Artigos - Dinheiro em A.A.

  DINHEIRO EM A.A.
                                                                                                                               
 
1. Introdução
     Ao nos propormos falar sobre o tema "Dinheiro em A.A.", deparamo-nos   com   um   grande  obstáculo:  a  desinformação  generalizada nas lides de nossa Irmandade, sobre os verdadeiros princípios filosóficos e práticos,  fanal  luminoso  a  guiar  a  trajetória tranquila e benéfica dos que,  como  nós,  optaram por um novo modo de vida.
    Entendemos  que  uma  melhor  compreensão deste assunto só seria possível, caso  todos  os membros se entregassem ao estudo das raízes do nosso movimento, dos conflitos vividos pelos nossos co-fundadores e  dos  que  os seguiram, analisando em profundidade os legados a nós deixados,  além  da  proposição de um conhecimento histórico que nos permitisse  delinear,  ainda  que  com  uma  enorme  faixa  de  erro, um perfil de "quem somos, de onde viemos e para onde vamos".
    Entendemos, ainda, o aspecto imperativo de que saibamos um pouco sobre   o   tema   em  questão  - dinheiro -  antes  mesmo  de  discuti-lo, inserido na estrutura vital de A.A.
 
2. Dinheiro
     Quando  um  homem  primitivo,  na  busca  de  saciar  sua fome, teve tanta  sorte  de  conseguir  abater  mais animais do que podia carregar, surgiu o impasse: Não tinha fome suficiente para tanta carne,  também não  lhe  agradava  a  idéia  de  jogar  fora aquilo que, afinal, lhe custara tanto esforço.
    Perto    dali,    um    vizinho    seu    vivia  um   problema   semelhante: superprodução.  Distraíra-se  fazendo  potes  e  agora,  que  chegava   a fome  sobravam-lhe  vasilhas,  mas faltava o que cozinhar dentro delas.
    Ocorreu,  porém,  que  o  caçador  e  o  oleiro  se  encontrassem.  E  o primeiro   teve   uma   idéia   luminosa:   cedendo  um  gamo  ao  oleiro, reduziria   seu   estoque   de  carne  sem  tomar  prejuízo,  pois  o  outro naturalmente   retribuiria   a   gentileza,    dando-lhe   um   pote.   Assim pensando,  propôs a troca, que foi aceita sem pestanejar. O oleiro, com a  fome  que  tinha,  seria  capaz  de  dar  até  seus  potes  todos por um bom pedaço de carne.
     Cada  qual  a  seu  destino,  sem  suspeitar que, com aquela barganha pioneira,  haviam  criado  um  campo  novo  e  importantíssimo  para   a atividade humana: o comércio.
      Em pouco tempo, barganhar tornou-se hábito dos mais divulgados e cada povo foi  aperfeiçoando  seus  próprios  métodos de trocar coisas. Trocava-se um  peixe por uma fruta,   isso por aquilo, num processo de economia chamado "escambo".
      Nesse  processo  rudimentar  surgia  um outro problema. O que valia mais?  Quantas  laranjas  valia  uma jaca? Quantos peixes por uma racha de lenha?  Era  preciso  estabelecer  uma medida de valor. O criador de gado  passou  a  usar  a  vaca  como  moeda-mercadoria  e a chamou de fortuna.  Assim  é  que,  cada  bezerro  nascido,  a fortuna  se duplicava. Dessa   forma   ia  aumentando  seu  pecúlio  (do latim: Pecus = Gado) e formando seu capital (do latim: Capita = Cabeça).
      Apesar  das  muitas  vantagens,  havia sérias desvantagens. O criador se  entristecia  cada  vez que uma de suas vacas atolava-se no pântano, lamentando-se: "Minha fortuna foi pro brejo".
     Provavelmente,   daí   a   expressão   " A   vaca   foi  pro  brejo",  para indicar  um negócio mal sucedido.
     Mais    tarde     uma    descoberta   revolucionária.   O   sal   tinha      a propriedade  de  conservar  os  alimentos, mas só era conseguido pelos que   viviam   próximo  ao  mar.  O  sal  virou  moeda-mercadoria  muito apreciada,  e assim,  na  Roma Antiga, um trabalhador recebia, por mês de  serviços  prestados,  três sacos de sal. Isso era considerado um bom "salário".  Na  China,  quarenta barras de sal valiam uma barra de ouro; quatro barras, um saco de arroz e assim por diante.
      Numa  evolução  natural,  muitos  foram  os o bjetos utilizados como moeda-mercadoria, como faca, chave, barras de metal, etc...
      Com  o  surgimento  das  moedas  cunhadas,  há cerca de 3.000 anos parece   ter   cessado  a  escalada  errante  na  busca  incansável  que   o homem   empreendeu   para   equilibrar   o   comércio   de  mercadorias essenciais à sua sobrevivência.
      Desde   então   o   dinheiro   (do Árabe - Dinar e do latim = Denarius) tem sido um parceiro inseparável de todos os povos. Qualquer que seja a  cultura,  qualquer  que seja a atividade, qualquer que seja o objetivo de  qualquer grupo ou sociedade, o dinheiro foi e será a alavanca capaz de     remover    obstáculos   e    possibilitar    o   atendimento   de   suas necessidades  e  dos  desejos  básicos,  no  campo  material, evidentemente.
 
