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4.  Grupos especializados / Minorias 
4.1.  A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA) 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 2005 (pág. 6-7) => http://www.aa.org/sp_pdfs/sp_box459_april-may05.pdf 
Título original: “ICYPAA - casi cinco décadas de alcanzar a los jóvenes alcohólicos” 
ICYPAA  –  The  International  Conference  of  Young  People  in  A.A., ou,  A  Conferência Internacional de Jovens em A.A.,  cujos membros são cada vez mais jovens – atualmente entre 14 e 35 anos de idade, continua dando provas de boa saúde: o fim de semana do Dia do Trabalho, de 01 a 04  de  setembro   2005 irá  acontecer  no  Hotel  Sheraton  de  Nova  Orleans,  Louisiana,  sua  48ª Conferência, e está prevista a presença de membros dos EUA, Canadá e de outros países. Conforme Keith H., Delegado de Oahu, Havaí, que foi coordenador do conselho assessor da ICYPAA desde 1995 até 2002: “Um ano assistiram 16 pessoas do Japão, foi muito emocionante vêlos identificados com outros jovens; parecia não haver barreiras linguísticas”. Os Grupos de Jovens começaram a 
aparecer  em  1945 em  Los  Angeles, Cleveland  e  Filadélfia,  e  agora  estão presentes em todas as partes da América do Norte. Em  1957, um Grupo de Jovens em A.A. dos EUA/Canadá fundou a ICYPAA com  a  ideia  um  ambiente  onde  os  jovens poderiam  celebrar  a  sua  sobriedade anualmente.  Dois anos  depois,  na Convenção  do  25º  aniversário  da Irmandade,  celebrada  em  Long  Beach, Califórnia, Bill W. fez a observação de que os  novos  membros eram  mais  jovens  do que quando ele e o Dr. Bob fundaram A.A. em  1935.  Em  uma  carta  dirigida  à ICYPAA,  datada  no  dia  15  de  junho  de 1969,  Bill escreveu:  “...  em  anos  recentes não  houve  nada  que  me  tenha  inspirado  mais  do  que  o saber  que  amanhã  a  Irmandade  estará segura, nas mãos de vocês, a geração de jovens de A.A.”. Desde  o  início  da  ICYPAA,  cada  vez  mais  pessoas  que no  começo  não  se  consideravam “jovens”têm assistido regularmente à Conferência Internacional e aos Grupos de Jovens. Keith, que chegou em A.A. aos 16 anos, e depois teve recaídas  constates até tampar a garrafa aos 19 anos, em 1990, lembra que,  “nos YPG -  Young People Group, ou,  Grupos para Jovens, como no meu Grupo Base ‘Bad Brains’, havia pessoas com quem me podia identificar, e ninguém me dizia que era jovem demais para ser alcoólico. Não vou apenas aos Grupos de jovens. Vou a muitos Grupos diferente e isso contribui para o enriquecimento da minha sobriedade de muitas maneiras”.Os Grupos de Jovens tentam fazer com que o recém-chegado compreenda que não é preciso passar 20 anos ou mais bebendo e perder a família, os amigos e a estabilidade econômica para optar pela  sobriedade.  Os Grupos  de  Jovens  integram  o  iniciante  na  corrente  principal  de  recuperação, unidade  e  serviço  de  A.A.  através  dos  Passos,  Tradições  e  Conceitos para  o  serviço  mundial. Membros de A.A. da mesma idade que os recém-chegados, lhes ensinam que usando os princípios de A.A. nas suas próprias vidas e participar do serviço poderá conduzi-los a uma sobriedade duradoura e cômoda. Keith diz:  “No meu Grupo base estamos sempre procurando mais e melhores maneiras de  levar  a  mensagem.  No  inventário  do  Grupo,  fazemos  este  tipo  de  perguntas:  O  Grupo  atrai pessoas  de  diferentes  classes  e condições?  Percebemos  em  nossas  reuniões  uma  boa  amostra representativa  da  nossa  comunidade?  Normalmente  não é  assim  e  então  tratamos de fazer  as mudanças necessárias”.De vez em quando é perguntado ao Escritório de Serviços Gerais se a ICYPAA e os Grupos de  Jovens  são  “parte  de A.A.”. A  resposta,  obviamente,  é  sim.  ICYPAA  e  seus  membros  estão comprometidos com alcançar os iniciantes – nunca se rejeita um alcoólico em razão da sua idade, e participar em todos os aspectos do serviço em A.A.  Na maioria das Listas de Endereços as reuniões de jovens aparecem listadas junto com as demais, mesmo que em algumas Áreas possam aparecer destacadas com asterisco para identificá-las como YPG –  Grupos para Jovens. Os membros destes 
1ª Conferência Internacional de Jovens em A.A. realizada em  Niágara  Falls,  em  abril  de  1958.  Embora  organizada por  jovens,  a  participação  sempre foi  aberta  a  todos  os membros  da  Irmandade  e  cidadãos  da  comunidade(observe as “cabeças-brancas”). Grupos  servem  em  nível  de  Grupo, Distrito, Área e  nacional.  As  convenções  e  conferências  da ICYPAA são atividades vitais de A.A. e aparecem no calendário de eventos do Box 4-5-9. Na  Grapevine do  mês  de  outubro  de  1989,  Robin  F.,  de  Los  Angeles,  fazendo  eco  dos sentimentos da gente jovem de todos os cantos, escreveu se referindo à sua experiência de ser uma jovem  de  18  anos  em  A.A.:  “Sei  de  uma  coisa  com  segurança:  nenhum  jovem  quer  ouvir  que alcançou a sobriedade antes de passar por muitos sofrimentos; já sofreu muito. Quer ouvir o que todos recém chegados ouvem ao chegar na Irmandade:  ‘Bem vindo. Isto é A.A. e o único requisito para ser membro é querer parar de beber’”.
(*) Para saber mais: 
Leia o artigo  “Os jovens em A.A.”nesta coletânea, ou, “Llegar joven a A.A. y mantenerse sobrio” no endereço => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov07.pdf

4.2.  Reuniões de A.A. para Internacionalistas e Solitário (Loners – Internationalist Meetings, LIM) 
Box 4-5-9, de Ago. Set./ 2008 (pág. 3-4) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept08.pdf
Título original: “El Capitán Jack: el marinero solitario que inició un movimiento” Em  janeiro  de  1946apareceu  na  revista  The Reader’s  Digest um  artigo 
escrito na primeira pessoa com o  título  “A  minha  volta  do submundo do alcoolismo”,  um relato  de  recuperação condensado da A.A. Grapevine.
Chegou  no  momento  mais oportuno  às  mãos  de  Jack  S., um  homem  de  meia  idade, oficial  da  marinha  mercante, que,  depois  de  anos  de  luta 
estava-se  afundando  num  mar de álcool. Impressionado com o relato, escreveu uma carta ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, em Nova York solicitando  informação,  assistiu  reuniões  em  Boston  e  embarcou  numa  viagem pessoal que acabaria por beneficiar milhares de alcoólicos em todas as partes do mundo. O Capitão Jack, como é conhecido nos círculos de A.A., foi a figura chave para dar início às Reuniões de Solitários e Internacionalistas – RSI (*)(Loners – Internationalist Meetings, LIM), um serviço de correspondência confidencial que chega aos membros de A.A. do mundo inteiro que se encontram impossibilitados de participar das reuniões regulares. Um boletim bimensal é coordenado por um membro do ESG. Os Solitários são membros de A.A. que residem ou trabalham em zonas isoladas onde, numa distância razoável, não há reuniões de A.A. Os marinheiros são conhecidos como Internacionalistas, e podem organizar grupos a bordo de seus barcos. OsAAs que estão confinados em suas residências devido a enfermidade ou impedimento físico chamam-se Residentes. O Capitão  Jack  se  manteve  sóbrio  durante  14  meses  a  bordo deste petroleiro trocando correspondência com o ESGe fazendo o trabalho de 12º Passo com outros marinheiros. Os  membros  do  RSI  compartilham  suas  experiências,  forças  e  esperanças  uns  com outros através de correio eletrônico ou correio postal e com frequência estabelecem amizades duradouras. Ainda em seus primeiros anos, A.A. tentava ajudar pessoas em condições de isolamento que não  contavam  com  o  contato  frequente  de  outros  membros  da  Irmandade.  Bill  W.  e  os  poucos membros  do  ESG  de  Nova  York, tentavam  solucionar  este  problema  trocando  cartas  com  os solitários da mesma maneira que o faziam com os membros que estavam iniciando grupos regulares em suas comunidades locais. A finalidade desta  correspondência  era a de que homens  e mulheres pudessem manter sua sobriedade mesmo sem ter contato pessoal com outros AAs, e, não podendo se reunir pessoalmente podiam se corresponder entre eles e com o ESG. Isto funcionou e nos Arquivos Históricos  de  A.A.  existem  numerosas  cartas  de  solitários  que  conseguiram  se  manter  sóbrios  nas mais difíceis situações. O Capitão Jack residiu em Sharon, Massachusetts durante seus muitos anos de marinheiro. Escreveu  sua  primeira  carta  ao  ESG (então  conhecido como  Fundação  do  Alcoólico), em  28  de março de 1946, numa época em que a Irmandade, mesmo pequena, crescia muito rapidamente. Esse foi o começo de uma correspondência regular entre ele e seus novos amigos de ESG a quem logo iria conhecer pessoalmente. Bill W. parecia estar impressionado com a recuperação deste marinheiro que tinha exercido a carreira de bebedor pelos “sete mares dos cinco continentes”. Jack foi oficial da Marinha de Guerra dos EUA durante a Primeira Guerra Mundial e depois começou  a  trabalhar  como  oficial  na  marinha  mercante.  A  economia do  país  estava  passando  por uma fase ruim e Jack teve de começar como simples marinheiro embora tivesse licença de capitão. Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, encontrava-se a bordo de um petroleiro no Atlântico Norte. Ao final da guerra estava a bordo de um navio no Pacífico Sul, quando leu o artigo que iria mudar sua vida. Em outubro de 1947 visitou o ESG pela primeira vez e conheceu Bill W.  “Disseram-me que se tinha A.A., poderia ir a qualquer lugar do mundo e me manter sóbrio. Bill me ajudou a colocar alguns livros na minha sacola de marinheiro”,ele disse. Ele ganhou um prêmio numa loteria que consistia de três exemplares do  Big  Book;  deixou  um em  Xangai,  outro  em  Singapura  com  um, médico e o terceiro com um agente de Abadam, uma ilha no Irã. Enquanto  levava  a mensagem  de  A.A.  a  portos  distantes,  Jack  começou  a  adquirir certa reputação por seu trabalho pela Irmandade. O engenheiro de um dos portos visitados por Jack disse que  o  capitão  se  manteve  sóbrio  durante  14  meses a  bordo  de  um  petroleiro  trocando correspondência com o ESG e fazendo o 12º Passo com outros marinheiros e estava-se convertendo “num  verdadeiro Internacionalista”. Jack  consultou  o  dicionário  e  ficou  sabendo que internacionalista  é  uma  pessoa  que  tem  algo  em  comum  com  dois  ou  mais países  do  mundo. Escreveu  ao  ESG  sugerindo  que  fosse  dado  o  nome  de  Internacionalistas ao  grupo  mundial  de Solitários. O ESG começou a lhe remeter cartas com essa denominação. Jack costumava visitar o ESG quando passava por Nova York e os funcionários tinham por ele  grande  carinho  e admiração.  Charlotte  L.,  uma  secretária  do  ESG,  foi  quem  respondeu sua primeira carta. Ela lhe enviou uma lista de membro se grupos nos possíveis portos que ele iria visitar, e, por ela mesma ser alcoólica, lhe assegurou que compreendia o que era ser solitária no programa. “Quando comecei estava sozinha e as cartas tinham um valor incalculável”disse, e acrescentou que tinha  havido  ocasiões  em  que  se  encontrando  distante  dos  grupos,  a correspondência  com  outro membro  foi  muito  importante  para  ela.  “Portanto,  continue  a  nos  escrever  se  isso  lhe  fizer  bem. Inclusive, e mesmo sem os grupos, é possível que possa ajudar outra pessoa”. Também  fez  viagens  a  Palembang,  na  ilha  de  Sumatra, que  agora  faz  parte  da  Indonésia, porém à época fazia parte das Índias Orientais Holandesas. Nessa cidade contatou um Solitário de A.A. chamado Frank F., cujos dados tinha recebido no ESG. “Sempre me lembro de Frank porque ele era o que eu precisava e eu o que ele necessitava”,disse Jack.  “Desde então fui distribuindo literatura por onde passava Xangai, Cidade do Cabo,Bornéu, Singapura, Madras”.Continuou a viajar entre Bombaim, na Índia e o Golfo Pérsico e outros portos petrolíferos da Austrália, África do Sul e Ásia, Porém, o tempo que passava nesses portos costumava ser entre oito e dezoito  horas  e  sendo  assim,  grande  parte  de  seus contatos  com  AAs  era através  do  correio.  Na maioria de suas cartas falava de como A.A. funcionava para ele e inclusive lhe ajudava na sua função de  Capitão  de  navio.  A  visitar  vários  portos  se lembrava  das experiências infelizes  de  visitas anteriores quando ainda bebia. Desde  1946 até  1948 escreveu  muitas  cartas  enquanto  sulcava  os  mares  ou  desde portos longínquos. Numa delas, escrita numa viagem de Calcutá a Palembang no dia 15 de julho de  1948 dizia  “Pela Graça de Deus, ontem  completei dois anos de sobriedade”.Durante esse tempo todo manteve em seu camarote uma garrafa de uísque sem abrir, e assim continuou fechada a pesar das tormentas  e outras  dificuldades.  Na  etiqueta  dessa  garrafa  tinha  escrito,  “É  meu  desejo  que esta garrafa  somente  seja  aberta  para  ajudar  a  tirar  a embriaguez de  bêbados  que  queiram  que  essa bebedeira seja a última. Se os funcionários da alfândega a querem, pode ficar com eles. Eu não a quero”. A partir do número de setembro de 1948, a Grapevine começou a publicação, em três edições subsequentes,  da  história  de  recuperação  do  Capitão Jack  com  o título  de  “Um  solitário  em  alto mar”. A  cada  visita  aos  portos  ele  ia acrescentando  nomes na  sua  lista  de  contatos  de  Solitários/ Internacionalistas e  compartilhando-as  com  o  ESG.  Cooperou  com  o  escritório  na  preparação  do “The Internacinalist Round Robin”, publicado em  1949e enviado a todos que constavam na lista de Internacionalistas. Isto se converteu no “LIM Bulletin”, um boletim de seis páginas de cor amarela, onde apareciam cartas de Jack e outros Internacionalistas notificando onde se encontravam e como funcionava  o  programa  para  eles.  Embora  originalmente  fosse  destinado  aos Internacionalistas  – principalmente  aos  marinheiros,  membros de A.A.,  este  serviço foi ampliado em 1976 para incluir outros solitários. O serviço chegou a ser de tanta  importância  para  os  solitários,  internacionalistas  e  residentes  que atualmente o ESG produz um diretório confidencial especial apenas para os membros do RSI. Jack  continuou  trabalhando  a  bordo  de  navios  petroleiros  até  a idade  estabelecida  pela  companhia  para  sua aposentadoria, em  1961. Então,  o  Capitão  Jack  Já  não  era  mais  um  solitário; mudou-se  com  sua mulher para Cabo Elizabeth,Portland, Maine onde fixou residência. Não é de surpreender que o Capitão Jack tenha-se transformado no patriarca dos grupos de Portland,  onde  fez  uma  multidão  de  novas  amizades.  Jack viajou  à  Convenção  Internacional  de Montreal e também assistiu a uma “Reunião de Veteranos” organizada por Lois em Stepping Stones O Capitão Jack morreu em 28 de dezembro de  1988 aos 91 anos, poucos meses depois de comemorar seu 42º aniversário de sobriedade em AA.  Era capitão de navios petroleiros de uma das grandes companhias petrolíferas. Viajou a muitos portos do mundo e levou a mensagem de A.A. a lugares remotos raramente visitados por poucas pessoas. Hoje em dia é lembrado com carinho por seu papel na criação deste serviço de A.A. que é RSI. Até os últimos dias de sua vida nunca deixou de se corresponder com seus amigos de A.A.
(*) A sigla RSI é uma liberalidade do transcritor para indicar LIM.
Para saber mais: 
Material de Serviço do Escritório de Serviços Gerais. 
Solitários Internacionalistas – Serviço de Correspondência 
(Transcrito com permissão do artigo recolhido em  www.aa.org/en_pdfs/smf-123_en.pdf e datado em 28/05/2002)
A  Reunião  Solitários-Internacionalistas  (LIM)  é um  boletim  bimestral  confidencial, enviado para Solitários, Residentes, Internacionalistas, Padrinhos de solitários e Contatos de Porto. O boletim contém trechos de cartas de membros  LIM  e inclui nomes completos e endereços.  LIM é  distribuído unicamente para os membros acima mencionados que precisam de confidencialidade da partilha pessoal por meio de correspondência. 
Um  membro  da  equipe  do  ESG  coordena  o  serviço  de  correspondência  dos  Solitários, Residentes  e  Internacionalistas  que  é  aberto  aos  membros de  A.A.  listados  numa  das  categorias abaixo. 
Categorias: 
1)  Solitários:  são membros de A.A. que residem ou trabalham em zonas isoladas onde, numa distância razoável, não há reuniões de A.A. 
2)  Residentes:são membros de A.A. que estão confinados em suas residências devido a enfermidade ou impedimento físico
3)  Internacionalistas:são membros de A.A. trabalhando em navios de mar por longos períodos.
4)  Contato  de  Porto: é  um  membro  de  A.A.  disposto  a  servir  de  contato  para Internacionalistas quando da sua chegada aos portos.
5)  Padrinho de Solitários:é um membro de  A.A.  com presença  ativa nas  reuniões de A.A. locais e compartilha as experiências e atividades desses grupos com Solitários, Residentes e Internacionalistas por meio de correspondência.
Obs.: um  padrinho  de  solitários  não  é  um  Solitário  ou  um “padrinho”  no  sentido tradicional de A.A. 
Para participar, um membro de A.A. precisa: 
1)  Ler e escrever em inglês. 
2)  Fornecer um endereço permanente para correspondência. 
3)  Estar  disposto  a  compartilhar  suas  experiências,  forças  e  esperanças  através  de  correspondência. A maioria dos membros LIMse corresponde via correio postal, mas também podem fazê-lo via correio eletrônico. 
Para receber o Boletim confidencial bimestral Reunião Solitários-Internacionalistas (LIM), o Box  4-5-9  além  do Diretório  anual  de  Solitários,  Residentes, Internacionalistas,  e  listas  de membros LIM,  publicados  pelo  GSO,  os  membros  de  A.A.  interessados  que  se  enquadram  nas categorias  LIM, deverão entrar  em  contato  com o  Escritório  de  Serviços  Gerais,  PO  Box  459, Grand Central Station, New York, NY 10163, ou correio eletrônico: lim@aa.org
Uma visão geral da historia LIM.
O primeiro boletim LIM foi impresso em  1949 com o título de“Os internacionalistas Round Robin”e continha umas poucas páginas e  continha alguns excertos de  cartas recebidas no ESG e enviado  a  um  pequeno  grupo  de  Internacionalistas  decididos  a  ficarem  sóbrios,  não  importando  o quanto estivessem isolados. 
Em  1963, o boletim consistia de cinco ou seis páginas mimeografadas em azul. Em  1976 os Solitários  e  os  Internacionalistas  fundiram-se  numa única Reunião.  Desde  março-abril  de  1980 o boletim passou a ser impresso nas hoje familiares páginas amarelas. 
LIM começou  através  dos  esforços  do  Capitão  Jack  S.,  um  marinheiro  que  encontrou  a sobriedade  em  A.A.  e  para  mantê-la  compreendeu  que precisava  se  corresponder  com  outros membros da Irmandade. 
Inicialmente, o Capitão  Jack procurava  contatos  nas cidades portuárias.  Numa carta datada em 28 de março de 1946, o Capitão Jack solicitou ao ESG informações a respeito de contatos porque ele estava  “anda no mar, em um navio petroleiro onde tenho servido por dez anos. Tenho alguns contatos em terra com membros de A,A, e somente posso cofiar no livro e no andar de cima”.Então,  um membro do pessoal do ESG enviou uma lista de contatos nos portos e cidades nas quais poderia chegar e o encorajou a escrever para outros membros trabalhadores no mar, e foi o que ele fez. 
Após a publicação pela Grapevine de um artigo de três partes,a partir do número de setembro de  1948, contando a história de recuperação do Capitão Jack com o título de  “Um solitário em alto mar”,  começou  a  tomar  forma  a  ideia  de  começar  uma  reunião  de  Internacionalistas  através  por 
correspondência  e  foi  solicitado  ao  ESG  que  indicasse  um  coordenador  com  essa  finalidade.  Foi sugerido  o  nome  do  Capitão  Jack  para  iniciar  um grupo  a  quem  ele  deu  o  nome  de  "Grupo Internacionalista do Extremo Oriente",alegando que esse nome “...iria deixar a Irmandade aberta aos membros solitários  estacionados  em  terra  no  Extremo  Oriente  e  também  aos  navegadores dessas águas sob bandeiras de diferentes nações”.
