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7.  Organização / Historia 
7.1.  A Aprovação da Literatura pela Conferência 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 2005 (pág. 1 a 3) => http://www.aa.org/sp_pdfs/sp_box459_april-may05.pdf 
Título original: “La aprobación de la Conferencia: Un proceso largo, cuidadoso y necesario”. 
Quando a 55ª Conferência de Serviços Gerais –ESG, se reúna em abril (2005), alguns de seus Comitês permanentes irão considerar a possibilidade de desenvolver ou aprovar materiais novos ou revisados de literatura. O Comitê de Literatura estudará as revisões propostas de três folhetos e um livreto  e  as  ideias  para  a  criação  de  um  novo folheto;  os  Comitês  de  Informação  ao  Público  e  de Comunicação  e  Carta  Constitutiva  também  têm  em  suas agendas  pontos  relacionados  com  a literatura.  Ao  final  de  uma  semana,  a  Conferência  pode  recomendar  que alguns  projetos  possam passar a fase seguinte de desenvolvimento, outros abandonados  e outros aprovados. Os aprovados pelo  plenário  da  Conferência  adquirem  o  direito  de  imprimir  na  capa  as  seguintes  palavras: 
“Literatura aprovada pela Conferência de Serviços Gerais de A.A.” Esta curta frase leva consigo garantias importantes. Significa que o livro ou folheto reflete a mais ampla gama da experiência de A.A. e que conserva integralmente a mensagem de A.A, Para se conseguir esses objetivos se requer um processo longo – até dois anos, metódico e trabalhoso. Começa  com  uma  necessidade  amplamente  expressada  pela  Irmandade.  Às  vezes  esta necessidade é expressa e ouvida em muitos e variados setores, como foi o caso da quarta edição do Livro Azul em inglês. Em outras ocasiões a ideia começa a se formar numa escala bem menor, talvez um membro apenas ou um Grupo que enviam uma solicitação ao ESG. Uma vez que as ideias de uns poucos não representam necessariamente  os anseios da maioria, estes pedidos raramente são inscritos de imediato na agenda de um Comitê da Conferência. Terão que passar por um processo, provado pela  experiência,  através  da  estrutura  de  serviço,  destinado  a ampliar  a  consciência  de  Grupo  em cada etapa e assegurar que quando chegue à Conferência, uma parcela significativa de seus membros acreditem ser necessário para a Irmandade em sua totalidade. Qualquer membro que entenda ou acredite na necessidade de se publicar um novo livro ou folheto a respeito de algum tema que ele ache relevante, deve apresentar a ideia ao seu Grupo base para discussão em grupo. Se o Grupo decide que é uma boa ideia, o RSG a leva, em nome de seu Grupo, ao Comitê de Distrito para seu debate e consideração, e, sendo aceita, o MCD a apresenta à Interdistrital  que,  se  aprovada,  seguirá  para  a  Assembleia  de  Área  para  uma  mais  detida e ampla consideração. De lá o Delegado de Área a remete ao  Escritório de Serviços Gerais e o pessoal do ESG a envia ao Comitê específico da Junta de Custódios. A seguir, o assunto será inscrito na agenda de um Comitê da Conferência e, uma vez que as agendas de todos os Comitês se disponibilizam a toda a  Irmandade  antes da Conferência para possíveis sugestões e comentários, qualquer membro, onde  queira  que  esteja, tem agora a oportunidade de fazer perguntas ou manifestar sua opinião através de seu RSG. Finalmente, o Delegado apresenta a consciência de Grupo da Área diante da Conferência. Para se converter  em uma  Ação Recomendável, qualquer  recomendação  do  Comitê  deverá ser aprovada pela Conferência “por substancial unanimidade”– definida como uma maioria de dois terços. Para se chegar à unanimidade substancial, as discussões do plenário podem ser curtas ou se prolongar por várias horas. No caso ideal, todos os membros da Conferência, concordem ou não com a  decisão  final,  saberão  que  sua  opinião  foi  ouvida e  se  chegou  a  um verdadeiro  consenso.  “O Manual de Serviços de A.A.”explica como se faz: “Antes de efetuar uma votação deve ser dedicado bastante  tempo  para discutir detalhadamente  o assunto, com  perguntas  e  respostas  referentes  à história  e  demais  antecedentes da  recomendação  e  os arrazoados  que  levaram  o Comitê  à  sua conclusão.  As discussões,  tanto  nas  sessões plenárias  como  nas  dos  Comitês,  poderão  ser  muito animadas  e  inclusive  acaloradas,  porém, membros da Conferência sempre  fazem  seu  melhor esforço para se chegar a uma consciência de grupo e tomar decisões de encontro aos interesses da Irmandade  na  sua  totalidade. Depois  da  votação, o coordenador da Conferência pergunta  se  há alguém que queira expressar sua opinião minoritária e, ocasionalmente, como consequência de uma bem fundamentada opinião minoritária, é possível celebrar uma nova votação com uma mudança radical dos primeiros resultados”. Quando a Conferência vota pela aprovação de um projeto, este é remetido ao Departamento de  Publicações  para  sua  revisão  final, montagem,  desenho  e  impressão. O  Departamento  de Publicações, durante toda essa etapa é parte integrante do processo: trabalha com o pessoal do ESG na preparação  dos materiais  que serão  distribuídos  aos  membros  da  Conferência,  supervisiona  as revisões  e  correções preliminares,  procura  escritores quando necessário (membros  de A.A.  com sobriedade  sólida  e  ampla experiência  profissional),  trabalha  com  os  escritores  na  preparação dos manuscritos e faz as mudanças sugeridas pela Conferência quando as houver. Às  vezes  é  possível  que  um  livro  ou  folheto  demore  bastante tempo  para ser concluído. Considerem, por exemplo, o folheto “Can A.A. Help Me Too?”ou “A.A. pode me ajudar também?” dirigido  aos  alcoólicos  afro-americanos  aprovado pela  Conferência  de  2001.  A  ideia  foi gerada originalmente na Conferência de 1971, com a proposta de publicar um folheto em formato de história em quadrinhos para  os  alcoólicos  negros;  mas não  tinha  chegado  o  momento  oportuno  e  a Conferência não o aprovou. Nos anos de  1990 voltou-se a apresentar a necessidade e em  1998 um Grupo   propôs  a  publicar  “um  folheto dirigido  ao  alcoólico  negro/afro-americano”; a  proposta passou pelo Distrito e a Assembleia de Área; logo chegou à Conferência através do Delegado e foi colocada  na  agenda  da  Conferência.  A Conferência  de 1999 recomendou que  fosse  feito  um rascunho para ser apresentado na Conferência de 2000 para sua consideração. O Comitê de Literatura  da Junta de Custódios encarregou  a preparação  deste projeto  a um subcomitê, e através dos membros da Conferência foi pedido à Irmandade para apresentar histórias escritas  por  alcoólicos negros.  Enquanto  isso,  o folheto suscitou  algumas  animadas  discussões  e, embora a maioria dos Grupos fosse favorável, houve uma forte oposição por parte de membros que tinham a opinião de que o tal folheto iria afastar os alcoólicos negros ao invés de fazê-los se sentirem parte de A.A. Entretanto, outros membros disseram que o objetivo era informar e atrair os alcoólicos negros que ainda sofriam para que soubessem que havia afro-americanos sóbrios que são membros da Irmandade. Próximo  do final  de  1999,  o  subcomitê  tinha  recebido  34  histórias  e  selecionou  14  para remeter ao Departamento de Publicações do ESG para  a revisão final.  Devido ao tempo gasto em reunir as histórias, não foi possível apresentar o rascunho à Conferência de 2000 que recebeu apenas um  relatório  sobre  o andamento  dos trabalhos.  Depois  de  ouvir  as  opiniões  e  comentários  da Conferência foram continuados os trabalhos de redação e, além de fazer inúmeras revisões, foram acrescentadas novas histórias. O rascunho final foi apresentado à Conferência de 2001 que aprovou a recomendação feita pelo Comitê de Literatura para que fosse publicado. A aprovação da Conferência significa que um artigo de literatura leva a mensagem de A.A. e representa toda a Irmandade. A mesma importância tem o que não significa. Não implica crítica nem desaprovação de nenhuma outra publicação editada por A.A. ou por qualquer outra entidade alheia à Irmandade. Por  exemplo, muitos intergrupos publicam materiais –  listas  de  reuniões  e folhetos informativos  para  os  membros  locais. Estas publicações são  literatura  autêntica de  A.A. porque fornecem um serviço necessário aos membros locais e refletem a experiência dos AAs locais. O  material  de  serviço publicado  pelo  ESG  –  material informativo  e  guias, não  passa  pela aprovação  da  Conferência, mesmo incluindo  a  experiência  compartilhada  de  uma amostra representativa da Irmandade e com frequência estratos de publicações aprovadas pela Conferência. Uma vez que seria impossível submeter cada número de nossa literatura periódica, como o Box 4-5-9 e boletins parecidos do ESG e as revistas da Grapevine a um processo que demanda dois anos, estes também  não  estão  aprovados  pela Conferência,  porém, já  faz  muito  tempo  que  a  Conferência os reconhece como literatura de A.A. Não cabe à Conferência dizer aos membros de A.A. o que devem ou não ler. Mas, quando os recém-chegados procuram na mesa de literatura na sua primeira reunião ou quando os companheiros têm  dúvidas  ou  quando  os  veteranos  desejam ampliar  seus  conhecimentos  e compreensão, as palavras  “Literatura aprovada pela Conferência”,lhes asseguram que a mensagem é autêntica e a experiência representada é confiável. 

7.2. Literatura aprovada pela Conferência 
Box 4-5-9, Abril/Maio 2008 (pág. 5-6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may08.pdf 
Título original: “‘Literatura aprobada por la Conferencia: Una poderosa expresión de la unidad de A.A.”. 
Vamos  supor  hoje,  como  o  fez  Bill  W.  em  1964,  que  a  Irmandade  não  tivesse  sua  literatura. 
“Suponhamos que durante os últimos vinte e cinco anos A.A. não tivesse publicado nada – nenhum livro nem folheto. Precisamos de pouca imaginação para verificar que, chegados os dias de hoje, nossa  mensagem  teria  sido totalmente  desvirtuada.  Nossas  relações  com  a  medicina  e  a  religião seriam totalmente confusas. Os alcoólicos não iriam nos levar a sério e para o público em geral não pesaríamos  de  um  obscuro  enigma.  Sem  ter  sua literatura,  A.A. sem  duvida  teria  estagnado  num emaranhado de controvérsia e desunião”,ele disse (A linguagem do coração). Em  toda  a  história  de  A.A.,  cada  vez  que houve  uma preocupação  específica  entre  seus membros,  invariavelmente  apareceu  um  livro,  um  boletim  ou  um  folheto  para  expressá-la, exatamente como ocorreu quando se publicou em 1939 o histórico livro “Alcoólicos Anônimos”.Porém,  não  havia  uma  padronização da  literatura  de A.A.  até  que,  em 1951,  a  primeira Conferência de Serviços Gerais recomendou que  “a literatura de A.A. deveria ter a aprovação da Conferência”  –  assegurando  assim,  que  a  literatura  tinha  sido  submetida  ao rigoroso  e  minucioso exame do conjunto de comitês, que desde então tem protegido a integridade da mensagem de A.A. O texto da recomendação, ou, Ação Recomendável, como  se designa agora, reforça que não se implica um desejo de revisar, corrigir ou censurar os materiais não-A.A.:  “O objetivo é oferecer, no futuro, uma forma de distinguir a literatura oficial de A.A., da literatura publicada local ou regionalmente pelos grupos ou por fontes não A.A.”. Desde 1951, a maior parte da literatura de A.A. esteve claramente cunhada com os dísticos “Esta  é  uma literatura  aprovada  pela Conferência  de Serviços  Gerais  de  A.A.”.  Durante  muitos anos esta autenticação foi acompanhada de um logotipo que consistia de um triângulo com a sigla AA, inscrito num círculo com as palavras Conferência de Serviços Gerais margeando o interior do círculo.  Mais  tarde,  em  1994,  a  Conferência recomendou que fosse  retirado  o  logotipo  daquela designação e é assim que aparece até os dias de hoje. O material de serviço, composto principalmente por artigos informativos (por exemplo, este texto),  boletins  e  Guias  de  A.A.,  não  devem  ser  confundidos  com  a  literatura  aprovada  pela Conferência, uma vez que esta  sempre  é produzida  como  resultado  das  Ações  Recomendáveis  da Conferência, e os materiais para serviço são criados como uma resposta às necessidades expressas pelos membros para obter informação sobre assuntos diversos que vão desde “Temas sugeridos para reuniões de discussão”até mapas regionais. O material de serviço é atualizado frequentemente para refletir a experiência atual de A.A. e atender as recomendações da Conferência. O material de serviço de A.A. não passa pelo processo de aprovação da Conferência porque não seria prático submeter literatura atualizada regularmente, e muito menos as publicações mensais ou bimensais como Grapevine e Box 4-5-9 (no Brasil seria o caso da Vivencia, Bob Mural e outros), ao longo processo de aprovação pela Conferência. Entretanto, grande parte do conteúdo dos artigos de  serviço  é  retirada  de  publicações  aprovadas  pela Conferência  e resume  por  semelhança a experiência  compartilhada  da  Irmandade.  Igualmente  à  literatura  aprovada  pela Conferência  e  os materiais audiovisuais, os artigos de serviço podem ser obtidos diretamente no ESG. Os materiais aprovados pela Conferência – que incluem a maioria de nossos livros, folhetos e materiais audiovisuais estão protegidos por direitos autorais (copyright). È permitido às publicações locais de A.A. a  reimpressão dos Passos, das Tradições e dos Conceitos, e citar uma frase ou um parágrafo curto retirados de textos da literatura de A.A. tais como o Livro Azul e folhetos aprovados pela  Conferência  sem  a  obtenção  prévia  de permissão por  escrito. Nestes  casos  deve-se  indicar  a origem  do  texto  para  assegurar  a  proteção  dos  direitos  autorais  da  nossa literatura.  Depois  de um texto extraído de um livro ou folheto deve-se indicar: “Reimpresso de (título da publicação, número da página) com permissão de A.A. World Services, Inc.”. Muitos grupos perceberam que é importante a forma eo lugar em que se expõe a literatura na sala de reunião. O ideal e colocá-la num lugar bem visível e devidamente protegida para evitar que alguém  possa  desviá-la  indevidamente.  Também  é  uma  boa ideia  fazer  uma  clara  separação  nos expositores da literatura aprovada pela Conferência de outras publicações não-A.A. Os ingressantes ou visitantes poderão pegar um livro, folheto ou boletim publicado por uma entidade alheia e receber informação errada a respeito do que A.A. é ou não é. O texto do preâmbulo que diz  “... Alcoólicos Anônimos não está ligada a nenhuma religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou  instituição; não  apoia  nem  combate  causa  alguma”,pode  confundir  algumas  pessoas  ao ver publicações a respeito de saúde, religião misturadas com a literatura de A.A. Uma Ação Recomendável da Conferência de 1986 disse: “Que se reafirme o espírito da Ação Recomendável de  1977 referente ás  exibições de literatura nos grupos  e  recomenda-se que sejam incentivados  a  exibir  e  vender unicamente  a  literatura  publicada  e  distribuída  pela  Oficina  de Serviços Gerais, Grapevine de A.A. e outras entidades de A.A.”.Hoje em dia pode-se encontrar toda literatura e material de serviço no catálogo  “Literatura aprovada pela Conferência e outro material de serviço”disponível no ESG também  “on line” em www.aa.org.  Os comitês de serviço de A.A. que trabalham com os  profissionais podem encontrar a literatura  pertinente  em  linha  no  sítio  de  A.A.  na  Web clicando em “Informação  para os profissionais”.=> http://www.aa.org/lang/sp/subpage.cfm?page=8 Em 2001, numa assembleia de área em Saskatchewan, Canadá, Valeri O., membro do pessoal do ESG, falou sobre o papel que desempenha a literatura em “viver os princípios de A.A. em todos os nossos  assuntos. Toda  nossa  literatura  está  baseada na  Primeira Tradição  –  ‘Nosso  bem-estar comum deve estar em primeiro lugar: a reabilitação individual depende da unidade de A.A.’  Para mim, toda a literatura que é o resultado das decisões da consciência de grupo representa a forma mais  elevada da unidade  de  A.A....Pode  haver  outra  literatura  que  nos  tenha  sido  útil  em  nossa recuperação, porém na sua maioria, os membros se referem voluntariamente nas reuniões de A.A., apenas á literatura aprovada pela Conferência. Fazemos isto para não confundir o recém chegado e para transmitir a mensagem de A.A. tal como nós a recebemos”.

7.3.  A evolução das Convenções Internacionais de A.A. 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 1999 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may99.pdf 
Título original: “Las glorias de las pasadas Convenciones Internacionales enriquecen la ilusión de la próxima”. 
Se o passado é apenas um prelúdio, a Décima primeira Convenção Internacional de A.A. que irá se celebrar em Minneapolis, Minnesota, no ano 2000 será a mais gloriosa das já conhecidas. Estas Convenções,  que  tiveram  início em 1950,  serviram  como  uma  pedra  de  toque  para  o desenvolvimento,  o  crescimento  da Irmandade  e  de sua  dedicação  para  levar a mensagem  aos alcoólicos. Realizam-se a cada cinco anos – normalmente com duração de quatro dias, do final de junho e começo de julho, para comemorar a fundação  de A.A. em 1935 e agora figuram entre as maiores assembleias deste gênero no mundo. Originalmente descritas como “Internacionais”devido à participação dos AAs canadenses, atualmente estas Convenções atraem membros de todas as partes do mundo . Cleveland, Ohio, 1950. A.A. celebrou sua primeira festa de aniversário  de  15 anos. Os milhares de participantes – não se conhece o número exato (historiadores registram 3.500 participantes), votaram para aceitar das mãos dos fundadores o Legado de Unidade e as Doze Tradições que asseguram esta Unidade. O programa  da  Convenção  era  muito parecido  com  os  atuais.  Foram  incluídas  sessões  a  respeito  de A.A. para as mulheres, A.A. na indústria, os jovens em A.A., e A.A. nas instituições correcionais. Houve uma Reunião Espiritual no domingo de manhã. Na Reunião  do  Livro  Grande  no  sábado  à  noite,  o  Dr. Bob pronunciou  seu  último  discurso, aproximadamente quatro  meses  antes  de  sua  morte,  em 16  de  novembro  de  1950.  Falando  com dificuldade e dando claros sinais das dores que sentia, Dr. Bob disse:  “Há duas ou três coisas que irromperam em minha mente sobre as quais seria apropriado colocar um pouco de ênfase. Uma é a simplicidade de nosso programa. Não vamos estragar  tudo com complexos freudianos e coisas que são de interesse para a mente científica, mas tem muito pouco a ver com nosso verdadeiro trabalho de A.A. Nossos Doze Passos, quando resumidos até o  último, podem ser condensados nas palavras ‘amor’ e  ‘serviço’.  Entendemos  o  que  é  o  amor,  e  entendemos  o  que  é  o serviço.  Então,  vamos manter essas duas coisas em mente...” 
Saint Louis, Missouri, 1955. 
O ambiente era eletrizante. Ao cumprir os 20 anos,  A.A.  “atingiu a maioridade”quando os participantes ali reunidos aceitaram o Terceiro Legado de Serviço – ou seja, a Estrutura de Serviço e a Conferencia. O cofundador Bill W. disse: “Vemos flutuando por cima de nós uma bandeira na que aparece o novo símbolo de A.A., um triângulo inscrito em um círculo. O círculo representa A.A. no mundo inteiro e o triângulo os três Legados de A.A.– Recuperação, Unidade e Serviço”. Destacou que  A.A.  é  “mais  que  um  conjunto  de  princípios;  é  uma  sociedade  de  alcoólicos recuperados  em ação. Devemos levar a mensagem, pois, se não o fizermos, nós mesmos podemos recair e aqueles a que não se comunicou ainda a verdade poderão perecer.” Na ocasião foi feita a Declaração de Gratidão aos nossos amigos não alcoólicos: “Nossa Gratidão:A história de A.A. está repleta de nomes de não alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo Programa de Recuperação de A.A. Milhões de nós devemos nossas vidas a essas pessoas, e nossa dívida de gratidão não tem limites”. Long Beach, Califórnia, 1960. Digno  de  menção  foi  o número de  figuras  históricas  que  assistiram  a  esta  Convenção  de aniversário de prata, incluindo a Bill W. e Lois, eMarty M., uma das primeiras mulheres a conseguir sobriedade  duradoura  em  A.A.  Bill  proferiu  uma  de  suas  palestras mais  memoráveis  – particularmente memorável  porque  parecia  que  nunca  ia  acabar.  Os  8.700  participantes inscritos encheram as salas de reunião. Não é de estranhar que se esgotou o estoque de café em Long Beach. 
Toronto, Ontario, Canadá, 1965.
Quem poderia esquecer o momento em que os 10.000 membros e seus amigos, reunidos nos Mapleleaf  Gardens, aceitaram  a  Declaração  de  Responsabilidade. Nessa  Convenção  do  30º aniversário de A.A., também aconteceu a estreia do filme “A História de Bill”
Miami, Florida, 1970. 
Em julho de  1970, onze mil membros de Alcoólicos Anônimos reunidos  em Miami Beach, 
Florida, fizeram a seguinte promessa em onze idiomas diferentes: 
“Uma Declaração de Unidade: 
O futuro de A.A. depende de ser colocado em primeiro lugar, o nosso bem-estar comum, a fim de manter a nossa Irmandade Unida. Da unidade de A.A. dependem as nossas vidas e as vidas daqueles que virão”. Nosso cofundador Bill, que estava mortalmente doente, apareceu inesperadamente na Grande Reunião no domingo de manhã diante do auditório lotado que o recebeu com lágrimas e aplausos – meses mais tarde, o 24 de janeiro de 1971, Bill morreria em Miami. Desta vez houve café suficiente, porém, faltaram sorvetes. 
Denver, Colorado, 1975. 
Com a participação de 19.800 pessoas extrapolou as  previsões mais otimistas. As salas das mesas  de  trabalho  e as  reuniões  temáticas  estavam  tão  repletas que  por  diversas  vezes  o departamento de bombeiros teve que impedir a entrada de mais pessoas. Foi celebrada pela primeira vez  a  Cerimonia  das Bandeiras,  a  qual  chegou  a ser  uma  das  mais  apreçadas  tradições,  com representantes  de  29  Países,  e  a  todos  os  presentes lhes saltaram  as lágrimas.  Cada  abandeirado recitou o lema da Convenção – “Que Comece Comigo”,em seu próprio idioma. A maior cafeteira do mundo produziu sem tropeços meio milhão de xícaras de café por dia. 
New Orleans, Louisiana, 1980. 
As  festividades  começaram  na  quinta  feira  à  tarde  com  um  magnífico  desfile  de  carnaval.Mais de 22.500 participantes inscritos, junto com seus familiares e amigos, encheram o  Superdoine para  as  Grandes  Reuniões, onde  se  facilitou  a  tradução  simultânea  ao  español,  francês,  alemão  e inglês. O lema da Convenção foi  “A Alegria de Viver”e 33 Países participaram da Cerimônia das Bandeiras.  Em  nossa  primeira  Reunião  de  Maratona autêntica,  um  bêbado  anônimo  vindo  da  rua ficou sóbrio e logo compareceu à Reunião Espiritual de domingo. Houve um momento inesquecível quando um desconhecido disse à multidão,  “É provável que eu seja a única pessoa aqui que esteve presente quando Bill W. conheceu o Dr. Bob.”Era Smitty, o filho único do Dr. Bob. 
Montreal, Canada, 1985. 
Os  hotéis  da  bela  metrópole  franco-canadense  estavam  tão  repletos  que  alguns  dos participantes  tiveram que  procurar  alojamento  em  lugares distantes  120  a  150  km  do  centro  da cidade. 54 Países participaram da Cerimônia das Bandeiras realizada no Estádio do Parque Olímpico na sexta feira à noite; e Ruth Hock, a secretária de Bill W. que tinha datilografado o manuscrito do nosso  texto  básico,   foi  presenteada  com  o  exemplar cinco  milhões  do Livro  Grande.  O  lema “Cinquenta  Anos  Com  Gratidão” corria  entrelaçado  por  todas  as  reuniões  e mesas  de  trabalho, enriquecido pelas divertidas anedotas dos veteranos citavam de suas lembranças. 
Seattle, Washington, 1990. 
Seu lema  “55 Anos – Um Dia de Cada Vez”.Chegaram convencionais de 75 Países, alguns deles representantes de nações que tinha feito parte da antiga União Soviética. A Convenção de A.A. de 1990 teve 48.000 inscrições. Uma tocha de maratona iluminava simbolicamente o caminho para a sobriedade para o alcoólico que ainda sofria, esteve acessa desde a meia-noite da quinta feira até a manhã do domingo. Nell Wing, secretaria de Bill W. por muitos anos e primeira arquivista de A.A. foi presenteada com o exemplar dez milhões do Livro Grande. 
San Diego, Califórnia, 1995. 
O  lema  “A.A.  em  Todos  os  Lugares,  em  Qualquer  Lugar” viu-se  refletido  numa  partilha copiosa  de  múltiplas maneiras  nesta  Convenção  do  60º aniversário  da  qual  participaram  56.000 membros de A.A. e seus familiares. 87 Países foram representados na Cerimônia das Bandeiras e ao terminar  a Reunião  de  Encerramento  10.000 bexigas  foram  soltas  e  os  corredores  do  recinto  se transformaram espontaneamente num salão de baile. Minneapolis, Minnesota, 2000. O 65º aniversário de A.A., o primeiro do novo século, acontecerá em Minneapolis, Minnesota entre os dias 29 de junho e 02 de julho do ano 2000, cujo lema é  “Transmita-o, Rumo ao Século 
XXI” Na  medida  em  que  nos  formos  aproximando  da  data,  serão  publicadas  no Box  4-5-9 informações  a respeito  das  inscrições,  alojamento  e atrações de  interesse  turístico.  Da  mesma maneira que em Convenções anteriores, a informação sobre a inscrição será enviada por correio aos ESL´s  em  setembro  do  ano  anterior,  ou seja,  1999.  Enquanto  isso,  não  beba,  continue  assistindo reuniões e faça uma poupança (a cota de inscrição foi de 95,00 dólares). 
NT.:  à época desta transcrição (2012) não foi encontrada na fonte habitual deste transcritor 
-  http://www.aa.org/lang/sp/subpage.cfm?page=27, a digitalização dos exemplares do  Box 4-5-9
correspondentes  ao  ano  todo  de  2000 até  o  nº  de  agosto/setembro  –  inclusive,  do  ano  2001.  A descrição que segue foi retirada de http://www.barefootsworld.net/aa11thintl2000.html 
“... A 11ª Convenção Internacional foi um grande reencontro de mais de 70.000 pessoas que se juntaram em comunhão na oração e na sobriedade... 
... Na sexta feira mais de 50.000 membros de A.A. eas representações de 87 Países ao redor do  mundo  reuniram-se  no  Metrodome  Minneapolis para participar no  maior  encontro  mundial  de AA,  marcando  o  início  da 11ª Convenção  Internacional de  2000,  de  Alcoólicos Anônimos. A convenção marcou o aniversário de 65 de Alcoólicos Anônimos. Foi a maior convenção de A.A. e na história de Minneapolis...”. 
Nesta ocasião, o exemplar de nº 20 milhões do Livro Grande foi presenteado a Al-Anon.
Toronto, Ontario, Canadá, 2005. 
Parcialmente extraído de=>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept05.pdf 
No  dia  quatro  de  julho  de  1965,  nos  Mapleleaf  Gardens,  de  Toronto,  10.000  membros  de A.A., amigos e familiares, dando-se as mãos uniram-se ao cofundador Bill W. e Lois, sua mulher, para recitar pela primeira vez: “...Eu sou responsável; quando qualquer um , seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isso: eu sou responsável”. Quarenta anos mais tarde,  mais  de  44.000  AAs reuniram-se novamente em Toronto para celebrar o 70º aniversário de A.A. sob o lema “Eu Sou Responsável”. A  convenção  foi  inaugurada oficialmente na  sexta  feira à noite  no  Estádio Rogers  Center. Precedidos  por  um  grupo  de  gaiteiros,  90  AAs, representantes dos  Países  participantes,  entraram levando as Bandeiras de seus respectivos Países. Ao aparecer no palco, cada porta-bandeira trocou com outros o Livro Grande com o título em um dos 52 idiomas em que está publicado. Em  1952, Clinton Duffy, administrador-chefe  da  prisão  de  San  Quintin,  fez  arranjos  para efetuar  a  primeira  reunião  de  A.A.  entre  grades.  Nesta primeira  reunião  em setembro  de  1942, estiveram presentes 28 reclusos; atualmente há mais de 2.560 Grupos de A.A. nas prisões e mais de 70.000  presos  são  membros  de  A.A. No  domingo de  manhã  Allen  Ault, Custódio não alcoólico, reconhecendo a contribuição do Sr. Duffy, presenteou com o exemplar 25 milhões do Livro Grande a Jill Brown, administradora-chefe de San Quintin “em nome de todas as instituições correcionais e de todos  os reclusos  ali  encarcerados  onde  a  mensagem de  esperança  de  A.A.  teve  uma calorosa acolhida”.
San Antonio, Texas, 2010. 
Parcialmente extraído de=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall10.pdf 
Sob o lema “Uma Visão Para Você”, mais de 53.000 membros e amigos de A.A. reuniram-se em San Antonio, Texas, entre os dias 1 e 4 de julho de  2010, na 13ª Convenção Internacional para celebrar o 75º aniversário de A.A. Este Grupo foi o maior que essa Cidade, lugar de muitos eventos e Convenções, já tinha visto em sua história.  Na sexta feira à tarde foi feita a abertura da Convenção com a Cerimônia das Bandeiras com mais de 90 Países representados Mais  de  4.000 voluntários  provenientes  dos  povoados próximos,  vestindo  camisas  na  cor verde  vivo,  podiam  er  encontrados  no  Centro  de  Convenções  e  em  todos  os cantos  da  cidade, respondendo perguntas e orientando os participantes. Durante o evento foram realizadas mais de 210 reuniões  e  oficinas  no  Centro  de Convenções  e  em  vários  hotéis.  Foram  celebradas  em  inglês, español, francês, italiano, japonês, coreano, alemão, ruso, português, persa, polonês e sueco, além de maratonas, que começaram na quinta-feira à meia-noite, em español e inglês. O exemplar 30 milhões do Livro Grande, Alcoólicos Anônimos, foi presenteado à Associação Médica Americana, a qual, em 1956, reconheceu oficialmente o alcoolismo como doença.O livro foi recebido pela Dra. Rebeca Patchin, antiga presidente da Associação. 
Atlanta, Geórgia, 2015 
Parcialmente extraído de=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring12.pdf 
“80  Anos  –  Felizes,  Alegres  e  Livres” foi  selecionado  como  o  lema  da  nossa  celebração internacional do 80º aniversário de A.A. que irá acontecer em Atlanta, Geórgia entre os dias dois e cinco de julho de 2015. Agradecemos  por  ter  respondido  à chamada.  Recebemos grande  quantidade  de lemas propostos pelos membros de A.A. O Comitê da Convenção Internacional dos Custódios considerou detidamente cada lema proposto e a Junta de Serviços Gerais aprovou o selecionado na sua reunião de janeiro. As  Reuniões  Grandes  serão realizadas no  Geórgia  Dome e  outras  reuniões  acontecerão no Geórgia World Congress Centere em vários hotéis locais. Na  medida  em  que  nos  formos  aproximando  da  data  da  Convenção  serão  dadas  noticias  a esse respeito incluindo  informação  sobre  inscrições  e  alojamento  através  do  correio  e  do  sitio  web  de A.A. do ESG (www.aa.org). Até então aparecerão artigos no Box 4-5-9, que é enviado aos RSG´s de todos os Grupos dos EUA/Canadá inscritos no ESG, e também é publicado no sítio web. A convenção Internacional de 2020 será celebrada em  Detroit, Michigan,  e a de 2025  em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá Neste  outono  (2012) começará  o processo  de  seleção  do  local  para  realizar  a  Convenção Internacional de 2025 através de cartas enviadas pelos Delegados das Áreas que tenham interesse em servir como anfitriãs do evento. A decisão final será tomada pela Junta de Serviços Gerais após as considerações da Conferência de Serviços Gerais. Esperamos vê-los em Atlanta. Até lá, um dia de cada vez. 

7.4. O que é uma Convenção para você? 
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1986 (pág. 12) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept86.pdf 
Título original: “¿Que es una Convención de A.A. para Usted?” 
H.O.E., de Guatemala, compartilha conosco o seguinte: 
Se você assistiu algumas das Convenções realizadas no nosso país, irá concordar comigo em que  as  Convenções são  eventos  onde  se  reúnem  a  maior quantidade  de  membros  de  A.A.  Mas, porque  se  reúnem  tantos  AAs neste  tipo  de  evento?  Quando  me  convidaram  pela  primeira  vez, aceitei apenas por educação; não tinha o menor entusiasmo. Atualmente, para mim, as Convenções, tal  como  as  conhecemos  em  A.A.,  são  grandes reuniões  que  se  realizam com  o  objetivo  de compartilhar num ambiente criado precisamente com a intenção de gozar todos juntos da alegria de viver  em  sobriedade.  Em  mais  de  um sentido, as Convenções  são  algo  assim  como uma  festa gigantesca de aniversário, uma vez que outro propósito que nos une na Convenção é o de agradecer nosso  Poder  superior  por  nos  ter  permitido  permanecer  unidos,  praticando  a  recuperação  e  nos prestando serviço mutuamente durante mais um período. Nas Convenções a ideia central é a convivência. Sendo A.A. uma Irmandade, nestes eventos temos a oportunidade de conhecer um incrível número de companheiros que têm a mesma doença e praticam  o  mesmo  programa,  ou  de  cumprimentar  aos  que  já  são  nossos  velhos  conhecidos, com quem compartilhamos Convenções ou atividades passadas. A amizade e o amor ao estilo de A.A. se tornam comuns e mútuos com mais intensidade que nunca. Desta maneira,  as  Convenções  distinguem-se  de  outros  eventos  de  A.A.  em  que,  no  seu transcurso  não  são  feitos  acordos  nem  se  tiram  conclusões  de espécie  alguma.  Nos  trabalhos  da Convenção não se apresentam propostas para serem discutidas acaloradamente, mas trata-se apenas de expor pontos de vista a respeito dos diferentes  aspectos do nosso programa de vida com o único intuito  de  compartilhar,  sem  a  pretensão  de  impor  alguma  coisa. Assim, fica  fácil  compreender porque  as  Convenções  são  os  eventos  favoritos  da  maioria  dos  AAs,  ao  extremo  de,  como  todos sabemos, a participação nelas sempre constitui a concentração mais numerosa de AAs em qualquer país que A.A. esteja presente.  São  muitas  e  variadas  as  opiniões  dos  AAs  a  respeito das  Convenções,  mas  quase  todas coincidem  em  que  se  trata  de  algo  que  atrai  irresistivelmente  o  interesse  geral,  como  opina  um companheiro que participa destes eventos: “Não  existem  palavras  para  definir  o  que  se  sente  numa  Convenção;  é  uma  mistura  de sentimentos  juntos.  Lembro  que  na abertura  de  uma  Convenção  estava  no  cume  da  felicidade  e entretanto,  tinha  os  olhos  umedecidos  pelas  lágrimas.  No  encerramento,  tremia  de emoção sem saber  porque,  pois  nunca  até  então  me  tinha  sentido tão  fortalecido  espiritualmente.  Outro sentimento  duplo  e  controvertido  aconteceu-me  quando  numa  sessão  tive  vontade  de  gritar  e  ao mesmo tempo guardar o mais respeitoso silêncio, ao  ouvir as palavras que estavam chegando ao mais profundo do meu  ser.  O  primeiro  dia  da  Convenção,  ao  ler  os  temas  que  iriam  ser desenvolvidos,  pareceu-me  algo  que  não  iria  acabar, mas conforme transcorria  o  tempo,  não desejava que o evento terminasse. Estas e outras vivências, são para mim uma coisa inesquecível; por nada do mundo penso em perder a próxima Convenção”. 

7.5. A evolução da Convenções no Brasil 
I Convenção (I Conclave Nacional), São Paulo, SP, 1974. 
Realização do Primeiro Conclave Nacionalem São Paulo, no carnaval, entre os dias 22 e 25 de  fevereiro  de  1974,  quando  o  CLAAB  passou  a  exercer  as  funções  de  Escritório  de  Serviços Gerais, após o ENSAA do Rio de Janeiro encerrar suas atividades. A diretoria do CLAAB passou a ser constituída pelos Delegados das 9 Áreas (Estados) que compareceram: 
1.  Santa Catarina - Álvaro K. 
2.  São Paulo - Arlindo B. 
3.  Rio de Janeiro - Dolores M. 
4.  Alagoas - Geraldo L. 
5.  Paraná - Chico R. (Sigolf R.) 
6.  Pernambuco - Luiz A. 
7.  Pará – Magalhães 
8.  Ceará - Mário H. 
9.  Mato Grosso - Eloy T. 
Do  Conselho  Fiscal  do  CLAAB  fizeram  parte  dois  Conselheiros  não  alcoólicos:  Dr.  José Ferraz Salles (SP) e Reverendo José Ribola (SP). Estavam presentes, além de diversos companheiros, Ana Maria T. e Sônia Lazzo, representantes de Al-Anon e o GSO de Nova York nos enviou, como assessora, Mary Ellen Wesh. 
NOTA:- Os 9 Delegados passaram a constituir o Conselho Nacional do CLAAB (Centro de Distribuição de Literatura de AA Para o Brasil) ficando a presidência desse Conselho com Chico R., de Curitiba-PR, tendo como Secretário Álvaro K. de Florianópolis-SC. Esse Conselho, então elegeu a Diretoria Executiva do CLAAB, tendo à frente Donald L. A grande novidade foi a apresentação do 1º AA padre, do Brasil, o saudoso Pe. João. 28 companheiros assinaram a lista de presença, dos quais 21 já faleceram (NT.: o transcritor não pode precisar a data deste relato). Dentre os 28 citados não se tem notícias de nenhuma recaída.
II Convenção (II Conclave Nacional), São Paulo-SP, 1975. Carnaval. 
Eleva-se de 9 para 15 o número de Delegados . Esses eventos serviram de ponto de partida para o extraordinário crescimento da Irmandade; nesse ano existiam no Brasil mais de 500 Grupos. Paralelamente  à  Convenção  havia  uma  reunião  de  Serviços,  ou  seja,  uma  reunião  preparatória  às futuras Conferências. 
III Convenção (III Conclave Nacional), São Paulo-SP, 1976. 
Em  29  de  fevereiro  de  1976,  durante  o  Terceiro  Conclave  Nacional,  em  São  Paulo, reuniram-se os membros do Conselho Diretor do CLAABe 29 Delegados representando 16 estados, e criaram a Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil – JUNAAB. O Estatuto dispunha que seriam  Órgãos  da  JUNAAB,  uma Assembleia  Geral,  uma  Diretoria  e  o  CLAAB.  Assim,  A.A.  no Brasil  credenciava-se  a  enviar  dois  Delegados  para  a  4ª  Reunião  Mundial  de  Serviços,  em Nova York, em outubro desse ano; foram eles, Donald M. (SP) e Joaquim Inácio (RS). Também  foi  decidido  que  a  I  Conferência  de  Serviços Gerais  seria realizada  em  1977,  em Recife-PE, juntamente com o IV Conclave de Carnaval. 
IV Convenção (IV Conclave Nacional), 1977, Recife-PE. 
Nos dias 5, 6 e 7 de abril de  1977, realizou-se em Recife (PE) a  Primeira Conferência de Serviços Gerais–  CSG. Entre os dias 07 e 10 foi realizado na mesma Cidade o  Quarto Conclave Nacional de A.A. Pela 1ª vez eram apresentadas temáticas escritas com cópias distribuídas aos companheiros. Foram  palestrantes: Roy  P.  -  Os  Doze  Passos,  Eloy  T.  -  As  Doze  Tradições  e  Donald  M.  Lazzo respondendo  perguntas  e  tirando  dúvidas.  Durante  a  Conferência,  agora  já com  o  seu  corpo  de Delegados em número de 40, representando 20 Áreas,  ficou decidido que o V Conclave teria lugar em  Belo  Horizonte-MG,  juntamente com  a  II  Conferência  de  Serviços  Gerais  e,  em  virtude  do trânsito  nas  estradas  na  ocasião  do  Carnaval,  foi  a data  transferida  para  a  Semana  Santa. A reprodução dos trabalhos apresentados foi feita por companheiros de Cuiabá-MT, sem ônus para a Convenção. 
V Convenção (V Conclave), Belo Horizonte-MG, 1978. 
Contamos com a presença de Dr. Jack Norris, então presidente da Junta de Serviços Gerais dos EUA/Canadá e sua esposa (ambos falecidos). MatoGrosso, em vésperas de ser dividido, levou um Delegado do Norte (Eloy T.) e outro do Sul (Mário), sob a mesma bandeira do Mato Grosso uno. Durante  a  Segunda Conferência  de  Serviços  Gerais,  Eloy  T., Delegado  do  MT,  foi  eleito  como substituto de Donald M. como Delegado à Reunião de Serviço Mundial (RSM). Decidiu-se mudar o nome de Conclave para Convenção Nacional de A.A.,e que as Convenções seriam realizadas a cada dois anos, em anos pares, sendo a próxima, a Sexta,em  1980em Porto Alegre, e as Conferências seriam  anuais  -  nos  anos  impares  seriam  realizadas  em  São  Paulo  e  nos  anos  pares  na  Cidade escolhida para a Convenção. 
VI Convenção Porto Alegre-RS, 1980.
Foi uma ótima Convenção realizada no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Escolhido o Roy Pepperell para substituir o Joaquim  Inácio às RSM. Escolhida Fortaleza, Ceará como a sede da VII Convenção. 
VII Convenção, Fortaleza-CE, 1982, 
Destacamos nessa Convenção, em primeiro lugar a presença de David Puerta da Colômbia e George Ifrán do Uruguai, ambos Delegados à RSM por  seus países, como convidados. Destacamos mais, a presença pessoal do Senhor Prefeito Municipal nas reuniões de abertura e encerramento da Convenção. A Convenção, igualmente, editou dois livros, a saber: 
a) Serviço, O Coração de A. A., um Relatório dos Delegados à 6ª RSM. 
b)  Serviço  -  Responsabilidade  de  Todos,  contendo  todas  as  temáticas  apresentadas  na Convenção. Por outro lado, em face de grande divulgação e à colocação do evento na agenda do Sr. Prefeito Municipal, a Convenção passou a ser, daí por diante a maior arma de atração da Irmandade. 
VIII Convenção, Blumenau-SC, 1984. 
Grandes enchentes, com o extravasamento das águas do Rio Itajaí, ocorrido nas vésperas do evento, impediu que a VIII Convenção tivesse o brilho esperado. Todavia o número de companheiros presentes manteve-se em elevação. 
IX Convenção, João Pessoa-PB, 1986. 
A  Convenção  continua  a  atrair  a  presença  de  elevado número  de  companheiros  e,  pela primeira vez tivemos Conferência, Convenção e temáticas todas concentradas na monumental Praça da Cultura. 
Obs.: O propósito de realizar as Convenções a cada dois anos preconizado na V Convenção, em  Belo  Horizonte  em  1978,  foi  respeitado  até  aqui. A adaptação a  outras circunstâncias foi ditando as datas seguintes. Assim, em 1987 foi realizada a temporã 9ª a (nona “a”),no Rio de Janeiro, RJ, por ocasião dos 40 Anos de A.A. no Brasil; 
10ª,  1988,  Curitiba,  PR;  11ª,  1990,  Belém,  PA;  12ª,  1992,  Brasília,  DF;  13ª,  1994, 
Teresina,  PI;  14ª,  1997,  Rio  de  Janeiro,  RJ,  por  ocasião  dos  40  Anos  de  A.A.  no Brasil; 15ª, 2000, Salvador, BA, por ocasião do 5º Centenário do Descobrimento; 16ª, 2003, São Paulo, SP; 17ª,  2007, Manaus, AM. A 18ª Convenção será realizada entre os  dias  6,  7  e  8  de  setembro  de  2012,  e  são esperados  dez  mil  participantes.  Já  o calendário  da  Conferência  tem  sido  respeitado  rigorosamente.  No  decorrer  da Semana  Santa  deste  ano  (2012), estará  acontecendo  em  Serra  Negra,  SP,  a  36ª Conferência de Serviços Gerais de A.A. no Brasil. 
IX (a) Convenção – Festa dos 40 Anos de A.A. no Brasil. 
A  descoberta  de  uma  ata  de  um  Grupo  dos  primeiros  tempos  que  teve  o  nome  de  Rio  de Janeiro permitiu que se esclarecesse a data corretado início de AA no Brasil. Nela estava registrado: 
“Nossa  próxima  Reunião  (5  de  Setembro  de  1950),  coincidirá  com  o  terceiro  Aniversário  da chegada  de  AA  ao  Brasil”. Isto  motivou  a  organização  de uma  comemoração  no  intervalo  das Convenções de João Pessoa (IX) e Curitiba (X). Foi  organizada no Rio de Janeiro em um dia com Reuniões diversas em Unidades da Marinha de Guerra  (com prestimosa ajuda do então Capitão de Mar  e  Guerra,  Dr.  Laís  Marques  da  Silva  que  veio  a  ser  nosso  Custódio  não Alcoólico  e  2º. Presidente de JUNAAB). A coleta de fundos foi feita com a edição de um folheto: “Não me diga que não  sou  Alcoólico”,  originário  de  Cleveland numa  época  em  que  se  permitiam  edição  de  folhetos fora  do  CLAAB.  Os  fundos  permitiram  pagar  a  ocupação  do  Maracãnazinho  para  a  Reunião de Encerramento. Durante o evento foi lançada a 1ª. Edição do Manual de Serviços. 
X Convenção, Curitiba-PR, 1988.A Convenção atinge o seu clímax. Local favorável na Universidade Federal do Paraná e a presença destacada da classe médica. Um marco muito importante na divulgação de AA. 
XI Convenção, Belém-PA, 1990. 
O  Norte  e  o  Nordeste  brasileiros  disseram  presente  à  Convenção  e  diversas  caravanas partiram  das  regiões  Sul  e  Sudeste,  assegurando  um  sucesso de  público,  atraído  também  pela curiosidade turística da região. 
XII Convenção, Brasília-DF, 1992. 
Situada a cidade no coração do país, torna-se o ponto mais equidistante de todo o território facilitando a locomoção, também em razão de ônibus  de carreira ancorar naquela cidade vindos de todos os recantos da pátria. 
XIII Convenção, Teresina-PI, 1994.
Nenhuma  novidade  anotada,  salvo  o  grande  interesse  despertado,  trazendo  um  público  de 3.000 companheiros, aproximadamente. 
XIV Convenção, Rio de Janeiro-RJ, 1997. Aproveitou-se  para  comemorar  os  50  anos  de  AA  no  Brasil.  Como  sempre,  a  cidade maravilhosa  apresentou  um trabalho  de  intensa  divulgação,  com  apoio  da  média  e  com  a disponibilidade de espaços adequados ao evento – o  Maracanãzinho e o Rio Centro. Conta-se que 15.000 pessoas estiveram presentes. 
N.T.:  Por ocasião deste evento a revista Veja,na sua edição  1497 de 28 de  maio de  1997, dedicou sua capa ao tema do alcoolismo com  o título  “Da cervejinha ao alcoolismo”e subtítulo  “Um mergulho no mundo da dependência”.Nas paginas 62 a 76 uma brilhante reportagem,  “A crua realidade do alcoolismo”,da excelente jornalista e documentarista nascida na  Croácia  Dorrit  Harrazim; fala  com  muita  propriedade  de  Alcoólicos Anônimos  e  dos  50  anos  da Irmandade  no  Brasil  e  do  evento comemorativo  que  estava  sendo  celebrado  no  Rio  de  Janeiro,  com  tal sensibilidade conhecimento que não deixa devendo absolutamente nada ao artigo que Jack Alexander escreveu a respeito de Alcoólicos Anônimos na revista americana Saturday Evening Post em março de 1941. Você pode acessar a revista, ler e imprimir o artigo de capa no sítio: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx 
XV Convenção, Salvador-BA, 2000. 
5º.  Centenário  do  Descobrimento  do  Brasil.  A  Bahia  estava  em  festa  e   A.A.  aproveitou  a oportunidade  para  incorporar-se  às  comemorações  obtendo um  resultado  enorme  quer  quanto  a público, quer pela excelência das apresentações no moderno Centro de Convenções de Salvador. 
XVI Convenção, São Paulo-SP, 2003. 
Aconteceu  na  Assembleia  Legislativa  e  no  Ginásio  do Ibirapuera.  4.500  inscrições  foram vendidas estimando-se uma presença de mais ou menos 5.000 companheiros. 
XVII Convenção, Manaus-AM, 2007. 
Mesmo considerando a  distância e a inexistência de  transportes além do fluvial e do aéreo (com alto custo). A Convenção foi realizada com sucesso com cerca de 4.000 presenças. 
XVIII Convenção, Cuiabá-MT, 2012. 
Reina grande expectativa, pois a curiosidade do Brasil sobre o decantado progresso da região, líder  absoluto  na  produção  de  soja  e  algodão,  tendo os números  da  produção  agrícola  do  Estado ultrapassado  o  Estado  de  São  Paulo.  O  espaço  físico invejável,  com  um  Centro  de  Convenções moderno e acolhedor, a atração da culinária local,  faz da capital mato-grossense, um atrativo todo especial. Não nos surpreenderemos se a presença ao evento atinja os 10.000 participantes. 
XIX Convenção será realizada em Maceió-AL, em 2016 
Fontes: 
.  http://www.alcoolicosanonimos.org.br/convencao2012/index.php?option=com_conten
tview=article&id=109&Itemid=202 
.  As Origens de Alcoólicos Anônimos no Brasil (*)de Luiz M., do Rio de Janeiro. 
.  Registros e arquivos do transcritor. 
(*)  N.T.: Neste  registro  de  memórias,  Luz  M.  conta  que  em  30  de  outubro de  1965,  foi realizada  no  Rio  de  Janeiro,  RJ,  a  Primeira  Convenção  Nacional  de  A.A. com  a  presença  de companheiros de diversos Estados do norte, nordeste, centro-sul, sul e, principalmente , do Rio. Os eventos foram realizados na sede do Pen Club e no Colégio Talmud Torah.Dito evento só pode ser realizado pelo  apoio de diversos amigos de A.A., tais como:  Dr. Francisco Laport, Embaixadores Paschoal Carlos Magno,eDr. Oswald de Moraes Andrade.