3. O dinheiro em A.A.
      Desde   os   primeiros  e  inseguros dias de A.A. o dinheiro - ou a falta dele - tem  sido gerador de grandes problemas. Os estudiosos de nossa literatura  devem  se  recordar  de  fatos  marcantes  e fundamentais na estrutura    de    ALCOÓLICOS ANÔNIMOS,   como   instrumento   capaz  de colocar sobriedade ao alcance de todos.
      Causa de muitos bens e também de muitos males, o dinheiro é o símbolo de prestígio, conforto e poder. A riqueza tem arruinado muitos homens e muitas nações. Por isso, estabelecer uma política financeira como suporte à sobrevivência de nossa Irmandade não foi tarefa muito fácil para os nossos co-fundadores.
      Recordemos algumas situações. Numa reunião onde discutiam sobre o dinheiro, as atitudes e opiniões eram diversas.
      Os conservadores diziam: "Por que nos tentar com o dinheiro? Podemos nos reunir em casas particulares, e nenhum grupo teria que ter tesouraria. Por que precisamos de livros, escritórios  e serviços mundiais? Um alcoólico leva a mensagem a outro alcoólico, só isso. É preciso ficar fora do problema de dinheiro". Os radicais pensavam ao contrário: "Não somente precisamos de serviços essenciais, precisamos de muito mais: hospitais, terapeutas remunerados, conferencistas viajantes, centros de reabilitação, e sabe lá o que mais. Para isso serão necessários milhões, e onde conseguiremos tanto dinheiro? Bem, pediremos ao público, assim como fazem as instituições".
      Quando se livraram de suas idéias grandiosas a respeito de hospitais, pesquisa, reabilitação e educação, não sobraram muitas contas a pagar. Foi um despertar para o fato agradável de que A.A. não precisa afinal de muito dinheiro.
      Um grande fator que influenciou muito nossa maneira de pensar, na época, foi a filosofia de S. Francisco de Assis. Seu movimento também começou de forma leiga, um homem levando a boa-nova para o outro. Quanto menos dinheiro e propriedade tivessem para discutir a respeito, menor seria o risco do desvio de seu objetivo primordial.
      Por esse motivo, A.A. adotou a sabedoria de São Francisco. Não somente teríamos a menor organização  de serviço possível, como usaríamos o mínimo de dinheiro possível. Para nós isso não significa que não precisamos de nenhum dinheiro. Significa que precisamos do dinheiro suficiente para fazer o trabalho bem feito. Foi nesse sentido a opção de A.A., pela pobreza coletiva. A chave da segurança do nosso futuro.
      Apesar de nossa Tradição de manter A.A. pobre, por segurança, ainda surgiram tentações. Quando Bill, Dr. Bob e muitos outros conheceram o Sr. John D. Rockefeller Jr. e seus amigos, a possibilidade de apoio financeiro ilimitado começou a distanciar a idéia de compartilhar a visão de São Francisco de Assis. Idéias de trabalhos confortáveis e bem remunerados, cadeias de hospitais de A.A., e toneladas de literatura gratuita para alcoólicos que sofriam, não saíam de nossas cabeças. Mas o Sr. Rockefeller tinha uma outra idéia e nos disse: "Acho que o dinheiro destruiria isso".
      Da teoria franciscana foi extraído o supra-sumo da filosofia, mas foi, sem dúvida, a experiência do sábio bilionário que nos forçou a viver assim. Essas foram as duas pessoas realmente responsáveis pela tradição de A.A., a respeito do dinheiro. Deveríamos ser eternamente gratos a eles.
      Em outra reunião que tratava do mesmo assunto, a discussão foi salutar. O princípio de A.A. de que "não há taxas nem mensalidades obrigatórias" pode ser interpretado e racionalizado como: "Não existem responsabilidades individuais ou deveres de grupo de nenhuma forma", e essa idéia errada  foi totalmente eliminada. Por unanimidade chegou-se a que, através de contribuições voluntárias, as contas legítimas dos grupos, áreas e A.A. como um todo, precisam ser pagas  ou, caso contrário, não poderíamos levar nossa mensagem adequadamente. Naquela reunião que tratava do mesmo assunto, a discussão foi salutar. O princípio de A.A. de que " não há taxas nem mensalidades obrigatórias" pode ser interpretado e racionalizado como: "Não existem responsabilidades individuais ou deveres de grupo de nenhuma forma", e essa idéia errada foi totalmente eliminada. Por unanimidade chegou-se a que, através das contribuições voluntárias, as contas legítimas dos grupos, áreas e A.A. como um todo, precisam ser pagas ou, caso contrário, não poderíamos levar nossa mensagem adequadamente. Naquela reunião foi combinado que nenhuma tesouraria de A.A. deveria acumular dinheiro. Mas foi enfatizado que manter o A.A., simples e espiritual, não significa de forma alguma eliminar os serviços vitais que certamente custam um pouco de tempo, trabalho e dinheiro.