Alguns AAs atribuem parte do crescimento fenomenal de A.A. no mundo todo durante esses anos, ao Capitão Jack e a centenas de Internacionalistas como ele, que, navegando pelos sete mares, levou a mensagem de A.A. onde quer que ancorasse. 

4.3.  Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos 
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1998 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept98.pdf 
Título original: “Círculos de sobbriedad cada vez más amplios caracterizan la Convención Nativoamericana” 
“Comecei  bebendo  com  os  índios,  ri  muito  com  os  índios,  desesperei-me  com  os  índios. 
Agora é apropriado me recuperar com os índios – o círculo está completo”. 
Estas palavras se destacavam na nota que um membro pôs na mão de um orador na cerimônia de  abertura  da  Sétima  Convenção  Internacional  dos Nativos  Americanos  em  A.A.  (NAI-AA).  O evento, celebrado em Reno, Nevada entre os dias 9 e 12 do passado mês de outubro (1997) atraiu 
mais  de  300  membros  de  A.A.  e  Al-Anon  dos  EUA  e  Canadá  e  foi  organizado  por  membros  das tribos Paiute, Washoe y Shoshone. O objetivo, segundo expressado pelo Comitê da Convenção, era oferecer aos Nativos Americanos a oportunidade de participar da sua própria sobriedade, praticando 
os Doze Passos de A.A. para que  “todos possamos levar a mensagem aos nossos povos e aos que ainda sofrem da doença do alcoolismo”.
Kenneth "Ken"S., um Lakota de South Dakota, coordenador do Comitê de Oradores, disse: 
“Ouvi muita gente dizer que tinha encontrado na Convenção algo que haviam buscado durante toda sua vida. Foi muito impressionante ver neste lugar tantos índios sóbrios em A.A. Acredito que desde o  ponto  de  vista  espiritual,  um  dos  aspectos  mais  importantes  da  Convenção  foi  que  facilitou  a 
identificação  dos  índios  de  todas  as  tribos”. Juan  V.,  da  Califórnia,  antigo  coordenador  da Convenção,  comentou:  “Neste  círculo  da  vida  todas  as criaturas aportam  alguma  coisa.  Tenho muito respeito e gratidão por Bill W. e pelo Dr. Bob por fundar A.A. que salvou minha vida. E tenho os mesmos sentimentos para com a minha cultura e a minha herança”.
Um dos oradores, Jack B., de Erhart, Minnesota, mencionou que nas reuniões ou Convenções de A.A que tinha assistido ao longo dos anos, de vez em quando alguém comentava:  “vejo que no auditório se encontram alguns nativos que alcançaram a sobriedade. È muito bom vê-los aqui”. Daí seu comentário,  “Vejo que no auditório se encontram alguns amigos não nativos. É muito bom ver que alcançaram a sobriedade”, que provocou risadas. Ken diz:  “por ter-me criado em uma cultura que era hostil aos índios e vivido tantos anos ocultando  minha  identidade  por  medo  à  rejeição  e  à  violência  e de  repente  entrar em  uma Convenção NAI-AA e experimentar a tremenda sensação de celebração por reclamar essa parte de nós  que  tivemos  reprimida por  tanto  tempo... foi  uma  experiência  muito  emocionante.  Muitos voltaram  às  suas  raízes  e  dedicaram-se  a  reaprender os  costumes  e  idiomas  de suas tribos que tinham-se  perdido  durante  gerações  de  alcoolismo.  Para  muitos  esta  foi  a  peça  que  faltava  no quebra-cabeças da sua sobriedade”.
Acrescenta que “a pergunta mais ouvida na Convenção era ‘são bem-vindos os que não são índios?’Quero reforçar que a Convenção NAI-AA está aberta a toda família mundial de A.A. Todos são bem-vindos”.
Entre  as  diversas  atividades  foram  incluídas  reuniões  tipo  maratona,  danças,  "powwows"sociais,  (N.T.: um  pow-wow[também  powwowou  Pow Wow] é uma reunião dos povos nativos da América  do  Norte.  A  palavra  powwow deriva  do  Narragansett, e  significa  "líder  espiritual". Um 
moderno pow-wow é um tipo específico de evento em que os americanos nativos e não-nativos se reúnem  para  dançar,  cantar,  socializar  e  homenagear a cultura  indígena  americana)  e  mesas redondas de discussão para homens e mulheres que ofereciam a oportunidade de falar sobre o que o  Programa  da Convenção  descrevia  como  “inquietações  sociais  e  assuntos  de  intimidade”. No sábado à noite foi celebrado um banquete onde foram servidas especialidades do Sudoeste e comidas típicas das tribos. A oradora, Rosa Y., de Alberta,Canadá, falou de sua longa experiência de levar A.A.  às  Instituições Correcionais.  Insistiu  na  “responsabilidade  que  temos  de  cuidar  dos  nossos jovens: ‘Quero que a mão de A.A. sempre esteja ali, e por isto, sou responsável’”. O domingo, último dia da Convenção, as atividades começaram com uma reunião espiritual de  oradores  e  terminaram  com  a  Cerimonia  de Clausura  a  qual  culminou  com  uma  contagem regressiva do tempo de sobriedade dos presentes, desde alguns meses ate 45 anos de recuperação.   Caracterizada  e  a  unidade,  a  Convenção  foi  uma  evidência  tangível  dos  esforços  que  A.A. tem feito durante mais de uma década para alcançar  os Nativos Americanos. Com essa finalidade, a Conferência de Serviços Gerais de 1985 recomendou que fosse recolhida informação a respeito deste  setor da população. Para isso, o ESG realizou duas pesquisas, uma dirigida aos Delegados de Área e outra  a  600  profissionais  do  campo  do  alcoolismo. Responderam  55%  das  91  Áreas;  delas,  45% informou que tinham pouco ou nenhum contato com os  Nativos. Os resultados indicaram também que há em uso centenas de idiomas e dialetos usados por essa população. Nos anos de 1990 cada vez mais americanos nativos dos EUA e Canadá chegaram em A.A. e ficaram. Entretanto, diz Ken, “não havia onde se reunir para contar a historia da viagem que estavam fazendo”.  Então, faz quase oito anos,  um  jovem índio  da  tribo  Paiute,  Earl  L.,  de  Bishop,  Califórnia,  sonhou  com  uma  grande assembleia dos povos nativos, com o tema central da sobriedade. Sentindo-se muito emocionado e também inquieto, recorreu ao pajé que lhe disse queo sonho tinha sido uma visão do que o futuro poderia estar reservando. Earl sentiu-se animado e,na próxima assembleia de Área anunciou que no outono de  1991 iria acontecer uma reunião nacional/internacional  de nativos americanos sem ter a menor ideia do que supunha organizar um evento. Armado de inspiração e determinação e com a ajuda de amigos entusiastas de A.A. de outros lugares, Earl conseguiu converter seu sonho em realidade: a primeira Convenção NAI-AA em Las Vegas, Nevada, atraiu centenas de participantes, e  na medida em que as vozes foram correndo, as Convenções seguintes foram cada vez maiores. Depois das três primeiras Convenções em Las Vegas,  decidiram mudar de lugares e no futuro poderiam ser celebradas nas diversas comunidades indígenas mais  densamente  povoadas  de  outras  partes  do  país  com  a  finalidade  de  atrair  aqueles  que  não pudessem custear a viagem ate Las Vegas todos os anos. A quarta e a quinta convenções ocorreram em  Rapid  City,  South  Dakota,  pra  onde  se  pode  viajar  facilmente  de  carro desde  as  reservas indígenas de Montana, Minnesota, Nebraska, Iowa, Wyoming e os Dakotas; a sexta Convenção foi realizada  em  Seattle,  Washington pela  sua  proximidade  com  mais  de  cem  tribos  indígenas  do Noroeste. Somente no Estado de Washington há 21 tribos que vivem em 22 reservas. Nessas primeiras Convenções NAI-AA, diz Ken, que ingressou em A.A. em  1986,  “por fim me sentia como se estivesse no coração de Alcoólicos Anônimos: um lugar onde os índios tinham a oportunidade  de  falar  sobre  suas  vidas  a  pessoas  que  os  ouviam  com  respeito  e  que  podiam relacionar  as histórias  com  a  sua  própria  experiência.  A.A.  tem  uma  solução  universal  para  um problema muito antigo. Não foi fácil para os nativos americanos confiar no programa e aceita-lo. Costumava-se acreditar que para ter sucesso em A.A.era preciso trair a própria cultura. Agora, os índios percebemos que em A.A. há lugar para todos os povos”. 
A  Oitava  Convenção  NAI-AA  acontecerá  no  Hotel  e  Casino  Flamingo  Hilton  de  Reno, Nevada, do dia 29 de outubro até o 1º de novembro de  1998. Para mais informações ou inscrições ver homepage da NAI-AA (http:/www.nai.aaconvention.org ). 
Atualizando: 
22ª Convenção Internacional dos Nativos Americanos em A.A. 
Nos dias 13-14-15 -16 de setembro de 2012
Radisson Fort McDowell Casino and Resort - Scottsdale, Arizona 
Este é um evento de A.A. Todos os membros são bem-vindos 
Mais informações: www.nai-aa.com/

4.4.  Como A.A. pode servir melhor às minorias 
Box 4-5-9, Ago. Set. 1986 (pág. 8)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept86.pdf 
Título original: “Cómo Puede A.A. Servir Mejor a las Minorias”. 
Um dos focos principais de discussão da sessão de compartilhamento da Junta de Serviços Gerais de 
A.A.  na  sua  reunião  de  fevereiro  foi:  Como  alcançar com  maior  eficiência  mais  pessoas  que pertençam às minorias? 
A  discussão  foi  impulsionada  por  um  relatório  apresentado  pelo  Comitê  de  Informação Pública  –  IP,  e  publicado  no  número  de  outono  do  velho P.I.-C.P.C.  Bulletin. Foi  baseado  nas respostas  a  uma  carta  que  tinha  sido  enviada  a  todos  os  Comitês  de  IP  com o pedido  de que compartilhassem sua  experiência  e  dessem  sugestões  sobre  como  poderia  ser  melhorada  a comunicação com as minorias. 
