Na opinião de BILL - 60 à 120


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 60  à  120 




NA OPINIÃO DO BILL 60

Somente com o poder da inteligência?

Para o homem ou mulher intelectualmente auto-suficiente, muitos AAs podem dizer: "Sim, éramos como você – inteligentes demais para nosso próprio bem. Adorávamos ouvir as pessoas nos chamarem de precoces. Usávamos nossa instrução para nos vangloriar, embora tivéssemos o cuidado de esconder isso dos outros. Secretamente, achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência.

"O progresso científico nos dizia que não havia nada que o homem não pudesse fazer. O conhecimento era todo poderoso. O intelecto era capaz de conquistar a natureza. Uma vez que éramos mais brilhantes do que a maioria (assim pensávamos), os benefícios da vitória seriam nossos, automaticamente. O deus do intelecto substituía o Deus de nossos pais.

"Mas novamente o álcool tinha outras idéias. Nós, que tão brilhantemente tínhamos vencido, de repente nos convertemos nos maiores derrotados de todos os tempos. Percebemos que tínhamos que mudar ou morrer".

Os Doze Passos, págs. 20 e 21




NA OPINIÃO DO BILL 61

Resolvendo o problema do medo

O medo de certa forma afetou todos os aspectos de nossas vidas. Era uma funesta e corrosiva ameaça; a estrutura de nossa existência era entrelaçada com o medo. Punha-se em movimento uma série de circunstâncias, que nos trazia desgraças que achávamos que não merecíamos. Mas não fomos nós mesmos que provocamos essa situação?

O problema de acabar com o medo apresenta dois aspectos. Vamos ter que tentar nos libertar de todo o medo que for possível. Depois vamos precisar encontrar, tanto a coragem como a graça de lidar construtivamente com qualquer espécie de medo que ainda reste.

1 – Alcoólicos Anônimos, pág. 85

2 – Grapevine de janeiro de 1962

 



NA OPINIÃO DO BILL 62

Uma porta giratória diferente

Quando um bêbado se aproxima de nós e diz que não gosta dos princípios de A.A., das pessoas ou da direção do serviço, quando ele declara que estará melhor em qualquer outro lugar – não nos incomodamos. Dizemos simplesmente: "Talvez seu caso seja diferente. Por que você não tenta alguma outra coisa?"

Quando um membro de A.A. diz que não gosta de seu próprio grupo, não ficamos perturbados. Dizemos simplesmente: "Por que você não tenta mudar para outro grupo? Ou comece um novo grupo por sua conta."

Para todos os que desejam se separar de A.A., fazemos um convite animador para que assim o façam. Se eles conseguirem fazer melhor por outros meios, estaremos contentes. Se depois de fazer a tentativa, não conseguirem melhores resultados, sabemos que eles têm uma escolha a fazer: ficar loucos, morrer ou voltar para Alcoólicos Anônimos. A decisão é toda deles (na verdade, quase todos eles têm voltado).

Doze Conceitos para Serviços Mundiais, págs. 76 e 77



 

NA OPINIÃO DO BILL 63

Livre da dependência

Perguntei a mim mesmo: "Por que não podem os Doze Passos libertar-me dessa insuportável depressão?" Hora após hora olhei fixamente na Oração de São Francisco: "É melhor consolar, que ser consolado." De repente percebi qual poderia ser a resposta. Meu principal defeito sempre foi a dependência das pessoas ou circunstâncias para dar-me prestígio, segurança e confiança. Não conseguindo obter essas coisas, de acordo com meus sonhos perfeccionistas, lutei por eles. E quando chegou a derrota, chegou também a depressão.

Reforçado pela graça que pude encontrar na oração, tive que empregar toda minha vontade e ação para cortar essas dependências emocionais das pessoas e circunstâncias. Só assim pude ficar livre para amar como São Francisco amou.

Grapevine de janeiro de 1958



 

NA OPINIÃO DO BILL 64

Busca de motivos

Alguns de nós alegávamos que quando bebíamos, nunca ferimos ninguém, a não ser a nós mesmos. Nossos familiares não sofreram, porque sempre pagamos as contas e raramente bebíamos em casa. Nossos sócios não foram prejudicados, porque geralmente comparecíamos ao trabalho. Nossa reputação não foi afetada, porque estávamos certos de que poucos sabiam de nossas bebedeiras. Aqueles que sabiam às vezes nos asseguravam que uma boa farra, afinal de contas, não passava de uma falha de um bom sujeito. Portanto, que grande dano tínhamos causado? Certamente nada que não pudéssemos consertar com algumas eventuais desculpas.

É claro que essa atitude é o resultado final do esquecimento proposital. É uma atitude que só pode ser mudada por uma busca profunda e honesta de nossos motivos e ações.

Os Doze Passos, pág. 69



 

NA OPINIÃO DO BILL 65

Crescimento pelo Décimo Passo

Naturalmente, no decorrer dos próximos anos, cometeremos erros. A experiência nos tem ensinado que não precisamos ter medo de cometê-los, sempre e quando mantenhamos a disposição para confessar nossas faltas e corrigi-las prontamente. Nosso crescimento, como indivíduos, tem dependido desse saudável processo de ensaio e erro. Assim crescerá nossa irmandade.

Devemos sempre nos lembrar de que qualquer sociedade de homens e mulheres, que não podem corrigir livremente suas próprias faltas, deve inevitavelmente chegar à decadência ou até mesmo ao colapso. Esse é o castigo universal por não continuar crescendo. Assim, cada A.A. deve continuar fazendo seu inventário moral e atuar de acordo com ele, do mesmo modo nossa sociedade como um todo deve fazer, se quisermos sobreviver e prestar serviço de maneira proveitosa e satisfatória.

A.A. Atinge a Maioridade, pág. 206



 

NA OPINIÃO DO BILL 66

Somente em caso de emergência

Quer tivéssemos sido crentes ou não, começamos a superar a idéia de que o Poder Superior era para ser invocado somente numa emergência.

A noção de que viveríamos nossa própria vida, com uma ajudazinha de Deus de vez em quando, começou a desaparecer. Muitos de nós, que se consideravam religiosos, despertaram para as limitações dessa atitude. Recusando colocar Deus em primeiro lugar, tínhamos nos privado de Sua ajuda. Mas agora as palavras "Sozinho nada sou, o Pai é que faz" começaram a trazer uma promessa e significação.

Os Doze Passos, pág. 65



 

NA OPINIÃO DO BILL 67

Milhares de "fundadores"

"Ao mesmo tempo em que agradeço a Deus o privilégio de ser um antigo membro de A.A., desejaria sinceramente que a palavra "fundador" pudesse ser eliminada do vocabulário de A.A.

"Se você pensar bem nisso, todo aquele que tem feito algum trabalho do Décimo Segundo Passo com sucesso, está fadado a ser o fundador de uma nova vida para outros alcoólicos."

* * *

"A.A. não foi inventado! Seus fundamentos chegaram até nós através da experiência e sabedoria de muitos grandes amigos. Simplesmente tomamos emprestado suas idéias e as adaptamos."

