  onde  se  localiza  e  é  responsável  ante  os grupos  a  quem  serve.  De  forma geral,  cada 
grupo tem um representante de intergrupo, e estes representantes se reúnem para eleger um comitê 
diretivo ou uma diretoria encarregada da administração do escritório e manter informados os grupos. 
Um  fluxo  constante  de  informação  é  essencial  porque os  grupos  são  totalmente  responsáveis pela
manutenção financeira  do escritório  que  lhes  serve, e  os  membros  dos  grupos  locais  se 
responsabilizam e se oferecem para fazer o trabalho do Décimo Segundo Passo. 
Os escritórios  centrais  e  intergrupais  e  os  serviços  gerais  se  mantém  unidos  em  razão  do 
nosso  Segundo  Legado,  a  Unidade.  Porém,  o que inicia essa cooperação  e  harmonia  –  vitais  para 
levar  a  mensagem  ao  alcoólico  que  ainda  sofre  e  ser sensíveis  às  necessidades  de  que  se está 
recuperando em  A.A.,  é  a  comunicação.  Muitos  escritórios  locais  publicam  folhetos  e  outros 
materiais  informativos  que  comunicam  a experiência compartilhada dos  intergrupos  e  escritórios 
centrais  dos  EUA  e  Canadá  e  internacionais.  Nestes  guias  define-se  o  intergrupo  como “um 
escritório de serviços de A.A. que supõe um interesse e um esforço comuns entre os grupos de uma 
comunidade  –  tal  como  os  grupos  de  A.A.  o  supõem  entre  os membros individuais. Estão 
estabelecidos para levar a termo certas funções que podem ser desempenhadas com maior eficácia 
através de um escritório centralizado....  
Existe  para  ajudar  os  grupos  a  realizar  seu  objetivo 
primordial de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre”. 


I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)