Aos que responderam, não lhes faltaram ideias. Elas incluíam a de formar Grupos nos bairros; realizar  reuniões  de  Informação  Pública  nas  comunidades onde  exista  uma  alta  concentração  de pessoas pertencentes às minorias, e destacar na lista de Grupos os “especiais”,de uma maneira mais fácil  de identificar,  para,  assim,  atrair  as  pessoas.  Embora  nem  todos  que  responderam  estavam  a favor  da  “especialização”,  a  maioria  considerou  os Grupos  especiais  como  um  instrumento realístico. Muitos acreditam que estes Grupos não serão apenas essenciais para os principiantes, mas quer irão servir como tributários da corrente normal de A.A. De acordo com o relatório, embora muitos membros manifestem grande interesse em levar a mensagem às minorias, também manifestam frustração  e perplexidade.  “As sugestões para levar a termo este trabalho foram menos do que as perguntas sobre como fazê-lo”.  Ademais, “as respostas indicaram que, embora os membros individuais faziam esforços para levar a mensagem às minorias, quase não existiam atividades organizadas pelos Comitês de IP relacionadas com esse assunto”. Repetidas vezes, diz o relatório, a pessoa que respondeu realçou a necessidade de basear-se nos  princípios  de  A.A.  de  amor,  tolerância,  partilha  e  cuidado,  sendo  estes  a  única  maneira  de superar os problemas e frustrações com os que se defrontam as pessoas em quase todos os trabalhos do Décimo Segundo Passo – e mais ainda, no caso de  trabalhar com minorias. Uma pessoa negra captou  isto  de  forma  sucinta  dizendo:  “Não  deixe  que  o  enganem  com  o  pretexto  de  que  ‘eu  sou diferente’.Todos nós somos diferentes. A nossa doença nos assemelha – torna-nos singulares”. Embora  o  relatório  tenha  sido  redigido  há  cinco  anos,  ainda  tem  aplicação  na atualidade  e apresenta ideias que talvez o ajudem  a  alcançar  as  minorias da sua área. Podem pedir cópias  (em inglês) no Escritório de Serviços Gerais – ESG. 

4.5.  O que são os Grupos “Especiais”de A.A. Porque são necessários 
Box 4-5-9, Ago. Set. 1981 (pág. 1 e 6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept81.pdf 
Título original: “¿Que son grupos ‘especiales’ de A.A.? ¿Por que se necesitan?”. 
Todos  conhecemos  pessoas  pertencentes  a  uma  variada gama  de  profissões,  com  variadas preferências,  que  estão  sóbrios  porque  têm  “o  único requisito  para  ser  Membro  de  Alcoólicos Anônimos é o desejo de parar de beber”. Alguns  AAs,  entretanto,  parecem  ficar  alarmados  com a  onda  de Grupos  “especiais” para médicos,  mulheres,  homens,  jovens,  homossexuais,  advogados,  membros  do  clero  –  que  parece indicar uma tendência à exclusividade. Esta carta, enviada pelo secretário de um Grupo, é típica das muitas que chegam ao Escritório de  Serviços  Gerais  –  ESG:  “Numa  reunião  recente,  anunciei  o  aniversário  de  um Grupo  de  A.A. ‘somente  para  mulheres’.  Na  Reunião  de  Serviço  seguinte  alguém  perguntou  a respeito  das 
condições de um Grupo que restringe seus membros. Continuou citando a Terceira Tradição. Houve uma  discussão  pró  e  contra,  mas  não  se  conseguiu chegar  a  nenhuma  resolução.  Poderiam  nos ajudar-nos nesta questão?”.
Esta  simples  pergunta  traz  à  tona  uma  variedade  de temas  de  discussão.  Pode-se  registrar como um Grupo de A.A. um grupo que exclui qualquer alcoólico? A Conferência de Serviços Gerais responde não a este assunto, e assim, o ESG faz a distinção entre um Grupo (inscrito nos diretórios – ou listas, de A.A.) e uma reunião (não inscrita) 
O Dr. John L. Norris, coordenador da Conferência naquele então, fez essa distinção durante uma apresentação em 1977: 
“Em geral, nos inclinamos para este raciocínio: Quando são acrescentados outros requisitos que  poderiam  excluir  outros  alcoólicos,  estas  deveriam  ser consideradas  reuniões  de  A.A.  e  não Grupos  de  A.A.  Nunca  desanimamos  os  AAs  que  criem  reuniões  com  um  propósito  especial  de qualquer índole que possam preencher as necessidades dos indivíduos interessados, mas, vacilamos em considerar como grupos aqueles que poderiam excluir algum alcoólico, por qualquer razão. Muitos membros sentem que nenhum grupo deve ser qualificado como tal, ou ainda dar a impressão de que é especial. Entretanto, o fato é que estes Grupos existem, e sentem que os  ‘rótulos’  (dupla identificação)servem de atração e não querem dizer que implicam exclusão de outros alcoólicos”. Realmente,  entanto  que  Grupos  especiais  são  formados  para  satisfazer  as  necessidades  de certo grupo dentro de A.A., geralmente não são exclusivos, mas abertos a qualquer membro de A.A. (um homem que encontrou a sobriedade aos 70 anos deidade assistiu sua primeira reunião em um Grupo de jovens – e pode se identificar!). Existe verdadeira necessidade de que existam Grupos especiais? Em um artigo na  Grapevine de outubro de 1977, K. S. disse: “Quando falei a respeito do propósito de tais Grupos com as pessoas que participam deles, demostraram  que  definitivamente acreditavam  que  não podiam se  abrir  totalmente  ao  falar  de  si próprios na maioria dos Grupos de A.A. Os homossexuais acreditam que sua orientação sexual e as características de suas relações afetivas não seriam compreendidas ou aceitas nas reuniões de A.A. regulares.  Os  jovens  estão  convencidos  de que  os  membros  de  mais idade  não  compreende  sua maneira de viver. E os profissionais notam que encontram melhor compreensão entre seus colegas, particularmente em assuntos relacionados com sua conduta profissional quando eram alcoólicos na ativa. Os membros desses grupos especiais estão convencidos que muitos deles não teriam ficado em A.A. se tivessem que ingressar através de um Grupo regular. Concordemos  ou  não  com  esta maneira  de  pensar,  a  realidade é  que  muitos  alcoólicos acreditam nisto. E acreditam com tanta firmeza que formam estes Grupos e fazem-nos funcionar”. Para mais informação a respeito de como se constitui um Grupo de A.A., favor observar a seguinte declaração nos diretórios: Muitos Grupos especializados encontraram benefício são se organizar a nível internacional, com  um  comitê  executivo  centralizado  e  um  endereço  postal onde  os  AAs interessados  podem escrever  solicitando  informações.  Os  Escritórios  de A.A.  têm  uma  lista  dos  Grupos  especiais internacionais com informação atualizada para quem queira contatá-los. Alguns deles: Birds of a Feather– BOAF (para pilotos e profissionais da aviação); Conselho Internacional  de Jovens; Conselho  Internacional  de  homens Homossexuais  e  Mulheres  Lésbicas; Grupos Internacionais de Médicos, de Advogados, Etc. Alguns deste Grupos não só compartilham informação  e experiência, mas também realizam Conferencias ou Encontros anuais (*). Outros Grupos funcionam apenas através de correspondência, como os Grupos por Correspondência para Surdos, World Hello – um serviço aos membros que têm problemas  auditivos ou  não  pode participar  das  reuniões  regulares.  (Outro  tipo  de  Reuniões  por correspondência criado em 1946 para trabalhadores no mar é Internacionalistas e Solitários). Entretanto,  seja  qual  for  a  finalidade  secundária,  qualquer  Grupo  de  A.A.  –  organizado  ou não, tem um único propósito primordial: a recuperação do alcoolismo. <= Fim da transcrição.
(*)  N.T.:  Em  2012 celebraram-se  entre  outros  eventos:  a  54ª Conferência  Interacional  de 
Jovens  em  A.A.; a  48ª Conferência  Internacional  de  Mulheres  em  A.A.;  a 7ª Conferência Internacional de Idosos Sóbrios em A.A.; a  62ªReunião Internacional Anual de Médicos em A.A.; a 37ª  Conferência  Internacional  de  Advogados  em  A.A.; a  22ª Conferência  Anual  Intencional  de Nativos Americanos em A.A.etc. 
PARA SABER MAIS: 
N.T.:O livreto The A.A. Group... Were it begins(O Grupo de A.A. ...Onde Tudo Começa)– na sua última edição revisada, 2006,e distribuído aos Grupos dos EUA/Canadá - em inglês, francês e español, no terceiro parágrafo da página 12 diz: 
“Alguns  AAs  se  reúnem  em  Grupos  especializados  (*) –  para  homens,  mulheres,  jovens, médicos, homossexuais e outros. Se todos os membros são alcoólicos, e se mantém a porta aberta a todo alcoólico que procure ajuda, seja qual for sua profissão, sexo, idade, etc., e se cumprem com os demais requisitos  que  definem  um  Grupo  de  A.A.,  podem  se  chamar  um  Grupo  de  A.A.”http://www.aa.org/pdf/products/sp-16_theaagroup.pdf
(*)  Originalmente  estes  Grupos  eram  nomeados  de  “propósitos  especiais”. Por recomendação da Conferência de Serviços Gerais de  1977– EUA/ Canadá, passaram a se nomear Grupos de “composição especial”, “especiais” ou“especializados”,para que sua denominação não fosse confundida com o “propósito único”de todos os Grupos de A.A. O GSO (Escritório de Serviços Gerais) através do seu boletim oficial Box 4-5-9 de Fev./ Mar. 2008 - http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar08.pdf,  na  página  9  respondeu  a seguinte pergunta: 
Pergunta: Fazem  parte  de  A.A.  os  Grupos  especiais  para  mulheres,  negros,  jovens, homossexuais, médicos, advogados, nativos, etc.? 
Resposta:Os Grupos de composição especial, com tanto que não tenham outra afiliação ou propósito, fazem parte de A.A. e têm uma longa história na Irmandade. Existem reuniões especiais para  membros  com  determinadas  profissões,  tais  como médicos,  advogados,  agentes  da  ordem pública  ou profissionais  da  indústria  aeronáutica  que  não  aparecem  nas  listas  publicadas  pelos órgãos de serviço, uma vez que não se destinam aos  membros de forma geral nem para o público. Com  tanto  que  não  tenham  outra  afiliação  ou  propósito,  são  consideradas  reuniões  de  A.A.  De acordo  com  nossa experiência,  estas  reuniões  especiais  podem  ser  úteis  aos  iniciantes  que  no começo podem sentir-se incomodados nas reuniões normais de A.A. O GSO (Escritório de Serviços Gerais, em Nova York), inclui estes Grupos especiais nas suas listas deixando claro que não será negada a entrada a qualquer alcoólico que  chegue a  um  Grupo desse tipo por não ter o recurso imediato de participar de uma reunião normal de A.A. Por exemplo, um Grupo de mulheres pode abrir sua reunião para acolher um homem numa reunião se não há disponível outra reunião de A.A. num lugar próximo. 
