AA - Os 3 Legados de AA


As principais heranças dos primeiros vinte anos de Alcoólicos Anônimos são os Legados de Recuperação, de Unidade e de Serviço. Pelo primeiro nos recuperamos do alcoolismo; pelo segundo permanecemos em unidade; pelo terceiro nossa irmandade funciona e serve seu propósito fundamental, que é o de levar a mensagem de A.A. para todos aqueles que dela precisam e a querem.

A parte seguinte deste livro se baseia em três palestras proferidas por Bill, um co-fundador, na comemoração do vigésimo aniversário de A.A. A primeira conta a história das pessoas e das correntes de influência que tornaram possível a Recuperação em A.A. A segunda mostra a experiência da qual foram concebidas as Tradições de Alcoólicos Anônimos, as tradições que hoje mantém A.A. em Unidade. A terceira conta como Alcoólicos Anônimos desenvolveu os Serviços que levam sua mensagem aos mais longínquos lugares da terra.

RECUPERAÇÃO: O PRIMEIRO LEGADO

Estamos reunidos aqui em St. Louis para comemorar o vigésimo aniversário de A.A. Viemos agradecer a Deus o fato d’Ele ter libertado muitos de nós, de nossa escravidão. Estamos aqui para expressar, aos inúmeros amigos de A.A., nossa gratidão por tudo o que eles têm feito para ajudar nesse impressionante milagre de recuperação e compartilhar com eles e com todos os outros a certeza da graça de Deus entre nós.

Perto de muitos de nós, nesta tarde, encontram-se mulheres, maridos, mães, pais, filhos e filhas daqueles que viveram a noite escura do alcoolismo conosco, aqueles que esperaram com dedicação e esperança uma manhã cheia de luz que estava para chegar. Sua fé e fidelidade finalmente foram justificadas e na verdade tornaram possível essa ocasião. Nossa gratidão é algo que nenhum de nós pode dizer em palavras, mas esperamos que todas essas pessoas queridas que nos cercam compreenderão a dimensão do agradecimento que existe dentro de nossos corações.

Desejamos render tributo especial a nossos amigos da medicina e da religião, cujos conhecimentos, fé e ajuda sem limites foram investidos na formação de nossa irmandade e em seu crescimento, através dos vinte anos transcorridos.

Também não podemos nos esquecer daqueles mensageiros de A.A., os homens e mulheres da imprensa e de todos os meios de comunicação, que têm levado a mensagem de A.A. para os alcoólicos sofredores e suas famílias. Somente Deus sabe quanta miséria e quantas mortes eles têm evitado, ao narrar a história de A.A. para o mundo.

Estamos reunidos em St. Louis ainda para um outro propósito, que é de declarar que A.A. atingiu a maioridade. Não estamos afirmando que temos finalmente nos tornado adultos! Mas estamos aqui para considerar que nossos vinte anos de experiência nos têm ensinado, o que são os Legados dessa experiência e o que são as responsabilidades em relação à preservação dessa herança muito valiosa. 

Estamos aqui para rever o conhecimento que adquirimos de como nos recuperar de nossa doença, de como permanecer em unidade e de como servir na transmissão da mensagem de A.A. para todos aqueles que ainda sofrem dessa estranha e fatal doença chamada alcoolismo.

Por tradição, em Alcoólicos Anônimos não fazemos discursos. Simplesmente falamos a respeito de nossas próprias experiências e das experiências daqueles que nos rodeiam. Minha palestra não será exceção.

Em meados do verão de 1934, eu estava internado no Hospital Charles B. Towns, no Central Park West. Eu tinha estado lá antes. Eu conhecia o querido velho Dr. Silkworth. Em certa ocasião, ele pensou que eu pudesse me recuperar, mas eu continuava seriamente dependente e agora me encontrava acamado no andar superior do hospital, sabendo pela primeira vez que estava completamente sem esperança.

