Artigos - O que aprendemos

Como alcoólicos aprendemos penosamente que força de vontade sozinha, embora  poderosa em outros aspectos, não bastava para nos manter sóbrios.  Tentamos ficar sem beber durante algum tempo. Fizemos solenes promessas. Trocamos de mercas de bebidas. Tentamos beber apenas em certas horas. Nada disso deu resultado. Sempre acabávamos mais cedo ou mais  tarde, nos embriagando, quando não  só queríamos ficar sóbrios, como tínhamos todo incentivo racional para permanecer sóbrios.

Com isso queremos dizer que tínhamos um desejo físico bem distinto, de consumir mais álcool do que podíamos controlar, e em desafio a todas as regras do bom-senso. Tínhamos não só um desejo anormal pelo álcool como ainda frequentemente sucumbíamos a ele nas piores ocasiões. Não sabíamos quando (ou como) parar de beber. Muitas vezes não tínhamos sensatez bastante para saber quando não começar.

Atravessamos fazes de negro desespero, quando tínhamos a certeza de que mentalmente algo estava errado em nós. Chegamos a nos odiar por estarmos desperdiçando os talentos com os quais fomos dotados e causando problemas a nossas famílias e aos outros. Com frequência, nos comprazíamos em auto piedade e proclamávamos que nada poderia nos ajudar.

Atualmente essas lembranças podem nos fazer sorrir, mas, na época, constituíram sombrias e terríveis experiências.