Conheça alguns Grupos especializados: 
http://www.barefootsworld.net/aaspecialgroups.html e outros, Em  junho  de  1941 foi  fundado  em  Cleveland,  Ohio,  por  Vi  S.,  e outras  companheiras,  o  primeiro  Grupo  de  A.A.  exclusivamente  para mulheres. Imediatamente, o exemplo foi seguido por outras mulheres em San Diego,  Kansas,  Nova  York,  etc.  Em  14  de  fevereiro  de  1964,  Bernadette O'K., e mais outras mulheres em A.A., organizaram em Kansas City a Primeira Conferência Nacional de Mulheres em A.A. Desde então e nessa sequência ininterrupta, nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro de  2012f oi celebrada em Washington DC, a  48ª Conferência Internacional de Mulheres em A.A. Seguiu-se  o  primeiro  Grupo  para  negros,  na  Carolina do  Norte, fundado em  1945por Jim Scott. Logo após, em janeiro de  1946, começou outro Grupo em Los Angeles, que no prazo de um ano já contava com vinte membros. A formação do primeiro Grupo de negros em Cleveland girou ao redor de uma mulher; assim duas minorias estavam envolvidas. Tratava-se de uma mulher negra que trabalhava em uma boate e chamou Oscar W., às três horas da madrugada dizendo-se revoltada com a  vida. No dia seguinte chamou de novo dizendo que estava sóbria e querendo saber o que fazer. Oscar W. Levou-a ao Grupo Lake Shore.  Disseram  que  ela  poderia  frequentar  A.A.,  mas  teria  que  participar  de  um  grupo diferente.  “Apesar  de todas  as  atitudes liberais,  ainda  não  se podia  aceitar  uma  mulher negra”,  admitiu  Oscar.  O  administrador  do  prédio  disse  que  se  ela  ficasse todos  deveriam sair.  Assim,  foi  formado  um  Grupo  próximo  à  casa  dela  em  um  bairro  negro,  na  Cedar Avenue. Em junho de 1946, o ESG registrou o Grupo Outhwaite, em Cleveland, Ohio; tinha oito membros. Um mês depois, havia notícias de Grupos para negros em Charleston, Carolina do Sul. No mesmoperíodo, também começaram em Kansas City, Missouri e Toledo, Ohio. Como nenhum esforço foi feito pelo ESG para fazer alguma distinção entre os Grupos para 
negros e os Grupos regulares, é praticamente impossível rastrear seu crescimento durante as décadas intermediárias, ou estimar seu número atual. Sabe-se que, obviamente, sua presença é muito  relevante  no  norte  de  Ohio,  Washington,  DC,  Atlanta,  Geórgia  e  em  muitas  outras cidades com importante concentração de população negra. 
Obs.:  o  logotipo  capitular  acima  não  pertence  a  A.A.  nem  representa  os  Grupos  de Negros  em  A.A.  Foi  subtraído,  para  ilustração,  da  logomarca do  Ano  Internacional  dos Afrodescendentes,promovido pela ONU e celebrado ao longo do ano de 2011. O primeiro Grupo para jovens conhecido“para homens e mulheres abaixo  dos  35”,  foi  formado  em  janeiro  de  1946 na  Filadélfia.  Grupos  de Jovens, juntamente com os jovens dos Grupos regulares, uniram-se em 1958 para  formar  a  International  Conference  of  Young  People  in  A.A., ou, ICYPAA (pronuncia-se “icky-pa”), nos dias 26 e 27 de abril daquele ano em Niágara Falls, Nova York. A 54ª  Conferência Internacional de Jovens em A.A.  foi realizada entre os dias 13 e 16 de setembro de 2012em St. Louis, Missouri. Um  dos  primeiro  médicos  a  ultrapassar  a  barreira  do ceticismo  em relação  a  A.A.,  foi  o  já  falecido,  Dr.  Clarence  Pearson, que ingressou  em Alcoólicos Anônimos em Cabo de São Vicente, Nova York, em  1946e logo percebeu  que  havia  mais  médicos  com  problemas  com  a bebida e  que aceitariam ajuda desde que não fosse em um Grupo deA.A. convencional. 
Assim uma primeira reunião foi celebrada na garagem da casa do Dr. Pearson em  Clayton,  Nova  York,  em  1947,  com  a  presença  de  dez  médicos.  Estes médicos começaram, também a frequentar reuniões nos Grupos  regulares de A.A. Devido ao fato de que  três  desses  médicos  eram  canadenses,  essas reuniões  já  passaram  a  ser  consideradas “Internacionais” desde  o  início.  Em  seguida,  o  Dr.  Pearson  fez  um  convite  através  da Grapevine, que resultou  em  uma  reunião  de  25  médicos  na primeira  semana  de  agosto  de 1949.  Nessa  reunião,  concordaram  em  realizar  um  encontro  anual realizado  em  diferentes lugares  dos  EUA/Canadá, que serviria como um aditivo  desejável  à  sua  assiduidade  as reuniões em seus Grupos base regulares para o restante do ano, e se definiram como Médicos Internacionais em A.A.- IDAA A  Loners/Internationalist  Meeting  -  LIM,  ou  Reunião para Solitários-Internacionalistas  (RSI), é  um  boletim bimestral  confidencial, enviado  para  Solitários,  Residentes,  Internacionalistas,  Padrinhos de solitários  e Contatos  de  Porto.  O  boletim  contém trechos  de  cartas  de membros  LIM  e  inclui  nomes  completos  e  endereços.  LIM  é distribuído unicamente  para os membros  acima  mencionados  que precisam  de  confidencialidade  da partilha pessoal por meio de correspondência. Um membro da equipe do ESG coordena o serviço de correspondência dos Solitários, Residentes  e  Internacionalistas  que  é  aberto  aos  membros  de  A.A.  listados  numa  das 
categorias abaixo. 
Categorias: 
6)  Solitários:  são membros de A.A. que residem ou trabalham em zonas isoladas onde, numa distância razoável, não há reuniões de A.A. 
7)  Residentes: são  membros  de  A.A.  que  estão  confinados  em  suas  residências  devido  a enfermidade ou impedimento físico
8)  Internacionalistas:são membros de A.A. trabalhando em navios de mar por longos períodos.
9)  Contato de Porto:é um membro de A.A. disposto a servir de contato para Internacionalistas quando da sua chegada aos portos.
10)  Padrinho  de  Solitários: é  um  membro  de  A.A.  com  presença  ativa  nas  reuniões  de  A.A. locais e compartilha as experiências e atividades desses grupos com Solitários, Residentes e Internacionalistas por meio de correspondência.
Obs.: um padrinho de solitários não é um Solitário ou um“padrinho” no sentido tradicional de A.A. 
Para participar, um membro de A.A. precisa: 
4)  Ler e escrever em inglês. 
5)  Fornecer um endereço permanente para correspondência. 
6)  Estar  disposto  a  compartilhar  suas  experiências,  forças  e  esperanças  através  de correspondência.  A  maioria  dos  membros  LIM se  corresponde via  correio  postal,  mas também podem fazê-lo via correio eletrônico. Para receber o Boletim confidencial bimestral Reunião Solitários-Internacionalistas 
(LIM),  oBox 4-5-9 além do Diretório anual de Solitários, Residentes, Internacionalistas, e listas  de  membros LIM,  publicados  pelo  GSO,  os  membros  de  A.A.  interessados  que  se enquadram  nas  categorias  LIM,  deverão  entrar  em  contato  com o  Escritório  de  Serviços Gerais, PO Box 459, Grand Central Station, New York, NY 10163,ou correio eletrônico: lim@aa.org
LIM começou através dos esforços do Capitão Jack S., um marinheiro que encontrou a sobriedade em A.A. e para mantê-la compreendeu que  precisava se corresponder com outros membros da Irmandade. Inicialmente,  o  Capitão  Jack  procurava  contatos  nas cidades  portuárias.  Numa  carta datada em 28 de março de  1946, o Capitão Jack solicitou ao ESG informações a respeito de contatos porque ele estava “anda no mar, em um navio petroleiro onde tenho servido por dez anos. Tenho alguns contatos em terra com membros de A,A, e somente posso cofiar no livro e no andar de cima”.Então, um membro do pessoal do ESG enviou uma lista de contatos nos portos  e  cidades  nas  quais  poderia  chegar  e  o  encorajou  a  escrever  para  outros  membros 
trabalhadores no mar, e foi o que ele fez. Em  1947, três homens de Boston pediram a opinião de Bill W., a respeito de iniciarem reuniões exclusivas para 
homossexuais  naquela  cidade.  Bill  perguntou-lhes  se, nessas  reuniões,  estariam  também  dispostos  a  receber qualquer alcoólico que os procura-se em busca  de sobriedade. Diante da resposta afirmativa, Bill  W.,  disse-lhes, “então  vão  em  frente”. E  assim,  em  San  Francisco,  em  1967,  alguns setores manifestaram sua vontade de criar um Grupo  para homossexuais. Formou-se, então o primeiro Grupo para gays numa sala de uma Igreja Episcopal, no centro de San Francisco. Gays and Lesbians in Alcoholics Anonymous O primeiro Grupo indígena nos EUA foi iniciado em Oneida, Wisconsin, em  1953; atualmente  é  conhecido  como  Grupo  de  Hobart.  Em  uma  carta recebida por Hazel R., em  1966, o GSO comunicava a existência de 26 Grupos 
indígenas nos EUA e 11 no Canadá. Em  1985, este número já se aproximava de 100.
O  primeiro  Grupo  especificamente  para  agnósticos  aconteceu,  oh, ironia, numa igreja. Na Igreja Unitária Universalista, em Chicago. Isso foi no dia 7 de janeiro de  1975. Seu fundador,  Don W.,agnóstico, era membro de A.A. desde 1970e foi convidado a proferir uma palestra no outono de 1974à 
qual  deu  o  título  “Um  agnóstico  em  A.A.  Como  funciona  para  mim”. Ele  definiu  seu agnosticismo muito simplesmente: "Eu nunca poderia acreditar em um Deus suficientemente pequeno para caber dentro da minha cabeça". A palestra fez tanto sucesso que lhe foi pedido para repeti-la em outras filiais daquela Igreja. Umdos ministros o encorajou a iniciar reuniões de A.A. especialmente para agnósticos e ateus e para isso estava cedendo um espaço naquele local. 
O  primeiro  Grupo  credenciado  para  idosos  parece  ter começado  em 1978,  em  North  Hollywood,  Califórnia.  Nas  últimas  décadas  surgiram  em 
todo o país muitos outros Grupos,  “mais de 60”,  “anos dourados”, “idosos sóbrios”,  “melhor idade”  etc. Atualmente esses Grupos e reuniões atendem 
pela sigla  SIS–  Seniors In Sobriety,ou algo como  Idosos Em Sobriedade, ou ainda,Idosos Sóbrios. A Primeira Conferência Anual de Idosos Sóbrios foi realizada em Kona, Havaí, em maio de 2005. 
NO BRASIL 
N.T.:A edição do livreto “O Grupo de A.A. ...Onde Tudo Começa” publicada pelo CLAAB 
- Revisão Fev.  1980– reimpressão 08/92  autorizada pelo A.A.W.S (Serviços Mundiais de A.A.), na sua página 40/4/1 dizia:  “Por outro lado, existem Grupos de propósitos especiais – para homens, mulheres,  homossexuais,  jovens,  médicos,  padres, surdos  etc.,  que  realizam  reuniões dedicadas exclusivamente à recuperação do alcoolismo, conforme o programa de A.A. propõe”.
