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O Grupo / A vida em Grupo
2.1.  A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A. 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1987 (pág. 8-9) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf 
Título original:“Transición do los Centros de Tratamiento en el Mundo de Afuera”
Para o alcoólico que começa uma vida de sobriedade,fazê-lo através de uma instituição de tratamento tem vantagens como, ficar durante algumas semanas num ambiente protegido, isolado das responsabilidades  cotidianas ou ser  “convidado”a uma nova vida sóbria, seguindo uma rotina de assessoramento entremeada  com  reuniões,  Passos  e  lemas  de  A.A.  É  um  mundo  relativamente seguro.  Entretanto,  por  estranho  que  possa  parecer, há  também desvantagens  originadas  por  essa mesma  segurança.  Para  o  principiante  que  vive  em  um ambiente  regulamentado  e  protegido,  o mundo lá fora, que a toda pessoa recentemente sóbria lhe parece ameaçador, tende a ser ainda mais assustador. Com frequência, ele ou ela dizem, “Não posso voltar a tudo isso sem tomar um gole”. O desafio  de  ir  para  casa  e  retomar  seus  assuntos  pode-lhes  intimidar  e  desanimar.  Muitos  não  têm sucesso. Entretanto, outros são bem-sucedidos e conseguem passa por este difícil período de transição por várias razões, das quais poucas são fortuitas.  Com muita frequência, através de assessoramento, de  seus  esforços  para  compreender  os  três  primeiros Passos  de  A.A.,  da  assistência  assídua  às reuniões  que  os  Grupos locais  levam  à  instituição  e da relação  com  seu  padrinho  interino  ou  de contato,  os  principiantes  encontram  menos  dificuldades  neste  período  de transição.  Ainda  assim, frequentemente  os  principiantes  não  chegam  a  aproveitar  alguns  ou  muitos  destes  fatores.  Como parte de um esforço para nos informar sobre o que funciona – e não funciona, solicitamos a alguns AAs sóbrios de todas as partes dos EUA e Canadá que haviam estado internados em instituições de tratamento, que compartilhassem suas experiências com nós. Todos com quem falamos já tinham algum pequeno conhecimento de A.A. antes de ingressar na instituição – uma visita de Décimo Segundo Passoque não surtiu efeito, uma conversa com um amigo membro da Irmandade, um encontro fortuito, etc. Na instituição todos se informaram de uma forma  mais  significativa  a  respeito  de  A.A.,  em  quase  todos  os  casos,  através  da  assessoria e  das reuniões que os Grupos locais levavam à instituição. Com menos frequência, aos pacientes lhes era possível ampliar sua experiência visitando Grupos de fora. A  maioria  dos  que  responderam o  questionário  disse  que  alguns  de  seus  conselheiros  na instituição eram também membros da Irmandade. Porém, em poucos casos existia um programa de apadrinhamento  de  contato  regular  ou eficaz. De maneira  geral, os Grupos  que  iam  à instituição pouco se esforçavam para incentivar a ideia de padrinhos interinos. “É uma pena, porque ao ser dado de alta a pessoa se sente solitária e nervosa”, diz Buck T., de Atlanta, Geórgia. Na instituição em que esteve nunca foi feita menção ao padrinho interino nem ao de longo prazo. “Teria sido muito útil para mim ter um padrinho de contato mesmo que fosse apenas que me levasse a uma reunião”.Esperou umas seis semanas para conseguir um padrinho, e o fez “porque um amigo me disse que assim o fizesse”.Dave P., de Las Vegas, Nevada, escreveu: “Na instituição nos diziam que era uma boa ideia conseguir um padrinho entre os membros dos Grupos de A.A. que conduziam as reuniões, mas não diziam como fazê-lo. Naquele então, não sabia escolher”.Dave diz que voltou a beber, e passados alguns anos, retornou a A.A. e conseguiu um padrinho imediatamente. “Lá lhes falta o apadrinhamento”,diz Robert B. de  Little Rock, Arkansas,  “é por isso os perdemos”. A instituição onde ele esteve faz sete anos, ainda não  tem  um  programa  de apadrinhamento de contato. “Eu fui o único a conseguir um padrinho, e até agora nenhum dos meus antigos  companheiros  do Grupo  da  instituição  se  encontra  sóbrio”.  Robert  informa que frequentemente trata de iniciar programas de apadrinhamento de contato em várias instituições e que “funciona durante algum tempo, mas depois falha”. Alguns  membros compartilharam  conosco  uma  experiência  diametralmente  oposta.  Nancy K.,  de Rogers,  Arkansas  diz:  “Na  instituição  onde estive,  se  insistia  muito no  básico  de  A.A. Obrigavam a ter um padrinho antes de sair”.Pediu a uma amiga, membro de A.A. já fazia muitos anos, que fosse sua madrinha; mas, se não houvesse sido possível, diz, poderia ter escolhido entre as muitas candidatas que havia nas reuniões a que assistia, dentro e fora da instituição. De forma parecida, Alberta B., de Scarborough, Ontário, Canadá, conseguiu uma madrinha antes de ser dada de alta numa instituição que salientava a importância do apadrinhamento. De fato, pediu  à  pessoa  que  lhe fez  uma  visita  de Décimo Segundo Passo que aceitasse  ser sua madrinha; entretanto, “poderia ter conseguido uma imediatamente na instituição”,diz.  “Recomendavam-no, e eu queria ter uma madrinha para assegurar-me que estava fazendo o apropriado”. Cada  um  dos  tiveram  um  padrinho  ao  receber  a  alta disse  que  ter  umamigo  durante  as primeiras semanas ou meses de sobriedade facilitou  a transição. Uns poucos disseram que sem um padrinho  teriam  voltado  a  beber.  Alguns  informaram que  as  instituições  que  não tinham um programa de apadrinhamento quando eles estavam em tratamento, agora têm, e eles participam desse programa. Sem exceção alguma, entre os que responderam, os Grupos de fora acolheram esses pacientes com sinceridade, generosidade e bondade. “Deram-nos as boas vindas calorosamente”, diz Ellis C., de Southbury, Connecticut. “Ainda lembro esses dias como algo maravilhoso. Nunca fomos mais de cinco ou seis a um Grupo; a instituição não queria inundar as reuniões com pacientes, e o secretário sempre sabia que íamos assistir à reunião”.Sempre havia quem, para recebê-los, fazia com que sentissem que A.A. era tanto para eles como  para  outros  principiantes.  Em  alguns  casos,  os principiantes  provenientes  das  instituições locais  constituíam  a maioria na reunião,  mas,  mesmo assim,  não  havia  dúvida  de  que  eram  bem vindos. A maioria dos que responderam, disseram que o problema principal que tinham era o álcool. Alguns que tinham problemas com o álcool e as drogas, disseram que não encontraram dificuldade em chegar ao entendimento do programa de A.A. tendo em conta a Quinta Tradição. “Comecei com a bebida, acabei com a bebida; não me envolvo em nenhuma controvérsia. A.A. é  ‘o’ programa; os demais derivam dele”,diz Dave P., de Las Vegas, Nevada. Robert B. de Little Rock, Arkansas, um médico que tinha também problemas com drogas, está  de acordo.  “Meu padrinho me fez entender que se resolvia meu problema com o álcool, os outros problemas se resolveriam por si mesmos, e assim foi”. A transição da instituição de tratamento para a vida de A.A. lá fora parece ser mais fácil para os principiantes se a instituição está localizada na área onde residem, mesmo que apenas seja porque já “quebraram o gelo”assistindo às reuniões locais. Mas este não é o fator principal no “alisamento do terreno”.O que mais ajuda é as boas vindas calorosas dos Grupos locais, de que falava Ellis G. Nenhum dos que responderam nos comunicou nenhuma experiência negativa, embora alguns tenham dito que eram “solitários”e resistiam a se “agregar”.Nossos comunicantes também disseram que não sentiam “nenhum conflito”  de lealdade ao receber  a  alta,  entre  a  instituição  de  tratamento  e A.A.  Todos  explicaram  que  sua  instituição  era “pro-A.A.” e por isso não podia surgir conflito algum. Pelo contrário, Donna H., de Las Vegas, disse que enquanto participava do programa de pos tratamento, que dura nove semanas, dirigido pela sua instituição  “aprendi a compartilhar com franqueza. Meu conselho é fazer o mesmo nas reuniões de A.A. De outra maneira, não iria conseguir abrir a boca”.Muitos  disseram  que  as  experiências  daqueles  primeiros  dias  infundiram  neles  um forte desejo de ajudar todos os principiantes, especialmente àqueles que estavam tratando de orientar-se no terreno pouco conhecido da sobriedade, no ambiente protegido de uma instituição de tratamento. “Acredito  que o mais importante é  ser  amigável  e  acolhedor,  e  demonstrar  interesse  e carinho profundos”, disse  Laure  C., de  Woodbury,  Connecticut.  “Toda  vez  que  falo numa instituição, ouço os comentários dos pacientes.  Ofereço-me imediatamente como amigo, para que percebam que lá fora há pessoas dispostas a ouvir e ajudar”.

2.2.  Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes 
Box 4-5-9, Oct. Nov. / 1998 (pág. 4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov98.pdf 
Título original: “Hagamos que los principiantes se sientan especia1es- no diferentes” 
“’Se você é recém-chegado ou está retornando’,  disse o secretário do meu Grupo base pouco 
antes do intervalo da reunião, ‘não se incomode em fazer alguma contribuição. Precisamos de você, 
não do seu dinheiro’. 
“Devo ter ouvido estas palavras centenas de vezes e nunca gostei”,diz um membro da costa 
Leste,  “mas esta vez percebi repentinamente do porquê. Está-se dizendo aos recém chegados que 
são diferentes e únicos e não tem que participar da Sétima Tradição de A.A. ‘Meu Deus’, disse para 
mim ‘aqui temos toda essa gente nova que já se sentem como sendo de outro planeta e lhes dizemos 
que fiquem – seja diferente, você não é um dos nossos. Que maneira triste de excluí-los do que se 
supõe que vai ajuda-los a se sentir incluídos!’”
“A Sétima Tradição”,destaca este membro,  “não trata apenas da autossuficiência, mas da 
participação também: ‘Admitimos... Entregamos nossas vidas... Somos autossuficientes... Claro que 
muitos  chegamos quebrados  (embora,  milagrosamente,  sempre  dava  um  jeito  para  comprar  um 
trago)’. Naquele então, colocava na sacola moedas de cinco ou dez centavos e guardava as notas de 
Dólar para comprar cigarros; mas pelo menos participava. Ninguém me disse para não fazê-lo, mas 
se esperava que o fizesse. Ao colocar as moedas na sacola me sentia como uma parte importante do 
Grupo – como se fosse um personagem rico que estava colocando uma nota de mil dólares. Estava 
participando do meu Grupo base e sobre esta base estava construindo minha sobriedade. 
