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5.  Anonimato
5.1.  A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar 
Box 4-5-9, Natal / 1988 (pág 10-11) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday88.pdf 
Titulo original: “Respecto a colocar en primer lugar la tradicion de anonimato”. 
Recentemente,  em  uma  reunião  de  Grupo  celebrada em  Nova  Jersey,  um  dos  participantes  propôs  uma modificação de grande monta na literatura de A.A. Provocou alguma comoção. A  proposta  era  que  a  Décima  Segunda  Tradição, também  conhecida  como  a  tradição  do  anonimato,  fosse “elevada” da última da lista para ser dali em diante a Primeira Tradição. Um dos temas tratados  nessa  reunião,  foi  como reativar a consciência interna da Irmandade a respeito da importância do anonimato para o futuro desenvolvimento  e  sucesso  de  A.A.  O  membro  em  questão  usou  o  seguinte argumento:  Se o anonimato é de primeira importância para o bem estar de A.A. – e certamente é, então a tradição do anonimato deve ser a primeira e não a última e por conseguinte deve encabeçar a lista. Considerando o mal compreendido que devem estar o significado e o propósito por parte dos membros em geral, esta sugestão parecia ter seu mérito. Efetivamente, esta nova lógica quase nos estava  gritando  que  o  “álcool” e  o  “anonimato” eram  as  palavras-raízes  do nome  da  Irmandade. Portanto, já que o “álcool”e o tema e o impulso principal do primeiro dos Doze Passos, não seria justo e apropriado que “anonimato”, com a mesma importância no que  diz respeito à  Irmandade, fosse o tema e o impulso principal da primeira das Doze Tradições? Parece fazer sentido. Mas, realmente o tem? Alguns dias depois dessa reunião em Nova Jersey, o  subcomitê de  Informação Pública dos Custódios foi informado desta proposta – e seguiu-se uma discussão muito instrutiva da qual surgiu, aliás, com grande rapidez, evidência incontrovertível de que a Decima Segunda Tradição, a tradição do anonimato, é a décima segunda e última porque assim deve ser. De acordo com a exposição do membro  do  comitê,  na mente  da  maioria  dos principiantes  –  inclusive  na  de  grande  parte  de membros  com  vários  anos  de  sobriedade,  e  com  certeza  para  a  maioria das  pessoas  de  fora  da Irmandade,  “anonimato”equivale a  “vergonha”ou  “medo”,e praticar o anonimato é esconder-se. Esta  é,  de  fato,  a  impressão provocada  pela palavra  “anonimato” quando  não  é  devidamente explicada, principalmente no que se refere aos membros de A.A. Se o mero ou simples anonimato, não explicado, fosse o tema da Primeira Tradição, não iria ser convidativo para o leitor explorar as outras onze, nas que se baseia a tradição do anonimato. Pelo contrário, poderia  causar repulsão  e, portanto privá-lo, talvez para sempre, de um dos verdadeiros tesouros de A.A. Portanto,  os  motivos do  anonimato  estão explicados cuidadosa  e  individualmente  nas  onze tradições que lhe precedem, com a finalidade de que o membro de A.A. ao chegar à Décima Segunda tenha  plena  consciência  das  lições  que  aprendeu,  assim  como  o  consolo,  a  tranquilidade  e  outros benefícios derivados da prática do anonimato. De acordo com o comitê, ninguém propôs que o Décimo Segundo Passo, que começa dizendo “Tendo  experimentado  um  despertar  espiritual, por  meio  destes Passos...” –  quer  dizer,  os  onze anteriores, deveria mudar de lugar na série, passado último para o primeiro. De forma semelhante, as  lições,  os  objetivos  e  os  benefícios  descritos  nas  primeiras  onze  tradições  estão  resumidos  e consumados na Decima Segunda Tradição que diz  “O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos  sempre da  necessidade  de  colocar  os  princípios  acima das  personalidades”. Teria algo  de  ruim  (ou  “anti-programa”)  pôr  em  dúvida  a  colocação  da  tradição  do anonimato  e  depois  dedicar  uma  séria discussão  ao  assunto? Definitivamente,  não.  Desde  tempos remotos, quando a literatura básica de A.A. começou a ser publicada, sempre houve membros que encontraram palavras ou locuções que, no seu modo de ver, deveriam ser mudadas. Talvez algumas frases inteiras deveriam ser riscadas ou alguns parágrafos suprimidos, ou reorganizados – ou removê-los para outro lugar. Por muito acertada que possa  parecer alguma correção ao primeiro olhar, uma consideração mais aprimorada demonstra, a maioria das vezes, que, com relação ao que precede e segue,  o  conteúdo  é  precisamente  o  que  deve  ser  e  está  onde  deve estar  sem  possibilidade  de “melhorá-lo”.Aos que propuseram a mudança, assim como aos demais, a discussão lhes ensinou o raciocínio original que colocou a tradição do anonimato como a décima segunda e última, e ainda deu a este raciocínio uma nova e viva força. 

5.2.  Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2007 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar07.pdf
Título original: “Fotos en los eventos de A.A. Pensar antes de pulsar”. 
Atualmente,  quando  se  podem  bater  fotos  dos  nossos  amigos  de  A.A.  com  um  rápido movimento de  “focalizar e clicar”a partir de qualquer telefone celular, está mais fácil que nunca esquecer a Decima Primeira Tradição de A.A. que diz:  “Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no radio e em filmes”. E de fato, esta Tradição resistiu às provas do tempo. 
Na Conferência de Serviços Gerais de  1974, Ruth H., então Delegada do Sudeste de Nova York, disse:  “Recentemente um membro local tirou fotos de todos os assistentes a um aniversário pessoal, sem perguntar a ninguém se queria ou não ser fotografado. O participante de honra (que está sóbrio há muitos anos em A.A.) foi fotografado junto com os oradores e cortando o bolo, como se fosse um casamento. Quando perguntou ao fotógrafo se havia pedido permissão aos assistentes para tirar fotos, ele disse:  ‘É o meu Grupo e a câmera é minha’”.  Em outro caso, relatou Ruth, um membro  que  tinha  sido  fotografado  na reunião  de  seu aniversario,  “ingenuamente  colocou  a fotografia na mesa da sala de estar da sua casa. Um vizinho entrou, olhou e indicou com o dedo 
outra pessoa na foto dizendo ‘não sabia que ele era membro de A.A.’”. Esse assunto, disse Ruth,  “foi apresentado na assembleia de Área. Alguns disseram: ‘todo mundo me via bêbado, porque haveria de me esconder em A.A.?’”. Outros opinavam que se poderia afugentar os principiantes, ou, pelo contrário, os principiantes podem pensar que ficaria bem chegar na próxima reunião de aniversário munido de uma câmera. Depois de discutir o assunto, Ruth disse, 
“a assembleia aprovou a moção de que nosso comitê de Área‘sugere energicamente’ que não sejam feitas fotografias em nenhuma reunião de A.A. – para proteger o anonimato de todos os presentes e não  afugentar  os  participantes, uma vez que fazer fotos viola ‘o espirito da Primeira, Décima Primeira  e Décima Segunda Tradições’”. Atualmente, a decisão de fazer ou não fazer fotos de membros de A.A. nos eventos de A.A. é um assunto de consciência de Grupo. Por exemplo, antes ou depois do último café da manhã/almoço da  Conferência  de  Serviços  Gerais,  são  feitas  muitas  fotografias  – mas  não durante  nenhuma  das sessões plenárias. De acordo com um membro do pessoal do Escritório de Serviços Gerais – ESG, a experiência coletiva de A.A. indica que deve ser consultada a consciência de Grupo antes de tomar uma decisão desse tipo. Se a consciência de Grupo não aprova que se façam fotos, seria prudente anunciar essa decisão de forma reiterada a todo o Grupo. E em todos os casos, antes de fazer uma fotografia  de  um  ou  mais  membros,  é sugerido  pedir  permissão  tanto  a  eles  como  ao  servidor indicado pelo Grupo para lidar com esse assunto. Repetidamente, a experiência demonstrou aos AAs que estar no foco do público é perigoso para  a  nossa  sobriedade  pessoal  –  e  para  nossa  sobrevivência  coletiva  se  quebramos  o  anonimato 
diante  do  público  e  depois  nos  embriagamos.  Mas,  como  disse  Bill  W.,  nosso  cofundador,  “era preciso  dar  a  conhecer  A.A.  de  alguma  maneira. Assim,  recorremos  à  ideia  de  que  seria  muito melhor  deixar  que  nossos  amigos  o  fizessem  por  nós”  –  entre  eles,  nossos  sete  Custódios não alcoólicos  (no  Brasil  são  quatro).  Podem  ficar  na  frente  das  câmeras  ou  utilizar  seus  nomes completos sem risco para si próprios ou para a Irmandade. Assim, fazem chegar a mensagem de A.A. a muitos alcoólicos doentes e aos profissionais que os assessoram e cuidam deles. Numa  seção  do Livro  de  Trabalho  de  Informação  Pública  são  oferecidas  sugestões  “Para levar  a  mensagem  através  dos  meios  de  comunicação”.  Sugere  que quando  um  membro  de  A.A. aparece  na  TV,  o  rádio  ou  internet,  e  se  identifica como  tal,  “será  prudente  fazer  alguns  acertos anteriores  com  o  entrevistador  para  que  seja  utilizado  apenas  o  primeiro  nome,  e  para  que  sua imagem  apareça  em  forma  de  silhueta,  sem  possibilidade  de  ser identificada.  Na  Conferência  de Serviços Gerais de  1968, foi manifestada a opinião de que‘aparecer na TV de uma maneira que se possa ver todo o rosto é uma quebra de anonimato ainda que não seja revelado o nome completo’”.Entretanto, se um membro de A.A. aparece publicamente como um alcoólico em recuperação, mas não  revela  que  é  membro  de  A.A.,  “não  há  nenhum  problema  com  respeito  ao  anonimato.  O membro  aparece  como  qualquer outro  convidado  pode  utilizar  seu  nome  completo  e  sua  imagem pode ser reproduzida normalmente”. É importante ter em conta que “um membro de A.A. que apareça como tal, com o anonimato protegido, em um programa de entrevistas deve explicar com antecedência ao entrevistador que os AAs tradicionalmente limitam seus comentários ao programa de A.A. O membro não se apresenta como um especialista nem fala a respeito da doença do alcoolismo, as drogas, o índice de suicídios, etc.”. Tradicionalmente,  “os  AAs  falam  por  si  próprios,  não  pela  Irmandade  em  seu  conjunto”. Geralmente costumam  ressaltar  que  “o  único  interesse  de  A.A.  é  a  recuperação  e  a  sobriedade continuada”  dos alcoólicos que procuram a Irmandade em busca de ajuda. E que,  “quando falamos como  membros  de  A.A.  nos  asseguramos  de  dizer  que  A.A.  não  opina  sobre  assuntos  alheios  à Irmandade”.