UNIDADE: O SEGUNDO LEGADO

Hoje, nós de A.A., estamos juntos e sabemos que vamos permanecer juntos. Estamos 
em paz uns com os outros e com o mundo que nos rodeia. Por isso, muitos de nossos conflitos são resolvidos e nosso destino parece assegurado. Os problemas de ontem têm produzido as benções de hoje.

Nossa história não é uma história comum; ao contrário, é a história de como, pela Graça de Deus, uma força desconhecida tem-se levantado da grande fraqueza; de como sob ameaças de desunião e colapso, a unidade mundial e a irmandade têm sido forjadas. No curso dessa experiência, temos desenvolvido uma série de princípios tradicionais pelos quais vivemos e trabalhamos unidos, bem como nos relacionamos como uma irmandade para o mundo que nos rodeia. Esses princípios são chamados de Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos. Elas representam a experiência extraída de nosso passado, e nos apoiamos nelas para nos manter em unidade, através dos obstáculos e perigos que o futuro nos possa trazer. 

Não foi sempre assim. Nos primeiro dias, vimos que era uma coisa para alguns alcoólicos se recuperarem, mas o problema de viver e trabalhar juntos era algo mais. Por conseguinte, foi para um futuro desconhecido que olhamos pela janela da sala de estar da casa do Dr. Bob, em 1937, quando pela primeira vez percebemos que os alcoólicos poderiam ser capazes de se recuperar em grande escala. O mundo ao redor de nós, o mundo de pessoas mais normais, estava sendo destruído. Poderíamos nós, os alcoólicos recuperados, permanecer juntos? Poderíamos nós levar a mensagem de A.A.? Poderíamos nós funcionar como grupos e como um todo? Ninguém poderia dizer. Nossos amigos psiquiatras, com alguma razão começavam a nos prevenir: "Esta irmandade de alcoólicos é dinamite emocional. Seu conteúdo neurótico pode explodi-la em pedacinhos." Quando estávamos bebendo, na verdade, éramos muito explosivos. Agora que estamos sóbrios, bebedeiras secas nos farão explodir? 

SERVIÇO: O TERCEIRO LEGADO

Estamos aqui reunidos para as últimas horas da comemoração do vigésimo aniversário de A.A.

Acima de nós está hasteada uma bandeira com a inscrição do novo símbolo de A.A., 
um círculo contendo um triângulo. O círculo simboliza A.A. no mundo inteiro, e o 
triângulo simboliza os Três Legados de A.A.: Recuperação, Unidade e Serviço. Dentro do nosso novo mundo maravilhoso, encontramos a libertação e nossa obsessão fatal. Talvez não seja por acaso que escolhemos esse símbolo. Os sacerdotes e os profetas da antiguidade viam o círculo contendo o triângulo como uma forma de afastar os espíritos maus; o círculo de A.A. e o triângulo de Recuperação, Unidade e Serviço, na verdade, têm significado tudo isso para nós e muito mais.

Ao nos reunirmos, em nossa primeira noite, aqui em St. Louis olhamos para a base de nosso triângulo, o Primeiro Legado de A.A. é Recuperação, onde tudo se baseia e da qual tudo depende. Durante nossa segunda noite refletimos sobre a Unidade, o Segundo Legado de A.A., e todo o seu enorme significado para nosso futuro. Agora queremos pensar acerca do terceiro lado de nosso triângulo, o Terceiro Legado de Serviço de A.A., o qual nesta hora de encerramento será passado às suas mãos para sempre. Então nosso símbolo estará completo, e possam a Recuperação, Unidade e Serviço, razão pela qual foi criada nossa Irmandade com a proteção de Deus, estar sempre sob Seu comando por tanto tempo quanto Ele queira usar essa sociedade.

