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3.  Reuniões / Consciência de Grupo
3.1.  A Reunião de Serviço do Grupo: Onde o serviço começa 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1990 (pág. 4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar90.pdf 
Título original: “La reunión de negócios del grupo: Donde empieza el servicio" 
Os  75.000  Grupos  que  atualmente  (1990)  compõem  A.A.,  têm  o  que  Bill  W.  chamou  “a responsabilidade final e a autoridade suprema pelosserviços mundiais de A.A.”Mas, onde começa esta  cadeia  cada  vez  mais  longa  de  responsabilidade?  Quem  tem  autoridade  para  tornar  isso realidade? 
A estrutura de A.A. em sua totalidade começa com o Grupo individual; e a maneira com que cada  Grupo  conduz  seus  assuntos,  por  efeito  de  ondas,  influi  na totalidade  da  Irmandade.  A orientação  do  Grupo  é  essencialmente  estabelecida  em  suas  Reuniões  de  Serviço  (dependendo  do lugar,  esta  reunião  tem outras  denominações:  business  meeting  ou,  reunião  de  negócios,  reunião administrativa,  etc.) onde  a  consciência  informada  do  Grupo  se  manifesta respeito  a  diversas questões,  desde  a  política  e  as  finanças  do  Grupo  até  assuntos  do  Escritório  de  Serviços  Locais  e Serviços Gerais. Considerando  a importância  das  Reuniões  de  Serviço dos  Grupos,  a  Área  de  Sacramento, Califórnia, preparou uma serie de diretrizes sugeridas referentes ao tema, para sua discussão numa Mesa de Trabalho dos servidores dos Comitês de Serviço dos Grupos realizada no ano passado. A seguir aparece uma adaptação dos extratos destas diretrizes. Burke D., membro do Comitê de Distrito disse que  “as compartilhamos com a esperança de que nossos companheiros encontrem tanta utilidade como tem tido para nós”. Quem convoca e organiza a Reunião de Serviço? Para  a  maioria  dos  Grupos  esta  é  uma  função  do  RSG  (ou  do coordenador,  secretário  ou tesoureiro  do  Grupo,  ou  o  Comitê  de  Serviços,  se  houver).  A  experiência  demonstrou  que  as Reuniões de Serviço regulares, realizadas normalmente a cada mês o a cada trimestre, contribuem de maneira significativa para a unidade e a identidade do Grupo. Quando se celebram? Uma  vez  que  cada  Grupo  é  autônomo,  não  existe  uma  única  resposta:  porém,  podemos oferecer  algumas  ideias  que  tem  dado  bons
resultados:  anunciar  que  a  Reunião  de  Serviço  irá começar 30 minutos ou uma hora antes de abrir a reunião regular, conforme a quantidade de assuntos 
que irão ser discutidos. Ou pode ser feita imediatamente depois da reunião regular. Em alguns casos, celebra-se a Reunião de Serviço ao mesmo que a reunião regular, em outra sala separada e da mesma forma com que alguns Grupos realizam sua “mesa de Passos”.Outros Grupos fazem sua Reunião de Serviço  durante  um  “jantar  improvisado” numa  noite  diferente  às  dedicadas  a  suas  reuniões regulares. 
Quem assiste? 
Geralmente, apenas os membros do Grupo podem participar das Reuniões de Serviço. Alguns Grupos convidam outras pessoas que não fazem parte  do Grupo, mas, pedem que se abstenham de votar nos assuntos relacionados com as atividades do Grupo. 
Que tipo de serviços são tratados? 
A  agenda  varia  de  Grupo  para  Grupo,  e  conforme  os  temas  que  deverão  ser  considerados. 
Entretanto, eis alguns aspectos de serviço de Grupo que permanecem constantes: a eleição de novos servidores;  a  programação  de  novos  e  diferentes  tipos de  reuniões;  a  apresentação  e  discussão  do relatório financeiro do tesoureiro; a apresentação  de informações sobre o andamento dos trabalhos realizados pelos servidores do Grupo; a destinação de fundos excedentes ao necessário aos órgãos de serviço, etc. Além disso, programar reuniões de unidade com outros Grupos ou organizações para intercambio de experiências e estabelecer a consciência de Grupo no que se refere a  assuntos que serão discutidos e/ou submetidos a votação na Assembleia de Área. Independentemente  de  realizar  suas  Reuniões  de  Serviço,  muitos  Grupos  fazem periodicamente  um “inventário  de  Grupo” –  uma  franca  e  honesta  discussão  relacionada  com  os pontos fortes e fracos do Grupo. Também são de utilidade as  “sessões de compartilhamento”,onde os membros podem ventilar qualquer problema ou oferecer soluções para evita-los. 
Procedimentos da Reunião: 
Geralmente as Reuniões de Serviço são pouco formais. Entretanto, conforme a necessidade poderão se remeter a  "Robert’s Rules of Order"  (N.T.:“Regras de Ordem de Robert”é o título de um livro escrito  em  1876 pelo  Coronel  Henry  Martyn  Robert  (1837-1923),  que  contêm  regras  de  ordem destinadas  a serem  adotadas  por  uma  autoridade  parlamentar  para  uso  por  uma  assembleia deliberativa),sempre que não se crie nenhum conflito com as Tradições. A maioria dos membros tem  pouca  experiência  nos  procedimentos  parlamentares  e  é  possível  que  alguns  se  possam  sentir intimidados  no momento de falar. Antes  que  se  possa  definir  a  consciência  de  Grupo, é  essencial  que  todos  os  membros conheçam toda informação pertinente ao tema em questão. Em muitos casos, é pedido a um membro individual  ou  a  uma  pequena  comissão  estabelecida  para  esse  fim,  que  estudem os  prós  e  contras relacionados com o assunto e que apresentem suas conclusões perante a Reunião. 

3.2.  O que é uma consciência de Grupo esclarecida 
Box 4-5-9, Out. Nov. 1984 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov83.pdf 
Titulo original: “¿Qué es una Conciencia de Grupo Bien Informada’?” 
•  Quando A.A. tinha apenas dois anos de existência e Bill W. estava quebrado, um amigo, com boas  intenções,  ofereceu-lhe  um  posto  tentador  como terapeuta  leigo,  com  seu  próprio consultório,  uma  conta  corrente  à  vista  no  banco  e  uma  generosa  parte  nos  benefícios. Entusiasmado,  Bill  foi para  a  sua  casa;  era  noite  de  reunião  no  salão  de  baixo  e  Bill  diz “Apressei-me a contar-lhes a história da oportunidade que se apresentava a mim”. Mas, os demais membros resistiram a que seu cofundador se convertesse num AA profissional, e Bill não o fez. Foi exercida a consciência de Grupo. 
•  Quando seu Grupo  elege um coordenador, e não escolhe Joaquim  L., um veterano popular que já desempenhou bem essa função, favorecendo Rosa N., sem tanta graça talvez, mas uma mulher de confiança é exercida a consciência de Grupo. 
•  Talvez os membros do seu Grupo não possam decidir se deve ou não mudar o formato de uma reunião ou pagar cotas ao clube onde se reúne para celebrar seus aniversários. Ninguém tem  razão  necessariamente.  Mas  quando  a  questão  é  colocada  para  discussão  e  votação  é 
provável que a consciência de Grupo vá prevalecer. 