Ao  refletir  sobre  as  nossas  Tradições  de  anonimato  no  número  de  outubro  de  1948 da Grapevine,  Bill  W.  expressou  com  franqueza  e  um  toque de  humor,  uma  ideia  que  ainda  tem ressonância na atualidade: “Temos bons amigos à direita e à esquerda, tanto entre os proibicionistas como entre os anti proibicionistas. Como a maioria  das sociedades, às vezes somos escandalosos – mas  nunca  em  público...  Nossos  amigos  da  imprensa  e do  rádio superaram-se  a  si  próprios. Qualquer  um  pode  ver  que  parecemos  estar  mimados.  Nossa  reputação  já  é  muito  melhor  que  o nosso caráter real”. 

5.3.  Mais perguntas sobre o anonimato 
Box 4-5-9, Primavera (Mar.) 2013 (pág 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring13.pdf
Título original: “Más preguntas sobre el anonimato”
No número de outono (Set.) de  2012 do  Box 4-5-9 apareceram várias perguntas e respostas relacionadas com o anonimato a nível pessoal – por exemplo, durante as reuniões de A.A. e diante do público,  baseadas  na  Décima  Primeira  Tradição  de  A.A.  (N.T.:1). Como  indicado  no  primeiro parágrafo desse artigo, aquelas perguntas e respostas era apenas uma pequena parte das indagações que  chegam  ao  Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG,  em  Nova York.  Neste  artigo  trataremos  de algumas mais. 
Pergunta.  –  
Faz  pouco  tempo,  num  artigo  da  imprensa  (ou  Internet  ou  vídeo)  apareceu  a fotografia de um membro de A.A. acompanhada do seu nome completo. O ESG irá encaminhar a esse  membro  algum  comunicado  para  indicar-lhe  que  isso  é  uma  violação  da  Tradição  do anonimato? 
Resposta. – 
A resposta do membro do pessoal do ESG lotado na seção de Informação Pública é  muito  provável  que  seja  algo  parecido  com  o  seguinte:  “Permita-me que  lhe  explique  como tratamos as quebras de anonimato aqui no ESG. Quando chega ao ESG uma noticia de quebra de anonimato documentada e pode ser identificada a Área onde mora o membro em questão, enviamos uma cara ao Delegado dessa Área, com cópias do artigo ou transcrição e umas cartas-modelo de resposta adaptáveis à situação. O Delegado normalmente  escreve ao membro. Este procedimento está baseado numa Ação Recomendável da Conferência.
De  maneira  geral,  não  contatamos  os  profissionais  da  mídia  com  referência  a  quebras  de anonimato quando suas reportagens foram baseadas em informações facilitadas por um membro de A.A.  Pedimos  a  colaboração  da  imprensa  naquilo  relacionado  com  manter  nossa  Tradição  de anonimato, mas esses profissionais não são obrigados a seguir nossas Tradições a esse respeito. A responsabilidade de respeitar a Tradição do anonimato não cabe aos profissionais da mídia, mas ao membro individual de A.A. Tratamos  sempre  de  nos  comunicar  de  uma  maneira  não punitiva  e  que  não  possa  ser 
interpretada como tal de maneira a não provocar ainda mais controvérsia escrevendo alguma coisa que possa ser publicada mais tarde num jornal, revista, etc. como sendo ‘A opinião de A.A.’” Pergunta. – O membro do pessoal do ESG envia a mesma carta de “Quebras de Anonimato”ao Delegado quando num obituário está indicado que  o falecido era membro de A.A. e também são publicados os nomes completos de outros membros de A.A.? 
Resposta.  – 
De  maneira  geral,  aos  membros  de  A.A.,  parece-lhes  pouco  sensato  quebrar  o anonimato de um membro inclusive depois de morto, mas em todo caso, a decisão final sobre essa questão cabe à família do membro. Entretanto, os membros de A.A. concordam com que deva ser respeitado  o  anonimato  dos  membros  vivos  citados  nos  obituários  ou  em  qualquer  folheto comemorativo ou nota necrológica. 
Pergunta.  – 
Tem  A.A.  em  seu  conjunto  uma  política  geral  que  se  refira  ao  anonimato póstumo dos cofundadores, Bill W. e o Dr. Bob? 
Resposta. – Não. Mas no ano de 2001a Junta de Serviços Gerais aprovou a seguintes normas para  servir  como  guia  aos  AAs  em  toda  atividade  de informação  publica  relacionada  com  os cofundadores de A.A.: “As normas de informação pública do ESG devem servir para guardar ao máximo possível o 
anonimato dos membros de A.A. vivos ou mortos, incluindo os cofundadores. A seção de Informação Pública existe no que se refere ao público em geral, como uma fonte de informação relacionada com o programa de recuperação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos, não como fonte de informação sobre membros individuais de Alcoólicos Anônimos, vivos ou mortos. Na medida em que já se encontra na nossa literatura de A.A. informação não anônima sobre 
os  nossos  cofundadores,  a  qual  está  disponível  ao  público  em  geral,  podem  ser  dirigidas  as solicitações de informação a estes textos. A seção de Informação Pública pode facilitar copias dessa informação  aos  meios  de  comunicação.  Não  deve  ser  oferecida  voluntariamente  nem  facilitar 
informação adicional, por respeito aos princípios tradicionais de anonimato de A.A., ou pela alta estima  que os cofundadores,  como membros da Irmandade de  Alcoólicos  Anônimos.  Tinham  por estes princípios. Não  deve  ser  facilitada  informação  sobre  outros  membros  de  A.A.,  antigos  ou  atuais,  sob 
nenhuma circunstância”. 
Pergunta.  – 
Os  cofundadores  fizeram,  eles  mesmos,  algum  comentário  a  respeito  do anonimato póstumo? 
Resposta.  –  No  livro  “A.A.  Atinge  a  Maioridade”,  Bill  escreve:  “O  Dr.  Bob  era essencialmente  uma  pessoa  mais  humilde  que  eu.  De  alguma  forma era  uma  pessoa  espiritual ‘natural’ e o anonimato lhe resultava fácil. Não podia entender porque algumas pessoas precisavam de  tanta  publicidade.  Nos anos  que  precederam  à  sua morte, seu exemplo pessoal  de respeito ao anonimato ajudou-me  muito a guardar  o  meu  próprio. Lembro particularmente, uma comovente ocasião  que  acredito que todos  Aas  deveriam  conhecer.  Quando  foi  comunicado  que  tinha  uma afecção mortal, alguns de seus amigos sugeriram que se erguesse um monumento ou  mausoléu  na sua honra e na da sua mulher Anne,  alguma coisa digna de um  fundador e sua esposa. Certamente, este foi um tributo muito natural e espontâneo. O comitê criado para esse fim chegou inclusive a lhe mostrar a maquete do monumento proposto. Comentando isto  comigo,  o  Dr.  Bob  sorriu  e  disse: ‘Deus os abençoe. Têm boas intenções. Mas pelo amor de Deus, Bill, Porque não nos enterram a você e a mim como aos demais? Um ano depois da sua morte visitei o cemitério de Akron onde repousam os restos mortais do Dr.  Bob  e  Anne. A simples  lápide  mortuária  não  diz  uma  única  palavra  a  respeito  de  Alcoólicos Anônimos.  Algumas  pessoas  podem  pensar  que este casal maravilhoso levou  longe  demais  o anonimato pessoal ao recusar, com firmeza, usar as palavras ‘Alcoólicos Anônimos’até na lápide. Da minha parte não acredito que seja assim. A mim parece-me que este último e comovente exemplo de  humildade  tem  um  valor  mais  duradouro  para  A.A.  que  qualquer  publicidade espetacular  ou mausoléu majestoso”. 