A Conferência de Serviços Gerais de 1995, realizada em Santos, SP, a Comissão de Normas e Procedimentos emitiu a Recomendação N° 12 nos seguintes termos: 
“Que  as  Reuniões  de  Propósitos  Especiais  continuem  como  tal,  isto  é,  não  podendo transformar-se  em  ‘grupos’ e  sejam  incentivadas  e  apoiadas pelos  grupos  e  órgãos  de  serviço estaduais  e  locais,  a  fim  de  garantir  o  pleno  acesso  ao  nosso  Programa  da  Recuperação  às mulheres, jovens, homossexuais e outros segmentos vítimas de discriminação pela sociedade”. 
As  edições  do  livreto  “O  Grupo  de  A.A.  ...Onde  Tudo  Começa”,  publicadas  no  Brasil posteriores a 1995 – incluindo a edição revisada em 2012, (Junaab, código 205, R$ 10,00) excluíram o parágrafo referente aos Grupos “especiais”.

4.6.  Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 1986 (pág. 4 a 6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may86.pdf 
Título original: “¿Cómo Podemos Hacer que los A.A. Mayores de Edad Sigan Viniendo?". 
 Como os jovens em A.A. já observaram, o alcoolismonão é uma idade; é uma enfermidade. 
E assim como os jovens em A.A. se deparam com problemas característicos da sua idade, também os idosos encontram os seus. A maioria dos AAs idosos quer participar  ativamente nas reuniões, mas, com frequência o processo  natural  do  envelhecimento  –  as  doenças,  acrescente  debilitação,  os  escassos recursos econômicos,  a  menor  mobilidade  e  independência,  constituem  obstáculos  intransponíveis,  e  aos poucos deixam de participar. “O alcoolismo é bastante abrangente entre os idosos”diz Rick D., coordenador de C.C.C.P. da assembleia da Área do sul da Califórnia.  “Não se trata apenas dos alcoólicos muito  ‘veteranos’; num extremo da escala se encontram os alcoólicos que se mantiveram sóbrios já faz muito tempo, e no  outro  as  pessoas  que abusaram do  álcool  durante  muito  pouco  tempo.  A  raiz  é  a  depressão. Talvez  tenham  perdido  um  ser  querido  –  uma  perda maior do  que  se  possa suportar; sentem-se sozinhos e vulneráveis. Perdem-se na depressão, no álcool e nas drogas. É a síndrome de ‘esperar a morte’, que infelizmente impera nos nossos dias”. Na sua Área, como diz Rick “o Comitê de C.C.P. está ampliando seu programa de  Contato de A.A., já estabelecido, que facilita o apadrinhamento temporário a pessoas que receberam alta em hospitais  e  instituições  de  tratamento,  para  incluir  também  as  pessoas  enviadas  tanto pelos programas de assistência aos empregados como pelas  instituições para idosos e por profissionais que prestam serviços a essas pessoas – geriatras, assistentes sociais e conselheiros”.Com  o  objetivo  de  entrar  em  contato  com  esses  profissionais,  o  Comitê  de  C.C.P.  formou “grupos  de  apresentação”.  “Nossos trabalhadores  vão diretamente  às  clínicas,  às  instalações  de lazer  pessoas  de  idade  avançada,  e  às  casas  de  repouso  para  aposentados,  e  ali distribuímos  o Cartão de Contato com A.A. àqueles que manifestem o desejo de chegar à Irmandade, mas que não tenham  uma  ideia  clara  de  como  fazê-lo.  O  pequeno cartão,  dobrado,  cabe  no  bolso  do  peito. Explica o que A.A. pode fazer e o que não pode, e contem um número de telefone para contato. Com isso,  os alcoólicos  têm  um  ponto  de  partida.  O  telefone  está  conectado  a  um  equipamento  de atendimento  automático,  o  qual  conferimos com assiduidade. Embora  o  programa  seja  novo,  já começamos a receber chamadas por parte dos idosos”.O Programa de Contato de A. é facilitado pelo apoio que começa nos Grupos. Nas reuniões os RSG´s pedem aos membros que se ofereçam para servir como padrinhos – principalmente aquele que tem bom conhecimento das Doze Tradições. Os membros dos comitês de hospitais e instituições, trabalhando em equipes de quatro ou cinco AAs fornecem informação sobre o programa a todas as instituições do sul da Califórnia. Os servidores destes comitês coordenam estas ações tanto com o Escritório de Serviços Gerais – ESG, como com os Escritórios Centrais de Serviço em Los Angeles. “Nem sempre foi assim”,acrescenta Rick  “Por muito tempo, os esforços para coordenar o trabalho  de  contato  feito  com  essas  entidades  eram, como  muito,  esporádicos.  Agora,  em  grande parte  devido  ao  trabalho  de  Ann  G.,  temos feito grandes  progressos  para  encontrar  formas  de cooperação mais eficiente e coloca-las em prática. E continuamos progredindo”.A C.C.C.P. do sul da Califórnia não é a única entidade de A.A. que se esforça para alcançar os alcoólicos de idade avançada. Em Nova York, o Comitê de Instituições do Intergrupo realizam uma reunião semanal na clínica local do Bronx – depois de superar  algum ceticismo por parte do pessoal,  e  estão  tratando  de  iniciar  outra.  A experiência  do  comitê  faz  destacar  a  importância  de estabelecer uma comunicação contínua com as instituições para pessoas da terceira idade – a fim de ajuda-las a compreender como A.A. pode servir de salva-vidas para o alcoólico de idade avançada. Gerry  G.,  coordenador  da  C.C.C.P.  da  Área  de Washington,  DC,  informa  que  um questionário  cujo  objetivo  principal  era  determinar as  necessidades  de  um  grupo  especial  para surdos, converteu-se num instrumento para reunir informações sobre  as instalações e o  aparato  de auxilio disponíveis para os que sofrem de qualquer  outro impedimento físico, inclusive as pessoas com idade avançada. O questionário, que foi enviadoa 330 Grupos da Área pelo Comitê de Serviços Especiais, faz perguntas como: Quantos degraus precisa subir para chegar à sala de reunião?... Há banheiro no mesmo andar onde se celebram as reuniões? Há estacionamento? Há reuniões  separadas  para fumantes e não fumantes? Até  a  data,  diz  Gerry, aproximadamente sessenta  Grupos  responderam  o  questionário  e, “continuamos pedindo a participação e compilando os resultados. Anotamos os dados recebidos em cartões  de  3,5x1,3 cm  e  os  arquivamos  conforme  o código  postal  deixando-os  à  disposição  dos Escritórios de Serviços Locais – ESL´s.”.Munidos destas informações, podem conduzir com mais facilidade  aos idosos  e  aos  que  têm  impedimentos  físicos,  a  reuniões  onde  estas  limitações  são reconhecidas. Em San José, Califórnia, Dave C. encontrou uma maneira de ajudar os idosos.  “Iniciei um Grupo de veteranos que se reúne semanalmente na casa de uma senhora que, devido à sua doença, não pode sair. A mais recente reunião assistiram nove AAs (com tempo de sobriedade entre 26 e 37 anos), e três veteranos de Al-Anon. De todos eles apenas quatro podem conduzir veículos, inclusive um membro de Al-Anon cujo marido é cego, e por isso adotamos algumas disposições a respeito do transporte”.  Os  membros diferem  tanto  em  idade  como  em  condições físicas.  Todos  já  fizeram muito  trabalho  de  Décimo  Segundo  Passo.  Um  fator  que  também  contribui para  a  evidente popularidade destas reuniões é que nelas encontram “uma oportunidade de socialização. A solidão é um problema com o que se defrontam muitos AAs de idade avançada”. Faz algum tempo, no boletim Golden News, da Área de San José, um membro de A.A. com 82 anos de idade e 29 de sobriedade, compartilhou suas ideias a respeito dos problemas enfrentados pelos AAs da terceira idade: 
•  “Embora um idoso disponha de recursos econômicos que lhe permitam ter um carro, pode encontrar  dificuldades  em  dirigir  à  noite,  por  exemplo.  Seria  muito  bom  se  alguém  me chamasse e me levasse a uma reunião”. 
•  “Às vezes os jovens estão tão ocupados com seus próprios assuntos que, involuntariamente, excluem  os  idosos  do  seu  compartilhamento,  antes  e depois  dar  reuniões.  Algumas  vezes considerei não assistir às reuniões porque me sentia excluída”. 
•  “Aos membros idosos de A.A. parece-nos que os temas das reuniões estão-se distanciando cada  vez  mais  dos  princípios  de  A.A.  Nós  também  temos problemas  emocionais,  embora sejam  ligeiramente  diferentes  dos  das  pessoas  mais  jovens.  A  necessidade  que  temos  de compartilhar  e  participar nunca  desaparece;  talvez  a  solução  se  encontre  nos  Grupos ‘Anos Dourados’ou naqueles apenas para maiores de 62 anos”. 
Muitos membros de A.A. idosos se ajustam de uma maneira criativa às mudanças e às perdas que fazem parte da experiência do envelhecimento. Marion B., de Manson, Iowa, escreve: “Sofro de enfisema pulmonar e, durante mais de um ano não pude assistir às minhas reuniões devido ao fato de que as salas estão cheias de fumaça e também porque tenho que subir uma escada para chegar a elas. Estive a ponto de abandonar tudo. Mas, pela graça de Deus e através do LIM (Reuniões de Solitários e Internacionalistas), tenho mais reuniões do que nunca, no boletim do LIM e nas cartas que  me  chegam  de  todos os  lugares  do  mundo.  Como  costuma  se  dizer:  se  tem  uma  dificuldade, procure ajuda”. De outro membro do LIM, Lily P., de Albuquerque, Novo México, uma mulher de 80 anos, conhecida por alguns de seus amigos como “Caracas Lil”, nos chega uma manifestação de gratidão: 
“Embora tenha passado muito tempo, não esqueci meus amigos do LIM. Estive gravemente doente sofrendo de uma complicação cardíaca e de outros problemas físicos; mas agora estou de novo em casa, tratando diligentemente de recuperar-me. Agradeçamos a Deus as pequenas graças que nos 
concede. Estou viva, posso pensar e posso manipular uma caneta – embora me leve muito tempo para escrever uma carta breve”.Milhares  de  AAs  idosos têm  uma  rica  experiência  de  vida  em  sobriedade  que  podem compartilhar. Em troca, é possível que eles precisem da mão de A.A. para emprestar-lhes um pouco dessa força que os membros mais jovens dão por suposta. Quando  falemos  da  velhice,  devemos  ter  presente  que falamos  do  nosso  próprio futuro. Estamos  dispostos  a  nos  contentar  com  a  simples  sobrevivência  quando  podemos  alcançar  muito mais? 
