Artigos - IRMÃ MARY IGNÁCIA

Uma dama, uma freira e uma Santa para muitos!

IRMÃ MARY IGNÁCIA, morreu em uma sexta feira, 1º de abril, às 9,,55 hs. Faleceu na “Casa da Mãe”, do Centro de Treinamento de Monte Agostinho, em West Richfield, Ohio onde estava em tratamento, doente desde o ano anterior. A bondosa irmã estava com 77 anos. Sua perda foi sentida por muitos milhares que a conheceram por seu trabalho com alcoólicos. Irmã Ignácia em cujo passado era Della Gavin, nasceu em 2 de janeiro de 1889, em Mayo Conty, Irlanda e veio para os EUA com sua família aos 7 anos de idade. Entrou para a Comunidade das Irmãs de Caridade de Santo Agostinho em 25 de março de 1914, fez sua profissão de fé em 1916. Estudou musica na “Notre Dame University”, instrumentos musicais e canto. Devido a seus problemas de saúde teve que mudar seus planos em relação a carreira como professora de musica, e foi designada com recepcionista do Hospital  São Thomas em Akron, Ohio. Neste Hospital, foi que ela começou a interessar-se pelos problemas dos alcoólicos. O Dr. Bob então sentiu que precisava recorrer à ajuda de Irmã Ignácia. Ele sabia que para ela nunca parecia correto que um alcoólico pudesse voltar atrás. Ela não compreendia porque um alcoólico que havia chegado a tão fundo pudesse recair, a não ser que portasse problemas mentais. Eles eram ambos doentes e precisavam de ajuda. Sua primeira aproximação dela foi casual. Ele não lhe falou muito nem lhe fez nenhuma promessa. Ele apenas lhe disse que estava tentando tratar alcoólicos através de um novo método. Disse-lhe que ele e alguns outros alcoólicos acreditavam que o alcoolismo poderia ser controlado através de tratamento médico, completado com o espiritual. Sua observação foi breve, mas teve muito sentido para ela. Havia pouco tempo o Dr. Bob trouxera um alcoólico. A irmã admitiu-o como tendo  problemas digestivos agudos. Ele foi colocado na cama em um quarto duplo. Então o Dr. Bob lhe disse calmamente “Gostaríamos de tê-lo em um quarto particular pela manhã”. Como se já não bastasse pensava ela tê-lo admitido irregularmente esse homem ainda estava pedindo um quarto particular? – Na manhã seguinte, porém, o paciente tranquilamente descansava em uma maca no quarto onde as flores eram podadas e arrumadas. Este foi seu primeiro contato com o um  homem que tinha problema com bebida E ela o conhecia bem. Ela sabia como o Dr. conheceu Bill W. e como tinha nascido a Irmandade de A.A. Bill tinha em encontro com o Dr. Bob passado para o mesmo durante horas seu problema alcoólico e o Dr, sentiu que estava diante  de um homem que sabia do que estava falando; disse-lhe da mensagem simples que um amigo lhe tinha dado. “Mostre-me a sua Fé e através de meu trabalho, eu lhe mostrarei  a minha”. – Dr. Bob lentamente compreendeu o que Bill queria lhe dizer. A aproximação espiritual se torna tão inútil quanto qualquer coisa, se você a retiver como uma esponja e guardá-la para si. Compreendeu o Dr. que a coisa mais importante era transmitir a outrem seus conhecimentos já que ele queria e podia permanecer sóbrio. Todos estes ensinamentos a Irmã pôs em prática no Hospital. Ela foi transferida para Cleveland, Ohio, em 1952, para o Hospital de Caridade de S. Vicente e ajudou a estabelecer o “Rosary Hall”, a enfermaria do alcoólico, onde seu talento especial tornou-se nacionalmente conhecido no tratamento e reabilitação de pessoas com problemas com a bebida. Muitos milhares hoje em dia, devem a ela um profundo credito por seu seus retornos aos familiares e seu lugar na sociedade. Nenhum artista poderia pintar um quadro, nem nenhum escritor comporia palavras que pudessem com fidelidade, descrever aquela frágil e angelical pequena mulher que fez tanto para devolver a felicidade de lares. Pequena na estatura mas grande aos olhos daqueles que acreditaram em um Poder Maior que eles mesmos poderia restituir-lhes a sanidade. Ela sabia que a fraqueza do homem na luta contra o álcool poderia ser vencida se ele desse o primeiro passo. Ela estará sempre na memória de todos aqueles  que tiveram o privilégio  de com ela lidar e aprender sobre a doença do alcoolismo. Ela dava após uma conversa  particular com o alcoólico dava uma medalha para que ele guardasse , se caso voltasse aos goles, teria que devolver.... Quando  A irmã viu o belo trabalho que a esposa de Bill, Lois, começou em New York com os “Al-Anon” teve uma longa conversa com Lois, e em 1955  iniciou o”Grupo de 
Al-Anon de Charity Hospital”  por ter acreditado em todos nós e em muitos recaídos, num “vai e vem”, mas que jamais desacreditou que eles teriam uma chance. Nós sempre lembraremos que aqueles que acreditaram em você, acreditaram em Deus, acreditaram neles mesmo e na força de Alcoólicos Anônimos. Descanse em paz, querida dama.
( Este artigo foi traduzido do “Here´s How” – junho/julho – 1984 –Chicago, ) – por ALUIZIO F. – 
Trabalho feito em homenagem ao aniversário de A.A. por ocasião dos 50 anos de A.A. (março /1985). 

“A MUITOS NÃO ALCOÓLICOS DEVEMOS NOSSAS VIDAS E QUE FAZEM PARTE DE NOSSA HISTÓRIA”.