O Décimo Segundo Passo de A.A., levar a mensagem, é serviço básico que nossa irmandade oferece: é o nosso principal objetivo e a razão primordial de nossa existência. A.A. é mais do que um conjunto de princípios; é uma sociedade de alcoólicos recuperados em ação. Precisamos levar a mensagem de A.A., caso contrário nós mesmos podemos cair, e aqueles a quem não chegou ainda a verdade podem morrer. Essa é a razão pela qual dizemos tão freqüentemente que ação é a palavra mágica. A ação para levar a mensagem de A.A. é, portanto o coração de nosso Terceiro Legado de Serviço.

Entretanto, alguns de nós ainda estão um pouco confusos a respeito do Terceiro Legado de A.A. Ainda perguntamos: "O que é exatamente o Terceiro legado?" "Até onde vai a ação de Serviço?"

A resposta é simples. Um serviço de A.A. é qualquer coisa que realmente nos ajude a alcançar companheiros que estão sofrendo. Como temos visto, o chamado do Décimo Segundo Passo é o maior de todos os serviços de A.A. Mas a publicidade que permite ao provável membro entrar em contato conosco, o carro no qual o transportamos, a gasolina que gastamos, as xícaras de café que lhe pagamos e todas essas ajudas foram necessárias para fazer nossa visita possível e eficiente. E isso é somente o começo. Nossos serviços envolvem locais de reuniões, cooperação com hospitais, escritório, folhetos e livros. Os serviços podem precisar de comitês, Delegados, Custódios e Conferências. Incluem pequenas contribuições voluntárias em dinheiro para que o grupo, a área e A.A. como um todo possam funcionar. Os serviços abrangem, desde a xícara de café até a Sede de Serviços Geris, para a ação nacional e internacional. A soma de todos esses serviços é o Terceiro legado de A.A. Tais serviços são absolutamente necessários para e existência e crescimento de A.A. Aspirando simplicidade, muitas vezes nos perguntamos se poderíamos eliminar alguns dos serviços atuais de A.A. Seria maravilhoso não se ter preocupações, nem políticas, nem despesas e nem responsabilidades! Mas isso é apenas um sonho acerca de simplicidade; isso, na 
verdade, não seria simplicidade. Sem seus serviços essenciais, A.A. se converteria rapidamente numa anarquia disforme, confusa e irresponsável.





Símbolo “oficial” de A.A.

A exclusão do Círculo e do Triângulo como símbolo "oficial" de A.A.

Transcrito com permissão do texto em espanhol no boletim oficial do GSO, Box 4-5-9, Ago. Set. / 1993 =>

http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept93.pdf

Título original: "Desprendiéndonos del círculo y el triángulo como un símbolo ‘oficial' de AA"

simbolos

Durante muito tempo, um triângulo inscrito em um círculo foi reconhecido como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. Entretanto, o círculo e o triângulo também constam entre os mais antigos símbolos espirituais conhecidos pela humanidade. Para os antigos egípcios o triângulo representava a inteligência criativa; para os gregos, significava a sabedoria. Geralmente, representa a aspiração de alcançar um entendimento mais elevado e uma maior compreensão do espiritual.

Na Convenção Internacional em 1955, durante a celebração do 20º aniversário de A.A., foi aceito o triângulo inscrito num círculo como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. "O circulo", disse Bill W. aos AAs reunidos em St. Louis, "simboliza o mundo inteiro de A.A., e o triângulo representa os Três Legados de A.A., - Recuperação, Unidade e Serviço. Dentro do nosso maravilhoso mundo novo, encontramos a libertação de nossa obsessão mortal".

O símbolo foi registrado como marca oficial de A.A. em 1955, e foi livremente usado por várias entidades de A.A., o qual funcionou bem durante um bom tempo. Entretanto, por volta da metade dos anos 1980 começou a haver certa preocupação por parte dos membros da Irmandade a respeito da utilização do círculo e do triângulo por organizações alheias a A.A. Em conformidade com a Sexta Tradição que diz que A.A. "... nunca deverá sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade ...", A.A. World Services - Serviços Mundiais de A.A., começou, em 1986, a tomar algumas providencias para prevenir a utilização do círculo e do triângulo por entidades alheias, incluindo fabricantes de brindes, casas editoras e instituições de tratamento. Esta política de desestímulo foi realizada com moderação e, tão somente depois que todas as tentativas de persuasão e conciliação tinham fracassado, foi considerado empreender ações legais. De fato, dos aproximadamente 170 usuários não autorizados que foram contatados, apenas foram apresentadas demandas contra dois deles e o assunto foi resolvido logo no início.