7.6.  A exclusão do Circulo e do Triangulo como 
símbolo oficial de A.A. 
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1993 (pág. 6-7) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept93.pdf
Título original: “Desprendiéndonos del círculo y el triángulo como un símbolo ‘oficial’de AA" 
Durante muito tempo, um triângulo inscrito em um círculo foi reconhecido como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. Entretanto, o círculo e o triângulo também constam entre os mais antigos símbolos espirituais conhecidos pela humanidade. Para os antigos egípcios o triângulo representava a inteligência criativa; para os gregos, significava  a sabedoria. Geralmente, representa a aspiração de alcançar um entendimento mais elevado e uma maior compreensão do espiritual. Na Convenção Internacional em 1955, durante a celebração do 20º aniversário de A.A.,  foi aceito o triângulo inscrito num círculo como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. “O circulo”,disse Bill W. aos AAs reunidos em St. Louis, “simboliza o mundo inteiro de A.A., e o triângulo representa os Três Legados de A.A., - Recuperação, Unidade e Serviço. Dentro do nosso maravilhoso mundo novo, encontramos a libertação de nossa obsessão mortal”. O símbolo foi registrado como marca oficial de  A.A. em  1955, e foi livremente usado por várias  entidades  de  A.A.,  o  qual  funcionou  bem  durante  um  bom  tempo.  Entretanto,  por  volta da metade dos anos  1980 começou a haver certa preocupação por parte dos membros da Irmandade a respeito da utilização do círculo e do triângulo por organizações alheias  a A.A. Em conformidade com a Sexta Tradição que diz que A.A. “... nunca deverá sancionar, financiar ou emprestar o nome de  A.A.  a qualquer  sociedade  parecida  ou  empreendimento  alheio  à  Irmandade...”,  A.A.  World Services –  Serviços  Mundiais  de  A.A.,  começou,  em  1986,  a  tomar algumas  providencias  para prevenir  a  utilização  do  círculo  e  do  triângulo   por  entidades  alheias,  incluindo  fabricantes  de brindes, casas editoras e instituições de tratamento. Esta política de desestímulo foi realizada com moderação  e,  tão  somente  depois  que  todas  as  tentativas  de  persuasão  e conciliação  tinham fracassado,  foi  considerado empreender  ações legais. De  fato, dos aproximadamente 170 usuários não autorizados que foram contatados, apenas foram  apresentadas demandas contra dois deles e  o assunto foi resolvido logo no início.  No  começo  dos  anos  de 1990,  alguns  membros da Irmandade  pareciam  dizer  duas  coisas: “queremos medalhas com nosso círculo e triângulo”,e,  “não queremos  nosso símbolo associado com  objetivos não  A.A.”.  O  desejo  de  alguns  membros  de  A.A.  de  ter  fichas  de aniversário  foi considerado pelas juntas de A.A. World Services e da Revista  Grapevine (equivalente à  Vivência) em  outubro  de  1990,  quando  foi  estudada  a  possibilidade  de  produzir  medalhas.  Foi  do  parecer dessas juntas que as fichas e as medalhas não tinham relação com o nosso propósito primordial de levar  a  mensagem  de  A.A.  e  que  este  assunto  deveria ser  tratado  pela  Conferência para obter  a opinião  da  consciência  de  Grupo  da  Irmandade.  A  essência  desta  decisão  foi  transmitida  à Conferência de Serviços Gerais de 1991 no relatório da Junta de A.A.W.S. A  Conferência  de  Serviços  Gerais  de  1992 começou  enfrentando  o  dilema  ouvindo apresentações a respeito de porque devemos ou não produzir medalhas e, sobre a responsabilidade de A.A.W.S.  de  proteger  nossas  marcas  registradas  e  os direitos  de  propriedade  contra  usos  que pudessem sugerir afiliação com fontes alheias.  O resultado foi uma Ação Recomendável da Conferência para que a Junta de Serviços Gerais desse  inicio  a  um  estudo  a respeito  da  viabilidade  de  possíveis  métodos  através  dos  quais  se poderiam colocar as fichas de sobriedade a disposição da Irmandade, seguido de um relatório a um Comitê  ad hoc(para esse fim) constituído por Delegados à Conferência de  1993, o qual informaria todos os membros da Conferência no seguinte mês de  março (nos EUA/Canadá, as Conferências são realizadas no mês de abril). Após  longas  considerações,  o  Comitê ad  hoc apresentou  seu  relatório  e recomendações  à Conferência  de  1993.  Depois  de  uma  discussão,  a Conferência aprovou  duas  das  cinco recomendações apresentadas: 
1)  O uso de fichas e medalhas de sobriedade é um assunto de autonomia local e não algo sobre o que a Conferência deva consignar uma posição definitiva; 
2)  Não é apropriado que A.A.W.S ou a Grapevine produzam ou autorizem a produção de fichas e medalhas de sobriedade. Entre  as  considerações  incluídas  no informe  do  Comitê  ad  hoc,  encontravam-se  as repercussões  de  continuar  protegendo  por  meios  legais  o  uso  das marcas  registradas  de  A.A. por parte de organizações alheias. Coincidentemente, a Junta de A.A.W.S. tinha começado a considerar alguns acontecimentos recentes, chegando finalmente à conclusão de que as perspectivas de litígios cada vez mais longos e custosos, a incerteza de conseguir sucesso e o desvio do propósito primordial de A.A. eram grandes demais  para  justificar  a  continuação  das  tentativas de  proteger  o  círculo  e  o  triângulo.  Durante  a reunião  pós-conferencial  da  Junta  de  Serviços  Gerais,  os  Custódios  aceitaram  a  recomendação  de A.A.W.S. de não continuar a proteção do símbolo do  círculo e do triângulo como uma das nossas marcas registradas. No começo de junho (1993), a Junta de Serviços Gerais apoiou por unanimidade substancial a declaração  de  A.A.W.S.  de  que,  de  acordo  com  nosso  propósito  original  de  evitar  a  sugestão  de afiliação ou associação com produtos e serviços alheios, Alcoólicos Anônimos World Service, Inc. deixará progressivamente de fazer uso  “oficial”ou  “legal”do símbolo com o círculo e o triângulo. A.A.W.S. continuará  resistindo  ao  uso  não  autorizado  de  outras  marcas  e  qualquer  tentativa  de publicar literatura de A.A. sem permissão. É claro, o circulo e o triângulo sempre irão ter um significado especial no coração e na mente dos membros de A.A., no sentido simbólico, como o tem a Oração de Serenidade e os lemas, que nunca tiveram um caráter oficial. 
Saiba como era até aqui (1993): 

7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A. 
Box 4-5-9, Natal / 1991(pág. 6 a 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday91.pdf 
Título original: “Usos y abusos de los símbolos de A.A. - una aclaración". 
Durante  os  passados  35  anos,  as  marcas  e  logotipos  de  A.A.  chegaram  a  ser  símbolos imediatamente reconhecidos de A.A., o que resulta tanto em vantagens como em desvantagens, na medida em que um crescente número de empresas tem desejado imprimir ou gravar os logotipos em tudo, desde copos e canecas até fichas e medalhas.  Em 1988, depois de receber inúmeras expressões de preocupação por parte dos membros de A.A., a Junta de Serviços Gerais decidiu utilizar as prerrogativas legais para protegê-los contra o uso não autorizado. De não tê-lo feito teria levado consigo a perda completa dos nossos direitos. Embora esta política tenha sido energicamente apoiada por muitos AAs - e também tenha sido aprovada pela Conferência  de  Serviços  Gerais  para sua inclusão no  Manual  de  Serviços  de  A.A., também  tem suscitado alguma confusão e controvérsia entre alguns membros. A seguir aparecem perguntas feitas 
junto com as respostas esclarecedoras. 
Pergunta => 
Quais são os logotipos e as marcas que A.A. têm registrados? Qual é a filosofia que rege seu uso?
Resposta =>
Há  várias  marcas  registradas  que  simbolizam  e  pertencem  a  A.A.:  Alcoholics Anonymous,  A.A.,  The  Big  Book,  Box  4-5-9,  e  o  logotipo com  forma  de  triângulo  inscrito em  um círculo, introduzido na Convenção do 20º Aniversário celebrada em St.  Louis em  1955. O circulo representa  o mundo inteiro  de  A.A. e  o  triângulo  simboliza  nossos  Três  Legados  de  recuperação, Unidade e Serviço. Com o passar dos anos foram sendo acrescentadas outras versões do logotipo. Uma  difere  do  original  apenas  nas  siglas  “A.A.” inscritas  no  triângulo.  Outra  tem  “A.A.”  inscrita dentro  do  triângulo  e  as  palavras “Recuperação”,  “Unidade”  e“Serviço” dentro  do  círculo,  mas fora  do  triângulo.  Todas  estas  versões  de  circulo/triângulo  estão  registradas  no U.S. Patent and Trademark Office.Com exceção da versão abaixo discutida, qualquer Grupo, Distrito ou entidade da Irmandade  tem  absoluta  liberdade  para  usar  estes logotipos,  acompanhados  do  símbolo  ®  que significa  “Marca Registrada”,em seus boletins, horários de reunião  e literatura publicada a nível local. Também podem ser utilizadas nestes materiais as marcas  “A.A.”  e  “Alcoholics Anonymous”. As entidades de A.A. que fazem uso dos logotipos do círculo e do triângulo não devem modifica-los para não diluir a aparência distintiva da marca.  Há  mais  um  símbolo  –  com  as  siglas “A.A.” dentro  do  triângulo  e  as  palavras “Junta  de Serviços  Gerais”  fora  do  triângulo.  O  uso  deste  símbolo  está  limitado  a  identificar  a  literatura aprovada pela Conferência. O  uso  informal  ou comercial  de  quaisquer  das  marcar registradas  de  A.A.  –  incluindo  os logotipos do círculo-e-triângulo em roupas, medalhas, fantasias, adesivos ou outros brindes, não deve ser permitido e essas marcas devem continuar a simbolizar exclusivamente a nossa Irmandade. Estas marcas identificam e representam nossa Irmandade. Não há maneira de assegurar a integridade ou a qualidade dos produtos que levem nossas marcas. Estes produtos pareceriam ser fabricados por A.A. ou  ser  aprovados  por  A.A.  E o fabricante  de  tais  produtos  que  violam  nossas  marcas  registradas também pareceria que têm a recomendação ou a aprovação de Alcoólicos Anônimos. 
Pergunta  => 
Quais  são  as  regras  gerais  que  guiam  à  Junta  ao  considerar  as  solicitações feitas por membros de A.A. para o uso dos logotipos ou as marcas?
Resposta => 
Embora  cheguem  relativamente  poucas  solicitações  para  utilizar  as  marcas registradas por parte dos membros – especialmente se comparadas com a quantidade muito maior de pedidos por parte de membros e pessoas alheias, de permissão para utilizar nossa literatura protegida por copyright (direito autoral); as primeiras solicitações se originam, sem dúvida, do orgulho que os AAs  sentem  de  serem  membros.  Portanto,  muitos  pedidos  deste  tipo  têm  a  ver  com o  uso  de logotipos  em  cartões  elaborados  por  um  membro,  e  o  uso  dos  logotipos  de  A.A.  em  joalheria, camisetas  e  outros  artigos  comemorativos para  sua  venda  em  convenções,  assembleias,  fóruns  e encontros de A.A. 
Pergunta  =>
Pode  haver  algum  problema  com  a  distribuição  de  medalhas  e  outras 
“lembranças de sobriedade”?
Resposta=> 
A Junta de A.A.W.S. não tem opinião em relação às medalhas em si. Aqueles que  desejem  usá-las  podem  fazê-lo  sempre  que  não  utilizem  o  punhado  de marcas  que  A.A.  têm registradas. Podem aproveitar a imensa variedade de desenhos e lemas que são de domínio público. As possibilidades são ilimitadas. 
Pergunta  =>  A  Junta  considera  os  pedidos  de  permissão  vindas  de entidades  alheias  à Irmandade?
Resposta =>
Sim.  Neste  caso  também,  a  Junta  denega  solicitações que  podem  causar  a impressão de afiliação ou se têm propósitos estritamente comerciais. Contrastando com isso, a Junta é muito mais liberal na concessão de permissão para utilizar extratos da nossa literatura protegida por copyright – por exemplo, quando uma agencia do governo ou uma agencia sem fins lucrativos que presta serviços a um número limitado de pessoas, tais como os cegos, pede permissão para publicar material protegido por copyright em braile ou gravado, como um serviço gratuito. Mas, ainda nestes casos, é preciso demonstrar que há necessidade desse material. 
Pergunta  =>
As  empresas  acederam  ao  pedido  de  A.A.  de  não  utilizar  nossos  símbolos registrados?
Resposta=>
Quase sem exceção, as  empresas que violaram  as leis de  copyright– direitos autorais,  a  respeito  dos  nossos  logotipos  e  marcas, o  fizeram.  Em  algumas instâncias,  nos agradeceram por lhes ter chamado a atenção sobre o assunto – expressaram-se favoráveis a qualquer ação  em  beneficio  da  Irmandade.  A.A. sempre  foi  muito  justa,  permitindo  um  prazo  razoável  de tempo  para  esgotar  os  estoques,  para  elaborar  e  fazer  os  preparativos  para  produzir  um novo desenho. No único caso até esta data que nos vimos  obrigados a instalar um processo, conseguimos chegar a uma solução satisfatória e amigável. 
Pergunta  =>
Quando  alguma  empresa  não  concorda  com  o  nosso  pedido  e  temos  que recorrer à justiça, quem paga a conta? 
Resposta =>
Não  são  utilizadas  as  contribuições  dos  Grupos  ou  membros  para  sufragar gastos judiciais. Todos eles são cobertos por A.A.W.S. como gastos com publicações. 

7.8.  A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A. 
Box 4-5-9,Out. Nov./ 1987 (pág. 5 a 7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf 
Titulo original: “Lo Acontecido a los Washingtonianos nos Invita a Ceñirnos a lo Nuestro”. 
Muitos  AAs  já  têm  conhecimento  da  história  do  nosso precursor  imediato,  o  Grupo  de Oxford, que  contribuiu  para que muitos  alcoólicos nos EUA alcançassem a sobriedade durante  os ano  1930 e  1940,  e  que  logo  depois  infelizmente  sucumbiu  às  tentações  do  profissionalismo  e  da política  mundial (http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar87.pdf =>  Box  4-5-9 - Fev.  Mar./1987,  pág.  6-7).  Menos  conhecida  é  a  história  do  Movimento Washingtoniano  que, durante sua breve existência na quarta década de  1800, estabeleceu muitos dos pontos ideológicos nos  que  atualmente  se  baseia  a Irmandade  de  A.A.  No que  se  parecem  estes  Grupos?  E,  mais importante, no que se diferenciam? São as diferenças o suficientemente grandes como para assegurar que a força presente e a unidade de A.A. irão resistir às incertezas do futuro, dia após dia?  Estas  importantes  perguntas  foram  analisadas  num estudo  comparado  do  Movimento Washingtoniano com A.A. feito por Milton A. Maxwell, Ph. D., antigo presidente não alcoólico da Junta  de  Serviços  Gerais,  e anteriormente  professor de  sociologia  da  Universidade  Estadual  de Washington.  Antes  de  se  aposentar  em  1975,  trabalhava  na  mesma  disciplina  no Centro  para Investigações  sobre  o  Alcoolismo  da  Universidade  de Rutgers,  em  New  Brunswick,  Nova  Jersey. Com  frequência  nos  recomendam,  como  membros  de  A.A.,  dar  uma  olhada  atrás  “mas,  sem fixações”. A  informação  que  segue  e  os  estratos  adaptados  do  Dr.  Maxwell,  podem  nos  ajudar a fazer exatamente isso – chegar a um entendimento sobre os Washingtonianos dentro do contexto da sua  época,  apreciar  os  pontos  fortes  que  nos legaram, e  evitar  as  debilidades  que  motivaram  seu rápido declive. Até 1840, o ano em que nasceu a Sociedade de Temperança Washington, de acordo com o Dr. Maxwell, a opinião que prevalecia era a de que nada podia ser feito pelos alcoólicos, embora de vez  em  quando  um  bêbado  “se  reformava”. O  movimento  de temperança  que  o  precedeu  e  que floresceu  entre  os  anos  1826 e 1836 tinha como único objetivo  evitar  que o  não  alcoólico  se convertesse em alcoólico. Esta implícita indiferença com os alcoólicos talvez tivesse sua mais clara expressão  nas  palavras  de  um  zeloso  defensor  da  temperança  que disse: “Mantenha  abstêmios  os abstêmios; os bêbados logo irão morrer; e o país será libertado”.  “Assim, foi preparado o terreno para o nascimento do Movimento Washingtoniano”, diz o Dr. Maxwell.  Da mesma maneira que A.A. foi iniciada por bêbados que se ajudavam uns aos outros, assim foi o Movimento Washingtoniano, que teve sua origem numa taverna de Baltimore. Uma noite de abril  do  ano  1840,  seis  companheiros  de  copo  –  um  carpinteiro,  um ourives,  um  fabricante  de carroças  e  dois  ferreiros,  decidiram  de  brincadeira,  desafiar  um  movimento  de  temperança  que naquele momento já estava em declínio - “um bando de hipócritas”, conforme um deles, e formaram sua própria sociedade. Imediatamente, celebraram uma reunião, escolheram uma diretoria, fixaram uma cota de 25 centavos de dólar por membro e acordaram que cada um levasse mais uma pessoa na reunião seguinte.  Os  novos  membros pediram  ao  presidente  para  redigir  um  termo  de  compromisso,  o  qual seria assinado por todos no dia seguinte. O compromisso:  “Nós, os que subscrevemos, desejosos de formar uma sociedade para o nosso benefício mútuo,  e para nos proteger de um costume pernicioso que prejudica nossa saúde, nossa posição e nossas famílias, prometemos, como cavalheiros, que não iremos beber nenhuma bebida espirituosa ou de malte fermentado, cerveja, vinho ou sidra”. A  sociedade  de  Temperança  Washington,  como  esse  pequeno  grupo  se  autonomeou,  continuou  se  reunindo  no  lugar  de  costume,  a  Taverna Chase,  até  que  a  mulher  do  proprietário chamou sua atenção devido à perda cada vez maior de clientes. Então, começaram a se reunir na casa de um dos membros até que o grupo se tornou maior ea casa já não comportava mais; foram então para  a  carpintaria,  e  finalmente  alugaram  seu  próprio  salão.  A sociedade  foi  crescendo  tão rapidamente, diz o Dr. Maxwell, que na comemoração  do seu primeiro aniversário reuniram-se uns mil bebedores reformados, junto com outros cinco mil membros e amigos.  O  movimento  se  estendeu  até  Nova  York,  Boston,  Pittsburgh  e  lugares  mais  remotos,  e alcançou  o  pico de  sua  atividade  em  1943,  quando,  de  acordo  com  um  cálculo  aproximado,  tinha entre cem mil e seis centos mil “bêbados reformados como membros”. Outro acontecimento notável foi a organização de mulheres  na Sociedade  Martha  Washington,  cujos  membros  apoiavam  os Washingtonianos, trabalhavam para “resgatar as intemperadas”e também faziam obras de caridade dando “alimento aos pobres e roupa aos necessitados”. Entretanto, embora o movimento continua-se se expandindo por todo o país, já começava a se perceber  um  pronunciado  declínio.  Na  Cidade  de  Nova York,  diz  o  Dr.  Maxwell,  os Filhos da Temperança, uma irmandade que preconizava a abstinência completa e que foi fundada com a ajuda e a aprovação dos Washingtonianos; em  1842 começou a contar com muitos membros vindos dos próprios Washingtonianos. Em menos de três anos, o eminente clérigo Lyman Beecher, escreveria a respeito do “ressurgimento  da  maré  de  licor”. Disse  que,  “embora  os  Washingtonianos aguentassem e trabalharam bem, suas forças estão acabadas”.O Dr. Maxwell explica que esta “transferência de membros e lealdade”  foi favorecida não apenas pelos Filhos da Temperança, mas também por outras irmandades de temperança que foram criadas  naquele  tempo.  Entretanto,  o  Movimento  Washingtoniano  declinou  principalmente  porque “seus  membros,  objetivos  e ideologia  acabara  por  se misturar  com  os  dos  outros  movimentos  de temperança, e, portanto, o movimento se tornou algo que no começo não tinha intenção de ser: um ressurgimento do próprio movimento de temperança que eles lá no começo ironizavam. O resultado foi  um  reforço  da  ideia  de abstinência completa  e  o recrutamento  de  milhões  de  pessoas  para  a causa da temperança. Más, o propósito original de reabilitar alcoólicos foi perdido de vista”.
Ao  comparar  o  Movimento  Washingtoniano  com  Alcoólicos  Anônimos,  o  Dr.  Maxwell sugere que aquele, mesmo parecido com A.A. enquanto ao seu propósito e foco iniciais  “não tinha uma ideologia o suficientemente distintiva como para evitar sua dissolução”. Para ilustrar sua tese indica os pontos comuns dos dois programas: os alcoólicos se ajudam uns aos outros; fixam sua atenção nas suas próprias necessidades e interesses independentemente da diversidade de  seus  membros,  através  do  predomínio  numérico  deste  grupo;  celebram  reuniões semanais;  compartilham  suas  experiências;  têm  disponibilidade constante  do  grupo  ou  de  seus membros; dependem de um poder Superior, e se abstém completamente do álcool. Depois,  o  Dr.  Maxwell  detalha  as diferenças,  as  quais  descrevemos  de  forma  abreviada  a continuação: 
1)  Exclusivamente  para  alcoólicos-. Diferentemente  dos  Washingtonianos,  que  misturam  a temperança com a recuperação do alcoolismo, A.A. se centra unicamente na reabilitação dos alcoólicos. 
2)  Unicidade de propósito. -  “A.A. não está filiada a nenhuma seita religiosa, partido político, organização  ou instituição; não deseja entrar em controvérsias; não  apoia  nem  combate causa alguma. Nosso objetivo principal e mantemo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançar  a  sobriedade”. Embora  entre  os Washingtonianos  tenham  sido  feitos  grandes esforços  para  minimizar  as  diferenças  teológicas,  políticas  e sectárias, o movimento, conforme o Dr. Maxwell, “viu-se envolvido na mesma controvérsia dos outros  movimentos de temperança. Além do mais, os Washingtonianos acabaram por naufragar na questão da alternativa‘persuasão moral / ação legal’”. O que tinham conseguido utilizando unicamente o  amor  e  a  bondade  para  reabilitar  os  alcoólicos  fez crer  aos  washingtonianos  e  a  outras pessoas  que  se  devia  empregar  o  mesmo  método  para  tratar  com  os  fabricantes  e comerciantes de bebidas. Seu enfoque chocou-se com o sentimento geral dos movimentos de temperança  que  favoreciam  a  “ação  legal” e  que  consideravam  que  a  ênfase  que  os Washingtonianos  deram  à  “persuasão  moral” como  “um  indício  de  loucura sensibilizadora”. O  número  de  seus  membros  ia  diminuindo,  e  os Washingtonianos encontravam-se apanhados em suas próprias redes políticas. 
3)  Um  programa  de  recuperação  apropriado  e  bem  definido.  - Ao  invés  de  considerar  o alcoolismo  como  uma  questão  moral  –  como  um  mal  que deve  ser  eliminado,  A.A.  o considera  uma  doença,  o  sintoma  de  um  transtorno  de personalidade.  “Seu  programa  foi concebido  para  atacar  o  problema central;  quer  dizer,  para  efetuar  uma  mudança  de personalidade.  Quando  comparado  com  a  partilha  de  experiências  nos  grupos Washingtonianos,  o programa  de  A.A.  está  enriquecido  notadamente  pela  penetração psicológica  que  a  literatura  de  A.A.  leva  aos  seus  Grupos...  O  aspecto  espiritual do programa  está  mais  claramente  definido,  inclusive  considerando-o  como  uma  condição indispensável para a recuperação”.
4)  O anonimato. -Os opositores dos Washingtonianos se valeram alegremente das  “recaída” de  membros  eminentes  do  movimento,  aproveitando-as  ao  máximo  para  prejudica-lo,  e  a confiança  do  público  foi diminuindo.  O  anonimato  protege  A.A.  da  crítica  pública,  não apenas nas recaídas, mas também dos fracassos e das tensões internas. 
5)  Tradições  que  evitam  armadilhas.  - A.A.  diferencia-se  decisivamente  do  Movimento Washingtoniano  por  ter  conseguido  desenvolver  um  conjunto  de Tradições  relativamente uniforme  para  evitar  os  perigos  e  abusos  que  as  organizações,  de  forma  geral,  têm  que enfrentar.  De  especial  importância  é a  Tradição  de  manter  a  autoridade  incorporada  nos princípios e não em funções ou personalidades. A  tradição  da  autossuficiência  completa  dos  Grupos  e a  atividade  de  A.A.  através  das contribuições voluntárias de seus membros, evita os perigos inerentes às  cotas fixas, taxas, arrecadações públicas, etc., e conduz à independência e à dignidade. Reduzindo ao mínimo a preocupação com o dinheiro, consegue elevar ao máximo o sentimento de companheirismo. 
A Tradição que diz que  “qualquer propriedade considerável de bens de uso legítimo para A.A. deve incorporar-se e ser administrada em separado”,também é importante porque evita que  os  Grupos  se  envolvam  com  problemas  de  acúmulo  de  dinheiro  além  do  mínimo necessário para seu funcionamento. Estas três últimas Tradições sugere o Dr. Maxwell,  “podem ser resumidas como uma forma de  prevenir-se  da  tendência  comum  de  esquecer  que  o dinheiro,  a propriedade  e  a organização são unicamente meios – e que os meios encontram seu lugar apropriado apenas quando se tem uma visão clara do fim a ser alcançado. Para  A.A.,  estas  Tradições  devem  manter  a  atenção  dos  Grupos  fixada  em  seu  objetivo primordial: ajudar os alcoólicos a se recuperar. As Tradições e a sua clara expressão, são vantagens que o Movimento Washingtoniano nunca teve”.  À luz dos conhecimentos atuais, o Dr. Maxwell conclui dizendo, “Não existe razão alguma pela  qual  A.A.  não  possa  continuar  existindo  indefinidamente.  Quanto  tempo  irá  sobreviver, dependerá do apego dos membros ao programa e aos princípios e do grau de atividade que tenham com outros alcoólicos, da sua diligência em praticar o restante do programa e da sua boa vontade para guiar-se pelas Tradições estabelecidas”.

7.9.  A identificação – a essência do nosso vinculo comum
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1997 (pág. 1) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar97.pdf 
Título original: “La identificación es ‘lo esencial de nuestro vínculo comun’". 
“Meu nome é Rosemary P. e sou alcoólica. É uma forma simples de se apresentar. E poderosa. Diz instantaneamente quem e o que sou. Imediatamente me vincula a outra pessoa também alcoólica”. 
Falando no Fórum Regional do Noroeste  (EUA),realizado no passado mês de junho (1996) em Portland, Maine, Rosemary chamou a identificação “a essência mesma de nosso vínculo comum” e  manifestou  sua  preocupação  porque “a  forma  em  que  tradicionalmente  nos  apresentamos  nas reuniões tenha mudado tanto. Com frequência, omite-se até a palavra’alcoólico’”. A  Delegada  de  Nova  York/Central  referiu-se  a  algumas  novas  formas  de  se  apresentar ouvidas atualmente em A.A., desde  “sou duplo adicto”  ou  “dependente de substâncias químicas”até  “sou uma pessoa em recuperação”.Disse que sempre  “me sinto tentada a replicar-lhes com a pergunta é um ‘que’duplo adicto? É um ‘que’dependente de substâncias químicas? De ‘que’ ou de ‘quem’ se está recuperando?”  E cada vez mais frustrada acrescentou,“porque necessito saber que você está na reunião pela mesma razão que eu estou ali, para a recuperação progressiva da doença do alcoolismo”. Rosemary também é da opinião que a aparente desintegração da maneira de nos identificar “submete nossa unidade e nossa  unicidade de  propósito  a  um  grande  esforço.  Ao  dizer  em  um evento de A.A.‘sou drogadicto e alcoólico’  ou‘sou alcoólico e duplo adicto’  estou dizendo que sou um tipo  especial  de  bêbado,  que  o  meu  caso  de  alcoolismo  é  diferente  do  seu.  Acrescento  outra dimensão à minha doença – uma dimensão que, devido  à nossa unicidade de propósito, não se deve considerar em uma reunião de A.A. O resultado é um corte pela metade do nosso vínculo comum e, mais importante, diluo minha própria razão para estar ali”. Na  sua  Área,  diz  Rosemary,  “se  acreditava  que  depois  que  uma  pessoa  tinha  passado  um tempo em A.A. iriamos ouvi-la dizer:  ‘sou um alcoólico’; que as outras palavras desapareceriam. Mas  isso  não  aconteceu.  Vemos  gente  que  leva  dois,  três  ou quatro  anos sóbria  em  A.A.  ainda aferradas ao jargão das clínicas de tratamento de onde vieram. Não fizeram a transição”.O que devemos fazer sugere Rosemary, é fazer uma clara distinção entre os nossos problemas e leva-los separadamente aos programas específicos  para trata-los:  por  exemplo, Narcóticos Anônimos  ou Jogadores  Anônimos.  E  quando  participemos  dessas  reuniões,  diz  Rosemary, “devemos identificar-nos como corresponda”. Foi sugerido, disse,  ”para  nos dirigir  às  instituições  de  tratamento e, com espirito  de cooperação e para o bem do principiante, lhes peçamos que ensinem seus pacientes a distinguir suas adições  ao  invés  de  agrupá-los  sob  o  rótulo  de  ‘personalidades  propensas  à  adição’ utilizando-se daquele bordão‘uma droga é uma droga é uma droga’”. A ideia de solicitar a cooperação alheia faz sentido, observa Rosemary, “porém, me pergunto se  a  verdadeira  solução  não se encontra  dentro da nossa Irmandade  mesmo.Não  é  da responsabilidade de cada um de nós mantermos nosso programa intacto, e passa-lo ao principiante tal como foi passado a nós? E,podemos fazê-lo através de explicações pacientes, tolerância com as diferenças e mais explicação paciente? Acredito que sim, através do apadrinhamento comprometido, Grupos base sólidos e serviço ativo. Desta maneira,nossos novos membros aprenderão a ser parte, e não um fragmento de A.A.”. Rosemary conclui  dizendo  :  “A  maioria  de  nós  já  ouviu  dizer  que ‘se  um  dia  A.A.  for destruído,  seria  desde  dentro’  Na  minha  opinião, a apatia, com  frequência disfarçada  de  ‘viva  e deixe viver’ é um de nossos piores inimigos. Entretanto,a força destruidora não está nos membros que se apresentam como‘adictos duplos’  mas na atitude daqueles que cruzam os braços e dizem: ‘por mim, tanto faz’”. 

7.10.  A primeira Conferência de Serviços Gerais 
Box 4-5-9, de Abr. Mai. / 2008 (pág. 3-4)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may08.pdf 
Título original: “El camino rocoso hacia la primera Conferencia de Servicios Generales” 
 Membros de A.A., representantes das 93 Áreas de serviço dos EUA e Canadá, voltam a se reunir neste mês de abril na Cidade de Nova York para a realização da 58ª Conferência de Serviços Gerais (2008), evento com duração de uma semana. Os Delegados irão trabalhar em conjunto com os 21 Custódios, diretores e membros do pessoal do ESGe da Grapevine para conduzir os assuntos de Alcoólicos Anônimos. Entre  as  incumbências  da  Conferência anual  –  que  tem  o lema  “Comunicação  e participação:  a  chave  da  unidade  e  da autossuficiência”, o Comitê de Informação ao Público,  irá  fazer  a  revisão  da  enquete dos membros  de  A.A.  de  2007 que  se  realiza  a cada  três  anos.  O  Comitê  de  Instituições  de Tratamento  irá  avaliar  uma  amostra  do  vídeo revisado “Esperança: Alcoólicos Anônimos”e outras questões da ordem do dia. Nos dias de hoje a Conferência é reconhecida como o meio através do qual é ouvida a voz dos membros de A.A. Alguns dizem que é o que mais se parece com uma consciência de Grupo. Entretanto,  o  caminho  que  conduziu  à  primeira Conferência  de  Serviços  Gerais  em  1951,  esteve permeado de obstáculos. Anos antes, Bill W., chegou a se convencer de que a Irmandade precisava de uma reunião anual  para  que  os  Grupos  de  A.A.  pudessem  expressar suas  ideias  e  opiniões  ao  ESG  (então conhecido  como  Sede).  Porém,  seu plano acabou  por  provocar  uma  furiosa  oposição  por  parte  de muitos que acreditavam que aquele empreendimento tinha sido perigosamente idealizado. A.A. tinha crescido muito desde  1938, ano em que a Fundação do Alcoólico foi fundada e quando não tinha mais de cem membros. Em 1948, quando o número de membros chegava a 30.000, Bill começou a formular um plano para estabelecer uma conferência com delegados eleitos entre os AAs de todo o país. Bill escreveu  que,  “uma  Conferência  irá  reunir  amigavelmente  nossos  Custódios  e  uma amostra representativa dos membros... e preencherá para sempre esse vazio eliminando a distância que o Dr. Bob, eu e outros mantemos da Irmandade”. Na Sede houve pouco entusiasmo pelo projeto. Na opinião da maioria dos Custódios, A.A. estava  prosperando  e  não  viam  razão  alguma  para  endossar  aquilo  que  a  eles  lhes  parecia uma mudança radical. A  frustração que  Bill  sentiu  por  não  poder  convencer  a Junta do valor da  sua  proposta transparece numa carta em que se refere aos Custódios: “A ideia de compartilhar suas prerrogativas com  a  Conferência...  não  foi  muito  apetecível...  Insistem  em  me  colocar  numa  torre  de  marfim enquanto querem manter sua autoridade e o controle dos títulos e do dinheiro”. Alguns se queixaram da rudeza de Bill. Em uma carta dirigida a Bill em abril de  1948, um Custódio não alcoólico escreve: “não foi muito diplomático na sua forma de apresentar o assunto e como consequência entraram no meio personalidades, boatos, acusações, etc. que não deveriam ter entrado nesta discussão”. Um Custódio não alcoólico se demitiu devido a esse assunto e explicando suas razões numa carta dirigida a Bill em fevereiro de 1948: “Acredito que as relações bastante complicadas previstas no seu plano, irão ensejar mais problemas que soluções”.Bill confessou que sua maneira um tanto obstinada estava provocando animadversão, porém, acreditava que devia ser daquele jeito. Temia que depois da sua morte e da do Dr. Bob, a Fundação do Alcoólico iria perder a legitimidade. No seu entendimento, assim ocorrendo, iria prejudicar A.A. de varias maneiras, entre elas, um reduzido apoio econômico ao Escritório de Nova York por parte dos Grupos. Nas suas próprias palavras: “Uma Junta de Custódios que se autoperpetua, desconhecida da maioria dos membros de A.A., não iria durar muito tempo”. Bill percebia a necessidade de contar com a aprovação do outro cofundador de A.A., porém, no começo, o Dr. Bob tampouco via a necessidade de uma conferência. Pouco antes do falecimento do Dr. Bob, em novembro  de  1950, Bill viajou a Akron para se reunir com ele e voltar a lhe expor os argumentos em favor da proposta. Finalmente, o Dr. Bob deu sua aprovação ao  projeto.  Pouco  depois,  a  contragosto,  os  Custódios  deram  seu  consentimento. Como escreveu um participante no seu relatório a respeito daquele período:  “Os Custódios votaram com  grandes  reservas  a  favor  de  aprovar  a  Conferência  ‘a  título  de  experiência’.  Chegaram  ao acordo  de que  seriam  realizadas  desde  1951 até  1954 e  que  em  1955 após  avaliação  de  todo  o conceito tomariam a decisão final”. Ainda  havia  muitos detalhes para  resolver:  como  se  financiaria  a  Conferência;  como  se determinaria o número de delegados que correspondesse às regiões dos EUA e Canadá; como seria feia a eleição dos delegados, e de quanta autoridade seria investida a Conferência. Bill colocou por escrito todas as ideias referentes a como tratar esse assuntos num pequeno livro que tinha o título “O Terceiro Legado”, que mais tarde iria se chamar “Manual de Serviço de A.A.”No dia 20 de abril de 1951, 37 Delegados dos EUA e Canadá foram a Nova York e passaram três dias se reunindo com os 15 Custódios, Bill e os membros do ESG e da Grapevine. Essa Conferência  e  as  três  seguintes  durante  o período  de  experiência,  serviram  para demonstrar a acertada visão original de Bill de que uma reunião anual dos Delegados dos grupos de A.A. poderia funcionar e ser útil ao bem da Irmandade. No Brasil: Nos dias cinco e seis de abril de  1977, realizou-se em Recife (PE) a  Primeira Conferência de Serviços Gerais– CSG. 

7.11.  A respeito dos direitos autorais do Livro Azul 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1987 (pág. 2-3) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf 
Título original: “Más Acerca del Copyright del Libro Grande” 
Justamente  depois  do  encerramento  da  muito  produtiva  Conferência  de  Serviços  Gerais  de 1985, foi confirmado que o livro Alcoólicos Anônimos, considerado por muitos nossa  “bíblia”,já não era na sua versão em inglês propriedade única da Irmandade. Na realidade, pertencia ao mundo todo. De alguma maneira, por descuido, em 1967– quatro anos antes da morte de Bill W., aparentemente não foram renovados os direitos autorais (copyright) originais. Naquele então, tinha-se a impressão de que, apenas pelo fato  de ter publicado  a  Segunda  Edição  em  1955,  justificaria  para  renovação  automática dos direitos autorais – uma conclusão errada de acordo com a lei. De fato, os direitos autorais da Segunda Edição protegiam apenas o material que aparecia pela primeira vez na mesma.  Ademais,  o  erro  persistiu  ao  deixar  passar  a  data da  renovação  dos  direitos  autorais  da Segunda Edição em  1983, sem adotar as medidas necessárias – já havia sido publicada a Terceira Edição em  1976. O resultado foi que a alma mesma do Livro Azul, suas primeiras 164 páginas era, em 1985, tinha sido, desde 1967, e ainda é de domínio público. Entre as principais preocupações decorrentes desta situação contava-se a de que, uma vez que qualquer um  poderia  publicar  o  Livro  Azul,  a  integridade  da  mensagem  de  A.A.  como  nós  a conhecemos,  fosse  distorcida.  Além  do  mais,  devido  ao  fato  de que  naquele  tempo  existia  uma dependência insana dos ingressos da empresa editora para compensar a deficiência das contribuições dos Grupos, qualquer esforço em grande escala feito para conseguir uma casa editora alheia a A.A. poderia causar graves repercussões na estabilidade financeira da Irmandade. Portanto, a junta corporativa do A.A.W.S. (Serviços Mundiais de A.A.), viu-se não apenas no direito (o  “Direito de Decisão”do Terceiro Conceito), mas também na responsabilidade inevitável de  realizar  algumas  ações  para  melhorar a situação, até  receber orientação  da  Irmandade  na  sua totalidade na Conferência de Serviços Gerais de  1986, cuja reunião seguinte iria ser quase um ano depois. É claro, a Junta de Serviços Gerais participava regularmente nas consultas. Foi necessário adotar algumas medidas imediatamente. Primeiro, foi contratado um advogado competente, especializado na matéria, para tratar de tudo que se referisse a direitos autorais e marcas registradas. Ao mesmo tempo, teria que voltar a se  rever o convênio sobre os  royalties(pagamento por direitos  autorais) assinado  em  1963 entre  Bill  W.  e  A.A.W.S.  Parecia  que  os  interessados compartilhavam a responsabilidade de efetuar as renovações dos direitos autorais. A preocupação de A.A.W.S.  de  tratar  equitativamente  todos  os  interessados,  apoiada  por  sábios  conselhos  legais, facilitou a solução. Foi feita uma emenda ao convênio, já aplicada a Lois Wilson, viúva de Bill W., dispondo que nenhuma parte interessada responsabiliza-se a outra pela perda dos direitos autorais; e que  os  pagamentos  continuassem, exatamente  como se  houvessem sido renovados  os direitos autorais na data apropriada. Outro assunto que demandou a atenção imediata do A.A.W.S. foi que uma editora alheia à Irmandade, localizada em Ohio, havia anunciado a publicação de um fac-símile (cópia ou reprodução que apresenta uma grande semelhança com o original)da Primeira Edição de  Alcoólicos Anônimos, inclusive com o desenho original da primeira capa (vermelho, amarelo e preto), para coincidir com a Convenção Internacional do 50º aniversário. Neste caso, a questão legal residia em que, embora o conteúdo do Livro Azul fosse de domínio público (ao menos o das Edições Primeira e Segunda), a lei  federal  de  “fair-trade” (comercio  justo),  nos protege  contra  os comerciantes que  pretendem vender  um  produto  parecido  com  um  produto  nosso.  Os  nossos  advogados  adotaram  as medidas cabíveis.  (Um  ponto relacionado:  em 1986,  alguém  tratou  de  vender  no  Canadá  uma  edição  em miniatura do livro  Alcoólicos Anônimos, publicada em Hong Kong. Este assunto foi tratado como uma  violação  de  direitos  autorais,  uma  vez  que  A.A.W.S.  ainda  detém  a  propriedade dos  direitos autorais sobre a Primeira Edição do livro no Canadá).  Enquanto  foi  possível,  A.A.W.S.  empreendeu  um  estudo  de  mercado  detalhado  e, baseado neste estudo fez algumas recomendações ao Comitê de Literatura da Junta de Custódios, para que fosse  publicado  o  Livro  Azul  em  outros  formatos. A  Junta  De  Serviços  Gerais, por  sua vez, submeteu estas recomendações ao Comitê de literatura da Conferência. O resultado deste esforço foi a publicação do Livro Azul em brochura, muito popular na Irmandade. No inicio foi considerada a possibilidade de pedir uma ação extraordinária do Congresso, que fosse prolongada a proteção dos nossos direitos autorais pelo menos até a data em que deveríamos ter renovado. Por coincidência, justo no momento em que se estavam iniciando as pesquisas para esse fim, o Tribunal Federal do Distrito de Washington,  DC, recusava uma lei muito parecida com a que nós pretendíamos.  A decisão original  ainda  está sendo considerada no  Tribunal de Apelações,  e  é possível, independentemente do resultado, que a parte perdedora leve o pleito ao Supremo Tribunal. De acordo com os nossos conselheiros legais, postergamos i os nossos esforços até que se chegue a uma decisão final a respeito, o que pode demorar anos. Entretanto,  a  experiência nos tem ensinado  muito. É  obvio  que  a  lealdade  da  Irmandade  é incorruptível. É provável que os AAs continuem comprando nossa literatura sem se importar com o que façam as editoras alheias a nós – queremos ter a segurança de que nossa mensagem é completa, sem alterações ou emendas, até que decidamos muda-la. Chegamos também á conclusão de que são muito poucas as editoras que podem publicar o Livro Azul por um preço competitivo, principalmente se levarmos  em consideração  a  lealdade  anteriormente  citada.  Ademais,  como  resultado  de  um projeto  independente  e  sem  relação  com  o  assunto  dos direitos autorais,  o  Projeto  de Autossuficiência, nossa dependência do superávit da nossa editora para apoiar os serviços de grupo, está diminuindo num ritmo que excede as expectativas mais otimistas. Vemo-nos em condições de poder baixar o preço da nossa literatura em inglês tornando-nos assim, mais competitivos. Como muitos de nós sabemos por nossa própria experiência, quando podemos adotar uma atitude positiva,  a  aparente  adversidade  converte-se num  desafio com  o  qual  podemos  aprender muito. <= Fim da transcrição. 
IMPORTANTE:  Os direitos autorais do livro Alcoólicos Anônimos(Livro Azul) publicado pela Junaab, em português no Brasil, continuam a pertencer a A.A.W.S.

7.12. A.A... nunca deve ser organizada 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1990 (pág. 3) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar90.pdf 
Título original: “A.A.... nunca debe ser organizada...”. 
O preconizado pela Nona Tradição é tão válido atualmente (1990) quanto quando as 
Tradições foram definidas pela primeira vez. Ela nos diz que a força de A.A. vem dos princípios 
espirituais e não de uma direção organizada nem de um governo como na maioria de outros grupos e 
organizações; nem de regras nem de regulamentos. Em poucas palavras, “não há chefes em A.A.”. 
Entretanto, levando em consideração que alguns elementos de organização são necessários para a 
eficácia dos serviços de A.A., a Nona Tradição também dispõe que podem ser criadas “juntas ou 
comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.”. 
Quando a Nona Tradição foi redigida pela primeira vez, seu conteúdo foi claramente 
consistente com o início humilde da A.A. – a todos agradava a ausência de um governo, e houve 
pouca necessidade de juntas e comitês de serviço. Desde aquela época, entretanto, A.A. tem crescido 
muito em tamanho, reconhecimento e prestigio. E, seja gostando ou não, A.A. alcançou uma 
proeminência internacional e se converteu numa força importante na sociedade atual. Felizmente, o 
desenvolvimento de A.A. não fez acreditar à Irmandade que agora precise de pessoas no comando – 
simplesmente há um maior número de AAs que valorizam e reafirmam o fato de que “não há chefes 
em A.A.”
 Entretanto, as necessidades de serviço do crescente número de membros, ensejaram a 
formação de juntas de serviço e comitês mais sofisticados para prestar os serviços necessários. De 
forma indireta, o desenvolvimento da Irmandade ocasionou  a necessidade correspondente de que 
algumas destas entidades sejam formalmente estruturadas, Por exemplo, o número de Comitês de 
Área assim como alguns Escritórios de Serviços Locais está agora constituídos como sociedade (ou 
organizados como outro tipo de associação formal) – normalmente como corporações sem fins 
lucrativos isentas de impostos (de fato, também há alguns Grupos constituídos a essa semelhança). O 
que tem a ver o desenvolvimento de A.A. com a tal estruturação formal? 
Em alguns casos, e possível que tenham percebido a necessidade de uma estruturação formal 
quando foi preciso alugar um espaço comercial; com frequência os proprietários de espaços 
comerciais exigem que os possíveis inquilinos sejam entidades formalmente estruturadas, e não 
grupos de pessoas informalmente associadas. Ademais, ainda sendo possível alugar o espaço, 
poderia ser difícil obter uma apólice de seguros adequada. 
Mais importante ainda, alguns comitês perceberam que há um motivo mais contundente para 
se organizar formalmente; as disposições pertinentes da lei quase os obrigam a fazer isso. Dizendo 
melhor, muitas destas entidades se mantem pelas contribuições voluntárias e estas entradas, acima de 
certa quantia, têm que ser notificadas ao Serviço de Receitas Públicas. Muitos Estados também têm 
seus requisitos a este respeito. Para evitar sujeitar-se aos impostos federais sobre tais entradas, alguns 
comitês solicitam isenção de impostos tanto federais como estaduais seguindo os tramites 
apropriados. Entretanto, em muitos casos, antes de solicitar a isenção, é preciso reestruturar o comitê, 
constituindo-o em sociedade anônima ou outra organização formal, de acordo com as leis do Estado. 
E depois de tomar estas medidas, há requerimentos quanto à notificação dos órgãos arrecadatórios e, 
em muitos casos a agencia local do Estado (por exemplo, o Departamento de Contribuições 
Caritativas do Escritório de Fiscalização do Estado de Nova York). 
Embora à primeira vista tal estrutura e formalidade pareçam entrar em choque com a Nona 
Tradição, é importante ter em mente que a Tradição também nos adverte sobre a inconveniência de 
um governo interno, e não recomenda que uma entidade de A.A. evite, a qualquer custo, as 
obrigações que a lei lhe impõe. Os comitês locais talvez devam estudar as disposições das leis 
federais e estaduais na medida em que estas se relacionam com as atividades desses comitês, a fim de 
que as decisões tomadas pelo comitê enquanto à necessidade ou não de se transformar em uma 
organização formal, estejam baseadas numa consciência de Grupo informada.
Compartilhamentos por parte da Irmandade a respeito de como as entidades de A.A. estão 
tratando estas considerações decorrentes do desenvolvimento de A.A., serão bem recebidas 
no ESG

7.13.  Al-Anon e os laços que nos unem 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1997 (pág. 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov97.pdf 
Título original: “Al-Anon y A.A. - Los lazos que nos unen son estreehos pero separados” 
Os Grupos Familiares Al-Anon e Alcoólicos Anônimos  têm uma relação única forjada nas 
bigornas gêmeas do alcoolismo e da recuperação através dos Passos, das Tradições e dos Conceitos 
de A.A. Embora estejam naturalmente unidas por seus vínculos comuns, estas duas Irmandades têm 
objetivos diferentes: em A.A. nosso objetivo primordial é nos mantermos sóbrios e ajudar outros a se 
recuperar  do  alcoolismo;  em  Al-Anon  os  membros  tratam  de  compreender  e enfrentar  de  forma 
positiva os efeitos que produzem neles mesmos a maneira de beber de outra pessoa e se esforçam 
para ajudar os familiares e amigos dos alcoólicos. 
Embora  as  duas  Irmandades  estejam  interessadas  nas consequências  do  alcoolismo  -  e  o 
programa  de  recuperação  de  Al-Anon  seja  uma adaptação  baseada  no  programa  de  A.A., 
historicamente funcionaram muito próximas, mas nunca uma esteve à sombra da outra. Esta maneira 
separada de funcionar resultou benéfica para as duas Irmandades. A política de A.A. de “cooperação 
sem afiliação”,no espirito da Sexta Tradição, foi reconhecida em 1951, quando o primeiro escritório 
de serviços de Al-Anon abriu suas portas. Portanto,cada entidade tem sua Junta de Serviços Gerais, 
Escritório de Serviços Gerais, Conferência, editora de publicações e diretorias independentes; cada 
uma  estabeleceu  sua  própria  política  e  normas  e  mantém  seus  próprios  serviços  e Escritórios  de 
Serviços Locais. 
Uma pergunta que surge com certa frequência é “pode um Grupo estar filiado a A.A. e AlAnon?”  A resposta, como indicado nos Guias de A.A. sobre a relação entre A.A. e Al-Anon, é:  “É 
sugerido  que  os  Grupos  se  mantenham  separados.  Mantendo-se  separadas,  as  duas  Irmandades 
poderão  funcionar  dentro  de  suas  Doze  Tradições  e  poderão  levar  suas  mensagens  com  maior 
eficácia. Portanto, o nome do Grupo, os servidores  do Grupo e as reuniões deverão ser de A.A. ou 
de Al-Anon, mas não das duas”.  Os Guias continuam,  “As reuniões de A.A., sejam elas abertas ou 
fechadas,  são coordenadas  por  membros  de  A.A.  Nas  reuniões  abertas,  podem  ser  convidadas  a 
compartilhar pessoas convidadas ou visitantes, se assim a consciência do Grupo o permitir”. Sem 
qualquer duvida, todos são bem-vindos às reuniões abertas dos Grupos de A.A. e de Al-Anon. 
Respondendo a outra pergunta,  “como podem cooperar A.A. e Al-Anon nas Convenções  de 
Área  ou  Regionais?”, os  Guias  de  A.A.  explicam:  “De  acordo  com  a  Doze  Tradições,  uma 
Convenção deve ser de A.A. ou de Al-Anon – não das  duas. Entretanto, a maioria dos comitês das 
Convenções  convidam  Al-Anon  a  participar  com  seu  próprio  programa e  o  comitê  faz  os  acertos 
necessários para conseguir lugar para as reuniões de Al-Anon”.
Ao longo dos anos, Al-Anon chegou a ser o recurso de grupo mais comum e conhecido pelas 
famílias  dos  alcoólicos  –  e  frequentemente  uma  bênção  dos  céus  para  os  familiares  dos  AAs  em 
recuperação. Para expressar sua  gratidão,  a Conferencia de Serviços Gerais, em  1969, emitiu uma 
declaração oficial que, em parte, dizia: “Considerando que é o desejo desta Conferencia reconhecer 
a divida de gratidão com Al-Anon, chegou-se à resolução de que A.A., pela presente, reconhece o 
grande aporte dos Grupos Familiares Al-Anon, que ajudaram e continuam ajudando as famílias dos 
alcoólicos em todos os lugares”. 