Embora nem sempre compreendida, a consciência  de  Grupo,  como  definida  na Segunda  Tradição,  é,  entretanto,  um conceito  básico  e  poderoso  que possibilita que  indivíduos  de  procedência  e temperamento  diversos  possam  ir  além  das suas  ambições  pessoais  e  se  unirem  num objetivo  comum: manterem-se  sóbrios  e ajudar o alcoólico que ainda sofre a alcançar a sobriedade. 
Não era fácil consegui-lo. Como Bill W. contou: “Poucos obstáculos foram mais difíceis de eliminar do que aqueles que fecharam o passo à ideia de que a consciência de Grupo de A.A. deve ser a única e última autoridade nos nossos assuntos”. 
No decorrer dos anos, a experiência, o trabalho por tentativas, demonstrou que os Grupos de A.A. não quiseram que  os diretores dos assuntos ques e referem aos seus princípios e  ao serviço, fossem escolhidos por outros; queriam dirigir seus assuntos por si próprios. 
Ademais, ficou claro que eles podiam realizar este desejo de uma maneira muito eficaz. Como disse Bill:  “A consciência de Grupo adequadamente  esclarecida sobre  os  fatos,  os  problemas  e  os  princípios  em  questão, frequentemente era mais assertiva que qualquer líder nomeado por ele mesmo ou pelos outros”
Na maioria dos casos não é tão fácil chegar à consciência de Grupo. Recentemente, Lawrence H.,  de  Orornocto,  NB,  Canadá,  formulou  este  problema  ao Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG: 
“Numa reunião de eleição da nossa Assembleia de Área, alguns membros que haviam servido como MCD´s  faz  uns  dez  anos,  deixaram  que  seus  nomes ficassem  incluídos  entre  os  candidatos  para Delegado,  inclusive  depois  de  uma  discussão  que  durou  uma  hora.  O  problema  é  que  o  atual
‘Manual de Serviço de A.A.’  diz:‘Podem-se candidatar os membros do Comitê atuais  ou antigos’. 
Anteriormente dizia‘... podem ser membros do Comitê em exercício, ouque se demitem ou ambas as coisas’”. 
Na  resposta,  o  ESG  assinalou  que  “o  Manual  de  Serviço  não  é  um  conjunto  de  leis inflexíveis, mas, apenas uma compilação de sugestões que podem ser utilizadas da maneira que se deseje para estabelecer guias para a elegibilidade de candidatos a qualquer encargo”.
 Continuando,  o  ESG  ofereceu  outras  sugestões:  “Estas  decisões  devem  ser  tomadas  e submetidas  a  votação  antes  das  eleições.  Se,  por  exemplo,  sua  Área  decide  que  os  MCD´s  que exerceram o encargo há muitos anos atrás não são elegíveis, esta decisão deve ser tomada em uma reunião  de  assembleia amplamente  divulgada  antes  da eleição.  Quando  estas  questões  são submetidas a votação, os membros deverão ouvir as razões de ambas as partes e ter a oportunidade de manifestar suas preocupações. A Quarta Garantia do Decimo Segundo Conceito, recomenda‘que todas as decisões importantes sejam tomadas atravésde discussão, votação e, sempre que possível, por  substancial  unanimidade’”.  Em  outras  palavras,  a  responsabilidade  de  tomar  a decisão  foi devolvida  a  quem  pertencia  –  à  consciência  de  Grupo esclarecida  da  Área  de  New  Brunswik, Nebraska. 
Dutch  O.,  de  Fort  Lupton,  Colorado,  apresenta  uma questão  relacionada  com  o  assunto: 
“Quando  é  o  momento  apropriado  para  buscar  a  consciência  de  Grupo?  Com  quanto  tempo  de antecedência deve ser avisada a reunião para discutir a questão antes de agir sobre ela? E, quantos membros deverão estar presentes para que se possa começar a trata-la?”.
Respondendo a estas perguntas, o ESG sugeriu que seria apropriado buscar a consciência de Grupo quando houver um problema que devesse ser submetido a votação. A frase  “consciência de Grupo  esclarecida”, geralmente  significa  que  todas  as  informações  necessárias  foram  estudadas  e 
todos os pontos de vista foram expressos antes que o Grupo vote. As  experiências  de  Grupo  compartilhadas  com  o  ESG, indicam  que  é  uma  boa  ideia  que sejam notificados todos os membros do Grupo que possam fazer parte com uma boa antecedência; geralmente duas semanas é o suficiente. Alguns Grupos dizem que dois terços dos membros deverão estar presentes, mas nem sempre é possível reunir tantas pessoas. Cada Grupo baseando-se na sua própria  experiência  estabelece  suas  próprias  regras com  relação  à  proporção  necessária  de  votos, mas, sempre com o objetivo de alcançar uma “substancial unanimidade”. Como escreveu Bill em relação à Quarta Garantia: “Quando uma decisão que foi tomada por substancial  unanimidade  resulta equivocada,  não  pode  haver recriminações  acaloradas.  Todos poderão dizer: ‘Bom, debatemos a questão, tomamos a decisão, mas resultou ser uma decisão ruim. Que tenhamos mais sorte a próxima vez! ’”. 

3.3.  Consciência Coletiva 
Texto do Dr. Lair Marques, Ex-Custódio e Presidente da JUNAAB 
“Consciência Coletiva: como o AA se organiza e decide seus caminhos” 
“...  um  Deus  amantíssimo  que  Se  manifesta  em  nossa  consciência  coletiva". 
“...  que  todas  as  decisões  importantes  sejam  tomadas  através  de  discussão,  votação  e, sempre que possível, por substancial unanimidade". 
O que é consciência coletiva? 
É um estado ao qual se chega por meio da participação de todos os membros que compõem um  grupo, em especial nas reuniões de serviço, no  processo em que se busca o conhecimento de algum assunto ou problema que esteja em estudo e se estende também às decisões que eventualmente irão ser tomadas. 
Como se desenvolve o processo? 
Dando  oportunidade  e  até  solicitando  que  todos  os  membros  presentes  participem  que ofereçam as suas contribuições tanto para o estudo do problema quanto para a sua solução. 
Isto significa que ninguém deve ser excluído, que ninguém deve ficar de fora. É indispensável que o coordenador  seja  capaz  de  conter  os  que  procurar impor  as  suas  vontades  e  pontos  de  vista, limitando a oportunidade de participação e o tempo  disponível para apresentar as suas contribuições 
e,  por  outro  lado,  oferecer  aos  mais  retraídos,  a  eles  em  especial,  bem  como  a  todos  os  membros presentes, a mesma oportunidade e o mesmo espaço de tempo para participar no processo de busca da  consciência  coletiva.  Não  só  oferecer,  mas,  muitas  vezes,  é  preciso  até  solicitar  que  os mais tímidos  apresentem  os  seus  pontos  de  vista.  O  poder coletivo  contendo  o  poder  individual,  a grandiosidade do alcoólico. 