* * *

"Agradecidos, aceitamos os dedicados serviços de muitos não-alcoólicos. Devemos nossas próprias vidas aos homens e mulheres da medicina e da religião. E, falando pelo Dr. Bob e por mim mesmo, declaro com gratidão que se não fossem nossas esposas, Anne e Lois, nenhum de nós poderia ter vivido para ver o começo de Alcoólicos Anônimos".

1 – Carta de 1945

2 – Carta de 1966

3 – Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 68

Renove seu esforço

"Embora eu saiba como você deve estar magoado e triste depois dessa recaída, por favor não se preocupe com a perda temporária de sua paz interior. O mais calmamente que puder, renove seu esforço no programa de Alcoólicos Anônimos, especialmente nas partes referentes à meditação e à auto-análise.

"Eu poderia também sugerir que você desse uma olhada no excessivo sentimento de culpa que isso causou? Um certo pesar pelo que aconteceu é razoável. Mas sentimento de culpa – não.

"Na verdade, a recaída bem pode ter sido ocasionada por sentimentos de culpa irracionais, por causa de outras falhas chamadas morais. Certamente você deveria pensar nessa possibilidade. Mesmo assim não deveria ser censurado por seu fracasso; você só pode ficar penalizado por se recusar a tentar obter coisas melhores."

Carta de 1958



 

NA OPINIÃO DO BILL 69

Dando sem exigir

Observe qualquer A.A. de seis meses, trabalhando com um provável membro no Décimo Segundo Passo. Se o recém-chegado disser: "Vá para o diabo que o carregue", o A.A. que está fazendo o Décimo Segundo Passo apenas sorri e busca outro alcoólico para ajudar. Não se sente frustrado nem rejeitado. Se seu próximo bêbado aceita e, por sua vez, começa a dar amor e atenção a outros sofredores e não dá nada de volta para ele, o padrinho se sente feliz de qualquer forma. Ele ainda assim não se sente rejeitado; pelo contrário, alegra-se porque seu apadrinhado está sóbrio e feliz.

E ele sabe bem que sua própria vida ficou enriquecida, com um dividendo extra por dar a um outro sem exigir qualquer retribuição.

Grapevine de janeiro de 1958



 

NA OPINIÃO DO BILL 70

A verdade, a libertadora

Como a verdade nos torna livres é algo que nós AAs podemos compreender bem. Ela cortou os grilhões que nos prendiam ao álcool. Continua a nos livrar dos incalculáveis conflitos e misérias; ela acaba com o medo e com o sofrimento. A unidade de nossa Irmandade, o amor que temos uns pelos outros, a estima que o mundo tem por nós – tudo isso é produto da verdade que, sob a graça de Deus, tivemos o privilégio de perceber.

* * *

Como e quando dizemos a verdade – ou ficamos em silêncio – pode quase sempre mostrar a diferença entre a presença da verdadeira integridade e a falta dela.

O Passo Nove enfaticamente nos previne contra o mau uso da verdade, quando declara: "Fizemos reparações diretas a essas pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo viesse prejudicá-las ou a outras pessoas". Pelo fato da verdade poder ser usada, tanto para prejudicar como para ajudar, esse valioso princípio certamente tem a ampla aplicação ao problema do desenvolvimento da integridade.

Grapevine de agosto de 1961



 

NA OPINIÃO DO BILL 71

"Como você pode suportar um golpe?"

No dia em que a calamidade de Pearl Harbor caiu sobre os Estados Unidos, um grande amigo de A.A., o padre Edward Dowling, que não era alcoólico mas tinha sido um dos fundadores do esforçado grupo de A.A., em St. Louis, estava passando por uma rua dessa cidade. Como muitos de seus amigos geralmente sóbrios já tivessem bebido para esquecer as implicações do desastre de Pearl Harbor, o padre Ed estava angustiado com o pensamento de que seu querido grupo de A.A. provavelmente fizesse o mesmo.

Então um membro, sóbrio há menos de um ano, se pôs a caminhar junto e entabulou com o padre Ed uma animada conversa – principalmente a respeito de A.A. O padre Ed viu, com alívio, que seu companheiro estava perfeitamente sóbrio.

"Como é que você não tem nada a dizer sobre Pearl Harbor? Como você pode suportar semelhante golpe?"

"Bem", respondeu o novato, "cada um de nós em A.A. já teve seu Pearl Harbor particular. Logo, por que deveríamos nós, bêbados, nos sentir derrotados com esse golpe?"

Grapevine de janeiro de 1962



 

NA OPINIÃO DO BILL 72

Dependência – Doentia ou saudável

"Nada pode ser mais desmoralizador do que uma dependência servil e exagerada de um outro ser humano. Isso muitas vezes significa a exigência de um grau de proteção e amor que ninguém poderia possivelmente satisfazer. Assim sendo, aqueles que esperamos que sejam nossos protetores finalmente fogem e uma vez mais somos deixados sozinhos para nos desenvolver ou nos desintegrar".

* * *

Descobrimos que o próprio Deus sem dúvida é a melhor fonte de estabilidade emocional. Descobrimos que a dependência de Sua perfeita justiça, perdão e amor era saudável e que funcionaria quando nada mais funcionasse.

Se realmente dependíamos de Deus, não poderíamos bancar o Deus para nossos semelhantes e nem sentiríamos a necessidade de depender totalmente da proteção e dos cuidados humanos.

1 – Carta de 1966

2 – Os Doze Passos, pág. 103



 

NA OPINIÃO DO BILL 73

Tolerância dos dois lados

"Seu ponto de vista outrora foi meu. Felizmente, A.A. está edificado de tal modo que não precisamos discutir a existência de Deus; mas para conseguir melhores resultados, a maioria de nós deve depender de um Poder Superior. Você diz que o grupo é seu Poder Superior, e nenhum A.A. bem-intencionado desafiaria seu privilégio de crer precisamente desse modo. Nós todos deveríamos estar contentes com as boas recuperações que podem ser feitas, mesmo nessa base limitada.

"Mas carrossel gira sempre no mesmo sentido. Se você esperasse tolerância para seu ponto de vista, tenho certeza de que estaria disposto a ser recíproco. Tento me lembrar que, com o passar dos séculos, grande número de pessoas muito mais brilhantes do que eu encontraram os dois lados desse debate a respeito da crença. Para mim, nos últimos anos, estou achando muito mais fácil acreditar que Deus fez o homem e não que o homem fez Deus".

Carta de 1950



 

NA OPINIÃO DO BILL 74

Rompa as paredes do ego

As pessoas que são impulsionadas pelo orgulho, inconscientemente não enxergam seus defeitos. Os recém-chegados desse tipo certamente não precisam de consolo. O problema é ajudá-los a descobrir uma trinca nas paredes construídas pelo seu ego, através da qual a luz da razão possa brilhar.

* * *

Adquirir uma humildade maior é o princípio fundamental de cada um dos Doze Passos de A.A., pois sem um certo grau de humildade, nenhum alcoólico pode permanecer sóbrio.