Pergunta.  –  
Já  sei  que  na  literatura  de A.A.  Bill  escreveu  muito  a respeito do anonimato, mas estou seguro que ele não poderia ter previsto  a explosão  tecnológica moderna. Como protegemos o anonimato on-line? 
Resposta. – 
A comunicação em A.A. nos dias  atuais  flui  de  um  alcoólico  para  outro através da tecnologia de ponta, de uma maneira relativamente  aberta  que  vai evoluindo  com muita  rapidez.  A  proteção  do  anonimato é  a preocupação  principal  dos  membros,  cada  vez mais numerosos, que acessam a Internet. Um  recurso  orientador da experiência compartilhada  de  A.A.  referente  aos  sítios  da Web  é  o  artigo  de  serviço  do  ESG  “Perguntas frequentes  a  respeito  dos  sítios  Web  de  A.A.”(N.T.:2). A  pregunta  de  número  7  diz:  “E, enquanto  ao  anonimato?”. Sua  resposta: “Observamos todos os princípios e Tradições de A.A.  em  nossos  sítios  Web.  Uma  vez  que  o anonimato  é  ‘o  alicerce  espiritual  das  nossas Tradições’,  praticamos  o anonimato  em todo Este folheto foi atualizado pela 61ª Conferência de Serviços Gerais em maio de 2011. No passado outono (Set. 2012), o Comitê de Informação Pública dos Custódios pediu que fosse atualizada a capa para comunicar melhor os membros a respeito do conteúdo de uma ampla variedade de informação a respeito do anonimato nos meios eletrônicos e nas redes sociais, sobre o anonimato póstumo e como falar do anonimato aos membros da sua família. Momento em todos os sítios Web de A.A. Um sítio Webde A.A. é um meio de comunicação público que tem a capacidade de alcançar a audiência mais diversificada e numerosa possível e, portanto, é necessário valermos-nos da mesma proteção que utilizamos diante da imprensa, do rádio e o cinema. Ao utilizar  os meios digitais,  os  membros  de  A.A.  são  responsáveis  pela  proteção  do  seu próprio anonimato e o dos demais. Quando enviamos mensagens de texto ou escrevemos num blog devemos  assumir  que  estamos  fazendo  uma  divulgação  pública.  Quando  quebramos  nosso anonimato nestes fóruns, é possível que, inadvertidamente, quebremos o anonimato de outros”.(Ver “Guia de Orientação na Internet”, Junaab, código 245). 
Para  mais  informação  sobre  o  anonimato  “on-line”, ver  o  folheto  “Compreendendo  o Anonimato”,  (ao  lado)  (N.T.:3)  recém-reimpresso  com  nova capa  contendo  arte  e  símbolos  para representar a grande variedade de recursos para que os membros de A.A. protejam seu anonimato e o dos seus companheiros.

5.4.  O anonimato – a humildade em ação 
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1996 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept96.pdf 
Título original: “El anonimato: la humildad en acción". 
Nesta década de  1990, na que se considera Alcoólicos Anônimos como uma  força do bem, parece que cada vez mais membros bem-intencionados,incluindo uma multidão de celebridades bem conhecidas, revelam seus nomes como membros de A.A.nos meios de comunicação e fazem alarde da  sobriedade alcançada  na  Irmandade  –  sempre  com  a intenção  de  ajudar  o  alcoólico  que  ainda sofre. Talvez não conheçam a Tradição do Anonimato, ou a considerem como algo fora de moda ou, ainda, que acreditem que o mais importante é procurar que a mensagem seja difundida. Isto não é novidade. Como escreveu Bill W., cofundador de A.A., faz mais de 40 anos, no número de janeiro de 1955 na revista Grapevine: “Os velhos arquivos da Sede de A.A. contém dúzias de  experiências  de  rupturas  de  anonimato  parecidas. A  maioria  delas  ensinam-nos  as  mesmas lições.  Nos  ensinam  que  nós,  os  alcoólicos,  somos  os  maiores  racionalizadores  do  mundo;  que fortalecidos com o pretexto de fazer coisa boas porA.A., quebrando nosso anonimato, poderemos 
estar reiniciando nossa velha busca desastrada pelo poder e prestígio pessoal, as honras públicas e o dinheiro – os mesmos impulsos implacáveis que antes, ao serem frustrados, fizeram-nos beber; as mesmas forças que atualmente desgarram o mundo. Além do mais, deixam muito claro o fato de que uma quantidade  suficientemente  grande  de  pessoas  que  quebraram  seu  anonimato  de  forma sensacionalista, poderia arrastar consigo a nossa Irmandade inteira para uma rua sem saída”. Como  nos  indica a literatura de A.A.,  as Doze Tradições  pedem-nos repetidamente  que renunciemos a nossos desejos pessoais em favor do bem comum, e assim levem-nos a compreender que o espirito de sacrifício, simbolizado pelo anonimato, é a base de todas as nossas Tradições. Tudo isto é muito bom, mas, como indivíduos e como membros de um Grupo, qual é a melhor maneira de colocar em prática este princípio? Quais os critérios que utilizamos para abrir o anonimato? E, o que podemos fazer para evitar as quebras do anonimato? Em 1988 uma onda de quebras de anonimato conduziu à formação de um subcomitê especial do Comitê de Informação Pública da Junta de Serviços Gerais. Sua tarefa, que não tinha nada a ver com culpar os meios de comunicação e tinha muito a  ver com o fato de que a  Irmandade deveria fazer seu próprio inventario, tinha duas  facetas: elevar a consciência dos membros  “a respeito do propósito do anonimato e porque é vital nossa sobrevivência como Irmandade; e pedir aos AAs de todos os lugares que ajudem a proteger esta salvaguarda”. Faz alguns meses, enquanto o subcomitê estava-se  preparando  para  se  dissolver  depois  de  seis  anos de  esforços  intensos,  seus  membros chegaram  à  conclusão  de  que  quantos  mais  Distritos, Áreas e Grupos de  A.A. compartilhem sua experiência  a respeito  da  Tradição  do  Anonimato,  mais  saudável  ela  se  tornará  e  mais  saudáveis ficaremos  nós.  Com  essa  finalidade,  o  comitê sugeriu  uma  série  de  temas  de  discussão.  A  seguir, aparecem alguns deles, acompanhados de algumas das  muitas respostas encontradas na literatura de A.A. 
Pergunta: 
Qual é a relação entre o anonimato e  “o egoísmo - o egocentrismo... a raiz de todos nossos problemas”como Bill W. descreve no Livro Grande?
Resposta:
Bill  W.  com  frequência  advertia  que  se  nos  esquecermos  do  princípio  do anonimato,  iria  se  abrir  a  caixa  de  Pandora  (*) do  egoísmo,  liberando os espíritos  da  ambição mundana  tão  perniciosos  para  nossa  sobrevivência.  Portanto,  explicava,  “a  essência  espiritual  do anonimato é o sacrifício dos nossos desejos pessoais em prol do bem comum”. 
Pergunta:
Como tratamos o assunto do anonimato dentro do Grupo? 
Resposta:
De  maneira  geral,  não  escondemos  de  ninguém  a  nossa  identidade  nos  nossos Grupos e reuniões. Entretanto, cada individuo e cada Grupo têm o direito de utilizar seus próprios métodos.  Porém,  de  acordo  com  o  espirito  das  Tradições,  é necessário que percebamos que o principio do anonimato é bom  para  todos  nós;  devemos  sempre  ter  presente  que  a  segurança  e  a eficácia  futuras  de A.A.  dependem  da  sua  conservação. Ao mesmo tempo, todos  os  membros  de A.A. devem ter o privilégio de vestir-se de tanto anonimato pessoal quanto desejem. 
Pergunta: 
E o anonimato pessoal a nível público? 
Resposta:
A nível pessoal, o anonimato assegura que os membros não sejam identificados como alcoólicos; a nível da imprensa, a radio, a televisão e o cinema, ressalta a igualdade de todos os membros  ao  colocar  um  freio  naqueles  que  poderiam  se  aproveitar  de  sua  afiliação  a  A.A.  para conseguir reconhecimento, poder e ganância pessoal.De acordo com a Décima Primeira Tradição – forma  longa,  “Nossa  relações  com  o  público  em  geral  devem  caracterizar-se por um  anonimato pessoal. Acreditamos que A.A. deve evitar a publicidade sensacional. Nossos nomes e fotografias, na qualidade de membros de A.A., não devem ser divulgados pelo radio, cinema ou imprensa. Nossas relações com o público devem orientar-se pelo princípio da atração e não da promoção. Nunca há necessidade  de  elogiarmos  a  nós  mesmos.  Achamos  melhor  deixar  que  nossos  amigos  nos recomendem”. 