Como milhares de membros de A.A., Betsy M., de Chicago, faz tudo o possível para ajudar, pessoal e individualmente, aos membros idosos de A.A. “Tenho 43 anos agora. Se chegar à terceira idade e fico doente ou debilitada pelo passo dos anos, vou precisar da mão de A.A. O trabalho do Décimo  Segundo  Passo que  faço  agora  é  na  verdade  um depósito,  um  investimento  para  o  meu próprio futuro”. 

4.7.  Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A. 
Box 4-5-9, Fev. Mar./1986 (pag. 3-4) http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar86.pdf 
Título original: “Los Jóvenes Definen Su Papel Como el Futuro de A.A.” 
“Como  membros  dos  Grupos  de  Jovens  em  A.A.  somos  diferentes  de  outros  Grupos  de interesse especial”,disse Larry Y., em uma sessão de compartilhamento da Junta de Serviços Gerais. 
“As  mulheres  continuarão  a  serem  mulheres,  os  médicos,  médicos,  etc.;  mas  os  jovens  têm  um costume muito particular: tendem a ficar maduros e a tornar-se membros normais de A.A., inclusive veteranos”.
Um dos três membros dos Grupos de Jovens em A.A. convidados pra se dirigir à Junta na sua sessão  de  compartilhamento  em  novembro  no  Hotel Roosevelt  na  Cidade  de  Nova  York,  Larry alcançou a sobriedade em  1972com a idade de 27 anos, e desde então tem estado no serviço ativo. 
Atualmente  é  coordenador  do  Conselho  de  Assessoria  da  Conferência  Internacional  de  Jovens  em A.A. Observando que se espera que mais de 2.000 membros acudam à Conferência de  1986, em Miami, no próximo mês de maio, Larry disse que, “A Conferencia somente é realizada em cidades que tenham muitos RSG´s. Incentivamos os jovens a fazer parte da estrutura de serviço de A.A.”.Jim M., fazendo eco destas palavras disse: “Era muito jovem para ser um bêbado quando cheguei em A.A. com a idade de 24 anos”.Jim tornou-se membro em  1979ao completar 31 anos. Ele ressaltou o fato de que os GJ (Grupos de Jovens)trabalham totalmente dentro do marco de A.A, se atendo estritamente a seu único propósito primordial. Os recém-chegados com idade abaixo dos 31 anos,já não são um fenômeno entranho,dizem Larry e Jim. De acordo com os resultados do estudo sobre os membros de AA nos EUA e Canadá , feito em  1983, a percentagem elevou-se de novo para 20%, um aumento notável sobre os 15% de 1980, e quase três vezes o 7% obtidos dos anos 1968 a 1977. O estudo mostrou também que entre os membros com menos de 31 anos o índice de incidência de adição a outras drogas além do álcool foi de 58% para os homens e 64% para as mulheres em 1983, (comparado com 31% do índice geral para todos os membros). As pesquisas sobre os que têm menos de 21 anos, analisadas pela primeira vez, mostraram que 74% dos homens e 68% das mulheres tinha dupla dependência. Na sessão de compartilhamento Jim comentou: “No  que  se  refere  à  atitude  de  A.A.  em relação aos jovens, e em particular à literatura, temos que esclarecer a situação dos alcoólicos que usam outras drogas”. Respondendo à pergunta de como A.A. pode alcançar com maior eficácia os jovens com sua  literatura, Jim  sugere  que  essa pergunta deve  ser  feita  diretamente  aos  jovens: “Reúnam os jovens em grupos com um objetivo bem definido e perguntem-lhes o que os atrai e o que não lhes atrai no programa”. Recentemente, Jim, Larry e outros membros dos GJ, foram convidados a compartilhar suas ideias  a  esse respeito  numa  reunião  do Comitê  de  Informação  Pública.  “Dissemos-lhes  que convidassem os jovens para participar e que utilizassem sua ajuda e seus consideráveis recursos”. Dara,  uma  jovem  esbelta  e  loira  de  22  anos,  poderia  ser  considerada  um  exemplo  do  que muitos  jovens  sentem  na  atualidade.  Na  sessão  de compartilhamento  da  Junta  de  Serviços  Gerais, Dara disse: “Comecei a beber e a tomar drogas na minha pequena cidade natal no Meio Oeste aos 12 anos.  Fiz  uma  cura  geográfica  em  Nevada  aos  13  anos.  Alcancei  a  sobriedade  em  Madison, Wisconsin, aos 15 anos, a pesar de que os veteranos continuavam me dizendo que era muito jovem e que deveria ir para Alateen. Entretanto, permaneci lá”.
Dara disse que no seu GJ lhe ofereceram a primeira oportunidade, na sua vida de sobriedade, de ser parte de um Grupo deste tipo.  “Continuo ouvindo minha própria história e isto me  ajuda a manter a sobriedade e lembrar que o alcoolismo não é uma idade – é uma enfermidade”.Larry disse que as conferencias de fim de semana de Jovens em A.A., nas que participam uns vinte membros, são realizadas com regularidade nos  EUA e Canadá.  “Nelas, celebramos reuniões, bailes nos sábados  à  noite, assembleias espirituais no domingo, tudo como em qualquer outra conferencia de A.A. num fim de semana”. Estas conferências começaram a ser realizadas porque, de acordo com Larry, “queríamos manter-nos sóbrios e, além do mais, como jovens, precisávamos uma forma de diversão dentro de A.A.”.
Jim disse isso mesmo com outras palavras, qualificando, com certa ironia, a exuberância de alguns GJ de “espiritualidade incontrolada”.
Essencialmente, entretanto, os GJ se interessam notrabalho do Décimo Segundo Passo, nos hospitais e instituições, na informação pública, noServiço Geral e nos demais aspectos do serviço em A.A. Aos recém-chegados, pessoas da mesma idade lhes ensinam que usar os princípios de A.A. no se cotidiano e se comprometer com o serviço de A.A., podem leva-los a uma sobriedade cômoda e duradoura. 
Para  mais  informação  a  respeito  dos  Grupos  de  Jovens  e  da  Conferência  Internacional, escreva a: ICYPAA Advisory Council, Box 19312, Eastgate Station, Indianapolis, IN 46219. 

4.8.  Os Jovens em Alcoólicos Anônimos, ou, Como chegar jovem e manter-se sóbrio 
Box 4-5-9, Out. Nov. /2007 (pág. 1-2) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov07.pdf 
Título original: “Llegar joven a A.A. y mantenerse sobrio”. 
Desde  já  faz  várias  décadas,  um  número  cada  vez maior  de  adolescentes  bebedores  problema  está-se recuperando em Alcoólicos Anônimos. Numa carta  a  um  companheiro,  escrita  em  1960, Bill W. diz: “Para nós, os pioneiros, a chegada de tantos membros  jovens  em  A.A.  é  uma  das  mais profundas satisfações que possamos experimentar. Pensar que muitos deles  vão  se  livrar  desses  dez  anos  extras  de  sofrimentos infernais pelos que tantos de nós passamos...”  Devido a que o programa depende da capacidade de identificação  com  os  demais  membros,  uma  diferença grande  de  idade pode  ser  um  obstáculo.  Entretanto,  há membros  em  A.A.  que  alcançaram  a  sobriedade  quando jovens e tem-se mantido assim. Bob S.,chegou em A.A. faz 34 anos, com a idade de  19,  tinha  sido  um  bebedor  que  experimentara apagamentos  desde  os  doze  anos.  “Passei  por  uma  desintoxicação  num pavilhão  psiquiátrico quando estava com 16 anos e, dois anos mais tarde disseram-me que quase estava com cirrose”. Não lembra da primeira vez que ouviu falar de A.A.  “ninguém me disse nada a respeito de A.A. e não posso lembrar de onde partiu a ideia. Porém, quando chamei A.A. a primeira vez, estava 
sentado no meu sofá com um rifle, e tinha a ideia de me dar um tiro”. Naquele tempo Bob morava em Akron, Ohio, e diz que uma das pessoas que salvou sua vida foi um membro de A.A. de 73 anos. 
“Não ouvi nada a respeito de que alguém bebia mais  do que você bebia. Dois homens de A.A. vieram me recolher e levaram-me à minha primeira reunião. Tinha sangue seco no cabelo e um olho roxo e fechado, e ninguém me disse que tinha errado o lugar”. Bob diz que, quando ele chegou, A.A. era muito mais  “direcionado”;  hoje, os adolescentes têm maiores possibilidades de alcançar a sobriedade porque há mais gente jovem com quem possam se identificar. 