Minhas  ações  me  converteram  e  uma  parte  de  A.A.  Tinha  a sensação  de  pertencer.  Era 
membro porque eu assim o dizia e fazia. Pela primeira vez este egoísta, egocêntrico queria dar não 
apenas aos principiantes, mas à totalidade de A.A.  – ao meu Grupo, minha Área, meus Escritórios 
de Serviços Locais e Gerais, dar de todo coração e do meu bolso. Como disse Bill W.,‘há um lugar 
onde se misturam o espiritual e o material: a sacola’.  Em nossa Irmandade, o dinheiro é espiritual: 
uma moeda de dez centavos que coloco na sacola, me  é devolvida transformada em amizades, em 
família e na oportunidade de servir. Todos ao meu redor faziam o mesmo, e percebi que estava em 
meu lugar. Em poucas palavras, dizer ao recém-chegado ‘precisamos de você e não do seu dinheiro’ 
é uma bobagem. Necessitamos os dois: os recém chegados e que eles saibam que forma parte da 
nossa Irmandade e que a totalidade de A.A. precisa ser autossustentada. 
E todas as vezes que os alcoólicos mesquinhos que já levamos algum tempo sóbrios deixamos 
passar  de longe  a  sacola,  parecendo  que  o  ato  de  enfiar  a  mão  no  bolso  é  um  exercício  muito 
violento?  Muitos  de  nós  evitamos  a  sacola,  mas  no  fim  do ano  renovamos  o  contrato  com  a 
academia  ou  saímos  com  nossos  amigos  a  tom cappuccinos de  cinco  Dólares.  Sei  que  quando 
bebia gastava de 40 a 100 Dólares por noite; agora que estou sóbrio tornei-me poupador Às custas 
de A.A. 
“Uma  vez  que  não  sou  o  único,  meus  queridos  amigos, o  que lhes  parecem  as  seguintes 
palavras para abrir a reunião?‘Em A.A. não temos nem cotas nem honorários, mas temos gastos e, 
se você é recém-chegado ou está retornando agradecemos sua participação – sua contribuição ajuda 
este Grupo autossustentável e a manter abertas as portas de A.A. a todos que sofrem de alcoolismo’”. 

2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo 
Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2013 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall13.pdf
Título original: “¿Tiene su grupo um coordinador de literatura?”
Desde  a  publicação  do  Livro  Grande  (nosso  Livro  Azul  -  Junaab,  código  102)  em  1939,  a literatura de A.A. tem levado a mensagem a incontáveis alcoólicos ao redor do mundo – e o fez sem as costumeiras estratégias mercadológicas e de publicidade que editoras alheias costumam empregar, e que são consideradas fundamentais para qualquer empreendimento editorial. Então, como isso foi conseguido? Os livros, os folhetos e outros materiais de serviço chegam às mãos dos alcoólicos agradecidos que precisam deles. Nossa mensagem básica na forma impressa é levada eficazmente de uma comunidade de A.A. para outra. A literatura facilita soluções de forma clara e concisa àqueles que sofrem nas garras do alcoolismo. Há muitos que digam que – como a maioria das coisa sem A.A., tudo começa no Grupo, onde os principiantes, céticos e ainda tremendo, são introduzidos aos muitos recursos úteis de A.A. Por isso  cabe  perguntar,  seu  Grupo  tem um  coordenador  de  literatura?  Alguém  que  possa  ensinar  aos seus companheiros de Grupo a ampla variedade de materiais  aprovados   pela Conferência de Serviços Gerais,  recomendar  materiais  aos  principiantes  interessados  que  procuram  uma identificação imediata,  e  instalar  expositores  de  literatura  ou  reunir  materiais  em  um  pacote  especial  para  os recém-chegados? A Conferência de Serviços Gerais de  1968  (EUA/Canadá),reconhecendo a importância de incentivar os Grupos a indicar coordenadores de literatura, aprovou uma Ação Recomendável que diz:  “Com  a  finalidade  de  reforçar  nossa  rede  de representantes  de  literatura  e  assegurar  que  a literatura esteja disponível nas reuniões, incluindo catálogos e formulários para fazer pedidos de livros e cassetes  que os  membros  individualmente  desejem  conseguir,  é  sugerido que os Grupos nomeiem coordenadores de literatura”. Porém, a alguns Grupos não conseguem sempre seguir esta sugestão com facilidade. Em uma assembleia celebrada em 2011, Laura V., Delegada da Área 38 descreveu a situação a situação do seu Grupo base em Sikeston, Missouri, situação estaque ela espera ver mudar. “Deixem-me começar  dizendo  alguma  coisa  a  respeito  do  meu  Grupo  base. Somos aproximadamente de 20 a 25 membros e, no máximo, deseis a oito participam da reunião de serviço mensal. Na época das eleições costuma ser difícil preencher todos os encargos e o de coordenador de literatura não é considerado prioritário. A compra de literatura é difícil porque o Escritório de Serviços Locais mais próximo fica a 240 km de distância e, ás vezes acrescentamos o nosso pedido ao de outros Grupos do Distrito. Além disso, frequentemente andamos curtos de dinheiro e temos apenas o suficiente para pagar o aluguel e cobrir outros gastos; por isso, temos que aguardar juntar fundos suficientes para fazer um pedido. Não  digo  isto  para  ganhar  simpatias, mas  para  passar-lhes uma imagem realista dos desafios que  muitos Grupos  rurais  da  nossa  área  enfrentam  e talvez  alguns  pequenos Grupos metropolitanos também”. Entretanto, Laura não está satisfeita com  essa imagem de A.A. no seu povoado e continua dizendo: “Mas, como seria  meu Grupo se tivesse um coordenador de  literatura  que  pudesse participar do comitê de literatura onde teria condições de coordenar um pedido de literatura junto com outros coordenadores de literatura de seus Grupos. E, se estes coordenadores de literatura de Grupo e Distrito pudessem participar de um comitê de literatura da Área com seus companheiros e ajudar os membros a se informar a respeito da literatura disponível aprovada pela Conferência e a participar no serviço da Área? Acredito que a literatura chegaria a ser uma parte mais acessível e dinâmica dos nossos Grupos”,concluiu Laura. De  acordo  com  o comentário  de  Laura,  pedir publicações  aprovadas  pela  Conferência  e outros materiais ao Escritório de Serviços Gerais o ao Escritório de Serviços Locais e assegurar que estejam adequadamente expostos nas reuniões de A.A.é apenas um aspecto do serviço de literatura. Estas atividades podem ser ampliadas ao nível de área e Distrito para incluir exposições de literatura focadas no serviço para uma ampla variedade de eventos, entre eles, assembleias de Distrito, fóruns e oficinas.  Alguns coordenadores  de  literatura  de  Grupo  de  Distrito  podem-se  reunir  para  organizar oficinas  e  fóruns  focados  em  algum aspecto  particular  da Irmandade.  Uma  ideia  seria  passar  uma tarde  compartilhando  a  respeito  da  história  de  A.A.,  tal  como  é contado no livro “A.A. Atinge a Maioridade” (Junaab,  código  101)  ou  “O  Dr.  Bob  e  os  Bons  Veteranos”  (Junaab,  código  116). Alguns Grupos organizam sessões para assistir vídeos e filmes de A.A. para celebrar o aniversário do Grupo, come está descrito no seguinte estrato de um artigo publicado no número de janeiro de 2001 da revista Grapevine a respeito do Grupo Aceitação de Montreal, Canadá: “Faz  alguns  anos,  para  comemorar  o  nono  aniversário do  nosso  Grupo,  a última  quarta feira do mês de maio, decidimos celebrar de uma maneira especial, diferente do que costumam fazer outros Grupos da Área de Montreal. No lugar de comprar um bolo enorme e convidar para falar um membro de tropecentos anos de sobriedade, convidamos nosso cofundador, Bill W. para vir a contar sua própria história. Pedimos ao Escritório de Serviços Gerais de Nova York uma cópia em 16 mm do filme  “A História de Bill”,  alugamos uma sala grande e servimos batatas fritas,pipoca, refrigerantes, chá e café. Assistiram entre 75 e 100 companheiros alcoólicos que tínhamos convidado através do boletim da  Área.  Na semana  seguinte,  o  filme  foi  o  nosso  tema  de  discussão.  Para  vários  membros,  esta experiência foi muito comovente e ao ouvir falar o homem que nos tinha salvado a vida, muito não contiveram as lágrimas. Animados por esta experiência, no ano seguinte passamos o curta  “Rap With Us”,um filme aprovado pela Conferência destinado especialmente aos jovens. E no ano seguinte, pusemos o vídeo “Esperança: Alcoólicos Anônimos”. Em cada ocasião, falamos a respeito do vídeo depois de assisti-lo e convidamos os espectadores para fazer comentários a respeito”. Há muitas maneiras de levar a mensagem através da literatura de A.A. e ter um coordenador de literatura é uma maneira de abrira porta. Para  mais  informações  sobre  o  encargo  de coordenador de literatura, consulte o folheto  “O Grupo de A.A. – Onde tudo começa”(Junaab, código 205), ou visite o sítio da Web de A.A. do ESG em www.aa.org para ver os guias sobre a literatura de A.A. 
Para ver o Catálogo digital das publicações da Junaab, acesse: 
http://www.alcoolicosanonimos.org.br/publicacoes/literatura/catalogo-digital.html 

2.4.  O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
Box 4-5-9, Natal / 1988 (pág 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may82.pdf 
Titulo original: “Aquellas Otras Adicciones. El Dilema De Los Grupos De A. A.” 