Numa primeira rodada, pode ocorrer que as opiniões fiquem muito distantes umas das outras, mas, quando se faz uma nova rodada de opiniões na qual se buscam novos entendimentos e posições acerca do assunto em estudo, o que se observa é que, após pensar e meditar por algum tempo acerca 
do que já havia sido colocado por todos os companheiros anteriormente, as opiniões vão tendendo para uma área mais central, vão ficando menos distantes entre si, vão se aglutinando em torno de uma  ideia  ou  decisão  que,  num  certo  momento,  surgirá  como  sendo  apoiada  por  uma  substancial 
unanimidade.  As  opiniões  vão  gradativamente  tendendo  para  um  ponto  central.  Não  há  limitação quanto  ao  número  de  rodadas  nem  quanto  ao tempo  necessário  às  exposições.  O  processo  deverá demorar o tempo que for necessário. 
Como todos devem ser ouvidos, porque deve haver uma ampla participação e também porque os  assuntos  precisam  ser  estudados  por  completo  e detalhadamente  e  ainda  porque  também  as decisões  a  serem  tomadas  são  sempre  importantes,  este  processo  pode  exigir  um  longo  tempo  de 
participação e de maturação e pode igualmente exigir um esforço prolongado. 
É importante que não haja pressa. Talvez a reunião se prolongue bastante e é possível que poucos itens de uma agenda sejam abordados  ou  que  poucas decisões  sejam  tomadas,  mas o  que  é  preciso  ter  em  mente  é  que  o processo em si é o fato mais importante e isso ocorre porque ele tem valor terapêutico. Ele vale, em primeiro lugar, pela evolução e pelo crescimento espiritual que propicia. A Irmandade de Alcoólicos Anônimos não é uma empresa em que a eficiência e o uso do tempo ficam em função dos resultados esperados e dos objetivos fixados pelo próprio processo administrativo. 
Em Alcoólicos Anônimos, tempo não é dinheiro; é saúde, é recuperação, é crescimento espiritual, sobretudo.  A  Irmandade  de  Alcoólicos  Anônimos  é, antes  de  tudo,  uma  Irmandade  em  que  todos procuram deter a sua doença e entrar num processo de cura, não física, mas psicológica e espiritual e 
a  participação  no  serviço,  especialmente  no  processo  que  leva  à  consciência  coletiva,  tem  grande importância  para  a  recuperação  e  para  que  se possa  alcançar  a  serenidade.  O  próprio  processo  da busca  da  consciência  coletiva  é,  pela  sua  natureza, uma  maneira  de  diminuir  a  velocidade que impomos às nossas vidas, de evitar o  estresse.  Nele tudo se desenvolve sem obsessividade e  cada membro participante vive um agora mais longo, mais demorado. Por que é importante chegar à consciência coletiva?Porque é um processo sábio por meio do qual não sairão vencedores nem vencidos. Porque, pela  ampla  participação,  todos  aceitam,  ao  final  e  ao  cabo,  e  sem  resistências  psicológicas,  as decisões  que  foram  acordadas  e  ainda porque,  em  face  da  ampla  participação,  todos  se  sentem igualmente responsáveis pelas ações que serão tomadas e também pelas suas consequências e, numa visão maior, até mesmo pelos destinos da Irmandade de Alcoólicos Anônimos. O  usual  é  que  procuremos  ser  mais  espertos  e  controlar  uns  aos outros  em  função  de  objetivos individuais  ou  do  interesse  de  pequenos  grupos  e  isso  costuma  ocorrer  ao  nos  comportarmos seguindo o estímulo psicológico que recebemos no decurso das nossas vidas. Por meio da consciência coletiva, os conflitos podem ser resolvidos sem derramamento de sangue 
físico ou emocional e mais ainda, com sabedoria. Sempre que se busca adequadamente chegar à consciência coletiva, os gladiadores baixam as armas e os escudos e se tornam hábeis em ouvir e entender e, sobretudo, em respeitar e aceitar os dons dos outros, bem como as suas limitações. Ao longo da busca da consciência coletiva, aceitamos que somos diferentes, mas que, por outro lado, estamos ligados aos demais membros pelas nossas feridas  e pelo  fato  de estarmos  aprendendo  a  lutar  juntos  mais  do  que  uns  contra  os  outros.  Os conflitos  são  resolvidos.  Os  membros  aprendem a  desistir de  facções  e de  compor  pequenos subgrupos. Aprendem a ouvir mutuamente e a não rejeitar. O silêncio de quem escuta representa uma abertura, uma disponibilidade em relação ao outro. É  como  criar  uma  zona  de  silêncio  que  traduz  a  confiança  no  outro.  Dar  um  lugar  aos  outros  é indispensável para  que possamos  desenvolver  a  nossa relação  existencial.  A  amabilidade  do acolhimento,  da  abertura,  não  exclui  a  personalidade de  quem escuta  daquele que  procura  o verdadeiro em meio a múltiplas verdades. Só assim se chega à plenitude do diálogo. É como viver as tarefas do mundo tais como elas se apresentam. A vida é então realizada e confirmada na concretude de cada instante, de cada dia. A  busca  da  consciência  coletiva  é  uma  experiência importante  para  por  fim  aos  conflitos humanos,  pois,  durante  o  processo  de  busca,  não  procuramos  tirar  a  energia  dos  outros companheiros. Sempre  que  alguém  sai  vencedor,  o  perdedor  fica  deprimido,  em  baixa.  Mas  se procuramos  a  consciência  coletiva,  estaremos  então  recebendo energia  de  outra  fonte,  do  Poder Superior. Na consciência coletiva está contida uma filosofia  do diálogo, da relação entre os membros de A.A. Importa uma relação desenvolvida no diálogo, na atitude existencial da face-a-face. Há uma vibração recíproca na face-a-face. O diálogo assim desenvolvido abre novas perspectivas em relação ao sentido da existência humana de cada um dos membros participantes porque está voltado para um novo projeto de existência e não para um passado nostálgico. O processo da busca da consciência coletiva estabelece uma nova relação entre os membros de AA e,  numa visão maior, entre os seres humanos. Se consultada a consciência coletiva, as decisões são realistas? 
A  ampla  participação  assegura  que  a  realidade  seja  conhecida  nos  seus  mais  diferentes aspectos,  que  nenhuma  particularidade  seja  omitida, que nenhuma  consequência  das  decisões  a serem tomadas deixe de ser considerada. O estudo resulta sempre completo porque é o resultado da soma de todas as experiências, de todas as visões. Significa que se estuda e se decide com segurança. Frequentemente, o nosso narcisismo nos faz sentir que somos os guardiões de uma estrutura frágil e ameaçada e que, se não fosse por nós, tudo já estaria perdido. Isso é a manifestação de que algo está errado com a nossa saúde mental e espiritual e que  é preciso colocar, lado a lado, a nossa realidade com a que é percebida pelos irmãos em quem confiamos. O fato é que a verdade compartilhada é poderosa e eleva o espírito e é por isso que compartilhamos quando participamos das atividades do grupo ou das que são mais ligadas ao serviço. Frequentemente a verdade é um processo, o resultado de uma relação entre nós mesmos e os outros, a qual dá à verdade maior clareza e brilho.Precisamos de coragem para ver a verdade, mas ela nos fortalece, e estar dentro da realidade significa não estar alienado. Ocorre uma confiança no 
diálogo, na busca comum da verdade. No conjunto, o grupo sempre aprecia melhor porque inclui membros com muitos e diferentes pontos  de  vista  e  com a  liberdade  assegurada  de  expressá-los  por  meio  do  processo  que  busca  a consciência coletiva. Incorpora-se o claro e o escuro, o sagrado e o profano, a tristeza e a alegria, a glória e a lama e  é  por  essa  razão  que  as  decisões  são  bem  elaboradas.  Não  é  provável  que  se  deixe  de  apreciar algum aspecto  importante.  Como  cada  membro  representa  um  padrão  de referência  e,  se  eles  são muitos,  o  grupo  de  trabalho  se  aproxima  mais e mais da  realidade.  As  decisões  são  realistas  e usualmente seguras. 