Pergunta: 
Colocamos e um pedestal alguns AAs? 
Resposta:
Em um artigo publicado no número de outubro de 1947 da revista Grapevine, Bill W. falou da síndrome do pedestal: “Por alguma razão, parece que qualificativo ‘fundador’chegou a se  aplicar  exclusivamente  ao  Dr.  Bob  e  a  mim...  Este  sentimento  nos  é  muito  comovedor... 
entretanto,  começamos  a  nos  perguntar  se,  no  longo  prazo,  tal  ênfase  exagerado  será  bom  para A.A.”  Sua resposta a este situação esta na declaração explicita de que “como membros particulares de A.A. devemos ser anônimos perante o público em geral... o Dr. Bob e eu acreditamos que esta 
saudável doutrina também deve aplicar-se a nós. Não pode haver nenhuma boa razão para abrir uma exceção com ‘os fundadores’. “Quanto mais tempo os pioneiros de A.A. ficarmos no centro do cenário, mais possível será que  sentemos  perigosos  precedentes  para  estabelecer uma  liderança  personalizada  e permanente. Para assegurar o bem futuro da Irmandade, não é precisamente isto que devemos evitar?... Embora sempre  gostaríamos  de  ter  a  satisfação de  ser  lembrados  entre  os  originadores,  esperamos  que vocês  comecem  a  considerar-nos  apenas  como  pioneiros  e  não  como  ‘fundadores’.  Assim, 
poderemos também nos juntar a A.A.?” O  Dr.  Bob  morreu  em  novembro  de 1950;  Bill  W.,  em  janeiro  de  1971 –  e  seu  nome, fotografia  e história  apareceram pela primeira vez  nos meios de comunicação do mundo todo. Na primavera daquele ano, a Conferência de Serviços Gerais determinou que “não é prudente quebrar o anonimato  de  um  membro  inclusive  depois  da  sua  morte,  mas,  em  cada  situação  cabe  à  família tomar  a  decisão  final”. A Conferência  de  1992 reafirmou  esta  opinião  acrescentando  que  “os Arquivos  Históricos  continuarão  protegendo  o  anonimato  dos  AAs  falecidos assim  como  o  dos demais membros”. Considerando o atual (1996) numero de membros de A.A. – aproximadamente dois  milhões no mundo todo, as quebras de anonimato ante o público, embora preocupantes quando acontecem porque podem representar perigo, de fato são relativamente poucas e incomuns. De acordo com um relatório com o título “As Origens do Anonimato”,apresentado pelo Comitê de Arquivos Históricos da Junta de Serviços Gerais à Conferencia de Serviços Gerais de 1989,  “é possível que isto se deva ao  fato  de  que,  na  medida  em  que  a  Irmandade  vai  amadurecendo,  os  membros alcançam  uma compreensão cada vez mais clara do valor que tem o anonimato a nível publico para eles mesmos”.(*) N.T.: Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, extraído do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A  "caixa"  era na verdade um grande jarro dado a Pandora, que continha todos  os males do Mundo. Então Pandora, com  sua  curiosidade,  abriu  o  frasco  e  todo  o  seu  conteúdo, exceto  um  item,  foi liberado para  o  mundo.  O  item  remanescente  foi  a  esperança.  Hoje  em  dia,  abrir  uma  "caixa  de Pandora"significa criar um mal que não pode ser desfeito.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_de_Pandora 

5.5.  O anonimato diante do público 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2004 (pág. 8-9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar04.pdf 
Título original: “El anonimato ante el público”. 
Uma  figura  de  muita  visibilidade  do  cinema  se  interna  em  um  centro  de  tratamento;  sai  e aparece em um programa de televisão falando em termos elogiosos de  “minha nova vida em A.A.” Poucos meses mais tarde sai publicada a noticia de  que  “novamente foi encontrado embriagado”. Um político apanhado em maus lençóis protesta,  “o álcool me fez atuar desse jeito, porém agora assisto reuniões de A.A.” Ou, um escritor, bem intencionado, mas excessivamente entusiasmado, fala de  sua  “cura  em  A.A.” e  promete  publicar  a  sua  história  para  “ajudar  outros  iguais  a  mim”. Passados seis meses aparece a noticia da sua “recaída”. O que faz a Irmandade frente a quebras de anonimato como estas e outras que acontecem a cada ano às centenas? O que fazem individualmente os membros de A.A. para ajudar? E, a quem cabe a responsabilidade? Como se percebe claramente nas cartas enviadas ao Escritório de Serviços, ESG, muitos membros de A.A. estão  realmente preocupados, e de fato, alguns ficam com raiva devido a essas rupturas da Tradição do anonimato, à qual Bill W., chamava “a chave de nossa sobrevivência espiritual”.  Entretanto, muitos desses companheiros desconhecem  o que faz o ESG a 
respeito, nem como eles próprios podem ajudar e contribuir para um efeito decisivo. A cada ano o Comitê de Informação ao Público da Junta de Custódios envia uma carta aos representantes  dos  meios  de  comunicação  para  lhes  explicar  a  Tradição  do  anonimato  de  A.A. perante  o  público.  Muito apropriadamente  em  nossa  época  de  computadores,  e  diferentemente  da primeira missiva um tanto verbal enviada em 1949, o texto, que aparece que aparece no sítio de A.A. – www.aa.org, é breve e conciso. No entanto, apesar das ligeiras revisões cosméticas feitas ao longo dos  anos,  a  mensagem  não mudou.  Primeiro,  há  uma  expressão  de  gratidão  “pela  ajuda  que  nos deram  nossos  amigos  dos  meios  de  comunicação  que  nos  ajudaram  a salvar inumeráveis  vidas”.Logo pedimos às agências de mídia que continuem nos ajudando, apresentando os membros de A.A. unicamente  por  seu  nome  no registro  civil  sem  divulgar  fotos  em  que  o  membro  possa  ser reconhecido.  “O anonimato tem uma importância fundamental para nossa Irmandade e oferece aos nossos  membros  a  segurança  de  que  sua  recuperação  será  um  assunto  confidencial.  Com frequência, o alcoólico ativo evita qualquer fonte de ajuda que possa revelar sua identidade”. A carta de anonimato mais recentemente redigida, em fevereiro de 2004, como de costume será  publicada em  três  idiomas  –  inglês  español  e  francês,  e  enviada  a  aproximadamente  10.000 jornais periódicos e emissoras de rádio e televisão nos EUA e Canadá, com a esperança de que os editores  gerentes,  repórteres,  apresentadores  de  rádio  e  TV  e  muitos  outros  que  trabalham  nesse campo, especialmente  os  entrevistadores  e  que  fazem reportagens  sobre  celebridades  que  são membros de A.A., a vejam, a leiam e a levem em conta. À carta   e  juntado um cartão de resposta com porte  pago  e  outro  cartão  com  informações  básicas  de  A.A.  Em  muitas  Áreas  o  Comitê  de Informação  ao Público local  fazem  copias  do  texto  em  papeis  com  seu  timbre  e  as  enviam  aos representantes dos meios de comunicação locais. Embora façamos todo o possível para informar os meios de comunicação sobre nossa Décima Primeira Tradição, normalmente não mantemos contato direto com os profissionais que fazem suas reportagens baseados em informações fornecidas por membros  de  A.A.  No  folheto  de  A.A., “Compreendendo  o anonimato”, nos  é lembrado  que  não  é  da  responsabilidade  dos  meios  de comunicação  manter  nossas  Tradições;  é  nossa  responsabilidade  pessoal. Portanto,  quando o  ESG toma  conhecimento  de  uma  quebra  de  anonimato  diante do  público,  a  Conferência  de  Serviços Gerais recomendou que o membro do pessoal locado do escritório de informação pública comunique o fato ao Delegado da área onde o incidente aconteceu. Dessa maneira, um membro local pode entrar em  contato  com  o  companheiro  cujo  anonimato  foi  violado  para  falar-lhe  amigavelmente  sobre  a importância da Décima Primeira Tradição. O modelo de  carta  que  se  ajunta  à nota dirigida  ao Delegado  diz  o  seguinte:  “Talvez  esta quebra de anonimato tenha ocorrido sem o seu consentimento ou sem você saber; entretanto, se for entrevistado no futuro, ficaremos muito gratos se tiver a gentileza de mencionar nossas Tradições de anonimato  aos profissionais  de  mídia.  Às  vezes  não  as  compreendem,  mas,  quase  sempre  as respeitam”. Ao  final  das  contas,  a  experiência  de  A.A.  indica  que  os que  têm  maior  probabilidade  de proteger nossas Tradições são os Grupos e os membros individuais. Cada vez que um Grupo realiza uma reunião focada nas  Tradições, o cimento que mantém unida nossa  Irmandade, ou lembra aos participantes ao abrir a reunião  “o que aqui é dito, não sai daqui”,o conceito que vamos formando do  anonimato  diante  do  público  vai  ficando  mais  forte.  A  cada  vez  que  um  padrinho  reforça  ao iniciante  a  importância  do anonimato  diante  do  público,  explicando-lhe,  com  palavras  da  Décima Primeira  Tradição,  que  “a  ambição  pessoal  não  tem  lugar  em  A.A.”, se torna mais  forte  o  nosso anonimato  coletivo.  Talvez  seja  este  o  nosso  meio  principal  para  antepor  a  tudo  nosso  bem-estar comum. 