Quase todos os AAs descobriram, também, que a não ser que desenvolvam essa preciosa qualidade, muito mais do que a necessária para se obter a sobriedade, ainda não têm muita probabilidade de virem a ser verdadeiramente felizes. Sem ela não podem viver com um propósito útil ou, nas horas difíceis, apelar para a fé que pode enfrentar qualquer emergência.

1 – Os Doze Passos, pág. 37

2 – Os Doze Passos, pág. 60



 

NA OPINIÃO DO BILL 75

Perda de medos financeiros

Quando um trabalho era apenas um meio de obter dinheiro, ao invés de uma oportunidade para servir, quando a aquisição de dinheiro para a garantia de nossa independência financeira era mais importante do que uma total dependência de Deus, éramos vítimas de medos descabidos. E esses eram medos que tornariam impossível uma existência serena e útil, em qualquer nível financeiro.

Mas com o passar do tempo, descobrimos que com a ajuda dos Doze Passos de A.A. poderíamos perder esses medos, não importando quais fossem nossas possibilidades materiais. Poderíamos com alegria executar tarefas humildes, sem nos preocupar com o amanhã. Se as coisas iam bem, já não receávamos uma mudança para pior, pois havíamos aprendido que nossos problemas poderiam ser transformados em valores positivos, tanto para nós como para os outros.

Os Doze Passos, págs. 107 e 108



 

NA OPINIÃO DO BILL 76

Só Deus é imutável

"A mudança é a característica de todo crescimento. Da bebida à sobriedade, da desonestidade à honestidade, do conflito à serenidade, do ódio ao amor, da dependência infantil à responsabilidade adulta – tudo isso e muito mais representam mudança para melhor.

"Essas mudanças são realizadas por meio da crença e da prática de princípios saudáveis. Para isso, precisamos nos desfazer de princípios maus ou ineficientes em favor dos bons princípios, que produzem resultados. Até bons princípios podem às vezes ser substituídos pela descoberta de outros ainda melhores.

"Só Deus é imutável; somente Ele tem todas as verdades que existem".

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 77

Por favor responda – Sim ou Não?

Geralmente não evitamos um lugar onde haja bebida – se temos uma verdadeira razão para estar lá. Isso inclui bares, clubes noturnos, bailes, recepções, casamentos, até simples festinhas.

Você vai notar que incluímos uma importante restrição. Assim, pergunte a você mesmo: "Tenho alguma boa razão social, comercial ou pessoal para ir a esse lugar? Ou espero roubar um pouco de prazer vicário do ambiente?" Então, vá ou se afaste, de acordo com o que lhe parecer melhor. Mas, antes de decidir, esteja certo de que sua base espiritual é sólida e de que seu motivo para ir é bom. Não pense no que você vai obter na ocasião. Pense no que você possa levar.

Se não estiver firme, talvez seja melhor você trabalhar com um outro alcoólico!

Alcoólicos Anônimos, págs. 112 e 113



 

NA OPINIÃO DO BILL 78

Restabelecendo uma ligação

No decorrer do dia podemos fazer uma pausa, quando situações devam ser enfrentadas, decisões tomadas e renovado o simples pedido: "Seja feita Tua vontade, não a minha."

Nos momentos de grande perturbação emocional, com certeza vamos manter nosso equilíbrio, desde que lembremos e repitamos para nós mesmos uma oração ou frase que, particularmente, nos tenha agradado em nossa leitura ou meditação. Apenas dizê-la repetidamente, muitas vezes nos torna capazes de restabelecer uma ligação, interrompida pela raiva, medo, frustração ou desentendimento, e nos permite voltar à mais segura de todas as ajudas – nossa procura da vontade de Deus, não da nossa, no momento de tensão.

Os Doze Passos, págs. 89 e 90



 

NA OPINIÃO DO BILL 79

De quem é a responsabilidade?

"Um grupo de A.A., como tal, não pode cuidar de todos os problemas pessoais de seus membros, muito menos das pessoas não-alcoólicas que nos cercam. O grupo de A.A. não é, por exemplo, um mediador das relações domésticas, nem fornece ajuda financeira a ninguém.

"Embora o membro possa às vezes ser auxiliado nesses assuntos por seus amigos em A.A., a principal responsabilidade para solucionar todos os seus problemas de viver e crescer recai sobre ele mesmo. Se um grupo de A.A. desse essa espécie de ajuda, sua eficiência e energia seriam irremediavelmente dissipadas.

"É por isso que a sobriedade – libertação do álcool – através dos ensinamentos e da prática dos Doze Passos de A.A., é o único propósito do grupo. Se não nos apegarmos a esse princípio cardinal, é quase certo que entraremos em colapso. E se entrarmos em colapso, não podemos ajudar ninguém."

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 80

Débitos e créditos

De acordo com uma tagarelice de beberrão, podemos fazer a nós mesmos estas perguntas: Por que dissemos essas coisas? Estávamos apenas tentando ser úteis e procurando informar? Ou estávamos tentando nos sentir superiores, confessando os erros do outro companheiro? Ou estávamos realmente procurando prejudicá-lo, por temor ou antipatia?"

Isso seria uma tentativa honesta de examinar a nós mesmos, em vez de examinar o outro companheiro.

* * *

Nem sempre o resultado do inventário está escrito com tinta vermelha. Na verdade, é um dia ruim aquele em que não fazemos alguma coisa boa. Aliás, as horas de lazer são geralmente preenchidas com coisas construtivas. Temos boas intenções, bons pensamentos e boas ações.

Mesmo que tenhamos tentado firmemente e falhado, podemos considerar o fato como dos mais positivos.

1 – Grapevine de agosto de 1961

2 – Os Doze Passos, pág.



 

NA OPINIÃO DO BILL 81

Egoísta

"Compreendo o motivo pelo qual você se espanta ao ouvir alguns oradores de A.A. dizerem: 'Nosso programa é um programa egoísta.' A palavra egoísta geralmente significa que se é ambicioso, exigente e indiferente ao bem-estar dos outros. Claro que o modo de vida de A.A. não apresenta esses traços indesejáveis.

"O que querem dizer esses oradores? Bem, qualquer teólogo lhe dirá que a salvação de sua própria alma é a mais alta aspiração que um homem pode ter. Logo, sem salvação – podemos definir assim – ele terá pouco ou nada. Para nós de A.A. a urgência é ainda maior.

"Se não podemos ou não queremos alcançar a sobriedade, então estamos desde já verdadeiramente perdidos. Não temos valor para ninguém, nem para nós mesmos, até nos libertar do álcool. Logo, nossa própria recuperação e crescimento espiritual têm que vir em primeiro lugar – uma justa e necessária espécie de preocupação com nós mesmos."

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 82

As dificuldades tornam-se uma vantagem

"Penso que essa Conferência de Serviços Gerais, em particular, promete e tem alcançado progresso, porque ela atravessou dificuldades. E ela transformou essas dificuldades numa vantagem, crescimento e numa grande promessa.

"A.A. nasceu da dificuldade, uma das mais sérias dificuldades que pode acontecer a um indivíduo, o problema criado por essa sombria e fatal doença do alcoolismo. Cada um de nós se aproximou de A.A. cheio de dificuldades, com um problema impossível e desesperador. E foi por isso que viemos.