Não ao totalitarismo! 
É comum pensar que as diferenças possam sempre ser  resolvidas por uma autoridade maior. No passado de cada um de nós, era costumeiro apelarpara a intervenção do pai ou da mãe para o entendimento de situações e para a solução de problemas. Procura-se frequentemente até apelar para um  ditador benevolente.  Mas  Alcoólicos  Anônimos,  em favor  da  maturidade  dos  seus  membros, nunca pode ser totalitária. Nós  nos  acostumamos,  ao  longo  da nossa  vida,  a  aceitar  certas  formas  de  autoridade  que sempre serviram como orientação para definir a realidade em que vivemos e sem ela nos sentimos confusos  e  perdidos.  Mas  a  busca  da  consciência  coletiva  passa  a  ser  o  exercício  através  do  qual sempre, e em grupo, encontramos a orientação, sempre conhecemos de uma maneira mais completa a realidade e, é bom acentuar, sem a necessidade de qualquer autoridade que não a do Poder Superior. No  decurso  do  processo  de  busca  da  consciência  coletiva  acontece  o  retorno  da  sensação  de segurança, agora sob uma forma mais espiritualizada, a segurança espiritual. A maneira menos primitiva de se resolverem as diferenças individuais é a de apelar para o que  chamamos  de democracia.  Pelo  voto,  determina-se o  lado  que  prevalece.  A  maioria  governa. Mas  este  processo  exclui  as  aspirações  da  minoria.  Pelo  contrário, o processo  de  tomada  da consciência coletiva inclui as aspirações da minoria. É como transcender as diferenças pessoais de modo a incluir, na mesma medida, a minoria. Entrar no processo que leva à consciência coletiva é ir além da democracia. Recorrer ao voto não é a solução. Apenas o consenso integra as minorias e, em realidade,  até  evita  a  formação  delas.  O  processo  pelo  qual  se  chega  ao  consenso  é  uma  aventura porque não se pode antecipar o que vai resultar, é algo quase místico e mágico, mas que funciona. Durante o processo de busca da consciência coletiva, a autoridade fica descentralizada. Não há líderes e, ao mesmo tempo, todos são igualmente líderes. Há um verdadeiro "fluxo de liderança". 
Os membros se sentem livres para se expressar e para oferecer as suas contribuições e o fazem no seu exato momento e na devida dimensão. Há lideranças. É o espírito de comunidade que lidera e não o individualismo. O desenvolvimento da Humildade. O  processo  de  busca  da  consciência  coletiva  atenua  o individualismo  áspero  que  leva  à arrogância e isso se faz por meio da limitação da participação, ao evitar preponderância e excessos - a velha prepotência e a conhecida manipulação. O poder individual só é contido, só é limitado, pelo poder coletivo. Este é um principio fundamental. Isto é exatamente o que acontece no processo de busca da consciência coletiva. Desenvolve-se,  nos  membros  do  grupo  de trabalho,  um individualismo  ameno  que  leva à humildade. Durante o processo, as dádivas de todos  são apreciadas e também reconhecidas as suas próprias limitações e isso está na base da aceitação das nossas próprias imperfeições. "Conhece-te a ti mesmo"é uma regra segura para chegar à humildade. Nesse  momento, fica muito  claro  que  o problema não  é  a  dependência  e  sim  a  real interdependência.  Não  só  os  membros  se tornam mais  humildes,  mas  também  o  grupo  como um todo. O grupo como um lugar seguro. As pessoas se tornam mais amenas quando participam  do processo de busca da consciência coletiva porque se olham através das lentes do respeito. O grupo se torna um lugar seguro porque há aceitação  e  compreensão,  e as  pessoas  sentem  com  uma  intensidade nova  o  amor  e  a confiança. Desarmam-se. Passa a haver a paz e, sobretudo, os membros aprendem a fazer a paz. É  também  um  lugar  seguro  porque no grupo  ninguém está  tentando  curar,  converter  ou  mudar  o outro e, paradoxalmente, é exatamente por isso que  a cura e a conversão acontecem. No grupo, as pessoas são  livres  para  serem  elas  mesmas,  livres  para  procurar  a  própria  saúde  psicológica e espiritual.  Tudo  isso  faz  do  grupo  um lugar  seguro  em  que as  pessoas  podem  abrir  mão  das  suas defesas, das suas máscaras, dos seus disfarces. Aceitamos ser vulneráveis, expor as nossas feridas e fraquezas, e assim fazendo, aprendemos também a ser afetados pelas feridas dos outros. O amor que surge  neste  compartilhar  só  é  possível porque  abrimos  mão  da norma  social  de  pretender  ser invulneráveis. Num lugar seguro as pessoas se desarmam e aprendem a fazer a paz, que nasce do processo de busca da consciência coletiva. Um estado de espírito muito especial. Quando nos preparamos psicologicamente para participar de uma reunião de serviço em que se vai à busca da consciência coletiva e nos sujeitamos ao processo que leva a ela, desenvolve-se uma atmosfera tal que,  paradoxalmente, nela  as pessoas falam mais baixo e, no entanto, são mais ouvidas. Nada é agitado e não se forma o caos. Pode haver discussão e luta, mas ela é construtiva  e move-se em direção do consenso. Em realidade, entra-se no processo de formação de uma verdadeira comunidade. Esse estado de espírito é indispensável para que se possa estar aberto para a manifestação do Poder Superior. Para a inspiração e para a voz do Espírito Santo. Quando  nos  dirigimos  para  uma  reunião  de serviço,  não  podemos  imaginar  qual  será  o resultado dos trabalhos nem devemos interferir nele. O processo de formação da consciência coletiva é verdadeiramente um mistério. O estado de espírito de quem vai para uma reunião de serviço. Quando se vai para uma reunião de serviço, é preciso ter em mente que a intenção, a ideia, é levar tão somente uma contribuição, uma experiência pessoal. É preciso lembrar sempre que o todo é formado  pelas  partes e  que  cada  um  de  nós  não  é  senão  uma  parte,  mas  uma  parte  realmente importante. Cabe ainda lembrar que as nossas experiências são tanto o fruto das nossas vivências, e por isso são muito ricas, mas também limitadas à esfera pessoal. Ao mesmo tempo, precisamos ter a consciência  do  valor  da contribuição  que  podemos  dar,  mas  também  de que  ela  será  parte  de  um todo, de um conjunto maior, que se formará a partidas contribuições de cada um dos presentes à reunião. O que fica dessas considerações é que a  atitude de  humildade é indispensável se se deseja chegar  à  consciência  coletiva.  