5.6.  O anonimato e as redes sociais 
Box 4-5-9, Inverno (Dez.) 2009 (pág. 8-9) =>http:// www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday09.pdf 
Título original: “El anonimato y el Internet” (Também traduzido e adaptado pelo CATI-JUNAAB para o Brasil) 
No  mundo  atual  com  o  ritmo  acelerado  da  alta  tecnologia,  os  membros  de  A.A.  estão acessando a Internet em número cada vez maior e de  forma que não poderia ter sido imaginado até dez  anos  atrás.  O  bate-papo  online  de  membros  em  todo  o  mundo  se  tornou  comum,  e  uma quantidade enorme  de  informações  sobre  o  alcoolismo e  AA  é  obtida apenas com um clique do mouse. Portanto, com a amplitude do alcance da Internet vieram desafios, preservar as Tradições de A.A. no universo online é um assunto importante para todos na Irmandade. Tal como acontece com vários temas que são abordados pelo AA, o  Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG  compilou  um  conjunto  de Orientações sobre a Internet (MG-18) (no Brasil os  Guias de orientação de  A.A.  na  Internet  aprovadas  pela  XXXIV  CSG)  com  base  na experiência compartilhada dos membros de A.A., através de seus comitês 
e  comissões,  que  cobrem  muitas  das  questões  que  esta  nova  tecnologia nos  trás.  Uma  dessas  áreas  de  preocupação  é  a  questão  do  anonimato 
online, particularmente no que se refere aos sites  de redes sociais, o que levou-nos a ter um olhar mais atento para a literatura de A.A. e como as Tradições de A.A. podem ser mais bem aplicadas neste meio popular de comunicação. "Qual é o propósito do anonimato em Alcoólicos Anônimos?"  e,"Por que é frequentemente referido simplesmente como a melhor proteção que a  Irmandade tem para garantir a sua existência e crescimento?". Para  estas  perguntas a  Conferência  de  Serviços  Gerais  de  A.A.  aprovou  o  panfleto, "Entendendo o anonimato"(EUA/Canadá), que esclarece sobre anonimato e as Tradições de A.A., trata da publicação em artigo de jornal/revistas ou sites na Internet, sobre o nome completo ou fotos de membros de A.A.. "Se olharmos para a história da AA, desde o seu início em 1935 até agora,", diz o folheto,“é claro que o anonimato serve para duas funções diferentes, mas igualmente vitais: 
Ao nível pessoal, o anonimato fornece proteção para todos os membros identificados como alcoólatras,  um  salvaguarda  de  segurança,  muitas  vezes  de importância  crucial  para  recém chegados. Ao  nível  da  imprensa,  rádio,  TV,  filmes  e  novas  tecnologias  de  mídia  como  a  Internet,  o anonimato sublinha  a  igualdade  na  Irmandade  de  todos  os  membros,  colocando  um  freio  sobre aqueles  que  poderiam  explorar  sua  filiação  em  AA  para conseguir  o  reconhecimento,  poder,  ou ganho pessoal". Quanto à pergunta específica, "Sobre o anonimato online?”,os Guias de Orientações de A.A. 
na Internet dizem:  "Um Web Site é um meio público, que tem o potencial de atingir o público mais amplo  possível  e,  por  conseguinte,  exige  as  mesmas garantias  que  usamos  ao  nível  da  imprensa, rádio e cinema".No entanto, o ESG recebe numerosas comunicações de  membros preocupados com quebras 
de  anonimato  online,  uso  inadequado  do  nome  e  direitos  autorais  e  marcas  registradas  de  A.A., matérias sendo indevidamente usados em sítios de redes sociais como  Facebook, MySpace, Twitter, Orkute outros. Estes sítios oferecem aos indivíduos a oportunidade de postar uma grande quantidade 
de  informações  pessoais  (e  outras),  e  também  permitem  que  os  usuários  criem  redes  sociais  de “grupos"ou "eventos" para pessoas com interesses afins. Alguns membros não publicam em seus perfis nada que seja relacionado ao A.A., enquanto outros entendem que é correta a publicação, desde que não seja especificamente mencionado A.A., já outros colocam abertamente a condição de membros de A.A. Um membro nos escreveu o seguinte:  “Digitei ‘Alcoólicos Anônimos’num desses sítios de redes sociais e surgiu uma comunidade com mais de 6.600 membros. Entendi que parecia ser um lugar seguro para frequentar por isso achei que estava tudo bem. Então entrei para ver quem eram os  membros  e  quando  a  página  abriu  vi  o  nome  e  o  sobrenome dos  membros  dessa  comunidade, muitos com fotos. A partir daí, dependendo das configurações de privacidade das pessoas, pude ver facilmente informações pessoais sobre essas pessoas, suas famílias e amigos”. “Eu fui apadrinhado sobre a importância de nossas tradições",  continua dizendo o membro de A.A. “e de manter nossa Irmandade da mesma maneira que a encontramos... Em minha opinião esta página não reflete o que é de A.A.”. Na  sua resposta  a  outro  membro  de  A.A.  que  escreveu ao  ESG  expressando  inquietações semelhantes,  o  membro  do  pessoal  do  ESG  responsável pela seção  de  Informação  Pública  diz: “Alguns membros de A.A. acham que sítios de redes sociais são um espaço privado; outros membros discordam fortemente e os entendem como um ambiente público. Os guias de Orientação de A.A. na Internet definem que os sítios de redes sociais são de ‘natureza pública’".  Quando é alertado sobre eventual quebra de anonimato a nível público – em revistas, jornais, televisão, etc., e depois de comprovar que realmente se tratava de uma quebra de anonimato, o ESG normalmente  encaminha  o  caso  para  o  Delegado  da  Área  onde  reside  o  membro  para  que  se 
encarregue  de  resolver  esse  assunto  da  maneira  que  lhe  pareça  oportuno  (o  Delegado  da  Área geralmente  envia  um  lembrete  amigável  para  esse membro  falando  a  respeito  da  importância  da Décima Primeira Tradição). Em relação à Internet, o método atual de abordar a  quebra de anonimato de um membro em nível público “não se aplica bem aos sítios das redes sociais”. Dada  a  popularidade  alcançada  pela  Internet  e  o  grande  número  de pessoas  envolvidas.  A questão  do  anonimato  passou  a  ser  preocupante,  e  procuramos  na  experiência  compartilhada acumulada dentro da Irmandade a respeito deste meiode comunicação em rápida evolução, observar as  palavras  de  Bill  W.  quando  descreve  o  anonimato  como  “o  alicerce  espiritual das  nossas Tradições”. Como  a  maioria  dos  assuntos  em  A.A.,  independentemente  de  como  a  Internet  e  novas tecnologias possibilitem um e outro membro compartilharem, há grande benefício ha ser alcançado se tivermos um cuidado e uma avaliação prudente sobre esse assunto que causa preocupação para muitos membros. Falar com os padrinhos em A.A. e outros companheiros a respeito de como aplicar as  Tradições  “on  line”, possivelmente  oferecerá aos  membros  que  utilizam  esta  tecnologia  uma melhor compreensão de como nos apresentar como membros de A.A. diante de qualquer pessoa – 
seja ou não membro de A.A., que possa  “entrar”  sem avisar nas salas dos muitos sítios das redes sociais Conforme apresentado no panfleto  "Entendendo o Anonimato"(EUA/Canadá), a respeito do anonimato  online,  a  consciência  coletiva  de  AA  expresso através  de  Conferência  (EUA/Canadá) aprovou, na sua literatura sugestão que "os lugares de acesso público da Internet, como sites da Web com texto, gráficos, áudio e vídeo deve ser considerados como uma forma de ‘meios de comunicação pública’. Assim, eles precisam ser tratados da mesma maneira como a imprensa, rádio, TV e filmes. Isto significa que os nomes completos e os rostos não devem ser usados, nem dados de identificação. No entanto, o nível de anonimato, nos correios eletrônicos, reuniões on-line e salas de  chat serão uma decisão pessoal".

5.7.  O anonimato e os meios de comunicação 
Box 4-5-9, Primavera (março) 2010 (pág. 9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring10.pdf 
Título original: “Carta de Anonimato a los medios de comunicación”. 
A cada ano, desde 1949, o Comitê de Informação ao Público da Junta de Custódios envia uma “Carta de Anonimato”anual aos meios de comunicação. 