O afluxo dos drogadictos não alcoólicos às reuniões de A.A. é um assunto que está crescendo e preocupando os Grupos de A.A. dos EUA e Canadá. Os Grupos também estão preocupados com o efeito que os alcoólicos com dupla ou múltiplas dependências podem causar e alterar a essência das reuniões de A.A. Emma G., de Springfield, Missouri, escreveu a respeito da  “infiltração dos drogadictos que têm problema de dupla dependência, de narcóticos e  álcool, porém mais inclinados para a adição aos  narcóticos.  Nas  reuniões  identificam-se  como  ‘dependentes  químicos’ e  ‘drogadictos’. Percebemos que aquele originalmente alcoólico, cujo problema maior é o álcool, está-se tornando cada vez menos visível”. “Aquele  originalmente  alcoólico?”. Sim,  parece  haver  uma  impressão bastante  difundida entre os membros de que o problema da dupla dependência é novo em A.A. Mas no livro “Dr. Bob e os  Bons  Veteranos” (Junaab,  código 116, R$  28,70),  pode-se  ler  “Em  vez  de  tomar  o  drinque matinal,  pelo  qual  ele  ansiava,  Dr.  Bob  mudou  para  o  que  descreveu  como  ‘grandes  doses de sedativos’, a  fim  de  acalmar  as  tremedeiras  que  o  afligiam  terrivelmente.  Ele  contraiu  o  que  nos anos seguintes seria chamado de dependência de remédios ou dupla dependência”(pág. 36/2). Nem era o álcool o único problema do cofundador Bill W. No artigo da edição de novembro de 1945 da Grapevine titulado “Essas bolinhas que enlouquecem”,Bill dizia o seguinte: “A morfina, codeína, hidrato de coral, Luminal, Seconal, Nembutal, Amital, estes, e outras drogas semelhantes mataram muitos alcoólicos, e uma vez quase me mato  com o hidrato de coral. Nem é única no seu gênero  a  minha  própria  experiência,  uma  vez  que  muitos  dos  antigos  AAs  pode  discorrer  com convicção e fervor sobre o tema das‘bolinhas que enlouquecem’”. Aparentemente, as mudanças que estão ocorrendo fora da nossa Irmandade, fazem com que o problema  pareça  mais  urgente.  Referindo-se  a  uma  instituição  de  tratamento  local,  uma  recém chegada  a  A.A.,  Katherine  L.,  da  Califórnia,  escreveu  ao  Escritório  de  Serviços  Gerais  – ESG, o seguinte:  “Os médicos e conselheiros deram ênfase ao fato de  que todos os adictos, fossem adictos ao  álcool  ou  a  outra  substância  química,  eram semelhantes  em  suas  personalidades  e  situação. Somos  todos  adictos;  o  que  varia  é  a  nossa  droga  de escolha”. Ela  continuou  manifestando sua crença  de  que  a  razão  do  porque  se  dava  tanto ênfase ao  álcool  no  começo  da  história da  nossa  Irmandade foi porque era a droga mais comumente usada. As outras drogas não eram tão fáceis de conseguir. Nos  anos  recentes,  chegaram  ao  ESG  numerosas  cartas  nos  contando  a  respeito das instituições  de  tratamento  onde  o  pessoal  trata  tanto  o  alcoólico  com  dupla  dependência  como  ao drogadictos não alcoólico como  “dependentes químicos”. Essas instituições podem aconselhar estes dois tipos de pacientes que assistam às reuniões de A.A. Alguns  Grupos,  através  do  seu  Comitê para Instituições  de  Tratamento  –  CIT,  trataram  de explicar a essas instituições que não é a intenção  de A.A., como  Irmandade, ser exclusivista; más que, afim  de  ser  efetivos  com  os  alcoólicos  que  procuram  ajuda,  A.A.  evita  as atividades  de propósito múltiplo. Deixa claro que os alcoólicos que têm dupla dependência estão qualificados para ser membros de A.A. e  podem receber ajuda para o seu problema  alcoólico nas reuniões de A.A. Também indicam que existem Irmandades ou associações que prestam ajuda aos que têm problemas com drogas, por exemplo, como Narcóticos Anônimos e outras. Com frequência,  são  ouvidas  queixas  vindas  dos  Grupos  de  A.A.,  que  os  alcoólicos  com dupla adição têm a tendência a dominar as reuniões de A.A. colocando ênfase no seu problema com a droga. Alguns membros de A.A., que não têm essa dupla dependência, se ressentem porque não conseguem  se identificar;  também  sentem  que  as  reuniões  se  desorganizam  e  se  dividem.  Os membros  de  A.A.  ressentem-se  também  com  os  drogadictos  não alcoólicos  que  também  tem  a tendência a dominar as reuniões. Estas duas inquietações refletem-se nas seguintes citações extraídas da correspondência recebida pelo ESG:  De Minneapolis, Minnesota, G.J.L. refere-se à “infiltração”de drogadictos não alcoólicos: “Muitos dos nossos bons membros vão embora desgostosos porque, dia após dia, está-se tornando mais  difícil  encontrar  um  autêntico  grupo  de  A.A.  onde  a  filosofia  não esteja  diluída  até  o ponto onde ‘nosso problema comum’tenha virado uma frase do passado”.Brian  S.,  de  Sydney,  Austrália: “Podem  falar  numa  reunião  aberta  de  A.A.  as pessoas adictas às drogas e que não tenham problemas com o álcool?”. De Lindsay, Ontário, Canadá, Ted H.: “Podem levar a mensagem de A.A. ao alcoólico que ainda sofre as pessoas que deixam por entendido queu sam drogas além do álcool?”. Ao ESG chega inúmeras cartas solicitado um posicionamento, ou “sentença”, em relação a estes  problemas  e  a  muitos  outros,  esperando  que  o  Escritório  dite  uma  sentença  –  até  uma  carta dirigida ao “Corpo de Governo”.Certamente a Segunda Tradição se aplica tanto aos “servidores de confiança” do  ESG  como  aos  membros  dos  Grupos.  Quando  ao  pessoal  do ESG  é  pedido  uma “sentença”, frequentemente  apenas  indicam  onde  pode  ser  encontrada  ajuda  na  literatura  de  A.A. aprovada  pela Conferência, a qual está baseada na experiência da Irmandade acumulada ao longo do tempo. O livro “Doze Passos e Doze Tradições”é citado com frequência e o folheto “As Tradições de A.A. – Como se desenvolveram”, proporcionam uma introdução de fácil compreensão. “O Grupo de  A.A....  Onde  tudo  começa”  é  outra fonte  valiosa.  Por  exemplo,  faz  a  distinção entre  uma “reunião” e um “Grupo”e até indica que as “reuniões especiais”podem satisfazer as necessidades 
especiais dos membros com dupla dependência. No folheto “Outros Problemas Além do Álcool”,Bill W. manifesta sua convicção de que o drogadictos  com história  de  alcoolismo  ativo  está  qualificado  para  ser  membro  de  A.A.,  mas, também conclui que “não há nenhum meio possível para fazer não alcoólicos tornarem-se membros de A.A. Temos que limitar nossa Irmandade aos alcoólicos e também nossos Grupos de A.A. a um único  propósito.  Se  não nos agarrarmos  a  estes  princípios,  certamente  fracassaremos.  E  se fracassarmos, não poderemos ajudar ninguém”.“Outros  Problemas Além  do Álcool” é  a  reimpressão  de  um artigo  que  foi  publicado  pela primeira vez na Grapevine em fevereiro de  1958. Os princípios que Bill recomenda não mudaram, mas  o  alcance  do  problema sem  dúvida  aumentou,  como demonstram  as  estatísticas  dos  nossos membros. Entre 1977 e  1980, a porcentagem de AAs que responderam nosso questionário dizendo que tinham dupla dependência aumentou de 18% para 24%.  Entre os que  chegaram a A.A.  durante esse período de três anos, 27% identificaram-se como adictos com dupla dependência. Mais uma vez, nem o ESG, nem a Junta de Serviços Gerais (no Brasil, a JUNAAB), nem a Conferência de Serviços Gerais irão ditar  “sentenças”.O ESG agradece todas as cartas que fazem surgir  perguntas  vitais  para  a Irmandade.  Mas,  as  respostas deverão  virda mesma  fonte,  a experiência dos Grupos autônomos. Seu Grupo encontrou maneiras efetivas para fazer frente a este problema complexo?

2.5.  O Grupo base 
Box 4-5-9, Fev. Mar. 2004 (pag. 3-4)=>  http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar04.pdf 
Título original: “El grupo base: El elemento básico de A.A.”" 
“Ao  longo  dos  anos,  a  essência mesma  da  força  de  A.A.  residiu  no  Grupo base, o qual, para muitos membros é como a prolongação da sua família”, conforme as palavras do livreto “O Grupo de A.A... onde tudo começa”.O Grupo base é o lugar onde os  novos  membros  podem  mais  facilmente conhecer  os companheiros  de  uma  maneira genuína,  e  onde  os  veteranos  podem conhecer  os  novos.  Ouvir  os  outros  falar com franqueza dos seus temores e contar histórias um dia vergonhosas de suas vidas de bebedores são uma experiência libertadora para o cauteloso ou desconfiado iniciante. Chris S. diz que “o pertencer a um Grupo base torna possível sentir-se mais cômodo. Você tem a sensação de que os companheiros o conhecem e o aceitam”.É verdade que todas as reuniões a que um alcoólico assiste contribuem de maneira importante para sua recuperação seja em seu Grupo base ou em outro. Porém, os que chegam em A.A. têm muitas coisas em comum, frequentemente incluindo a sensação de “nunca ter sido parte de nada”.No Grupo base aprende a se orientar no caminho novo da sobriedade. Depois de passar tanto tempo à margem, o alcoólico recém sóbrio aprende a  fazer as primeiras incursões na vida plena. È muito provável que no Grupo base o membro faça os trabalhos de serviço e experimente a desejada sensação de pertencer, junto com o sentimento de responsabilidade, que, milagrosamente, se origina nas tarefas simples como arrumar as cadeiras e fazer café. O Grupo base firma o membro de A.A. no programa e talvez a chave esteja no compromisso de participar no serviço. O membro assiste a uma reunião à qual em outras circunstâncias não iria, simplesmente porque não quer que o seu Grupo base se decepcione com ele. Ao continuar assistindo, os companheiros acabarão percebendo. Se o membro deixa de assistir às reuniões, é muito provável que alguém do Grupo base sinta sua falta. Para  aqueles que têm a infelicidade de recair, o Grupo base  é  o lugar  natural  e  lógico  para  retornar.  Os  membros estão  ali  para  receber  o  iniciante ou  a pessoa que retorna. Para  aqueles  que  têm muito  tempo de sobriedade,  o  Grupo  base  pode  ter  a  mesma importância. Enquanto os iniciantes se desdobram para assistir o maior número de reuniões possível nos primeiros  tempos,  pode  ser  que  as  pessoas  com muito  tempo  de  sobriedade  já  não  tenham  a mesma participação. Para essas pessoas, o Grupo base é o elo que as mantém ligadas à Irmandade, um  lugar  onde  sabem  que  irão  ao  menos  uma  vez  por  semana. A  assistência  dos  veteranos às reuniões, semana  após  semana,  ano  após  ano,  dá substância  ao  Grupo  e  sua  presença  pode  ser inspiradora de maneiras inesperadas. Conforme uma história, um alcoólico que ficou muitos anos na periferia de A.A. sem alcançar a sobriedade, observou que havia um veterano que sempre sentava no mesmo canto da sala. Diz que um dia, sem ainda saber se iria entrar, acabou por decidir que, segundo suas palavras, “se aquele vovozinho ainda estivesse ali, naquele mesmo assento, vou entrar”. Desde essa reunião, tem se mantido sóbrio. O Grupo base ativo também contribui para a saúde deA.A. na sua totalidade. É o elemento básico da Irmandade. Produz os representantes de serviços gerais – RSG´s, e fixa o rumo de A.A. como um todo. O Grupo base vincula o membro à Irmandade. Uma questão gerada relacionada com os Grupos de base é a que trata do desenvolvimento de Grupos dirigidos para homens, mulheres, jovens, homossexuais, etc. Na 40ª Conferência de Serviços Gerais,  em  1990,  um  grupo  de  trabalho  tratou  especificamente  deste tipo  de  grupos.  Entre as vantagens, segundo os participantes do grupo de trabalho, está a de que estes grupos oferecem um acesso a A.A. ao alcoólico que,  “se não tiver esta opção, não assistiria às reuniões”.Desta forma podem servir como ponte em direção à corrente principal de A.A. Uma desvantagem é que  “estas reuniões podem fomentar um sentimento de ser diferente, de isolamento e de segregação”. O mais importante, conforme o observado por esse grupo de trabalho, e que, de conformidade com a Quarta Tradição, os Grupos de A.A. são autônomos e têm o direito de conduzir seus assuntos da maneira que melhor lhes convir “exceto em assuntos que possam afetar outros Grupos ou A.A. em seu conjunto”. Em  A.A.  aprendemos  o  básico  de  uma  nova  vida.  O  Grupo  base  pode  ser uma  parte importante disso. Como diz o prefácio de  “O Grupo base: a batida do coração de A.A.”publicado pela  Grapevine.  “É  o  lugar  onde  os  alcoólicos começam  a  adotar  os  princípios  de  Alcoólicos Anônimos como realidades que dão resultados em suasvidas sóbrias”.