"Se essa Conferência era agitada, se os indivíduos estavam profundamente perturbados – eu digo: 'Isso é ótimo'. Que parlamento, que república, que democracia que não foi perturbado? O atrito de pontos de vista opostos é o próprio 'modus operandi' sobre o qual eles atuam. Então do que deveríamos ter medo?"

Palestra de 1958

 



NA OPINIÃO DO BILL 83

Não podemos viver sozinhos

Todos os Doze Passos de A.A. nos pedem para irmos contra nossos desejos naturais; todos eles reduzem nosso ego. Quando se trata da redução do ego, poucos Passos são mais duros de aceitar do que o Quinto. Dificilmente qualquer um deles é mais necessário à sobriedade prolongada e à paz de espírito.

A experiência de A.A. nos ensinou que não podemos viver sozinhos com os problemas que nos pressionam e com os defeitos de caráter que os causam ou agravam. Se passarmos o holofote do Passo Quatro sobre nossas vidas, e se ele mostrar, para nosso alívio, aquelas experiências que preferimos não lembrar, então se torna mais urgente do que nunca desistirmos de viver sozinhos com aqueles atormentadores fantasmas do passado. Temos que falar deles para alguém.

* * *

Não podemos depender totalmente dos amigos para resolver todas as nossas dificuldades. Um bom conselheiro nunca pensará em tudo, por nós. Ele sabe que a escolha final deve ser nossa. Entretanto, ele pode ajudar a eliminar o medo, oportunismo e a ilusão, tornando-nos capazes de fazer escolhas afetuosas, prudentes e honestas.

1 – Os Doze Passos, pág. 45

2 – Grapevine de agosto de 1961



 

NA OPINIÃO DO BILL 84

Benefícios da responsabilidade

"Felizmente as despesas de A.A. por pessoa são muito pequenas. Deixarmos de atendê-las seria fugir a uma responsabilidade que nos beneficia.

"Muitos alcoólicos têm dito que nunca tiveram dificuldades que o dinheiro não resolvesse. Nós somos um grupo que, quando bebíamos, sempre estendíamos a mão em busca de auxílio. Então, quando começamos a pagar nossas próprias contas, isso constitui uma mudança saudável."

* * *

"Por causa da bebida, meu amigo Henry perdeu um emprego de salário elevado. Restava uma bela casa – com uma despesa três vezes maior do que seus reduzidos ganhos.

"Ele poderia ter alugado a casa, por uma quantia suficiente, a fim de se sustentar. Mas não! Henry disse que sabia que Deus o queria morando ali e Ele daria um jeito de serem pagas as contas. Assim, ele continuou amontoando dívidas e cheio de fé. Não foi surpresa quando finalmente os credores se apossaram da casa.

"Henry hoje ri disso, pois aprendeu que Deus ajuda muito mais àqueles que estão dispostos a se ajudar."

1 – Carta de 1960

2 – Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 85

A vida não é um beco sem saída

Quando um homem ou uma mulher tem um despertar espiritual, o mais importante significado disso é que ele se tornou agora capaz de fazer, sentir e acreditar naquilo que ele não poderia antes fazer sozinho, sem ajuda, com seus próprios recursos e força. A ele foi concedida uma dádiva, que leva a um novo estado de consciência e a uma nova vida.

A ele foi indicado um caminho, que lhe mostra que está indo em direção a uma meta, que a vida não é um beco sem saída, nem algo a ser suportado ou dominado. Na verdade ele se transformou, porque se agarrou a uma fonte de energia, da qual até agora havia se privado.

Os Doze Passos, págs. 94 e 95



 

NA OPINIÃO DO BILL 86

Oportunidade de se melhorar

Chegamos a acreditar que os Passos e as Tradições de A.A., para recuperação, representam praticamente as verdades que precisamos para nosso propósito particular. Quanto mais os praticamos mais gostamos deles. Assim sendo, é quase certo que os princípios de A.A. continuarão a ser defendidos em sua forma atual.

Se nossos fundamentos estão assim fixados, o que resta então para mudar ou melhorar?

A resposta nos ocorrerá imediatamente. Embora não precisemos alterar nossas verdades, podemos seguramente melhorar sua aplicação para nós mesmos, para A.A. como um todo e para nossas relações com o mundo a nosso redor. Sempre podemos melhorar a prática "desses princípios em todas as nossas atividades."

Grapevine de fevereiro de 1961



 

NA OPINIÃO DO BILL 87

A pedra fundamental do arco do triunfo

Tendo enfrentado a destruição alcoólica, chegamos a ter a mente aberta, em relação às coisas espirituais. A esse respeito, o álcool era muito persuasivo. Ele finalmente nos derrota obrigando-nos a raciocinar.

* * *

Tivemos que deixar de fazer o papel de Deus. Isso não funcionou. Decidimos que dali por diante, nesse drama da vida, Deus ia ser nosso Diretor. Ele seria o Principal: nós, Seus agentes.

As idéias, em sua maioria, são simples, e esse conceito constituiu a pedra fundamental do novo arco do triunfo, através do qual passamos à liberdade.

Alcoólicos Anônimos

1 – pág. 68

2 – pág. 81



 

NA OPINIÃO DO BILL 88

Força de vontade e escolha

"Nós, AAs, sabemos que é inútil tentar destruir a obsessão de beber só pela força de vontade. Entretanto, sabemos que é preciso uma grande vontade para adotar os Doze Passos de A.A. como um modo de vida que pode nos devolver a sanidade."

"Qualquer que seja a gravidade da obsessão pelo álcool, felizmente descobrimos que ainda podem ser feitas outras escolhas vitais. Por exemplo, podemos admitir que somos impotentes pessoalmente perante o álcool; que a dependência de um "Poder Superior" é uma necessidade, mesmo que esta seja simplesmente uma dependência de um grupo de A.A. Então podemos preferir tentar uma vida de honestidade e humildade, fazendo um serviço desinteressado para nossos companheiros e para 'Deus como nós O concebemos'.

"Conforme continuamos fazendo essas escolhas e assim indo em busca dessas altas aspirações, nossa sanidade volta e desaparece a compulsão para beber."

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 89

Rever o dia

Quando nos deitamos, à noite, revemos construtivamente nosso dia. Ficamos magoados, fomos egoístas, desonestos ou medrosos? Devemos uma satisfação a alguém? Estamos guardando algo em segredo, que deveria ser discutido logo com uma outra pessoa? Fomos amáveis e afetuosos com todos? O que poderíamos ter feito melhor? Estivemos pensando em nós mesmos a maior parte do tempo? Ou estivemos pensando no que poderíamos fazer pelos outros, no que poderíamos fazer para melhorar a vida?

Devemos ter o cuidado de não nos deixar abater pela preocupação, remorso ou reflexão mórbida, pois isso diminuiria nossa utilidade em relação a nós mesmos e aos outros. Após fazer nossa revisão, pedimos perdão a Deus e perguntamos quais as medidas corretivas que deveriam ser tomadas.