A  singela  carta  agradece  aos  membros  desses  meios  – repórteres  de  notícias,  diretores  de fotografia  e  apresentadores  de  rádio  e  de  televisão,  o apoio  que  sempre  prestaram  a  Alcoólicos Anônimos  no  sentido  de  respeitar  e  proteger  o  anonimato  dos  membros  de  A.A.  e  pede  que  esta 
colaboração mantenha sua continuidade. Além disso,  a carta solicita que ao apresentar os membros de  A.A.  utilizem  apenas  o  nome,  sem o  sobrenome, e  que  não  sejam  feitas  fotografias  nas  que possam  ser  reconhecidos  seus  rostos.  Também explica que:  “O  anonimato  tem uma importância central para a nossa Irmandade e oferece aos nossos membros a segurança de que sua recuperação será um assunto confidencial. Com frequência, o alcoólico ativo evita qualquer fonte de ajuda que possa revelar sua identidade”.Neste mês de fevereiro (2010), foram enviadas aproximadamente 9.000 cartas aos  meios de comunicação dos EUA e Canadá (incluindo os meios em español dos EUA e em francês de Québec). A carta também está na Web, no sitio do GSO. Apesar do alcance da Carta de Anonimato e do cuidado dos membros e grupos de A.A. de todas as partes e lugares, ocorrem quebras de anonimato, algumas ocasionadas por celebridades bem intencionadas ansiosas por “ajudar outros alcoólicos como eu”.O que é feito para responder a essas quebras de anonimato e às dezenas que ocorrem a cada ano? Como indicam as cartas que se recebem no Escritório de Serviços Gerais, os membros têm expressado uma constante preocupação por estas violações à Décima Primeira Tradição,  ”Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez  da  promoção;  cabe-nos sempre  preservar  o  anonimato  pessoal  na  imprensa,  no  rádio  e  em filmes”a qual Bill W., chamou de “a chave da sobrevivência espiritual de A.A. ”Quando  ocorre  uma  quebra  de  anonimato,  os  membros  de  A.A.  pedem  com  frequência  ao ESG que envie uma carta aos responsáveis pelos meios que veicularam a notícia. Porém, desde faz bastante tempo, o consenso da Conferência de Serviços Gerais tem sido que a responsabilidade de proteger a Tradição do Anonimato a nível público e de responder às quebras de anonimato nos meios de  comunicação,  cabe  aos indivíduos,  grupos  e  órgãos  de serviço  da  Irmandade.  Assim,  quando ocorre uma quebra de anonimato a nível público o gabinete de Informação ao Público do ESG, envia uma carta ao delegado da Área pertinente informando sobre os detalhes e sugerindo que o delegado ou outro servidor de confiança se ponha em contato com o membro.   O ESG apenas escreverá a carta se o delegado assim o solicitar. 

5.8.  O anonimato nas reuniões “on line”
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2004 (pág. 7-8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar04.pdf 
Título original: “El anonimato em las reuniones em línea”
A internet é um lugar sedutor para os AAs. Consideramos as reuniões on-line como entidades de extensão global por estar na Web; mas, e o anonimato on-line? É bastante natural que os AAs, sentados na frente de seus computadores, tenham a impressão de estar compartilhando individual e pessoalmente  em um  ambiente  íntimo,  especialmente  por  não  se  encontrar  entre  uma  multidão  de companheiros  numa  grande  sala  de  reunião.  Entretanto,  há  que se  fazer  uma  advertência,  a experiência de A.A. sugere que: a internet é um meio de comunicação internacional e nem todos que “escutam” têm  a  mesma amplitude  de  conhecimento  a  respeito  do  que  A.A.  é  e  não  é  e  por  isso precisamos nos lembrar, e a nossos companheiros, que o que fazemos é levar a mensagem de A.A. e não a nossa mensagem pessoal. A maioria dos AAs informados pelas lições da nossa  história compartilha a crença de que, entre outras coisas, o anonimato tem dois importantes objetivos: a segurança e a espiritualidade. A certeza de que será respeitada sua privacidade  é o que torna possível a participação  franca  nas reuniões de A.A.;  e nos lembra, conforme a Décima Segunda Tradição, de  “colocar os princípios acima das personalidades”. Adaptar o princípio do anonimato para ser utilizado em nossas incursões na internet ainda é um trabalho em curso e muitos AAs. Recorrem ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, para pedir orientação. Um  membro  escreveu:  “É  adequado  que  os  membros  utilizem  seus  nomes  completos nos intercâmbios de mensagens?” A  resposta  do  ESG:  “Nossa  experiência  indica  que  a  maioria  dos membros  utiliza  seu  nome  completo  e,  de  fato, quando  escrevem para  este  Escritório  –  onde  o anonimato é protegido, pedimos não apenas que utilizem seu nome completo, mas também a Área ou região de onde escrevem. É possível interceptar qualquer correio, eletrônico ou de tartaruga, e os que estão preocupados com esta possibilidade podem optar por não revelar sua identidade. É uma decisão pessoal”. No  artigo  de  serviço  muito  popular  chamado  “Perguntas  frequentes  sobre  a  Web  site de A.A.”,o ESG diz que em seu próprio Web site (www.aa.org), que tem quase 5.000 visitantes por dia, o  escritório  “observa  todos  os  princípios  e Tradições  de  A.A.” Enquanto  ao  anonimato,   a experiência da Irmandade indica que “um web site de A.A. é um médio de comunicação público que   tem capacidade  para alcançar  a  audiência  mais  diversa  e  numerosa  possível  e  portanto,  é necessário nos valer da mesma proteção que utilizamos diante da imprensa, a rádio e o cinema”.O Grupo on-line dos Lamplighters (www.aa-lamplighters.org), estabelecido em  1991, e que agora tem quase 700 membros em  mais  de 30 países,  adota  a  seguinte  postura  referente  ao anonimato:  “O  Grupo  Lamplighters  (acendedores),  aluga  um  ‘servidor  de lista’, o equivalente eletrônico a um porão de igreja. Através disso controlamos a entrada às nossas reuniões e pedimos aos iniciantes apenas que nos façam uma declaração  de intenção baseada na Terceira Tradição – ‘Para ser membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber’. As pessoas que ficam  navegando  à  toa  não  podem  casualmente  numa  reunião  nossa.  Precisam  ser  ‘membros’ dos Lamplighters e ter feito a inscrição anteriormente. A inscrição, por suposto, é gratuita”. Os Lamplighters explicam também que,“devido à configuração eletrônica do nosso servidor de lista, o anonimato costuma estar mais bem protegido na internet do que nas reuniões regulares de A.A. A muitos de nós nos parece que o fato de ignorar a raça, a idade, as características físicas, o sotaque,  a  vestimenta,  ou  até  o  sexo  dos  companheiros  torna  mais  fácil  antepor  os  princípios  às personalidades. É claro que continuamos pedindo aos nossos membros que respeitem o anonimato de  todos  seus  companheiros.  E  os  alcoólicos  que  por qualquer  razão  que  seja, queiram mais segurança, podem entrar com pseudônimos para proteção adicional do seu anonimato”. 

5.9.  Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato. 
Box 4-5-9, Outono (Set.) 2012 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 
Título original: “Cuando romper tu anonimato no es ruptura de anonimato”. 
Embora  se  tenha  escrito  muito  a  respeito  do  anonimato  na  literatura  de  A.A.  –  ver,  por exemplo,  o  folheto  aprovado  pela  Conferência  de Serviços Gerais  “Entendendo  o  Anonimato” (JUNAAB, código 216), a julgar pelos comunicados que chegam ao Escritório de Serviços Gerais por parte dos membros da Irmandade, parece que ainda há muitas dúvidas e confusão relacionadas com a “base espiritual de todas as nossas Tradições”. A seguir aparece um apanhado das perguntas que  recebemos  por  telefone  e  por  correio  postal  e  eletrônico,  e  algumas  respostas  extraídas  da literatura de A.A. 
Pergunta.  - 
Temos  um  membro  que  recentemente  veio  de  outra  cidade  e  que  usa  seu sobrenome nas reuniões. Devemos dizer a esta pessoaque está violando a Tradição do Anonimato? 
Resposta. - 
Em “A linguagem do coração”, p. 16, Bill W. escreve: “Deve ser o privilégio de cada membro de A.A. se abrigar com tanto anonimato pessoal quanto deseje. Seus companheiros de A.A.  devem  respeitar  seus  desejos  e  ajuda-lo  a  guardar  seu  anonimato  no  grau  que  lhe  pareça apropriado”. Portanto, cabe a cada indivíduo decidir até que ponto quer ser anônimo abaixo do nível público. Usar seu sobrenome numa reunião de A.A. não é  “violar”  a Tradição de A.A. De fato, o autor de um artigo publicado no número de fevereiro de  1969da revista Grapevine, atribuiu ao Dr. Bob as seguintes palavras referentes à Decima Primeira Tradição.  “Já que nossa Tradição sobre o anonimato designa com precisão o nível em que se deve  manter o anonimato, deve ser evidente a  todos que conseguem ler e entender nosso idioma que manter o anonimato em qualquer outro nível é definitivamente  uma  violação  dessa  Tradição”.  “O  A.A. que esconde  sua  identidade  perante  os companheiros Aas  com  o emprego de um nome  suposto, viola a Tradição tanto quanto o AA que permite  que  seu  nome  apareça  na  imprensa  em  conexão  com  assuntos  pertencentes  a  A.A.”.  “O primeiro esta mantendo seu anonimato  acima  do nível da imprensa, do radio e de filmes,  o último está  mantendo  seu  anonimato  abaixo  do  nível  da  imprensa,  do  radio  e  de  filmes  –  enquanto  a Tradição  estabelece que devemos  manter  nosso  anonimato  no  nível  da  imprensa,  do  radio  e  de filmes”. (O Dr. Bob e os Bons Veteranos, p. 271/7/1-272). 