      Entretanto, no início foi inevitável a injeção de recursos externos por parte de nossos próprios amigos, que confiavam nos nossos propósitos e anteviam a possibilidade de fantásticas recuperações. Desde a criação da Works Publishing Inc. e a venda de ações, visando conseguir dinheiro para a impressão do livro "ALCOÓLICOS ANÔNIMOS", até uma  pequena ajuda temporária no valor de mil dólares, doada pelo Sr. Nelson Rockefeller, mais as contribuições de seus amigos, perfazendo um total de três mil dólares, permitiram que a Fundação de A.A. possuísse fundos pela primeira vez.
      Com a excelente divulgação do "Saturday Evening Post" em 1º de março de 1941, pelo jornalista Jack Alexander, houve um verdadeiro dilúvio de pedidos de ajuda e encomendas do livro "ALCOÓLICOS ANÔNIMOS". Uma operação de emergência foi montada para ajudar os pedidos, convocando as mulheres de A.A. e esposas de companheiros que soubessem escrever a máquina.
      No final de 1941, analisando os relatórios dos grupos, percebeu-se um aumento de 6.000 membros. De 2.000 em 1940, agora éramos 8.000.
      Embora o ano de 1941 seja considerado o mais emocionante de nossa história, foi também um ano de nuvens baixas no horizonte , envolvendo-nos em tempestades. O crescimento  rápido e desordenado trouxe muitos problemas. Na maioria dos casos, os grupos recém-formados não tinham nenhuma liderança com experiência, a não ser o livro de A.A. Alguns membros de A.A. se tornaram profissionais, vendendo a terapia de A.A. aos prováveis membros., para conseguirem dinheiro. Às vezes, grupos inteiros ficavam bêbados e as relações públicas locais iam de mal a pior. Começo de experiência verdadeiramente angustiante que durou longo tempo.
      Com isso começou a circular a assombrosa história de que ALCOÓLICOS ANONIMOS (o escritório em New York, a Fundação e o livro) nada mais eram do que uma enorme fraude na qual o Sr. Rockefeller havia imprudentemente caído.
      Uma reunião foi convocada por um Comitê de Investigação e lá estavam um advogado e um perito-contador.
      Felizmente Bill e Dr. Bob possuíam o balanço financeiro de todos os negócios, desde o começo, e o apresentaram ao perito-contador para exame minucioso.
      Após o exame, a leitura em voz alta e a declaração de que estava correto. Embora a promessa de que tudo fariam para deter o avanço dos rumores, a conversa a respeito da fraude permaneceu por muito tempo.
      Além desses, muitos outros problemas surgiram. Vez por outra,  algum benfeitor agradecido doava uma sede de um clube e, em consequência, de quando em quando surgiam interferências externas em nossos assuntos. Foi-nos doado um hospital e, imediatamente, o filho do doador transformava-se em principal cliente, gerente extra-oficial do estabelecimento. Um grupo ganhou cinco mil dólares, para que se usasse como bem entendesse. A disputa  em torno daquela soma, durante muitos anos, originou enormes devastações  na Irmandade.
      Todos esses fatores comprometiam seriamente o futuro de A.A. Entretanto, ajudavam a escrever uma brilhante página de nossa história. As palavras do Sr. Rockefeller sobre nós pairavam nas cabeças de nossos primeiros membros. "Todos vocês podem ver que essa é uma obra de boa vontade. Sua força consiste no fato de um membro levar a boa mensagem para o seguinte, sem qualquer rendimento financeiro ou recompensa. Portanto, acreditamos que ALCOÓLICOS ANONIMOS deveria ser auto-suficiente no que se refere a dinheiro. Somente precisa de nossa boa vontade".
      À declaração de que "todos os grupos de A.A. deveriam ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora", forjando a Sétima Tradição, houve uma reação. ALCOÓLICOS ANÔNIMOS constituía-se num espetáculo estranho e refrescante para todos quantos estavam habituados a intermináveis campanhas para levantamento de fundos.  Editoriais de aprovação geraram uma onda de confiança na integridade de ALCOÓLICOS ANÔNIMOS. Ficou evidenciado que os irresponsáveis haviam se tornado responsáveis e que, transformando a independência econômica numa parte de sua tradição, A.A. tinha revivido um ideal quase inteiramente esquecido em nossos tempos.
 