Alcoólicos Anônimos, pág. 100



 

NA OPINIÃO DO BILL 90

Ver desaparecer a solidão

Quase sem exceção, os alcoólicos são torturados pela solidão. Mesmo antes de nossas bebedeiras se tornarem graves e as pessoas começarem a se afastar de nós quase todos sofremos a sensação de estarmos sós. Ou éramos tímidos e não nos atrevíamos a nos aproximar dos outros, ou éramos capazes de ser bons sujeitos, sempre desejando ardentemente a atenção e o companheirismo, mas raramente conseguindo. Sempre existia aquela barreira misteriosa que não conseguíamos vencer nem entender.

Essa é uma das razões pela qual amávamos tanto o álcool. Mas até Baco nos traiu; ficamos finalmente arrasados e caímos numa terrível solidão.

* * *

A vida adquire um novo sentido em A.A. Ver pessoas se recuperarem, vê-los ajudarem os outros, ver desaparecer a solidão, ver crescer uma fraternidade ao redor de você, ter um grande número de amigos – essa é uma experiência que não deve ser perdida.

1 – Os Doze Passos, pág. 47

2 – Alcoólicos Anônimos, pág. 103



 

NA OPINIÃO DO BILL 91

Coragem e prudência

Quando o medo persistiu, nós já o conhecíamos e fomos capazes de lidar com ele. Começamos a ver cada adversidade como uma oportunidade enviada por Deus para desenvolver a espécie de coragem que nasce da humildade, não do desafio.

* * *

A prudência é um terreno trabalhável, um canal de navegação seguro entre os obstáculos do medo de um lado e descuido do outro. A prudência na prática cria um clima definido, o único clima em que harmonia, eficiência e progresso espiritual firmes podem ser conseguidos.

* * *

"A prudência é o interesse racional sem preocupação."

1 – Grapevine de janeiro de 1962

2 – Doze Conceitos para Serviços Mundiais, pág. 66

3 – Palestra de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 92

A caminho da serenidade

"Quando eu estava cansado e não podia me concentrar, costumava tomar uma atitude na vida, que simplesmente consistia em andar e respirar profundamente. Às vezes eu dizia a mim mesmo que eu não poderia nem sequer fazer isso, de tão fraco que estava. Mas aprendi que esse era o ponto em que não poderia me entregar, ficando ainda mais deprimido.

"Assim sendo estabeleceria um limite para mim mesmo. Determinaria andar um quarto de milha. E me concentraria, contando minha respiração – isto é, seis passos para cada inspiração vagarosa e quatro para cada expiração. Tendo andado o quarto de milha, descobri que poderia continuar, talvez meia milha ou mais. Depois outra meia milha e talvez uma outra.

"Isso foi animador. A falsa sensação de fraqueza física desapareceu (essa sensação é característica da depressão). O andar e especialmente a respiração foram poderosas afirmações de vida, afastando o fracasso e a morte. A contagem representou uma disciplina mínima em concentração, para obter um certo descanso do desgaste produzido pelo medo e pelo sentimento de culpa."

Carta de 1960



 

NA OPINIÃO DO BILL 93

Atmosfera de graça

Aqueles de nós, que se acostumaram a fazer uso regular da oração, não seriam mais capazes de passar sem ela, como não passariam sem ar, o alimento ou a luz do sol. E pela mesma razão, quando ficamos sem ar, luz ou alimento, o corpo sofre. E quando nos afastamos da meditação e da oração, estamos privando nossas mentes, nossas intuições do apoio vitalmente necessário.

Da mesma forma que o corpo, a alma pode deixar de funcionar por falta de alimentação. Todos precisamos da luz da realidade de Deus, do alimento de Sua força e da atmosfera de Sua graça. Os fatos da vida de A.A. confirmam de maneira surpreendente essa verdade eterna.

Os Doze Passos, págs. 84 e 95



 

NA OPINIÃO DO BILL 94

"... em todas as nossas atividades"

"O propósito primordial de A.A. é o da sobriedade. Todos nós compreendemos que sem a sobriedade não temos nada.

"Entretanto, é possível expandir essa simples meta a uma grande quantidade de contra-senso, na medida em que o membro, individualmente, esteja interessado. De fato, às vezes ouvimos alguém dizer: 'A sobriedade é minha única responsabilidade. Afinal de contas, sou um sujeito muito bom, a não ser minhas bebedeiras, Dê-me a sobriedade, e o resto é desnecessário!'

"Já que nosso amigo se agarra a essa cômoda desculpa, ele vai progredir tão pouco em relação a seus verdadeiros problemas e responsabilidades da vida que estará a caminho de se embriagar novamente. Isso é por que o Décimo Segundo Passo de A.A. sugere que 'pratiquemos estes princípios em todas as nossas atividades'. Não estamos vivendo somente para estar sóbrios; estamos vivemos para aprender para servir e para amar."

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 95

Jardim de infância espiritual

"Estamos apenas pondo em funcionamento um jardim de infância espiritual, no qual as pessoas estão capacitadas a parar de beber e a encontrar a graça de continuar vivendo bem. A teologia de cada um tem que ser sua própria busca, seu próprio assunto."

* * *

Quando o Livro Grande estava sendo planejado, alguns membros acharam que ele deveria ser cristão no sentido doutrinal. Outros não tinham nenhuma objeção quanto ao uso da palavra "Deus", mas queriam evitar assuntos doutrinários. Espiritualmente, sim. Religião não. Outros ainda queriam um livro psicológico que atraísse o alcoólico. Uma vez que estivesse conosco, ele poderia aceitar Deus ou não, como quisesse.

Para nós essa era uma proposta chocante, mas felizmente ouvimos. A consciência de nosso grupo começou a funcionar para se fazer o livro, o mais aceitável e eficiente possível.

Cada parecer representava uma contribuição. Nossos ateístas e agnósticos abriram nossa porta de entrada para que todos aqueles que sofrem pudessem entrar por ela, independente de sua crença.

1 – Carta de 1954

2 – A.A. Atinge a Maioridade, págs. 145, 146 e 149



 

NA OPINIÃO DO BILL 96

Quando os defeitos não chegam a ser mortais

Praticamente todos querem se livrar de suas dificuldades mais visíveis e destrutivas. Ninguém quer ser tão orgulhoso, a fim de que seja desprezado como um fanfarrão, nem tão ambicioso, a fim de que seja chamado de ladrão. Ninguém quer ter raiva suficiente para chegar ao homicídio, nem ser sensual o suficiente para violentar e nem ser guloso o suficiente para prejudicar a saúde. Ninguém quer sofrer a crônica dor da inveja ou se acomodar na preguiça.

É claro que os homens, em sua maioria, não têm esses defeitos a níveis tão altos, e nós que escapamos desses extremos, somos capazes de nos felicitar. Mas podemos? Afinal de contas, não foi o interesse próprio, que fez com que a maioria de nós escapasse? Não é preciso muito esforço espiritual para evitar os excessos que, de alguma forma, nos punem. Mas quando encaramos os aspectos menos violentos desses mesmos defeitos, daí em que pé ficamos?