2.6.  O Grupo de A.A... Onde tudo começa 
Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2012 (pág. 3-4) http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 
Título original: “El grupo de A.A.… donde todo empieza” 
Conforme diz a Terceira Tradição de A.A. – forma longa, “Devem fazer parte  de  nosso  quadro  de  membros  todos  que  sofrerem de  alcoolismo. Não podemos, portanto, recusar pessoa alguma que deseje recuperar-se. Tampouco o  ingresso  em  A.A.  deve  jamais  depender  de  dinheiro ou formalidade.  Um grupo qualquer,  formado  por  dois  ou  três  alcoólicos,  pode  chamar-se Alcoólicos Anônimos, conquanto que, em conjunto não estejam filiados a outra entidade. "Entretanto, no entender dos membros de A.A., a vida do Grupo supõe muito  mais  que  dois  ou  três  companheiros.  Portanto, o folheto  aprovado pela Conferencia,  titulado  “O  Grupo  de  A.A...  onde  tudo  começa” nos  oferece  41 páginas  (a  edição  2012  no  Brasil,  tem  64 páginas)  de experiência compartilhada, sem contar os Doze Passos, as Doze Tradições e os Doze Conceitos. Folheto secreto? Embora houvéssemos tido o folheto “O Grupo de A.A... onde tudo começa”durante muitos anos – foi publicado pela primeira vez em 1965– e passou por revisões importantes conforme ações recomendadas  da Conferencia  de  Serviços  Gerais  em  1990 e  2005,  as  chamadas  telefônicas  e correios eletrônicos que chegam ao Escritório de Serviços Gerais partindo dos membros dos Grupos podem-nos causar a impressão de que muitos Grupos de A.A. continuam sem saber das riquezas que se encontram  nas  páginas  deste folheto.  Nas  palavras  de  um  membro  do  pessoal  do  ESG, “Provavelmente é o recurso mais citado do ESG em termos de experiência de A.A. compartilhada, mas às vezes parece ser uma publicação secreta”. Assim, como formar um novo Grupo de A.A.? Se você está lendo este número do Box 4-5-9, é  possível  que  já seja  membro  de  um  Grupo  estabelecido.  Mas  pode  chegar  o  momento  em  que parece  que  outro  Grupo poderia estar servindo melhor à sua comunidade.  É  possível  que  tenha ouvido alguém mencionar o refrão de A.A. que diz que tudo o que se necessita para formar um novo Grupo é uma cafeteira e um ressentimento. Segundo informação do folheto “O Grupo de A.A.”, não é  necessário  nenhum ressentimento, mas,  talvez  seja conveniente  comprar  uma cafeteira.  O  mais importante  é  determinar  que  se  precisasse  um  novo  Grupo  na  vizinhança;  pedir  a colaboração  de outros  membros  de  A.A.;  encontrar um  local  que  possa  ser  alugado  para  celebrar  as  reuniões;  e conseguir um sortido de literatura de A.A., listas de reuniões e material de escritório. Depois de se planejar bem a criação do Grupo – dois ou três meses pelo menos, é conveniente divulgar sua existência aos Grupos vizinhos, ao Escritório de Serviços Locais - ESL, (ou a entidade que elabora e divulga as listas de reuniões, e o Escritório de Serviços Gerais – ESG. Registrar um Grupo novo de Alcoólicos Anônimos no ESG (dos EUA/Canadá), costuma supor o preenchimento de um formulário apropriado que pode ser baixado no sítio Web de A.A. –  www.aa.org, ou pedido pelo correio postal a: GSO, Box 459, Grand Central Station, Nova York, NY 10163. De acordo com Susan Donnor, não alcoólica, principal administradora de registros do ESG, o Escritório recebe de 50 a 60 Formulários de Grupo Novo por dia. As veteranas do Departamento de Registros  podem  tramitar  a  grande  maioria  destes  anúncios de  Grupo  novo  sem  problema,  mas, alguns são encaminhados a um membro do pessoal do ESG para dar seguimento. Problemas com os formulários de um novo Grupo. Duas das razões pelas que se pode pedir um seguimento têm a ver com o nome do Grupo em questão e sua data de fundação. Uma das partes do anúncio de um novo Grupo é a escolha de um nome para ele. E em A.A. é possível equivocar-se a este respeito a menos que se procure experiência compartilhada relacionada com a maneira de fazê-lo.Um breve aviso acima do espaço para o nome do Grupo no Formulário de Grupo Novo, diz “As tradições de A.A. sugerem que não se dê ao Grupo o nome de uma instituição ou de uma pessoa – viva ou morta, e que o nome do Grupo não implique afiliação com nenhuma religião ou seita religiosa, organização ou instituição alguma”.Por isso, os nomes propostos que podem provocar uma chamada de atenção amigável por parte do ESG podem ser  semelhantes  aos exemplos  seguintes  (fictícios): Grupo  Camelo  Arenoso  (instituição);  o  Grupo Memorial Tomás Platero; inclusive Grupos cujos nomes incluem os de Bill W. e do Dr. Bob (antepor os  princípios  às  personalidades);  Doze  Passos  em  Direção  a  Buda  (religião);  ou  o  Grupo  Lobato (organização). Ademais, “Nossa consciência de Grupo de A.A., manifestada pela Conferência de Serviços Gerais, tem recomendado que reuniões de  ‘família’, ‘duplos problemas’ e de‘álcool e pílulas’não devem ser relacionadas nos diretórios de A.A. O usoda palavra ‘família’pode levar à confusão com os Grupos Familiares Al-Anon, uma Irmandade inteiramente separada de A.A.  ...É um engano insinuar ou dar a impressão de que A.A. resolve outros problemas, ou que sabe o que fazer a respeito da adição a drogas”.(“O Grupo de A.A.... onde tudo começa”,  página 22/4-5, Junaab, código 205, R$ 10,00) Os nomes que podem induzir a uma chamada telefônica são os que contém algum palavrão ou  um  duvidoso  acrônimo  (N.T.:  palavra  formada  pelas  letras  ou  sílabas  iniciais  de palavras sucessivas  de uma  locução), embora  estes  casos  representem  uma  percentagem  mínima  nos Formulários de Grupo Novo. Outra  preocupação surgida  em  anos  recentes  é  o  uso de  “recuperação”no  nome  proposto pelo  Grupo.  Isto  pode  ocasionar  um  pedido  de  esclarecimento  para determinar  se  o  Grupo  está focado exclusivamente  na  recuperação  do  alcoolismo  ou  em  outros  problemas  diferentes  do alcoolismo.  No  primeiro caso  seria  melhor  que  o  Grupo  utiliza-se  a palavra  “sobriedade” no  seu nome, o que indicará de alguma maneira que o Grupo  está aderido ao propósito primordial de A.A. No segundo caso, o ESG não poderá inscrever o Grupo. O problema da “data de início”é causado pelos Grupos que enviam o formulário comum a data  de  início  futura  ou  com  apenas  poucas  semanas  antes  que  chegue  o  formulário.  Isto  resulta numa amigável lembrança de que é melhor não enviar  o formulário até que o Grupo tenha feito um “bom  começo” –  de  dois  a  três  meses. Os  Grupos  novos, naturalmente  estão desejosos de  se inscrever no ESG. Ao fazer as chamadas para dar seguimento, às vezes ficamos sabendo que estes formulários foram enviados por membros de A.A. – e outras pessoas, que acreditam que precisam de  autorização prévia do ESG para a formação de um novo Grupo. Carece dizer que isto não está de acordo com a Terceira Tradição de A.A. Independente que o formulário apresente problemas ou não, o Escritório aguardará 30 dias antes da tramitação, para que a estrutura de serviços gerais da sua Área tenha a oportunidade de se colocar em contato com o Grupo e dar-lhe as boas-vindas se é costume na Área. O número de serviço de Grupo – com frequência mal entendido Uma vez que foi feita a tramitação do formulário doGrupo, será enviada uma carta com seu “número de serviço de Grupo”.O que significa este número? Há pessoas que se comunicaram com o ESG para se referir a Grupos que pretendem ser “reconhecidos”como Grupos oficiais de A.A. por ter recebido tal número. Porém, o  “número de serviço do Grupo”não implica aprovação desse tipo. Nem constitui ou implica a aprovação do enfoque do Grupo ou a maneira com que tal Grupo coloca em prática o programa tradicional de A.A. De  acordo  com  Rick W.,  membro  do  pessoal  do  ESG: “Estar  ‘inscrito’ no  ESG,  significa apenas  que  o  Grupo  pediu  que  sejam  inscritos  seu  Representante  de  Serviços Gerais  –  RSG,  e  o endereço para fins de contato e comunicação. Aparecer na lista do ESG não significa que este seja um Grupo oficial de A.A.; apenas torna possível estar em contato com o Grupo para compartilhar informação a respeito do que acontece em A.A., especialmente através do boletim do ESG, Box 459. Para ser um Grupo de A.A. não é preciso estar inscrito nos registros do ESG. Quando um Grupo pede sua inscrição em nossos registros, o sistema informático lhe as signa um número único chamado de  ‘número de serviço de Grupo’. Faz-se o mesmo com qualquer indivíduo ou entidade, como, por exemplo, o Delegado de Área, o membro do  Comitê de Distrito, o coordenador de um Comitê de Área ou Distrito, um Escritório de Serviços Locais, um Escritório de Serviços Gerais de outro país, etc. Todos têm assignado um  ‘número de serviço de Grupo’.Já que este identificador é as signado a indivíduos ou outras entidades além dos Grupos,  ‘número de serviço de Grupo’não é um termo descritor muito exato, mesmo assim, é utilizado. O ‘número de serviço do Grupo’ foi criado como um instrumento útil para manter o registro das contribuições ou os pedidos de literatura. Por  exemplo, o tesoureiro de um Grupo pode enviar as contribuições do Grupo  ‘Doze e Doze’. É possível que este Grupo aparecesse originalmente na lista como o Grupo  ‘Doze e Doze da Segunda-feira à tarde’. O número de serviço do Grupo facilita perceber  que  as  comunicações  se  referem  ao  mesmo  Grupo.  Outro  exemplo:  muitos Grupos têm nomes  parecidos  –  há  357  Grupos  inscritos  nos  nossos  registros  que  têm  como  parte  do  nome  o refrão  ‘Vá  com  Calma’. O  ‘número  de serviço  de  Grupo’, também  nos  ajuda  a  diferenciar  estes Grupos”. 
 No próximo número, “A respeito dos problemas dos Grupos de A.A.”. 

2.7.  Os enviados pelos Tribunais: A comunicação 
facilita sua transição para A.A. 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1989 (pág. 9-10) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov89.pdf 
Título original: “Los enviados de las cortes: la comunicación les facilita su transición a A.A." 