4 - A história se repete
      O A.A. brasileiro também teve seus dias difíceis. À época dos primeiros contatos, o País vivia uma situação política e social não muito favoráveis. Por isso o anonimato era um recurso ideal para manter tudo sob perfeito sigilo. Mas, na medida em que os grupos iam se solidificando, também a notícia de A.A. em nossa terra ia se espalhando.
Grupos eram fundados em vários locais do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e outros.
      Sem a literatura específica traduzida em nosso idioma, a mensagem era conduzida aos futuros membros das mais diversas formas, já que bebedores-problema, sóbrios pela primeira vez em muitos anos, não se continham de felicidade e queriam dividi-la, numa atitude altamente altruística e bem dentro do espírito de nossa Irmandade.
      E como a história se repete, também aqui, "na maioria dos casos, os grupos recém-formados não tinham nenhuma liderança com experiência", a não ser de folhetos de tradução livre. O movimento se expandiu, os grupos multiplicaram-se, sem, contudo, erigirem o pilar estrutural.
      Quando finalmente,  companheiros dispostos a modificar um contexto - e não modificar ALCOÓLICOS ANONIMOS - criando o nosso Centro de Distribuição de Literatura, começou a surgir um fio de esperança. Esperança de que, de posse da verdade (os livros), os grupos procurassem caminhar, buscando corrigir  o que de falho há muito vinha sendo feito.
      Isto não ocorreu e até nos faz lembrar um adágio popular: "Diga uma mentira mil vezes e ela se tornará verdade". E entre muitas mentiras, a de que A.A. não precisa de dinheiro, é a mais cantada em verso e prosa.
      Entendemos que esse comportamento adveio unicamente de desinformação sobre nossas Tradições. Assim, gostaríamos de registrar aqui o nosso agradecimento ilimitado aos que, em meio à turbulência dos primórdios do A.A. no Brasil, souberam, com rara dignidade, conservar acesa a chama salvadora que iluminou nosso caminho.
      Mas em relação ao assunto de dinheiro em A.A. deveríamos fazer uma pausa para rever essas atitudes. Uma vez que se encontram sóbrios e trabalhando, poucos alcoólicos têm problemas econômicos. Nosso poder aquisitivo, como indivíduos, pode ser, na realidade, o dobro da média. A recompensa material, bem como a recompensa espiritual decorrentes do modo de vida de A.A. são simplesmente incríveis. Não obstante, ainda relutamos quando se trata de pagar as despesas de A.A., que são muito razoáveis. Às vezes recuamos, quando somos convidados a dar uma cota para as despesas de serviços do Intergrupo, da Área ou do Escritório de Serviços Gerais. Podemos até comentar: "Bem, essas atividades estão fora daqui, e o nosso grupo realmente não precisa delas". Essas reações são muito naturais e compreensíveis, fáceis de serem justificadas. Podemos até dizer, com ares de sabedoria: "Não estraguemos A.A. com dinheiro e serviços. Separemos o material do espiritual. Isso manterá as coisas simples".
      Felizmente, nos últimos anos, essas atitudes estão diminuindo. Elas desaparecem quando uma necessidade verdadeira de serviço se torna clara. Tornar essa necessidade clara é uma simples questão de educação e de informação correta. Quando a Sétima Tradição nos diz que devemos rejeitar quaisquer doações de fora, nos diz também que há um lugar em A.A., que o material e o espiritual podem se misturar: na sacola. É pois nesse momento que devemos invocar a nossa honestidade. Se realmente estamos a postos, crescendo espiritualmente, devemos contribuir para que o nosso grupo cresça conosco. E que os nossos grupos, fortes e estruturados, contribuam para os nossos órgãos de serviços. E os nossos órgãos de serviços, não  mais falidos, poderão  ter suas atividades voltadas ao propósito primeiro de A.A.: Fazer com que a mensagem de esperança chegue a tantos alcoólatras em desespero, quantos possíveis.
      Se lembrarmos de colocar o dinheiro a nosso serviço, e não nos posicionarmos como seus servidores, estaremos incluindo no tão propalado despertar espiritual a realidade que o completa: a ajuda financeira ao A.A.
      Entendendo que a doação espontânea é a justa retribuição, um dever de quem continua sendo beneficiado, entenderemos também o despertar espiritual de uma forma muito mais abrangente.
     
      5. Referências Bibliográficas
      (1) Novo Conhecer - Abril Cultural;
      (2) As Doze Tradições - CLAAB - 1973;
      (3) Os doze conceitos para serviços mundiais - CLAAB - 1983;
      (4) A.A. Atinge a Maioridade - CLAAB - 1985.
 
 
 
Revista Vivência nº 1 - Março 1986