É aceitar  que,  pelo  menos  diante  do  fato  de se  estar  frente  a  uma manifestação do Poder Superior, a prepotência, a arrogância, o narcisismo e a agressividade possam dar lugar à humildade e à aceitação daquilo que irá resultar da soma de todos os conhecimentos e contribuições, mas, sobretudo aceitar que ao final se chegará ao melhor caminho, à melhor solução, à melhor decisão. O que acontece quando não se busca a consciência coletiva. Muitas coisas podem acontecer. A realidade pode ser distorcida e as conclusões ou decisões podem não ser as mais sábias ou convenientes. Parte dos que compõem o grupo pode ficar excluída dos trabalhos, por ser constituída de membros mais  tímidos ou por estarem dominados pelos mais prepotentes, pelos que melhor fazem uso da palavra. Pode ocorrer que, antes de uma reunião, os componentes do grupo procurem contatar outros membros para lhes convencer acerca das suas pretensões ou postulações ou, simplesmente, conseguir adesões ou fazer acordos. Obviamente a consciência coletiva estará sendo manipulada e aí poderiam os mais doentes chegar ao seu "dia de glória",pois teriam manipulado até mesmo o Poder Superior.No entanto, nessas condições, a consciência coletiva não se estabelece e Ele não fala. Talvez falem outras vozes menos divinas. Quando  não  se  busca  a  consciência  coletiva,  o  que usualmente  acontece  é  correr  o  sangue emocional e até mesmo o físico. Usualmente a luta se estabelece, mas ela não leva a nada porque é caótica, é barulhenta e não construtiva. As  agressões  tornam  as reuniões  cansativas  e  os  resultados  são  nulos  ou  diminutos.  As reuniões se tornam tanto desagradáveis quanto improdutivas. É um conflito sem frutos e que vai para lugar nenhum. As pessoas tornam-se prisioneiras das suas raivas, dos seus ressentimentos e das suas ambições pessoais desmesuradas. Outros procuram concertar as cabeças, convencer ou curar os seus companheiros e isso, muitas vezes, pode até parece  ser coisa de amor, mas o fato é que fazem isso para o seu próprio conforto, em seu favor. É  fundamental  que  busquemos  a complementação  sempre que  opiniões  diferentes  ou contrárias às nossas forem apresentadas. Devemos buscar, nessas situações, o sentido de existir, de ser. Devemos identificar, na existência dos opostos, o sentido da complementaridade. Sempre que nos incompatibilizamos uns com os outros é porque estamos medindo forças e assumindo posições antagônicas. Se buscarmos o sentido do complementar, poderemos reverter o antagonismo e somar as nossas potencialidades em torno de um propósito único. Desse modo, não perdendo o nosso ponto de vista, identificamos um sentido maior que é a grande manifestação da Consciência Coletiva. A insensatez Quando não se busca a consciência coletiva, a insensatez se estabelece no grupo. Isto é, ele passa a agir de forma contrária aos seus próprios interesses, de forma contrária à apontada pela razão. Exatamente  ao  contrário  da  sabedoria  que  está  no  exercício do  julgamento  atuando  com  base na   experiência e no uso das informações disponíveis. No  caos  e  na  manipulação,  buscam-se  as  atitudes  contrárias aos  próprios  interesses da Irmandade de  Alcoólicos  Anônimos,  não  obstante  as  advertências  desesperadas  de  alguns  e  da existência  de  alternativas melhores  e  viáveis.  A busca  da insensatez  torna-se  trágica  e, dolorosamente,  um  comportamento  dominante. Dominados  pelas  paixões,  os  membros do  grupo abandonam o  comportamento  racional,  tornam-se  passionais.  A  mitologia  grega  tinha  uma  figura para  representar  a  cegueira  da  razão, o desvario involuntário, de  cujas  consequências  os companheiros  depois  se  arrependem,  chamada  Ate,  filha  de  Eris,  deusa  da  discórdia  e  da disputa. Tomados  de  cega insensatez,  as  vítimas  da  deusa  se  tornam  incapazes  de  realizar  uma  escolha racional, de distinguir entre atos morais e imorais. Onde e como o Céu e a Terra se tocam. O homem, desde tempos imemoriais, vem procurando fazer contato com as forças criadoras, com  o  sagrado. Procurou  lugares  e  objetos em  que  o  céu  e  a  terra  se  encontrassem.  Concebeu  a montanha  e  a  cidade  sagradas,  a  residência  real,  a  árvore  da vida  e  da  imortalidade,  a fonte  da juventude, etc. De  acordo  com  crenças  indianas,  o  monte  Meru  seria  uma  montanha  sagrada e sobre ela brilharia a estrela polar. Na crença iraniana, a montanha Elburz seria o ponto em que a terra estava ligada  ao  céu.  A população  budista  do  Laos considera sagrado o monte  Zinnalo.  No Edda,  o Himinbjorg,  que  quer  dizer "montanha  celestial",  é  considerado  o  ponto  em  que  o  arco-íris alcançaria a parábola do céu. Para os povos mesopotâmicos, o Zigurate era a montanha cósmica. Na Palestina era o Monte Tabor. Para os cristãos, a montanha cósmica era o Gólgota, o lugar onde Adão tinha sido criado e sepultado e o sangue do Salvador teria sido derramado sobre o crânio de Adão, servindo para a sua redenção.  Esta crença  ainda  permanece  entre  os  cristãos  orientais.  A  cidade  da  Babilônia,  como indica o próprio nome,  era tida  como a  "porta dos deuses", pois era por meio dela que os deuses desciam para a terra. A ideia de que o santuário reproduz o Universo, na  sua essência, passou para a arquitetura religiosa da Europa cristã e para as basílicas dos primeiros séculos, do mesmo modo que as catedrais medievais reproduziam simbolicamente a "Jerusalém celestial".
O  lugar  sagrado,  o  "Centro",  seria  a  zona  da  realidade  absoluta  e  lá  estariam  os seus símbolos: a árvore da vida e da imortalidade, a fonte da juventude, etc. daí a ideia de que a estrada que leva  ao  "Centro"  é um  "caminho difícil".Difícil também a peregrinação  aos lugares sagrados como Meca, Hardwar e Jerusalém, feita em viagens cheias de perigos e realizadas por expedições heroicas. As mesmas dificuldades encontra aquele que procura caminhar em direção ao seu ego, ao "Centro"do seu ser. A estrada é árdua e cheia de perigos porque representa um ritual de passagem do  âmbito  profano  para  o sagrado,  do  efêmero  e  ilusório  para  a realidade  e  para  a  eternidade,  da morte para a vida, do homem para a divindade. Chegar ao  "Centro"equivale a uma consagração; a existência profana e ilusória dá lugar a uma nova existência, a uma vida real, duradoura. Na busca da consciência coletiva o grupo de trabalho procura chegar ao"Centro",ao ponto mais elevado.Eu, pessoalmente, considero que é através do processo de formação da consciência coletiva, após percorrer um caminho muitas vezes árduo e difícil, é que estabelecemos um contato entre o céu e a terra. É por meio do processo de busca da consciência coletiva que o céu e a terra se tocam. A consciência coletiva é a voz do Poder Superior. O conceito de substancial unanimidade e a ideia da formação de uma verdadeira comunidade centrada  na  busca  da  manifestação  do  Poder  Superior está  na  base  de  uma  nova  dimensão  de divindade  e permitirão que a Irmandade de Alcoólicos Anônimos se aperfeiçoe de maneira progressiva e que, por meio da busca da consciência coletiva, os seus membros conquistem a mais absoluta liberdade espiritual, ficando então livres de preconceitos e de sentimentos negativos em relação aos demais companheiros. 

