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Encargos em A.A. - Responsabilidades e Serviços

Parece que infelizmente os "Encargos" e as "Eleições" em A.A. são, as vezes, objeto de interpretação errônea por parte de alguns companheiros. Os  encargos têm sido encarados por alguns como fatores de prestigio e promoção às eleições como teste de popularidade nos grupos. Há companheiros que se candidatam a tudo e geralmente acontece uma das duas coisas: ou ele é eleito e se promove com isso e simplesmente não trabalha; ou então tremendamente ressentido ou deixa de freqüentar o grupo, por achar que sua recuperação não foi reconhecida. Em verdade, convém lembrar o que nos diz o livreto "O Grupo de A.A." a respeito: As funções que executam não podem ter títulos. "Mas os títulos em A.A. não representam autoridade ou honrarias, referem-se a serviços e responsabilidades". Quando começa a nossa recuperação em A.A. percebemos o valor da dádiva recebida, e compreendemos que é algo tão valioso que não podemos nos fechar egoisticamente dentro daquilo que recebemos. Procuramos então, através de serviços prestados a outras pessoas, com a responsabilidade e humildade colocar a disposição de outro tudo aquilo que nos foi dado. Quando os serviços em A..A. são encarados dentro deste espírito de doação e  desprendimento, crescemos em nossa recuperação, e se esvazia orgulho e vaidade. O Trabalho em A.A. nos dá a consciência do muito que se tem ainda por fazer, não dando assim condição de nos sentirmos grandiosos pelas pequenas coisas que tenhamos feito individualmente. . Isso nos mantém realmente integrados no espírito de unidade de A.A. cada um de nós com a consciência de que nossa parte está sendo realmente feita, irmanado no propósito de compartilhar com outro aquilo que recebemos. Quando pelo contrário, serviços em A.A.. são usados como motivo de vaidade e orgulho próprio coloca em perigo nossa harmonia e só trazem prejuízos à Irmandade. Surge "Personalismo" que se colocam acima de nossos princípios, deixa-se de lado a tão "Difícil" 
humildade e luta-se por prestígio pessoal. O Grupo e o A.A. deixam de ser um todo harmonioso e passa a ser palco de conflito de "Personalidades" e os 
princípios relegados a segundo plano. São uma de nossas responsabilidades como membros de A.A. escolhermos como nossos servidores de confiança aqueles que realmente estejam dispostos e em condições de serviço ao A.A. e não se servir de A.A. Devemos ser criteriosos na escolha de companheiros que nos servirão, porque os resultados dessa escolha, bons ou maus, serão sentidos por todos nós. Cada grupo, ou A.A. no seu todo, tem os servidores que merece, e é de 
responsabilidade nossa tudo o que acontece em A.A. Cada um de nós deve zelar pela harmonia e a unidade de A.A., pois é acima de tudo, compartilhando de um bem estar comum que podemos usufruir nosso bem estar individual e então transmiti-lo a quem chega à irmandade. Diante do exposto acima, percebemos a necessidade dos grupos realizarem reuniões específicas para falar do serviço e servidores. Com isso dando oportunidade aos membros novos que estão chegando de conhecerem a Irmandade da qual fazem parte e assim, não ter que passar pelas mesmas dificuldades que nós outros passamos por falta de um apadrinhamento adequado. Muitos de nós entramos para o serviço em A.A., apenas com o desejo de ficar sem beber alguns dias, ainda não tínhamos decidido se íamos ficar ou não. Entretanto, entramos para o Comitê de Serviços do Grupo e começamos a prestar serviços de qualquer maneira, sem nenhuma consciência do que é A.A., tínhamos apenas o desejo de ficar sem beber. O Procedimento que tem sido adotado de se colocar qualquer pessoa, despreparada para prestar serviços e geralmente com a intenção de ajudá-la, tem trazido muitos problemas para o membro, para os grupos e para o A.A. como um todo. Portanto, gostaríamos de sugerir aos companheiros dos grupos, para incluir na programação do grupo, reunião de esclarecimentos sobre o Terceiro legado, usando os livros "O Grupo onde tudo começa" e o "Manual de Serviços". Acreditamos que com essa atitude vamos acabar com a dificuldade de formar os Comitês de serviços nos grupos e também nos Órgãos de Serviços.