Os Doze Passos, pág. 56



 

NA OPINIÃO DO BILL 97

Respeito próprio através do sacrifício

No princípio sacrificamos o álcool. Tivemos que fazê-lo, ou ele nos teria matado. Mas não poderíamos nos libertar do álcool, a menos que fizéssemos outros sacrifícios. Os extremismos e os falsos pensamentos tiveram que desaparecer. Tivemos que atirar pela janela a auto-justificação, a auto-piedade e a raiva. Tivemos que nos livrar da competição louca, em busca do prestígio pessoal e grandes saldos bancários. Tivemos que assumir a responsabilidade pelo nosso estado lamentável e deixar de culpar os outros por isso.

Foram realmente sacrifícios? Sim, foram. Para obter suficiente humildade e respeito próprio, a fim de permanecer vivos, tivemos que abandonar o que tinha realmente sido nossa possessão mais querida – nossa ambição e nosso orgulho ilegítimos.

A.A. Atinge a Maioridade, pág. 256



 

NA OPINIÃO DO BILL 98

A raiva  inimiga da pessoa e do grupo

"Como inserido no livro 'Alcoólicos Anônimos', 'o ressentimento é o principal ofensor'. Ele é uma das causas principais das recaídas. Sabemos bem, nós de A.A., que para nós 'beber significa caminhar em direção à loucura'.

"O mesmo perigo ameaça todos os grupos de A.A. Se existe bastante raiva, a unidade e o propósito estão perdidos. Se também existe muita indignação 'justificada', o 'grupo' pode se desintegrar; ele pode até morrer. É por isso que evitamos controvérsia. É por isto que não prescrevemos castigos para os erros, não importa sua gravidade. Na verdade nenhum alcoólico, por nenhuma razão, pode ser privado de sua filiação.

"Castigo não cura nunca. Só o amor pode curar."

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 99

"Aquele que recai" precisa de compreensão

"As recaídas podem muitas vezes ser decorrentes da revolta: alguns de nós são mais rebeldes do que outros. As recaídas podem ser causadas pela ilusão de que o indivíduo pode 'curar-se' do alcoolismo. As recaídas também podem ser decorrentes do descuido e da complacência. Muitos de nós não conseguem se manter sóbrios nessa fase. As coisas vão bem durante dois ou três anos – depois o membro desaparece. Alguns de nós sofrem de um grande sentimento de culpa, por causa de vícios ou atos que não podem ou não querem evitar. Ainda concorrem para as recaídas o fato de não perdoar a si mesmo e orar pouco – bem, essa é uma combinação que provoca recaídas.

"Então alguns de nós são muito mais prejudicados pelo álcool do que outros. Outros ainda se deparam com uma série de calamidades e não parecem ter recursos espirituais para enfrentá-las. Existem alguns que são fisicamente doentes. Outros são mais ou menos sujeitos a freqüentes cansaços, ansiedades e depressão. Essas condições muitas vezes desempenham papel importante nas recaídas – às vezes controlam totalmente a pessoa."

Palestra de 1960




NA OPINIÃO DO BILL 100

A montanha esquecida

Quando eu era criança, adquiri alguns traços de caráter que se relacionavam com meu insaciável desejo de beber. Cresci numa cidadezinha, em Vermont, à sombra de uma montanha chamada Monte Aeolus. Uma das minhas recordações foi quando estava observando aquela enorme e misteriosa montanha e me perguntando o que ela era e se algum dia eu subiria tão alto. Mas fui logo distraído pela minha tia que, como presente de meu quarto aniversário, trouxe-me chocolate. Durante os trinta e cinco anos seguintes, persegui os chocolates da vida e me esqueci totalmente da montanha.

* * *

Quando o comodismo não chega a ser prejudicial, lhes damos um nome mais brando. Chamamos isto de "desfrutar de um certo conforto."

1 – A atinge a maioridade, pág.48

2 – Os Doze Passos, pág. 57




NA OPINIÃO DO BILL 101

"O lado espiritual"

Com muita freqüência, quando estamos em reuniões de A.A., ouvimos o orador declarar: "Eu ainda não tenho o lado espiritual." Antes de fazer essa declaração, ele descreveu um milagre de transformação que lhe ocorreu – não só sua libertação do álcool, mas uma mudança completa em todas as suas atitudes em referencia a vida e a forma de vivê-la.

É evidente para todos os que estão presentes que ele recebeu uma dádiva especial, e que essa dádiva está além daquilo que possa ser esperado da simples participação de A.A. Assim, nós da audiência sorrimos e dizemos a nós mesmos: "Bem, esse companheiro está transbordando espiritualmente – só que ele ainda não sabe disso."

Grapevine de julho de 1962



 

NA OPINIÃO DO BILL 102

Conversas que curam

Quando pedimos orientação a um amigo em A.A., não deveríamos deixar de lhe lembrar nossa necessidade de completo sigilo. A comunicação íntima é normalmente tão livre e fácil entre nós que um A.A. ao orientar, pode algumas vezes esquecer, quando esperamos que ele guarde segredo. A santidade protetora dessas relações humanas que tantas curas faz, nunca deveria ser violada. Essas comunicações privilegiadas tem vantagens incalculáveis. Encontramos nelas a perfeita oportunidade para ser totalmente honestos. Não temos que pensar na possibilidade de prejudicar outras pessoas, nem precisamos temer o ridículo ou a condenação. Aqui também temos a melhor oportunidade possível de identificar a auto-ilusão.

Grapevine de agosto de 1961



 

NA OPINIÃO DO BILL 103

O princípio acima da conveniência

A maioria de nós achava que um bom caráter era desejável. Obviamente bom caráter era algo que se ia precisar para estar satisfeito consigo mesmo. Com uma certa disposição de honestidade e moralidade, teríamos uma melhor oportunidade de obter o que realmente queríamos. Mas sempre que tínhamos que escolher entre o caráter e o conforto, a formação do caráter se perdia na poeira de nossa corrida atrás daquilo que achávamos ser felicidade.

Raramente encarávamos a formação do caráter como sendo uma coisa desejável em si mesmo. Nunca nos ocorreu fazer da honestidade, da tolerância e do verdadeiro amor ao próximo e a Deus, a base do viver cotidiano.

* * *

Como transformar a convicção mental correta num resultado emocional correto, e assim numa vida feliz e satisfatória, é o problema da própria vida.

1 – Os Doze Passos, págs. 62 e 63

2 – Grapevine de janeiro de 1958



 

NA OPINIÃO DO BILL 104

Nosso novo empregador

Tínhamos um novo Empregador. Sendo todo-poderoso, Ele proporcionou o que precisávamos, se ficássemos perto d'Ele e executássemos bem Seu trabalho.

Desse modo nos tornamos cada vez menos interessados em nós mesmos, em nossos pequenos planos e projetos. Cada vez mais nos interessamos em ver de que forma poderíamos contribuir para a vida.

Ao sentir uma nova força apoderar-se de nós, ao desfrutar da paz de espírito, ao descobrir que poderíamos enfrentar a vida com êxito, ao ficar conscientes de Sua presença, começamos a perder nosso medo do hoje, do amanhã e do futuro. Nascemos de novo.