3.4.  Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida 
Box 4-5-9, Abr. Mai./1984 (pág. 4-5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may84.pdf 
Titulo original: “Donde se Origina em Realidad la Conciencia de GrupoInformada” 
“Lembro que certa vez, quando eu era ainda principiante e crítico, disse a um veterano que o Grupo estava louco. Disse-me que fosse para um canto da sala e fala-se aquilo para mim mesmo. Ainda  demorou  muito  tempo  para  perceber  que  naquele momento  começava  a  entender  que  uma consciência de Grupo esclarecida inicia-se no próprio indivíduo”. 
Assim iniciou David L., um Delegado do Novo México, uma discussão sobre “A importância de uma consciência de Grupo esclarecida”, o tema de apresentação no Fórum Regional do Sudeste, em Denver, Colorado, em dezembro passado. 
Fazendo observar que “esclarecer”significa  “instruir”,ou  “guiar”ou  “iluminar”;David disse que o conceito oposto é “ocultar”.  “Enquanto à minha própria conduta, embora nunca oculte alguma coisa a nenhum principiante intencionalmente, faço o mesmo deixando que o principiante divague, adiando discussões sobre a necessidade de ter um Grupo base ou de assisti uma reunião de consciência de Grupo. Irrito-me quando este mesmo principiante - sem consultar a consciência do Grupo, pinta a sala de reunião de roxo. A verdadeira bobagem é que se pintasse a sala de branco ou azul ou outra cor do meu agrado, e possível que eu  não disse-se nada a respeito da consciência de Grupo. Assim, que o processo da consciência de Grupo esclarecida, comece com a intenção de cada pessoas  estar  o  melhor  informada  possível;  somente  desta  maneira,  eu  posso  conceder  este privilégio ao principiante. De acordo com a minha experiência, A.A. raramente tem problemas que não sejam procedentes de uma consciência de Grupo não esclarecida, por exemplo, não contribuir 
com os órgão de serviço; ou ter caciques ao invés de servidores de Grupo”.
Para que a consciência de Grupo se mantenha verdadeiramente esclarecida, David oferece as seguintes sugestões: 
1.  Como indivíduos devemos nos assegurar de estar bem  informados a respeito do modo de  vida de  A.A.,  ler  sua  literatura  e  nos  dispor  a  compartilhar com  os  principiantes.
“Temos que estar bem informados sobe as nossas Doze Tradições: o futuro da Irmandade depende  da  nossa  compreensão  das  mesmas.  Considere  o  que aconteceu  com  os Washingtonianos  (um movimento de esforço pessoal muito promissor, que existiu entre os alcoólicos na década de  1840).  Se houvessem tido nossas Tradições, esta sociedade  ainda estaria viva e com boa saúde”.
2.  Devemos conhecer e participar da nossa estrutura de serviço.  “Em A.A. me ensinaram a acreditar que o serviço é ‘dar para ter’, aquele velho paradoxo de A.A. que se manifesta nas diversas atividades, desde arrumar a sala ou faze visitas de Décimo Segundo Passo, até se assegurar de que a mensagem seja levada aos presídios e hospitais. Não posso separar a recuperação do serviço”.
3.  Compreender a necessidade de celebrar reuniões de consciência de Grupo.  “Não estou dizendo  reuniões  às  quais  comparecem  dois  ou  três  veteranos membros  do  Comitê  de Serviços,  que  tomam  todas  as  decisões  pelo  Grupo.  Quero  dizer  uma  reunião  separada, planejada para tomar a consciência de Grupo referente a assuntos que afetam o Grupo ou A.A.  na  sua  totalidade.  Se  um  par  de  veteranos  faz  tudo,  como  podemos  dizer  aos principiantes que não temos um sistema de hierarquia em A.A.?”.
4.  Ter consciência de que realmente há líderes em A.A. – servidores fieis que não mandam, como  se  explica  em  nossas  Tradições  e  com  mais  detalhe no “Manual  de  Serviço  de A.A.”.  “Tomei conhecimento de que é possível que eu não seja bom para o meu Grupo; é possível  que  eu  tente  satisfazer  minhas próprias  necessidades  egoístas.  Ou  posso  me entregar ao Grupo com vontade de servir. Por outro  lado, um Grupo também pode não ser bom para mim. Certa vez um padrinho me disse:  ‘David, se o seu Grupo permite que você vire um ‘peixe gordo’, o Grupo não é apropriado para você’. Ele tinha razão”.
Concluindo, David L. falou de sua crença de que, “defrontar-se com a consciência de Grupo se torna mais fácil se confiarmos na Oração da Serenidade. A serenidade a coragem e a sabedoria foram  sempre  essenciais.  Conforta-me  saber  que  nosso  Poder  Superior,  ou  Deus  como  eu  quero chama-lo, na realidade se manifesta em nossa consciência de Grupo. Quero que A.A. sobreviva para mim, para meu filho e para os membros futuros que ainda não viram a luz; e isto exige que eu me torne responsável. Deus cuidará de nós”.

3.5.  Na “anarquia benigna”de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade. 
Box 4-5-9, Fev. Mar. 1989 (pág. 5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar89.pdf 
Título original: “En la ‘anarquía benigna’de A.A. la consciência de grupo informada es nuestra última autoridade” 
Ao cofundador Bill W., comparar A.A. com uma “anarquia benigna”,com razão, A.A. é um movimento  espiritual  e, como  diz claramente a Segunda Tradição, nossa  última  autoridade  “é  um Deus amantíssimo que se manifesta em nossa consciência coletiva”.
Mas, o que é exatamente a consciência de Grupo? Noque se diferencia de uma opinião de Grupo ou de uma votação majoritária? E, qual é a melhor maneira de alcançá-la? 
De maneira geral tem-se entendido que a consciência de Grupo busca a unanimidade através do esclarecimento espiritual e o apego aos nossos Passos Tradições e conceitos. Ao tratar assuntos delicados,  o  Grupo  trabalha  lentamente  –  evitando  apresentar  moções  (*) formais  até  que  apareça 
uma definição clara do ponto de vista coletivo. Antepondo os princípios às personalidades, o Grupo se previne contra as opiniões dominantes. Ouve-se asua voz quando o Grupo bem informado chega a  uma  decisão.  O  resultado  dessa  decisão  está  fundamentado  em  algo  mais  que  uma  simples contagem de votos  “sim”  ou  “não” –  precisamente  porque  é  a  manifestação  espiritual  da consciência do Grupo. O falecido Dean K., que serviu um período como delegado do interior da Califórnia e depois como diretor do Escritório Central de Seattle, disse que há duas maneiras de chegar à consciência de Grupo.“  A maneira competitiva permite a quem tem a voz mais alta promover sua ideia, pedir votos e  chegar  a  uma  decisão  ‘majoritária’.  Isto  não  é  a consciência de  Grupo  esclarecida.  A  forma cooperativa permite ao Grupo reunir-se com confiança mútua para tomar uma decisão de Grupo que não é a vitória pessoal de um único indivíduo”.A fórmula de Dean para uma consciência de Grupo cooperativa e esclarecida requer que se apresentem os fatos desde todos os ângulos ao tratar de qualquer questão. Enfaticamente, Dean disse: 
“Não se abre à discussão geral. Isso permitiria aos membros mais barulhentos dominar o debate. 