Pergunta. -  
O que devo fazer se vejo uma personalidade de renome em uma reunião, como por exemplo, um ator, uma atriz ou o Delegado da Polícia local. 
Resposta. -  
Como todos os demais, as personalidades públicas devem desfrutar da proteção do anonimato no grau que desejarem. 
Pergunta. - 
Vi num jornal um anúncio publicado por um Grupo de A.A. que dava o endereço de onde o Grupo se reunia e outras coisas. Vocês não deveriam entrar em contato com esse Grupo por ter quebrado o anonimato a nível público? 
Resposta. - 
Suponhamos que um alcoólico enfermo nunca tenha tido a boa sorte de conhecer um  membro  de  A.A.  Como  essa  pessoa  nos  poderia  encontrar?  Seria uma  busca  muito  dura  se  o Grupo local acredita que também deve ser anônimo. Há que lembrar que a Decima Primeira Tradição trata do anonimato pessoal. Os alcoólicos não irão se sentir atraídos a A.A. se não sabem que existe... (As Doze Tradições Ilustradas). 
Pergunta. -  
Não  me  sinto  envergonhado  pelo  meu  alcoolismo  e  não me  parece  necessário guardar  segredo  do  fato  de  ser  membro  de  A.A.  Ao  contrário, acredito  que  minha  história  pode ajudar outras pessoas. Acredito que deva poder usar meu nome completo no meu livro (entrevista televisada,  blog,  sítio na  Web,  etc.),  ao  compartilhar  minha  experiência  em  A.A.  Por  que  isso causaria problemas a outra pessoa? 
Resposta. - 
Revelar  publicamente  ser  membro  de  A.A.  em  qualquer médio  acessível  pelo público é considerado uma violação da Tradição de Anonimato de A.A. Em um artigo publicado em  “O melhor da Grapevine”,  Bill W. diz:  “Os velhos arquivos da Sede de A.A. contém dúzias de experiências  de  rupturas  de  anonimato  parecidas.  A  maior  parte  delas  nos  ensinam  as  mesmas lições.  Nos  ensinam  que  nós,  os  alcoólicos,  somo os  maiores  racionalizadores do  mundo;  que, fortalecidos  pelo  pretexto  de  fazer  boas  ações  para A.A.,  quebrando  nosso  anonimato,  podemos recomeçar  nossa  velha  busca desastrosa  pelo  poder  e prestígio  pessoais,  das  honrarias  e  do dinheiro:  os  mesmos  impulsos  implicáveis  que  anteriormente,  ao  serem  frustrados,  
nos  fizeram beber...”
Pergunta. - 
Por  que  dizemos  que  “o  anonimato  é  a  base  espiritual  de  todas  as  nossas Tradições?”. 
Resposta. -
“... Essas experiências nos ensinaram que o anonimato é a verdadeira humildade em ação. Trata-se de uma qualidade espiritual na vida de A.A. envolvendo tudo, em todo lugar, hoje em dia. Movidos pelo espirito do anonimato, tentamos deixar de lado os nossos desejos naturais de ganhar distinções pessoais como membros de A.A., tanto entre os nossos companheiros como entre o público em geral. Ao colocarmos de lado essas aspirações muito humanas, acreditamos que cada um de nós toma parte da confecção de um manto protetor que cobre toda a nossa Irmandade e sob o qual nos é dado crescer e trabalhar em conjunto”. (Os Doze Passos e as Doze Tradições, p. 170/3/1)

5.10.  Reflexões sobre o anonimato 
Box 4-5-9, Ago. Set./1988 (pág. 1 a 3) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept88.pdf 
Título original: “¿Ha pensado recientemente en el anonimato?” 
Uma recente onda de rupturas de anonimato levou à formação de um subcomitê especial do Comitê de Informação Pública dos Custódio. A este comitê foi-lhe designada uma tarefa interessante e um tanto curiosa. Como disse um membro do novo grupo na sua primeira reunião:  “estaremos procurando um 
meio para lembrar aos alcoólicos de todos os lugares, algo que a maioria de nós já sabe – mas do qual raramente falamos, ou seja, que, para os alcoólicos sóbrios, a prática do anonimato deveria ser tão agradável e emocionante quanto a própria sobriedade”Tendo iniciado os trabalhos em abril do presente ano (1988), os dez homens e mulheres do subcomitê  estão  estudando  as  diversas  maneiras  em  que  se  quebra o anonimato, assim  como os possíveis meios através dos quais essas quebras, tanto as intencionais – se as houver, como as não intencionais – como parece ser a maioria delas, podem ser evitadas. Além  do  mais,  diferentemente  da  maior  parte  dos  esforços  acordados  que  no  passado focavam o anonimato, esta campanha não está dirigida aos meios de comunicação nem a nenhum indivíduo ou grupo fora da Irmandade, mas, unicamente aos membros de A.A. Desta vez, a proposta a  de considerar com carinho o presente brilhante do anonimato, e de solicitar a ajuda dos AAs de todos os lugares, para que perdure a proteção de sua promessa, seu prazer e seu poder. Ao  abordar  o  problema,  alguns  membros  do  comitê  se lembraram  de  ocasiões  em  que  seu próprio anonimato poderia ter sido quebrado, ou quase. Conseguiram mantê-lo porque perceberam de repente o que estavam fazendo, ou o que estavam a ponto de fazer. 
Um  membro,  por  exemplo,  falou  da  sua  associação  com  uma  universidade  onde,  como alcoólico e membro de A.A., servia como membro de uma junta consultiva que tinha planejado um novo curso que iria fazer parte do programa de estudos da instituição – o estudo e o tratamento do alcoolismo. 
“Depois de aprovado o curso”,disse este membro do comitê, “seria publicado um panfleto a respeito do mesmo onde iria constar meu nome como membro da junta consultiva. Uma funcionária da universidade me telefonou querendo saber quais eram minhas credenciais – por suposto, minha credencial profissional. 