Alcoólicos Anônimos, pág.81



 

NA OPINIÃO DO BILL 105

Siga adiante

Gastar tempo demais com um único alcoólico é negar a um outro a oportunidade de viver e ser feliz. Um membro de nossa irmandade fracassou completamente com seus primeiros seis candidatos. Freqüentemente diz que, se tivesse continuado a trabalhar com eles, poderia ter privado de sua chance muitos outros que desde então se recuperaram.

* * *

Nossa principal responsabilidade com o recém-chegado é a de lhe fazer uma apresentação adequada do programa. Se ele não quer saber de nada ou argumenta, não fazemos nada, mas mantemos nossa própria sobriedade. Se ele começa a ir para a frente, mesmo que seja um pouco, com a mente aberta, então fazemos todo o possível para ajudá-lo.

Alcoólicos Anônimos, pág. 109

Carta de 1942



 

NA OPINIÃO DO BILL 106

A humildade "perfeita"

Por mim mesmo, tentei encontrar a definição mais verdadeira de humildade que posso. Essa não será a definição perfeita porque serei sempre imperfeito.

Nesse artigo, escolheria uma como esta: "A humildade absoluta consistiria num estado de completa libertação de mim mesmo, libertação de todas as exigências que meus defeitos de caráter atualmente lançam em peso sobre mim. A humildade perfeita seria uma total boa vontade, em todas as épocas e lugares, de reconhecer e fazer a vontade de Deus.

Quando penso nesse ideal, não preciso ficar desanimado porque nunca o atingirei, nem preciso me encher de presunção de que algum dia alcançarei todas essas virtudes. Preciso apenas me concentrar na visão da própria humildade, esperando que ela cresça e encha meu coração. Isso feito, posso compará-la a meu último inventário pessoal. Então, obtenho uma saudável idéia de onde me encontro no caminho da humildade. Vejo que minha caminhada em direção a Deus apenas começou.

À medida que me reduzo ao meu verdadeiro tamanho, me fazem rir a importância e o interesse por mim mesmo.

Grapevine de julho de 1961



 

NA OPINIÃO DO BILL 107

Duas espécies de orgulho

O farisaísmo das "pessoas boas" pode com freqüência ser tão destrutivo como os

pecados visíveis daqueles que supostamente não são tão bons.

* * *

Gostávamos de falar bem alto sobre o terrível fato de milhões dos "bons homens

da religião" estarem ainda matando uns aos outros em nome de Deus. Tudo isto significava, é claro, que tínhamos substituído pensamentos positivos por pensamentos negativos.

Depois de chegar em A.A., tivemos que reconhecer que essa característica alimentava nosso ego. Repisando os pecados de algumas pessoas religiosas, podíamos nos sentir superiores a todas elas. Além do mais, podíamos deixar de olhar para algumas de nossas próprias imperfeições.

O farisaísmo, justamente o que havíamos condenado com desdém nos outros, era nosso grande mal. Essa falsa forma de respeitabilidade foi nossa desgraça, no tocante à fé. Mas finalmente, impelidos ao A.A., aprendemos o melhor.

1 – Grapevine de agosto de 1961

2 – Os Doze Passos, págs. 21 e 22



 

NA OPINIÃO DO BILL 108

Aprender em silêncio

Em 1941, um membro de New York chamou nossa atenção para um recorte de jornal. Tratava-se de uma notícia da seção de necrologia de um jornal local, onde apareciam as seguintes palavras: "Concedei-me Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras. Nunca tínhamos visto tanto de A.A. em tão poucas palavras. Com uma velocidade surpreendente a Oração da Serenidade chegou ao uso geral.

* * *

Na meditação não há lugar para o debate. Descansamos sossegadamente com os pensamentos ou orações das pessoas espiritualmente concentradas e com conhecimento, para que possamos sentir e aprender. Esse é o estado de espírito que com tanta freqüência descobre e aprofunda um contato consciente com Deus.

1 – A.A. Atinge a Maioridade, págs. 174 e 175

2 – Os Doze Passos, pág. 91



 

NA OPINIÃO DO BILL 109

Liberdade através da aceitação

Admitimos que não poderíamos vencer o álcool, com os recursos que ainda nos restavam, e assim aceitamos o fato de que a dependência de um Poder Superior (mesmo que fosse só nosso grupo de A.A.) poderia resolver o caso até aqui insolúvel. No momento em que fomos capazes de aceitar inteiramente estes fatos, foi iniciada nossa libertação da compulsão alcoólica.

Para a maioria de nós foi preciso grande esforço para aceitar esses dois fatos. Tivemos que abandonar nossa querida filosofia de auto-suficiência. Não conseguimos isso apenas com a força de vontade; isto aconteceu como resultado do desenvolvimento da boa vontade para aceitar esses novos fatos da vida.

Não fugimos nem lutamos, mas aceitamos. E então começamos a ser livres.

1 – Grapevine de março de 1962



 

NA OPINIÃO DO BILL 110

Dificuldade: construtiva ou destrutiva

Houve uma época em que ignorávamos a dificuldade, esperando que ela desaparecesse, ou então, medrosos e deprimidos, fugíamos dela mas descobríamos que ela continuava conosco. Muitas vezes sem razão, cheios de amargura e culpa, nos revoltávamos. Essas atitudes erradas, impulsionadas pelo álcool, nos levavam à destruição, a menos que fossem alteradas.

Então veio A.A., onde aprendemos que a dificuldade era realmente um fato na vida de todos – fato este que tinha que ser entendido e encarado. Surpreendentemente descobrimos que nossas dificuldades poderiam, com a graça de Deus, converter-se em bênçãos incalculáveis.

Na verdade, essa era a essência do próprio A.A.: a dificuldade aceita, encarada de frente com uma coragem calma, dificuldade diminuída e muitas vezes superada. Essa foi a história de A.A., e nós fizemos parte dela. Essas demonstrações tornaram-se nosso patrimônio para a salvação do próximo sofredor.

Carta de 1966



 

NA OPINIÃO DO BILL 111

Examinando o passado

Deveríamos fazer um preciso e exaustivo exame de como nossa vida passada afetou outras pessoas. Em muitos casos descobrimos que, embora o dano causado aos outros não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós mesmos o foi. Às vezes, totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram continuam muito profundos, abaixo do nível da consciência. Portanto, deveríamos tentar relembrar e rever bem os acontecimentos do passado, que deram origem a esses conflitos e continuam causando violentos desequilíbrios emocionais, descolorindo dessa forma nossa personalidade e mudando nossa vida para pior.

* * *

Reagimos mais fortemente às frustrações do que as pessoas normais. Tornando a viver esses episódios e discutindo-os em estreita confiança com outra pessoa, podemos reduzir seu tamanho e portanto seu poder inconsciente.

1 – Os Doze Passos, pág. 69 e 70

2 – Carta de 1957



 

NA OPINIÃO DO BILL 112

Completa segurança

Ao ingressar em A.A., a lembrança dos anos perdidos nos levava ao pânico. Importância financeira não era mais o nosso principal objetivo; clamávamos agora por segurança material.

Mesmo quando já estávamos reabilitados em nossos negócios, aquele medo terrível continuava nos perseguindo. Isto nos tornava avarentos e sem um tostão no bolso outra vez. Devemos ter, de qualquer maneira, completa segurança material.