Sugere-se  que  o  coordenador  peça  a  cada  membro  dar  sua  opinião  durante  um  tempo  de  dois minutos.  Ninguém  deveria  ter  uma  segunda oportunidade  de  falar  até  que  todos  tenham  falado; assim, inclusive o membro mais calado terá a mesma oportunidade de se manifestar. O coordenador 
não dá sua opinião até que todos demais tenham manifestado a sua. È importante ouvir sempre a voz da minoria; entretanto, é preciso ter em mente o fato de que a voz minoritária, embora às vezes tenha razão, pode frequentemente não tê-la. A não ser que seja muito convincente, deveria ser considerada como o que é – ou seja, uma voz minoritária. Permitir que a minoria sempre influenciasse a maioria é permitir que o rabo mova o cachorro”. Para  além  do  nível de  Grupo,  A  conferência  de  Serviços  Gerais  de  A.A.  tem  a responsabilidade  de  atuar  como  a  consciência  de  Grupo  coletiva  da  Irmandade.  A Conferência,  a entidade  de  A.A.  mais  parecida  com  a voz coletiva,  produz opiniões  a  respeito  de  assuntos importantes  de  política  que  podem afetar A.A.  na  sua  totalidade;  aprova  a  seleção  de  alguns  dos candidatos  à  Junta  de  Serviços  Gerais  e  elege  outros. Entretanto, nem a Conferência nem  a Junta podem dar ordens a nenhum Grupo ou membro de A.A. Nem sempre bem compreendido como conceito, a consciência de Grupo esclarecida, tal como está expressada na Segunda Tradição, é uma poderosa ideia espiritual que torna possível a indivíduos dos mais diversos temperamentos e procedência, superar a ambição pessoal e unir-se para realizar nosso  propósito  comum:  mantemo-nos  sóbrios  e  estender  a  mão  de  A.A.  ao  alcoólico que ainda sofre. 
(*) N.T.:  Moção =>  Do inglês e do francêsmotion. Proposta. Proposta, em uma assembleia, acerca do estudo de uma questão, ou relativa a qualquer incidente que surja nesta assembleia. Moção  em A.A.:Ocorre nas assembleias e nas tomadas de consciência dos Grupos quando um membro apresenta uma proposta (moção),normalmente divergente, como alternativa àquela que está em pauta ou sendo  votada. Também pode ser uma  proposta  complementar. A proposta  é aprovada se conseguir a aprovação de dois terços dos presentes, seja através de votação secreta ou de mãos levantadas. 

3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1998 (pág. 3 a 5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar98.pdf 
Título original: “Las reuniones abiertas y cerradas: Hay una diferencia" 
Qual a diferença entre reuniões abertas e fechadas?Do que se fala em cada uma delas? Há exceções que ampliam os limites? Um dependente de drogas pode assistir às reuniões fechadas de A.A.?  Quem  determina  as  regras?  E  mais:  o  recém  chegado  sabe  a  diferença  que  há  entre  uma  e outra? Como diz a Quarta Tradição,  "Cada Grupo de A.A. deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou a A.A. em seu conjunto".Dessa forma, como podemos supor, as reuniões que nossos milhares de Grupos realizam  têm cada uma, seu caráter particular. No geral, porém,  a  maioria  das  reuniões -  desde  as  reuniões  de  novos  até  as  de  Passos  e  Temáticas  - classificam-se em duas categorias: abertas e fechadas, como define o folheto "O Grupo de A.A. "Qualquer  pessoa  interessada  no  programa  de  A.A.  para  a  recuperação  do  alcoolismo  pode assistir às reuniões abertas. As reuniões fechadas são unicamente para os membros de A.A., ou para aqueles que tenham um problema com a bebida e tenham "o desejo de parar de beber". Sejam abertas ou fechadas, as reuniões dos Grupos de A.A. são realizadas e coordenadas por membros de A.A. Nas reuniões  abertas,  pode-se  convidar  aos  não  AAs  para falar,  conforme  determinar  a  consciência  de Grupo. Ao longo dos anos, têm surgido vários mal-entendidos sobre ser ou não apropriado falar de certos temas nas reuniões abertas. A importância dada a esse assunto era tamanha que os membros da Conferência de Serviços Gerais de  1987 continuaram discutindo sobre o tema até altas horas da noite e em seguida emitiram uma declaração disponível para os Grupos que se interessassem: "Esta é uma reunião aberta de  Alcoólicos Anônimos. Estamos  encantados com a presença de vocês aqui, especialmente  os  principiantes.  Em  conformidade  com nossa unicidade  de  propósitos  e  nossa Terceira Tradição, que diz que,'para ser membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber',  pedimos  a todos os  participantes  que  limitem seus  comentários  a  seus  problemas  com  o álcool". Tradicionalmente  as  reuniões  abertas  são  para  qualquer  pessoa que deseje  assisti-la.  Não obstante, a experiência nos indica que não se deve  deixar ao sabor do acaso a escolha dos temas de discussão; muito pelo contrário, a sugestão é de que as reuniões se realizem segundo um formato e procedimento  cuidadosamente  preparados  com  a  finalidade  de  que  a discussão fique centrada  nos problemas  relacionados  com  o  álcool.  Ironicamente,  parece  ser  mais  importante  reafirmar  o propósito primordial de A.A. nas reuniões abertas do que nas fechadas. É preciso recordar a alguns participantes que estão em uma reunião aberta de Alcoólicos Anônimos, e não em uma reunião genérica de um "Grupo de Doze Passos". Membros de A.A. de todas as partes do mundo têm enviado cartas ao Escritório de Serviços Gerais  –  ESG,  pedindo informações  sobre  diversos  aspectos  das  reuniões  abertas  e  fechadas  e compartilhando suas próprias experiências e opiniões. Apresentamos a seguir alguns exemplos em forma de perguntas e respostas: O que acontece se um profissional ou outra pessoa que não seja membro de A.A. resolve identificar-se como tal a si mesmo numa reunião fechada de A.A.? 
Existem duas soluções que têm dado resultado: 
1)  Alguns Grupos imediatamente consultam a consciência coletiva e declaram que a reunião é "aberta" para  que  o  visitante  possa  ficar  e  observar  como é uma  reunião  de  A.A.  (um membro comentou que é provável que o alcoólico de primeira vez não tenha a mínima ideia do  que  é  uma  reunião  aberta  ou fechada  e,  a  menos  que  haja  disputa,  não  se  sentirá prejudicado com a troca de formato). 
2)  Outros Grupos, no intuito de proteger o anonimato dos AAs presentes, levam o visitante para um  canto  e  recomendam  outras  reuniões  abertas  de A.A.  nas  vizinhanças,  ou  pedem  a  um voluntário que o leve para tomar um café a fim de explicar-lhe pessoalmente como funciona o programa. 
Deve-se permitir que pessoas com outros problemas além do alcoolismo - em particular o abuso das drogas, assistam às reuniões fechadas de A.A.?  
A Conferência  de  1997 aprovou  uma  definição  revisada  da  declaração  da  Unicidade  de Propósito  de  A.A.  que  oferece  uma  possível  solução:  "O alcoolismo  e  a  drogadicção  podem  ser classificados como  'abuso de substâncias químicas'ou como  'dependência de substâncias químicas'.