7.14.  Alcoólico/a recuperado/a ou em recuperação? 
Box 4-5-9, Abr. Mai. / 1993 => (pág. 4-5) http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may93.pdf 
Título original: “¿Cual es la mejor forma de decir ‘Estoy sobrio hoy’? 
“Meu nome é Mark P. e sou alcoólico. No Livro Grande  (nosso Livro Azul no Brasil), e em 
outra literatura de A.A., vejo a palavra  ‘recuperado’porém, em algumas reuniões ouço dizer que 
isso não existe, que o correto é dizer somente ‘em recuperação’. Digam-me por favor, qual é a forma 
correta?”. 
Na sua resposta a Mark, que mora em Persing,  Indiana, e em todas  as outras dirigidas  aos 
AAs, desde a Escócia até a África do Sul, os membros do pessoal do Escritório de Serviços Gerais, 
fazem notar que os pioneiros de A.A. frequentemente utilizavam a palavra  “recuperado”,e outros 
termos também, como, “endireitado”, “libertado”, “mantendo a sobriedade”,para citar alguns. Ao 
ver seu genro  (Ernie G.),sofrer uma recaída após outra, o Dr. Bob cortesmente comentou que nuca 
tinha “coalhado”. 
Naqueles  primeiros  tempos,  quando  aqueles  que  alcançavam  seis  meses  de  sobriedade  já 
eram considerados veteranos, os membros estavam porde mais ocupados tratando de se aferrar à sua 
sobriedade  e  não  se  preocupavam  muito  com  a  forma  adequada  para descrever  esse  estado  feliz. 
Entretanto, na medida em que a Irmandade foi-se desenvolvendo, muitos membros dizem que são 
alcoólicos  “recuperados”, enquanto  outros  preferem  dizer  que  estão  “em  recuperação” querendo 
significar que se estão mantendo sóbrios e “vivendo um dia de cada vez”. 
Como Bill W. diz na página 113/3/3, do Livro Azul ...“Não estamos curados do alcoolismo. 
O  que  temos,  na  verdade,  é  um  alívio  diário,  que  depende  da  manutenção de  nosso  estado 
espiritual...” .  E  na  carta  escrita  em  1948 (Na  opinião  de  Bill,  pg.  16),  disse:  “A  maioria  dos 
membros sente-se mais segura seguindo o plano de 24 horas que com a resolução de não voltar a 
beber  nunca  mais.  A  maioria  já  quebrou  resoluções  demais.  Na  realidade  é  uma  questão  de 
orientação  pessoal:  cada  membro  tem  o  privilégio  de interpretar  o  programa  da  maneira  que 
melhor lhe aprouver”. 
Ao se comunicar com  os profissionais
do  campo  do  alcoolismo  e  com  outros  alheios  à 
Irmandade, de maneira geral e para evitar confusões, o Escritório de Serviços Gerais utiliza a palavra
“recuperado”. Se assim não o fizesse, estas pessoas infalivelmente nos  iriam  perguntar:  “O  que 
vocês quem dizer com a expressão ‘em recuperação’, se já  faz seis anos que José não toma um trago, 
porque continua se esforçando para alcançar a sobriedade?”. 
Entretanto, não há regras. Independentemente da forma com que apareça, como substantivo, 
verbo, adjetivo ou gerúndio, o essencial da recuperação em A.A. unicamente tem a ver como cada 
um leva a termo o nosso objetivo primordial –  “mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a 
alcançar a sobriedade”. Como diz um membro, meio de brincadeira, “Pode-me chamar de ‘bêbado 
sóbrio’, ‘alcoólico em recuperação’,ou simplesmente  ‘seco’,apenas não me chame tarde para ir à 
reunião de A.A.; o demais é espuma de batido”. <= Fim da transcrição. 
N.T.:Ampliando o ponto de vista: 
1)  Extraído do sítio de pesquisas sobre A.A., não oficial 
=>http://anonpress.org/faq 
Pergunta: 
De  acordo  com  o  Livro  Azul,  quando  alguém  poderá  considerar  que  está 
recuperado?
Resposta:  
Na  Irmandade  parece  haver  duas  correntes  de  pensamento  em  relação  a  este 
assunto  e  elas  remontam  até  mesmo  ao  tempo  em  que  o livro  foi escrito;  tornam-se  evidentes  e 
aparentemente contraditórias no texto ao afirmar que há, sim, recuperação, mas não cura. 
Alguns são da opinião de que nunca haverá recuperação se for considerado o texto do Livro 
Azul  (4ª  Edição),  na  página  113/3/3,...“Não  estamos  curados  do  alcoolismo.  O  que  temos,  na
verdade, é um alívio diário, que depende da manutenção de nosso estado espiritual...”
Enquanto  isso,  a  palavra  “recuperado/s” aparece  no  subtítulo  do  Livro Azul,  cujo  título 
completo  é,  “Alcoólicos  Anônimos  –  A  história  de  mais  de  cem  homens  e  mulheres  que  se 
recuperaram do alcoolismo”,e repetida, em seu significado literal, por volta  de 50 vezes ao longo 
dos onze primeiros capítulos e apêndices (ver abaixo, “Para entender melhor”). 
Provenientes  do pressuposto  de  que  a  recuperação  é  possível,  seguem  alguns  tópicos  que 
poderão sinalizar sua efetivação: 
a)  O  obvio,  a  partir  do  contexto,  é  quando  se  obtém  a  “libertação  da  obsessão  por  beber”,
página 13/3/4 do Livro Azul e/ou, 
b)  Quando se experimenta uma  “radical mudança psíquica”segundo o Dr. Silkworth em  “A 
opinião do médico”, página 27/1/15 do Livro Azul, e/ou, 
c)  Quando se experimenta uma  “experiência espiritual vital”  como descrito por Karl Jung na 
página 57/3/3, capítulo 2 – Há uma solução,e/ou, 
d)  Quando alguém experimenta o fenômeno psíquico conhecido como  “as promessas do Passo 
Nove”,na página 112/2/1, capitulo 6 – “Entrando em ação” do Livro Azul e/ou, 
e)  Quando  se  experimenta  uma  “mudança  de  personalidade  necessária  para  efetuar  a 
recuperação de alcoolismo...”, como descrito na página 210/1/3, Apêndice II – A experiência 
espiritual do Livro Azul.  Aqui, o Dr. Jung explica que uma  “experiência espiritual”é uma 
transformação  súbita,  que  pode  durar apenas  alguns  minutos outra vez  algumas  horas, 
enquanto  um  “despertar  espiritual” é  uma  transformação  gradual  que  pode  levar  dias, 
semanas, meses ou até mais. 
2)  Extraído do “Manual do C.C.C.P”,pág. 148, do ESG do México:
(Nas divulgações)...Sempre dizer “sou alcoólico recuperado” (*)
(*)Alguns membros da Irmandade preferem o termo  “alcoólico em recuperação”no lugar 
de  “alcoólico  recuperado”. Em  A.A.,  a  primeira  expressão  significa que  estamos  sempre 
tentando melhorar. Entretanto, é duvidoso que as pessoas alheias à Irmandade compreendam 
esta sutil distinção; assim, a segunda expressão é  menos confusa para o público em geral e 
não faz referência a um programa contínuo de recuperação, como o nosso. 
PARA ENTENDER MELHOR: 
Relação  das  citações  recuperação/recuperados,  recolhida  na  4ª  reimpressão  da  4ª  edição 
(atualizada - em tese, a versão oficial, e publicada pela primeira vez em fevereiro de 2001), do livro 
Alcoólicos Anônimos(Livro Azul) publicado pela JUNAAB (página/parágrafo/linha): 
Prefácio à primeira edição 
1)  11/1/1  –  Nós,  de  Alcoólicos  Anônimos,  somos  mais  cem  homens  e  mulheres  que  nos 
recuperamos de uma aparentemente irremediável condição mental  e física. Demonstrar 
a  outros  alcoólicos  exatamente  como  nos  recuperamos é  o  principal  objetivo  deste 
livro...
Prefácio à segunda edição 
2)  13/2/3  -...  Alcoólicos  Anônimos  desabrochou  em  quase  6.000  Grupos  cujos  membros 
somam bem mais que 150.000 alcoólicos recuperados...
3)  13/3/4  –...  Seis  meses  antes,  o  corretor  havia  sido  libertado  de  sua  obsessão pela 
bebida...
4)  14/3/9 –... Demonstrou também que um trabalho persistente, de um alcoólico com outro, 
era vital para a recuperação permanente.
5)  14/4/3 –...  Seu primeiro caso, desesperador,  recuperou-se imediatamente e tornou-se o 
terceiro membro de A.A.
6)  15/4/12  –...  Em  fins  de  1939,  calculava-se  que  800  alcoólicos  estavam  a  caminho  da 
recuperação. 
Prefácio à terceira edição 
7)  19/3/1 –  Os princípios básicos do programa de A.A., ao que parece, são válidos para 
pessoas com os mais variados estilos de vida, assimcomo o programa tem  recuperado 
indivíduos das mais diversas nacionalidades. Os Doze Passos..., mas traçam exatamente 
o mesmo caminho para a  recuperaçãoque foi desbravado pelos primeiros membros de 
A.A.
8)  19/4/3  –...  Todos  os  dias,  em  algum  lugar  do  mundo,  uma  recuperação tem  início 
quando um alcoólico fala com outro alcoólico...
A opinião do médico
9)  23/4/7 –... Este homem, e mais de cem outros, parece terem-se recuperado...
10)  27/1/14 –...  Isto se repete inúmeras vezes e, a menos que essa pessoa possa sofrer uma 
radical mudança psíquica, há muito pouca esperança de recuperação.
Capítulo 2 – Há uma solução
11)  47/1/1 –  Nós, de Alcoólicos Anônimos, conhecemos milhares de homens e mulheres que 
estiveram, um dia, tão desesperados quanto Bill. Praticamente todos estão recuperados. 
Resolveram seu problema com a bebida.
12)  50/2/3  -...  apesar  da  opinião  em  contrario  dos  especialistas,  recuperamo-nos de  um 
estado mental e físico sem esperanças...
13)  58/4/1 – Mais adiante, damos informações precisas sobre como nos recuperamos.
Capítulo 3 – Mais sobre o alcoolismo
14)  59/2/1  –  Aprendemos  que  precisávamos  admitir,  do  fundo  de  nossos  corações,  que 
éramos alcoólicos. Este é o primeiro passo para a recuperação...
Capítulo 4 – Nós, os agnósticos
15)  74/1/1 – Se um simples código moral ou uma melhor filosofia de vida fossem suficientes 
para dominar o alcoolismo, muitos de nós estaríamos recuperados... 
Página 170de 303
Capítulo 5 – Como funciona
16)  87/1/1  –  Raramente  vimos  alguém  fracassar  tendo  seguido  cuidadosamente  nosso 
caminho. Os que não se  recuperam são pessoas que não conseguem ou não querem... 
Existem também as que sofrem de graves distúrbios mentais e emocionais, mas muitas 
delas se recuperam, se tiverem a capacidade de serem honestas.
17)  88/3/1  –  Eis  os  passos  que  demos,  e  que  são  sugeridos  como  um  programa  de 
recuperação.
Capítulo 7 – Trabalhando com os outros
18)  117/2/1  -...  Observar  as  pessoas  se  recuperarem,  vê-las  ajudando  outras,  observar  a 
solidão desaparecer,...
19)  117/3/1 – Talvez você conheça bebedores que desejem se recuperar...
20)  118/4/9  -...  Se  ele  disser  que  sim,  então  você  deve  ser  mencionado  como  alguém  que 
pertence  a  uma  irmandade  cujos  membros,  dentro  de seu programa  de  recuperação, 
tentam ajudar outros...
21)  124/1/10 -...  Ele diz sempre que, se tivesse insistido em trabalhar com aquelas pessoas, 
poderia ter privado muitas outras, que se recuperaram, de suas oportunidades.
22)  124/2/2 -...  Ele leu este livro e diz que está preparado para praticar os Doze Passos do 
programa de recuperação...
23)  124/4/2 -... Ajudar os outros é a pedra fundamental de nossa recuperação...
24)  125/3/4  -...  Caso  eles  aceitem  e  pratiquem  os  princípios  espirituais,  há  muito  mais 
chances de que o chefe de família se recupere...
25)  126/2/1 –  Convença todas as pessoas de que podem se recuperar independentemente de 
qualquer um...
26)  127/2/1 – Se houver um divórcio ou separação, não deve haver presa em reunir o casal. 
O  homem  deve  estar  seguro  quanto  à  sua  recuperação.  A  mulher  deve  compreender 
inteiramente seu novo modo de vida...
27)  127/3/1  –  Não  permita  que  um  alcoólico  diga  que  não  consegue  se  recuperar se  não 
tiver a família de volta. Não é verdade... Vimos outros recaírem quando a família voltou 
cedo demais.
Capítulo 8 – Às esposas
28)  133/1/5  -...  Tem  sido  evidente  que  as  mulheres,  quando  seguem  nossas  sugestões, 
recuperam a saúde com tanta facilidade quanto os homens.
29)  139/2/8  -...  Muitos,  entre  nossos  maridos,  haviam  chegado  a  este ponto.  Entretanto, 
estão recuperados.
30)  141-142/5/5  -... Ele  sabe  que  milhares  de  homens,  bem  perecidos  com ele,  já  se 
recuperaram... Espere até que vários passos em falso o convençam de que ele precisa 
agir, pois quanto mais você o apresar, mais pode estar adiando sua recuperação.
31)  142/3/1 – Você pode imaginar que os homens do tipo número quatro sejam praticamente 
irrecuperáveis,  mas  não  é  assim...  Entretanto,  tais  homens tiveram,  com  freqüência, 
recuperações espetaculares e impressionantes.
Capítulo 9 – A família depois 
32)  151/1/1  -  As  esposas  sugeriram  algumas  atitudes  a  serem  tomadas  em  relação  aos 
maridos em recuperação...
33)  161/2/4 -...Mas porque não deveríamos rir? Estamo-nos recuperando e nos foi dado o 
poder de ajudar outras pessoas.
34)  161/4/1 – Agora, falemos de saúde. Um corpo seriamente consumido pelo álcool não se 
recupera, muitas vezes, da noite para o dia... Nós, que nos recuperamos da embriaguez, 
somos milagres da saúde mental...
35)  163/4/1 –  Viva ou não sua família segundo bases espirituais,  o alcoólico precisa fazer 
isto, se quiser se recuperar...
Capítulo 10 – Aos empregadores
36)  168/2/5 -...Para mim, isto ilustra a falta de compreensão quanto ao que realmente aflige 
o alcoólico e a falta de conhecimento a respeito dopapel que os empregadores poderiam 
desempenhar na recuperação de seus funcionários doentes.
37)  171/3/5 -...É preciso que ele entenda bem isto. Ou você está lidando com um homem que 
pode e quer se recuperar, ou não está...
38)  171/4/1 –  Depois de se certificar de que seu empregado quer se  recuperar e que fará o 
que for preciso para conseguir, ...
39)  172/2/7 -...Todos nós precisamos colocar a recuperação acima de tudo o mais, pois sem 
a recuperação teríamos perdido tanto o lar quanto o emprego.
40)  172/3/1 –  Você pode confiar totalmente em sua capacidade de se recuperar? Por falar 
em confiança...
41)  175/2/5  -... Um  alcoólico  em  recuperação,  ocupando  um  cargo  relativamente 
importante, pode conversar com alguém hierarquicamente superior...
42)  175/3/4  -... Se  estiver,  ou  ainda  estiver  tentando  se  recuperar,  ele  lhe  dirá  a  verdade, 
mesmo que isto signifique a perda do emprego... Se  estiver seguindo conscientemente o 
programa de recuperação, poderá ir a qualquer lugar que seu trabalho exigir.
43)  176/2/2 -...Não deve receber privilégios. O homem correto, do tipo que se recupera, não 
deseja isto. Não os aceitará...
Capítulo 11 – Uma visão para você
44)  181/2/7 -...A era dos milagres ainda existe. Nossa própria recuperação é uma prova.
45)  182/4/1  –  Mas,  e  quanto  a  suas  responsabilidades  –  sua  família  e  os  homens  que 
morreriam porque não sabiam como se recuperar?...
46)  189/3/2 -... Compreendendo o nosso trabalho, ele consegue identificar aqueles que estão 
dispostos e são capazes de se recuperarem bases espirituais...
Apêndice I – As Doze Tradições
47)  207/4/2 – (Terceira Tradição, forma integral)...Não podemos, portanto, recusar pessoa 
alguma que deseje recuperar-se...
Apêndice II – A experiência espiritual
48)  211/2/ -...muitos alcoólicos chegaram à conclusão de que para se  recuperarem teriam 
de  adquirir  uma  imediata  e  profunda  “consciência  de  Deus”, seguida  logo  por  uma 
grande mudança de sentimentos e atitudes. 
49)  211/6/1 -  Queremos frisar que – à luz da nossa experiência –  qualquer alcoólico capaz 
de encarar seus problemas com honestidade pode se  recuperar, sempre que não fechar 
sua mente a todos os conceitos espirituais...
50)  212/2/2  -... A  boa  vontade,  a  honestidade  e  uma  mente  aberta  são  os  elementos 
necessários à recuperação. E são indispensáveis.
Informação adicional: 
James Houck Lane (1906-2006) foi um personagem de excepcional importância, para A.A.e 
para o Grupo de Oxford. Ele ingressou no Grupo de Oxford em Frederick, Maryland, no dia 12 de 
dezembro de 1934, um dia depois da 4ª e última internação de Bill W., no Towns Hospital; nunca se 
desligou desse movimento acompanhando ele em todas  as denominações que seguiram à de  Grupo 
de Oxford, que foi excluída em  1938  (Movimento de Rearmamento Moral, Iniciativas de Mudança 
(IdeM),  e,  atualmente  [2012],  Iniciativas  de  Mudança  Internacional  (IdeM  Internacional), e  ao 
mesmo tempo acompanhou todo o processo de criação e evolução de A.A. servindo de conselheiro 
para muitos AAs, e consultor para os órgãos de serviço, incluindo os arquivos históricos do GSO. 
Ingressou oficialmente em A.A. em 1986, aos 80 anos de idade, para ajudar um neto que estava com 
problemas por causa da bebida. Dada a sua longevidade, ele morreu com cem anos de idade, sendo 
71 de sobriedade, é considerado pelas duas instituições como “O Ancião das duas Tribos”.
Em 22 de agosto de 2005, James H., gravou um DVD onde descreve sua carreira alcoólica, o 
inicio  de  sua  recuperação  em  12/12/1934,  seu  relacionamento  com  Bill  W.,  seu conhecimento  do 
programa de recuperação nos primórdios de A.A. e como ele transmitia a mensagem naquele tempo. 
Nesta gravação James H., diz que é um “alcoólico recuperado”,segundo ele, o mesmo termo 
utilizado  por  Bill  W.,  o  Dr.  Bob,  os  pioneiros  de  A.A.,  e  a  proposta  do  texto  do  Livro  Azul. 
Considera o termo “em  recuperação”  depreciativo porque se refere  a alguém que ainda se debate 
com  o  problema  ao  invés  de  viver  a  solução.  Diz  que esta  expressão  ritual  –“alcoólico  em 
recuperação”, seguido pelo coro  “Oi, olá, falou,_____”,  evoluiu a partir dos centros de tratamento 
em  1970 e não faz parte do programa original de A.A.  “Para mim,  ‘em recuperação’, significa que 
você  ainda  não  fez  a  lição  de  casa.  Você  não  tem  certeza  de  sua  posição. Estou  absolutamente 
seguro de minha posição. Deus tirou o álcool da minha vida, e para sempre, em 12/12/1934”.
(Para saber mais procure em: James H. aa - Back to Basics e correlatos) 

7.15.  Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultural. 
Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2012 (pág. 7-8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 
Título original: “El Libro Grande de A.A.: un icono cultural” 
Com mais de trinta milhões de exemplares vendidos (EUA/Canadá), o Livro Grande (nosso 
Livro Azul), tem aparecido em lugares muito pouco comuns ao longo dos anos. Na Irmandade toda 
pode-se ouvir histórias de exemplares que apareceram no momento oportuno – em sebos, bibliotecas 
de  presídios,  camarotes  de navios  e quartos  de  motéis.   Diz  uma  das  histórias  que  um  exemplar 
apareceu num latão de lixo aonde um alcoólico, vindo a menos, estava procurando alguma coisa para 
comer. 
Publicado  pouco  depois  da  Grande  Depressão  (A Grande  Depressão  foi  uma  severa  crise 
econômica mundial na década que antecedeu à Segunda Guerra Mundial. O calendário da Grande 
Depressão varia entre as nações, mas na maioria dos países começou por volta de 1929 e durou até 
o  final  da  década  de  1930 ou  início  dos  anos  1940.  NT.),  Alcoólicos  Anônimos é  um  livro  que 
mudou  as  vidas  de  milhões  de  alcoólicos  do  mundo todo.  Captando  os  pontos  essenciais do 
alcoolismo através da experiência dos primeiros  membros da  Irmandade  – um grupo  representado 
principalmente por homens brancos americanos de meia idade, o Livro Grande oferece um programa 
de recuperação que encontrou ampla aplicação superando as diferenças de sexo, raça, cultura, idioma 
e religião. 
Como  reconhecimento  da  capacidade  singular  do  Livro Grande  de  alcançar  aos  alcoólicos 
com uma mensagem de esperança, a Biblioteca do Congresso dos EUA, incluiu recentemente o livro 
Alcoólicos Anônimo sem uma mostra para celebrar os “Livros que deram forma a América”. 
Fundada em  1800, a Biblioteca do Congresso é a instituição cultural federal mais antiga da 
nação  (EUA),  busca avivar a imaginação e a criatividade e promover o entendimento e a sabedoria 
humanas proporcionando acesso ao saber e ao conhecimento através das suas coleções, programas e 
exibições. A biblioteca do Congresso dos dias atuais é um recurso mundial único. A coleção de mais 
de  144  milhões  de  artigos  inclui  mais  de  33  milhões de  livros  e outros  materiais  catalogados 
impressos em 460 idiomas; mais de 63 milhões de manuscritos; a maior coleção norte-americana de 
livros raros e a maior coleção do mundo de materiais legais, filmes, mapas, partituras e gravações de 
som. 
“A lista dos  ‘Livros que deram forma a América’não é um registro dos ‘melhores’ livros 
americanos”, disse  James  H.  Billington  -  bibliotecário  do  Congresso,  “embora  muitos  deles  se 
ajustam a essa descrição. O que se pretende é abrir um debate a nível nacional a respeito dos livros 
escritos por americanos que influenciaram nossas vidas”.
Os curadores e os expertos de toda a Biblioteca do Congresso  contribuíram com suas seleções 
para  a  mostra  que  ficará  aberta  desde  o  dia  26  de  junho  até  o  dia  29 de setembro de 2012,  
em
Washington D.C.,  embora  tenha  havido  muito  debate  por  ter  que  excluir  títulos  merecedores  para 
poder se ajustar às restrições físicas do local de exibição. Alguns dos títulos exibidos foram objeto de 
grande controvérsia, inclusive de escárnio, na história dos EUA. Entretanto, influíram nas opiniões 
dos americanos com respeito ao seu mundo e nas opiniões do mundo com respeito a América. 
Na  lista  cronológica  de  88  títulos,  o  livro  Alcoólicos  Anônimos, publicado  em 1939,  está 
situado  entre  Our  Town  (Nossa  Cidade) –  1938,  de  Thornton  Wilder  e  The  Grapes  of  Wrath (As 
Vinhas da Ira) – 1939, de John Steinbeck. 
Entre outros livros da lista anteriores à publicação do Livro Grande estão incluídos: 
•  The Legend of Sleepy Hollow (A Lenda de Sleepy Hollow)– 1820, de Washington Irving; 
•  The Scarlet Letter (A Letra Escarlate)- 1850, de Nathaniel Hawthorne; 
•  Moby Dick - 1851de Herman Melville; 
•  Little Women (Pequenas Mulheres)– 1868, de Louisa May Alcott; 
•  Huckleberry Finn– 1884,de Mark Twain 
•  The Sound and the Fury(O Som e a Fúria) - 1929, de William Faulkner; 
•  The Joy of Cooking (A Alegria de Cozinhar)– 1931, de Irma Rombauer, e, 
•  How to  Win Friends and Influence People  (Como Fazer Amigos  e Influenciar Pessoas) -1936, de Dale Carnegie. 
Nos anos posteriores à publicação do Livro Grande, estão incluídos entre outros livros: 
•  For Whom the Bell Tolls (Por quién doblan las campanas) [Por Quem os Sinos Dobram] – 
1940, de Ernest Hemingway; 
•  Native Son (O Filho Nativo) - 1940, de Richard Wright; 
•  Common Sense Book of Baby and Child Care (O Livro do senso comum dos cuidados com o 
bebê e da criança) - 1946, do Dr. Benjamin Spock; 
•  A Streetcar Named Desire (Um Bonde Chamado Desejo) – 1947, de Tennesse Williams; 
•  The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio) - 1951, de J.D. Salinger; 
•  Invisible Man (O Homem Invisível)– 1952, de Ralph Ellison; 
•  Charlotte's Web (A Teia da Carlota) – 1952, de Charlotte de E.B. White; 
•  Fahrenheit 451– 1953, de Ray Bradbury; 
•  The Cat in the Hat (O gato no chapéu) – 1957, do Dr. Seuss; 
•  On the Road (Na Estrada)– 1957, de Jack Kerouac; 
•  To Kill a Mockingbird (O Sol é Para Todos,  no Brasil; Por Favor, Não Matem a Cotovia, 
em Portugal) -1960, de Harper Lee; 
•  Where the Wild Things Are(O Sítio das Coisas Selvagens) – 1963, de Maurice Sendak; 
•  The Autobiography of Malcolm X: As Told to Alex Haley (A Autobiografia de Malcom X: 
como disse a Alex Haley)– 1965, de Malcolm X e Alex Haley;
•  Bury  My  Heart  at  Wounded  Knee  (Enterre  meu  coração em  Wounded  Knee)  –  1970,  de 
Dee Brown; 
•  Cosmos– 1980, de Carl Segan, e, 
•  The Words of Cesar Chavez (As Palavras de César Chávez)– 2002, de César Chávez. 
A lista e a mostra iluminam a importância dos livros para perfilar e dirigir nossas vidas e, de 
acordo com a experiência dos alcoólicos que sofrem – em América e em todas as partes, não há livro 
mais importante que Alcoólicos Anônimos. Considerado por muitos um ícone cultural, sua maneira 
simples de abordar o alcoolismo abriu as portas da recuperação a milhões de pessoas aqui e em todas 
as partes do mundo. 
Para saber mais sobre a mostra ou sobre a Biblioteca do Congresso, acesse www.loc.gov

7.16.  Alcoólicos Anônimos e a lei 
Box 4-5-9, Outono (Set.) 2010 (pág. 5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall10.pdf 
Título original: “A.A. y la ley” 
Alcoólicos Anônimos é um microcosmo da sociedade naqual existe. Posto isso, os problemas 
do mundo exterior às vezes podem se apresentar dentro dos Grupos de A.A. Não somos imunes às 
dificuldades  que  assediam  o  restante da  humanidade, e  quando  questões  a  respeito  das  leis  e  seu 
cumprimento atravessam nossas portas nem sempre existe uma solução fácil. 
De  maneira  geral,  A.A.  tem  podido  evitar  grande  parte  dos  problemas  mais sensíveis, 
principalmente por  termos  aderido  aos  princípios  encarnados  nas  nossas  Tradições,  tais  como  o 
anonimato, a autonomia, a atração em vez da promoção e a adesão ao nosso objetivo primordial, ou 
seja, levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Entretanto, quando surgem problemas, podem 
causar grandes distúrbios tanto dentro como fora de A.A. 
Questões jurídicas, vistas pelos olhos de membros de A.A., podem às vezes ser especialmente 
desconcertantes e, ao longo dos anos, alguns AAs e  Grupos têm recorrido ao Escritório de Serviços 
Gerais  –  ESG,  em  busca  de  ajuda  para  negociar  circunstâncias  complicadas  que  põem Grupos  e 
membros  em  situações  problemáticas.  Por  exemplo,  um membro  ao  fazer  o  Quinto  Passo  revela 
detalhes de um crime não esclarecido. Um alcoólico  fala em uma reunião a respeito de problemas 
domésticos,  talvez  a  respeito  de abuso  doméstico  ou de  menores.  A  policia  apresenta-se numa
reunião para recolher um indivíduo que não está cumprindo as condições estipuladas para a liberdade 
condicional. 
Estes problemas  não são  fáceis  de resolver e o ESG  não  pode  oferecer  uma  resposta 
definitiva.  É  possível  que  existam  soluções  fora  da experiência  de  A.A. Perguntas  que exigem
respostas jurídicas estão fora da competência de A.A. Como expresso na página 112 do livro Doze 
Passos  e  Doze  Tradições  “...  somos  pessoas  com problemas  que  encontramos uma  saída...” Com 
passados desesperados e futuros dificultosos, muitos membros atuais e possíveis tem tido problemas 
com  a  lei; porém,  A.A.  não  tem opinião  a  respeito  de  questões  jurídicas;  não  tem  autoridade  – 
jurídica ou qualquer outra, para controlar ou dirigir a conduta de membros e Grupos de A.A. 
Embora  falemos livremente  com  espírito de  confiança nas  reuniões  e  com  os  padrinhos  e 
companheiros, todos os membros de A.A. estão sujeitos às mesmas leis que qualquer cidadão não 
AA. Nossas  comunicações  não  são  confidenciais  no  sentido  jurídico,  nem gozamos  de  nenhuma 
condição  especial perante  os  estatutos  locais,  estaduais  ou  federais.  Ser  membro  de A.A.  não 
significa imunidade perante a lei e participar de uma reunião de A.A. não equivale a estar fora da 
jurisdição dos oficiais encarregados de fazer cumprir a lei. Como costumamos dizer na Irmandade, 
os AAs, como indivíduos, somos “cidadãos do mundo”e não estamos acima da lei. 
Levar  a  nossa  mensagem  e  cumprir  com  as nossas  Tradições  é  essencialmente  um  assunto 
interno – não podemos esperar que outras pessoas se orientem por elas como nós o fazemos. Porém, 
Alcoólicos Anônimos, em si, não é um mundo isolado e independente. 
Como já sabem aqueles que levam a mensagem às instituições de tratamento e correcionais, 
os  AAs  que  realizam esse  tipo  de  serviço  estão  obrigados  a cumprir  com  os  regulamentos  das 
instituições; de maneira parecida, as reuniões e Grupos de A.A. têm que pagar aluguel e cumprir com 
as obrigações pautadas com os proprietários. 
No  referente  a  A.A.  e  questões  jurídicas,  é  mais  ou menos  igual.  Vivemos  dentro  da 
sociedade que nos rodeia. Conforme nossa experiência coletiva, as formas com que temos enfrentado 
estas situações podem ser tão variadas como o é nossa Irmandade; na maioria dos casos, a
cautela e o 
bom senso parecem ter sido os melhores conselheiros.
 
7.17.  Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com 
necessidades especiais 
Box 4-5-9,Fev./Mar. / 2008 (pág. 9-10) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar08.pdf
Título original:“A.A. para los alcohólicos con necesidades especiales”. 
Foi dito com frequência que, embora em A.A. não existam Grupos especiais, existem, sim, 
membros com necessidades especiais. Bill S.,coordenador do Comitê de Necessidades Especiais do 
Nordeste de Texas (Área 65), diz: “Queremos que nossos companheiros percebam com clareza que 
qualquer  um  de  nós  poderá,  no futuro,  se defrontar  com  o  desafio  de  um  impedimento  físico.  Ao 
ajudar os alcoólicos que já têm um impedimento físico, estaremos ajudando não somente a eles mas, 
também, a nós mesmos”.
Com  essa  finalidade, faz  um  par  de  anos, o  Comitê  elaborou  um  “Livro  de  Trabalho  de 
Acessibilidade / Necessidades Especiais”. Seu objetivo, conforme dito na introdução, é  “conseguir 
que tenham acesso a A.A. todos os alcoólicos que têm necessidades especiais: cegos, surdos, mudos, 
confinados  na  suas  casas,  doentes  crônicos,  cadeirantes,  etc. Qualquer  que  seja o  impedimento, 
nunca deverão ser excluídos das reuniões, do trabalho do Décimo Segundo Passo ou do serviço”.
O Livro de Trabalho foi preparado para responder a possíveis dúvidas ou perguntas referentes 
às  maneiras de colocar  A.A.  à disposição dos membros com necessidades especiais; quando não 
oferece  a  informação  pertinente,  remete  o  leitor  às entidades  que possam oferecê-la. Contém  uma 
seção detalhada a respeito da Linguagem por Sinais, para os impedidos de audição; explica como os 
membros podem compartilhar  suas experiências  forças e esperanças  através do  Serviço  de 
Correspondência de Solitários e Internacionalistas  do ESG; há sugestões de como adaptar os locais 
de reunião  e  torná-los  cômodos  para  os  deficientes  físicos;  disponibiliza  uma lista  de literatura 
especializada  dirigida  a  pessoas  com necessidades especiais disponível  no  ESG  e  nas  agências 
estaduais e federais. Além disso, contém modelos de carta que os comitês de necessidades especiais 
podem  utilizar  para contratar  casas  de  repouso  e  outras  instituições  com  a  finalidade  de  oferecer 
informação e a ajuda de A.A. 
No  Livro  de Trabalho é  dito  que,  do  mesmo modo  que  os  demais,  os  alcoólicos  com 
necessidades especiais querem estar na mesma igualdade de condições dos outros. Porém, um degrau 
de 15 centímetros de altura pode resultar num obstáculo insuperável. Uma porta de acesso fechada, 
uma  rampa  bloqueada  ou  complicações para  estacionar podem impossibilitá-los  de  assistir  uma 
reunião. Uma pessoa normal supera isso sem pensar duas vezes, porém se tiver de fazer o que eles
fazem,  iria  ver  isso  de uma  maneira  diferente.  Bill S.  diz:  “Ao  se  aprofundar  na  consciência  a 
respeito  desse assunto,  os  membros  de  A.A.  vão  se esforçando  para  ajudar seus  companheiros  e 
assim  descobrem  que  o  vínculo  comum  da  recuperação  pode ajudá-los  a  superar  os  desafios dos
impedimentos físicos”. 

7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG 
Box 4-5-9, Fev./ Mar. 2008 (pág. 8-9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar08.pdf 
Título original:“Preguntas que hacen los miembros de A.A.”. 
No  decorrer  dos  anos,  membros  e  Grupos  de  A.A.  escrevem  ou  consultam  o  Escritório  de 
Serviços Gerais – ESG, para obter informações ou sanar dúvidas a respeito da Irmandade em geral. 
Alguns temas são recorrentes e aparecem com certa frequência. A seguir algumas destas perguntas 
(P.),ou consultas e suas respostas (R.): 
P. -A Irmandade promove retiros espirituais? 
R. –Embora muitos membros participem de retiros espirituais, conforme dita a Sexta Tradição, A.A. 
não promove nem patrocina esses encontros. 
P. –Qual é a origem da Oração da Serenidade? 
R. –Tudo parece indicar que a Oração da Serenidade foi escrita por Reinhold Niebuhr, um teólogo 
que  serviu durante  muitos  anos  como  decano  e  professor do  Seminário  União  Teológica  de  Nova 
York (por coincidência, uma das ruas que margeiam oprédio onde o ESG está instalado na Cidade 
de  Nova  York  tem  o  nome  de  Reinhold Niebuhr  Place). No  ESG  pode  ser  obtido  um  folheto  de 
serviço intitulado “A origem da Oração da Serenidade: um estudo histórico”– SMF-129. 
P.-  A instituição proprietária do prédio bonde nosso Grupo aluga um espaço para reuniões, exige 
que seja feito seguro. O ESG tem uma apólice de seguros para os Grupos? 
R. –O seguro de responsabilidade civil do ESG não pode cobrir o seguro dos Grupos. Os Grupos 
podem  consultar  um  corretor  de  seguros  local  ou  um advogado  para  assuntos  de  responsabilidade 
civil.  Alguns  Grupos  chegaram a  fazer  acordo  com  os proprietários  para  serem  incluídos  numa 
cláusula adicional da apólice de seguro de sua instituição. 
P. – Qual é a diferença entre uma reunião “aberta”e uma reunião “fechada”de A.A.? 
R.  – As  reuniões  “fechadas” são  unicamente  para  membros  de  A.A.  e  para  aqueles que  têm 
problemas com a bebida e “têm o desejo de parar de beber”. 
As  reuniões  “abertas” podem  ser  assistidas  por  qualquer  pessoa  interessada  em  conhecer  o 
programa de recuperação de Alcoólicos Anônimos. 
Nos  dois  tipos  de  reunião,  o  coordenador  pede  aos  participantes  que  limitem  seus  comentários 
apenas aos assuntos relacionados com a recuperação do alcoolismo. 
(para mais informações leia o livreto“O Grupo, onde tudo começa”e o artigo do Box 4-5-9 / Fev. 
Mar. – 1998, págs. 3 a 5,“Reuniões abertas e fechadas: há uma diferença”).
P. –Porque o Escritório de Serviços Gerais não dá sua opinião quando solicitado? 
R. –O papel do ESG é oferecer a experiência compartilhada dos membros e dos Grupos de A.A. A 
informação recolhida  ao  longo  dos  anos  através  de correspondência,  na  literatura e nos Arquivos 
Históricos do ESG, é compartilhada com os Grupos para ajudá-los a formar sua consciência de grupo
esclarecida. 
P. –A revista Grapevine é parte de A.A.? 
R. –Sim. A Grapevine, (e suas homólogas nos países membros, como a Vivência no Brasil), é parte 
de Alcoólicos Anônimos. Para reforçar o lugar da revista na Irmandade, a Conferência de Serviços 
Gerais de 1986 declarou que  “a Conferência reconhece que Grapevine é a Revista internacional de 
Alcoólicos Anônimos”.
P. –Existe alguma coisa como “clube” de A.A.? 
R. –Não. Embora existam muitos clubes que são proprietários do local onde se celebram reuniões de 
A.A.,, as reuniões são autônomas e não participam das operações nem são regidas pelas normas do 
clube. 
P. –Os Escritórios de Serviços Locais (ESL´s) são parte de A.A.? 
R.  – Sim.  Os  ESL´s  oferecem  serviços  locais  vitais  e  oportunidades  para  o  trabalho  do  Décimo 
Segundo Passo.  Um  ESL  é  um  Escritório  de  Serviço  de A.A.  que  pressupõe  a  cooperação  dos 
Grupos da comunidade onde se encontra. São criados para levar a termo as funções comuns a todos 
os Grupos da região e são eles, os Grupos, que os mantém, fiscalizam e financiam. ( N.T.: Para mais 
informações consultar o Guia da JUNAAB para a constituição dos ESL´s). 
P. –A.A. pode divulgar anúncios na televisão? 
R.  – Os  anúncios  de  serviço  público  de  A.A.  para  a  televisão  (ASP),  foram  aprovados  pela 
Conferência. A.A. vem produzindo estes ASP´s há mais de trinta anos. A intenção destes pequenos 
anúncios  não  é  a  de  promover  A.A.  nem  dizer  que  A.A.  tem  o  melhor  método  para  tratar  o 
alcoolismo, nem que oferecemos a única solução. O propósito é o de compartilhar com os outros que 
pode ser encontrada a sobriedade em A.A. Esperamos  que um alcoólico, um familiar ou um amigo 
preocupado  possa  se  inteirar  da  existência  de  A.A.  e  saiba  que  oferecemos  uma  solução  para  o 
alcoolismo. 
P.  – Fazem  parte  de  A.A.  os  Grupos  especiais  para  homens,  mulheres,  jovens,  homossexuais, 
médicos, advogados, etc.?
R. –Os Grupos especiais, com tanto que não tenham outra afiliação ou propósito, fazem parte de 
A.A. e têm uma longa história na Irmandade.  Existem reuniões especiais para membros com 
determinadas profissões, tais como médicos, agentes da ordem pública ou profissionais da indústria 
aeronáutica que não aparecem nas  listas  publicadas  pelos  órgãos  de  serviço,  uma  vez  que  não  se 
destinam aos membros de forma geral nem para o público. Com tanto que não tenham outra afiliação 
ou propósito, são consideradas  reuniões de A.A. De  acordo  com nossa experiência, estas reuniões 
especiais podem ser úteis aos iniciantes que no começo podem sentir-se incomodados nas reuniões 
normais de A.A. O ESG nas suas listas estes Grupos especiais deixando claro que não será negada a
entrada a qualquer alcoólico que chegue a um Grupo  desse tipo por não ter o recurso imediato de 
participar de uma reunião normal de A A. Por exemplo,  um Grupo  de  mulheres  pode  abrir  sua 
reunião para acolher um homem numa reunião se não há disponível outra reunião de A.A. num lugar
próximo. 
P.  - É  ICYPAA (The  International  Conference  of  Young  People  in  A.A.),  ou,  A  Conferência 
Internacional de Jovens em A.A., parte de A.A.? 
R. –Sim,ICYPAAé parte de A.A., assim como o são os jovens que fazem parte dos comitês de 
A.A. a nível regional e estadual, sempre e quando não tenham outra afiliação. ICYPAA está incluída 
nos nossos diretórios confidenciais na seção “Contatos internacionais especiais”
(para  saber  mais  consulte  o  artigo  no  Box  4-5-9  Out.  Nov./2007  “Os  jovens  em  A.A.”,
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov07.pdf,e/ou, http://www.icypaa.org/)
P. –Vamos realizar um evento de A.A., e alguns membrosdizem que cobrar uma cota de inscrição 
não está de acordo com as Tradições de A.A. 
R. -Há uma grande diferença entre, “Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades...”,e 
uma cota, ou taxa, de inscrição para a realização de eventos de A.A. como sejam, encontros, ciclos 
de estudo, seminários, conferências, convenções, etc. onde, na maioria das vezes, é cobrada uma taxa 
de inscrição para cobrir os gastos. Eventualmente, os organizadores poderão propor planos especiais 
para os membros que desejam assistir porém não podem pagar. 
P. –O ESG tem informações a respeito da história do meu Grupo base? 
R. –O pessoal dos Arquivos Históricos do ESG somente poderá oferecer informações a respeito das 
origens de um Grupo esse Grupo enviou suas informações ao longo de sua existência. 