A  experiência  indica  que  inúmeros  alcoólicos  enviados  a  A.A.  pelos  Tribunais  durante  a última  década  estão  hoje  comodamente  sóbrios  na Irmandade. Isto  aconteceu  com  regularidade principalmente onde os Comitês de Comunicação com a Comunidade Profissional – CCCP´s, e os funcionários dos Tribunais mantiveram uma comunicação clara e aberta. Como  enfrentaram  estes  Comitês  os  problemas  que  se apresentaram  –  desde  a  chegada de muitos principiantes a um único Grupo até as quebras de anonimato ocasionadas por assinar as fichas de presença? Alguns Grupos informam que muitos dos enviados pelos Tribunais (e pelas instituições de tratamento) assistem às reuniões manifestando má vontade, não têm “o desejo de parar de beber” e perturbam as reuniões. Outros Grupos procuraram meios para cortar totalmente esta afluência. Em um Estado, os Grupos viram-se inundados pelos enviados até o ponto de a assembleia de Área votar por não assinar as fichas de presença. Estas e outras preocupações aos CCCP´s. A seguir, aparecem algumas abordagens que parece terem dado certo para alguns Comitês que entraram em contato com o Escritório de Serviços Gerais – ESG, com o objetivo de compartilhar suas experiências: 
1.  Facilitar ao Juiz e aos funcionários do programa uma lista contendo todas as reuniões de A.A. dentro da Área sob jurisdição do Tribunal e pedir que enviem pessoas às reuniões de acordo com um plano rotativo para evitar a superlotação das reuniões. 
2.  Pedir aos oficiais dos programas de DWI (driving while intoxicated,  ou, livremente,“dirigir embriagado”),  que  enviem  as  pessoas  unicamente  às reuniões abertas onde  há  mais possibilidades de que  “tirem as tampas dos ouvidos e as coloquem na boca”e tem menos chances de serem inconvenientes. Depois que saibam como funciona A.A., podem tomar suas decisões pessoais a respeito de participar das reuniões fechadas. 
3.  Realizar  reuniões  semanais  de  orientação  de  A.A.  no local  do  Tribunal,  com  oradores representantes  de  todos  os  Grupos  do  Distrito  seguindo um plano  de  rotatividade.  Ou, cooperar com os Tribunais e os funcionários do programa de liberdade vigiada para celebrar reuniões nas “escolas”de DWI. 
4.  Nos  casos  em  que  o  Tribunal  ordenou  os  réus  que  consigam  a  assinatura  de  provas  de assistência às reuniões de A.A.: Alguns Grupos não assinam essas fichas ate o encerramento da  reunião  para  ajudar  no  controle  dos  que  vão  embora  antes  do  fim  da  reunião.  Outros Grupos  têm  um carimbo  com  o nome  do  Grupo  para  proteger  o  anonimato  pessoal.  Um Grupo apresenta aos enviados “fichas de desejo”por cada incremento de 24 horas e ao invés de  considerar  o  cartão  do  Tribunal  uma  “sentença”, a  considera  um  “certificado  de presente”.
5.  Acima  de  tudo,  e  preciso  se  comunicar  com  os  funcionários  do  Tribunal.  Dizer-lhes  que estamos  dispostos  a  cooperar  com  eles;  ao  mesmo tempo, não  fazer  nenhum  comentário  a respeito  do  seu  programa  nem  lhes  dizer  como  devem  fazer  seu  trabalho.  Se  alguns  dos programas do Tribunal estão causando problemas aos  Grupos de A.A. de determinada Área, devem ser estudadas possíveis soluções e trabalhar  com os funcionários para implantá-las. O ESG disponibiliza dois Guias para os CCCP´s, (ainda[2013] não publicados no Brasil)  (*) “Cooperação com os Tribunais e Programas Semelhantes”e  “Formação de Grupos Locais de Cooperação com a Comunidade Profissional”, resultara ser de grande utilidade tanto para os  CCCP´s, quanto para  os  membros  individuais que  trabalham  com  os  Tribunais  e  as pessoas que nos enviam. Sue J. de Westchester, Nova York, num artigo publicado em “The Link”,boletim da Área Sudeste  de  Nova  York  descreve  a  visita  que  seu  comitê  fez  recentemente  ao  escritório  local  de liberdade  vigiada: “Fomos  acolhidos  não  apenas calorosamente,  mas  também  com  muito entusiasmo”  Embora  lhes  tivessem  pedido  para  limitar  o  tempo  de A.A. a “menos  de  uma  hora”, resultou  que os  membros  do  Comitê  ficaram  quase  duas  horas.  “Os  encarregados  da  liberdade vigiada demonstraram muito interesse e aceitaram muito agradecidos os folhetos e outra literatura que lhes levamos”. Richard  B.,  membro  do  pessoal  do ESG  lotado no departamento de  Cooperação  com  a Comunidade Profissional,  observa:  “Em  outras  Áreas  onde  os membros  dos Comitês  de  CCP se entrevistaram  e trocaram ideias com  os  funcionários dos  Tribunais  e outros  profissionais interessados, o resultado foi de cooperação e compreensão mutua. Uma vez que cada vez mais AAs são  enviados  atualmente  pelos  profissionais,  a  comunicação  aberta,  no  espirito  de  cooperação amigável  é  mais  importante  que  nunca.  Haverá mal-entendidos,  mas  estes  não  terão  porque  nos distrair de ‘colocar a semente de A.A. à disposição de todos’– como dizem os Guias, ficando sempre atentos  à  nossa  Tradição  de  não  afiliação  e  lembrando-nos  sempre  que  o  único  inventário  que fazemos é o nosso”.
(*) Para saber mais: 
Você encontra todos os Guias de A.A. em: 
http://www.aa.org/lang/sp/subpage.cfm?page=36

2.8.  Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos 
Tribunais 
2.9.  Box 4-5-9, Abr. Mai. 1984 (pág. 3) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may84.pdf 
Titulo original: “A.As. Se Enfrentan Con el Problema de los Enviados de las Cortes” 
Um  grupo  pequeno,  mas  dedicado,  de  AAs  em  Maryland  deu  inicio  a  um  programa  bem sucedido de reuniões especiais para preencher o vazio que existia entre os enviados pelos Tribunais e A.A.,  para  dar  aos  infratores alcoólicos a oportunidade  de desfrutar  o nosso modo  de viver, encaminhando-os à Irmandade. Tudo começou faz alguns anos, quando os Tribunais de Maryland começaram a enviar seus infratores  alcoólicos  para  A.A.,  e  assim,  sem  querer, abriram  uma  caixa  de  Pandora  (*) de  maus entendidos e desunião que fez aparecer um sem-número de problemas dentro e fora da Irmandade, os quais inclusive chegaram aos meios de comunicação. Em grande parte isto aconteceu, de acordo com Ed  E.,  um  antigo  Delegado  (de  A.A.),  porque  os enviados  não compreendiam  o  era  A.A.  e consideravam-no como uma extensão do braço punitivo da lei. Em  consequência  disto,  seu  comportamento nas  reuniões,  às quais  assistiam  sob  mandato judicial, era de desconfiança e de franca hostilidade ao ponto que alguns membros de A.A. pediam a viva voz que fossem retirados da sala de reunião. “Devido  a  essa  situação”, diz  Ed, “comecei  uma  reunião informativa em  março  de 1983. Foram informados os Tribunais de Maryland e suas agencias de que esta reunião seria vantajosa para  todos.  Pedimos  que  os  enviados  dos Tribunais  assistissem  primeiro a esta  reunião  antes  de entrar na corrente principal de A.A. Isto está sendo feito, e para mim, e outros AAs interessados é algo muito gratificante”.  Apenas durante  o  ano  passado (1983),  aproximadamente  1.200  enviados  pela  Justiça assistiram estas reuniões informativas especiais que facilitam a transição para A.A. (são celebradas três reuniões a cada segunda-feira à noite em várias partes do Estado). Calcula-se que as agencia que enviam  os  infratores alcoólicos  para  A.A.,  irão  enviar aproximadamente  30.000  cidadãos  de Maryland durante o próximo ano, diz Ed, “e é melhor que estejamos preparados para recebe-los”. De  vez  que  estas reuniões  especiais  não  são  reuniões  de  A.A.,  Ed  explica,  “o  Estado  e  os Municípios nos cedem locais gratuitos em Centros de Saúde, Bibliotecas e salas dos Tribunais. Não tivemos problema algum e é um prazer para nós ver como estes jovens – a maioria entre 18 e 25 anos,  vão  relaxando.  A  recompensa  é  vê-los  entrar  na  corrente  principal  de  A.A.  e  tornarem-se RSG´s, MCD´s, etc.”. Baseada  na  experiência  e nas  tentativas,  com  o  mínimo  de  erros,  os  AAs  de  Maryland elaboraram o formato para as reuniões informativas apresentado a seguir: 
1.  Dar as boas vindas aos enviados e fazê-los sentirem-se cômodos. (A maioria chega guardando um certo ressentimento). 
2.  Explicar  a  relação  de  “cooperação  sem  afiliação” que  A.A.  tem  com  os  Tribunais  que sentenciam. 
3.  Explicar o que é A.A., lendo o preâmbulo, os Doze Passos e as Doze Tradições. 
4.  Ler, do Guia de Reuniões, o que A.A. é e o que não é. 
5.  Explicar a Tradição da autossuficiência de A.A. 
6.  Explicar a Tradição do anonimato. 
7.  Descrever a diferença entre reuniões abertas e reuniões fechadas, assim como os diferentes tipos de reunião existentes. 
8.  Falar, de maneira geral, do comportamento que se espera dos membros durante as reuniões; dos problemas que a interrupção das reuniões – provocada, por exemplo, por alguns membros que conversam no fundo da sala, podem ocasionar; da importância de chegar pontualmente às reuniões. 
9.  Pedir  a  três  médicos,  membros  de  A.A.  que,  alternadamente,  falem  dos  aspectos  físicos  e mentais do alcoolismo. 
10.  Fazer  uma  explanação  a  respeito  das  “doze  perguntas” do  folheto  “Você  deve  procurar 
A.A.?”, o  qual  deverá  ser  distribuído  junto  com  outra  literatura  e  a  lista  de  Grupos  e Reuniões. 
Para  aplainar  ainda  mais  o  caminho  até  A.A.,  o  Município  de  Baltimore  distribui  aos enviados pelos Tribunais que participam do programa de “pena alternativa”,Guias de conduta para as reuniões de A.A. Alguns desses Guias – como, por exemplo,  “Dormir durante as reuniões não é conduta  adequada”  e “Se que  fumar  cigarros  ou  tomar  café,  por  favor,  seja  atento,  limpando  o lugar que ocupou finalizada a reunião”,seriam bons conselhos para todos os membros de A.A. 
Entendendo melhor: 
(*) N.T.: A Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, extraído do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A "caixa" era na verdade um grande jarro  dado  a  Pandora,  que  continha  todos  os  males  do  Mundo.  Então  Pandora,  com  sua curiosidade,  abriu  o  frasco  e todo  o  seu  conteúdo,  exceto  um  item,  foi  liberado  para  o mundo. O item remanescente foi a esperança. Hoje emdia, abrir uma "caixa de Pandora" significa criar um mal que não pode ser desfeito.