Infelizmente, nessa mesma semana perdi meu posto; entretanto, para atender à funcionária, assim como à universidade, dei como subsidio minhas ‘credenciais’  em A.A. – coordenador de tal comitê ou tal junta, etc., o qual nos pareceu satisfatório tanto à universidade como a mim próprio. Passados alguns  minutos  após  desligar  o  telefone,  tive  a  estranha  sensação  de  que  havia alguma  coisa  inadequada  naquilo  que  tinha  feito.   De  repente,  ‘a ficha  caiu’...  Telefonei  à funcionaria e lhe disse que não poderia utilizar as credenciais que lhe tinha dado, uma vez que ao fazê-lo estaria quebrando meu anonimato diante do público. Não havia inconveniente algum em que ela soubesse minha afiliação a Alcoólicos Anônimos;mas, esta afiliação não deveria aparecer num panfleto  disponível  ao  público.  Sua  resposta  foi:  ‘sabia  que  me  ligaria  prontamente.  Essas credenciais de A.A. tampouco me pareceram indicadas’”. Uma lição que pode ser extraída desta anedota é que se não temos sempre presente a ideia, o propósito  e  o  valor  do  anonimato,  qualquer um de  nós  pode,  inadvertidamente,  quebrar  seu anonimato. Entre outras experiências compartilhadas na sala, foi contada uma bastante curiosa que tinha 
a ver com um artigo a respeito das mulheres e o alcoolismo publicado na revista  Family Circle. O Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG  tinha  pedido  ao membro  em  questão  para  participar  de  uma entrevista e documentar o artigo, e ela consentiu com prazer. “De fato”,disse, “estava pessoalmente 
encantada por ter sido escolhida para essa importante tarefa”. De  acordo  com  a  companheira,  o  escritor,  por  respeito  ao  seu  anonimato  pessoal,  lhe deu outro nome e idade e mudou todas as informações pessoais, de tal maneira que, quando apareceu o artigo  “tinha  outro  nome  –  Ruth,  uma  idade diferente  –  53  anos,  e  um  tempo  de  sobriedade  um pouco mais curto que o verdadeiro. Na realidade, todo o que se referia a mim tinha mudado, com 
exceção  da  minha  história  de  desespero  e  libertação que  foi  apresentada  com  todo  detalhe  e fidelidade”. Agora vem o curioso desta experiência: “Pouco tempo depois da publicação do artigo, uma mulher que já me tinha ouvido falar várias vezes, me chamou e, a pesar de todas as mudanças dos 
dados específicos, perguntou-me ‘é sua a história que aparece na revistaFamily Circle? ’. Ela soube quem tinha sido entrevistada. Passado um mês, chegou uma carta ao ESG encaminhada à minha atenção. Vinha de uma mulher canadense e na carta dizia que seu nome também era Ruth e que também tinha 53 anos e queria  agradecer  à  tal  Ruth  da  história  publicada  na  Family  Circle  porque  tinha  recebido  tanta inspiração que agora tinha o que descreveu como‘três belíssimas semanas de sobriedade’”. Depois  surgiu  o  poderoso  significado  deste  breve  relato:  “Obviamente,  o  verdadeiramente importante da minha história manifestou-se sem envolver meu ego nem meu nome pessoal. Ajudei outra pessoa e mantive meu anonimato. Entretanto, foi uma felicidade que quase estraguei porque estive  planejando  responder  pessoalmente  à  mulher;  recomendaram-me  que  não  o  fizesse. Recomendação acertada!”. “Entretanto”, o  membro  do  comitê  disse  concluindo  “ainda  sinto  uma  grande  satisfação toda  vez  que  lembro  que  um  artigo  a  respeito de  mim própria  –  mas  que  não  expunha  minha identidade, atraiu atenção e teve efeitos positivos. E cada a cada vez que me lembro volto a sentir a 
alegria misteriosa, mas poderosa, do anonimato” Alguns  outros  membros  do  subcomitê  tinham  histórias  interessantes  para  contar,  todas relacionadas com o fato de ter revelado a outra pessoa o fato de serem alcoólicos ou membros de A.A. Um deles, seguindo a recomendação de um companheiro de A.A., advertiu seu dentista que, por ser alcoólico, não poderia tomar determinado medicamento sem correr perigo. A única resposta do dentista foi a de insistir no pagamento integral antes de continuar com o tratamento. (Fica claro que,  embora  tenha  comunicado  o  aviso  apropriado,  este  acabou  sendo  distorcido por  quem  o recebeu). Outro  membro  do  subcomitê  relatou  uma  situação  parecida  onde  houve  uma  resposta diferente. Seu chefe imediato na empresa em que trabalhava sabia desde o início que ele era membro de A.A. e que era tão atuante no serviço de A.A. que em determinados dias não podia fazer horas extras. Mais tarde, quando surgiu um problema alcoólico com um alto executivo da companhia, esse chefe  pediu,  e  prontamente  recebeu permissão,  para  dizer  ao  presidente  que  a  ajuda  de  A.A. encontrava-se à disposição na empresa mesmo. Depois de se entrevistar com o presidente, o chefe voltou para informar a resposta daquele alto  executivo  à  noticia  de que havia entre os funcionários um membro de  A.A. Era (e o citou diretamente) “Eu sabia que esse tipo tinha algo de especial”. Certamente, alguns de nós revelamos a outras pessoas que tínhamos feito algo a respeito do nosso alcoolismo sem precisar dizer palavra alguma.Simplesmente se percebe. Assim foi com um membro do subcomitê que relatou uma comovente história que tinha começado com uma chamada feita pelo porteiro do deu edifício através do interfone do seu apartamento. O membro em questão morava no  prédio  desde  cinco  anos  antes  de  ingressar  em  A.A.  e  agora contava cinco anos de sobriedade. Falando pelo interfone, o porteiro disse com alguma hesitação: “Não sei precisamente como lhe dizer, mas, parece ue faz alguns anos o senhor tinha um problema que agora não tem. Espero que  não se  sinta  ofendido se lhe  perguntasse  se  tenho  razão,  e  se  a  tenho,  me  permitiria  que  lhe perguntasse o que fez a respeito daquele problema? Temos um funcionário no prédio que tem um problema e talvez o senhor possa ajuda-lo”. O seguinte e feliz episódio desta história diz que, é claro, que tinha o problema obteve ajuda; e  o  feliz  resultado,  pelo  menos  até  a  data,  conta  como  agora  aquele  funcionário,  depois  de  uns quantos anos ainda está sóbrio e é um membro dedicado de A.A. Tão significativo quanto este, é outro aspecto da história. O anonimato deste membro de A.A. não  foi  quebrado nem sequer  a  nível pessoal,  pelas suas  palavras,  mas,  simplesmente  por  estar sóbrio. Foi a mudança de comportamento e da sua aparência que o “denunciaram”. Este é o caso de um membro que leva a mensagem  sendo a mensagem, sem dizer uma palavra a respeito dele. Não fez nada até que lhe foi pedida ajuda. Na medida em que continuava a discussão, outro membro do subcomitê explicou como, em algumas situações de trabalho, a quebra do anonimato pode causar problemas graves. Este alcoólico, um  produtor  de  televisão,  ofereceu-se  para  documentar  um  programa  proposto  a  respeito do alcoolismo e a adição às drogas. Ao apresentar quase sem demora material suficiente parta uma dúzia de episódios, o chefe da produção perguntou-lhe como se havia tornado erudito com tanta rapidez, e ele respondeu um pouco relutante, que era membro de A.A. “Formidável!”,respondeu o chefe. “Assim, podemos focar o assunto desde dentro”. Embora  a  proposta  preocupasse  o  membro,  podia  racionalizá-lo  –  e  ao  que  parece,  com bastante  razão, pensando  que  as  
precauções  que  se  referem  à  quebra  do  anonimato  ao  nível  da imprensa,  da  rádio,  da  televisão  e  do  cinema,  apenas  têm  a  ver com,  por  
exemplo,  aparecer  na televisão, não trabalhar  na mesma. E o seu trabalho era simplesmente redigir o roteiro, indicar  os participantes convidados, etc.; ele não iria aparecer na tela. Entretanto, conforme ia realizando sua tarefa percebeu que não podia ser objetivo enquanto à matéria. Por exemplo, não podia tolerar opiniões a respeito de A.A. e o alcoolismo que diferiam das suas e da experiência de outros membros do programa. Isto levou a argumentações acaloradas, por vezes desagradáveis, e, sem duvida improdutivos como chefe da produção. Para resolver o problema, foi necessário encomendar o projeto a outro produtor, uma pessoa que  nunca  tinha  trabalhado  em  um  programa  a  respeito  do  alcoolismo  e  que  sabia  muito  pouco a respeito  da  doença.  
Entretanto,  conforme  lembra  o  membro  de  A.A.,  o  novo  produtor  era  um profissional  muito  competente,  que  aprendeu rapidamente,  e  o  programa  acabou  tendo  muito sucesso.  “Um exemplo de reportagem televisiva de primeira categoria que ajudou muitas pessoas”. 
Ao que acrescentou, “Eu não poderia tê-lo feito melhor”. Atualmente,  este  membro  ainda  é  produtor,  mas  já  não  se  mete  na  corrente  principal  da 
preparação e produção de programas a respeito do alcoolismo. Cada vez mais colegas de trabalho sabem que é membro de A.A., porém oferece suas opiniões ou sugestões apena se lhe forem pedidas. “Já não trato de fazer reportagens objetivas a respeito de Alcoólicos Anônimos. Consegui perceber com clareza que não há maneira de ser objetivo quando se trata de algo que salvou a minha vida”. É  possível  que  os  membros  do  subcomitê,  pelo  fato  de  haverem tido  experiências  no anonimato muito diferentes umas das outras, tenham  uma ampla variedade de opiniões sobre como se dirigir à Irmandade com referencia a esse assunto. Entretanto, um ponto que o subcomitê esta de acordo por unanimidade é que a nível de Grupo – o nível mais importante dentro de A.A., parece que se dedica pouco tempo e pouca discussão ao anonimato e à sua importância tanto para o programa como para os membros individuais. Assim, o plano inicial do subcomitê será o de procurar e colocar em pratica algumas  formas de provocar  “um pequeno renascimento do entusiasmo”a respeito  do anonimato, e baseados nisso ampliar os esforços. Para  começar,  o  subcomitê  espera  poder  recolher  uma  pequena  “biblioteca” de histórias, 
contadas por membros,  que tratem das suas experiências de anonimato: as quebras que por pouco não aconteceram; as não intencionais tanto a nível pessoal como ao nível público, e as consequências destas  revelações.  Espera-se  também  obter  histórias daqueles  que  descobriram  os  benefícios  do anonimato, a verdadeira alegria que vem de passar a mensagem de uma maneira serena e discreta, e a grande  satisfação  que  sempre  segue  ao  ato  de dar  sem  esperar  nada  em  troca,  nem  sequer  o reconhecimento. Tem alguma história para contar a respeito do anonimato? Uma experiência pessoal a esse respeito que queira compartilhar? Escreva a:  Subcommittee on Anonymity, Box 459, Grand Central Station, New York, NY 10163. Os membros do comitê aguardam suas noticias. Precisamos da sua ajuda. E parece que o anonimato também.

I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)