“Fui a uma reunião de jovens quando iniciante, e a  pessoa mais jovem tinha dez anos mais que eu. Lá todos tinham quase ou mais de 40 anos”,  diz Bob. Nos dias de hoje é muito mais fácil para os jovens encontrar gente da sua idade”. Becky P.,que alcançou a sobriedade 17 anos atrás, em Billings, Montana, quando tinha 14 anos,  acredita  que  segue  sendo  difícil  para  um  jovem  alcançar  a  sobriedade.  “Não  vi  nada  para poder dizer que é mais fácil chegar em A.A. aos 14 anos. A pressão dos companheiros segue sendo a mesma”.  Adverte-se  ao  recém  chegado  para  evitar  “pessoas,  lugares,  coisas”. No entender  de Becky isso pode resultar impossível para o adolescente cujo mundo social está centrado na escola local.  “Os companheiros e colegas sempre cruzam seu caminho nos corredores, salas, quadras, e não  há  forma  de  serem  evitados.  Eles  não  entenderão que  você  está  tratando  de  alcançar  a 
sobriedade”. Ela  também  percebe  que  a  Irmandade  que  a  impulsionou  para  o  caminho  da  sobriedade,  e possível que não exista em todos os lugares. Ao falar dos membros de seu primeiro grupo base, diz: 
”Quando não saiamos a tomar um café, íamos ao boliche ou ao cinema. Eram pessoas de trinta ou quarenta anos e a mim parecia-me velhos demais. Sentia-me envergonhada se meus companheiros me vissem com eles; porém, a minha sobriedade tinhaque ser mais importante que a minha vida 
social”. Hoje em dia acredita que é preciso que os recém-chegados também se disponham a estender a mão para que outros mais antigos possam conduzi-los. Quando ela alcançou a sobriedade, seu pai era membro de A.A. e sua mãe frequentava Al-Anon. Constatou que outros jovens de sua mesma idade 
que estão em busca de sobriedade têm com frequência o pai ou a mãe em recuperação. Embora tivesse apenas 14 anos ao chegar em A.A., disse ter longa experiência em bebedeiras. Inevitavelmente percebe que há muitos aspectos nas  historias dos membros de maior idade que são muito diferentes dos seus. Ela nunca perdeu um lar ou destruiu um casamento. Os membros de seu Grupo  base  lhe  sugeriram  que  se  identificasse  com os sentimentos,  o  qual, ela disse,  não  supôs nenhum problema. “Pude me identificar completamente, totalmente”.Sal B.,que alcançou a sobriedade faz 11 anos, quando tinha 19 anos de idade, lembra-se de ir às  reuniões  com  sua  avó  desde  a  idade  de  sete  anos.  “Estava  encantada.  Íamos  aos  jogos,  às corridas de cavalos, a restaurantes com membros de A.A.. Eram como uma grande família”.Porém, não  recebia  informação  principalmente  quanto  a  recuperação.  “Ouvia  todas aquelas  histórias  e pensava no quanto queria ser maior para fazer todas aquelas coisas”.  Não teve que esperar muito. Sal  começou  a  beber  aos  14 anos, e  na  sua  curta  carreira  de  bebedor  teve  vários  episódios  de intoxicação  alcoólica,  foi  internado  em  um  centro  de  reabilitação  e  foi  preso  por porte  de  drogas. “Aos 16 anos acreditava que poderia ter um problema e tentei várias maneiras de parar de beber, porém, não sei o porquê, não procurei A.A. Finalmente, depois de vários meses numa comunidade terapêutica, fui ao lugar que conheci de criança, A.A., e me conectei” Sal era o mais jovem de seu Grupo base, em Nova York, conseguiu um padrinho, começou a participar e a praticar os Doze Passos. Na sua visão, “agora A.A. está muito diferente, com mais gente jovem chegando, e cada vez mais jovens. A Irmandade é mais conhecida, aparece na televisão, faz parte das novelas da tevê. É mais aceitável e mais popular, e oferece melhor acolhida aos jovens”. Quando  Nate T.alcançou a sobriedade, faz seis anos, com a idade  de 16, inicialmente “me sentia mais incômodo que antes porque eu no me encaixava em lugar nenhum”.Chegou em A.A. pela primeira vez aos 14 anos, porém, “todo mundo tinha pelo menos dez anos a mais do que eu”, e não ficou. “Continuei a me meter em problemas incluindo o ser preso por porte de drogas”.Aos 16 já estava farto. “Não acreditava que fosse alcoólico, Porém sabia que tinha que estar com  pessoas  que  estavam  sóbrias.  Não  podia  ficar  com meus  velhos amigos,  os  que bebiam  e  se drogavam, inclusive aqueles que não bebiam mas que não estavam em recuperação; sabia que mais cedo  ou  mais  tarde acabaria  em  uma reunião,  uma  festa  onde  houvesse  bebidas  e,  seguramente, acabaria bebendo”. Procurou uma reunião de jovens em Bethseda, Maryland, onde morava, “e na medida em que assistia regularmente, ia-me encontrando cada vez mais cômodo. Chegar jovem em A.A. não é um obstáculo porque a doença espiritual é tão real aos16 anos quanto numa idade mais avançada”. Sheila S.tinha 16 anos quando alcançou a sobriedade  em 1981, e na sua primeira  reunião “tinha pessoas que me conheciam de toda a vida, vizinhos que me conheciam desde que eu era bebê. Senti-me bem-vinda. Foi um alívio saber que havia uma razão para sentir-me como me sentia e fazer o  que  fazia”. Passaram-se  dois  anos  antes  de  encontrar  alguém  de sua idade.  “o  que  mais  me incomodava era ouvir alguém dizer ‘eu jogava fora (dar para o santo),mais do que você bebi’. Meu fundo de poço sofria de falta de credibilidade apenas pelo fato de ser mais jovem”.Porém, foi bem aceita pelas mulheres do seu Grupo base e isso foi crucial porque, “não podia estar com as pessoas da minha idade com que tinha bebido”. Ela mora numa cidade universitária da Flórida e diz que,  “hoje em dia A.A. está mais acessível e mais aceitável pelos jovens. Eles podem chegar e conseguir a ajuda que precisam e por ser mais numerosos sentem-se mais cômodos.  Os problemas quando se tem 16 anos são muito diferentes daqueles que já têm 30 anos”. Lizz H.começou a beber com a idade de nove anos e alcançou a sobriedade cinco anos mais tarde, ou seja, aos 14 anos. Agora sóbria há 12 anos, diz que em seus anos de bebedora, sentia-se com  frequência  terrivelmente  sozinha.  “Não  há  muitas crianças  no  quinto  ano  do ensino fundamental que colocam vodca na garrafinha de suco que levam para a escola”disse Lizz, que passou os dois primeiros anos de sobriedade numa instituição de tratamento para meninas. Seu maior problema  quando  assistia  às  reuniões  de  A.A.  na  Califórnia,  seu  Estado de origem,  era  que  não  a levavam muito a sério como alcoólica. Embora sua história inclui-se ter bebido muito, internação por alcoolismo e quatro prisões – incluindo duas por porte de drogas, “passou muito tempo antes que as pessoas me aceitassem realmente como membro do Grupo. Mantive minha sobriedade durante dois anos por despeito”. Inclusive a relação madrinha-afilhada ficou comprometida devido à diferença de idades. Ao invés de ser tratada como uma afilhada normal recebia um tratamento maternal. Atualmente, quando seus conselhos são solicitados quando é preciso falar com adolescentes recém-chegados sua resposta é que, “todos somos alcoólicos, todos temos a mesma doença e que a mensagem de A.A. não deve ser adaptada por questões de idade ou demográficas”. La recuperação é para aqueles que a desejam e muitos adolescentes não querem saber nada que diga respeito a A.A. John P.tem 18 anos e esteve bebendo menos de dois anos. Entretanto, nesse curto período de tempo, por duas vezes foi encontrado pela policia caído e desacordado em lugares públicos e levado ao hospital. A primeira vez foi na estação subterrânea de Times Square, em Nova York, no meio da noite. Também foi preso duas vezes, uma delas por porte de drogas. Os pais de John são membros de A.A. e ele conhece as reuniões desde que era uma criança. Entretanto, ao considerar o que significaria deixar de beber em A.A., ele diz:  “Acredito que se eu fosse para A.A. e me mantiver sóbrio, terei que deixar de fazer parte do meu círculo social. Indo para A.A. terei que mudar as coisas que valorizo. Teria que decidir que, ir à casa de um amigo para passar o tempo e talvez tomar uns tragos, é algo que não merece a pena. Teria que ver alguma coisa em A.A., alguma coisa que fosse mais importante”. Para o bebedor problema jovem, a Conferência de Serviços Gerais produziu literatura dirigida aos alcoólicos jovens. Os Grupos de A.A. para Jovens começaram a aparecer em 194 em Los Angeles, Cleveland e Filadélfia e atualmente podem ser encontrados no país todo (EUA/Canadá). Em  1957, um grupo de membros jovens de A.A. dos EUA e Canadá iniciou a Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA  –  International  Conference  Young  People  in  A.A.)  (*) para  oferecer  uma  oportunidade anual de celebração da sobriedade dos jovens em A.A. Neste mês de setembro (2007), foi celebrada a 49ª conferência anual. 
(*) Para entender melhor: 
O  alcoolismo  não  tem  barreiras,  idade  incluída.  Jovens  que  sofrem  de  alcoolismo  têm  se voltado para os Alcoólicos Anônimos e encontraram ajuda lá desde os primórdios de AA. Em 1945, um  dos  primeiros  grupos  de  jovens  em  Alcoólicos  Anônimos  foi  formado  em  Los  Angeles  para ajudar a levar a mensagem de recuperação para outros jovens. O número de jovens que sofrem de alcoolismo, que procuram A.A. pedindo ajuda, continua a crescer. Na convenção de A.A. em 1960, Bill W. observou que a idade de novos membros era muito menor em  1960 do que quando ele e Dr. Bob fundaram a Irmandade 25 anos antes. Uma pesquisa interna feita com membros de A.A. em  2007  relatou que 11,3% dos entrevistados tinham menos de 30 anos de idade e desses 2,3% tinham menos de 21 anos de idade. O  objetivo  dos  grupos  de  jovens  é  ajudar  os  recém-chegados  a  entender  que  eles  não precisam de anos de experiência no sofrimento causado pelo uso da bebida e de perdas familiares sociais e financeiras, para estar prontos para a sobriedade. Eles ajudam a trazer os recém-chegados para o ciclo da Recuperação, Unidade e Serviço através dos 12 Passos, 12 Tradições e 12 Conceitos para o Serviço Mundial, levando a mensagem de AA ao alcoólico que ainda sofre. Grupos de jovens não são uma organização separada de Alcoólicos Anônimos como um todo. Seus membros estão  envolvidos  e  comprometidos  com  o trabalho  do  Décimo  Segundo  Passo  em hospitais,  instituições  penais  e  de tratamento, Informação  Pública,  de  Serviços  Gerais,  e  todas  as outras facetas de Serviço AA. Os recém-chegados são apresentados a pessoas da sua idade que os iniciam nos de princípios de AA em suas vidas  diárias e os motivam a  se envolver no serviço de A.A. que pode levar a uma sobriedade duradoura e confortável. O propósito dos grupos de jovens, é levar a mensagem de Alcoólicos Anônimos para outros alcoólicos, não importa qual seja sua idade. www.acypaa.org. Estes  Grupos  de  Jovens  são  conhecidos  nos  EUA  e  Canadá,  onde  se  originaram  em 1945, pela sigla YPAA, de  Young People in A.A., ou,  Jovens em A.A.e uma de suas principais atividades é  a  de  organizar  encontros  em  forma  de  seminários,  fóruns  e  conferências,  de  âmbito setorial, regional, nacional e internacional  cujos programas enfocam o compartilhar de  assuntos  relativos  a tais Reuniões nos respectivos Grupos. Este movimento, que constitui parte integrante da Irmandade, ultrapassou  as  fronteiras  de  sua  origem  e  atualmente  encontram-se Grupos YPAA espalhados por países, além dos EUA e Canadá, como México, Austrália, África do Sul, Índia, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Holanda, França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, etc. No Brasil, um grupo de pessoas composto por membros e amigos de A.A. preocupados com o  pequeno  número  de  jovens  que chegam em  nossas salas,  foi  buscar  subsídios  e  informações  a respeito desse movimento de Jovens para poder instalar em nosso país esse tipo de reunião. Numa reunião realizada no dia 15/10/2011 em Petrópolis,  RJ, decidiram criar duas reuniões experimentais, uma na Cidade do Rio de Janeiro e outra em Petrópolis. Prometem resultados. 
Leia também o artigo  “A Conferência Internacional de Jovens em A.A”nesta coletânea, ou, 
“ICYPAA - casi cinco décadas de alcanzar a los jóvenes alcohólicos” no endereço 
=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may05.pdf 

I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)



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