2.9.  Box 4-5-9, Abr. Mai. 1984 (pág. 3) 
=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may84.pdf 
Titulo original: “A.As. Se Enfrentam Con el Problema de los Enviados de las Cortes” 
Um  grupo  pequeno,  mas  dedicado,  de  AAs  em  Maryland  deu  inicio  a  um  programa  bem sucedido de reuniões especiais para preencher o vazio que existia entre os enviados pelos Tribunais e A.A.,  para  dar  aos  infratores  alcoólicos  a  oportunidade  de  desfrutar  o  nosso  modo  de  viver, encaminhando-os à Irmandade. Tudo começou faz alguns anos, quando os Tribunais de Maryland começaram a enviar seus infratores  alcoólicos  para  A.A.,  e  assim,  sem  querer, abriram  uma  caixa  de  Pandora  (*) de  maus entendidos e desunião que fez aparecer um sem-número de problemas dentro e fora da Irmandade, os quais inclusive chegaram aos meios de comunicação. Em grande parte isto aconteceu, de acordo com Ed  E.,  um  antigo  Delegado  (de  A.A.),  porque  os  enviados não compreendiam  o  era  A.A.  e consideravam-no como uma extensão do braço punitivo da lei. Em  consequência  disto,  seu  comportamento  nas  reuniões, às quais assistiam sob mandato judicial, era de desconfiança e de franca hostilidade ao ponto que alguns membros de A.A. pediam a viva voz que fossem retirados da sala de reunião. “Devido  a  essa  situação”, diz  Ed,  “comecei  uma  reunião  informativa  em  março  de  1983. Foram informados os Tribunais de Maryland e suas agencias de que esta reunião seria vantajosa para  todos.  Pedimos  que  os  enviados  dos  Tribunais  assistissem  primeiro a  esta  reunião antes de entrar na corrente principal de A.A. Isto está sendo feito, e para mim, e outros AAs interessados é algo muito gratificante”. Apenas  durante  o  ano passado (1983), aproximadamente  1.200  enviados  pela  Justiça assistiram estas reuniões informativas especiais que facilitam a transição para A.A. (são celebradas três reuniões a cada segunda-feira à noite em várias partes do Estado). Calcula-se que as agencia que enviam  os  infratores  alcoólicos  para  A.A., irão  enviar aproximadamente  30.000  cidadãos  de Maryland durante o próximo ano, diz Ed, “e é melhor que estejamos preparados para recebe-los”. De  vez que  estas reuniões  especiais  não  são  reuniões  de  A.A.,  Ed  explica,  “o  Estado  e  os Municípios nos cedem locais gratuitos em Centros de Saúde, Bibliotecas e salas dos Tribunais. Não tivemos problema algum e é um prazer para nós ver como estes jovens – a maioria entre 18 e 25 anos, vão relaxando. A recompensa é vê-los entrar  na  corrente  principal  de  A.A.  e  tornarem-se RSG´s, MCD´s, etc.”.Baseada  na  experiência  e  nas  tentativas,  com  o  mínimo  de  erros,  os  AAs  de Maryland elaboraram o formato para as reuniões informativas apresentado a seguir: 
1.  Dar as boas vindas aos enviados e fazê-los sentirem-se cômodos. (A maioria chega guardando um certo ressentimento). 
2.  Explicar  a  relação  de  “cooperação  sem  afiliação” que  A.A.  tem  com  os  Tribunais  que sentenciam. 
3.  Explicar o que é A.A., lendo o preâmbulo, os Doze Passos e as Doze Tradições. 
4.  Ler, do Guia de Reuniões, o que A.A. é e o que não é. 
5.  Explicar a Tradição da autossuficiência de A.A. 
6.  Explicar a Tradição do anonimato. 
7.  Descrever a diferença entre reuniões abertas e reuniões fechadas, assim como os diferentes tipos de reunião existentes. 
8.  Falar, de maneira geral, do comportamento que se espera dos membros durante as reuniões; dos problemas que a interrupção das reuniões – provocada, por exemplo, por alguns membros que conversam no fundo da sala, podem ocasionar; da importância de chegar pontualmente às reuniões. 
9.  Pedir  a  três  médicos,  membros  de  A.A.  que,  alternadamente,  falem  dos  aspectos  físicos  e mentais do alcoolismo. 
10.  Fazer  uma  explanação  a  respeito  das  “doze  perguntas” do  folheto  “Você  deve  procurar A.A.?”, o  qual  deverá  ser  distribuído  junto  com  outra literatura  e  a  lista  de  Grupos  e Reuniões. Para  aplainar  ainda  mais  o  caminho  até  A.A.,  o  Município  de  Baltimore  distribui  aos enviados pelos Tribunais que participam do programa de “pena alternativa”,Guias de conduta para as reuniões de A.A. Alguns desses Guias – como, por exemplo,  “Dormir durante as reuniões não é conduta  adequada”  e  “Se  que  fumar  cigarros  ou  tomar  café,  por  favor,  seja  atento,  limpando  o lugar que ocupou finalizada a reunião”,seriam bons conselhos para todos os membros de A.A. Entendendo melhor: 
(*) N.T.: A Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, extraído do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A "caixa" era na verdade um grande jarro  dado  a  Pandora,  que  continha  todos  os  males  do  Mundo.  Então  Pandora,  com  sua curiosidade,  abriu  o  frasco e  todo  o seu conteúdo,  exceto  um  item,  foi  liberado  para  o mundo. O item remanescente foi a esperança. Hoje emdia, abrir uma "caixa de Pandora" 
significa criar um mal que não pode ser desfeito.

2.9.  Perturbadores de reuniões 
Box 4-5-9, Outono 2010 (pág. 4-5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall10.pdf
Título original: “Los miembros perturbadores en las reuniones de A.A." 
No capítulo do Livro Azul  “Trabalhando com os outros”,aparece uma lista de coisas que podem acontecer quando um AA toma a atitude de“Ajudar a outros é a pedra fundamental da sua própria  recuperação”. Ajudar um bêbado pode supor  inúmeras  visitas a  “delegacias,  sanatórios, hospitais, presídios e manicômios. Em outras ocasiões pode acontecer de ter que chamar a polícia ou  uma  ambulância.  Ocasionalmente,  estas  situações  terão  que  ser enfrentadas”. Em resumo,  ao assentar a pedra fundamental da recuperação e ajudar a outros, um membro de A.A. poderá se ver defrontado com alguma pessoa problemática seja membro também ou não. Nas reuniões onde AAs encontram bêbados com os quais poderão trabalhar também se apresentam as possibilidades descritas anteriormente  quando  se  trate  de  ajudar  essas  pessoas  e,  algumas  vezes,  os  membros  mais ponderados terão que interferir para que a reunião possa prosseguir com sucesso. Embora os membros de A.A. se esforcem para adotar certas atitudes e condutas como a de “Amor e tolerância é o nosso lema”,às vezes o comportamento de um indivíduo perturbador é tão agressivo e ameaçador que resulte difícil ou impossível ao Grupo alcançar seu objetivo primordial que é o de levar a mensagem. Além disso, a Primeira Tradição lembra ao grupo que, “Cada membro de  A.A.  não  é  mais  do  que  uma  pequena parte  da totalidade.  É  preciso  que  A.A.  sobreviva,  caso contrário a maioria de  nós irá morrer. Por isso, nosso bem-estar comum deverá  vir em primeiro lugar”. A maneira como o Grupo resolve encarar esses membros perturbadores e ameaçadores podem causar  conflitos  e  controvérsia  e  devido  a  isso  muitos membros e  Grupos  recorrem  à  experiência compartilhada  de  outros  que  conseguiram  superar  situações  semelhantes.  Com  frequência,  um Grupo, ou um membro, se põe em contato com o Escritório de Serviços Gerais referindo a conduta perturbadora de alguém em alguma reunião de A.A. O  ESG, além de fazer com que se realizem as ações recomendadas pela Conferência e pela Junta, também serve como depositário da experiência acumulada dos Grupos de A.A. Alguns Grupos têm enviado sugestões a respeito de formas para enfrentar o comportamento perturbador.  Um  Grupo  recomenda  que  algum  membro  mais experiente  se dirija ao indivíduo  de maneira informal e pessoalmente fale com ele no sentido de lhe comunicar o problema e procurar sua solução. Os membros do Grupo lembram uns aos outros que as Doze Tradições devem conduzir toda linha  de  comunicação  e  todos  deverão  se  esforçar  sempre para antepor os princípios às personalidades e tratar todos com paciência, tolerância, compaixão e amabilidade. Outro Grupo contou como enfrentou essa questão com esse tipo  de membro que, porém, não aceitou responder às solicitações amáveis nem aceitou conversar pessoalmente com nenhum membro designado pelo Grupo. O Grupo organizou uma reunião de serviço onde a consciência coletiva foi consultada e os membros decidiram seguir este formato: 
1)  Cada membro poderia falar unicamente duas vezes a respeito de um determinado tema. 
2)  Cada membro somente poderia falar dois minutos a cada vez. 
Resultou muito útil ao Grupo definir o membro perturbador como: 
1.1  Uma  pessoa  que  interrompe  o  bom  andamento  de  uma  reunião  de  maneira  a  não poder transmitir a mensagem de A.A. 
2.1  Uma pessoa cuja conduta intimida ou assusta os participantes da reunião ao ponto de não poder escutar a mensagem de A.A. 
Quando tal situação seja produzida, esse membro será convidado a assistir uma reunião de serviço convocada para esse fim. Com a presença do membro ou não, o Grupo considera o problema. Se ele está assistindo se lhe explicam os procedimentos a serem adotados. É possível que lhe seja pedido para não assistir às reuniões durante um tempo determinado. Nesse caso, o Grupo não está expulsando o membro de Alcoólicos Anônimos mas apenas lhe pede para que não assista às reuniões daquele Grupo. A Primeira Tradição de A.A. assegura aos seus membros  que,  “Nenhum  membro  pode  obrigar  outro  a  fazer  alguma coisa;  ninguém  poderá  ser punido nem expulso”. Entretanto, é de se esperar que o membro em questão veja a dificuldade como uma oportunidade de desenvolvimento e continue a assistir suas reuniões em outros Grupos na região para manter a  sobriedade.  De  maneira  geral,  esta  ação  representa o último recurso  depois  de esgotadas todas as tentativas de pedir ao indivíduo que mude sua conduta e seu comportamento. Bill W., que sempre recalcou a importância de que os membros se tratem uns aos outros de maneira tolerante, carinhosa e prestativa, escreveu numa carta em  1969:  “Este comportamento não pressupõe que não possamos excluir aqueles que perturbam as reuniões ou interferem seriamente no bom funcionamento do Grupo. Temos que lhes dizer que se calem ou que vaiam a outro lugar para voltar quando estejam em melhor condição para participar”.E, de fato, a Bill não lhe eram estranhos os alvoroços, as controvérsias e as perturbações nas reuniões de A.A. Porém, confiava em que as dificuldades poderiam resultar em desenvolvimento e progresso. No livro “A.A. atinge a maioridade”,  diz,  “Imagino que, dentro de A.A., sempre vamos ter desacordos e discussões. A maior parte das vezes, estas discussões irão tratar de qual a melhor maneira de fazer o maior bem para o maior número de alcoólicos. Superar este tipo de problemas na escola da dura experiência de A.A. é um exercício salutar”. 