7.19.  As “doze promessas”de A.A. 
Box 4-5-9, Natal – 2008 (pág. 6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday08.pdf 
Titulo original: “¿’Promessas exageradas’? No lo creemos”. 
O  conjunto  de  promessas  que  aparece  nas  páginas  83-84  do  Livro  Grande  (no  Livro  Azul 
estão na pg. 112,  capítulo VI, Entrando em Ação) chegou a representar  para  algumas pessoas em 
recuperação, uma espécie de  “Declaração de Direitos” do alcoólico, uma coleção de expectativas e 
recompensas  da sobriedade.  Qual  alcoólico  não  desejaria  ter  tão  magníficas  recompensas?  Desde 
conhecer  “uma liberdade e uma felicidade novas”,até se dar conta de que “Deus está fazendo por 
nós o que por nós mesmos no poderíamos fazer”. 
Alguns  membros  inclusive  enumeram  estas  promessas  e as  elevam  ao  status dos Doze 
Passos e das Doze Tradições. Entretanto, por muito práticas e poderosas que sejam, não há evidencia 
que apoie a ideia de que foram concebidas como um conjunto independente de expectativas. 
De fato, por aparecer integradas no texto do Passo Nove, parece que estão relacionadas com 
um grupo específico de ações em vez de ser uma coletânea geral de promessas para a sobriedade em 
si mesmo. As promessas seguem-se a uma frase introdutória que diz: “Se nos esmeramos nesta fase 
de  nosso  desenvolvimento,  nos  surpreenderemos  com  os  resultados  antes  de  chegar  à  metade  do 
caminho”, referindo-se ao Nono Passo, a fase de recuperação em que fazemos reparações. 
Já faz tempo que a questão das promessas e seu status em A.A. (são “oficiais”ou não?), têm 
intrigado aos membros e aos Grupos de A.A. No começo deste ano (2008), o Escritório de Serviços 
Gerais  (GSO),  recebeu  um  pedido  de  informação  por  parte  um Grupo  de  Dawson Creek, na 
Columbia Britânica, referente a este assunto. Depois de fazer algumas investigações e falar com a 
arquivista do GSO, a responsável pela Comissão de Literatura respondeu essa pergunta da seguinte 
maneira: “Alcoólicos Anônimos nunca intentou codificar promessas nem criar uma lista ‘oficial’ de 
promessas.  Ao  largo  das  décadas,  desde que  Bill  W. escreveu  o  Livro  Grande,  muitos  AAs 
encontraram outras promessas nas páginas do livro além das mencionadas nas páginas 83-84. Não 
temos  provas  nem  constância  para  corroborar  que  Bill  W.  tinha  intenção  de  apresentar doze 
promessas da mesma maneira que apresentou os Passo se as Tradições. Sabemos que alguns grupos 
e  membros  fazem  referencia  às  ‘doze  promessas’  –  porém,  este costume não teve  origem  na 
consciência coletiva de A.A.”
Também,  para  responder  a  uma  pergunta  semelhante  feita  por  um  membro  de  A.A., a
ajudante da arquivista do GSO sugeriu que esse costume “poderia ter-se originado em algum grupo 
local  durante  os  primeiros  anos  da  Irmandade  e  desde  então,  vários  grupos foram  elaborando 
diferentes versões das promessas. Porém, não temos  nenhuma informação em nossos arquivos que 
documente essa faceta da nossa história”. 
Também  disse  “podemos-lhe  dizer  que  em  muitas  ocasiões,  quando  são  feitas  citações 
separadamente  de  certas  seções  do Livro  Grande,  o  significado  da  seção  nem  sempre  está  o 
suficientemente claro. Nosso Livro Grande descreve  a evolução de nosso programa e as palavras 
que precedem às promessas têm a mesma importância das que lhe seguem”. 
Quanto à sugestão de que há muitas outras promessas contidas no  Livro Grande, além das 
citadas  nas  páginas  83-84,  um  membro  de  A.A.  enviou ao  GSO uma  lista  contendo  238  outras 
promessas identificadas por ele. 
Uma promessa que não figura nessas listas e que se  ouve em reuniões no mundo todo:  “Se 
você não tomar o primeiro gole, não irá ficar bêbado”.
Para entender melhor: 
N.T.: As  tais  “promessas”  foram  publicadas  como  artigo  na  revista  Grapevine e  se 
espalharam mundo afora, existindo Grupos que as emparelham ao lado dos quadros dos Doze Passos 
e das Doze Tradições e até Juntas de Serviços Gerais de Países-membros que as colocam no seu sitio 
oficial na Web, passando a impressão de que elas têm significado por si próprias e ignorando que seu 
texto faz parte de um contexto maior e mais amplo.  O texto em questão encontra-se no Livro Azul, 
(quarta edição) na página 112 ou, páginas 83/84 do Big Book, onde diz: 
“Se formos cuidadosos, nesta fase de nosso desenvolvimento, ficaremos surpresos antes de 
chegar  à  metade  do  caminho.  Estamos  a  ponto  de  conhecer uma  nova  liberdade  e  uma  nova 
felicidade. Não lamentaremos o passado nem nos recusaremos a enxergá-lo. Compreenderemos o 
significado  da  palavra serenidade  e  conheceremos  a  paz.  Não  importa  até  que  ponto  descemos, 
veremos como nossa experiência pode ajudar a outras pessoas. Aquele sentimento de inutilidade e 
de  auto  piedade  irá  desaparecer.  Perderemos  o  interesse  em  coisas  egoístas  e  passaremos  a  nos 
interessar pelos nossos semelhantes. O egoísmo deixará de existir. Todos os nossos pontos de vista e 
atitudes perante a vida irão se modificar. Perderemos o medo das pessoas. O medo da insegurança 
econômica nos abandonará. Saberemos, intuitivamente, como lidar com situações que costumavam 
nos  desconcertar. Perceberemos, de repente, que  Deus  está  fazendo  por  nós  o  que  não 
conseguíamos fazer sozinhos. 
Então, alguém, certamente num momento de enlevo e tomado pelo espírito de colaboração, 
adaptou ajeitou as frases acima para que dessem um  número de doze e assim classificou  “As Doze 
Promessas de Alcoólicos Anônimos”: 
1-.  Se formos cuidadosos nesta fase de nosso desenvolvimento, ficaremos surpresos antes de chegar 
à metade do caminho. 
2-.  Estamos a ponto de conhecer uma nova liberdade e uma nova felicidade. 
3-.  Não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-lo. 
4-.  Compreenderemos o significado da palavra serenidade e conheceremos a paz. 
5-.  Não importa até que ponto descemos, veremos  como a  nossa experiência pode ajudar outras 
pessoas. 
6-.  Aquele sentimento de inutilidade e auto piedade irão desaparecer. 
7-.  Perderemos  o  interesse  em  coisas  egoístas  e  passaremos  a  nos  interessar  pelos  nossos 
semelhantes. 
8-.  O egoísmo deixará de existir. 
9-.  Todos os nossos pontos de vista e atitudes perante a vida irão se modificar. 
10-.  O medo das pessoas e da insegurança econômica nos abandonará. 
11-.  Saberemos, intuitivamente, como lidar com situações que costumavam nos desconcertar. 
12-.  Perceberemos,  de  repente,  que  Deus  está  fazendo  por nós  o  que  não  conseguíamos  fazer 
sozinhos. 
O estrato do  Livro Azul que é apresentado como sendo  “As Doze Promessas de A.A.”faz 
parte do texto básico de A.A.. Principalmente o parágrafo que consta nas págs. 83/84 do Big Book , 
ou 112 no  Livro Azul (capítulo VI, Entrando em Ação), está  retocado  como segue para criar  “As 
Doze Promessas de A.A.”
• O parágrafo saiu do contexto específico do Nono Passo. Este contexto é essencial às 
noções “esta fase de nosso desenvolvimento”e da “metade do caminho”. 
•  Foi acrescentado um título:  “As Doze Promessas de A.A.”,comprometendo a Irmandade 
inteira:  “A.A. lhe promete isto”.O que é falso. Independentemente do contexto específico 
à pratica do Nono Passo, A.A. não faz promessas. 
• O número  “12” no  título  justifica-se  pelo  fato  de  que as frases  deste  parágrafo  foram 
habilitadas para ser numeradas de 1 a 12. As frases simplesmente são separadas umas das 
outras e numeradas. 
Isto não impede, de maneira alguma, que “cada Grupo é livre de estabelecer seus próprios 
costumes e de celebrar suas reuniões da maneira que melhor lhe parecer, desde que não o faça em 
detrimento de outros Grupos ou da Irmandade em seu conjunto”. (Quarta Tradição). 

7.20.  As Doze Tradições de A.A. 
Box 4-5-9, Out. Nov./2004 (pág. 7-8) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov04.pdf 
Título original: “(Casi) todo lo que quieren saber acerca de las Tradiciones” 
Costuma-se dizer que as Doze Tradições são para a harmonia e sobrevivência do Grupo o que 
os Doze Passos são para a recuperação individual de cada membro. Porém, muitos AAs, incluindo os 
membros para os quais os Passos são uma forma de vida, consideram as Tradições como “uma coisa 
de serviço”no que diz respeito a eles pessoalmente. Inclusive àqueles um pouco mais familiarizados 
pode  lhes  parecer  um  enigma:  Por  que  há  uma  forma  curta  e  outra  forma integral?  Qual  foi  a 
primeira? Por que em alguma Tradição a forma curta é mais longa que na forma integral? E, por que 
em outros casos são iguais? 
A comunicação em A.A. sempre esteve carregada com a linguagem do coração. Por isso não 
é de surpreender que a ideia básica das Tradições fosse originada nas dificuldades experimentadas 
pelos membros pioneiros, diferentes em quase tudo exceto em seu vínculo comum com os alcoólicos, 
para chegar a um acordo ou consciência de Grupo. Já em 1945, a pilha de correspondência na Sede- 
agora Escritório de Serviços Gerais, estava cheia de pedidos de ajuda para solucionar os problemas 
dos Grupos. Também é importante mencionar que os Grupos também informavam sobre seu sucesso. 
Um amigo não identificado de Bill W., sugeriu que toda essa experiência coletiva poderia ser 
unificada em uma serie de princípios que oferecessem soluções provadas; Bill e seus “ajudantes”no 
escritório puseram-se  a  trabalhar.  Foi assim  que  nasceu  a  forma  integral  das  Tradições  como  se 
conhecem hoje. Depois de ouvir ideias e opiniões de membros de A.A. e de fora, foram publicadas 
na  edição  de  abril  de  1946 da  recém  criada  revista  Grapevine,  à época  com  apenas  dois  anos  de 
existência. 
Um ano mais tarde, as Tradições foram resumidas para a forma curta que conhecemos hoje. 
Isso foi feito por sugestão de Earl T., fundador do primeiro Grupo de Chicago, aparentemente para 
que  as  Tradições  tivessem  a  mesma  altura  dos  Passos.  Más,  também  foram  resumidas  porque, 
embora  poucos  membros colocaram  objeções  às  ideias  expressadas  na  forma  integral,  muitos 
acreditavam que os enunciados eram muito longos e difíceis de lembrar. O rascunho final da forma 
curta  foi  aprovado  na  primeira  Convenção  Internacional  de  Cleveland,  Ohio,  em  julho  de  1950, e 
nessa forma apareceram também na Grapevine e assim continuam até hoje. 
Se por vezes as Tradições podem parecer pouco coerentes, não é para se surpreender. Elas 
representam  a  experiência coletiva  de  milhares  de  membros  de  A.A.  e  seus  Grupos.  Quando  Bill 
chamou A.A. uma “anarquia benigna”,era exatamente o que queria dizer por que estava utilizando 
a palavra no seu melhor sentido:  “Quando tivemos que nos colocar em ação para funcionar como 
Grupos, percebemos que era preciso nos converter numa democracia... Todas as ações propostas 
pelos  Grupos  tinham  que  ser  aprovadas  pela  maioria. Isso  queria  dizer  que  ninguém  poderia e 
autonomear para atuar em nome de seu Grupo ou de A.A. em seu conjunto. Nem a ditadura nem o 
paternalismo seriam bons para nós”.
Alguns exemplos de falta de coerência: a forma integral da Segunda Tradição diz:  “Para o 
nosso  propósito  coletivo,  só  há  uma  autoridade  final:  um  Deus  extremoso,  na  forma que  se 
manifesta em nossa consciência coletiva”,  é mais curta que a forma curta, que acrescenta  “Nossos 
líderes  são  apenas  servidores  de  confiança;  não têm poder  para  governar”.  E  a  forma  curta  da 
Quinta  Tradição “Cada Grupo é animado  de  um  único  propósito  primordial:  o  de transmitir sua
mensagem ao alcoólico que ainda sofre”, é quase idêntica à forma integral, que diz “Cada Grupo de 
Alcoólicos Anônimos deve ser uma entidade espiritual com um único propósito básico: o de levar 
sua mensagem aos alcoólicos que ainda sofrem”. 
É  interessante  observar  que  a  forma  curta  da  Décima Primeira Tradição  diz que,  “Nossas 
relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção”;na forma integral acrescenta 
“Nunca  há  necessidade  de elogiarmos  a  nós mesmos.  Achamos  melhor  que  nossos  amigos  nos 
recomendem”. 
A  forma  integral  das  Tradições  pode  ser  encontrada  no  Livro  Azul, Doze  Passos  e Doze 
Tradições, o Manual de Serviços de A.A. e o livreto O Grupo de A.A... A forma curta encontra-se 
nos mesmos livros e em outros exemplares da literatura de A.A. 
Ao fazer considerações a partir da distância de mais de meio século, a visão dos fundadores e 
dos pioneiros de A.A. é reconhecida hoje pelos AAs de todas as partes do mundo que expressam sua 
gratidão  através  de  cartas enviadas  ao  ESG.  A  importância  destes  princípios  fundamentais está
resumida mais acertadamente no livro “Alcoólicos Anônimos atinge a maioridade”, em “Unidade: o 
Segundo Legado”: “... A nossa não é uma história rotineira de sucessos; é mais bem a história de 
como pela graça de Deus, surgiu de nossa fraqueza uma fortaleza insuspeitada; de como, sob  as 
ameaças de desunião e de colapso, foi sendo forjada uma unidade e uma fraternidade universais. No 
decorrer desta experiência, desenvolvemos uma série de princípios tradicionais pelos quais vivemos 
e  trabalhamos  unidos e nos  relacionamos  como  Irmandade  com  o  mundo  que  nos  rodeia.  Estes 
princípios  se  chamam  as  Doze Tradições de Alcoólicos  Anônimos.  Representam  a  destilação  da 
experiência  do  nosso  passado,  e  confiamos  nelas  para  nos  conduzir  em  unidade  através dos
obstáculos e perigos que o futuro possa nos proporcionar”.

7.21.  As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos 
7.22.  Box 4-5-9, Primavera 2011 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring11.pdf 
Título original: “‘Los hijos del caos’: El nacimiento de las Tradiciones de A.A.” 
“Os aproveitadores se aproveitavam, os solitários  lamentavam  sua  solidão,  os  comitês entravam  em  disputa,  os  novos  clubes enfrentavam  dificuldades inesperadas,  os oradores  praticavam  o  charlatanismo,  os grupos  eram  desgarrados  pelas  controvérsias, os  membros  se  convertiam  em  profissionais e vendiam o movimento; por vezes grupos inteiros se  embriagavam  e  as  relações  públicas  locais chegaram  a  ser  um  escândalo”.  (A  linguagem do Coração). Assim  era  a  situação  em  alguns  dos Grupos  da  incipiente  Irmandade  na  época pioneira de A.A.  conforme Bill W. Com pouca ou  nenhuma experiência  na  nova  e  exigente aventura da sobriedade, os Grupos de A.A. voavam às cegas. O programa de recuperação de A.A., tal como expresso nos Doze Passos expostos no Livro Grande (Livro Azul, no Brasil), alastrava-se como fogo – de um alcoólico para outro, por todo o país (EUA)  e  inclusive  em  países  de ultramar. Com reportagens favoráveis em vários meios de comunicação e o crescente apoio da medicina e da religião, A.A. foi sendo cada vez mais conhecida. Alcoólicos estavam conseguindo sobriedade e essas boas novas difundiam-se rapidamente. Entretanto,  os  recém-criados  Grupos  dispunham  de poucos recursos  para  seu  apoio  e orientação, com exceção do profundo desejo de seus membros individualmente se manterem sóbrios. Tudo tinha que ser definido dia após dia e baseados na experiência pessoal e individual por meio de um  sistema  de  tentativas,  aprendendo  com  os  erros  e assim  descobrir o  que funcionava  ou  não. Regras  foram  criadas  para  em  seguida  serem  quebradas,  estabeleceram-se  normas  que  logo  foram descartadas, e inevitavelmente, surgiram disputas,  muitas vezes acirradas, referentes às relações dos próprios membros, uns com os outros, e com o mundo exterior. Nas primeiras décadas de A.A., havia muitos problemas para enfrentar e, na medida em que a quantidade de membros aumentava a cada ano, os desafios decorrentes para viver e trabalhar juntos, não apenas como indivíduos, mas também como Grupos,iam-se empilhando. O sucesso e a maior visibilidade  vinham  acompanhados  de suspeitas,  ciúmes  e  ressentimento.  Havia  conflitos relacionados com todos os assuntos imagináveis: o uso do dinheiro, as operações dos clubes, o uso inapropriado do nome de A.A., a liderança e os romances. Os  costumes  nas  reuniões  variavam  de  um  Grupo  para  outro;  algumas  reuniões eram compostas principalmente por bêbados de classes mais baixas; outras davam preferência aos bêbados das  classes  mais  altas;  alguns  Grupos permitiam a  volta  de  quem  tinha  recaído,  enquanto  outros acreditavam  que  essas  pessoas  deveriam  ser excomungadas.  “Parecia  que  cada  participante  em 
cada  desacordo  dos  Grupos  de  todo  o  país,  nos  estivesse  escrevendo  durante  esse  confuso  e apaixonado  período”, disse  Bill  W.  em  ‘A.A.  Atinge  a Maioridade’. Os  problemas  descritos  por esses  membros  ameaçavam  tumultuar  a  Irmandade  nascente  e  numa  carta  de  1950 dirigida  a  um membro  de A.A.  de  Michigan,  Bill  W.  disse:  “Quando  chegavam  à  minha  mesa  no  escritório  as cartas em que descreviam as dores de crescimento dos primeiros Grupos, passava a noite deitado na Rascunho da Primeira Tradição feito por Bill W. cama sem poder conciliar o sono. Parecia-me que as forças da desintegração iam desgarrar nossos Grupos pioneiros...”. Alcoólicos Anônimos não foi a primeira Irmandade que embarcou à deriva nas armadilhas e nos conflitos gerados pelo sucesso perigoso. A Sociedade Washingtoniana (*), um movimento criado quase um século antes (em abril de 1840) e dedicado ao resgate de bêbados quase havia descoberto a solução para o problema do alcoolismo. Em seu começo, a sociedade, que se originou em Baltimore, estava  composta  somente  por alcoólicos  que  se  esforçavam  para  se  ajudar  os  uns  a  os  outros. Tiveram  considerável  sucesso  e  o  movimento  prosperou  alcançando  mais  de 500.000  membros. Porém,  os  Washingtonianos  deixaram  que  políticos reformadores,  alcoólicos  e não  alcoólicos fizessem uso da sociedade para seus próprios fins e, em que pesem suas intenções expressas de não se  meter  na  política,  na  religião  e  no  comercio,  muitos  membros  adotaram  publicamente posturas opostas em questões de reforma de políticas referentes ao alcoolismo e outros assuntos do dia a dia. Num prazo de oito a nove anos, segundo reportagens da época, perderam seu atrativo. No banquete anual de A.A. em Nova York, em 07 de novembro de 1945, Bill W. disse:  “Em resumidas palavras, 
os Washingtonianos puseram-se a resolver os problemas do mundo antes de solucionar os seus. Não tiveram a capacidade de ocupar-se unicamente de seus assuntos”. O Grupo de Oxford(**), uma organização religiosa da qual brotaram as sementes de A.A. e que deu origem a alguns dos princípios e preceitos básicos da Irmandade, também oferece exemplos do que não deve ser feito. No livro ‘A.A. Atinge a Maioridade’, Bill W. escreveu: “Os AAs pioneiros extraíram suas  ideias  de  autoexame,  reconhecimento  dos  defeitos  de  caráter,  reparações  pelos danos  causados  e  o  trabalho  com  os  outros,  direta  e unicamente do  Grupo  de  Oxford  e particularmente de Sam Shoemaker, seu líder nos EUA”.  Entretanto, embora o Grupo de Oxford se preocupasse profundamente com a sorte dos alcoólicos, alguns costumes desse Grupo incomodavam a Bill W. Embora seja o responsável por impulsionar alguns dos princípios espirituais de A.A., as diferenças acabaram por causar a separação dos dois movimentos. Como Bill W. disse uma vez: “O grupo de Oxford queria salvar o mundo e eu somente queria salvar os bêbados”.Aproveitando-se do exemplo dos Grupos precursores eda cada vez mais ampla experiência retirada de suas próprias lutas internas durante sua primeira década, A.A. ia-se aproximando dia a diade um conjunto de princípios práticos que pudessem orientar e proteger a vida dos Grupos de A.A. Em  1946,  na  revista  Grapevine,  os  fundadores  e  membros  pioneiros  codificaram  esse princípios e publicaram-nos com o titulo de “Os Doze pontos para assegurar o nosso futuro”(Nota do  transcritor:  a  partir  de  01  de  junho  de  1949 estes  princípios  passariam  a  se  chamar  “As  Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos”). “Filhos  do  caos”, escreveu  Bill  W.  num  ensaio  sobre  a  Quarta  Tradição,  “de  maneira desafiadora brincamos com fogo repetidas vezes, saímos ilesos e, conforme percebemos, mais sábios que antes. Estes mesmos desvios constituíram um vasto processo de provas e tentativas, o qual, pela 
graça de Deus, nos trouxe a onde hoje nos encontramos”. Conforme Bill W., a acolhida proporcionada às Tradições nos anos de 1940, não foi das mais calorosas. “Apenas  Grupos  em  grandes  dificuldades  as  levaram  a sério.  Em  algumas  partes  até reação  violenta  houve,  principalmente  naqueles  Grupos  que tinham  longas  listas  de  regras  e regulamentos ‘protetores’.Havia, também, muita apatia e indiferença”.Entretanto, e com o passar do tempo, tudo isso mudou e poucos anos mais tarde, por ocasião da  Primeira  Convenção  Internacional  de  Cleveland,  Ohio,  em  julho  de  1950,  vários  milhares  de membros  de  A.A.  declararam  que  as  Tradições  de  A.A. constituíam  “a  plataforma  sobre  a  qual nossa Irmandade poderia funcionar melhor e se manter unida para sempre”. Deram-se conta de que nossas Tradições resultariam tão necessárias à nossa sociedade quanto o tinham sido os Doze Passos para a vida de cada membro. Conforme a opinião da Convenção de Cleveland, as Tradições eram a chave da unidade, do funcionamento e inclusive da sobrevivência de todos nós e a Irmandade na sua totalidade aceitou e aprovou esses princípios. Mais tarde, em abril de 1953, foi publicado o livro “Os Doze Passos e as Doze Tradições”, que a Irmandade utiliza como guia para a recuperação individual e para a sobrevivência coletiva. Fazendo  eco  àquelas  palavras,  J.  B.,  um  membro  de  Modesto,  Califórnia,  escreveu  na Grapevine de abril de 1984:  “As Doze Tradições não são uma mera coleção de guias estabelecidos por ‘eles’ e transmitidas a nós com a ordem incondicional de que ‘isto é o que vocês têm que fazer, e  ponto’.  As  Tradições  são  o  fruto  da  experiência  e  doserros  que quase  destroçaram  nossa Irmandade e as aceitamos de bom grado. Ao falar das Tradições, falamos da vida e da morte.Não posso viver sem A.A. Mas, você e eu somos A.A. A pesar de nós mesmos, temos que ser responsáveis por nós mesmos. A pesar de mim mesmo tenho que ser responsável, e de responsabilidade é do que tratam as Tradições”. 
Para saber mais, ver: 
(*) Box 4-5-9,Out. Nov./ 1987 (pág. 5 a 7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf 
(**) Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1987 (pág. 6-7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar87.pdf 

7.22.  Breve história do Escritório de Serviços Gerais - ESG 
Box 4-5-9, Outono (setembro) 2011 (pág. 9-10) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall11.pdf
Título original:“Una corta historia de la Oficina de Servicios Generales de A.A.” 
O General Service Office – GSO, ou, Escritório de Serviços Gerais de A.A. - ESG nasceu em um prédio comercial de duas plantas localizado no nº 17 da Rua William, em Newark, Nova Jersey, em  1938, num escritório que servia de sede para uma malsucedida empresa de negócios criada por Bill W. , poucos anos após seu último gole e por seu amigo e também companheiro de A.A., Hank P., que Bill tinha apadrinhado no Hospital Towns. Os dois alugaram esse escritório para servir como sede de uma cooperativa de compradores de gasolina  conhecida como Honor Dealers. Contrataram uma secretária, Ruth Hock, para manter o escritório organizado, a qual logo percebeu que os dois homens  estavam  muito  mais  interessados  em  ajudar  um grupo  de  alcoólicos  anônimos  do  que 
organizar postos de gasolina. Lá, no primeiro escritório (não oficial) de A.A., Bill W. produziu o primeiro manuscrito do Livro Grande com a ajuda da secretária Ruth. E, nesse escritório, visando a publicação do livro, Bill e  Hank  estabeleceram  a Works Publishing Company, vendendo ações  aos  seus companheiros alcoólicos e a seus amigos. Poucos anos mais tarde,a Fundação do Alcoólico compraria a companhia para assegurar que o livro fosse sempre propriedade da Irmandade. A  Fundação  do  Alcoólico  empreendeu  o  projeto  de  procurar  um  lugar permanente  para  a Irmandade e em  1940 alugou um escritório com duas salas localizado no  nº 30 da Rua Versey, no distrito financeiro de Nova York. Seu aluguel mensal era de $ 650,00 dólares e assim surgiu a “Sede Nacional de Alcoólicos Anônimos”, como rezavam seus papeis timbrados. Em pouco tempo o escritório foi inundado por grande quantidade de correspondência, uma vez que a década de 1940foi uma época de crescimento muito rápido para A.A. O jantar organizado por Rockefeller, a cobertura da mídia e, por último, o artigo de Jack Alexander na Saturday Evening Post, serviram para chamar cada vez mais a atenção sobre a Irmandade.  “Logo apareceu o dilúvio”, disse Bill W.  “Súplicas desesperadas chegavam ao escritório de Nova York. No começo, apenas as líamos aleatoriamente alternando lágrimas e risadas. Como íamos poder responder todas aquelas cartas comovedoras? Ruth e eu não podíamos fazê-lo sozinhos”. Em  maio  de  1944,  a  Sede  mudou-se  para  um  escritório  de  três  salas  no  nº 415  da  Av. Lexington de frente para a Grand Central Station. “Mudamo-nos porque a necessidade de servir aos muitos viajantes de A.A. em trânsito pela cidade chegou a ser urgente. O novo escritório, próximo a Grand Central, nos pós em contato com visitantes que, pela primeira vez, puderam ver Alcoólicos Anônimos como uma visão para o mundo inteiro”, disse Bill W. No  começo  de  1945,  o  escritório  contava  com  seis  funcionários  em  tempo  integral  e  as necessidades da  Irmandade  continuavam  aumentando.  “A.A.  crescia  tão rapidamente  que  era impossível  informar  todos  os  membros  sobre  o  que  a  Sede  estava fazendo.  Muitos  grupos, preocupados  com  seus  próprios  assuntos,  não  nos  ajudaram  em  nada.  Menos  da  metade  fazia contribuições.  Os  déficits constantes  eram  uma  praga,  porém,  afortunadamente  esses  déficits podiam ser compensados com o dinheiro proveniente das vendas do Livro Grande e de nossos cada vez  mais  numerosos  folhetos.  Se  não  tivéssemos  podido  contar  com  os  ingressos  produzidos  pelo livro, teríamos fracassado”, disse Bill W. Em  1950,  o  escritório  mudou-se  novamente  para  um  local  mais  amplo,  no  nº  141  da  Rua Leste, a pouca distância do local anterior para manter a proximidade com a Grand Central Station. Deixou de se chamar “Sede”e passou a ser chamado de Escritório de Serviços Gerais, nome que se mantém até os dias de hoje (2013). Deu-se início a um sistema rotativo dos funcionários, e, devido a algumas recaídas, foram estabelecidas normas para estabelecer o período mínimo de abstinência dos membros alcoólicos contratados. O  volume  de  correspondência  anual  nesse  período  chegou  a  mais  de  31.000  postagens e foram  vendidos  mais  de  um  milhão  de  livros  e  folhetos  de  A.A.  Além  disso,  um  intercâmbio  de correspondência com membros solitários, tais como o Capitão Jack S. que contribuiu para a criação do programa de Solitários / Internacionalistas tal como existe na atualidade. A.A. Works Publishing, a entidade responsável pela supervisão do ESG, mudou seu nome em 1953, para o atual A.A. World Services, Inc. (A.A.W.S.). Depois de dez anos no nº 305 da Rua 45 Leste, em 1970, o ESG mudou novamente, desta vez para o nº 468 da Av. Park Sul, que seria seu endereço nos próximos vinte anos. Com o passar do tempo, o escritório ocuparia cinco andares em dois prédios adjacentes onde se encontravam os recém abertos Arquivos Históricos, os escritórios da Grapevine e as salas destinadas às reuniões da Junta de Serviços Gerais. Atravessando  um  período  de  crescimento  sem  precedentes,  quando  se  calculava  que  A.A. duplicava  de  tamanho  a  cada  sete  anos,  o  ESG  fazia  todo  o  possível  para  seguir  o  ritmo  das mudanças. Para poder responder à grande variedade de perguntas feitas pela Irmandade, foi redigida uma  serie  de  Guias  de  Atuação do ESG acerca de,  por exemplo,  os  centros  de  tratamento,  os programas  do Legislativo, as  Forças  Armadas,  membros  de  A.A.  empregados  no  campo  do alcoolismo,  e  outras  áreas  de  interesse.  Estes  Guias  continuam  sendo publicações importantes  nos dias de hoje e são revisados regularmente para refletir novas experiências, dados e ideias para poder compartilhá-los e colocá-los à disposição de toda a Irmandade. Para satisfazer as demandas decorrentes de tão rápido e extenso desenvolvimento, os métodos e procedimentos utilizados no ESG tiveram de mudar drasticamente. Foi introduzida a automatização onde  isso  era  possível,  especialmente  no  que  se  referia  aos  registros  dos  grupos  e dos  órgãos de serviço.  Foi  instalado  um  sistema  de  microfichas  e  o  primeiro  computador  do  ESG  foi  ligado  em setembro de 1977. O aumento no volume de publicações também levou a grandes mudanças. O ESG assumiu algumas das funções de uma editora de grande porte;pela primeira vez comprou seu próprio papel e dedicou-se cada vez mais à produção e distribuição de literatura. É  muito  provável  que  os  atuais  visitantes  do  ESG  cheguem  à  conclusão de que, embora  o escritório, desde 1992 localizado em Riverside Drive, 475, é maior que os anteriores, segue fazendo o  que  sempre  fez,  porém  numa escala  muito maior.  Como  Bill  W.  escreveu:  “O  Escritório  de Serviços Gerais de A.A. é, de longe, o maior portador da mensagem de A.A. Conseguiu se relacionar acertadamente com o mundo turbulento em que vivemos. Difundiu nossa Irmandade por todos  os lugares...  Está  pronto  e  disposto  a  responder  às necessidades  de  qualquer  grupo  ou  indivíduo isolado independentemente da distância ou do idioma. Suas experiências acumuladas no decorrer de muitos anos estão à disposição de todos nos”. 

7.23. Como A.A. escolhe alguns de seus servidores 
Box 4-5-9, Ago. Set. 1992 (pág. 5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept92.pdf 
Título original: “Como escoge A.A.a algunos de sus maás fieles servidores” 
Como  A.A.  seleciona  seus  diretores  e  os  membros  dos  onze  Comitês  Permanentes  dos Custódios? Como podem fazer os possíveis candidatos para dar a conhecer sua disposição de servir? E, o que sentem os atuais servidores a respeito desta fase de sua experiência de serviço em A.A.?  Muitos membros se fazem estas e outras perguntas com relação a estes muito importantes e pouco  comentados  trabalhos  voluntários  de  A.A.  Ao  falar  dos  membros  de  comitê  que não  são Custódios e dos diretores das corporações de serviço de A.A., junto com os diretores e membros do pessoal, Bill W. faz notar no IX Conceito: “Suas qualidades e dedicação, ou a falta delas, significam o sucesso ou fracasso para a nossa estrutura de serviço. Sempre dependeremos deles de maneira muito importante”. De acordo com uma Ação Recomendável de Conferência de Serviços Gerais de 1991, foram incluídas  no  Manual  de  Serviços  de  A.A.  as diretrizes que  descrevem  a  maneira  com  que  A.A. escolhe os membros os membros de comitê nomeados e  os diretores A.A.W.S. – Serviços Mundiais de A.A. e da Revista Grapevine. Basicamente, as diretrizes dizem que o Comitê de Nomeações dos Custódios tem a última palavra. Os candidatos são selecionados entre os Currículos Vitae existentes nos  arquivos;  por  recomendação  de  Custódios,  diretores,  delegados  e  membros  do  pessoal  do Escritório  de  Serviços Gerais  – ESG,  e  da  Grapevine,  antigos  e  atuais.  Alguns  dos  critérios considerados  para  o  encargo  de  quatro  anos  de  duração  são:  tempo  de  sobriedade continuada, dedicação e experiência no serviço de A.A. e qualificações especiais. Na primavera passada (1992), Jaques F., de Pointe Claire, Quebec, Canadá, aposentado, com larga  experiência  em  marketing  e  comunicações, chegou a  ser  membro  do  Comitê  de  Informação Pública – CIP, dos Custódios. “Durante a década passada, minha sobriedade e o serviço andaram juntos. Quando o delegado e o Custódio do Leste do  Canadá receberam no ano passado uma carta do ESG na que se pedia que propusessem alguns candidatos, eles pensaram em mim. Apresentei a solicitação, e aqui estou”,diz Jaques. Na sua primeira reunião de Informação Pública, diz Jaques, “olhei para meus companheiros. Entre  os  oito  de  nós,  o  Custódio  coordenador  e  o  membro  do  pessoal  do  ESG, que servia como secretário, tínhamos uns duzentos anos de sobriedade reunidos em volta da mesa. Para mim é um grande privilégio mental e espiritual, trabalhar com este maravilhoso grupo de pessoas em benefício de A.A.”. Peter  B.,  de  Arlington,  Virginia,  recentemente  nomeado  diretor  de  A.A.W.S.,  serviu no Comitê  de Custódios  de  Cooperação  com  a  Comunidade  Profissional  –  CCCP,  e  também  é profissional  no  campo  do  alcoolismo.  Em  vista  das mudanças  que  estão ocorrendo  em  A.A.,  tais como a chegada de um número maior de membros vindos depois de um tratamento com terapeutas ou conselheiros, ou que vem enviados por tribunais  e instituições,  “o trabalho do Comitê de CCP é cada  vez  mais  importante.  Se  vamos  levar  uma  mensagem consistente  e  precisa sobre  como  A.A. pode cooperar com a comunidade profissional sem se  afiliar, temos que apoiar totalmente nossos comitês a nível local, que é onde se faz o trabalho”, diz Peter. Da mesma maneira que Jaques F., do Canadá, Terry L., de Bloomington, Minnesota, chegou a ser membro do Comitê de Custódios depois de uma recomendação do seu delegado de Área. Como antigo coordenador do Comitê de Instituições de Tratamento – CIT, do Sul de Minnesota, foi muito ativo  no  programa  Juntando  as  Margens da  sua  Área.  Espera  que  seu  trabalho  no  Comitê  de Custódios  de  Instituições  de  Tratamento  irá  lhe ajudar  a  ampliar  a  visão  de  uma  vasta  rede  de voluntários de A.A. Terry  diz  que  sempre  tem  muito  em  conta  sua  responsabilidade  para  com  A.A. “Quando penso no bêbado que eu era 16 anos atrás e no que sou agora sóbrio, fico assombrado e agradecido. O mínimo que posso fazer é tratar de devolver algo do que me foi dado”. De  forma  parecida,  Olga  M.,  de  Friendswood,  Texas,  membro  do  Comitê  de  Custódios  de Instituições  Correcionais  –  CIC,  deixa claro  que “quando  bebia,  provavelmente  fiz  coisas  pelas quais deveria ser presa, mas não fui. Hoje posso usar essas experiências para levar, mesmo que seja apenas a uma pessoa, a mensagem de sobriedade, amore esperança de A.A. Isso é o que conta”. Falando do alto de 25 anos de experiência como voluntária A.A. nas instituições correcionais, Olga  diz  que  servir  no  Comitê  de  Custódios  de  IC  “permite-me  adquirir  mais  conhecimentos  a respeito da Conferência de Serviços Gerais e da Irmandade em sua totalidade”. Dennis R., de Freehold, Nova Jersey, é outo membro do Comitê de Custódios de IC e, como Olga, serve desde 1988, diz: “Sinto-me como se fosse aparentado com todos os membros do Comitê. Meu padrinho, Sonny J. me indicou para o Comitê e me ensinou a considerar essa função como um prolongamento do Décimo Segundo Passo de A.A. Comprometi-me a levar duas reuniões por semana, uma ao presidio local e outra ao cárcere do condado. Felizmente minha mulher, Connie, nunca  colocou objeções ao cumprimento dos meus compromissos de A.A., não se importando com o tempo que gaste neles”. Sorrindo, ele diz:  “Connie é um anjo, muito compreensiva e sempre posso contar com seu apoio. E em A.A. estou tratando de ser como ela”.

7.24.  Os membros de A.A. funcionários do ESG 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2005 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar05.pdf 
Título original: “El miembro del personal de la OSG - un trabajo singular”. 
O  título,  membro  do  pessoal, não é nada especial, e os membros de A.A.  que  não  estão  familiarizados com  o  Escritório  de  Serviços  Gerais às vezes cometem o erro de acreditar que  o  trabalho  que  eles  realizam também  não  o  é.  Na  realidade  se espera  que  estes  funcionários assumam  uma  ampla gama  de  responsabilidades  que  se  incluem,  entre  muitas  outras,  se corresponderem  com  reclusos,  coordenar  a  elaboração de  livros  e  folhetos, informar  o  público  a respeito da Irmandade e organizar uma das maiores convenções internacionais do mundo todo – a Convenção Internacional de A.A. Os funcionários do ESG devem ser versáteis e flexíveis; num ciclo de rotatividade, mudam de departamento a cada dois anos, e se espera que a transição seja feita sem problemas tipo, trabalhar com  os  Solitários  e  os  AAs  em  instituições  de  tratamento,  a  passar  a  organizar  a  Conferência  de Serviços  Gerais  anual, ou  de  se  ocupar  com  a  informação  ao  público  e  passar  a  coordenar  os trabalhos do pessoal.  Na  maioria  dos  escritórios,  os  empregados  com  este tipo de  responsabilidade  teriam  muito poder  e  prestígio;  em  A.A.  não  é  assim.  Bill  W.  diz no  Conceito  XI  que  no  começo,  o  escritório seguia  “o modelo convencional de uma funcionária com um salário muito elevado com ajudantes com salários muito inferiores” Isto se converteu num problema quando, de repente, a funcionária sofreu  um  colapso  e  pouco  tempo  depois  aconteceu  o  mesmo  com  uma  de  suas  assistentes.  Bill reorganizou  o  escritório, aumentou  o  quadro  de  funcionários  e  estabeleceu  o  princípio  da rotatividade. Neste sistema cada funcionário aprende a fazer todos os trabalhos e iguala a todos nos cargos e nos salários, evitando assim os costumeiros incentivos de dinheiro e poder. Bill disse que “fazendo  desse  jeito  não  causou  nenhum prejuízo.  Todos  os  AAs  tínhamos  o  que  as  empresas comerciais  não  costumam  ter:  dedicação  e  desejo  de  servir,  que  substitui  os  típicos impulsos egoístas.  Ao  mesmo  tempo  também  se  evitaram  muitas  politicagens  e  tentações  competitivas destrutivas”. É  provável  que  os  membros  do pessoal, atuais  e  antigos,  se  lhes  fosse  perguntado, confessariam que, igual a todos os demais AAs., às vezes sucumbem ao espírito competitivo, porque ao final das contas o ESG é um escritório e os que  nele trabalham são seres humanos. Porém, esta referencia somente será feita depois de um bom tempo falando de sua gratidão por poderem conhecer membros de todas as partes do mundo, o privilégio de trabalhar para a Irmandade que lhes salvou a vida, e tudo que aprenderam depois de sua incorporação no ESG, e a profundidade que adquiriu seu compromisso com o serviço.  Se  forem  perguntados  sobre  o  que mais lhes agrada em  seu trabalho,  invariavelmente colocam acima de tudo a amizade e o apoio de seus companheiros. Contar com outros e ouvir suas experiências é vital porque a função principal é a de manter as linhas de comunicação abertas entre o ESG,  os  Custódios  e  os  membros.  Quando  Bill  W. abriu  o  primeiro pequeno  escritório  na  Rua Versey, a quantidade de trabalho diário era muito grande. No livro A.A. atinge a maioridade, Bill diz que  “Bobbie (então a única empregada membro de A.A. assalariada), durante vários anos teve que tratar  sozinha  de  uma  grande  quantidade de  problemas  dos  Grupos  que  surgiram depois  da publicação do artigo de Jack Alexander no Saturday Evening Post. Escrevendo centenas de cartas a membros incertos e Grupos instáveis, fez um papel de crucial importância durante uma época em que parecia muito duvidoso que A.A. pudesse sobreviver”. Hoje  em  dia,  o  Escritório  de  Serviços  Gerais  é,  por suposto,  maior  e  mais  complexo  da mesma forma que a Irmandade a quem serve. Nos anos de  1940, havia apenas algumas centenas de Grupos  e  o trabalho podia  ser  realizado  por  poucas  pessoas.  Quando  Bill  W.  escreveu  os  Doze Conceitos  em  1962,  havia  “um  empregado  assalariado  para  cada 7.000 membros”. Atualmente (2005),  há  onze  membros  do  pessoal  que  servem  a  mais  de  60.000  Grupos  nos  EUA  e  Canadá,  e também a membros e Grupos de ultramar que não dispõem de um escritório de serviço nacional.  (O ESG  conta  com  83  empregados;  porém,  os  membros  do  pessoal  e  outros  poucos membros empregados no escritório se ocupam da maioria da comunicação relacionada com assuntos de A.A.) Além da comunicação com a Irmandade, o pessoal também é o responsável por facilitar os trabalhos  da  Junta  de  Serviços  Gerais  e  da  Conferência  de  Serviços  Gerais.  Cada  pessoa  se responsabiliza  por um  departamento  –  informação  pública,  literatura,  correcionais,  ultramar, Conferência,  Fóruns  Regionais,  etc.,  e  serve  como  secretário  dos  Comitês correspondentes  da Conferência  e  da  Junta  de  Custódios.  Ademais,  os  membros  do  pessoal  viajam  com  frequência, convidados, a eventos de serviço de A.A. de todas as partes dos EUA e Canadá e outras partes do mundo como representantes do ESG.  Ainda  que  os  Grupos  contem  com  as  Tradições  para  sua orientação,  nem  sempre  é  fácil interpretá-las. Uma grande porcentagem das chamadas, cartas e correios eletrônicos encaminhados ao  escritório  pedem ajuda para  resolver  problemas  de  Grupos  locais  e  muitos  membros  acreditam erradamente  que  o  escritório  lhes  dará  uma  solução  definitiva. Ao  invés disso, os membros do pessoal se valem dos arquivos de Grupos e da sabedoria de seus colegas, e apenas compartilham a experiência de outros Grupos que encontraram soluções para as mesmas ou parecidas dificuldades. Recomendam aos membros que consultem as Tradições para encontrar suas próprias soluções e  que  consigam  que  os  servidores  de  confiança  de  suas  Áreas  e  Distritos  participem  do  processo. Frequentemente  resulta  difícil  convencer alguns membros  de  que  os  problemas  locais  somente poderão ser resolvidos adequadamente a nível local.Um membro do pessoal diz “o trabalho supõe o desafio de apresentar uma vasta gama de experiências, sejam quais forem nossas opiniões pessoais. Pode  ser  difícil  deixar  de  lado  sua  própria  opinião pessoal”. Outro  se  expressou  assim:  “Cada Grupo tem dentro dele a verdade; a consciência do Grupo é a vontade de Deus para esse Grupo”. (Ver nesta coletânea o artigo  “Algumas perguntas de Grupos e membros, e respostas  do ESG” para ter ideia do tipo de perguntas recebidas no escritório). Talvez devido a que no mundo dos negócios não há um posto de trabalho semelhante ao do membro do pessoal, parecem existir outras ideias erradas a esse respeito. De fato, uma ideia desse tipo, a de que os homens não estariam capacitados para realizar esse trabalho partiu do próprio Bill W. Homem da sua época, quando escreveu os Conceito sem  1961. Manifestou sua crença de que os homens não poderiam se sintonizar eficazmente com a Irmandade: “É claro que não”,escreveu. “As 
mulheres podem fazer este trabalho melhor simplesmente por serem mulheres”.No final da década de  1970,  quando  foi  contratado  o  primeiro  homem membro  do  pessoal,  ainda  havia  vestígios daqueles sentimentos e devido a isso, os primeiros  homens que se integraram ao pessoal, passaram épocas difíceis. Atualmente, sabemos que qualquer pessoa devidamente capacitada pode servir nesse posto,  sem  importar  o  sexo;  o  pessoal  dos  primeiros dias, composto  unicamente  por  mulheres,  se converteu em um harmonioso grupo de sete mulheres e quatro homens. Outro conceito errado bem generalizado é o de que os trabalhos do pessoal são semelhantes aos  dos  servidores  de  confiança  da  Área.  Embora  o  costume  das  mudanças  de  departamento  por 
rotatividade  e  da  paridade  entre  iguais  seja  exclusiva  de  A.A.,  em  outros  aspectos  o  trabalho  é simplesmente  isso,  um  trabalho.  Não  se  paga  aos membros  do  pessoal  por  fazer  um  trabalho  de Décimo Segundo Passo. São empregados do ESG, mas, seu serviço individual em A.A., realizam-no em  seus próprios  Grupos  base,  Áreas  e  Distritos.  Para  a  pequena  minoria  que  acredita  que  a rotatividade também deve supor uma limitação do tempo que um funcionário pode ficar trabalhando no ESG, a exposição de Bill W. referente ao XI Conceito pode ser esclarecedora: “...resultou pouco prático fixar o tempo de emprego. Um membro do pessoal precisa de vários anos para se capacitar. Iremos dispensá-lo no momento em que alcança seu momento de rendimento ótimo? E se soubesse que somente poderia trabalhar por um período de tempo pré-determinado, poderíamos contratá-lo? Provavelmente, não. Estas vaga são difíceis de cobrir porque requerem uma combinação adequada de ingredientes de personalidade, estabilidade, experiência profissional e de A.A. Se exigimos um tempo  fixo de  serviço,  frequentemente  seriamos  obrigados  a  contratar  membros  de  A.A.  não qualificados. Isto seria prejudicial e injusto”. Outras ideias erradas são: “O membro do pessoal é uma pessoa especial”.Qualquer um que tenha desempenhado o papel no passado ou atualmente, diria que  “somos um grupo de pessoas que estamos  fazendo  um  trabalho”.  Ou,  “os  membros  do  pessoal  passam  o  dia  sentados  em  seu escritório  falando  ao  telefone”  –  querendo dizer  que  o  trabalho  não  é  muito  exigente.  Uma funcionária que trabalha no ESG já há bastante tempo, corrigiu esta ideia ao comentar que, quando ela começou a trabalhar no ESG 20 anos atrás, percebeu que os membros trabalhavam das 9:00h às 17:00h e normalmente iam embora às 17:00h em ponto. Hoje, com frequência trabalham até bem entrada a noite e às vezes passam horas nas suas salas nos fins de semana. Em  muitos  aspectos,  a  tecnologia  tornou possível  fazer  mais  trabalho  em  menos  tempo, porém,  a  outra  cara  da  moeda  é  que  com  a  preponderância  de  computadores  pessoais,  muitos 
membros  se  põem  em  contato  com  o  ESG  através  do  correio  eletrônico  e  eles  recebem  o  mesmo cuidado  e  atenção  que  as  comunicações  recebidas por correio,  mensageiro  ou  fax.  Em  um  dia “típico”,um membro do pessoal pode passar a assistir uma reunião de planejamento da Conferência e se pôr ao dia com sua correspondência, cartas, chamadas telefônicas, correio eletrônico, procurar um contato para ajudar um membro que recaiu quando  estava viajando e longe de seu Grupo base, recolher materiais para uma remessa especial, fazer pesquisas para um Comitê de Custódios, enviar literatura, ajudar na escolha do conteúdo para um dos boletins, planejar uma viagem a um evento de Área  ou  Fórum  Regional.  Às  quartas  feiras,  a  reunião semanal  do  pessoal  oferece uma  boa oportunidade  de  apresentar  situações  problemáticas  para  a  apreciação  de  todo  o  pessoal  para compartilhar e procurar ajuda e apoio. Na realidade, a única coisa  “típica”em qualquer dia de trabalho no ESG é a certeza de  vai acontecer  alguma  coisa  inesperada:  com  frequência,  uma  dessas “coincidências” que  acontecem rotineiramente em Alcoólicos Anônimos. Um membro do pessoal conta a história de alguém que se confundiu de número ao fazer uma chamada telefônica e a ocasião se converteu numa oportunidade de transmitir a mensagem. A pessoa que chamava era  uma mulher que trabalhava para uma agência de ajuda internacional. Procurava informação sobre  uma remessa ao Haiti e ao descobrir que estava falando com Alcoólicos Anônimos, disse que sua agência estava muito preocupada com o alto índice de  alcoolismo.  Por  coincidência,  o  membro  do  pessoal  com  quem  estava  falando  fazia bastante tempo que estava procurando uma forma de fazer chegar a mensagem de A.A. a esse país. Uma hora mais tarde seguia um pacote com literatura de A.A. a caminho de Haiti. È um trabalho único. É um trabalho duro, com longas horas e inúmeros desafios. Mas nunca se sabe quando um milagre lhe espera ao dobrar a esquina. 

7.25.  Seleção de pessoal para o ESG 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1990 (pág. 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov90.pdf 
Título original: “Con miras al futuro: Puestos en la GSO.”. 
Sentimo-nos gratificados por haver acumulado uma lista de solicitações competentes à que podemos acudir sempre que nos vemos confrontados com mudanças imprevistas no pessoal do ESG. Esta  “reserva”  veio  sendo  formada  com  o  tempo,  através  dos  Delegados  de  Área  e  de  anúncios parecidos com este, publicados no Box 4-5-9.  Estamos começando agora a atualizar nosso arquivo de solicitações por parte dos membros que desejem ser considerados candidatos aos postos vagos produzidos pelo pessoal do ESG. Entre os requisitos  básicos  estabelece-se  um  mínimo  de  seis  anos  de  sobriedade  continuada, ampla experiência profissional e excelentes dotes de comunicação. Os membros do pessoal do ESG são AAs que realizam trabalhos por rotatividade e mantém 
correspondência com seus companheiros do mundo todosobre todos os aspectos da recuperação e do serviço. Ademais, representam o ESG nos eventos de  A.A. nos  EUA e Canadá e fornecem apoio à Junta  de  Serviços  Gerais, Atualmente,  existem  12  membros  do  pessoal  designados  para  uma variedade  de trabalhos,  como,  por exemplo,  Informação  Pública,  Literatura,  Instituições  de Tratamento e Correcionais, Conferência de Serviços Gerais e Ultramar. Aos interessados  solicitamos  que  enviem  seus  currículos  vitae  de  emprego  e  serviços  em A.A., a: Staff Coordinator, Box 459, Grand Central Station, New York, NY 10163.