Esquecíamos que a maioria dos membros de A.A. tem capacidade bem acima do normal para ganhar dinheiro; esquecíamos da grande boa vontade de nossos companheiros A.As. que estavam tão ansiosos para nos ajudar a conseguir melhor trabalho, desde que o merecêssemos; esquecíamos da insegurança financeira, atual ou em potencial, que acompanhava todos os habitantes da terra.

E, pior de tudo, esquecíamos de Deus. Em matéria de dinheiro, só confiávamos em nós e, assim mesmo, não muito.

Os Doze Passos, pág. 107



 

NA OPINIÃO DO BILL 113

Ser justo

Acho que freqüentemente desaprovamos e até ridicularizamos os projetos de nossos amigos no campo do alcoolismo, só porque nem sempre estamos inteiramente de acordo com eles.

Deveríamos seriamente nos perguntar quantos alcoólicos estão continuando a beber, porque não temos cooperado com boa disposição de espírito com essas inúmeras organizações – sejam elas boas, más ou indiferentes. Nenhum alcoólico deveria ficar louco ou morrer, somente porque não foi diretamente para A.A. no começo.

* * *

Nosso primeiro objetivo será o desenvolvimento do autocontrole. Esse ponto é da mais alta importância. Quando falamos ou agimos precipitada ou imprudentemente, a capacidade de ser justo e tolerante se evapora imediatamente.

1 – Grapevine de julho de 1965

2 – Os Doze Passos, pág. 79



 

NA OPINIÃO DO BILL 114

Nenhum poder pessoal

"A princípio, o remédio para minhas dificuldades pessoais parecia tão evidente que eu não podia imaginar um alcoólico, recusando a proposta que lhe fosse adequadamente apresentada. Acreditando firmemente que Cristo pode fazer tudo, eu tinha a idéia inconsciente de supor que Ele faria tudo por meu intermédio – quando e da maneira que eu quisesse. Depois de seis longos meses, tive que admitir que ninguém tinha se apoderado do Mestre – nem mesmo eu.

"Isso me levou à boa e saudável conclusão de que havia muitas situações no mundo, sobre as quais eu não tinha nenhum poder pessoal – que, se eu estava tão pronto a admitir isso a respeito do álcool, devia admitir também em relação a muitas outras coisas. Tinha que ficar quieto e entender que Ele e não eu, era Deus."

Carta de 1940



 

NA OPINIÃO DO BILL 115

Essência do crescimento

Que nunca tenhamos medo de mudanças necessárias. Certamente temos que fazer a diferença entre mudanças para pior e mudanças para melhor. Mas desde que uma necessidade se torne bem aparente num individuo, num grupo ou em A.A. como um todo, há muito já se verificou que não podemos ficar estacionários.

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que essa mudança implique.

Grapevine de julho 1965



 

NA OPINIÃO DO BILL 116

Modo de ver de cada um

"Além de um Poder Superior, como cada um de nós pode conceber, A.A. não deve nunca, como sociedade, entrar no campo do dogma ou da teologia. Assim, não poderemos nunca nos tornar uma religião, para não destruir nossa utilidade, prendendo-nos a disputas no campo teológico."

* * *

"O fato realmente espantoso sobre A.A. é que todas as religiões vêem em nosso programa uma semelhança com elas mesmas. Por exemplo, os teólogos católicos dizem que nossos Doze Passos estão exatamente de acordo com os Exercícios Espirituais para Retiro, de Santo Inácio de Loiola, e embora nosso livro fale de pecado, doença e morte, o Programa da Ciência Cristã com freqüência o tem elogiado editorialmente.

"Agora, olhando pelos olhos dos Quakers, você também nos vê favoravelmente. Que felizes circunstâncias são essas!"

1 – Carta de 1954

2 – Carta de 1950



 

NA OPINIÃO DO BILL 117

A sensação de fazer parte

Talvez uma das maiores recompensas da meditação e da oração seja a sensação de que passamos a fazer parte. Não mais vivemos num mundo completamente hostil. Não mais nos sentimos perdidos, amedrontados e inúteis.

A partir do momento em que percebemos, ainda que um vislumbre da vontade de Deus, e começamos a ver a verdade, a justiça e o amor como valores eternos e verdadeiros, não mais ficaremos tão perturbados com tudo o que parece evidenciar o contrário daquilo que nos cerca em assuntos puramente humanos. Sabemos que Deus nos protege com amor. Sabemos que quando nos voltarmos para Ele, tudo estará bem conosco, nesta vida e na outra.

Os Doze Passos, pág. 92



 

NA OPINIÃO DO BILL 118

Prelúdio ao programa

Poucas pessoas tentarão praticar sinceramente o programa de A.A., a não ser que tenham "chegado ao fundo do poço", pois praticar os Passos de A.A. requer a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico, que ainda bebe, pode sonhar em adotar. O alcoólico típico, egoísta ao extremo, não se interessa por essa perspectiva, a não ser que tenha que fazer essas coisas para não morrer.

* * *

Sabemos que o recém-chegado tem que "chegar ao fundo do poço", do contrário pouca coisa pode acontecer. Porque somos alcoólicos que o compreendem, podemos usar profundamente a arma da obsessão mais a alergia, como uma força que pode destruir seu ego. Só assim ele pode se convencer de que unicamente com seus recursos tem pouca ou nenhuma chance.

1 – Os Doze Passos, págs. 15, 16

2 – A.A. Today, pág. 8



 

NA OPINIÃO DO BILL 119

Na estrada principal

"Agora compreendo que meu antigo preconceito contra os clérigos era cego e errado. Eles têm mantido viva, através dos séculos, uma fé que poderia ter desaparecido inteiramente. Eles me mostraram o caminho, mas nem sequer olhei, tão cheio estava de preconceito e preocupação comigo mesmo.

"Quando abri os olhos, foi porque tive que fazê-lo. E o homem que me mostrou a verdade era um companheiro sofredor e leigo. Por meio dele, vi finalmente e caminhei do abismo para um terreno sólido, sabendo que, agora, meus pés estavam na estrada principal, se eu quisesse caminhar."

Carta de 1940



 

NA OPINIÃO DO BILL 120

De viva voz

"Em minha opinião, não pode haver a menor objeção aos grupos que querem permanecer estritamente anônimos ou a pessoas que não gostariam que todos soubessem de sua filiação ao A.A. Esse é um problema deles, e essa é uma reação muito natural.

"Entretanto, muitas pessoas acham que o anonimato a esse ponto não é necessário, nem mesmo desejável. Desde que a pessoa esteja sóbria, e certa disso, não parece haver razão para não falar a respeito da afiliação ao A.A., nos lugares certos. Isso tende a trazer novas pessoas. Falar de viva voz é uma de nossas comunicações mais importantes.

"Assim sendo, não deveríamos criticar nem as pessoas que querem permanecer em silêncio, nem aquelas que querem falar muito acerca de pertencer ao A.A., desde que não façam isso a nível público, comprometendo assim toda nossa Irmandade."

Carta de 1962