Por conseguinte, às vezes se permite, em A.A., tanto a introdução dos não alcoólicos como a dos alcoólicos e lhes é feita a recomendação de que assistam às reuniões. Qualquer pessoa pode assistir às reuniões abertas de A.A. Mas unicamente os que têm um problema com a bebida podem assistir às  reuniões fechadas  ou  tornarem-se  membros  de  A.A. As  pessoas  que  têm  outros  problemas diferentes do alcoolismo podem se tornar membros de A.A. somente se tiverem um problema com a bebida".
O que vocês acham dos AAs que falam nas reuniões sobre sua experiência com as drogas, assim como a relacionada com o álcool? 
Cada vez mais gente que chega em A.A. hoje em dia é adicta ao álcool e outras drogas. Dessa forma, não é de se estranhar que falem nas reuniões sobre sua drogadicção. As pessoas podem falar com  franqueza  nas  reuniões  fechadas  de  A.A.  e  mencionar  seu  problema  com  drogas,  mas  o importante é não perder de vista o fato de que é uma reunião de A.A. Nas nossas reuniões, da mesma forma  que  em  nossa  literatura,  colocamos  como  foco  principal  o vínculo  que  temos  em  comum  - nosso alcoolismo - e não nossas diferenças. 
É preciso identificar-se como alcoólico nas reuniões para poder participar? 
Quando cheguei em A.A., há muitos anos, não existiam normas rígidas a respeito da forma como cada um de nós devia se apresentar. A mim me parece que hoje em dia, se você não diz quem você é, alguém logo pode perguntar, aos gritos: "Quem é você?"E, para dizer a verdade, acredito que o fato de que uma pessoa esteja ali, na reunião, indica claramente que tem o desejo de parar de beber.Por que não deixar que os principiantes sejam eles  mesmos, por que temos que forçar as pessoas a dizer  a  mesma  coisa?  Sempre  tive  a  impressão  de  que simplesmente  estar  ali  já  era  o  suficiente. Nunca ouvi alguém falar sobre a existência de uma norma que diga que você tem que se identificar como  alcoólico  para  poder  participar.  Não  obstante, é  à  consciência coletiva  do  Grupo  que corresponde uma tomada de posição. 
Deve-se permitir que as crianças assistam as reuniões fechadas? 
Muitas pessoas trazem criancinhas às reuniões porque, de outra forma, não poderiam assistir - ou porque não têm dinheiro para pagar uma pessoa que tome conta ou porque não encontram quem possa  fazer  isso.  A  decisão  corresponde  ao  Grupo.  Costuma-se  decidir  cada  caso  conforme  se apresente; às vezes, no entanto, o Grupo cria certas diretrizes a serem seguidas. Ensinaram-me em A.A. que todas as reuniões de Passos e Tradições devem ser fechadas. 
Isso está correto? 
A  experiência  compartilhada  de  A.A.  demonstra  que  a maioria  dos  Grupos  decide  ter  suas reuniões de Passos e Tradições fechadas. No entanto, cada Grupo tem autonomia para decidir sobre o assunto. É permitido o comparecimento às reuniões de pessoas que não sejam membros de A.A.? 
Sim. Desde os primórdios de A.A., os Grupos têm contado com a presença de não AAs como participantes e oradores em suas reuniões abertas. De fato, Bill W. pedia constantemente a médicos, clérigos e outros não AAs para que comparecessem às reuniões. Naturalmente, a decisão de fazê-lo fica  por  conta  da consciência  do  Grupo.  O  bonito  da autonomia  é  que  não  há  regras  que  possam limitar o Grupo em sua capacidade de levar a mensagem. Inclusive, se não estamos de acordo com o que  fazem  outros  Grupos,  estes  têm  o  direito  de  guiar-se  por  sua  consciência  de  Grupo.  Ao  ler  a literatura de A.A. encontramos muitas coisas que parecem ser contraditórias e pouco consequentes; mas acredito que essa é a verdadeira natureza de A.A., uma vez que se trata de uma comunidade espiritual  que  não  pode  ser  definida  específica  e  rigidamente.  A  ideia  de  autonomia  é  também espiritual e deixa que as questões sejam resolvidas por um Poder Superior a nós mesmos. 
Como começaram as reuniões fechadas? 
As raízes de A.A. remontam ao Grupo Oxford, um movimento evangélico cristão que surgiu nos  anos  20.  Além  das  reuniões  regulares,  havia "esquadrilhas  de  bêbados" que  se  reuniam separadamente. Nos primeiros dias de A.A., quando todos os membros eram homens, suas esposas 
costumavam assistir às reuniões, segundo diz Lois W. (esposa de Bill W., o cofundador de A.A., e fundadora de Al-Anon). Conta ela que começaram a realizar-se reuniões fechadas porque os maridos se cansaram de suas esposas os acompanharem a todas as reuniões. 

3.7.  Reuniões de A.A. em instituições de tratamento 
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1987 (pág. 8) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept87.pdf 
Título original:“Los que Abusan de Sustancias Quimicas, y las Reuniones de A.A.” 
Um problema enfrentado pelos AAs que levam a mensagem às instituições de tratamento é a quantidade, cada vez maior, de adictos não alcoólicos que se tratam nesses centros. Com frequência, os  procedimentos  que  tratam  da  assistência  a  estes  pacientes  nas  reuniões  de  A.A.  não  estão 
suficientemente claros, e esta falta de precisão pode causar problemas a estes membros que levam a mensagem. A política de A.A. respeito aos adictos não alcoólicos, frequentemente não é conhecida pelos  responsáveis pela instituição e  os membros do Comitê de Instituições de  Tratamento  –  CIT vem-se obrigados a lhes falar a esse respeito. Algumas instituições de tratamento têm a tendência  a reunir alcoólicos e os que abusam de outras substâncias químicas numa só categoria, supondo que sofram da mesma adição, e o tratamento reflete  este  enfoque.  Certamente,  as  instituições  têm suas  razões  e os  motivos  adequados  para conduzir  o  tratamento  dessa  maneira.  Entretanto,  os AAs  que  levam  a  mensagem  com  frequência descobrem que os responsáveis por estas instituições incentivam os adictos não alcoólicos a assistir as reuniões de A.A. dentro de suas instalações. Ademais, devido à eficácia do programa de A.A. ao prestar  ajuda  e  apoio  aos  alcoólicos  no  pós-tratamento,  com  frequência  aconselham  também  os adictos não alcoólicos a procurar A.A. após receberem alta da instituição. Neste caso, os métodos da instituição de tratamento se contrapõem às Tradições de A.A. O Comitê  de  Instituições  de  Tratamento  –  CIT  tem  a  responsabilidade  de  informar  os administradores e o pessoal clínico das instituições sobre a unicidade de propósito de A.A. Compete também  a  estes  Comitês  instruir  estes  profissionais sobre  a  política  e  as  Tradições  de  A.A.  As reuniões de A.A. que se realizam dentro de uma instituição de tratamento não podem ser  “reuniões sobre o abuso de substâncias químicas”,mas, apenas para alcoólicos – incluindo os alcoólicos com outras adições. Mesmo sendo difícil e levando muito tempo para explicar ao pessoal das instituições de tratamento a necessidade de se ater à política de A.A. referente a esta questão, a experiência nos demonstra que a comunicação é mais efetiva quando os AAs o fazem de maneira generosa e com espírito de cooperação. 
Extraído do Livro de Trabalho com as Instituições de Tratamento 


I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)


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