7.26.  Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2007 (pág. 5-6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar07.pdf 
Título original: “Cómo nuestro triángulo invertido hace funcionar la Comunidad” 
Muitos  membros  de  A.A.,  mesmo  participando  ativamente  no  apadrinhamento  em  seus Grupos base, confessam que sabem muito pouco sobre como A.A. está organizada nos EUA, Canadá e no resto do mundo. É possível que estejam familiarizados com os nomes de algumas entidades, desde a Junta de Serviços Gerais de A.A. (Junaab no Brasil)até A.A. World Services, Inc. (Serviços Mundiais  de  A.A.)  ou  A.A.W.S.,  mas  se  perguntam como  se  formaram?  O  que  azem?  Como  se relacionam  entre  si?  Também  se  podem  perguntar,  porque temos  Custódios  Classe  A  –  não alcoólicos,  e  Classe  B  –  alcoólicos? Porque  uns  Custódios  são  conhecidos como  “Regionais” e outros como “Gerais”?e, finalmente, o que tem a ver tudo isto comigo e com o meu Grupo? 
O  grupo  de  serviços  mais  vitais,  embora  menos compreendido, são os que tornam possível funcionar como uma totalidade; ou seja, o Escritório de Serviços Gerais – ESG,  Serviços  Mundiais  de  A.A.  –  A.A.W.S.,  A.A. Grapevine  (no  Brasil  a  Revista  Vivência) e  a  Junta  de Custódios, conhecida legalmente como a Junta de Serviços Gerais  de  Alcoólico  Anônimos 
(*). Desde  os  primeiros tempos, nossa unidade mundial e o nosso desenvolvimento dependeram destas entidades. 
Até  1950,  estes  serviços  globais  eram  de responsabilidade  de  uns  poucos  veteranos,  vários  amigos não alcoólicos e do Dr. Bob e Bill W. Desde  o  começo, os  cofundadores  de  A.A.  –  Bill W.  e  o  Dr.  Bob,  tiveram  muito  cuidado  para  evitar complicações,  ou,  como  disse  o  Dr.  Bob,  “Não estraguemos  esta coisa.  Vamos  mantê-la  simples”. Mas quando A.A. tinha apenas uma dúzia de anos, já estavam elaborando  um  plano  para  assegurar  o  futuro  do movimento que  tinham  iniciado.  Em  uma  carta  aberta dirigida  aos  “Queridos  AAs” publicada  no  número  de  outubro  de  1947  na  Grapevine,  Bill  W. expressou seu ponto de vista em linhas gerais:  “Talvez os AAs possamos chegar a ser um novo tipo de sociedade humana. Até um grau nunca alcançado anteriormente, A.A., talvez, poderá funcionar apoiando-se  na  força  dos  seus  princípios  fundamenteis,  e  não  no  prestigio  ou  inspiração  de  uma liderança muito personalista... No meu foro intimo,acredito que os AAs já começamos a vislumbrar esta possibilidade magnífica. A convicção cada vez mais generalizada de que a liderança ativa deva ser  transitória  e  rotativa;  que,  enquanto  aos  seus  próprios  assuntos,  cada  Grupo  de  A.A.  é responsável unicamente perante sua própria consciência...”. No topo da organização invertida de A.A., como é chamada com frequência, estão os mais de 60.000 Grupos dos EUA e Canadá. Estes Grupos se comunicam através dos seus Representantes de Serviços Gerais – RSG´s e Membros do Comitê de Distrito – MCD´s, utilizam suas Assembleias de Área para eleger os Delegados das 93 Áreas dos EUA  e Canadá que participam da Conferência de Serviços Gerais celebrada todos os anos em abril na Cidade de Nova York (no Brasil, a Conferência é realizada em Serra Negra, SP, durante a Semana Santa). Como diz o Conceito I, a Conferência é a consciência  final  de  A.A.  e  tem  a “responsabilidade  final  e  a  autoridade  suprema  pelos  serviços mundiais  de  A.A....”.  A  Conferência  foi  materializada  a  instancias  de  Bill  W.  e  do  Dr. Bob  e, efetivamente, substituiu o que Bill chamava sua “liderança revestida de prestigio”. A  primeira  Conferência,  que  se  reuniu  em 1951,  vinculou  a  Junta de  Custódios  a  toda  a Irmandade. Até então a Junta havia sido uma entidade separada que se ocupava principalmente das finanças da Fundação do Alcoólico (rebatizada em  1954como Junta de Serviços Gerais de A.A.),  incluindo  seu  braço  editorial,  Works  Publishing,  Inc.  A  primeira  Junta  foi  composta  por  cinco Custódios,  três  não  alcoólicos  e  dois  não  alcoólicos  –  o  Dr.  Bob  e  um  membro  de  A.A.  de  Nova York. O novayorquino recaiu, conforme contou Bill, “mas esta possibilidade já estava prevista – se De  cima  para  baixo: Grupos  de  A.A.;  Distritos; Assembleias  de  Área;  Conferência  de  Serviços Gerais; Junta  de  Serviços  Gerais  de  A.A.  –  no Brasil, Junaab. Os  dois  apêndices  na  parte  inferior:  A.A.W.S. (esq.),  não  existe  na  estrutura  de  serviços  de A.A. no  Brasil;  A.A.  Grapevine  (dir.),  equivale  à Revista Vivência no Brasil e faz parte do Comitê de Publicações Periódicas da Junaab. um Custódio alcoólico volta a beber, teria que demitir imediatamente. Foi nomeado outro alcoólico para ocupar seu lugar e continuamos em frente com nossos assuntos”. Isto aconteceu em 1938, três anos depois do conhecido encontro em Akron entre o Dr. Bob e Bill W. Não existiam “veteranos”– nem sequer um AA com quatro ou cinco anos com sobriedade continuada: a maioria dos membros estavam sóbrios havia muito pouco tempo. Ajudarem-se uns aos outros a manter a garrafa tampada era a atividade mais importante e tratar de questões relacionadas com a Fundação, os Custódios e os procedimentos orgânicos eram assuntos maçantes. Nessa época, 
grande  parte  do  público e  a  imprensa  viam  com suspeita  os  pioneiros  de  A.A.  e  os  consideravam como “bebuns reformados” que “utilizavam métodos religiosos fanáticos para converter os bêbados em  abstêmios,  inclusive  os  considerados  irrecuperáveis”. A  maioria  das  pessoas  considerava  o encargo  de Custódio  pouco  prestigioso.  Mas  havia  a  necessidade  de  Custódios  não  alcoólicos naqueles dias para manter a nova Irmandade à tona. No  que  se  refere aos  nossos  Custódios  não  alcoólicos,  que  normalmente  eram  eleitos  para servir dois  períodos  consecutivos  de  três  anos,  Bill  escreveu:  “Nos  dias  em que  A.A.  era desconhecida,  os Custódios  não  alcoólicos  eram  quem nos  representava  perante  o  público  em geral...  Ofereciam graciosamente  seus conhecimentos profissionais  e  financeiros”. Entre  os Custódios Classe A – não alcoólicos, recentes há uma ampla variedade de profissões, incluindo um psiquiatra, um antigo juiz, um assistente social, um bispo, um diretor de presidio, e um alto executivo de uma empresa.  Durante  23 anos  o número de Custódios  não  alcoólicos continuou sendo um  a mais  que  o número de Custódios alcoólicos. Em 1961, quando a Irmandade percebeu sua competência e com experiência para traçar seu rumo, a proporção mudou dramaticamente. Foi organizada a composição da Junta de maneira que houvesse sete Custódios Classe A – não alcoólicos, e 14 Custódios Classe B – alcoólicos (a Junta de Custódios no Brasil é composta por 14 Custódios: 10 alcoólicos e quatro não alcoólicos).  Até  a  data  atual,  o  Presidente  da  Junta  sempre  foi  um  Custódio  Classe  A.  Os  21 Custódios selecionam os diretores das duas corporações que operam sob os auspícios de A.A.: A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S. e A.A. Grapevine, Inc. (a primeira entidade não existe no Brasil. A revista Vivência – equivalente a A.A. Grapevine, faz parte do Comitê de Publicações Periódicas da JUNAAB). Também são responsáveis pelo Escritório de Serviços Gerais – ESG. Dos 14 Custódios Classe B – alcoólicos, que servem por períodos de quatro anos, oito são regionais – seis dos EUA e dois do Canadá. Além destes, dois são de serviços gerais, dois da junta de Serviços Mundiais de A.A. e dois de A.A. Grapevine. Além de servir nestas juntas estão disponíveis para ajudar em qualquer momento o pessoal a resolver os problemas que se apresentem no Escritório de  Serviços  Gerais  ou  na  Grapevine.  Por  causa  deste requisito,  todos  os Custódios  de  Serviços Gerais, originalmente moravam na área metropolitana de Nova York e por esse fato eram conhecidos como “Custódios Metropolitanos”. Com o transporte mais rápido e a tecnologia moderna, uma Ação Recomendável  da  Conferencia  de  Serviços  Gerais  de  1989 recomendou  que  estes encargos não fossem limitados aos residentes na área metropolitana de Nova York. Ademais de selecionar os diretores de A.A.W.S. e da Grapevine, os Custódios desempenham a  responsabilidade  de  considerar  os  assuntos  que  lhes  forem  apresentados  e  atuar  adequadamente  através de um sistema de comitês. Vários comitês da Junta de Custódios contam com a participação de membros de muita experiência – em A.A. e profissional, em áreas como presídios, instituições de tratamento, informação pública e literatura. A  maioria  dos  AAs  está  familiarizada  com  A.A.  Grapevine.  Nove  anos  mais  nova  que a Irmandade, a Grapevine foi criação de vários membros de Nova York que em 1944 tiveram a ideia louca de criar um boletim para favorecer “a compreensão entre os Grupos”.Depois de receber a aprovação de  Bill  W., os  seis “miseráveis  sujos  de  tinta”,  como eram  chamados  carinhosamente, conseguiram milagrosamente e com muito suor ao invés de dinheiro, publicar o primeiro número de oito páginas em formato de tabloide. Atualmente (2007), a revista tem 64 páginas e chega a mais de 103.000 assinantes. A  Viña  (a  revista  equivalente  em  español)  foi  publicada  pela  primeira  vez  em  1996  pela Grapevine  e teve uma  boa  acolhida  por  parte  dos  milhares  de  membros  de  fala  hispânica.  Faz  já muitos anos que a Grapevine artigos relacionados com a revista: livros, materiais de áudio e outros. Conta com um sítio na Web recentemente redesenhado e um Arquivo Digital que coloca à disposição da  Irmandade  quase todas  as histórias que  foram  publicadas.  Atualmente  a  junta  da  Grapevine  é formada  por  nove  diretores:  dois  Custódios  de  serviços  gerais,  dois Custódios regionais, um Custódio Classe A - não alcoólico, três diretores não Custódios e a editora executiva que serve como diretora da corporação. E  para concluir,  umas palavras  a  respeito  dos  Serviços  Mundiais  de  A.A.  –  A.A.W.S.  Inc. que, entre outras coisas, supervisiona as publicações de A.A., as atividades de serviço do Escritório de  Serviços  Gerais,  a  implementação  das  recomendações  da  Conferência  e  da  Junta  de  Serviços Gerais, os assuntos relacionados com os direitos autorais e as permissões para reimprimir. A junta de A.A.W.S.  está  composta  por  nove  diretores:  dois  Custódios  de  serviços gerais,  dois Custódios regionais ou gerais, três diretores não Custódios, um membro do pessoal do ESG e o Diretor geral do ESG que serve como presidente da corporação. Devido à quantidade e complexidade dos assuntos que  A.A.W.S.  precisa  tratar,  a  junta realiza  seu  trabalho  através  de  quatro  comitês:  serviços, finanças, publicações  e  nomeações  –  que  se reúnem  em  sessões  separadas  da  reunião  plenária  da junta e apresentam relatórios e recomendações à junta. A.A. cresceu dramaticamente desde 1935 quando começou com o encontro de dois bêbados, Bill W. e o Dr. Bob, que compartilharam suas experiências, forças e esperanças para manterem-se sóbrios e levar a mensagem de A.A. a milhões de alcoólicos ao redor do mundo. <= Fim da transcrição
(*) Como estas entidades desempenham suas funções no Brasil 
N.T.:Para cumprir os requisitos propostos pelos Serviços Mundiais de A.A. – A.A.W.S. para que no Brasil pudesse ser publicada oficialmente a literatura de A.A., m 29 de setembro de  1969, foi fundado em São Paulo  o  Centro de Distribuição de Literatura de A.A. para oBrasil– CLAAB, Sociedade Civil de natureza literária, cuja primeira diretoria foi formada por Donald, Nascimento, César, Vasco Dias, Melinho, Fernando P. e José Ferreira, consultor jurídico e contábil. Em 1970, sai Fernando P. e entram Eloy T., Cecília (do Rio) e Ana Maria – primeira servidora não alcoólica. Em  29  de  fevereiro  de  1976,  durante  o  Terceiro  Conclave  Nacional,  em  São  Paulo, reuniram-se os membros do Conselho Diretor do CLAABe 29 Delegados representando 16 estados, e criaram a  Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil  –  Junaab. O Estatuto dispunha que seriam Órgãos da Junaab, uma Assembleia Geral, uma Diretoria e o CLAAB. Assim, A.A. no Brasil credenciava-se a enviar dois Delegados para a 4ª Reunião Mundial de Serviços, em Nova York, em outubro desse ano; foram eles, Donald M. (SP) e Joaquim Inácio (RS). 
A Conferência de Serviços Gerais – CSG: 
Nos dias 5, 6 e 7 de abril de  1977, realizou-se em Recife (PE) a  Primeira Conferência de Serviços Gerais– CSG. A  CSG  é  a  depositária  da  consciência  coletiva dos  Grupos  de  A.A.  e  o  órgão  máximo  e soberano  de  deliberação  da  Irmandade  de  Alcoólicos  Anônimos  no  Brasil.  A  manifestação  da consciência coletiva inicia-se pela ação dos membros dos Grupos que elegem seus Representantes de Serviços Gerais –RSG´s, passando pelos MCD´s comitês de área e Delegados de Área, terminando na Junaab. Para  que  a  consciência  coletiva  se  manifeste  corretamente,  é  necessária  a  participação  de todos,  em  todos os níveis  de  serviços,  proporcionando  que  a  informação  chegue  de  modo  claro, límpido, rápido e preciso. A Conferência é um órgão colegiado que se reúne uma vez por ano e, extraordinariamente, em casos especiais. Nas reuniões ordinárias, a Conferência apenas delibera e resolve o que deve ser feito, mas a sua organização não lhe permite executar diretamente suas deliberações. Para tanto, é necessário um órgão de composição menos numerosa, de atuação efetiva e com poderes legais para praticar  os  atos  administrativos  próprios  de  uma  sociedade  civil.  Este  órgão  é  a  Junaab,  que  é administrada por uma Junta de Custódios A Junaab e seus órgãos de Serviço: Como órgão de serviço, a Junaab está formalmente organizada, regida por um estatuto onde estão  estabelecidos legalmente  sua  destinação,  atribuições,  forma  pela  qual  é  administrada,  bem como  a  composição  e  competência  de  sua  diretoria  executiva  e  de  cada um  dos  diretores  em particular. Para a execução de suas atribuições, a Junaab conta com sua diretoria executiva, os comitês de  serviço,  que  tratam principalmente  dos  assuntos  administrativos,  financeiros  e  comerciais.  A exemplo da Conferência, a Junaab orienta-se pelas Tradições e pelos demais princípios de A.A. A Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do  Brasil (Junaab),é uma associação civil de direito privado inscrita no CNPJ/MF.: 55.295.554/0001-55, com objetivos não econômicos e sem fins lucrativos, constituída por tempo indeterminado, com sede e foro na cidade de São Paulo, à Av. Senador  Queirós,  101,  2º  andar,  cj.  205  -  CEP  01026-001  e  jurisdição  em  todo  o  território nacional. 
O Escritório de Serviços Gerais – ESG: 
Na  5ª Conferência de Serviços Gerais realizada entre os dias 16 e 18 de março de  1981 na 
cidade  de  São  Paulo,  recomendou-se  o  desmembramento Administrativo  Financeiro  e  Físico  do CLAAB/ESG,  ficando  o  CLAAB  apenas  como  distribuidor de  literatura  de  A.A.  para  o  Brasil, enquanto o ESG assumiria de fato os Serviços Gerais(Executivo) de A.A. em nível nacional. 
Em  07  de  novembro  de  1981 foi  inaugurada  a  nova  sede  do  ESG,  que  se  desmembrou  do CLAAB,  constituindo  Estatuto  próprio,  com  registro  no Terceiro  Cartório  de  Registro  Civil  de Pessoas Jurídicas de São Paulo, sob nº 27.091, em 02/10/81, com a denominação de "Os Estatutos de Alcoólicos Anônimos do Brasil Escritório de Serviços Gerais S/C. AABESG",  que funcionou à Rua Itaipu, 31, Praça da Árvore, Vila Mirandópolis, SãoPaulo - SP. Escritório de Serviços Gerais – ESG, é nome figurativo, e indica o escritório sede da Junaab e a própria diretoria executiva; portanto, seu atual  endereço é Av. Senador Queirós, 101, 2º andar, cj. 205, São Paulo-SP. Para  realizar  suas  atribuições  e  todas  que  venham  ser  acrescentada  pela  dinâmica  de  sua relação com a Irmandade e com a sociedade em geral,é imprescindível que a Junaab disponha de um sólido  apoio  financeiro.  Efetivamente,  os  Grupos  e  os  membros  de A.A.  devem  contribuir  com  o suficiente para manter os importantes serviços realizados pelo ESG. Junta de Custódios: Durante a 6ª Conferência de Serviços Gerais, realizada em Fortaleza em  1982, foi aprovado o  Estatuto  da  JUNAAB  e  nele  constou,  pela  primeira  vez,  legalmente  instituída,  a  Junta de Custódios. No ano seguinte,  1983, na  7ª Conferência, realizada em São Paulo, foram eleitos nossos primeiros Custódios, em número de nove, sendo três não alcoólicos e seis membros da Irmandade, cuja posse se deu na 8ª Conferência, em Blumenau – SC, em 1984. Nesta Conferência, a Junta deixa de se e nominar Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil (Junaab),  para se chamar  Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do  Brasil. Por ser difícil a pronúncia de JSGAAB, optou-se por mudar o nome e manter a sigla JUNAAB, mais fácil de pronunciar e já conhecida de todos os membros. A partir da Conferência de Serviços Gerais de  2007 a Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil  resolveu  se  adequar  à  estrutura  mundial  de  A.A.  Nesse  sentido resolveu  que  os  nossos Delegados  à Reunião de Serviço Mundial seriam também Custódios Alcoólicos. Até então nossos DRSM  levavam  as  decisões  da  Junta de  Custódios  do  AA  do  Brasil  para  a  RSM,  mas  não participavam dessa tomada de decisões. No ano de  2008 ficou evidente que havia necessidade um adjunto deTesoureiro Geral, um não  alcoólico  que  pudesse  suprir  as  ausências  do  nosso  titular  e  assim  foi  criado  o  encargo  de Custódio de Serviços Gerais não alcoólico, Tesoureiro Geral II. Portanto  a  nossa  atual  Junta  de  Custódios  é  composta  por  14  Custódios, sendo  04  não alcoólicos (Dois Nacionais:  Presidente e 1º Vice-Presidente edois de Serviços Gerais:  Tesoureiro Geral  I  e  Tesoureiro  Geral  II)  e  10  alcoólicos,  membros  da  Irmandade (Dois  de  Serviços  Gerais: Secretário/a (Diretor/a Geral do ESG) e Diretor/a Financeiro/a do ESG;  Seis Regionais:  Custódios das  Regiões:  Sul,  Sudeste, Centro-Oeste,  Nordeste,  Norte-I  e  Norte-II  [Um  2º  Vice-Presidente  e cinco Diretores da Junta];  Dois Nacionais: Delegados à Reunião de Serviço Mundial e Diretores da Junta). Os  Custódios  são  eleitos  anualmente,  de  acordo  com  a  necessidade,  na  Conferência  de Serviços Gerais, para um mandato de quatro anos. Os Custódios não alcoólicos poderão ser reeleitos para mais um período de quatro anos. Os Custódios alcoólicos não poderão ser reeleitos em qualquer situação. Os Custódios de serviços gerais alcoólicos devem residir a uma distância de até 200 km da cidade sede da Junaab – São Paulo; os Custódios de serviços gerais não alcoólicos devem residir a uma distância de até 500 km da cidade sede da Junaab. 
Revista Vivência: 
Em  agosto  de  1985,  durante  a  2ª  Reunião  de  Serviços  Nacionais  da  Junaab  em  Baependi, MG,  foi  aprovado  o  projeto  que  resultaria  na  criação  da Revista  Brasileira  de  A.A., cujo  número “Zero” foi lançado em Campo Grande, MS, em novembro desse ano. Devido a problemas técnicos e editoriais, a revista foi transferida para ser editada e publicada em Brasília, sob nova direção, com o nome de  Revista Vivência. Adquiriu um formato bem menor, quase de bolso e foi instituída a assinatura anual.Em 1990, a Revista Vivência instalou-se em Fortaleza, e a partir de 1993 passou a ser editada em São Paulo. Em 1995 foram reformulados os Estatutos da Junaab, e a edição da Revista Vivência - que até então era uma empresa autônoma com diretoria própria, passou a ser responsabilidade do Comitê de Publicações Periódicas– CPP, da Junaab. A Revista Vivência tem como objetivo principal o de informar como funciona a Irmandade de  A.A.,  destacando  o  programa  de  recuperação,  tendo  também  a  finalidade  de  informar  aos membros  e  aos  Grupos  de  A.A.  o  que  a comunidade  profissional  pensa  a  respeito  da  nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo. 
Reunião de Serviço Mundial: 
A  Reunião  de  Serviço  Mundial  (denominada  RSM)  foi criada  por  sugestão  de  Bill  W  e iniciada em 1969. Realiza-se a cada dois anos, ora em Nova York - cidade sede do Serviço Mundial - ora em qualquer outra cidade do mundo, escolhida por consenso dentre os países participantes. A  RSM  congrega  Delegados de todos os países d  mundo que  tenham  uma  estrutura organizada de Serviço capaz de legitimar a sua representação como oriunda da "consciência coletiva" dos Grupos de cada nação. Quando uma RSM acontece  em Nova York, os  Delegados  têm a preciosa oportunidade de ficar conhecendo o Escritório de Serviços Gerais dos EUA/Canadá. Além  de  se  familiarizarem  com  a  infraestrutura  do  Serviço  Mundial,  podem  sentir, intuitivamente, a aura que envolve as atividades de A.A, executadas no país de origem da Irmandade. Toda RSM é patrocinada pela Junta de Serviços Gerais dos Estados Unidos e Canadá. Cada país participante colabora com uma cota de despesa  nivelada estabelecida pela Reunião anterior. A cada Reunião, o plenário, por sugestão da Comissão de Finanças, decide um aumento da cota, de tal forma  que,  dentro  de  alguns  anos,  a  RSM  possa  se  tornar  autossuficiente,  libertando-se  da atual dependência financeira do ESG dos EUA/Canadá. A RSM tem por objetivo principal unir A.A. de todo o mundo e levar a mensagem a todos os recantos do  planeta.  O  evento  se  processa  através  dos  seguintes Comitês:  Agenda,  Comitê  de Política/Admissões/Finanças,  Literatura  e  Publicações, Trabalhando  com  os  Outros,  Instituições Correcionais, de Informação, de Instituições de Tratamento e de Assuntos Novos. Desde 1976 o Brasil é representado, nesta reunião, pelos seus Delegados a RSM. Atualmente, estes Delegados são dois Custódios alcoólicos. A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S, ou, Serviços Mundiais de A.A Esta entidade não existe na estrutura de serviços de A.A. no Brasil. 
Para saber mais: 
Consulte o Manual de Serviço de A.A.a partir da página 63 (Junaab, código 108, R$ 12,00).

7.27.  Como são feitas as traduções da literatura de A.A. 
Box 4-5-9, Natal 2005 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday05-06.pdf 
Título original: “A.A. habla cada vez más los idiomas del mundo” 
Há literatura de A.A. publicada em mais de 80 idiomas e edições do Livro Grande em 52, o que abre as portas da recuperação a milhões de alcoólicos fora do mundo anglófilo. A  supervisão  dos  trabalhos  de  tradução  é  feita  de uma  maneira  sistemática;  o  objetivo  é proteger  a  integridade  da  mensagem  de A.A.  e,  ao  mesmo  tempo, publicar  boas  traduções  da literatura de A.A. que representem com clareza e exatidão os textos originais. As traduções são produzidas de duas maneiras. Às vezes, membros de A.A. ou profissionais que não são membros de A.A. residentes num país fora da estrutura de EUA/Canadá, se põem em contato com Alcoholics Anonymous World Services, Inc.(A.A.W.S.), ou, Serviços Mundiais de A.A. – a editora do Escritório de Serviços Gerais (ESG) de Nova York, para  solicitar uma tradução de literatura ao idioma do país em questão. Por exemplo, em 2004, Mongólia fez uma solicitação desse tipo. Mais frequentemente, os membros de A.A. de outros países põem-se  a fazer traduções por iniciativa  própria.  A.A.W.S.  recomenda  que  se  comece  com  as traduções  dos  folhetos  básicos  de recuperação  como,  por  exemplo,  “A.A.  é  para  Mim?”,  “44  Perguntas”,  e “Um  recém-chegado pergunta...”. Entretanto, diz  Liz  López,  não  alcoólica,  administradora  de  licenças  e  copyrights (direitos autorais) de A.A.W.S., “Todos querem começar com o Livro Grande”. Às vezes o trabalho começa quando um membro ou uma entidade de A.A. de outro país se oferece para iniciar uma tradução. Primeiro A.A.W.S. precisa determinar se existe uma necessidade genuína. O trabalho de tradução supõe recursos financeiros consideráveis e por isso A.A.W.S. não pode aprovar todas as propostas feitas por membros de A.A. para fazer traduções. Quando se trata de traduzir o Livro Grande, após A.A.W.S. reconhecer a  necessidade dessa tradução, pede aos pretensos tradutores que apresentem uma amostra de dois ou três capítulos, incluindo o Capítulo 5. A seguir, A.A.W.S. envia esta amostra para uma agência de traduções que presta serviço para A.A. há bastante tempo, para que faça a avaliação dos trabalhos de tradução. “Esta agência que utilizamos para verificar as traduções que recebemos dos AAs de todas as partes  do  mundo  tem  o  nível  de  entendimento  adequado  e  uma  boa  ideia  do que desejamos e da própria Irmandade. Eles sabem onde têm que olhar”,diz Liz. Mark  Porto, presidente da  agência de traduções, diz: “trabalhar  com  A.A., simplesmente produz  um  desejo  de  colaborar  e  fazer  tudo  o  que  seja  necessário  para produzir  um  trabalho  de elevada qualidade. Percebemos que esta literatura constitui um elemento muito importante na corda salva-vidas que A.A. oferece a todos que estão procurando ajuda em todas as partes do mundo”. Se a tradução for aprovada, isto é, se  for considerada o suficientemente boa para servir de base,  é  dada luz  verde  aos  AAs  que  se  propuseram a  fazê-la. Como  disse  Chris  C.,  diretor  de publicações do ESG, numa palestra na Reunião de Serviço Mundial no passado mês de novembro (2005):  “é melhor que seja feita uma avaliação antes de dedicar grandes esforços para fazer uma tradução que no futura a Irmandade poderá não aceitar”. Se a tradução não for aprovada, é possível que A.A.W.S. comece a fazer a tradução utilizando os serviços da citada agencia. “A  exatidão  da  tradução  tem importância  especial quando  se  trata  de  obras  de Bill  W. É essencial que as traduções dos nossos textos básicos -  Alcoólicos Anônimos e Doze Passos e Doze Tradições, captem o tom e o espirito dos textos originais de Bill”,diz Chris. Em todos os casos, A.A.W.S. detém os direitos autorais sobre os materiais, seja qual for o tradutor  e  sem  importar  onde  sejam  impressos  ou distribuídos.  Desta  maneira  A.A.  preserva  a integridade dos escritos. A.A.W.S. concede licenças, sujeitas a renovação, aos escritórios de serviços centrais e locais ou outras entidades de A.A. de outros países. As licenças concedem aos AAs dos países solicitantes permissão para traduzir, imprimir ou distribuir a literatura especificada no documento. Os Escritórios de  Serviços  Gerais – ESG´s, estabelecidos, por  exemplo,  em  Portugal  e  Japão, assim  como  os  de muitos  outros  países.  Têm  licença  para  fazer  as  três  coisas.  Porém,  em muitos  casos, A.A.W.S. encarrega-se de imprimir e distribuir os materiais. A.A.W.S. detém os direitos autorais de aproximadamente 650 textos de A.A., desde o Livro Grande  até  o  folheto  “44  Perguntas”. Atualmente  (2005), estão  em  curso  umas  20  traduções  de varias publicações de A.A. “Fazemos  todo  o  possível para  colaborar com  os  membros  de  A.A.  de  todas  as  partes  do mundo que estão fazendo traduções”,diz Liz. Mas sempre há certa condescendência ao escolher as palavras  ou  frases  apropriadas  nas  traduções.  “Quando  há desacordo entre os  tradutores  de  A.A. daqui (EUA/Canadá) e os de outro país, concedemos apos tradutores do outro país o benefício da dúvida”. Uldis D., que nasceu em Riga, Letónia e conseguiu sua sobriedade nos EUA, diz que quando voltou  a  Riga  em  1998,  foi  convidado  a  fazer  a  tradução  do  Livro  Grande. Havia  cinco  anos  que estavam trabalhando nesse projeto.  “Nossa equipe de tradução era formada por um poeta letão que podia  ler  inglês,  um professor  de  música  que  podia  ler  a tradução  ao  alemão,  um  professor de geografia  e  eu,  que  havia morado  nos  EUA,  e  tinha  16  anos  de  sobriedade”,  diz  Uldis,  cuja experiência é parecida com a de outros países. “Acredito  ser  necessário  que  algum  membro  da  equipe tenha  conhecimento  da  história americana dos anos de 1930 e esteja familiarizado com o jargão daquela época.Pelo fato de haver morado nos EUA, eu com 60 anos de idade conhecia muitos dos termos utilizados no original do Livro Grande”,  diz Uldis.“Finalmente, depois de anos de trabalho, em julho  de  2003 enviamos a tradução  por  correio  eletrônico  ao  ESG  de Nova  York,  e  recebemos a avaliação  de  um  tradutor desconhecido  para  nós,  mas  de  grande  competência  profissional.  Repassamos  as correções  e os comentários,  que  foram aceitos  u  não,  de  acordo  com nosso  critério.  No  final,  o  trabalho  foi excelente”. Ao  longo  dos  anos  seguintes,  os capítulos  traduzidos  iam  sendo enviados  de  Riga  para A.A.W.S. em  Nova  York  e  eram  devolvidos  com  revisões  sugeridas.  Na  primavera  passada, foi publicado  o  Livro Grande  em letão. “Não  nos importou  absolutamente  quanto  tempo  levou  para fazer a tradução  correta  e submetê-la  a comprovação; já  recebi  comentários  muito favoráveis quanto à qualidade do texto e o fato de que a obra  tem emoções associadas”, diz Uldis.“Acredito que a tradução leva a mensagem tal como está expressa no original”. Em Israel, faz três anos e meio que os AAs estão traduzindo o Livro Grande ao hebraico. Ioni R., um  A.A. de Tel Aviv, diz que as  traduções do Livro Grande que  ele leu  quando alcançou  a sobriedade em 2001 não tinham a fluidez do hebraico moderno. “Eu comecei a fazer uma tradução da ‘História de Bill’ do Livro Grande”,diz Ioni. Outro companheiro israelense, este com 20 anos de sobriedade, ficou muito bem impressionado com a tradução de Ioni. Depois de algumas discussões com outros AAs de Tel  Aviv, chegou-se ao consenso de que existia uma necessidade urgente de publicar uma nova tradução ao hebraico do Livro Grande, uma versão que cumprisse com os requisitos para conseguir uma licença de A.A.W.S.  “Reuniram-se  uns  quantos  companheiros,  alguns  para ajudar  na  tradução  e  outros  para revisar e corrigir o texto”,diz Ioni. Passado algum tempo, o grupo enviou a A.A.W.S. vários capítulos traduzidos como amostra, e em fevereiro de  2002 recebeu luz verde para continuar. No que se refere à revisão e comprovação do texto que é feita no ESG de Nova York, Ioni diz: “Estamos muito satisfeitos por poder fazê-lo assim, de seguir as normas para que se aprove a tradução. Não vemos nenhum inconveniente em submeter a tradução ao processo de avaliação”.No verão passado (2005), já tinham sido concluídos nove capítulos. “Demoramos  algum tempo, mas  considero  o  trabalho como  um  serviço.  Talvez, depois de terminar este projeto, possamos começar a traduzir outros materiais”,diz Ioni. 

7.28.  É preciso ser “alcoólico puro”para pertencer a A.A.? 
Box 4-5-9, Natal / 1992 (pág. 6) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday92.pdf 
Título original: “¿Tienes que ser um ‘alcohólico puro’para pertenecer a A.A.?” 
“No passado mês de agosto (1992), na Conferência de Jovens em A.A. da Área de Kansas City,  ouvi  o  boato  de  que  a  história  do  Livro  Grande  com  o  título ‘Médico,  Alcoólico  e  Adicto’estava em perigo de ser suprimida porque trata da adição ao álcool e às drogas. Eu sou unicamente alcoólico, mas me consideraria um fóssil antiquado com antolhos se me recusasse a aceitar aqueles jovens com dupla adição que foram atraídos pelo programa de A.A.”. Numa carta dirigida ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, desde Springfield, Missouri, Jim S. acrescenta,  “meu Grupo base reúne-se aqui na universidade, e o  recém-chegado que tenha sido unicamente adicto ao álcool é muito difícil de encontrar. Não vejo validade alguma em adotar uma postura esnobe por ser adicto somente ao álcool; já tenho suficientes defeitos de caráter como para acrescentar mais esta ostensiva hipocrisia”.Um membro do pessoal do ESG assinalou na sua resposta que Bill W. tinha falado  “muito claramente” do tema de dupla adição a respeito do que se relaciona com a unicidade de propósito de A.A., no número de fevereiro de 1958da revista  Grapevine (posteriormente reimpresso no livro  “A Linguagem do Coração”  e condensado no folheto  “Outros Problemas Além do Álcool” – Junaab, código 220, R$ 2,50). Ao  se  referir  à  pergunta  “pode  alguém  que  toma  pílulas  e  drogas,  e  também  ter  uma verdadeira história alcoólica tornar-se membro de A.A.?”,Bill responde com um ressonante “SIM”. Depois analisa a seguinte possibilidade: “Digamos. Contudo, que se aproxime de nós um adicto mesmo assim tenha uma verdadeira história alcoólica. Houve um tempo em que tal pessoa teria sido rejeitada.  Muitos  AAs,  no  início,  tinham  a noção  quase cômica  de  que  eram  alcoólicos  –  apenar beberrões  sem  nenhum  outro  problema  sério. Quando os  presidiários alcoólicos e drogadictos  apareceram,   houve muita indignação virtuosa.  ‘O que as pessoas pensarão?’, clamava o coro dos alcoólicos puros. Felizmente, faz muito tempo que essa tolice acabou”.  Enquanto ao “boato”de que a história  “Médico, Alcoólico e Adicto”irá ser suprimida do Livro Grande, continua o membro do pessoal do ESG na sua carta a Jim,  “é  apenas isso – um boato. De fato, no momento não há nenhuma intenção de fazer mudanças no Livro Grande. Sem dúvida, se algum dia for considerada a possibilidade de fazer  a quarta edição e, como aconteceu no passado, algumas histórias serão suprimidas para dar lugar a algum material mais contemporâneo. Mas isso ainda está longe” (1). Desde sua publicação em 1939, a seção de histórias do Livro Grande foi revisada duas vezes. A  segunda  edição foi  publicada  em  1955,  a  terceira  em  1976,  em  conformidade  com  as  Ações Recomendáveis  da  Conferencia  de  Serviços  Gerais.  Nos  dois  casos, anos de  diálogo  contínuo precederam  a  ação  da  Conferência.  Dado  que  os  delegados  que  representam  as  91  Áreas  dos EUA/Canadá  compõem  mais  de dois terços  dos  participantes  na  Conferência  –  e  uma  vez  que  se requer uma votação majoritária de dois terços para fazer uma recomendação a A.A. no seu conjunto, a consciência coletiva da extensa Irmandade de A.A.tradicionalmente tem a última palavra. 
(1) N.T.: De  fato,  houve  a  quarta  edição  do  Livro  Grande  (a  atual)  e  foi  publicada  em  2001. 
Nela, a história  “Médico, Alcoólico e Adicto”continua incorporada ao livro com seu titulo mudado  para  “Aceptance  Was  The  Answer”, ou  algo  como  “A aceitação  foi  a  resposta”;
começa na página 407 (estas histórias aparecem apenas no Livro Grande nos EUA/Canadá, e não no Livro Azul, no Brasil) 

7.29.  Membros de A.A. Pesquisa 2011 
Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2012 (pág. 7) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 
Título original: “Encuesta de los membros de 2011”. 
Os  resultados  da  pesquisa  aleatória  realizada  em  2011 sobre  os  membros  publicados recentemente,  oferecem  uma  imagem  da  Irmandade  de  A.A.  Da mesma  maneira  que  a  pesquisa anterior, publicada em  2007, os resultados confirmam algumas tendências positivas e interessantes que  vieram  tendo continuidade  na  década  passada  e  destacam  a  grande  importância  do  Decimo Segundo Passo para atrair novos membros à Irmandade. 
Mais de 8.000 membros dos EUA e Canadá participaram da pesquisa ajudando  a  gerar  uma  imagem  de  algumas  características  de  A.A.  e  de seus membros. De acordo com a análise da pesquisa, o membro típico de A.A. tem 49  anos,  o  período  médio  de  sobriedade  é  de  quase  10  anos,  assiste  a  duas reuniões e meia  por  semana,  pertence  a  um  Grupo-base  e  tem  um padrinho (com frequência consegue esse padrinho nos primeiros 90 dias de sobriedade). Desde 1968, o Escritório de Serviços Gerais vem realizando pesquisas anônimas da Irmandade a cada três ou quatro anos. O propósito primordial tem sido  o  de manter  informados  os  membros  de  A.A.  a  respeito  das  tendências atuais  das  características  dos  membros  e  proporcionar  informação  sobre  a 
Irmandade aos profissionais e ao público em geral como parte de um esforço contínuo de ajudar aos que sofrem de alcoolismo. As  perguntas  da  pesquisa cobrem  estatísticas  pessoais  (idade,  sexo, raça, ocupação, estado civil), atividade em A.A. (frequência de assistência às reuniões, pertença a um Grupo, apadrinhamento), como o indivíduo foi introduzido em A.A. (por um membro  de  A.A.,  pela  família,  etc.),  e  considerações  “externas”,  tais  como  experiência com instituições de tratamento, os médicos e outros tipos de assessoramento. Destacando a importância do Decimo Segundo Passo cara a cara e de levar a mensagem aos profissionais, a pesquisa indica que 34% dos entrevistados mencionaram um membro de A.A. como responsável pela sua chegada em A.A., e 40% dos que responderam disseram que um profissional da área da saúde os aconselhou a procurar A.A. Ademais,  63% dos membros receberam algum tipo de tratamento ou assessoramento antes de chegar em A.A., e, deles,  74% disseram que isso foi muito importante para que eles decidissem por ingressar em A.A. Depois de chegar em A.A., 62% dos que responderam receberam tratamento ou conselho do tipo médico, psicológico, espiritual, etc. e  82% destes disseram que isto desempenhou um papel importante na sua recuperação do alcoolismo. Há  mais  homens  que  mulheres  -  65%  e  35%,  e  embora  as ocupações  representadas  na pesquisa  cubram  uma  ampla  gama,  desde  gerente/administrador,  profissional/técnico  e  trabalhador especializado  até operário,  vendedor,  educador,  dona  de  casa,  etc.,  a  maior  parte  dos  que responderam, 17%, estavam aposentados. 
Os resultados desta pesquisa estão disponíveis na internet (*) 
(*) Resultados da Pesquisa 2011 
http://www.aa.org/pdf/products/sp-48_membershipsurvey.pdf
Sexo dos Membros 
Homens  65% 
Mulheres  35% 
(em 1968 eram 22%) 
Composição dos Membros 
Brancos  87% 
Hispânicos  5% 
Negros  4% 
Nativos americanos  2% 
Asiáticos  1% 
Outros  1% 
Idade dos Membros 
Menos de 21 anos  2% 
De 21 a 30 anos  11% 
De 31 a 40 anos  15% 
De 41 a 50 anos  24% 
De 51 a 60 anos  27% 
De 61 a 70 anos  15% 
Mais de 70 anos  6% 
Estado Civil dos Membros 
Solteiros  34% 
Casados  36% 
Divorciados  22% 
Outros  8% 
Ocupação dos Membros 
Aposentado  17% 
Profissional liberal  10% 
Desempregado  10% 
Gerente / Administrador  9% 
Profissional / Técnico  8% 
Trabalhador especializado  8% 
Incapacitado (sem trabalho)  6% 
Profissional da saúde  6% 
Operário  5% 
Vendas  5% 
Profissional da educação  3% 
Estudante  3% 
Serviços gerais  3% 
Escriturário  2% 
Dona/o de casa  2% 
Transporte  2% 
Artesão  1% 
Introdução em A.A. (**) 
Por um membro de A.A.  34% 
Instituição de tratamento  32% 
Iniciativa própria  29% 
Família  25% 
Ordem judicial  12% 
Outro  8% 
Agencia de assessoria  7% 
Profissional da Saúde  7% 
Empregador / colega de trabalho 4% 
Amigo / vizinho não AA  3% 
Instituição correcional  2% 
Membro de Al-Anon / Alateen  2% 
Jornais, revistas, radio, TV  1% 
Membro do clero  1% 
Internet  1% 
(**) O total pode ser mais que 100% 
porque foi citada mais de uma situação 
Pertencer a um Grupo 
•  86% dos membros pertencem a um Grupo-base 
Apadrinhamento 
•  81% dos membros têm um padrinho 
•  71% deles conseguiram o Padrinho no prazo de 90 dias Frequência às Reuniões 
•  Os membros assistem em média a 2,6r euniões por semana 
Duração da sobriedade 
Menos de um ano  27% 
De 1 a 5 anos  24% 
De 5 a 10 anos  12% 
Mais de 10 anos  36% 
O tempo médio de sobriedade dos Membros é de quase 10 anos 
Relação com os profissionais da saúde 
• Os médicos de 75% dos membros sabem que fazem parte de A.A. 
• 40% dos membros disseram que um profissional da saúde os aconselhou a ir para A.A. 
Ajuda adicional... 
• ANTES de chegar em A.A.,63% dos membros receberam algum tipo de tratamento ou conselho do tipo médico, psicológico, espiritual, etc. 
• 74% deles disseram que isso foi muito importante para que eles decidissem por ingressar em A.A. 
• DEPOISde chegar em A.A., 62% dos que responderam receberam tratamento ou conselho do tipo médico, psicológico, espiritual, etc. 
• 82% destes disseram que isto desempenhou um papel importante na sua recuperação do alcoolismo. 
COMPLEMENTO: 
Alcoólicos Anônimos no Mundo 
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_summer12.pdf (página 2) 
Segundo o relatório da 62ª Conferência de Serviços  Gerais realizada em Nova York entre os dias  22  e  27  de  abril  de  2012,  divulgado  no  Box  4-5-9  do Verão  2012,  com  base  em  janeiro  de 2012,-  o  cálculo  estimado  de  Grupos  nos  EUA  era  de  58.820;  no  Canadá,  5.025;  Grupos  em Instituições Correcionais  (EUA/Canadá),  1.555;  Grupos  fora  dos  EUA  e  Canadá,  48.667;  Total estimado de Grupos no mundo todo, 114.070. O nº estimado de membros era de 1.290.716 nos EUA; 93.983 no  Canadá;  membros  em  Instituições  Correcionais  (EUA/Canadá),  38.664, e  710.374 membros fora dos EUA e Canadá. Total estimado de membros no mundo todo, 2.133.842. 
.  O Escritório de Serviços Gerais não faz registro dos membros. A informação  aqui  prestada  está baseada nas informações dadas pelos  Grupos  inscritos  no  ESG em  seus  relatórios  e  não representa  um  cálculo  exato  de quem  se  considera  membro  de A.A. 
.  Sabe-se  que  A.A.  está  em atividade  em  aproximadamente 180 países incluindo 60 países que têm Escritório de Serviços Gerais autônomos. Todos os anos o ESG de Nova York entra em contato com todos os ESG´s e Grupos que pedem para ser inscritos em nossos registros. Nos casos em que não dispomos de dados atuais, utilizamos a informação do ano anterior. 