2.10.  Seu Grupo está preparado para grandes eventos? 
Os AAs da Geórgia injetam hospitalidade sulista nos Jogos Olímpicos 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 1996 (pág. 2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may96.pdf 
Título original: “Los A.A. de Georgia infunden hospitalidad sureña enlos Juegos Olímpicos" 
Que  comecem  os  Jogos…  E  as  reuniões  de  A.A.! Durante  o  ano  passado  (1995),  os membros da Assembleia de Serviço do Estado da Geórgia trabalharam, até fazendo horas extras, para facilitar o acesso à Irmandade dos visitantes e dosatletas participantes dos Jogos Olímpicos de 1996. Era prevista a chegada de quatro milhões de pessoas para assistir os Jogos que iriam acontecer na cidade anfitriã, Atlanta, e visitar ou se hospedar  nas cidades vizinhas de Albany, Athens, Augusta, Columbus, Macon, Milledgeville, Rome e Savannah. Joyce W., Delegada de Geórgia – Área 16, diz: “Em 1995, a Assembleia criou um Comitê de 
Hospitalidade,  composto  por  membros  de Atlanta e das outras cidades  onde  seriam  realizados eventos e foi-lhes pedido que que elaborassem propostas sobre as melhores formas de colaboração e serviço de A.A. Recebemos uma tremenda ajuda de pessoas entusiasmadas, assim como das várias Intergrupais (ESLs)  e  do  Escritório  Central  de  Atlanta.  Ademais,  também  fomos  inspirados  pelo exemplo  dos  AAs  noruegueses  que  fizeram  um  trabalho magnífico ao colocar  a  Irmandade  à disposição  dos  visitantes  e  participantes  dos  Jogos Olímpicos  de  Inverno  em  Lillehammer,  em 1994”.Joyce conta que para começar o Comitê produziu um folheto muito fácil de ser utilizado nas cores  coral,  cinza  e  branco.  Na  capa  diz:  “Alcoólicos  Anônimos:  Onde  encontrar  a Irmandade durante sua visita à Geórgia”.Ao abrir o folheto aparecem as palavras “Bem-vindos à Geórgia e a nossa  Hospitalidade  Sulista”  e,  a  continuação segue  uma  lista  com  números  de  telefone,  em caracteres  fáceis  de  ler,  onde  os  visitantes  podem  chamar  para  se  informar  sobre  as  reuniões de Alcoólicos  Anônimos  que  se  realizadas  nas  cidades  participantes  de  várias  partes  do  Estado.  As notas  de  rodapé  dizem:  (1)  que  haverá  reuniões em diversos  idiomas  –  assim  como  algumas  na linguagem por sinais para alcoólicos surdos; e (2)  que os números de telefone são “apenas para sua informação  e conveniência.  Nossa  Sexta  Tradição  diz: ‘Nenhum  Grupo  de  A.A.  deverá  jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestigio não nos afastem do nosso objetivo primordial’. A  resposta  ao  nosso  pedido  de  voluntários  foi  extremamente  gratificante.  Os  voluntários, entre outras coisas, irão atender aos vários telefones para fornecer informações sobre as reuniões. Os membros facilitarão o transporte para as reuniões quando possível. Um motivo importante de inquietação são os atletas participantes que também são membros de A.A. As medidas de segurança a que estarão submetidos é possível que afetem seus deslocamentos. Somos muito afortunados por ter  reuniões  programadas  no  Escritório  Central  de  Atlanta  e  no  recinto  universitário  de  Geórgia Tech que ficam dentro do círculo de segurança máxima. Entretanto, parece ser que não poderemos realizar reuniões no recinto da Vila Olímpica. Fomos informados que o Comitê Olímpico precisou enjeitar  várias  outras  solicitações  semelhantes  devido  a  considerações  de  segurança  e  outros fatores. Mesmo assim, continuamos nos comunicando com os organizadores para ver o que pode ser feito. Os visitantes  que  não  são  atletas  terão  maior mobilidade e irão encontrar nossas portas abertas.  Ficamos  muito  emocionados  por  ter  esta  gratificante  oportunidade  de  servir  nossos membros  e  possíveis  membros do  mundo todo e compartilhar  a  maravilhosa  hospitalidade  de A.A. da Geórgia, com carinho e companheirismo”, disse Joyce. 

2.11.  Sobre os problemas de um Grupo de A.A. 
Box 4-5-9, Inverno (Dez.) 2012 (pág. 7 a9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday12.pdf 
Título original: “Acerca de esos problemas del grupo de A.A.” 
Um  pouco  mais  à  frente  da  metade  do  folheto  “O  Grupo  de  A.A.  ...onde  tudo  começa”
(Junaab, cód. 205, R$ 10,00), no final da seção  “Princípios acima das personalidades”,o membro de  A.A.  pode  encontrar  alguns  curtos  parágrafos  sob o título  “Sobre  os  problemas  do  Grupo  de A.A.”. Essa  seção,  na  página  38,  começa  dizendo  aquilo  que  a  mais  de  um  membro  –  a  primeira vista,  lhe pareceu ser  uma  declaração  um  tanto  quanto  estranha  “Os  problemas  do  Grupo  são evidência de uma saudável e desejável diversidade de opiniões entre os membros do mesmo”. Quer dizer então, que os problemas do Grupo são bons e desejáveis? Como isso pode ser? Esse parágrafo continua dizendo  “Eles nos dão a chance, nas palavras do Decimo Segundo Passo, para ‘praticar estes princípios em todas as nossas atividades’”. Também lemos que “Os problemas do Grupo podem incluir questões comuns em A.A. como: O  que  deveria  fazer  um  Grupo  quanto  aos  membros  que voltam  a  beber?  Como poderíamos estimular o comparecimento às reuniões? Como podemos ter mais pessoas para ajudar nas tarefas rotineiras do Grupo? O que podemos fazer sobre a quebra do anonimato de um membro ou alguma tentativa  de  interesse  romântico  de  novatos?  Como  podemos  nos  desviar  daqueles  veteranos  que dizem  que sabem o  que  é  melhor  para  o  Grupo?  E,  como  podemos  estimular  esses  veteranos  a compartilharem mais suas experiências para resolver dilemas do Grupo?”. 
Quase todos os problemas do Grupo podem ser solucionados através do mecanismo de uma consciência de Grupo esclarecida. Em alguns Grupos  o RSG ou MCD podem ser de grande ajuda. Vale citar que o senso de humor, tempo para se acalmar, paciência, cortesia e disposição para ouvir e esperar  –  além  do  senso  de equanimidade  e  confiança num  “Poder  superior  a  nós  mesmos”,  resultaram ser mais eficazes que os argumentos legalistas ou acusações pessoais. Consciência de Grupo esclarecida e Reunião de Serviço. Então,  se  “quase  todos  os  problemas  do  Grupo  podem  ser  solucionados  através  do  mecanismo de uma consciência de Grupo esclarecida”,  o que é exatamente esse mecanismo e no que  se  diferencia  de  uma  Reunião  de  Serviço?  Talvez não  surpreenda que  na  mesma  seção  de“Princípios  acima  das  personalidades”, do  folheto  “O  Grupo  de  A.A.  ...onde  tudo  começa” se incluam títulos como  “O que é uma consciência de Grupo esclarecida?  - página 35,  “Reuniões de Serviço de A.A.”- página 37, separados por outro título “Inventário do Grupo”,na página 35. 
A  experiência  compartilhada  no  folheto  e  na  correspondência  que  chega  ao  escritório  de Serviços  Gerais  –  ESG  sugere  que  as  práticas  dos  Grupos variam  amplamente.  Alguns  Grupos consideram que uma reunião de consciência de Grupo e uma Reunião de Serviço são a mesma coisa. Outros Grupos celebram Reuniões de Serviço para os  assuntos cotidianos dos Grupos tais como: a rotatividade dos servidores de confiança; orçamentos para as despesas do Grupo – aluguel, literatura, café, etc.; distribuição de fundos do Grupo para ajudar a levar a mensagem de A.A. e contribuições aos Órgãos de Serviço – Distrito, ESL, Área, ESG. Para decidir estas questões cotidianas pode-se recorrer a uma votação por maioria simples. Pode ser feita uma reunião de consciência de Grupo no lugar de uma Reunião de Serviço para assuntos que afetem o Grupo e naqueles que não se possa chegar a uma decisão através do método da maioria simples. Alguns exemplos: decidir se o Grupo vai mudar de uma reunião aberta para uma reunião  fechada;  mudar  a  forma  de  encerramento  das  reuniões; ou fazer  um inventário  de  Grupo programado. A dificuldade de separar os dois procedimentos pode ser demonstrada no mesmo folheto, que inclui um processo de “consciência de Grupo”entre a seção dedicada às Reuniões de Serviço. Correspondência do ESG a respeito dos problemas dos Grupos De  vez  em  quando,  um Grupo  de  A.A.  entra  em  contato com  o  ESG  pedindo  ajuda  para resolver algum problema do Grupo. Alguns Grupos têm suas raízes nos primórdios de A.A. e outros surgiram com a tecnologia e a cultura atual. Uma pergunta que vem sendo repetida ao longo do tempo – e, por conseguinte dispomos de farto  material no nosso  arquivo  de  correspondência  “Experiência  compartilhada”, refere-se  à diferença entre as reuniões  “fechadas”e as reuniões “abertas”. Alguns membros de A.A. têm dito que uma reunião de A.A.  “aberta”significa que qualquer pessoa que esteja assistindo pode falar a respeito de qualquer coisa que lhe venha em mente –incluindo problemas relacionados com drogas e outras  adições,  e  as  reuniões  “fechadas”  são  as  que  se  dedicam ao  assunto  da recuperação do alcoolismo. Quando  é pedida uma  resposta, os  membros do pessoal do  ESG encaminham a quem lhes  pergunta  à  seção correspondente  a esta  questão no  folheto  “O  Grupo  de  A.A.  ...onde  tudo começa”,onde na página 15 diz: “Reuniões fechadas:são apenas para membros de A.A., ou para aqueles que têm problemas com a bebida e ‘têm o desejo de parar de beber’. Reuniões  abertas: são  disponíveis  a  qualquer  um  que  esteja interessado  no programa  de recuperação do alcoolismo de Alcoólicos Anônimos. Não alcoólicos podem participar de reuniões abertas como observadores. Em ambos  os tipos de  reuniões,  o coordenador  do  Grupo  de  A.A.  pode  solicitar  aos participantes que restrinjam seus depoimentos às questões pertinentes à recuperação do alcoolismo. Sejam abertas ou fechadas, as reuniões de um Grupo de A.A. são coordenadas por membros de A.A., que determinam o formato das reuniões”. Assuntos relacionados  com seguros de responsabilidade de terceiros e  a abertura de  contas para o Grupo, são, com frequência, problemas novos que se apresentam aos Grupos, e têm a ver com a relação entre os Grupos de A.A. e as entidades externas, tais como o proprietário do imóvel ou a instituição financeira local.  