7.30.  Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo 
Box 4-5-9, Abr. Mai./1986 (pág. 10-11) http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may86.pdf 
Título original:“Miembros de A.A. Empleados en el Campo del Alcoholismo”. 
Os  membros  de  A.A.  que  trabalham  no  campo  do  alcoolismo  enfrentam  problemas  e  por vezes  são assediados  por  dilemas  pouco  comuns  em  outras profissões.  É  possível  que  as  práticas profissionais pareçam  se  contrapor  à  maneira  de  fazer  e  aos  princípios  de  A.A.  Por  exemplo,  é possível  que alguma  instituição  de  tratamento  envie às  reuniões  de  A.A.  pacientes  que,  embora dependentes  de  substâncias  químicas,  não  sejam  alcoólicos.  O conselheiro,  tendo  consciência  da unicidade de propósito de A.A. e sabendo que para se tornar membro de A.A. o único requisito “é o desejo de parar de beber”,deve pedir que para ser desincumbido desta função?Ao  assistir  a  reuniões  de  A.A.,  o  conselheiro  recuperado  pode  ser  confrontado  com  outros 
dilemas.  Com  alguma  frequência  é  possível  que  seus  companheiros  de  A.A.  não  vejam  com  bons olhos os alcoólicos recuperados que fazem dinheiro “à custa dos demais alcoólicos”ou aqueles que os  demais  membros  consideram  como  “espertos  em  alcoolismo  e  em  outros  problemas  da  vida”. Ademais,  o “Guia  de  A.A.  para  os  Empregados  no  Campo  do  Alcoolismo”,  indicam  que  é preferível que os AAs que trabalham em uma instituição de tratamento não assistam às reuniões que se celebram dentro da mesma nem façam parte de suas atividades. Em uma esfera em que existem muitos casos de “esgotamento profissional”é conveniente que o indivíduo não confunda seu programa pessoal com sua vida profissional. Jack C., diretor do “Programa para Empregados Alcoólicos”de uma empresa, mantém a regra pessoal de não ocupar encargo algum no Grupo enquanto está aconselhando profissionalmente os alcoólicos. “Preciso as reuniões para recuperar forças. Durante o dia entrego minha energia aos demais; assim, à noite, quando assisto às minhas reuniões me encontro como  uma esponja, com a necessidade de absorver tudo para repô-la”.Jack não se incomoda nem se reprime à hora de compartilhar, mesmo que um cliente  se encontre  na  mesma  sala  de  reunião  –  a  outros  conselheiros,  entretanto,  estas  situações parecem-lhes difíceis. Há uma quantidade de perguntas diferentes: Deve o AA recuperado revelar seu alcoolismo quando aconselha seus pacientes? Se o faz, é sem pre apenas para o benefício do próprio paciente? Esta revelação  altera  sutilmente  a  natureza  da  relação  terapêutica?  Esta  revelação  transforma  a relação profissional numa relação de Décimo Segundo Passo? O conselheiro deve considerar todas estas questões. É uma tarefa difícil para a qual sere quer muita compreensão e frequentemente muita paciência. Jim  A., membro  do  Comitê  de  Custódios  de  Instituições  de  Tratamento,  também  é conselheiro  profissional  e  acredita  que  as  soluções para  estes  e outros problemas  com  os  que  nos deparamos no campo do alcoolismo, podem depender da aceitação dos limites pessoais de cada um. “Um  conhecimento  de si  mesmo,  de  seu  próprio  trabalho,  de  Alcoólicos  Anônimos  e  um reconhecimento  da  própria  capacidade  para  levar  a  bom  termo  a  tarefa  designada, podem contribuir muito para aliviar os problemas da vida,o trabalho, a saúde e a recuperação pessoais. O essencial e saber de qual deles se trata”.Acima de tudo, fazer a cada dia o Decimo Passo, ajudará muitíssimo o conselheiro recuperado a manter seu equilíbrio. “Pode ser útil assistir reuniões de A.A. onde os membros não conheçam sua ocupação ou não se importem”,acrescenta Jim.  “É um bom conselho manter diferenciadas, dentro do possível, as práticas profissionais e seu programa pessoal. Quando as exigências profissionais pareçam se contrapor aos princípios de A.A., discuta-os com outros profissionais da matéria que tenham problemas parecidos. Faça-o no dia-a-dia”. Também  é  conveniente  se  associar  a  organizações  profissionais,  tais  como  associações de conselheiros, que são úteis não apenas para se manter atualizado nos assuntos relacionados com o alcoolismo,  mas  também  como  válvulas  de  segurança, oferecendo  a  oportunidade  de  compartilhar com outros. Bernie  L.,  membro  de  A.A.  e  diretor de  um  “Programa  para  Empregados  Alcoólicos”, fundou, faz alguns anos, um Grupo composto por AAs.Empregados no campo do alcoolismo.  “No final dos anos de 1970”, disse Bernie, “começamos a perceber que, devido às pressões da profissão, os conselheiros começavam a cair como moscas. Precisavam alguém com quem poder falar; de um fórum para os problemas que tinham em comum”. Os membros deste Grupo – pessoal dos programa para empregados alcoólicos, trabalhadores nos programas dos Tribunais e da Família, conselheiros e outros,  celebram  suas  reuniões  em  jantares  mensais  onde  se  discutem  assuntos  como  a  tensão,  o esgotamento  profissional,  a espiritualidade  e  os princípios  de  A.A.  Duas  vezes  por  ano  fazem  um retiro para relaxar, compartilhar e realizar reuniões de A.A. Muitos AAs sentem a necessidade de assistir a mais  reuniões quando começam a trabalhar profissionalmente no campo do alcoolismo; outros, ao contrário, assistem a menos reuniões. A um membro de A.A., que atende em consultório particular, lhe parece que, embora não assista a muitas reuniões como antigamente, tem maior necessidade de desenvolver a espiritualidade. Jim conclui dizendo: “O objetivo de todo conselheiro é equilibrar as exigências profissionais e o serviço A.A. Para alcançar este objetivo devemos dispor tanto dos meios que o programa nos oferece  como  dos  nossos  recursos  profissionais.  Fazendo  uso  de  alguns  destes  procedimentos simples, o conselheiro pode evitar mais facilmente  os perigos e dilema lhe permitindo assim,  ‘estar ali quando qualquer um estender a mão pedindo ajuda’”. 
PARA SABER MAIS: 
Ver:“Guia de A.A. para os Empregados no Campo do Alcoolismo”, 
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/smg-10_foraamembers.pdf 

7.31.  Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus) 
Box 4-5-9, Abr. Mai./1988 (pág. 9-10) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may88.pdf 
Título original:“Llenando el vacío entre el profesionalismo y A.A.”.
Antigamente,  denominavam-se  “os  que  levam  dois  chapéus” aqueles  AAs  que  trabalham  profissionalmente no tratamento do alcoolismo e da dependência química. Como conseguem manter uma perspectiva sobre a diferença entre  “o alcoolismo”e a recuperação em A.A.? Como mantém equilibrada sua condição profissional com uma vida sadia em A.A.? Paul  O.,  da  Califórnia,  médico  recém  aposentado  passou  vinte  anos  sóbrio  trabalhando  no campo do alcoolismo. “Foi uma decisão pessoal minha a de estabelecer perfeitamente a diferença entre  A.A.  e  o  tratamento  do  alcoolismo.  Os  dois  assuntos  coincidem parcialmente,  mas  não  são absolutamente a mesma coisa; de fato, geralmente os dois competem entre si pelo tempo, a energia e ‘o sucesso’do membro. Entretanto, não tive motivos para lamentar a diferença; e se, por causa do programa de A.A. minha carreira profissional não foi o que podia ter sido, não o lamento. Se não tivesse minha sobriedade, nunca poderia ter um trabalho”. Paul disse que podia falar abertamente a respeito de si próprio nas reuniões, mas unicamente depois de se ter dedicado a um profundo exame de consciência. “Os profissionais que dizem que não podem assistir a uma reunião de A.A., nem falar num Grupo porque pode estar presente um cliente seu,  são  os  mesmos  que  em  outro  trabalho  diriam  que estão  demasiado  ‘ocupados’ para  poder assistir a uma reunião profissional. Minha própria  experiência me ensinou que isto é uma desculpa racionalizada  para  fugir  da  intimidade  e  da  participação.  É possível  que  estas  pessoas  se dedicassem  ao  alcoolismo  pela  mesma  razão  que  eu  me dediquei  à  medicina  –  para  criar  um ‘cotovelo profissional’e se manter comodamente distantes dos demais”. J.L.,  de  Nova  York,  encontrou  dilemas  parecidos.  “Depois  de  fazer  um depoimento recentemente falando do Nono Passo, um afilhado disse-me brincando  ‘que boa palestra você deu’. Seu  comentário  bateu  no  cravo,  e  desde então  tratei de  refletir  bem  sobre  a diferença  de  A.A.  e minha carreira profissional. como conselheiro, percebo que tenho que deixar minhas credenciais na porta da sala de reunião, juntamente com todo aparelho terapêutico e todas as teorias respeito ao conceito da doença e regimes de desintoxicação. Se permito que entrem comigo, irão me conduzir a uma postura crítica, para não citar a grandiosidade”. J.L. diz que “posso até não compartilhar nas reuniões porque antigos pacientes meus estão na sala. Entretanto, tenho que me lembrar de que isto é A.A., e aqui nossa doença é tão perniciosa quanto  nossos  segredos.  Acredito  que  possa  dar  bom  exemplo aos  meus  antigos  pacientes, compartilhando com eles, e deixando transparecer que eu também tenho problemas pessoais para resolver.  Às  vezes  posso ouvir falar  a  mim  mesmo  respondendo  num  tom  profissional  como  se estivesse respondendo a um paciente num centro de reabilitação. Ou pode ser que caia na tentação de  emitir  juízo  relacionado  com  a  sobriedade  de  quem  fala.  A  minha  solução  é  manter-me  no AGORA  e  falar  com  o  coração.  Estou  numa reunião  de  A.A.  e  não  fazendo  minhas  rondas  no hospital”. Durante algum tempo, “o assunto do apadrinhamento me criou um grave problema. Porque ter um  padrinho  se  já  tenho  todas  as  respostas?  Que negocio  e  esse  de  compartilhar  meus sentimentos  mais  profundos,  admitir  meus  erros,  e  fazer reparações?  Faz  alguns  anos,  depois  da morte  do  meu  padrinho,  falei  com  várias  pessoas,  incluindo  meu  supervisor  no  trabalho,  sem conseguir  me conectar.  Felizmente,  este  período  não durou  muito  tempo;  encontrei  um  novo padrinho que me mostrou novamente a importância do apadrinhamento em A.A.”. Bob P., que leva 32 anos sóbrio em A.A., e se aposentou recentemente do seu posto como administrador  de  uma  grande  instituição  de  tratamento  no estado  de  Nova  York,  diz:  “embora  os conselheiros  e  outros  profissionais  que  são  membros de  A.A.  têm  demonstrado  ser  trabalhadores muito eficientes  no  tratamento,  acredito  que  temos  uma  grande  oportunidade  de  melhorar  e  nos desenvolver.  Primeiro,  nós  AAs,  temos  a  tendência  a nos ‘sobre  identificar’ e  fundir-nos  com  os pacientes numa forma terapêutica. As linhas que separam o trabalho do Décimo Segundo Passo do assessoramento tendem  a  ser  muito  embaçadas,  e  o  trabalhar  com  um  padrinho  de  A.A.  pode contribuir muito para clareá-las. E, certamente, assistir reuniões, a muitas reuniões”. Bob  lembra  que  o  apadrinhamento  ajuda  muito  também quando  as  práticas  profissionais parecem entrar em conflito com os princípios e as práticas de A.A., como por exemplo, quando a instituição  de  tratamento  onde  o  membro  trabalha  encaminha  adictos  não  alcoólicos  às  reuniões locais de A.A. O membro de A.A. também pode ver-se  confrontado com outro dilema: deve ou não deve assistir às reuniões que se celebram na instituição onde trabalha. Os Guias de Atuação de A.A. para  os  Membros  Empregados  no  Campo  do  Alcoolismo  (*)  -  disponíveis  gratuitamente  no  ESG para quantidades de dez ou menos, sugere que seria  melhor assistir às reuniões fora da instituição, mas a decisão final é um assunto pessoal. “Às vezes andei na corda bamba, entre a minha vida em A.A. e o meu trabalho no campo do abuso de substâncias químicas”,nos conta um AA escrevendo anonimamente desde Kodiak, Alaska. “Os problemas  se  baseiam  na  nossa  própria  humanidade  e  vulnerabilidade  e,  de  acordo  com  a minha  própria  experiência,  podem  ser  resolvidos  em grande  parte  através  da  comunicação  e o  compartilhamento contínuo na Irmandade. Lembro que  certa vez queria iniciar um Grupo especial para os membros que trabalham no campo do alcoolismo. Depois de discutir o assunto com meu padrinho e outros AAs, abandonei a ideia por considera-la demasiadamente ‘elitista’. Os  problemas  continuam  surgindo,  é  claro.  Mas,  oferecem-me  muitas  oportunidades  para praticar  o  Décimo  Segundo  Passo no seu  sentido  integral:  levar  a  mensagem  de  sobriedade  aos alcoólicos e praticar os princípios de A.A. em todas as minhas atividades. Como disse Bill W.,‘Não vivemos apenas para ficar sóbrios; vivemos para aprender, para servir e para amar’”. 
(*)PARA SABER MAIS: 
Veja o “Guia de A.A. para os Empregados no Campo do Alcoolismo” 
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/smg-10_foraamembers.pdf 

7.32.  “Meu nome é ..., e sou alcoólico” 
Box 4-5-9, Primavera (março) 2012 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring12.pdf 
Título original:‘Me llamo… y soy alcohólico’. 
Eis uma das frases mais ouvidas nas reuniões de A.A. em quase todos os lugares do mundo. Mas, de onde vem? Por que a dizemos? E, devemos continuar a fazê-lo? Parece claro que a identificação é um conceito importante em A.A. Na realidade, podemos considerá-la a chave da filosofia de A.A. – um alcoólico ajudando a outro alcoólico. Entretanto,  por  se  tratar  de  uma  Irmandade  com  grande  variedade  de  sugestões,  mas  sem regras  oficiais,  é  necessário  que  uma pessoa  diga,  como  muitos  dizem  ao  apresentar-se  em  uma reunião, que é alcoólica? Nos primeiros anos de formação de A.A., Bill W., um de seus cofundadores, se debatia com a dúvida referente a esta questão e escrevia com frequência a respeito do dilema que enfrentavam os recém-chegados enquanto lidavam  com  a  doença,  talvez  pela  primeira  vez  e  no  contexto relativamente público de uma reunião de A.A.  Bill  argumentava  de  forma  incisiva  que devia  ser  oferecida  ao  recém-chegado  a  maior liberdade possível para decidir como e quando se identificaria como alcoólico. Em um artigo escrito para a Grapevine  com o título  “Quem é membro de Alcoólicos Anônimos?”– artigo este que mais tarde iria formar a base da Terceira Tradição, Bill comentou:  “Esta é a razão pela qual julgamos cada vez menos o recém-chegado. Se para ele o álcool é um problema incontrolável, e ele quer fazer algo  a  respeito,  não  lhe requeremos  mais…  Atualmente,  na  maioria  dos  Grupos,  nem  sequer  é preciso  dizer  que  é  alcoólico.  Qualquer  um  pode-se  juntar  a  A.A.,  apenas suspeitando  que  seja alcoólico ou que já perceba os sintomas mortais da nossa doença”.  Bill  esclareceu  ainda  mais  sua  opinião  nas  palavras  que aparecem no  folheto  “As  Doze Tradições  ilustradas” (Junaab,  código  106,  R$  6,00),  na  seção  que  trata  da  Terceira  Tradição: “Quem decide se o recém-chegado é ou não qualificado? Se quer mesmo parar de beber? Ninguém, obviamente,  exceto  o  próprio  recém-chegado;  todos  os  demais  simplesmente  têm  que aceitar  sua palavra. Na realidade, ele não tem sequer que afirmar isso em voz alta. E isso foi uma sorte para muitos  de  nós,  que  chegamos  em  A.A.  apenas com  um  vago  desejo  de  ficarmos  sóbrios.  Estamos vivos porque o caminho de A.A. se manteve aberto para nós”. Ao se apresentar para falar, Bill W., muito raramente - para não dizer nunca, se identificava como alcoólico, e não há nada na literatura de A.A.aprovada pela Conferência (EUA/Canadá), que indique  como os  membros  devem  apresentar-se  nas  reuniões  de  A.A.,  nem  sequer  que  seja necessário  fazê-lo.  Entretanto,  nos  dias  de  hoje,  pode  haver  momentos muito  tensos  nas  reuniões quando  um  membro  não  se  apresenta  como  “alcoólico/a” ou,  mais  tensos  ainda,  quando  se complementa essa identificação com palavras tais como “sou um alcoólico cruzado”, “sou adicto” ou“alcoólico e dependente de outras drogas”. Muitos  membros  acreditam  que  essas complementações são  preocupantes  porque  podem representar  uma  ameaça  à  nossa  unidade  e  unicidade  de  propósito.  Em  um  artigo  publicado em janeiro  de  1990  na  revista  Grapevine,  Rosemary  P.,  antiga  delegada  de  Pittsford,  Nova  York, escreveu: “Quando em um evento de A.A. digo que sou ‘alcoólica e dependente de outras drogas’ou ‘dependente cruzada’,estou-lhes dizendo que sou um caso especial de bêbada, que meu alcoolismo é diferente  do seu.  Estou  dando  uma  dimensão  extra  à  minha  doença  –  dimensão  esta  que,  dada  a unicidade de propósito, não é apropriado mencionar em uma reunião de A.A. Quebrei nosso vínculo pela metade e, mais importante ainda, diluí meu próprio propósito para estar ali”. Mas,  de  onde  veio  este  costume  de identificar-se  como  alcoólico/a  e  como  acabou  por  se gravar tão indelevelmente na paisagem de A.A. do século XXI?  Da  mesma  maneira  que  em  outros assuntos  relacionados  com  A.A.,  ninguém  sabe  com segurança qual foi a origem deste costume e já com  muito poucos pioneiros ainda entre nós, poucos são aqueles que podem oferecer alguma pista plausível, e além destas pistas, há apenas especulações. Entretanto,  de  acordo  com  uma  amiga  de  A.A.  desde seus primeiros  tempos,  Henrietta Seiberling, a expressão remonta às reuniões do Grupo de Oxford que tiveram seu apogeu no começo da década de  1930. A Sra. Seiberling, não alcoólica, frequentava o Grupo de Oxford em Akron, em busca de ajuda espiritual e foi ela que arranjou o  primeiro encontro entre Bill W., e o Dr. Bob, que naquele  momento  estava  tentando  se  esforçar  para  lidar  com  seu  problema  com  a  bebida  também frequentando  o  mesmo  grupo  que Henrietta.  Nessas  pequenas  reuniões,  todos  os  participantes  se conheciam e não tinham necessidade de se identificar. Porém, nas grandes reuniões “públicas”,onde os  participantes  “testemunhavam” -  de  maneira  muito  parecida  com  a  que  os  membros  de  A.A. fazem atualmente em suas reuniões regulares, chegou a ser preciso se identificar. É possível que em algum momento alguém tenha dito  “eu sou alcoólico”,porém, a Sra. Seiberling não estava muito segura de que tenha sido assim. Nem se lembrou de ter ouvido a frase nas primeiras reuniões de A.A. celebradas em Akron, ainda antes da publicação do Livro Grande (nosso Livro Azul). Um  membro  de  Nova  York  da  época  pioneira  se  lembra  de  ter  ouvido  a  frase  em  algum momento depois da Segunda Guerra Mundial, em  1945ou  1946; mas, sabe-se com certeza que em 1947 foi produzido um documentário para A.A., pela RKO Pathe, com o título  “I am an alcoholic” ou,  “Eu  sou  um  alcoólico”, o  que  dá  credibilidade  à  ideia  de  já  naquele  tempo,  nos  círculos  de recuperação, a frase era reconhecível. Desde então a frase foi-se arraigando até se converter em um protocolo, um elemento quase obrigatório  do  léxico  da  recuperação  e,  com  suas  diversas alternativas  e  permutações  auto reveladoras,  se  transformou  numa  forma  um  tanto  quanto  controvertida  de  se  apresentar  nas reuniões. Atualmente, muitos  acreditam  que  a  solução  do  conflito  que  alguns  sentem  ao  ouvir  seus companheiros se apresentarem como “adictos”,ou com outros termos além do simples “alcoólico”, irá ser encontrada dentro da própria Irmandade. Rosemary P. disse: “Cabe a cada um de nós mantermos intacto nosso programa, repassá-lo ao  recém-chegado  tal  como  o  passaram  para  nós.  E,  também  muito  importante,  fazer  isso  com explicações pacientes, tolerância diante das diferenças – e mais explicações pacientes. Acredito que, através do apadrinhamento comprometido, Grupos base sólidos e serviço ativo, os novos membros irão aprender a ser parte integrante de A.A. e não um fragmento”. A outros  lhes  irá  parecer  mais  importante  a sinceridade e a  reflexão a respeito do que “verdadeiramente são”,ao se apresentar numa reunião; outros ainda, acreditam na importância de manter os problemas separados e tratá-los nos programas e Irmandades criadas para suas respectivas finalidades:  Narcóticos  Anônimos  para  adictos  a  outras  substâncias  além  do álcool,Comedores Compulsivos Anônimos para os adictos incontroláveis à comida, etc. Há ainda aqueles que não lhes parece  muito  importante  a  forma  utilizada  nas  apresentações,  seja como  “adictos” ou  como “alcoólicos” e  propõem  que  os  participantes  se  identifiquem  simplesmente  como  “membro  de A.A.”, já que, por definição, todos os membros de A.A. são “alcoólicos”. Chegar ao equilíbrio entre estas posições é um constante exercício de humildade, confiança e aceitação  no  seio  da Irmandade,  enquanto  os  membros buscam  ser  inclusivos  e  ao  mesmo  tempo reconhecer os vínculos singulares do alcoolismo quenos mantém conectados a todos. Como  está  expresso  no  Livro  Azul,  capítulo  “Entrando  em  Ação”, página  113/1/2: “Entramos  no  mundo  do  Espírito.  Nossa  próxima  tarefa  é cultivar  a  compreensão  e  a  eficiência. Não  é  algo  que  se  consiga  da  noite  para  o  dia.  Deve continuar  por  toda  a  nossa  vida. Continuaremos a tomar cuidado com o egoísmo, a desonestidade, o ressentimento e o medo. Quando aparecem, pedimos imediatamente a Deus para removê-los. Sem perda de tempo, falamos a respeito deles com alguém e, se magoamos outra pessoa, fazemos logo uma reparação. Então, com firmeza, voltamos nossos pensamentos para alguém a quem possamos ajudar. O amor e a tolerância para com os outros é o nosso código”.

7.33.  O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos) 
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1986 =>(pág. 6-7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov86.pdf 
Título original:“El Espíritu de A.A. se Transmite Como una Ola” 
Charlie A., um AA do Brooklyn, recebeu recentemente uma chamado do Intergrupo de Nova York,  pedindo-lhe  para se  colocar  em  contato  com  “Joe” que tinha  acabado  de  telefonar  ao escritório com um pedido urgente de ajuda. Charlie  diz: “Joe era muito adicto à cocaína. Tinha um problema grave. Seu terapeuta tinha-o aconselhado que, se usava drogas e procurava ajuda, deveria entrar em contato com Alcoólicos Anônimos”. Charlie está sóbrio há vinte anos e já fez muito trabalho de Decimo Segundo Passo. Refletiu sobre a unicidade de propósito de A.A. Também refletiu sobre a nossa tradição de cooperação sem afiliação a organizações alheias à Irmandade. Então, como ele conta,  “levei ao conhecimento de Joe que  A.A.,  na  realidade,  é  para  pessoas  que  tem problemas  com o  álcool;  entretanto,  se  assim  o deseja-se,  chamaria  para  ele  a  Narcóticos  Anônimos. Se  NA  não  devolvesse a  chamada,  lhe assegurei que  o  levaria  diretamente  a  uma  reunião  de  NA  ou  lhe  indicaria  o  endereço  de uma reunião de NA de fácil acesso que fosse celebrada nesse mesmo dia”. Ao  chamar  a  NA,  Charlie  recebeu  uma resposta  imediata  e  calorosa  – “agradar-lhes-ia ajudar a qualquer  adicto  que  fosse  encaminhado”. “Ademais” conta  Charlie,  “pediram-me  que dissesse a qualquer outro adicto que encontra-se, no espirito de cooperação entre A.A. e NA, que NA está à sua disposição e deseja ajudar”. Algumas semanas depois de encaminhar Joe a NA, Charlie teve noticias dele.  “Agradeceu me a ajuda e disse que se sentia muito mais cômodo em NA do que poderia ter-se sentido em A.A. Ajudava-lhe muito poder-se identificar com clareza nas reuniões de NA”. Narcóticos  Anônimos, com sede  em  Van Nuys,  Califórnia,  é  muito  ativa,  com  reuniões regulares em todos os 50 Estados dos EUA e a maioria das Províncias do Canadá. A organização, cujo formato é muito parecido com o de A.A., está bem estabelecida em Europa e na Austrália, e esta começando na Ásia, África e América do Sul. A força de  A.A.  está na nossa unicidade de propósito: levar a mensagem ao alcoólico que ainda  sofre.  Por  isso  é  do  nosso  agrado  ter  a oportunidade  de  compartilhar  nossos  princípios e métodos  com  outros  grupos  de  esforço  pessoal; entretanto, apenas  estes grupos  proporcionam o elemento essencial para o sucesso: 
o vínculo comum  que une seus membros.

7.34.  O propósito único de NA 
Artigo publicado no Boletim #13 de Narcóticos Anônimos em novembro de 1985 pelo Conselho de Custódios para Serviços Mundiais de NA, transcrito na Revista Vivência nº 63 – Jan./Fev. 2000 e recolhido no sítio oficial da JUNAAB Algumas Considerações Sobre Nosso Relacionamento Com Alcoólicos Anônimos. A forma como Narcóticos Anônimos – NA, se relaciona com todas as outras irmandades e organizações  podem  gerar  controvérsia  dentro  de nossa  irmandade.  Embora haja  uma  política estabelecida  de  "cooperação  sem  afiliação",  a  confusão  permanece  no  que  se  refere  às  outras irmandades.  Uma  questão  bastante delicada  envolve  nosso  relacionamento  com  a  irmandade  de Alcoólicos  Anônimos.  O  Conselho  de  Custódios  para  Serviços  Mundiais  de  NA  costuma receber cartas que versam sobre a mais variada gama de perguntas acerca desse relacionamento. Narcóticos  Anônimos  foi  criado  com  base  em  Alcoólicos Anônimos.  Quase  todas  as comunidades de NA que existem, apoiaram-se, de alguma forma, em A.A., durante seu período de formação. Nosso relacionamento com A.A. tem sido muito verdadeiro e dinâmico ao longo dos anos. Nossa  irmandade  como  um  todo  resultou  da  dúvida  existente  em  A.A.,  sobre  o  que fazer  com  os adictos que batiam à sua porta. Voltaremos um pouco às origens, em busca de uma perspectiva de nosso atual relacionamento com A.A. Bill W., um dos cofundadores de A.A. , sempre dizia que um dos maiores sustentáculos de sua  irmandade  era  a  unicidade  de  propósito,  ou  seja,  mirar  somente  um .  Limitando  seu propósito primordial a levar a mensagem aos alcoólicos e evitando assim qualquer outra atividade, A.A.  é  capaz  de  se  desincumbir  dessa  tarefa  de  uma  forma  extremamente  eficaz.  O  clima  de identificação é preservado pela unicidade de propósito, e o alcoólico encontra então a ajuda de que 
necessita. Desde seu mais remoto início, A.A. foi confrontado  com uma situação bastante complicada: 
"O que fazer com os dependentes químicos que nos procuravam? Desejamos manter nosso foco no álcool para que a mensagem seja levada ao alcoólico, mas os adictos que aqui chegam, falam sobre drogas, e, inadvertidamente enfraquecem nosso clima de identificação."Os Doze Passos e o Livro Azul  já  haviam  sido escritos  -  o  que  mais  se  esperava  que  eles  fizessem?  Que  novamente  os reescrevessem? Permitir que o clima de identificação se diluísse e que o sentido de pertencer a A.A. se perdesse? Expulsar aquelas pessoas agonizantes para que morressem na rua? Deve ter sido uma situação extremamente complexa para A.A. Quando  A.A.  finalmente  estudou  o  problema  de  forma  cuidadosa  e  tomou  uma  posição através  de  sua  literatura,  a  solução  por  eles  encontrada foi  mais  uma  prova  de  seu  bom  senso  e sabedoria. Prometeram seu apoio num espírito de  "cooperação, mas não afiliação". Essa solução de grande visão para uma questão tão complexa preparou o terreno para o surgimento da irmandade de Narcóticos Anônimos. Entretanto, o problema que A.A gostaria de evitar teria de ser comunicado individualmente a cada grupo que tentasse adaptar seu programa de recuperação para dependentes químicos (adictos). Como conseguir então  o  clima  de  identificação  indispensável  para  a  rendição  e  a  consequente recuperação, caso fosse permitido acolher os mais diversos tipos de dependência? Seria possível para um dependente de heroína se relacionar com facilidade com outros dependentes cujo problema fosse o álcool, maconha ou tranquilizantes? Como seria conseguida a Unidade, que, segundo a Primeira Tradição, é fundamental para a recuperação? Nossa Irmandade (NA) herdou então um árduo dilema. Para que se tenha ideia de como A.A. lidou com o problema, voltemos um pouco para a sua história. Uma segunda coisa sobre a qual Bill W., sempre falava e escrevia, era o que ele chamava de "gol de placa"de sua irmandade - as palavras do Terceiro e Décimo Primeiro Passos. A grande área da espiritualidade versus religião era tão complexa para eles assim como a unicidade de enfoque o era  para  nós.  Bill  costumava  contar  como  o  simples  fato  de acrescentar "na  forma  em  que  O concebíamos" depois  da  palavra  "Deus",  liquidou  por  completo  com  toda  a  controvérsia  a  esse respeito. Um simples quesito, que tinha potencial para dividir e destruir A.A. transformou-se num dos maiores alicerces de seu programa. À  medida  que  os  fundadores  de Narcóticos  Anônimos  adaptaram  os Passos  de  A.A., chegaram também a um  "gol de placa"de importância equivalente. Ao invés de adaptar o  Primeiro Passo de forma lógica e natural ("Admitimos que somos impotentes perante as drogas"), eles fizeram aí  uma  mudança  radical:  Escreveram  assim:  "Admitimos  que somos  impotentes  perante  a  nossa adição". Existe um grande número de drogas e o uso de qualquer delas é apenas o sintoma de nossa doença.  Quando  os adictos  se  reúnem  e  enfocam  as  drogas,  normalmente  estão  enfocando  suas diferenças, pois cada um deles usa um tipo de combinação de drogas. A única coisa que todos eles tem em comum é a doença da adição. Com aquela simples mudança na frase, foi criada a irmandade de Narcóticos Anônimos. Nosso Primeiro Passo (NA) dá-nos um foco: nossa adição. As palavras do Passo Um enfocam também nossa impotência perante os sintomas da doença. A frase “impotentes perante nossa adição" engloba tanto os veteranos quanto os recém-chegados. Nossa adição vem novamente à tona e causa descontrole  de pensamentos  e  sentimentos  sempre  que descuidamos  de  nosso  programa  de recuperação. Esse processo nada tem a ver com a  "droga de preferência". Estamos alerta contra a recorrência  do  nosso  uso  de  droga  aplicando  nossos  princípios  espirituais  antes  de  uma  recaída. Nosso Primeiro Passo se aplica independentemente da  "droga de preferência"e do tempo em que estamos  limpos.  Tendo  esse  "gol  de  placa" como  embasamento,  NA  floresceu  como importante organização mundial, enfocando claramente a adição. À medida que a comunidade de NA amadureceu através de um melhor conhecimento de seus próprios princípios (o Passo Um em particular), um fato interessante se apresentou. A perspectiva de A.A.,  enfocando  o  álcool,  e  a  abordagem  de  NA, não  enfocando  nenhuma  droga  específica,  não podem  ser  confundidas  (misturadas).  Quando  tentamos misturá-las  enfrentamos  os  mesmos problemas que  A.A.  teve  conosco.  Quando  nossos  membros  se  identificam  como  "adictos  e alcoólicos",  ou falam sobre  "sobriedade"e viver  "limpo e sóbrio",a clareza da mensagem de NA é truncada. Esse linguajar sugere a existência de duas doenças e que cada droga é diferente da outra, como se houvesse necessidade de terminologias diferenciadas toda vez que a adição fosse discutida. À  primeira  vista,  o  fato  parece  de  somenos  importância,  contudo  nossa experiência  mostra  que  o impacto da mensagem de NA é claramente atenuado por essa confusão semântica aparentemente tão sutil. Ficou  bem  claro  que tanto  nossa  compreensão  quanto  nossa  unidade,  assim  como  a  nossa rendição "ampla, total e irrestrita" como adictos que somos, depende de um entendimento límpido e cristalino de nossos princípios mais fundamentais:  somos impotentes perante uma doença que piora progressivamente  mediante  o  uso de  qualquer  droga.  Não  importa  qual  fosse  a  nossa  "droga  de preferência"  ao  ingressarmos;  qualquer  droga  que  usarmos  acionará  novamente  a doença. Recuperamo-nos da doença da adição aplicando nossos Doze Passos. Nossos Passos foram escritos especialmente para transmitir claramente a mensagem, portanto, todo o resto de nossa linguagem de recuperação  precisa  ser  tão  consistente  quanto  eles.  Não  podemos  misturar  esses princípios fundamentais com aqueles da organização coirmã, sem que nossa própria mensagem seja truncada. Ambas as irmandades têm sua Sexta Tradição, para que possam conservar suas respectivas características e impedir que se afastem do seu propósito primordial. Uma irmandade de Doze Passos possui  uma necessidade  inerente  de  enfocar  um  único propósito,  de  forma  a  fazê-lo  de  um  modo eficaz;  cada  irmandade  de  Doze  Passos  deve  ser  independente e não  filiada  a  nenhuma  outra atividade. A separação faz parte de nossa natureza,assim como o uso de terminologia própria, pois cada uma delas tem seu único e diferenciado propósito. O alcoolismo é o enfoque de A.A., e nós devemos respeitar o nosso próprio propósito e identificarmo-nos em nossas reuniões como adictos simplesmente, e fazer nossas partilhas de forma quea nossa mensagem seja clara. Como  irmandade,  devemos  nos  empenhar  cada  vez  mais  em evoluir,  sem  nos  atermos teimosamente  a  nenhuma  radicalidade.  Aqueles  companheiros  que  estavam  truncando  (ainda  que sem intenção) a mensagem de NA, usando termos como "sobriedade", "alcoólico", "limpo e sóbrio", "viciado em drogas" etc., poderiam contribuir bastante se identificando claramente como adictos e passando  a  usar  as  palavras  "limpo,"  "tempo  limpo,"  e "recuperação", as  quais  não  especificam nenhuma substância em particular. Todos nós podemos ajudar, citando nas reuniões apenas a nossa literatura, e evitando com isso implicações de qualquer endosso ou afiliação. Nossos princípios são autossustentáveis. Pelo bem de nosso desenvolvimento como irmandade e a recuperação individual de  nossos  membros,  nossa  abordagem  dos problemas da adição  deve  transparecer  claramente  em tudo o que fazemos ou falamos nas reuniões. Membros de NA que costumavam usar esses argumentos no sentido de racionalizar e também cristalizar  uma  posição  anti-A.A.,  conseguiram  com  isso  desestabilizar  companheiros  veteranos  e bastante  ativos dentro  da Irmandade.  Melhor  fariam  eles  se  reavaliassem  e  reconsiderassem  os efeitos  danosos  desse  tipo  de  comportamento.  Narcóticos  Anônimos é uma irmandade espiritualizada. Amor, tolerância, paciência, e compreensão são essenciais na consolidação de nossos princípios. Vamos  canalizar  energias  em direção  ao  nosso  desenvolvimento  espiritual  pessoal,  através dos  nossos  Doze  Passos.  Levemos  nossa  mensagem  de  forma  clara.  Há  muito  trabalho  e fazer  e precisaremos muito uns dos outros para que haja eficácia. Vamos buscar o espírito de unidade de NA. 

7.35.  O Grupo de Oxford: Precursor de A.A. 
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1987 (pág. 6-7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar87.pdf 
Título original: “El Grupo Oxford, Precursor de A.A.”. 
Um piloto o descreveu como  “uma maravilha que transforma pessoas em seres humanos”. 
Um jornalista escreveu: “Não é uma instituição nem uma opinião; incentiva a revolução do próprio ser”. 
Falaram do Grupo de Oxford, o principal precursor de A.A. 
O  fundador,  ou “Iniciador” como  se  classificou  a  si  próprio,  era  um  homem  alto,  trajado impecavelmente,  caráter  reservado,  expressão  grave; a  muitas pessoas  parecia-lhes  um  profeta improvável. Nascido  na Pensilvânia  em 1889,  Frank  Buchman  iniciou  ali  sua  carreira  como  ministro luterano.  Depois  de uma  serie de  desilusões  pessoais,  tornou-se  um  “transformador  de  homens”  e iniciou  o  Grupo  de  Oxford  entre  os  anos  1916 e  1920.  O  Grupo estabeleceu  normas  éticas  muito elevadas  para  seus  membros,  incentivando-os  a  que  aspirassem  aos  quatro  absolutos:  sinceridade absoluta, pureza absoluta, amor absoluto e desprendimento absoluto. Estes conceitos eram utilizados como unidades de medida do progresso individual.  Talvez  o  elemento mais importante  da  vida  deste  Grupo  fosse  a  confissão  ou  o “compartilhamento”. Os  primeiros  dias  do  desenvolvimento  do  Grupo  caracterizaram-se por experiências onde os membros ficavam em pé diante de um auditório para descrever a história dos seus fracassos. Buchman  conseguiu atingir a  alta sociedade da  época, e seus discípulos  estavam cheios de devoção  a  ele,  devida,  em  parte,  ao  seu  talento  para  a  comunicação.  Costumava  expressar sua mensagem utilizando metáforas simples, fáceis de compreender:  “Se alguém tem uma doença num olho, de que adianta colocar-lhe remédio desde um terceiro andar?” e “Não coloque o feno tão alto que o burro não possa alcançar”. Já  nos  anos  de  1930 o  Grupo  de  Oxford  conseguiu  atrair  muitos  alcoólicos;  e alguns conseguiam se manter sóbrios. Por volta da metade dessa década, Bill W., entrou em contato com o Grupo de Oxford da Igreja Episcopal do Calvário, em Nova York, que dispunha de um serviço para alcoólicos.  Quando  foi  a  Akron,  em  viagem  de  negócios,  foi  tomado  por  uma  grande  vontade  de beber:  na  sua luta  para  resistir  à  tentação,  decidiu  procurar  outro  alcoólico  que  talvez  estivesse passando pela mesma dificuldade. Conheceu o Dr. Bobque, por coincidência, estava associado ao Grupo de Oxford. Enquanto  estes  dois  homens  compartilhavam  suas  experiências,  conseguiram  reconhecer  o valor dos princípios espirituais, da solidariedade  e do vínculo em comum que tinham através do seu alcoolismo. Progredindo da fraqueza para a força, ocorreu-lhes a ideia de que talvez pudessem ajudar outros que estivessem lutando contra o alcoolismo, e assim nasceu Alcoólicos Anônimos.  Entretanto, o Grupo de Oxford começou a se reunir em grandes assembleias substituindo-as pelas  pequenas  e  intimas  reuniões  de  anos  atrás.  Em  1938 mudou o nome  para “Rearmamento Moral” e  começou  a  trabalhar  cada  vez  mais  com  assembleias  mundiais.  Alguns  dos  primeiros discípulos retiraram-se do movimento, descontentes  com a mudança de ênfase do indivíduo para a massa. O principal lema de  Buchman naquele  então era  “Transformar o mundo, transformando a vida”, e isto conduziu o movimento à sua derrocada. Na metade dos anos de 1930, Buchman tratou de se entrevistar com Adolf Hitler, convencido de que ele poderia ser tocado e transformado pelo poder de Deus. Não foi bem sucedido, mas insistiu em alcança-lo através de seus partidários. Por estefato, foi rotulado de pro-nazista. Os fundadores de A.A. aprenderam uma lição da grandeza e decadência do Grupo de Oxford. Não é apenas uma coincidência que o Preâmbulo diga:  “A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião,  nenhum  movimento  político,  nenhuma  organização  ou  instituição;  não  deseja  entrar  em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas”. Outro  contraste  significativo  tem  a  ver  com  o  anonimato.  Nos  primeiros  dias,  Buchman Insistiu em que fosse mantido o anonimato a nível público; mais tarde descobriu e o uso do nome fazia  parte  do  depoimento,  e  que  poderia  ser  utilizado para conquistar  outros membros.  Com  um toque de Madison Avenue (*), acreditou que os depoimentos poderiam ser utilizados para vender um modo  de  vida  gratificante,  para incentivar  o  trabalho  em  equipe  nas  empresas  e  promover  a espiritualidade. Entretanto, a pesar destas diferenças, Bill nunca se furtou a reconhecer a profunda influência do  Grupo  de  Oxford  no  desenvolvimento  de  A.A.  Falando  na  reunião  do  vigésimo  aniversário  da Irmandade (a segunda Convenção Internacional de A.A., e Saint Louis, Missouri, em  1955), disse “...A.A.  retirou  os  preceitos  de  autoexame,  reconhecimento  dos  defeitos  de  caráter, reparação  de danos e o trabalho com os outros, do Grupo de Oxford, e, diretamente de Sam Shoemaker, seu ex-líder na América, e de nenhum outro lugar”.
 (*), A  Madison  Avenue  é  uma  grande  avenida  que  corre  pela  cidade  de  Nova  Iorque, distrito de Manhattan, correndo num sentido norte-sul. É uma via pública de sentido único. Veículos podem  transitar  apenas  para  o  norte.  É  uma  avenida  arterial  de  Nova  Iorque,  e  uma  das  mais movimentadas da cidade. Está nomeada em homenagem a James Madison, o quarto presidente dos Estados Unidos. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madison_Avenue 

7.36.  “O homem na cama”ou, a abordagem ao AA nº 3
Box 4-5-9, Primavera (março) 2012 (pág. 1-2) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring12.pdf 
Título original:“El hombre en la cama”. 
Já se perguntou alguma vez como teria sido receber uma visita de Bill W., e do Dr. Bob para uma  abordagem  conforme  o  Décimo  Segundo  Passo?  Pois Bill  D.,  um  reconhecido  advogado  e vereador da Cidade de Akron, que no verão de  1935 encontrava-se  de  novo  no  Hospital  municipal  dessa cidade,  com  delirium  tremens,  amarrado  a  uma cama,  por  ter  esbofeteado  duas  enfermeiras,  alguns anos  após  o  evento,  em  1953 numa  conversa  com Bill W., descreveu assim aquela visita: 
“Olhei  para  cima  e  vi  dois  grandalhões  de mais  de  1,80m  de  altura,  de  aspecto  muito agradável.  Passado  pouco  tempo  estávamos contando  vários incidentes  de  nossas  vidas  de bebedores e, naturalmente, não demorei muito para perceber que vocês sabiam do que falavam... Muitas pessoas já tinham falado comigo a respeito da minha maneira de beber – de fato, vinham-me visitar e eu ficava calado e não lhes fazia caso algum. Diziam-me que eu deveria parar de beber. Certamente,  eu  sabia  disso  melhor  do  que  eles;  porque  além  de  saber  tudo  o  que  eles  sabiam, somente eu sabia o quanto doente ficava. Vocês dois eram muito simpáticos, e após um momento, lembro que eu estava falando mais que  ninguém...  Assim,  depois  de  ouvir  uma  parte  da minha história,  você  disse  ao  Doc  –  não acredito que saiba que ouvi o que você disse, mas ouvi – você lhe disse ‘Parece-me que vale a pena trabalhar com ele e salvá-lo’”. Bill D., que mais tarde seria conhecido nos círculos de A.A. como o A.A. nº 3e “o homem na cama”,  seguiu falando:  “Vocês dois me disseram, ‘Quer deixar a bebida? Não é assunto nosso sua maneira de beber. Não estamos aqui para lhe tirar nenhum direito ou privilégio, porém, temos um programa através do qual acreditamos poder mantermo-nos sóbrios. Parte deste programa supõe que o passemos a outra pessoa que o necessite e o queira. Se você não o quer, não lhe faremos perder mais tempo, iremos procurar outra pessoa’”. A seguir, fizeram várias perguntas a Bill D.: Acreditava que poderia deixar a bebida por si próprio e sem ajuda? Acreditava em um poder superior? E, se era assim, estaria disposto a recorrer à ajuda desse poder superior? Deixaram Bill para que ele próprio pudesse considerar tudo aquilo; e ele, ali, prostrado na cama do hospital, fez um repasse mental da sua carreira de bebedor. Bill D., prossegue: “Pensei no que a bebida tinha feito comigo... as oportunidades perdidas, pensei nas possibilidades e nas coisas que me tinham sido oferecidas e como desperdicei todas elas e cheguei à conclusão de que se não queria deixar a bebida, deveria querer deixá-la...” Quando aqueles dois homens voltaram mais tarde, o Dr. Bob perguntou a Bill D., se queria parar de beber.  “Sim, Doc”,disse Bill.  “Gostaria de deixar a bebida cinco, seis ou oito meses pelo menos, até que possa colocar as coisas em ordem e começar a ganhar o respeito da minha mulher e de outras pessoas, consertar minha situação financeira e coisas assim. Vocês  dois  puseram-se  a  rir  com  vontade.  Depois,  um dos  dois  olhou  para  minha  cara  e disse:‘Temos algumas noticias ruins. Para nós foram noticias más, e provavelmente também o serão para você. Mesmo que se distancie da bebida seis dias, ou seis meses, ou seis anos, se você voltar a tomar um trago, irá voltar a ficar amarrado de novo a uma cama neste hospital, onde já passou boa parte dos últimos seis meses. Bill D., você é um alcoólico’. Segundo lembro, essa foi a primeira vez que reparei nessa palavra. Acreditava que era um bêbado.  E  vocês  me  disseram: ‘Não.  Você sofre  de  uma  doença  e  importa muito  pouco  o  quanto tempo esteja distante da bebida. Se você tomar um par de tragos irá acabar na mesma situação em que se encontra agora’. Essas notícias pareceram-me muito desanimadoras naquele momento”.A pergunta seguinte que Bill W., e o Dr. Bob fizeram a Bill foi se ele acreditava que poderia ficar 24 horas sem beber.  “Mas é claro... qualquer pessoa pode fazer isso”, disse Bill. “É disso que estamos falando precisamente. Apenas 24 horas a cada vez”,lhe falaram os dois cofundadores de Alcoólicos  Anônimos.  “Estas  palavras  me  tiraram  um  grande  peso  de  cima.  A  cada  vez que  me encontrava pensando na bebida, não me via passando  muitos longos e áridos anos sem beber, mas apenas um breve período de 24 horas”,disse Bill D. A Bill D., lhe parecia que Bill W., e o Dr. Bob estavam verdadeiramente contentes por estar sóbrios  e  disse:  “Pareciam  estar  tão  perfeitamente  contentes  com sua sobriedade,  podia-se ver claramente, e falavam com tanta segurança que, passados alguns dias, comecei, junto com a minha mulher, pelo menos até um certo grau, que eu também poderia conseguir... Não me preocupava com a possibilidade de que o programa pudesse não surtir efeito, porém, não me sentia absolutamente seguro de poder continuar a prática do programa. Entretanto, cheguei à conclusão de que estava disposto a fazer todo o possível para alcançá-lo. Fiquei mais oito dias no hospital. Durante esses dias comi apenas chucrute e tomates crus. O dia  4  de  julho,  Doc  visitou-me  no  hospital  e  eu  tinha  uma amiga  que  me  havia oferecido  uma casinha à beira de um lago onde poderia ficar durante uma semana. Assim, ao sair do hospital, Bill W., o Dr. Bob e Anne, e eu e minha mulher, viajamos apinhados em um carro para aquela casinha. Não  havia  bebidas  alcoólicas  na  casa.  No  começo  foi muito  duro.  Quase  todo  o dia recebíamos visitas  e  viajávamos  até  uma  pequena  ilha  para  almoçar  ao  ar  livre  e  tratar  de  desenvolver atividades para nos manter sóbrios. Certamente que  a boa companhia e o estar sempre ocupados foram  de  grande  ajuda.  Passei  mais  de  uma  semana  nesse  local.  Não  foi  nada  fácil,  mas estava disposto a seguir em frente para me desfazer daquele problema que eu tinha... Com  o  passar  dos  dias,  comecei  a  recuperar  minha  saúde  e  deixei de  me  sentir  como se sempre tivesse que ficar escondido. Continuo assistindo às reuniões porque gosto de assistir. Nelas, encontro pessoas com as que gosto falar. Outra razão que tenho para  continuar assistindo é que continuo a ser grato pelos bons anos que tenho passado”. Contou Bill D., a Bill W.Bill D., morreu em Akron na noite da sexta-feira, 17 de setembro de  1954. Em sua memória Bill  W.  escreveu:  “Melhor  dizendo,  as  pessoas  dizem  que  morreu,  mas  de  fato não  é  assim. Seu espírito e seu exemplo ainda vivem nos corações de incontáveis membros de A.A.; e não há a menor de que Bill D., já ocupa uma das inúmeras moradas do além... A força do belo exemplo que nos deu em nossa época pioneira, irá durar tanto tempo quanto nossa mesma Irmandade” 
PARA SABER MAIS: 
O quadro a óleo acima foi pintado pelo artista e membro de A.A.,Robert M.,em  1955 para ilustrar a edição de Natal da revista Grapevine em  dezembro daquele ano. Nele, o pintor retrata os dois cofundadores de A.A., Bill W. e o Dr. Bob, levando a mensagem a um homem acamado que o público identificou como sendo o terceiro membro, ou seja, Bill Dotson (1892-1954).Seu título original foi “Came to Believe"  ou, “Viemos Acreditar”. A pintura logo se tornou muito  popular entre  os  membros  da  Irmandade  e  reproduções  simples,  a  quatro  cores,  foram disponibilizadas para venda. Em maio de 1956 a tela foi presenteada pelo autor a Bill W., que a emoldurou e pendurou no escritório  de  sua  casa,  em  Bedford  Hills,  Nova  York,  onde  permanece  depois  de  a  casa  ser convertida em museu.  Em sua carta de agradecimento ao artista, Bill escreveu:  “Ao olhar para seu quadro, pode-se ver o coração e a essência de A.A.”. Em  1973,  com  a publicação  do  livro “Came  to  Believe"  ou,  “Viemos  Acreditar”,  e  para evitar confusões, os editores da Grapevine mudaram  o titulo da ilustração para  “The man on the bead”, ou  “O homem na cama”.  (Bill  D. não  chegou a ver  a  pintura;  ele  havia  morrido  em  17/09/1954). 

7.37.  O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A. 
Box 4-5-9, Ago. Set. 1989 (pág. 1 a 3) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept89.pdf 
Título original: “El Libro Grande cumple 50 años como ‘padrino’ más eficaz de A.A.”. 
Quando o libro Alcoólicos Anônimos saiu da gráfica em abril de 1939, ninguém podia prever que,  de  toda  a  literatura  de  não  ficção,  chegaria  a ser  um  dos maiores  sucessos  editoriais  já publicados.  Sabemos  que  foram  vendidos  ou  distribuídos  oito  milhões  de  exemplares  (*) desde aquela data (até  1989); o que não podemos calcular é o número de doentes alcoólicos que, devido a amplitude e à força espiritual do livro, conseguiram alcançar a sobriedade.  Em 1939, depois de uma discussão acalorada, seu preço foi fixado em 3,50 dólares um pouco elevado para a época (aproximadamente 80,00 dólares em  2013), e apenas dez centavos a menos do que o preço  atual  (1989).  Para  compensar,  Bill  W.,  o  cofundador  de  A.A.,   e  seus  amigos selecionaram  o papel mais  grosso que puderam  encontrar. Conforme  Bill lembrou mais tarde:  “O exemplar original era tão volumoso que foi colocado o nome ‘Livro Grande’.A ideia, logicamente, era convencer o comprador alcoólico que o livro valia o que custava”. A secretária não alcoólica de Bill, a falecida Ruth Hock, lembrava o episódio de uma maneira diferente.  Como  ela  entendia,  o  arrazoado  foi  “que  todos  os  que  iriam  ler  o  livro,  no  começo estariam trêmulos e nervosos, e por isso não quiseram utilizar caracteres muito pequenos nem papel muito  fino.  Acreditavam  que  um  alcoólico  poderia  manusear  melhor  as  folhas  se  elas  forem grossas”. Bill começou a trabalhar no Livro Grande – Livro Azul, no Brasil, na primavera de 1938 sem ter  ainda  concebido  um  rascunho  da  obra.  Ruth,  que  datilografou  o manuscrito,  contou  que  Bill costumava chegar ao escritório de Fundação do Alcoólico – agora Escritório de Serviços Gerais dos Serviços  Mundiais  de  A.A., levando  seus  rascunhos  em  papel  amarelo  com  anotações  em  cada capítulo.  Estas  anotações,  ela  disse,  “eram  resultado  de  muita  reflexão,  depois de horas  de discussão, pró e contra, com quem pudesse estar interessado”. Bill ficava em pé atrás de Ruth ditando o material enquanto ela o passava para a máquina de escrever. O trabalho caminhava a passos lentos, ela explicou, porque Bill o interrompia toda vez que chegava algum visitante no escritório para conversar.  Entretanto,  depararam  com  grandes  obstáculos.  Embora  Bill  recebe-se  “nada  além  de  um caloroso  apoio  moral” dos  membros  de  Akron,  os nova-iorquinos estavam dando  o  que  ele descreveu como  “uma verdadeira soba”.É possível que o pessoal de Akron concordasse mais com as ideias espirituais de Bill, enquanto que em Nova York havia mais agnósticos, céticos ou as duas coisas. Ademais, os akronitas confiavam no Dr. Bob,o outro cofundador, um homem a quem toda a comunidade tinha na mais elevada estima; seu apoio à proposta do livro serviu quase como garantia de que os membros de Akron o respaldariam. Depois  de  muita  discussão  e  muita  incitação  por  parte  de  Bill,  a  consciência  de  Grupo prevaleceu nas duas cidades onde A.A. começou, e o caminho parecia estar livre se não houvesse aparecido um empecilho pegajoso: a falta de dinheiro.  Poucos dos alcoólicos em recuperação tinham dinheiro para investir; entretanto, finalmente conseguiram  vender  ações  – muitas  delas  em  prestações  na  apressadamente  estabelecida  editora Works  Publishing,  Inc. – agora conhecida com o nome A.A.W.S.,  Inc., ou, Serviços Mundiais de A.A., Bill disse, “porque este livro seria apenas a primeira de muitas  ‘obras’parecidas”. Alguns dos pioneiros dizem que o nome da empresa teve origem num dos lemas favoritos dos membros  “It works”  ou,  livremente, algo parecido  com  “isto funciona”. Outros dizem que o  nome  deriva  da citação do evangelho preferida dos akronitas (Santiago I,4: “A fé sem obras é uma fé morta”).Empreendeu-se a publicação do  livro  Grande  com  pouco  dinheiro;  entretanto  conseguiram publicá-lo. Também é importante o fato de que o livro deu seu nome a um pequeno movimento de ajuda mútua que até aquele momento era conhecido unicamente por  “Fundação do Alcoólico” com apenas  100  membros.  Atualmente  (1989), Alcoólicos Anônimos  conta  com  aproximadamente 1.800.000 membros em 134 países. Ademais, seu programa de recuperação serve como base para Al Anon, Narcóticos Anônimos,  Jogadores  Anônimos  e  outros  bem-sucedidos  programas  de  ajuda mutua.  O  Livro  Grande,  por  ele  mesmo,  abriu  a  porta para uma vida  de cômoda  sobriedade  a milhares de alcoólicos doentes que, de outra maneira, poderiam não ter encontrado ajuda. Ofereceu evidência contundente a parentes e amigos de que os bebedores inveterados podem se recuperar e tornou  possível  que  médicos,  psicólogos,  membros  do clero  e  outros profissionais que  trata com alcoólicos pudessem focar o problema do alcoolismo de outra nova e interessante maneira. A Primeira Edição do Livro Grande  estava dividida em duas seções principais. A primeira estabelecia com palavras de esperança e inspiração,os princípios que estavam mantendo sóbrios os AAs. A segunda parte continha histórias de recuperação escritas pelos pioneiros de Akron e Nova York.  A  única  seção  que  não  foi  escrita  por  um  AA,  foi  a  declaração introdutória redigida anonimamente por um médico de Nova York que, mais tarde, foi identificado como o Dr. William D. Silkworth, um dos primeiros amigos de A.A. na área da medicina. A  seção  talvez  mais  citada  do  Livro  Grande  é  o  primeiro  parágrafo  do  quinto  Capítulo, “Como Funciona”,que começa com as palavras “Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente  nosso  caminho”. No  mesmo Capítulo, Bill  também  ampliou  os  seis passos  sugeridos do programa  oral,  convertendo-os  nos  Doze Passos  tal  como  hoje  são  conhecidos.  Ele raciocinava  assim:  “talvez  devamos  dividir nossos seis pedaços  de verdade  em  pedaços  mais pequenos. Dessa maneira seria mais fácil apertar ospinos ao nosso leitor mais distante, e ao mesmo tempo poderíamos ampliar  e aprofundar  as  implicações  espirituais  completando  nossa apresentação”.Bill redigiu os Passos jogado na cama, conforme disse mais tarde sua mulher, Lois, não  porque  estivesse  doente,  mas  porque  lhe  parecia que  esse  era  “o  lugar  mais  propício  para pensar”. Animado  com a realização, Bill leu os  Passos a  dois  amigos  de  A.A.,  um  deles  ainda  não tinha  três  meses  de  sobriedade.  Suas  criticas  imediatas  de  que  “tem  Deus demais” e “é demasiadamente severo”,conduziram a mudanças substanciais. Por exemplo, a primeira redação do Sétimo  Passo  dizia;  “Humildemente,  Lhe suplicamos de joelhos  que  nos libertasse  dos  nossos defeitos  –  sem  ocultar  nada”.  No  manuscrito  publicado  apareceu  amolecido:  “Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeiçoes”. Quando começou a redigir o Livro Grande, Bill tinha menos de quatro anos de sobriedade, o que  parece  um  milagre.  Mas não  o  fez sozinho.  Alcoólicos  Anônimos  é  na  verdade  um  milagre múltiplo, porque cada capítulo escrito por Bill foi revisado pelos AAs de Akron e de Nova York – todos os quais tinham menos tempo de sobriedade que Bill. Foi um esforço conjunto que refletia a experiência da jovem Irmandade na sua totalidade.  Os primeiros comentários do anonimamente redigido Livro Grande foram muito variadas. O que apareceu no  New York Times o classificou como  “um livro extraordinário”, observando que a tese principal  “tem uma base psicológica mais saudável que a de qualquer outra discussão sobre o tema  jamais  encontrada até  aquele momento”. Entretanto, a Revista das Doenças Nervosas e Mentais disse que era “uma divagadora confissão ao estilo evangélico das experiências de vários alcoólicos que se recuperaram provisoriamente, sob a influencia, principalmente, do espirito de uma ‘reunião de amigos’. Do significado profundo do alcoolismo não aparece uma palavra sequer”. E a prestígios Revista da Associação Médica Norte-americana considerou “uma mistura de propaganda organizadora e exortação religiosa... sob nenhum conceito, um livro científico”. No começo, foram vendidos muito poucos exemplares,e o movimento, ainda se iniciando, viu-se carregado  com  quase  cinco  mil  livros  não  vendidos  e  grandes  dívidas  acessórias. Os empréstimos de alguns amigos não alcoólicos favoráveis, apenas conseguiam manter à tona a nova empresa  editora.  Depois,  em  março  de  1941,  após  a publicação do  artigo de  Jack Alexander na Saturday Evening Post,as vendas subiram como um foguete e foi pedida uma segunda tiragem no mesmo mês. Demorou  35  anos  para  vender  um  milhão de exemplares  do Livro  Grande;  agora,  A.A. distribui  um  milhão  de  exemplares  a  cada  ano, apenas da edição  em  inglês.  De  acordo  com  a contabilidade mais recente, o Livro Grande foi publicado em 13 idiomas além do español, incluindo: africâner,  alemão, coreano,  finlandês,  flamenco,  francês,  holandês, islandês,  italiano, japonês, norueguês,  português  e  sueco.  Estão  sendo  preparadas  traduções  para  o russo,  o  polonês  e  o checoslovaco.  Em 1986 foi publicada  a  primeira edição  em  brochura.  Esta  versão  integral  é  de  tamanho menor que aversão em capa dura, pesa menos e, o preço de 3,20 dólares é mais barato. Aos recém-chegados é possível que o estilo do Livro Grande lhes pareça um tanto antiquado, às vezes afetado, florido, e  inclusive  severo.  Mas, a força  das  suas palavras já  foi  provada,  e  os primeiros onze capítulos continuam sendo escritos quase da mesma maneira que em 1939. Ao longo dos  anos,  a consciência  de A.A. atuando  através  da  Conferência  de  Serviços  Gerais,  foi acrescentando e excluindo histórias de recuperação pessoal refletindo as mudanças na composição da Irmandade. Mas resistiu a sugestões para modernizar o estilo ou para fazer “melhoras”. Na representação que fez diante da Conferência de Serviços Gerais em abril (1989), Norm A., diretor de A.A. Grapevine, descreveu uma reunião do subcomitê nomeado pelo Comitê de Literatura para considerar “como comemorar o  50º  aniversário  do  nosso  Livro  Grande”.  Parecia  que  os membros começavam  a  imaginar  tiragens comemorativas,  sobrecapas  e  sinais  de  enfeite  e outras lembranças parecidas quando  “de repente uma pessoa disse ‘estamos propondo lembranças e ícones –  precisamente o que queremos evitar. Celebremos a mensagem, não livro’”. Uma observação que vai diretamente ao ponto. Entretanto, se não houvéssemos tido o livro, é possível que não tivéssemos nenhuma mensagem para levar. Então dizemos: Feliz aniversário, Livro Grande. Estamos felizes por tê-lo, e pela sua mensagem vivificadora. 
(*) PARA SABER MAIS: 
N.T.:Exemplares representativos da evolução das tiragens do Big Book (EUA/Canadá): 
. .. .  O exemplar nº  1.000.000 foi presenteado pelo Dr. Jack L. Norris, Presidente da Junta de Serviços Gerais, ao 37º  presidente dos EUA,  Richard Nixon (1913-1994),no dia 16 de abril de 1973. 
. .. .  O exemplar de nº 2.000.000 foi presenteado a Joseph A. Califano Jr. (n. 1931), Secretário de  Estado  de  Saúde,  Educação  e  do  Bem-estar  nomeado pelo 39º  presidente  dos  EUA Jimmy Carter, em junho de 1979. 
. .. .  O exemplar de nº 5.000.000 foi presenteado a Ruth Hock Crecelius (1911-1986), primeira secretária  não  alcoólica  da  Irmandade,  por  ocasião  50º aniversário  de  A.A.  e  da  8ª Convenção Internacional de Montreal, Canadá, em julho de 1985.
. .. .  O exemplar de nº 10.000.000 foi presenteado a Nellie (Nell)Elizabeth Wing (1917-2007),secretária e primeira arquivista (não alcoólica) da Irmandade, por ocasião 55º aniversário de A.A. e da 8ª Convenção Internacional de Seattle,Washington, em julho de 1990.
. .. .  O exemplar de nº 15.000.000 foi presenteado em  1996, a  Ellie Norris, viúva do  Dr. Jack L. Norris (1903-1989).ex-Custódio não alcoólico e presidente da Junta de Serviços Gerais de A.A. 
. .. .  O exemplar de nº  20.000.000  foi presenteado a  Al-Anon,  por ocasião 65º aniversário de A.A. e da 11ª Convenção Internacional de Minneapolis, Minnesota, em julho de 2000.
. .. .  O  exemplar  de  nº  25.000.000 foi  apresentado  a  Jill  Brown, diretora  da  prisão  de  San Quentin, Califórnia, em julho de  2005, na Convenção Internacional de AA, em Toronto, Canadá. 
. .. .  O exemplar de nº  30.000.000 foi presenteado  à  Associação Médica Americana - AMA, representada pela sua antiga diretora  Rebecca Patchin,M.D., por ocasião 75º aniversário 
de A.A. e da 13ª Convenção Internacional de San Antonio, Texas, em julho de 2010.
. .. .  Entre os dias 25 de junho e 29 de setembro de 2012, a Biblioteca do Congresso dos EUA realizou  uma  exposição  em  Washington,  DC,  mostrando  os  88  livros  que  “moldaram  a Nação Americana e influenciaram na visão que o mundo tem da América”.  Entre esses livros encontra-se o livro “Alcoholics Annonymous”ou Big Book.
Ver em: http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 

7.38.  O Livro Grande: Pioneiro de A.A. impresso. 
Box 4-5-9, Inverno (Dez.) 2013 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday13.pdf 
Título original: “El Libro Grande: Pionero de A.A. impreso” 
Faz  setenta  e  cinco  anos  (em  2014) que  foi  publicada  a  primeira edição  do  livro  Alcoólicos  Anônimos -  O  Livro  Grande  (1),  com  as seguintes  singelas palavras  no  início  do  seu  Prefácio:  “Nós,  de  Alcoólicos Anônimos, somos mais de cem homens e mulheres que nos recuperamos de uma  aparentemente irremediável  condição  mental  e  física.  Demonstrar  a outros alcoólicos exatamente  como nos recuperamos é o principal objetivo deste  livro.  Por  eles, esperamos  que  estas  páginas  sejam  tão  convincentes que  nenhuma  prova  adicional  seja  necessária.  Acreditamos  que  este  relato de nossa experiência irá ajudar todos a melhor compreenderem o alcoólico. Muitos  não  compreendem  que  o  alcoólico  é  uma  pessoa muito  doente.  E, ademais,  temos  a  certeza de  que  nossa  maneira  de  viver  é  benéfica  para todos” (pag. 11/1/1 do livro Alcoólicos Anônimos, Junaab, código 102). Mais adiante,  no  capítulo  intitulado “Há  Uma  Solução”, alguns  dos  pioneiros  que compuseram  este  livro  oferecem  uma  explicação  adicional  referente  aos  porquês  e  para  quês: “Decidimos publicar um livro anônimo, expondo o problema assim como o vemos. Para esta tarefa traremos a combinação de nossa experiência e nosso  conhecimento. Nossa intenção é sugerir um programa útil para quem quer que se preocupe com o problema de bebida. É  inevitável  que  abordemos  questões  médicas, psiquiátricas,  sociais  e  religiosas.  Temos consciência de que estes tópicos são, por sua própria natureza, controversos. Nada nos agradaria mais do que escrever um livro que não contivesse material para discordâncias ou argumentações. Faremos o possível para atingir esse ideal. A maioria de nós percebe que a verdadeira tolerância em relação às falhas e aos pontos de vista alheios,e o respeito às suas opiniões, são atitudes que nos  tornam  mais  próximos  ao  próximo. Como  ex-bebedores-problema,  nossas  próprias  vidas dependem de nossa constante preocupação com os outros e com o modo pelo qual podemos ajuda-los” (pág. 49/3). E isto é exatamente o que Alcoólicos Anônimos vêm fazendo nos últimos 75 anos, facilitando aos alcoólicos do mundo todo um caminho rumo à recuperação. Traduzido para 70 idiomas, entre eles a linguagem por sinais norte-americano e braile, e em múltiplos formatos – impresso, em áudio e eletrônico, o  texto  básico  de  A.A.,  com  vendas  superiores  a  40  milhões  de  exemplares,  é  um  dos livros mais vendidos de todos os tempos. Em  2011 a revista  Time incluía este livro na sua lista dos 100 livros mais influentes escritos em inglês desde 1923, ano em que a revista publicou seu primeiro número.  Em  2012,  a Biblioteca  do  Congresso  (EUA),  designou-o  como  um  dos  88  “Livros  que deram forma a América” (2). Quando apareceu o Livro Grande a maioria das críticas foram boas. Uma crítica publicada na Revista da Associação Osteopata Americana disse que as histórias eram “fascinantes”e a Revista de Medicina  de Nova  Inglaterra animou  a  todos  os  que  haviam  tido  que  lidar  com  o  problema  do alcoolismo em algum momento das suas vidas a ler esta narrativa “estimulante”. Embora uma crítica publicada no  The New York Timeso qualificou como  “um livro estranho”e  “diferente de todos os livros  anteriormente publicados”,  o crítico, Percy  Hutchinson, disse  que  “a  tese  de  Alcoólicos Anônimos tem  uma  base  psicológica  mais  sólida  que qualquer  outro tratamento do  tema  que  já tenha lido”. Do mundo da religião, o Dr. Harry Emerson Fosdick,  ministro fundador da Igreja Riverside de Nova York e professor do Seminário Teológico União, qualificou o livro como “extraordinário”, merecedor de “uma atenção mais detida de toda pessoa interessada no problema do alcoolismo”. “Este livro”, escreveu,  “fará possível ver, como nenhum outro trabalho conhecido por este leitor, o problema  com  que  o  alcoólico  se  defronta...  O  livro não  é sensacionalista,  em  absoluto”. Acrescentou, “distingue-se pelo bom senso, a moderação e por estar livre de exageros e fanatismos. É  um  tratado  sóbrio, cuidadoso,  tolerante  e  compassivo  do  problema  do  alcoólico  e  as  técnicas efetivas através das quais os coautores ganharam sua liberdade”.Entretanto, nem  todos  os  críticos,  particularmente  os  da  área  da  medicina,  consideraram  o livro  digno  de  mérito.  Uma  crítica  publicada  no  número  de  outubro de 1939 da  Revista  da Associação  Médica  Americana  disse  que  o  livro  era  “uma  mistura  estranha  de  propaganda promocional  e  exortação  religiosa...  em nenhum  sentido  um  livro  científico”. A  Revista  de Enfermidades Nervosas e Mentais disse que o Livro Grande era  “de muitas palavras... uma espécie de incoerente reunião de acampamento... Do profundo significado do alcoolismo há pouco mais que uma  palavra.  Tudo  é  superficial”. A  seguir,  a  crítica “degradou” o  alcoólico:  “De  vez  que  o alcoólico, de maneira geral, vive uma regressão infantil de satisfação dos desejos para chegar ao estado ilusório de onipotência, talvez o melhor tratamento, ao menos por enquanto, seja através dos métodos  regressivos  de  psicologia  de  massas  dentro  dos  quais,  sabe-se, os  fervores  religiosos  se encaixam e, por isso o livro tem essas tendências religiosas”. Entretanto,  na  medida  em  que  o  livro  se  ia  firmando,  com  vendas de  mais  de  300.000 exemplares durante os primeiros 15 anos, foi chegando a um público cada vez mais amplo. Depois da publicação da segunda edição do livro em  1955, um crítico disse que as páginas do livro já eram uma lenda americana e  “assim continuaria a ser por toda história da buscada maturidade do ser humano”.Mais tarde, com a publicação da terceira edição em 1976, o Dr. Abraham Twerski, diretor do Centro de Reabilitação Gateway, escreveu no Boletim Trimestral de Assistência aos Empregados:“Os Doze Passos são um protocolo para a personalidade, o desenvolvimento e auto realização, um processo  valioso inclusive  para  o  indivíduo  não  alcoólico  ou  não  adicto.  Assim,  mesmo  que  a ciência  descubra  algum  dia  uma  solução  fisiológica  para  os  efeitos destrutivos  do  álcool,  o  livro continuará  tendo  seu  valor  enriquecedor”. Agora,  na  quarta  edição,  o  livro  tocou  as  vidas  de alcoólicos  de  todas  as partes  do  mundo  ensinando-lhes,  tal  como  descrito  no  prefácio  à  primeira edição “exatamente como nos recuperamos”. A  composição  do  livro  foi  um trabalho  de  vários  meses  e,  em  maio  de  1938,  quando começaram a ser redigidos os primeiros rascunhos, Bill W. estava sóbrio havia pouco mais de três anos  e  meio,  o  Dr.  Bob  um  pouco  menos  de  três  anos, e  os  demais  cem  membros  pioneiros  que contribuíram de alguma maneira para a redação do livro tinham entre alguns meses e não mais que dois anos de sobriedade. Os variados rascunhos foram intercambiados através de correio postal entre Nova York e Akron. Depois que os membros nova-iorquinos houvessem revisado cada capítulo, era a vez dos akronitas oferecer seus comentários e opiniões a respeito. Para  dar  ao  livro  certa  credibilidade  médica,  O  Dr. William  D.  Silkworth  concordou  em escrever  uma  introdução.  Naquele  então  chefe  clínico do Hospital  Towns  de  Nova  York,  o  Dr. Silkworth foi, de acordo com Bill W., “um autêntico fundador de A.A. Dele aprendemos qual era a natureza  da  nossa doença.  Facilitou-nos  os  instrumentos  para  desinflar  o  ego  alcoólico  mais resistente e aquelas frases demolidoras com que descrevia nossa doença: a obsessão mental que nos obriga a beber e a  alergia física que nos condena à loucura ou à morte”.  Foi uma das pessoas não alcoólicas  que,  nos  primeiros  dias, arriscaram  sua  reputação  profissional  para  dar  à  Irmandade  o apoio  que  tanto  necessitava.  Sua  introdução  à  primeira  edição  intitulada  “A  Opinião  do Médico”, continua a fazer parte atualmente das páginas preliminares do Livro Grande. Além  de  falar  sobre  o  texto  proposto  nas  suas  reuniões  de  Nova York  e  Akron,  os  AAs pioneiros decidiram solicitar comentários aos seus  amigos não alcoólicos para se assegurar que não haveria erros médicos nem materiais ofensivos a pessoas das várias religiões. Um dos comentários mais importantes para o futuro da Irmandade foi feito por um psiquiatra de  Nova Jersey. Ele  fez  notar  que o texto do  manuscrito  original  estava  repleto  de  afirmações  e sentenças do tipo “você tem que...”. Sugeriu substituí-las, quando possível, por expressões tais como “nós devemos”ou “nos resultaria mais útil”.“Coloquei  um  frágil  argumento  contrário  a  essa  sugestão”, disse  Bill  W.,  “mas  logo me rendi; estava perfeitamente claro que o doutor tinha toda razão”. A mudança do foco de um livro didático para um texto mais suave contribuiu para tornar o 
livro  mais  acessível.  Na  versão  conhecida  pelos  leitores  atualmente,  o  Quinto  Capítulo  começa: “Raramente  vimos  alguém  fracassar  tendo  seguido cuidadosamente  nosso  caminho” (pág.  87/1), frase esta que, na versão original, referia-se a “uma pessoa que seguiu nossas diretrizes”.Da mesma maneira, a frase que apareceu no original “Se você chegou à conclusão de que quer o que nós temos e deseja fazer todo o possível para obtê-lo, então  está pronto para seguir as instruções”,a última parte  foi  substituída  por  “...  então  está  pronto  para  dar  alguns  passos”   (pág.  87/2/3);  e,  no parágrafo seguinte, onde originalmente estava escrito“Mas há alguém que tem todo o poder – este alguém é Deus. Você tem que encontra-Lo agora”, foi suavizado para “...Que você possa encontra-Lo agora”. Frases como, por exemplo, “O requisito principal é...”não saiu do processo de revisão, e as palavras  “Agora  acreditamos  que  você  irá  consegui-lo...” colocadas  antes  de  “Eis  os  passos  que demos...”  (pág. 83/2/1), foram eliminadas. Felizmente, para milhares de alcoólicos e suas famílias, seus patrões e amigos  atuais, o texto  já  não  diz  mais:  “Se  ainda  não  se  convenceu  de  que  estes assuntos são de importância vital, deverá voltar a  ler o livro até este ponto do texto ou jogá-lo no lixo”. No final de sua narrativa a respeito da composição do livro em A.A. Atinge a Maioridade, Bill W. deixou bem claro que tinha valido a pena ter passado por todas as discussões e discórdias:  “Há que ressaltar aqui, que a criação do livro Alcoólicos Anônimos suscitou muito mais do que disputas a  respeito  de  seu  conteúdo.  À  medida  em  que  o  volume  ia  sendo  completado,  mais  convencidos ficávamos de que estávamos no bom caminho. Vislumbrávamos o que o livro poderia chegar a ser e a fazer. Para nos animar mantínhamos constantemente elevada a esperança e uma firme confiança. O barulho das nossas disputas anteriores parecia-nos com o som de um trovão que se distanciava. Vimos os céus despejados e claros. Todos nos sentíamos bem”. A data oficial da publicação do Livro Grande em inglês, de acordo com o Escritório de Copyright dos EUA, é o nove de abril de  1939. Houve uma tiragem de 4.730 exemplares encadernados em tecido na cor vermelha, com colunas largas, papel grosso e sobrecapa nas cores vermelho, amarelo e preto. Para comemorar esta primeira edição – e o 75º aniversário do livro, A.A.W.S. (Serviços Mundiais de A.A.) irá publicar uma edição fac-símile, com papel da  mesma  espessura  e  com  a  mesma  sobrecapa,  encadernação  e  conteúdo.  Para  maiores informações  entrar  em contato com o ESG (Nova York)ou visite:  www.aa.org.  <= Fim da transcrição.
PARA ENTENDER MELHOR: 
(1) -.  O  Livro  Grande ou,  The  Big  Book,  é  o  nome  comum  nos  EUA  e  Canadá  para  o  livro intitulado  Alcoólicos Anônimos.É o texto básico da Irmandade de Alcoólicos Anônimos que foi publicado pela primeira vez em  1939- antes que o movimento inicial tivesse ainda um nome.  Mais  tarde,  esse  movimento  de alcoólicos  ficou  conhecido  como  "Alcoólicos Anônimos" e,  assim,  houve  certa  confusão  com  os  nomes  do  Livro  e  da  Irmandade  por compartilharem o mesmo nome. A Irmandade é um grupo de pessoas. O livro é o texto básico e manual de instruções para os interessados em aprender, aplicar e praticar os princípios do programa de recuperação de 12 passos do A.A. Na Europa e em outros lugares (inclusive no Brasil) muitas vezes é chamado de "O Livro Azul" (The Blue Book). 
www.anonpress.org/faq/ 
http://www.barefootsworld.net/aabigbook1939.html 
PARA SABER MAIS, VEJA: 
(2)-. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultural
Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2012(pág. 7-8)
=>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf 
Título original: “El Libro Grande de A.A.: un icono cultural”
(3)-. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho”mais eficiente de A.A.
Box 4-5-9, Ago. Set. 1989(pág. 1 a 3)
=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept89.pdf 
Título original: “El Libro Grande cumple 50 años como ‘padrino’más eficaz de A.A.”.

7.39.  O membro de A.A., os medicamentos e outras drogas. 
Box 4-5-9, Outono (setembro) / 2011 (pág. 5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall11.pdf 
Título original: “El miembro de A.A. – los medicamentos y otras drogas”.
Mesmo depois das revisões aprovadas pela Conferência de Serviços Gerais de 2011, foram feitas mudanças substanciais no folheto  “O membro de A.A. – os medicamentos e outras drogas” (Junaab, cód. 214, R$ 4,20) um tema de grande significância segue sem mudanças nas versões antiga e atual: “Nenhum membro de A.A. deverá fazer papel de médico. Todos os conselhos os conselhos e tratamentos médicos deverão vir de um médico qualificado”.  Este  comentário  é ampliado  posteriormente  no  folheto  com  a  seguinte experiência compartilhada:  “Devido aos problemas que alguns alcoólicos podem ter com medicamentos, alguns membros,  por  conta  própria,  adotaram  a  postura  de  que  ninguém  em  A.A.  deveria  tomar medicamento algum. Embora para alguns membros o seguir este conselho possa ter sido benéfico, evitando uma possível recaída, para outros foi um desastre. A experiência deixa muito claro que é tão  equivocado privar  a  qualquer  alcoólico  da  medicação que  pode  aliviar  ou  controlar  outros problemas  físicos  e  emocionais  que  o  deixem impossibilitado,  quanto o é ajudar  a  qualquer alcoólico a recair na adição a qualquer droga”. Em  todo  este  folheto,  incluindo  a  introdução  ao  mesmo  e  ao  longo  de  várias  histórias, se destaca a extrema importância de haver uma relação  aberta e de colaboração entre os membros de A.A. que necessitem de medicamentos receitados para tratar de sua saúde e os médicos que receitam esses medicamentos. Uma vez que no tema deste folheto entram em jogo decisões médicas importantes, pediu-se a um grupo de médicos amigos de A.A. que fizessem a revisão deste folheto. Há uma seção depois da introdução chamada “Nota aos profissionais da medicina”. Onde um parágrafo diz: “Como indicado na  Introdução,  alguns  alcoólicos  devem  tomar  medicamentos  receitados.  Entretanto,  nossa experiência indica que o mau uso (abuso) dos medicamentos receitados pode colocar em perigo a manutenção  da  sobriedade  alcançada.  As  sugestões  expostas  na  Introdução  são oferecidas  no sentido de ajudar os membros de A.A. a encontrar o equilíbrio e minimizar o risco de recaída”. Eis algumas das sugestões contidas na Introdução além da mencionada no início,  “Nenhum membro de A.A. deverá fazer papel de médico”:
•  A participação ativa no  programa de  recuperação de  A.A. é a melhor proteção  contra uma recaída alcoólica. 
•  Seja totalmente sincero com seu médico e com você mesmo no que se refere à forma como toma os medicamentos. Informe ao médico se deixa detomar ou se toma mais do prescrito. 
•  Explique ao seu médico que parou de ingerir bebidas alcoólicas e que está com o propósito de iniciar uma nova forma de vida sem o uso do álcool.
•  Informe imediatamente seu médico se tiver o desejo de tomar mais quantidade que a receitada ou se os efeitos colaterais provocados pelo uso do medicamento fazem-no sentir-se pior. 
•  Conscientize-se  das  possíveis  mudanças  de  comportamento  ao  começar  a  tomar  um  novo medicamento ou quando a dose for mudada. 
•  Se desconfiar que seu médico não compreenda seus problemas, considere a possibilidade de se consultar com um médico que tenha experiência no tratamento do alcoolismo. 
•  Dê ao seu médico alguns exemplares deste folheto. 

7.40.  Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários 
Box 4-5-9, Natal/ 1992 (pág. 11) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday92.pdf 
Título original: “Para algunos alcohólicos, los medicamentos son necessários” 
“Os  AAs  bem  intencionados  que  aconselham  os  novos  membros  a  deixar  de  tomar medicamentos  receitados  por  médicos  podem  estar  brincando  com fogo”, diz  Melody  T.,  antiga coordenadora  do  Comitê  de  Instituições  de  Tratamento  do  Intergrupo  de  Cincinnati,  Ohio.  O problema  surgiu,  de  acordo come  ela,  “com  os  alcoólicos  que  estão  nos  departamentos  de ‘Diagnóstico Duplo’nas instituições de tratamento onde trabalhamos. Alguns de nossos membros de A.A.  sabem  muito  bem  que  o  mau  uso  de  medicamentos  pode  destruir  a  sobriedade;  ao  mesmo tempo, é possível que não percebam que em situações clínicas graves que abrangem desde alergias, epilepsia, e problemas no coração até a depressão patológica, a medicação prescrita normalmente é uma necessidade”. Então,  o  que  fazer?  Melody  diz: “Todos  nossos  coordenadores  tem  acesso  ao  folheto  ‘O Membro de A.A. –Medicamentos e outras Drogas’– Junaab, código 214, R$ 4,20 – onde se discute detalhadamente  o  assunto.  Também  deixa  bem  claro  que  a  sobriedade  por  si  só  não  capacita os membros a fazerem o papel de médico. Também oferecemos este folheto aos administradores e ao pessoal das instituições”. Felizmente,  em  benefício  de uma  comunicação  e  compreensão  mais  clara,  “muitos  dos coordenadores  de  A.A.  nos  departamentos  de  Diagnóstico  Duplo  onde  trabalhamos,  estão, eles mesmos, diagnosticados duplamente, como alcoólicos  que também sofrem de algum tipo de doença mental.  De  fato,  um  deles,  que  previamente  tinha sido  diagnosticado  com  ‘insanidade  criminosa’ celebrou  em  setembro  oito  anos  de  sobriedade.  Estas pessoas  estão  muito  conscientes  de  que  é melhor deixar  a  prática  da  psiquiatria  para  aqueles que  estão  habilitados  a  fazê-lo.  Portanto, as discussões  nas  nossas  reuniões  limitam-se  aos  temas relacionados  com  A.A.,  ao  que  devemos compartilhar entre nós: nossa experiência, força e esperança na recuperação”.

7.41.  O princípio da pobreza corporativa 
Box 4-5-9, Out. Nov./2004 (pág. 6-7) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov04.pdf 
Título original: “‘Una página brillante de la historia de A.A. - El principio de la pobreza corporativa”. 
“Para ser membro de A.A. não há taxas nem mensalidades; somos autossuficientes, graças às nossas contribuições”. Ouvimos estas palavras com tanta frequência que é fácil perder a noção do significado extraordinário que elas têm. Talvez não tenha existido na história uma organização que tenha realizado esforços tão grandes para evitar o  acúmulo de riquezas. Não aceitamos contribuições de pessoas que não são membros nem de instituições  alheias – e inclusive colocamos limites para a quantia que cada membro pode dar. Não participamos  de arrecadações de fundos sistemáticas nem solicitamos empréstimos. Mantemos a nós mesmos com  as contribuições voluntárias e espontâneas dos membros e das vendas da nossa literatura. E quando, como Irmandade, temos mais dinheiro do que precisamos, agimos imediatamente para nos desfazer dele. Em resumo, a atitude e as ações de A.A.  respeito  ao  dinheiro  faz  pouco  caso da  sabedoria  convencional  e  das  práticas  comerciais comuns. Em “A.A. Atinge a Maioridade”,Bill W. descrevia as três tentações principais enfrentadas pelos membros  fundadores  na  medida  em  que  foi  evoluindo  a  nossa  tradição  com  o  dinheiro. Primeiro houve a grandiosa ideia de que A.A. deveria construir hospitais e participar na educação geral sobre o álcool.  “A segunda tentação”,ele diz, “levou-nos ao extremo oposto. Chegamos a tertanto medo do dinheiro que nos tornamos mesquinhos,quase recusando-nos a sustentar os serviços simples,  mas  essenciais  de  A.A...  Ainda  na  atualidade  não  foi  possível  erradicar totalmente  este prejuízo...  “A  nossa  terceira  tentação  financeira  foi  a  mais  perigosa  das  três”.  Um  amigo  de  A.A. deixou  no  seu  testamento  a  quantia de dez mil dólares para a Irmandade; a questão era se a Irmandade devia ou não aceitar essa doação. Naquela época, a Fundação do Alcoólico –atualmente Junta  de  Serviços  Gerais  de  A.A.,  precisava  urgentemente  de  dinheiro.  Os  Grupos  não  estavam mantendo o Escritório e muitos temiam que nunca chegassem a fazê-lo. Os Custódios sabiam que nos testamentos de amigos endinheirados constavam doações para A.A. de mais de meio milhão de dólares – suficientes  para  tornar  a  Irmandade  rica.  “Comparada  com  esta  perspectiva”,  escreveu Bill,  “a doação de dez mil dólares não era grande coisa.  Mas, da mesma maneira que o primeiro gole para o alcoólico poderia, se o aceitássemos, provocar inevitavelmente uma desastrosa reação em cadeia. Aonde nos levaria? Quem paga o músico tem o direito de escolher a canção... A pressão exercida por uma tesouraria poderosa, com certeza iria tentar a Junta a inventar todo tipo de ideias para investir os fundos que desviariam A.A. do seu propósito primordial, e os membros encolheriam os ombros dizendo‘para que se molestar em contribuir?’ Então nossos Custódios escreveram uma página brilhante da história de A.A. Optaram pelo principio de que A.A. sempre deveria ser pobre. Desse momento em diante, a politica financeira da Fundação foi a de manter os fundos necessários para os gastos de funcionamento mais um reserva prudente... Nesse momento,  o  principio  da  pobreza  corporativa  foi  incorporado  firme  e definitivamente na tradição de A.A.”. O princípio é simples. Colocá-lo em prática, às vezes é complicado. Certamente, ao nível do Grupo  não  é  muito  complicado:  Guardar  dinheiro  suficiente  para  pagar  o  aluguel,  comprar  café  e literatura e manter uma reserva prudente para os gastos de uns dois meses é o suficiente. Qualquer quantia em excesso tradicionalmente é enviada ao Distrito, Escritório de Serviços Locais - ESL, Área e Escritório de Serviços Gerais - ESG.  Entretanto,  praticar  o  princípio  da  pobreza  corporativa  ao  nível  do  ESG  é  muito mais complicado. A Junta de Custódios estabeleceu em  1954um fundo de reserva cujo propósito é o de proporcionar  os  recursos  econômicos  necessários  para manter  os  serviços  essenciais  do  ESG  e  da Grapevine (equivalente no Brasil à revista Vivência), no caso de emergência ou de desastre, e para cobrir gastos extraordinários ou inesperados. A renda do Fundo de Reserva provém de duas fontes: contribuições dos Grupos e do resultado da venda de literatura. A Conferência de Serviços Gerais, junto com o Comitê de Finanças dos Custódios, supervisiona cuidadosamente o fundo, e estabeleceu como limite o equivalente a não mais de um ano de gastos combinados de operações da A.A. World Services (Serviços Mundiais de A.A.) e a Grapevine. Numa apresentação feita em 1994, Gary Glynn, Custódio não alcoólico, falava sobre a “ação de equilíbrio” que assumimos:  “Ter demais, e discutir sobre a perigosa riqueza e  poder, perdendo de vista  nosso  objetivo  primordial  de  levar  a  mensagem.  Ter  pouco,  e  perdemos  totalmente  a capacidade de levar a mensagem”. Nossos Custódios podem contar com que os Grupos, através dos Delegados à Conferencia, não deixem que a Irmandade se desvie de seu objetivo primordial; manter o  saldo  do  Fundo de  Reserva  controlado  costuma  ser  um  desafio  mais  difícil.  Se  nossa  reservas crescem  demais,  os  Custódios  e  os  Delegados  trabalham  juntos  para encontrar  soluções  a  fim  de baixa-las a níveis aceitáveis. Ainda quando o Fundo de Reserva está dentro do seu limite, a quantidade de dinheiro que se requer para sufragar os nossos  serviços  é impressionante, e  inevitavelmente  alguns  Grupos  se perguntarão se deveriam enviar algum dinheiro ao ESG. Em 2003, da mesma maneira que em quase todos os anos recentes, contribuíram menos da metade dos Grupos inscritos no ESG. Já que todos os Grupos recebem exatamente os mesmos serviços, contribuam ou não, porque enviar contribuições? Na realidade, há  importantes  razões  para  fazê-lo. Quando  as contribuições  dos  Grupos são elevadas, todos se beneficiam. Os preços da literatura podem ser mantidos baixos, o que ajuda os Grupos a levar a mensagem e manter baixos seus gastos. Mas, num sentido mais profundo, as razões não  tem  nada  a  ver  com  o  dinheiro  e  sim  com  o  desenvolvimento  espiritual. Quando  os  Grupos contribuem com  os  serviços mundiais  de  A.A.,  se convertem  numa  parte  daquilo  que o Primeiro Conceito chama  de “a  consciência  coletiva  da  nossa  Irmandade”. As contribuições  são  tão importantes para quem as dá quanto para quem as recebe. Da mesma maneira que a participação no serviço enriquece nossa sobriedade, ajudar a manter os serviços de A.A. faz com que cada Grupo forme uma parte integrante para levar a mensagem muito além dos seus próprios limites. Gary Glynn descreveu a pobreza corporativa como um dos “princípios espirituais e práticos que asseguram o futuro de A.A... Acredito que em A.A. o espiritual e o prático são a mesma coisa. Tudo o que vá ter uma utilidade prática para nós tem que ser também espiritual...”.Nossas ideias sobre  as  finanças, conforme  a prática  comercial  comum  são  totalmente  impraticáveis.  Mas,  neste campo  tão  prático,  o  mundo  do  dinheiro,  nossos  princípios  espirituais forjados  na bigorna  da experiência nos possibilitaram superar os obstáculos de mais de seis décadas e, sem dúvida, iram-nos manter seguros nas décadas futuras.
 
7.42.  O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual.
Box 4-5-9, Ago. Set. (pág. 4-5) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept89.pdf 
Título original: “El programa de A.A. no es religioso sino espiritual”. 
De  vez  em  quando  chegam  cartas  ao  Escritório  de  Serviços  Gerais  –  ESG,  pedindo esclarecimentos  a  respeito  do  enunciado  onde  diz  que  A.A.  não esta  afiliada  a  nenhuma  seita  ou denominação  religiosa.  Se  for  assim,  perguntam,  “Por  que  aparece  a  palavra  ‘Deus’  nos  nossos Passos e Tradições? E, porque se encerram muitas reuniões rezando o Pai Nosso ou a Oração da Serenidade?”. Nosso  cofundador  Bill  W.  dizia  clara  e  frequentemente  que  seria uma  imprudência  nos associar a alguma religião em particular. Ele sustentava que a Irmandade tinha utilidade universal e está baseada em princípios espirituais que podem ser aceitos por membros de qualquer religião. No livro A.A. Atinge a Maioridade,Bill conta a história do monge budista que, depoisde ler 
os  Passos,  disse:  “São  excelentes!  Mas,  uma  vez  que  nós  os  budistas  não  concebemos  ‘Deus’ da mesma forma que vocês o fazem, talvez fosse aceitável substituir a palavra ‘Deus’ por ‘o bem’”. Bill  não  encontrou nenhum  inconveniente  nesta  substituição:  “É  possível  que  possível  que para  algumas  pessoas esta  substituição  possa  associada  a  uma  diluição  da  mensagem  de  A.A. Entretanto, é preciso levar em conta que os Passos  são apenas sugestões. Não se requer nenhuma crença neles, tal como estão escritos, para ser membro de A.A. Esta liberdade colocou a pertença a A.A. à disposição de milhares de pessoas que nem sequer teriam tentado se houvéssemos insistido numa rígida aceitação dos Passos tal como foram escritos”. Ao responder ao membro que colocou em dúvida o costume de encerrar as reuniões rezando o Pai Nosso, Bill W. escreveu: “O uso e aceitação desta oração estão tão generalizados que objetar que são de origem cristão pode parecer um exagero”.Bill esclareceu que nos primeiros tempos da Irmandade “não havia nenhuma literatura própria. De fato, nemsequer tínhamos um nome”. Assim, os Grupos dependiam muito da leitura da Bíblia para sua inspiração e orientação. É provável que as reuniões  fossem  encerradas com  o  Pai  Nosso  porque,  disse  Bill  “não  queriam  encarregar  aos oradores  o  trabalho,  molesto  para  muitos,  de  inventar  suas  próprias  orações”.  Na atualidade continua a prática deste costume sempre que tenha a aprovação da consciência esclarecida do Grupo que queira praticá-la. O mesmo acontece com a Oração da Serenidade.  Um  membro  escreveu  ao  ESG  solicitando diretrizes  respeito  à  formação  de um  Grupo especial para cristãos. “Há reuniões especiais para mulheres, homossexuais,médicos, etc.”,  disse, “por que não ter uma para cristãos?”. A resposta do ESG: “Não existe nenhuma razão que impeça 
continuar  com  seus  planos.  Entretanto,  lhe  pedimos  que  leve  em  conta  que  nenhuma  reunião especializada satisfaz os requisitos para ser um Grupo de A.A. a menos que esteja em conformidade com os seguintes seis pontos definidos pela consciência de Grupo da Irmandade nos EUA e Canadá: 
1.  Todos os membros são alcoólicos, e todos os alcoólicos têm o direito de se tornar membros; 
2.  O  objetivo  primordial  de  um  Grupo  é  ajudar  alcoólicos  a  se  recuperar  através  dos  Doze Passos; 
3.  Como Grupo deverá ser autossuficiente; 
4.  Como Grupo não tem outra afiliação alheia a A.A.; 
5.  Como Grupo não opina sobre assuntos alheios à Irmandade, e, 
6.  Como  Grupo,  sua  política  de  relações  públicas  deve  se  basear  na  atração  e  não  na promoção e os membros deverão manter seu anonimato  diante da imprensa, a televisão, o rádio e o cinema”. 
Outro  membro  via  com  maus  olhos  o  costume  de  “cantar  hinos” nos  encontros  e  outros eventos de A.A., “considerando que provavelmente mais da metade dos membros de A.A. no mundo não são cristãos. Tenho feito um sincero esforço para  ‘deixá-lo nas mãos se Deus’entretanto, meu poder Superior (Deus) continua insistindo para que eu faça um esforço maior para alcançar aqueles que  fariam  com  que  nossa  Irmandade  parecesse exclusiva”. O  membro do  ESG  que  redigiu  a resposta  disse  que  “o  Escritório  de  Serviços  Gerais  não  é  um  corpo  legislativo” e  sugeriu  ao remetente  compartir  suas preocupações  diretamente  com  os  servidores  que  compõem  os  comitês organizadores dos eventos de A.A. Destacou que em tais casos sempre é a consciência de Grupo do comitê organizador quem decide. A.A. por si própria é absolutamente não sectária. O próprio Bill expressou a posição de A.A. com transparência e simplicidade dizendo: “o que estamos operando é apenas uma escola de inocentes espirituais onde é possível encontrar a graça suficiente para continuar vivendo da melhor maneira possível. A teologia de cada um é um assunto totalmente pessoal e cabe a cada indivíduo fazer sua busca”. Em outra ocasião disse,  “A forma em que um alcoólico deva operar sua dependência de Deus não é assunto de A.A. Seja que o faça numa igreja, ou nesta ou naquela igreja, não é assunto de A.A.”. O que vocês pensam? Suas experiências compartilhadas serão bem-vindas no ESG. 


7.43.  A espiritualidade se conhece pelas obras 
Box 4-5-9, Fev. Mar. 1997 (pág. 7) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar97.pdf 
Título original: “La espiritualidad se conoce por las obras”. 
O Preâmbulo de A.A. define com clareza: “A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição”.A este respeito escreve Frana K., de  Glenside,  Pensilvânia,  “quando  cheguei  em  A.A.  faz  28  anos,  um  dos  aspectos  mais  atrativos desta organização milagrosamente desorganizada era  a escrupulosa distinção que se fazia entre a Irmandade  e  a  religião.  Da  mesma  maneira  que  muitos membros  novos, sentia-me  muito incomodada  com  a  religião  tal  como  eu  a  tinha  conhecido,  e  tinha  pouca  experiência  com  a espiritualidade”. Atualmente, Frana diz, “sou grata por saber que todo o que de bom tenho,minha sobriedade, minha vida, minha família, minha sanidade e inclusive meu conceito de um poder superior – devo às realidades espirituais que me ensinaram através do programa de A.A. Ao mesmo tempo compreendi que a mudança pode ser boa quando significa desenvolvimento, Mas quando dilui ou deforma as nossas Tradições, acredito que está na hora de consultar a consciência de Grupo”. Infelizmente,  ela  diz, “devido  a  que  os  centros  de  tratamento  se  converteram  num  grande negócio,  cada  vez  mais  bêbados  inocentes  saem  da  cadeia  de  produção  e  são descarregados  às portas  de  A.A.  trazendo  uns  conhecimentos  tão  rudimentares  que  apenas  lhes  servem  para  criar mais  problemas...  Embora  muitos de nos de maneira cordial e cortês  toleramos  o  uso  de  alguma oração cristã, devido a sua importância sentimental para a história deste programa extraordinário, acredito que devamos fixar um limite. Está em total desacordo com o espirito das nossas Tradições ecumênicas ter um coordenador que nos anime a rezar com a pergunta  ‘o Pai de quem?’e ainda pior, ‘quem nos mantem sóbrios?’ em que pesem as boas intenções, o efeito é ofensivo. Essas  perguntas  pedem  uma afirmação  de  fé  que  apenas  é  indicada  numa  igreja.  Quando todo o Grupo responde a essas perguntas dizendo ‘Pai nosso, que estais no céu...’todos os membros estão  manifestando  seu  apoio  a  uma  religião  em  particular.  E  isto  não  tem  nada  a  ver  com  A.A. Alcoólicos Anônimos tem a ver unicamente com a recuperação através de princípios espirituais aos quais qualquer pessoa com religião ou sem religião pode-se adaptar – princípios estes que nos unem para  que  nós,  como membros do  Grupo,  possamos  nos  ajudar,  uns  aos  outros,  a  mantermo-nos sóbrios e nos agarrar ao nosso objetivo primordial como expressado na Quinta Tradição:  ‘Levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre’”. 

7.44.  Alcoólicos Anônimos e as orações 
Box 4-5-9,Edição de Natal 2002 (pág. 6-7) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday02.pdf 
Título original:“La espiritualidad de A.A. tiene cabida para todaslas religiones, o ninguna”. 
“Depois de ter lido grande quantidade de material informativo sobre A.A. em seu sítio na Web  (www.aa.org), me  armei  de  suficiente  coragem  para  assistir  a minha  primeira  reunião” escreveu  um  iniciante  chamado  Ben  E.,  numa  mensagem eletrônica  dirigida  ao  Escritório  de Serviços Gerais – ESG, no passado mês de julho (em 2002).  “Embora me tenha mantido sem beber desde o dia 11 de junho, minhas primeiras 24 horas de abstinência, acredito precisar da ajuda e do apoio de um Grupo de A.A. para me assegurar no processo de sobriedade e evitar uma recaída. A pergunta que quero lhes fazer é a seguinte: como conciliar o fato de que A.A. parece ter um forte componente espiritual com o fato de que eu sou ateu convicto? 
Ofenderei outras pessoas na reunião e  não  rezo  o  Pai-Nosso?  
Seria  um  fator  perturbador o  fato  de  um  incrédulo  ficar  entre  pessoas crentes em Deus?”
Um membro do pessoal do ESG lhe enviou a seguinte resposta: “Podemos lhe dizer, Ben, que muitos membros de A.A. que foram e ainda são ateus ou agnósticos, têm podido manter-se longe do primeiro gole, dia após dia, colocando em prática os princípios da Irmandade representados pelos Doze Passos e as Doze Tradições. No que dizem respeito à fé, os AAs sóbrios caminham por trilhas muito diferentes. A.A. não é um programa religioso. Dizemos em nosso Preâmbulo que não estamos ligados a nenhuma seita ou religião, e que o único  requisito para ser membro de A.A. é o desejo de parar de beber”. Disse ainda que,  “em muitos Grupos dos EUA e Canadá é tradicional encerrar as reuniões proferindo o Pai-Nosso ou a Oração da Serenidade, porém, cabe ao Grupo determinar o que, como e se fazer ou não. É provável que, segundo alguns pioneiros, o costume de rezar o Pai-Nosso tenha sido herdado do Grupo de Oxford, precursor de A.A. Os Arquivos  Históricos  de  A.A.  guarda materiais  explicando  que  naqueles  primeiros tempos em que não existia literatura própria e nem  sequer a Irmandade tinha um nome, os Grupos pioneiros recorriam a leituras na Bíblia para inspiração e orientação. Com o tempo essa inclinação religiosa  foi  desaparecendo  na medida  em  que  ficava cada  vez  mais  claro  que  o  programa  de recuperação de A.A. – na medida em que a Irmandade  ia produzindo sua literatura, podia superar todas as barreiras, aí incluídas as barreiras étnicas, políticas, sexuais, sociais ou religiosas. Contudo, o Pai-Nosso continuou a ser proferido em muitas reuniões ao redor do mundo. É razoável supor que esse costume de encerrar as reuniões com essa oração teve continuidade porque, como Bill W. explicou mais tarde, ‘não queriam encarregar aos oradores e coordenadores o trabalho, molesto para muitos, de criar suas próprias orações’. Está claro que em toda a história de A.A. a profissão de qualquer oração tem sido um ato estritamente voluntário. É procedimento adotado pela maioria dos Grupos, que o responsável pela coordenação, ao anunciar qualquer oração, peça aos presentes que o façam ‘se não tiverem objeção e assim o desejarem’”. Na carta que Ben recebeu, o membro do  pessoal  do  ESG  faz  notar:  “Bill  W.  se  declarou durante um tempo como sendo ateu ou agnóstico. Ele  acreditava que esse assunto era uma questão de grande  significado  para  A.A.  e  por  isso  foi  dedicado  ao  tema  integralmente  o  Capítulo  IV  do Livro Azul – Nós os Agnósticos. Também no folheto  ‘Você pensa que é diferente?  ’, aparecem as histórias de um agnóstico e de um ateu. A  experiência  coletiva  de  A.A.  sugere  que,  para  alcançar  a sobriedade  e  se manterem sóbrios,  os  alcoólicos  precisam  aceitar  e  depender  de  uma  entidade  ou  força  espiritual  que reconheçam  como  superior  a  si próprios.  Alguns escolhem  o  Grupo  de  A.A.  como  seu  ‘Poder Superior’; outros ao ‘Deus conforme sua própria concepção’; e outros dependem de conceitos muito diferentes. O mais importante é que os membros, de  forma individual, tenham completa liberdade para  interpretar  estes  valores  da  maneira  que  melhor  lhes  convir;  ou para  não  pensar neles  em absoluto. Quanto  a  rezar  o  Pai-Nosso,  ou,  hoje em  dia, a popular ‘Oração  da  Serenidade’  –  ou participar de qualquer atividade do Grupo, a decisão cabe unicamente à maioria ou à consciência coletiva do Grupo. A mais ninguém. Portanto,  Ben,  você  não  tem  que  participar  de nenhuma  oração,  e  se  alguém  se  sente ofendido por isso, não é um problema seu, mas dele.E, enquanto a ser o ‘incrédulo’ do Grupo, isso também é assunto exclusivamente seu. É de se esperar que encontre um padrinho compreensivo que possa guiá-lo nos Passos e ajudá-lo a esclarecer suas dúvidas e acalme suas inquietações. Se você comparecer  regularmente  às  reuniões  e  se  mostrar  disposto  a  servir  o  Grupo,  seus novos companheiros, sem dúvida, irão lhe proporcionar uma acolhida muito positiva. Também  gostaria  de  lhe dizer  que  acredito  que  a  totalidade  é  algo  mais  que  a  soma das partes. Em muitíssimas reuniões de A.A. a sala parece repleta de fé e amor e carinho mútuo. Estas coisas eu as sei de uma maneira diferente da costumeira maneira de saber;  e, embora não possa demonstrá-lo, eu sei que é realidade. Alguns companheiros, conhecidos meus ao dizer Deus não se referem  a um  ser sobrenatural ou  seguem  o  conceito  judaico-cristão,  porém,  querem  dizer  uma ‘direção boa e ordenada’e esse conceito me ajudou a abandonar o círculo de debate a respeito das crenças de outras pessoas”. 