Quando  um  Grupo  pede  assessoramento,  o  ESG  orienta  o  Grupo  a utilizar-se de recursos tais como os “Guias de A.A. sobre as Finanças” (*).Este material de serviço pode ser encontrado no sítio Web de A.A. do ESG; pode ser impresso e usado por todos os membros do Grupo em uma Reunião de Serviço ou de consciência de Grupo. Além  das  respostas  extraídas  da  experiência  compartilhada  sobre  perguntas  como  “Como podemos saber o tipo de impostos que incide sobre nossa conta corrente”ou,  “O proprietário nos pediu para fazer um seguro de responsabilidade civil. O ESG pode ajudar?”Os Guias de A.A. sobre Finanças oferecem respostas a outros tipos de problemas dos Grupos tais como  “Nosso tesoureiro acaba de fugir com o dinheiro. O que fazer?”.Já que os Guias de A.A. são materiais de serviço ao que se podem acrescentar novas experiências quando  há um novo aspecto da vida de um Grupo, o conteúdo dos Guias é uma boa referência para todo tipo de problemas dos Grupos. Uma questão que há anos vem-se  apresentando  no ESG,e para a qual ainda não há muita experiência  compartilhada,  diz  respeito  aos  cães  de  serviço.  Diferentemente  dos  cães-guia para cegos, que a maioria de nós já vimos com frequência, os cães de serviço ajudam os membros de A.A. que  têm  uma  variedade  de  incapacidades tais  como  os veteranos de guerra  com transtornos por estrese pós-traumático, outros com transtornos convulsivos, impedimentos auditivos e diabetes, são apenas  alguns.  As  chamadas telefônicas  e  os correios  eletrônicos que  chegam  aos  membros  do pessoal do ESG indicam que pode haver uma agitada “diversidade de opiniões”nos Grupos de A.A. a respeito desta  questão,  que pode  ter  a  ver  com  as alergias  de  alguns  membros  do  Grupo,  etc. Qualquer  experiência  dos  Grupos  que enfrentaram  este problema  e  encontraram uma solução  será bem recebida pelo ESG. Amor e tolerância Voltando a ideia de que uma forma de resolver os problemas dos Grupos é “senso de humor, tempo para se acalmar, paciência, cortesia e disposição para ouvir e esperar – além do senso de equanimidade e confiança num  ‘Poder superior a nós mesmos’”,James S., um membro de A.A. de Manhattan com mais de trinta anos de sobriedade, compartilha as seguintes experiências pessoais: “Fico  espantado  porque  tenhamos chegado  tão  longe.  Na  semana  passada  estava  no  meu Grupo  base  e durante  a  reunião  olhei à  minha volta. Um  homem  na  última  fila  estava  lendo  um jornal. Duas pessoas estavam cochichando e dando risadinhas enquanto o orador falava. Uma moça na primeira fila estava tuitando ou enviando textos no seu celular. Um indivíduo no meio da sala fazia barulho enquanto sorvia através de um canudo  e agitava gelo num copo. Também havia uma mulher com um cachorrinho sentado no colo que grunhia de vez em quando à pessoa sentada ao lado. Comecei a sentir dentro de mim essa indignação virtuosa que quase sempre é a precursora de  um  furioso  diatribe  guiada  pela  ânsia de  poder,  fosse  ele  real  ou apenas  imaginário, até  que lembrei a frase do Livro Azul – no capítulo ‘Entrando em Ação’, ‘ O amor e a tolerância para com os outros é o nosso código’(página 113/1/11). Isto me acalmou o suficiente para poder ver o homem na última fila olhar de vez em quando por cima do jornal para absorver alguma particularidade da história do orador; ver os que estavam cochichando deixar de fazê-lo e prestar atenção na  reunião; ver a moça na primeira fila fechar o celular e coloca-lo na bolsa; compreender que, mais cedo ou mais tarde, o gelo iria se derreter no copo  daquele  que  estava  sorvendo;  e  perceber que  o  cachorrinho  não  tinha  mordido ninguém  – ainda”. Situações  como  estas  acontecem  nos  Grupos  dos  EUA/Canadá  todas  as  noites.  Algumas vezes  os  assuntos  e  se  referem  à  duração ou  o  conteúdo  da  fala  da  pessoa  que  compartilha, interrupções do orador pelos ouvintes, linguagem chula e grosseira nas reuniões, membros que falam a respeito do uso de drogas ou outros assuntos semelhantes que podem ser ofensivos para algumas pessoas. Mas, de alguma maneira, A.A. tem podido superar estas dificuldades ao longo dos anos, com o reconhecimento de que “Nós, os alcoólicos, percebemos que temos que trabalhar juntos e mantermos  unidos  ou caso  contrário  a  maioria  de  nós  irá perecer”,  como  diz  Bill  W.  na  introdução  da forma longa das Tradições. Precisamos uns dos outros, com todos nossos defeitos, e a unidade de A.A. acaba triunfando sobre os pecadilhos que os membros trazem às reuniões. De maneira alguma isto representa um problema novo; Bill  W.  descreveu a situação  das reuniões de A.A. por volta de 1946 desta maneira: “Os aproveitadores aproveitavam-se, os corações solitários enlevavam-se,  os  comitês  discutiam,  os  novos  clubes  tinham  dificuldades  insólitas,  os oradores  não  paravam  de falar,  os  membros tornavam-se profissionais,  algumas  vezes  Grupos inteiros  se  embebedavam  e  as  relações  públicas  ficavam  fora  de  controle”.  Parece que  nós,  os alcoólicos, podemos testar a paciência de qualquer pessoa. “Percebo”,diz James,  “que não posso obrigar o homem da última fila a deixar o jornal ou legislar  contra  o  uso do celular  nas  reuniões.  Mas, posso-me  manter  focado  no  porque  estou  na reunião. Tratar de controlar o comportamento das pessoas nunca funcionou muito bem em A.A. e não preciso ser o monitor de uma reunião. Apenas tenho que seguir o código. Como indicado na Nona Tradição ‘Grande sofrimento e grande amor são os disciplinadores de A.A.; não precisamos de quaisquer outros’”(Doze Passos e Doze Tradições, pág. 158/2/6, Junaab código 105, R$ 23,70) 
(*) http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/smg-15_finance.pdf 

2.12.  Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar 
Box 4-5-9, Ago. Set./1986 (pág. 4-5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept86.pdf 
Título original: “Todo Grupo de A.A. Tiene el Derecho de Equivocarse” 
Frank  M.,  diretor  dos  Arquivos  Históricos  de  A.A.  colocou  à  nossa  disposição  um  valiosa intercâmbio de correspondência entre o cofundador Bill W. e Katie W., membro de A.A. de Shaker Heights, Ohio. Estas cartas, escritas em 1963, confirmam o refrão que diz “Não há nada de novo sob o sol”.Quanto aos problemas dos Grupos de A.A., e as soluções que continuam sendo aplicadas, o dito manifesta a pura verdade.  “Durante 15 anos”escreve Katie,  “o  ‘Grupo de Mulheres da Sexta feira à Tarde’, floresceu sob os lemas  ‘Vá com Calma’e ‘Mantenha-o Simples’, com uma atitude de gratidão  e  o  sentimento  de  que  a harmonia  sempre  prevalece  porque Deus  reina...  Agora  nos encontramos lutando com a nossa primeira dúvida”.O problema, como explica Katie, derivou do fato de que “mulheres vestidas de várias cores, desejam se tornar membros do nosso Grupo fechado. Algumas são apenas alcoólicas (um número que com o tempo vai diminuindo); algumas têm problemas com a bebida e com as pílulas; algumas são  alcoólicas  que  têm problemas  mentais; outras não têm problemas com  a  bebida,  mas apenas psiquiátricos; outras mais têm problemas unicamente com drogas. Algumas pararam de beber mas, ainda se encontram sob os efeitos de sedativos”.Katie  cita dois  casos:  A  Sra.  A.  “canta  elogios  a  A.A.;  assiste  assiduamente  às  reuniões; serve como madrinha; coordena; fala quando não deve; e toma pílulas”. A Sra. B., que foi paciente num  hospital  psiquiátrico,  deixou  a  bebida,  mas  continua  tomando  medicamentos,  “Não apenas dorme durante a reunião, mas também ronca. Deve-se  aguardar até que possa manter-se acordada para assistir às reuniões?”. Katie se preocupa principalmente com “o bem-estar do Grupo. Percebemos claramente que qualquer um que o diga é membro de A.A.; a questão está em saber se estas pessoas têm o direito de assistir  às  reuniões  se,  como consequência  de  ingerir  demasiados  medicamentos,  incomoda  aos demais”. Diz  que  se  sente  perplexa, oprimida, desanimada. “Podemos ajudar o alcoólico porque podemos identificar-nos”, responde Bill. “Mas, não podemos ajudar quando se trata de uma pessoa com problemas mentais ou problemas com pílulas”.Depois, se faz uma pergunta:  “Devem assistir às  nossas  reuniões  fechadas  aqueles  que precisam  de ajuda,  mas  que  não  são  alcoólicos?”.  E encerra a carta com as palavras “Nossa gratidão pela sua contínua sobriedade...”.Ao  responder,  Bill observa  que “Em  geral,  A.A.  tem  que  tratar  com alcoólicos  não importando quaisquer complicações que possam ter. Certamente você admitirá o fato de que não existe alcoólico que não tenha alguma ‘complicação’emocional. Assim, a questão se reduz a isto: Deve  A.A.  tratar  de  ajudar  aos  que  têm  graves problemas mentais e  de  adição  conquanto sejam alcoólicos? A resposta é , ‘Sim’, devemos tratar” Entretanto,  como  Bill  assegura  a  Katie, “esta  caridade  não  quer  dizer  que não  possamos excluir  aqueles  que  perturbam  as  reuniões  ou  que  interferem  seriamente  no  funcionamento  do Grupo. A estas pessoas lhes podemos pedir que se acalmem ou vão embora – ou que voltem quando sua condição lhes permita participar das atividades”. Não pode haver uma “resposta preparada”, diz Bill. “Como você sabe, cada Grupo de A.A. tem  inclusive  o  direito  de  errar”.  Entretanto,  “A.A.  nunca  foi  de  utilidade  alguma  para  os drogadictos e assemelhados que não são alcoólicos. Não podem identificar-se conosco nem nós com eles.  Tentar  trazê-los  e  incluí-los  como  membros  de A.A.,  seria desviar-nos  do  nosso objetivo primordial, a obtenção da sobriedade. Embora alguns AAs, individualmente, com frequência possam ajudar estas pessoas, os Grupos de A.A. pouco podem fazer além de lhes permitir que assistam a suas  reuniões  abertas,  sempre  e  quando  não  causem  complicações”. Finalizando  a carta,  Bill aconselha a Katie“ improvisar sobre a marcha. Não tenha medo de errar. O método das tentativas, segundo as circunstâncias, provavelmente é o melhor”.


I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)