7.45.  Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial 
Box 4-5-9, Outono 2011 (pág. 1-2)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall11.pdf
Título original: “Los Doce Conceptos para el servicio mundial de A.A.”. 
Ao dar uma olhada no passado (em 2011), pode ser difícil formar uma ideia clara do quanto incerta  era  a  existência  de  A.A.  75  anos  atrás.  Os  membros pioneiros  viam-se  cercados  por dificuldades  relacionadas  com  o  dinheiro,  a  propriedade  e  o  prestígio,  e  foi  da  maior  importância para eles a questão de encontrar a melhor maneira de seguir em frente e levar a mensagem a outros. Devido  aos  problemas  que  a  Irmandade  havia  enfrentado  na  sua  infância, Bill  W.  costumava comparar  A.A.  com  “uma  vela  piscando” que,  a  qualquer  momento  poderia  se  apagar.  Porém,  a Irmandade mostrava ser resistente e com a ajuda dos seus muitos amigos e defensores começou a fincar raízes e a crescer. Começou  com  os  Grupos  –  no  começo  uns  poucos,  logo  centenas  e depois  milhares.  Em pouco  tempo  foi  estabelecida  a  Fundação  do  Alcoólico  (1938)  –  mais  tarde  (1954),  denominada Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos, para se responsabilizar por todos os assuntos de A.A. Com a morte do  Dr. Bob e a  consciência  de  Bill W.  sobre  sua  própria mortalidade, a Conferência de Serviços Gerais tomou forma e assumiu o papel na direção da Irmandade que antes correspondia  aos  cofundadores  e  membros pioneiros. Enquanto  isso,  uma  pequena  editora  e escritório  de serviço  foram  crescendo  em  tamanho  e  importância  e  estava  publicando  uma revista mensal, o A.A. Grapevine. Existiam  múltiplas  dúvidas.  Dessas  entidades,  a quais corresponderia  fazer o quê?  Qual a relação entre elas? Quais suas responsabilidades? E, seus direitos? Como Bill W. reconheceu em sua palestra perante a Conferência de Serviços Gerais de 1960: “Assim como era de vital importância para nós codificar os Doze Passos, o aspecto espiritual do nosso programa, e codificar em Doze princípios Tradicionais as forças e ideias que irão fomentar a unidade e trabalharão contra a desunião, agora pode nos resultar também necessário codificar os princípios  e  relações  sobre  os  que  repousam  nossos  serviços mundiais,  desde  os  Grupos  até  os Custódios da Junta de Serviços Gerais... um conjunto de princípios e relações explícitos por meio dos quais poderemos nos entender uns aos outros, e conhecer as tarefas que devemos desempenhar e os princípios em que nos baseamos para executá-las”.Para tanto, Bill W. se encarregou de escrever os Doze Conceitos para o Serviço Mundial, e na Introdução  a  estes  Conceitos,  publicados  pela  primeira  vez  em  1962 e  mais  tarde introduzidos  no Manual de Serviço de A.A., disse que os Conceitos foram concebidos para  “demonstrar o  ‘porquê’ desta  estrutura  para  que  as  lições  do passado  não  sejam  esquecidas  ou  perdidas”.  Também escreveu,  “É  natural,  e  inclusive  fundamental,  que  nossos  conceitos  de  serviço  estejam baseados num sistema de ‘equilíbrio de poderes nos diferentes organismos’.Tivemos que nos defrontar com o fato  de  que,  com  frequência,  tratamos  de engrandecer  a  nossa  própria  autoridade  e  prestígio quando estamos de posse das rédeas. Entretanto, quando elas estão nas mãos de outros, aferramo-nos  às nossas  posições  e  resistimos  a  qualquer  administração  que  nos  contrarie.  Tenho  certeza absoluta do que estou dizendo porque eu tenho essas mesmas inclinações. Por  conseguinte,  ideias  como  as  que  seguem  fazem  parte  dos  Conceitos:  ’Não  devemos colocar nenhum grupo ou indivíduo em condições de autoridade imerecida sobre outros’, ‘Operações diferentes, devem ser agrupadas e administradas separadamente, cada uma com seu próprio pessoal e equipe de trabalho’. ‘Devemos evitar a excessiva concentração de dinheiro ou de influência pessoal em qualquer grupo ou entidade de serviço. Em cada nível de serviço a autoridade deve ser igual à responsabilidade’. Estas e outras postulações similares definem as relações de trabalho e podem ser amigáveis porém eficientes”. Adotados  pela  Conferência  de  Serviços  Gerais  de  1962,  os  Conceitos  têm  sido  uma  força “entre bastidores”orientadora no desenvolvimento da Irmandade em seus trabalhos encaminhados a alcançar os alcoólicos de todas as partes do mundo.Dado o alcance de A.A. e seus serviços vitais, é importante conhecer e compreender como funciona a estrutura de serviço e como chegou a ser o que atualmente é, e que, da mesma maneira que os Passo se as Tradições, os princípios encarnados nos Doze  Conceitos,  tais  como  o  “Direito  de  Decisão”, o  “Direito  de  Participação” e  o  “Direito de Apelação”foram forjados na experiência de A.A. De acordo com Martha C., antiga Custódia de Serviços Gerais, “Você e eu sabemos quem tem a autoridade final para os serviços mundiais; qual a relação entre os Custódios e as corporações de serviços; o quê fazemos para atuar equitativamente  se alguém está em desacordo com a maioria; qual a relação entre a Conferência e a Junta de Custódios; porquê é importante para nós contar com  uma  boa  direção  rotativa;  porquê  nenhuma  ação  da Conferência  deverá  ser  punitiva  para pessoas nem provocar controvérsia pública... Os Conceitos contribuem para assegurar a unidade de A.A. e produzem em nós um belíssimo efeito: no liberam, a você e a mim, para que possamos focar nossa atenção em realizar o objetivo primordial  da  nossa  Irmandade.  Então,  em certo  sentido,  os  Conceitos  nos  ajudam  a  levar  a sobriedade ao alcoólico que precise de nossa ajuda onde quer que se encontre neste mundo”. Em um artigo sobre os Conceitos, Sam S., um antigo  Delegado do sul da Flórida, comentou sobre a importância perene que eles têm para o bem  estar geral de A.A. e que os princípios em que estão  baseados  são  inerentes  aos  membros  de  A,A,  mesmo  tendo,  ou  não,  um  conhecimento específico sobre eles.  “Eles nos dizem que nunca devamos ser ávidos  por dinheiro ou poder, que somos todos iguais, que devemos tomar decisões, se  possível, somente quando estamos de acordo, que nossas  ações  não  devem ser  prejudiciais, que  sempre devemos atuar como  servidores  de confiança. Estes são os guias para as relações entre a Conferência e a Irmandade como um todo; Porém, servem também como guias para qualquer Grupode A.A. onde quer que se encontre, por meio  dos  quais pode trabalhar com eficácia  para  proteger  nossa  Irmandade  a  fim  de  que  os  que ainda estão pó vir a encontrem saudável e segura. Os Conceitos não deixam apenas traçadas com extrema clareza as linhas de comunicação, mas,  também  nos  oferecem  métodos  e  formas  de  comunicação  que  refletem  a preocupação, a confiança,  o amor,  o  respeito  mútuo  e  o  reconhecimento  da  dignidade  de  cada  pessoa  que caracterizam a Irmandade de A.A. Percebemos que nossos Conceitos são a base espiritual de todos os serviços mundiais de A.A.”.

7.46.  Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital 
Box 4-5-9, Inverno (Dez.) 2011 (pág. 3-4) => http:// http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_winter11.pdf 
Título original: “E-Books: Llevar el mensaje de A.A. en un mundo digital”. 
Alcoólicos  Anônimos  sempre  confiou  numa  simples  mensagem  de esperança  espiritual  para  o  doente  alcoólico:  que  há  uma  saída.  É  uma mensagem destinada a alcançar todo tipo de alcoólicos, em todas as épocas, em todos os lugares e através de tantos meios de comunicação quanto seja possível.  Nos primórdios  de  A.A.,  quando  o  custo  de uma  chamada telefônica  era  de  apenas  cinco  centavos  (de  dólar), os  membros  de  A.A. participavam  na  “terapia do  níquel”, ligando  para  os  recém-chegados  e tendo à mão os velhos amigos; depois chegou um manuscrito mimeografado onde era compartilhada a experiência dos primeiros cem membros e, em seguida, a primeira impressão do texto básico da Irmandade,  “Alcoólicos Anônimos”.Nos anos posteriores, os AAs solitários e os viajantes levavam consigo o Livro Azule as histórias da Grapevine em fitas de áudio; e, ainda mais tarde, os alcoólicos em instituições de tratamento receberam a mensagem  em fitas de vídeo e discos compactos. Depois chegaram os computadores domésticos, a Internet, e as grandes mudanças para levar a mensagem na era digital.  Como é dito no prefácio à quarta edição do Livro Azul: “Enquanto nossa literatura preserva a integridade da mensagem de A.A., amplas mudanças  na sociedade como um todo se refletem em novos  hábitos  e  procedimentos  dentro  da  Irmandade.  Por  exemplo,  aproveitando-se dos  avanços  tecnológicos,  os membros de A.A. que  dispõem de computador podem  participar  de  reuniões  por Internet,  compartilhando  com companheiros alcoólicos  de  todo  o  país  e  do  mundo  inteiro.  Em qualquer  reunião,  em  qualquer  lugar,  os  AAs  compartilham entre si  experiências, forças e esperanças com o propósito de manterem-se sóbrios e ajudarem outros alcoólicos. Modem a modem ou cara a cara, os AAs falam a linguagem do coração em todo poder e simplicidade”. Com  a  finalidade  de  se  manter  afinada  com  estas  “novas  práticas  e  novos  costumes”, foi sendo  considerado durante  vários  anos,  por toda  a  Irmandade  e  pelos  Serviços  Mundiais  de  A.A. (A.A.W.S.),  um  formato  de  e-book digital  para  levar  a  mensagem  de A.A.  Por  conseguinte, em dezembro de  2010, a Junta de A.A.W.S. anunciou sua aprovação ao projeto do  e-book. Phyllis H., gerente  geral  do  ESG,  disse  que:  “Um  dos  principais benefícios para a Irmandade será o de ter acesso mais amplo  à  mensagem  de  A.A.  através  de  um  formato  eletrônico  com  o  qual  se estão familiarizando cada  vez  mais  membros  de  A.A.  Alguns perguntam  se  isso  vai  ‘substituir’ o  Livro Azul  impresso,  mas,  embora  isto  possa  acontecer  no  futuro,  a maioria  concorda  com  que,  neste momento, queremos ambos os formatos – o Livro Azul impresso e a versão eletrônica. Estes e-books terão funcionalidade completa com capacidade de busca, texto destacado, um marcador de posição para  a  inclusão  de  anotações  e,  de  grande  importância,  a  possibilidade  de mudar  o  tamanho  do texto para poder ler em letras maiores. O Livro Azul e Doze Passos e Doze Tradições são apenas o começo. Em 2012 esperamos anunciar a disponibilidade de mais literatura no formato de e-book”. A  informação  a  respeito  do  projeto  de  e-books  foi  divulgada  amplamente  aos  membros da Conferência através de comunicados regulares, do Relatório de A.A.W.S. e do Informe trimestral da Junta  de  Serviços  Gerais.  Recentemente  foi  feita  uma apresentação  geral  do  projeto  na  61ª Conferência de Serviços Gerais  (de 01 a 07 de maio de  2011),e foi publicado no sitio da Web de A.A. do ESG, um anúncio a respeito da próxima disponibilidade dos e-books.Nas discussões do projeto foi considerada como prioridade que a distribuição e venda dos ebooks sejam controladas em toda sua amplitude por  A.A. World Services, Inc.,como acontece com toda a literatura de A.A. protegida por  copyright, assegurando, assim, a proteção da integridade da mensagem de A.A. Com esse objetivo, foi criada uma infraestrutura segura que inclui uma loja online de A.A.W.S. através da qual será fornecida a “app”para baixar e vender os livros. Após  um  longo  processo  de  estudos  realizado  pelo  comitê  de  planejamento  que  incluiu a previsão  orçamentária,  a  criação  da  loja  on-line,  a  tecnologia  adequada,  o  sistema  de  gestão  de direitos digitais, o sistema de interação dos cartões de crédito e contabilidade, a criação da aplicação (app)  e  a  conversão  dos  dois  primeiros  livros  ao  novo  formato  de  e-books,  foi  definido  que  o 
lançamento das versões em  e-book do livro  Alcoólicos Anônimos e  Doze Passos e Doze Tradições, em inglês, español e francês, será feito na metade do inverno de 2011(NT.: este inverno começa em 21  de  dezembro  de  2011 e  vai  até  o  começo  da  primavera  em  21  de  março  de  2012). O  preço, estabelecido por A.A.W.S. em setembro, será de $ 6,00 (seis dólares) por cada publicação. De acordo com Charlie Shell, não alcoólico, assessor de tecnologia da informação do ESG e que  trabalhou  no projeto  dos  e-books desde  seu  começo,  os  dispositivos  compatíveis  para o lançamento  serão  o  Apple  iPhone,  iPod  Touch e iPad. Para poder baixar  e  ler  os  e-books de A.A.W.S., o comprador deverá instalar primeiro o aplicativo  A.A. e Reader App que pode ser obtido gratuitamente  na Apple  Store.  A  única  maneira  possível  de  baixar  e  ler  os  e-books de  A.A.  em dispositivos compatíveis é através de A.A. eReader App. Com os novos e-books de A.A., os membros irão ter ao alcance da mão a literatura essencial da  Irmandade,  e  pouparão  tempo,  espaço  e  dinheiro,  acrescentado  ao  mesmo  tempo  mobilidade  e facilidade  de  uso.  A  função  de  busca  de  texto  torna possível  aos  leitores  encontrar  passagens  ou frases  específicas  ou  palavras chave;  o  formato  de  e-book permite  ajustar  o  tamanho  do texto e acrescentar ou eliminar pontos de leitura e anotações para destacar aspectos importantes do texto. A  loja  de  A.A.  on-line,  acessível  através  do sítio  da  Web  de  A.A.  do  ESG  -  www.aa.org, ficará aberta 24 horas por dia. Terá disponível um serviço de atendimento ao cliente relacionado com o  projeto  de  e-book no  Escritório de Serviços Gerais através de correio  eletrônico  e telefone para questões relacionadas com a obtenção e o uso do A.A. e Reader App,assim como assuntos a respeito da compra de e-books na loja de A.A. on-line. Aproximadamente  quatro  semanas  após  o  lançamento  inicial,  estará  disponível  uma  versão Androide  A.A. e Reader App.Esta versão de A.A. e Reader App, será compatível com os  Smart Phones com a plataforma Androide podem ser baixados do Android Market. Charlie Shell também disse que o ESG e A.A.W.S. irão acompanhar as tendências dos dispositivos móveis para determinar os possíveis dispositivos que possam ser compatíveis no futuro. Em um discurso escrito por Bill W. e pronunciado por sua mulher, Lois, no jantar anual do Intergrupo de Nova York em 10 de outubro de  1970, tinha estas palavras:  “Com o passar dos anos A.A. deve e continuará a mudar. Não podemos nem devemos retroceder no tempo”. Portanto,  embora  a  mensagem  de  esperança  e  recuperação  em  A.A.  nunca  mude,  a  forma como essa mensagem é transmitida continua evoluindo no mundo digital de nossos dias Para saber mais: 
N.T.: O que é e-Book? 
Conceitos e definições, comparação com livros impressos. 
http://www.tecmundo.com.br/1519-o-que-e-e-book-.htm
Se você consegue estabelecer a diferença entre uma  carta e um E-mail, certamente sabe, por analogia, que livros e e-books se encaixam no mesmo conceito. Termo de origem inglesa, e-book é uma  abreviação  para “eletrônico  book”, ou livro  eletrônico:  trata-se  de  uma  obra  com  o  mesmo conteúdo da versão impressa, com a exceção de ser, por óbvio, uma mídia digital. Apesar  de  ardorosamente criticados por extremistas  –  que  acreditam que um livro jamais deveria ser substituído por um e-book –, o modelo eletrônico tem suas vantagens. Portabilidade  é uma de suas principais características: uma obra chinesa pode ser adquirida no Brasil, e em questão de segundos. Quando o assunto é facilidade de transporte, então, nem se fala: enquanto milhares de e-books podem ser levados para cima e para baixo com o uso de um dispositivo móvel (como um pendrive), carregar dois livros simultaneamente é complicado. O preço é outro atributo a ser levado em consideração, já que e-books, devido à sua facilidade de divulgação e ao seu baixo custo de produção, normalmente saem muito mais baratos que modelos impressos.  E  por  falar  em  impressão,  vale  a  pena  salientar:  se  você  preferir  ler  sentado confortavelmente em sua poltrona, pode imprimir o e-book. Os formatos em que essas obras são encontradas variam, sendo que os mais tradicionais são .pdf, .doc, .odt, .txt, .lit e .opf; devido a essa variedade de extensões, foram desenvolvidos programas específicos para a leitura de e-Books – softwares que são capazes de reconhecer todos esses formatos 
e apresentá-los em forma de texto. Se estiver procurando por um aplicativo do gênero, temos vários à disposição aqui no Baixaki (relacionados logo abaixo). Também escolhemos alguns programas que oferecem funcionalidades especiais a esse tipo de leitura, como um que recita  “em voz alta”o que está escrito na tela. Agora é só escolher os que mais te agradam, pegar seu e-book favorito e “olhos à obra”!
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/1519-o-que-e-e-book-.htm#ixzz1fkxsZgE6 

7.47.  Um propósito único 
Box 4-5-9, Abril-Maio 2004 (pag. 1-2)=> http://www.aa.org/lang/en/en_pdfs/en_box459_april-may04.pdf
Título original: “Singleness of Purpose". 
"Nossa Unicidade de Propósito – A pedra angular de  A.A. (*)",foi o tema da Conferência de Serviço Gerais do ano de  2004 e destaca um dos principais objetivos que a Irmandade manteve durante  quase  70  anos  em  que  ofereceu  um  refúgio  seguro  para  os  alcoólicos  que  sofrem.  Desde aquela tarde de maio de 1935 quando Bill W. e o Dr. Bob se conheceram e conversaram durante horas seguidas, bêbados tem-se reunido para compartilhar suas experiências forças e esperanças, com um  único  propósito:  para  ajudar  a  si  próprios  e  a  outros  alcoólicos   a  se  recuperar  através  Doze Passos  da  A.A.  Durante  a  semana de  18  a  24  de  abril de  2004,  os  membros  da  Conferência  irão reexaminar nossa unicidade de propósito – sua base espiritual e os desafios que a Irmandade enfrenta hoje. Eles vão tratar de temas como a responsabilidade para com o recém-chegado, salvaguardas da nossa unidade e o papel do grupo local; também irão participar de um seminário sobre a importância da unicidade de propósito para o indivíduo, Grupo,  Distrito, Área, Grapevine (no Brasil a Revista Vivência), e ESG. As Tradições, Terceira e Quinta, afirmam  claramente:  “Para ser  membro de A.A., o único requisito  é  um  desejo  de  parar  de  beber" e,  "Cada  Grupo  é animado  de  um  único  propósito primordial: o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.A.A. é para alcoólicos e pessoas que acreditam ter problemas com sua maneira de beber; como Irmandade temos um único objetivo que é o de compartilhar nosso programa de recuperação com outros alcoólicos. Entretanto, A.A.  como  um  todo,  membros  e  Grupos,  têm encontrado obstáculos quando pretendem se ater unicamente a estes princípios básicos e essenciais de nossas Tradições. Todas as Doze Tradições foram forjadas durante anosde tentativas e erros e, na maior parte, foram  concebidas,  não  pela  sabedoria  de seus  fundadores  e  pioneiros,  mas  pelo  reconhecimento destes da necessidade de salvaguardas contra seus próprios defeitos de caráter. Nos primeiros anos da  formação  da  Irmandade,  seus  primeiros  membros  pretendiam  canalizar  suas  energias  para  a criação  de  hospitais,  centros  de  educação  sobre o  álcool  e  outros  projetos  grandiosos.  Entretanto, essa  ânsia  por grandiosidade vinha acompanhada pelo medo  de perder  a sobriedade  recém descoberta. No livro Doze Passos e Doze Tradições (pg. 125/126, no Brasil), Bill W. escreveu  “Em dada época, cada Grupo de A.A. tinha numerosas regras de ingresso. Todos temiam que alguém ou alguma  coisa  fizesse  virar  o  barco,  atirando  todos  de  volta  à  bebida.  O  Escritório  da  nossa Fundação  pedia  a  cada  Grupo que  enviasse  sua  lista de  regras  ‘protetoras’.  A  lista  total  era quilométrica.  Se  todas  aquelas  regras  vigorassem  realmente  em  toda  parte,  ninguém teria conseguido  ingressar  em  Alcoólicos  Anônimos,  tal  a  extensão  da nossa  ansiedade  e  dos  nossos temores. Estávamos  decididos  a  admitir  a entrada em  A.A.;  apenas  daquelas  pessoas  a  quem chamávamos de ‘alcoólicos puros...Isso agora talvezpareça cômico... Bem, tínhamos medo...Afinal, não será o medo a verdadeira base da intolerância?... Como poderíamos então adivinhar que todos aqueles temores resultariam infundados“. Mais de meio século depois, essas palavras ainda parecem não ser tão cômicas assim. Com o afluxo  de  futuros  membros  que  sofrem  de  outros  problemas,  nossa  fé  em  que  esses temores  são infundados é testada diariamente. Como A.A. tornou-se cada vez mais conhecido e respeitados aos olhos do público, muitas outras organizações adotaram nossos Doze Passos de recuperação para uma ampla  variedade  de  problemas  e  adições.  Isso  resultou  numa  distorção  na  distinção  entre  A.A.  e outras instituições –  "o álcool também é uma droga", podemos ouvir dos recém-chegados que não são alcoólicos, mas – muitas vezes informados por bem-intencionados amigos de A.A, acreditam que as reuniões de A.A. são o lugar mais adequado para aqueles com qualquer problema ou adição. As orientações para essa situação estão claras em um artigo que Bill W. escreveu na revista Grapevine, em fevereiro de  1958, com o título  "Outros problemas além do álcool,"(disponível nos ESL´s  com  o  código  220):  "Nossa  primeira  responsabilidade  como  Irmandade,  é  a  de  garantir nossa  própria  sobrevivência.  Portanto, temos  que  evitar  confusões  e  as  atividades  de  propósitos múltiplos....  Sobriedade  –  libertação  do  álcool  –  através  da  aprendizagem  e  da  prática  dos Doze Passos,  é  o  único  propósito  de  um  Grupo  de  A.A..... Temos  de  limitar  nossa  Irmandade  aos alcoólicos e também limitar os nossos Grupos de A.A. a um único propósito. Se não nos agarrarmos a esses princípios, certamente fracassaremos. E se fracassarmos, não poderemos ajudar ninguém”.Como  lidar  com alcoólicos  com  outras  adições  (dependência  cruzada,  no  Brasil)  que persistem em falar sobre outros problemas nas reuniões é uma questão diferente. No mesmo artigo, Bill escreve sobre "um dos melhores AAs que conheço é um homem que esteve sob a dependência da agulha sete anos antes de se juntar a nós. Mas, antes da dependência da droga, ele tinha sido um alcoólico ativo e sua história comprovou isso. Portanto tinha o requisito para tornar-se membro de A.A., e passou a ser um de nós”.Devem insistir os Grupos em que os recém-chegados,portadores de dupla dependência, limitem seus depoimentos unicamente ao seu alcoolismo? Os Grupos deverão exigir dos futuros membros a identificação de sua principal dependência  antes de  aceitá-los como ingressantes? Ou, simplesmente podemos acolher e saudar estes homens e mulheres na confiança de que virão, ouvirão e irão encontrar seu próprio caminho? Na  Conferência  de 1983,  cujo  tema  foi  “Estamos  ajudando  o  portador  de  dependência dupla?”. A  delegada  Dyanne  G.  descreveu  a  forma  como  seu  Grupo  lhe  deu  as boas-vindas “Agradeço  a  Deus  por  ter  ingressado  num  Grupo  amadurecido  e  suficientemente  espiritualizado onde não encontrei nenhuma censura aos meus depoimentos e ações a fim de (meus companheiros), se protegerem de mim. Eu falei sobre drogas, e useium monte de palavrões ao fazê-lo! O Grupo me tratou  com  a  dignidade  suficiente  para  eu  poder  escolher  mudar  estas  coisas  e  a  liberdade  para fazê-lo quando eu pudesse, não quando eles achavam que eu deveria. O meu Grupo parece não ter nenhuma  dificuldade  em  lidar  com  o  nosso  único  propósito,  que  é  o  de  levar  a  mensagem  aos alcoólicos ainda  sofrem.  Entretanto,  no  começo  foi  um  pouco  confuso.  Há  uma  linha  tênue  entre defender nossa Tradição de unicidade de propósito e limitar ou restringir a adesão de membros. O dia  em  que  A.A.  comece  a  rejeitar  as  pessoas  que  podem  ser  alcoólicas  começaremos  a  morrer. Onde fica a nossa boa vontade se, para defender nossos ‘direitos’, destruímos A.A.?” Unicidade de propósito tem sido o tema de várias Conferências anteriores, e praticamente em todas e cada uma das discussões e ações de assessoramento relacionadas com esse assunto tomaram muitas horas. A Conferência de  1987 debateu por quase um dia inteiro uma recomendação  para a aprovação pela Conferência de uma instrução para diferenciar reuniões abertas e fechadas sugerindo que  "ao discutir  nossos  problemas,  nos  limitemos  unicamente  aos  problemas  que  se  referem  ao alcoolismo." Alguns  alegaram  que  nenhum  Grupo  tem  o  direito de  dizer  a  ninguém  o  que  falar; outros pediram ajuda para lidar com pessoas com outras adições e que estavam dominando reuniões. Os procedimentos de votação normais foram suspenso se por varias vezes foram recontados os votos favoráveis e contrários à proposta, até que todos se satisfizeram por ter alcançado uma verdadeira consciência  de  Grupo.  No  final,  a  Conferência,  com  substancial  unanimidade  votou  contra  a aprovação  da  proposta,  mas criou uma  peça  de  orientação  conhecida  como  “Blue  Card” (Cartão Azul) disponível para os Grupos que desejam essa orientação (**). Os adictos e pessoas com outras dependências não contempladas pela unicidade de propósito de  A.A.  não  irão  desaparecer  –  eles  são  uma  das  consequências  do  nosso  próprio sucesso. Ironicamente, alguns dos nossos bons amigos no campo do alcoolismo agravam o problema porque eles  acreditam  que  o  nosso  programa  funciona melhor do  que  qualquer  outra  coisa  para  uma variedade  de  adições.  Informação  pública  e  um  bom  trabalho  de  cooperação  com  profissionais  é parte da resposta, mas, em última análise, não podemos controlar o que outros fazem – apenas como nós  mesmos  iremos  reagir.  Se,  na  defensiva,  respondemos com  uma  enxurrada  de  restrições,  não estaremos  saindo  de  nosso  propósito  ao  impedir  a  participação  de  alcoólicos  que  ainda  não reconheceram se problema? No encerramento da 36ª Conferência de Serviços Gerais em 26 de abril de  1986, no Hotel Roosevelt  em  Nova  York,  Bob  Pearson  (1917-2008), deu uma  poderosa  e  inspiradora  palestra  de encerramento.  Bob  P.  foi  Gerente  Geral  do  Escritório  de  Serviços  Gerais  (GSO),  em  Nova  York, entre  1974 e 1984 e  depois  serviu  como  conselheiro  sênior  para  o  GSO,  de  1985 até  sua aposentadoria. Foi um momento especialmente significativo,pois sabia que iria se aposentar no ano seguinte, e que esta seria sua última Conferência de Serviços Gerais. “Faço eco aqueles que sentem que, se a Irmandade um dia vier hesitar ou falhar,  não será por causa de qualquer causa externa. Não, não será por causa de centros de tratamento oude profissionais da área, ou da literatura não aprovada  pela  conferência,  ou  dos  jovens,  ou  dos  portadores  de  dependências  cruzadas,  nem  até mesmo  dos  usuários  de  drogas  tentando  assistir  às  nossas  reuniões...  Será  porque  não  podemos controlar nossos próprios egos e porque somos incapazes de conviver bem uns com os outros. Será porque temos muito medo e insegurança, rigidez, falta de confiança e de bom senso? Se  você  me  perguntasse  qual  é  o  maior  perigo  enfrentado  por  A.A.  hoje,  eu  teria  que responder: a rigidez crescente - a demanda por respostas absolutas para minúcias; a pressão sobre o  GSO  para  ‘reforçar’ as  nossas  tradições;  a  triagem  de  alcoólicos  em  reuniões;  a  proibição  de literatura não aprovada pela Conferência; o estabelecimento de mais e mais regras para controlar os grupos e seus membros. Esta tendência à rigidez  está nos afastando cada vez mais dos nossos membros fundadores. Bill, em particular, deve estardando voltas em seu túmulo, pois ele foi talvez a pessoa mais permissiva que eu já conheci. Uma de suas frases preferidas era:  ‘Cada grupo tem o direito de  estar  errado’.   Ele era irritantemente tolerante com seus  críticos  e tinha fé absoluta na capacidade de AA se auto corrigir”.
(*) N.T.:  Pedra  angular (ou  fundação  de  pedra)  é  a  primeira  pedra  no  conjunto  na construção de uma fundação de alvenaria, importante, pois todas as outras pedras serão definidas em referência a essa pedra, determinando assim a posição de toda a estrutura. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_Angular 
(**) PARA SABER MAIS: 
N.T.: A  Conferência  de  1987  (EUA/Canadá)  criou  uma  declaração  de  propósito  e  o  ESG tornou disponível para os Grupos que quiser em utilizá-lo, um cartaz que ficou conhecido como Blue Cardou, Cartão Azul, com o código F-17. (abaixo, à esquerda). Seu texto: 
“Esta  é  uma  reunião  ABERTA de  Alcoólicos  Anônimos. 
Estamos  contentes  por  vocês  terem  vindo,  especialmente  os  recém chegados.  De  acordo  com  nossa  unicidade  de  propósito  e  nossa Terceira  Tradição que  afirma  que  ‘Para  ser  membro  de  Alcoólicos Anônimos, o único requisito é o desejo de parar de  beber’,  pedimos a todos  os  participantes  que  limitem os  comentários  a seus  problemas com o álcool”. 
“Esta é uma reunião  FECHADA de Alcoólicos Anônimos. Em conformidade com a singeleza de propósito de A.A.,  a participação em reuniões fechadas está limitada às pessoas que têm o desejo de parar de beber.  Se  você  acha  que  tem  têm  problemas  com  o  álcool,  você  está convidado  a  participar  desta  reunião.  Pedimos  que,  ao  discutir  os nossos problemas, nos limitemos unicamente aos que  dizem respeito ao alcoolismo”.
http://home.capecod.net/~action-12steps/spur/bluecard.html 
A  Conferência  de  1997 aprovou  uma  definição  revisada  da  declaração  da  Unicidade  de Propósito de A.A. que oferece uma possível solução para pessoas com outros problemas que queiram se tornar membros de A.A.:  "O alcoolismo e a drogadicção podem ser classificados como 'abuso de substâncias químicas'ou como  'dependência de substâncias químicas'.Por conseguinte, às vezes se permite,  em  A.A.,  tanto  a  introdução  dos  não  alcoólicos  como  a  dos  alcoólicos  e  lhes  é  feita  a recomendação de que assistam às reuniões. Qualquer  pessoa pode assistir às reuniões abertas de A.A. Mas unicamente os que têm um problema com a bebida podem assistir às reuniões fechadas ou tornarem-se membros de A.A. As pessoas que têm outros problemas diferentes do alcoolismo podem se tornar membros de A.A. somente se tem um problema com a bebida". 

7.48.  Unicidade de propósito de A.A. 
Box 4-5-9, Fev. Mar. 2003 (pag. 3-4)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar03.pdf
Título original: “Unicidad de propósito". 
A  “Unicidade  de  Propósito” é  essencial  para  o  tratamento  do  alcoolismo.  O  motivo  para merecer  tão  exagerado  enfoque  é  o  de  superar  a  negação.  A negação  associada  ao  alcoolismo  é astuta, desconcertante e poderosa e afeta ao paciente, a quem o ajuda e à comunidade. A menos que o alcoolismo se mantenha incessantemente em primeiro plano, outros assuntos irão usurpar a atenção geral. Os trabalhadores no campo da saúde mental e da pesquisa têm uma grande dificuldade com a Quinta  tradição  de  A.A.  -  "Cada  Grupo  é  animado  de  um  único  propósito  primordial:  o  de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.Uma vez que estes trabalhadores costumam admirar  o  sucesso  e  a  fácil  disponibilidade  geográfica  de  Alcoólicos  Anônimos, pode-se compreender que desejem ampliar a composição dos membros para incluir pessoas que abusam de outras substâncias. Também percebem que o uso apenas do álcool é cada vez menos frequente, e o abuso de várias drogas combinadas é mais comum. Estes trabalhadores da saúde mental consideram que a unicidade de propósito de A.A. é antiquada e  exclusivista. Acham que essa Tradição é uma Blue Card - Cartão Azul relíquia  dos  primeiros  dias  de  A.A.  e  que os  jovens,  os  pobres  e  as  minorias  com  antecedentes criminais  serão  excluídos.  Além  do  mais,  quando  não há  fácil  disponibilidade  de  um  centro profissional para o tratamento de drogas ou um Grupo de Narcóticos Anônimos (NA) é difícil para estes profissionais entender porque A.A. com sua tradição de trabalho do Décimo Segundo Passo, não intervém para preencher esse vazio. Como trabalhador na área da saúde mental e pesquisador, acredito que há dois argumentos que  anulam  essas  preocupações.  O  primeiro,  a  Terceira  Tradição  de  A.A.,  “Para  ser  membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber",faz com que A.A. não seja exclusiva. A cada ano  A.A.  acolhe  entre  seus  membros  muitos  milhares  de  alcoólicos  pobres,  alcoólicos  com problemas de drogas, alcoólicos pertencentes às minorias e alcoólicos condenados pela Justiça. A.A. não exclui ninguém que tenha o desejo de parar de beber. O  segundo argumento, que a “Unicidade de Propósito”, como  necessária  para  superar  a negação,  é  ainda  mais  poderoso.  Se  houver  a  opção  de  escolher,  ninguém  irá  querer  falar  do alcoolismo.  Ao  contrário:  dedicam-se muitas  manchetes  à  adição  às  drogas,  e  investem-se  muitos fundos para sua pesquisa e para atrair a atenção de profissionais clínicos para essa área. Depois de  dois anos de trabalho no Centro Federal de Tratamento de Narcóticos de Kentucky, eu, um simples professor assistente, fui convidado para falar a respeito da adição à heroína. Em fins dos anos 90, como  professor  titular  e  depois  de  25  anos  de pesquisa sobre o alcoolismo  e sua enorme morbosidade, finalmente me pediram para falar sobre o álcool na minha cidade natal. O tema que me propuseram foi “Porque o álcool é bom para a saúde”.Em poucas palavras, o maior obstáculo para o tratamento do alcoolismo é a negação. Comecei  minha  carreira  psiquiátrica num  Centro  de  Saúde  Comunitária profundamente dedicado.  A  comunidade  tinha  manifestado  sua  opinião  de  que  o  abuso  do  álcool  era  seu maior problema.  Depois  de  dez  anos  em  operação,  o  centro  se  limitava  a  tratar  os  problemas  segundo, terceiro e quarto da comunidade. Não se dedicavam recursos ao tratamento do álcool. Trasladei-me a outro Centro Comunitário de Saúde Mental que também havia, ouvido seus cidadãos e tinha aberto um ambulatório para o tratamento do alcoolismo. Foi-me pedido para cobrir o posto de codiretor da clínica e fui o último psiquiatra contratado por esse centro de saúde mental. Significativamente, eu não tinha experiência com o alcoolismo, mas nenhuma outra pessoa queria o trabalho. Com  exceção  do  tabaco,  o  álcool é  um  problema  de  saúde  e  familiar  maior  que  todas  as demais  drogas.  O  abuso  do  álcool  custa  ao  país  mais que  os  gastos  totais  orçados  para todas  as doenças de pulmão e câncer. Depois do fumo e da obesidade, o abuso do álcool é talvez a terceira causa  de  mortes  no  país.  Entretanto,  é terrivelmente  difícil  tomar  conhecimento  deste  perigo.  O abuso do álcool cobra 100.000 vidas ao ano, e nos pavilhões médicos e cirúrgicos custa de duas a seis  vezes  mais  tratar  25%  dos  pacientes  com  problemas  de  alcoolismo,  do  que  tratar  os  demais pacientes.  Entretanto,  as  residências  médicas  e cirúrgicas,  tão  conscientes  dos  gastos  neste  século XXI,  excluem  invariavelmente  o  alcoolismo  de  seus  programas.  Não  há  tempo  suficiente, dizem, para  prestar  atenção  ao  alcoolismo.  Parta  combater  esta  negação,  o  princípio  da  “Unicidade  de Propósito”de A.A. é uma necessidade. Dito de outra maneira, o sucesso de A.A. documentado experimentalmente no tratamento do alcoolismo se deve, mesmo em parte, a que os Grupos de A.A. são o único lugar do mundo no qual o foco é o alcoolismo e unicamente o alcoolismo. Simplesmente, não há outra maneira de superar a negação. 
Resenhas biográficas: 
O  Dr.  George  Eman  Vaillant  (1), nascido  em  1934 nos  EUA,  é  psiquiatra  e  psicanalista, trabalha em Harvard; é mundialmente conhecido por seu livro "A História Natural do Alcoolismo" 
(2),de 1983, recentemente revisto e traduzido para o português e é há décadas respeitado como uma das maiores autoridades mundiais em alcoolismo. Grande amigo  de  A.A.,  quando  escreveu  o  artigo  acima  era  Custódio  (não  alcoólico)  da Junta  de  Serviços  Gerais  nos  EUA  (lá,  são  21  Custódios:  14 alcoólicos  –  Classe  B,  e  sete  não alcoólicos  –  Classe  A),  encargo  que  ocupou  de  1998 até  2004 quando  foi  substituído  por  outro médico e também professor de Harvard, o Dr. Bill Clark. 
N.T. (1):Em agosto de  1999, o Dr. Vaillant esteve no Brasil para participar do 13º Congresso Brasileiro de Alcoolismo celebrado no Rio de Janeiro entre  os  dias 12  e  15  de  agosto  de  1999.  Na  ocasião,  deu  uma 
entrevista  a  Lucila  Soares  da  revista  Veja,  publicada  nas  Páginas Amarelas da Edição  1611 de 18 de agosto de  1999, com o título  “O porre é grotesco”. Veja a entrevista em: 
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx
http://adroga.casadia.org/news/porre_grotesco.htm 
Leia  a  palestra  que  o  Dr.  Vaillant  proferiu  no13º  Congresso  Brasileiro  de  Alcoolismo celebrado no Rio de Janeiro entre os dias 12 e 15 de agosto de 1999, sobre “A.A. – Culto ou Pílula Mágica”, em:
http://aabr.com.br/ver.php?id=266&secao=10
Você também poderá ler no  Box 4-5-9, Fev. Mar.  2003(pag. 3-4) o artigo escrito pelo Dr. Vaillant“Unicidade de propósito”em: 
http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar03.pdf. 
N.T.  (2): No  Brasil  este  livro  é  publicado  pela  Editora  Artmed.  Pode  ser  encontrado  entre  outros sítios, em: 
http://compare.buscape.com.br/a-historia-natural-do-alcoolismo-revisitada-vaillant-george 8573072628.html#precos
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/432016/a-historia-natural-do-alcoolismo-revisitada/

I N D I C E

Apresentação 

1.1. A origem da Declaração de Unidade 
1.2. A origem da Oração da Serenidade 
1.3. A origem da Reserva prudente 
1.4. A origem das Áreas e dos Painéis 
1.5. A origem das ilustrações nos materiais de A.A. 
1.6. A origem de “90 reuniões em 90 dias”
1.7. A origem do café e das bolachas nas reuniões de A.A. 
1.8. A origem do mês da Gratidão 
1.9. A origem do termo de Responsabilidade 
1.10. A origem dos Arquivos Históricos 
1.11. Um passeio pela história: Os Arquivos Históricos do ESG
1.12. A origem dos Escritórios de Serviços 

2.1. A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.
2.2. Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes
2.3. O Coordenador de Literatura no Grupo
2.4. O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições
2.5. O Grupo base
2.6. O Grupo de A.A... Onde tudo começa
2.7. Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.
2.8. Os AAs enfrentam o problema dos enviados pelos Tribunais
2.9. Perturbadores de reuniões
2.10. Seu Grupo está preparado para grandes eventos?
2.11. Sobre os problemas de um Grupo de A.A.
2.12. Todo Grupo de A.A. tem o direito de errar

3.1. A Reunião de Serviço 
3.2. O que é uma consciência de Grupo esclarecida
3.3. Consciência Coletiva – Texto do Dr. Lair Marques
3.4. Onde se origina a consciência de Grupo Esclarecida
3.5. Na “anarquia benigna” de A.A., a consciência de Grupo esclarecida é a última autoridade
3.6. Reuniões de A.A. abertas e fechadas: há uma diferença
3.7. Reuniões de A.A. em instituições de tratamento

4.1. A Conferência Internacional de Jovens em A.A. (ICYPAA)
4.2. Os Internacionalistas e Solitários
4.3. Círculos de sobriedade na Convenção dos Nativos Americanos
4.4. Como A.A. pode servir melhor às minorias
4.5. O que são os Grupos Especiais de A.A. Porque são necessários
4.6. Como fazer para que os idosos em A.A. continuem voltando
4.7. Os Jovens definem seu papel como o futuro de A.A.
4.8. Os Jovens em A.A.

5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
5.4. O anonimato – a humildade em ação
5.5. O anonimato diante do público
5.6. O anonimato e as redes sociais
5.7. O anonimato e os meios de comunicação
5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato
5.10.Reflexões sobre o anonimato

6.1. Apadrinhamento: Como éramos 
6.2. Apadrinhamento: Outra forma de dizer A.A.
6.3. Apadrinhamento em A.A.: Suas obrigações e suas responsabilidades
6.4. Apadrinhamento: Uma via de mão dupla
6.5. Buscamos os principiantes onde eles estão?
6.6. Como fazer uma visita de Décimo Segundo Passo à moda antiga
6.7. Levar a mensagem, ou, a arte do Décimo Segundo Passo
6.8. O apadrinhamento no ingresso em A.A. evita que os principiantes saiam pelas rachaduras
6.9. Onde começamos a levar a mensagem e onde não fazê-lo
6.10. Para os Servidores do Décimo Segundo Passo: O que se deve e o que não se deve fazer 

7.1. A Aprovação da Literatura pela Conferência
7.2. Literatura aprovada pela Conferência
7.3. A evolução da Convenções Internacionais de A.A.
7.4. O que é uma Convenção para você? 
7.5. A evolução da Convenções no Brasil
7.6. A exclusão do Circulo e do Triangulo como símbolo oficial de A.A.
7.7. Usos e abusos dos símbolos de A.A.
7.8. A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
7.9. A identificação – a essência do nosso vinculo comum
7.10. A primeira Conferência de Serviços Gerais
7.11. A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
7.12. A.A. nunca deve ser organizada
7.13. Al-Anon e os laços que nos unem
7.14. Alcoólico recuperado ou em recuperação?
7.15. Alcoólicos Anônimos – o livro, um ícone cultura 
7.16. Alcoólicos Anônimos e a lei
7.17. Alcoólicos Anônimos e os alcoólicos com necessidades especiais
7.18. Algumas perguntas de membros e respostas do ESG
7.19. As “doze promessas” de A.A.
7.20. As Doze Tradições de A.A.
7.21. As Doze Tradições de A.A., ou, Os Filhos do Caos
7.22. Breve história do Escritório de Serviços Gerais – ESG
7.23. Como A.A. escolhe alguns dos seus servidores 
7.24. Os membros de A.A. funcionários do ESG
7.25. Seleção de pessoal para o ESG
7.26. Como o triângulo invertido faz funcionar a Irmandade
7.27. Como são feitas as traduções da literatura de A.A.
7.28. É preciso ser “alcoólico puro” para ser membro de A.A.?
7.29. Membros de A.A. Pesquisa 2011
7.30. Membros de A.A. que trabalham no campo do alcoolismo
7.31. Preenchendo o vazio entre o profissionalismo e A.A. (dois chapéus)
7.32. Meu nome é ..., e sou alcoólico/a
7.33. O espirito de cooperarão entre A.A. e NA (Narcóticos Anônimos)
7.34. O propósito único de NA
7.35. O Grupo de Oxford: Precursor de A.A.
7.36. “O homem na cama” ou, a abordagem ao AA no 3
7.37. O Livro Grande faz 50 anos como o “padrinho” mais eficiente de A.A.
7.38. O Livro Grande: pioneiro de A.A. impresso 
7.39. O membro de A.A. Medicamentos e outras Drogas
7.40. Para alguns alcoólicos, os medicamentos são necessários
7.41. O princípio da pobreza corporativa
7.42. O programa de A.A. não é religioso, mas espiritual
7.43. A espiritualidade se conhece pelas obras
7.44. Alcoólicos Anônimos e as orações
7.45. Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial
7.46. Os livros eletrônicos (e-books), ou, como levar a mensagem em um mundo digital
7.47. Um propósito único
7.48. Unicidade de propósito de A.A.

8.1. Dr. William Duncan Silkworth 
8.2. Reverendo Samuel Shoemaker 
8.3. Ruth Hock Crecelius 
8.4. Dr. Harry M. Tiebout 
8.5. Dr. Harry Emerson Fosdick 
8.6. Clinton T. Duffy
8.7. Irmã Inácia 
8.8. Padre Edward P. Dowling 
8.9. Jack Alexander 
8.10. Bernard B. Smith 
8.11. Dr. John Lawrence Norris (Dr. Jack) 
8.12. Nellie Elizabeth Wing (Nell Wing) 
8.13. Pastor Professor Joaquim Luglio 
8.14. Tributo a Anne R. Smith (1881-1949)
8.15. Tributo ao Dr. Bob (1879-1950)
8.16. Despedida do Dr. Bob 
8.17. Tributo a Edwin T. Thacher (Ebby T.) (1896-1966)
8.18. Tributo a Bill W. (1895-1971)
8.19. Última mensagem de Bill W. 
8.20. Tributo a Lois B. Wilson (1891-1988)


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