No começo dos anos de 1990, alguns membros da Irmandade pareciam dizer duas coisas: "queremos medalhas com nosso círculo e triângulo", e, "não queremos nosso símbolo associado com objetivos não A.A.". O desejo de alguns membros de A.A. de ter fichas de aniversário foi considerado pelas juntas de A.A. World Services e da Revista Grapevine (equivalente à Vivência) em outubro de 1990, quando foi estudada a possibilidade de produzir medalhas. Foi do parecer dessas juntas que as fichas e as medalhas não tinham relação com o nosso propósito primordial de levar a mensagem de A.A. e que este assunto deveria ser tratado pela Conferência para obter a opinião da consciência de Grupo da Irmandade. A essência desta decisão foi transmitida à Conferência de Serviços Gerais de 1991 no relatório da Junta de A.A.W.S.

A Conferência de Serviços Gerais de 1992 começou enfrentando o dilema ouvindo apresentações a respeito de porque devemos ou não produzir medalhas e, sobre a responsabilidade de A.A.W.S. de proteger nossas marcas registrada e direitos de propriedade contra usos que pudessem sugerir afiliação com fontes alheias.

O resultado foi uma Ação Recomendável da Conferência para que a Junta de Serviços Gerais desse inicio a um estudo a respeito da viabilidade de possíveis métodos através dos quais se poderiam colocar as fichas de sobriedade a disposição da Irmandade, seguido de um relatório a um Comitê ad hoc (para esse fim) constituído por Delegados à Conferência de 1993, o qual informaria todos os membros da Conferência no seguinte mês de março (nos EUA/Canadá, as Conferências são realizadas no mês de abril).

Após longas considerações, o Comitê ad hoc apresentou seu relatório e recomendações à Conferência de 1993. Depois de uma discussão, a Conferência aprovou duas das cinco recomendações apresentadas:

1) O uso de fichas e medalhas de sobriedade é um assunto de autonomia local e não algo sobre o que a Conferência deva consignar uma posição definitiva;

2) Não é apropriado que A.A.W.S ou a Grapevine produzam ou autorizem a produção de fichas e medalhas de sobriedade.

Entre as considerações incluídas no informe do Comitê ad hoc, encontravam-se as repercussões de continuar protegendo por meios legais o uso das marcas registradas de A.A. por parte de organizações alheias.

Coincidentemente, a Junta de A.A.W.S. tinha começado a considerar alguns acontecimentos recentes, chegando finalmente à conclusão de que as perspectivas de litígios cada vez mais longos e custosos, a incerteza de conseguir sucesso e o desvio do propósito primordial de A.A. eram grandes demais para justificar a continuação das tentativas de proteger o círculo e o triângulo. Durante a reunião pós-conferencial da Junta de Serviços Gerais, os Custódios aceitaram a recomendação de A.A.W.S. de não continuar a proteção do símbolo do círculo e do triângulo como uma das nossas marcas registradas.

No começo de junho (1993), a Junta de Serviços Gerais apoiou por unanimidade substancial a declaração de A.A.W.S. de que, de acordo com nosso propósito original de evitar a sugestão de afiliação ou associação com produtos e serviços alheios, Alcoólicos Anônimos World Service, Inc. deixará progressivamente de fazer uso "oficial" ou "legal" do símbolo com o círculo e o triângulo. A.A.W.S. continuará resistindo ao uso não autorizado de outras marcas e qualquer tentativa de publicar literatura de A.A. sem permissão.

É claro, o circulo e o triângulo sempre irão ter um significado especial no coração e na mente dos membros de A.A., no sentido simbólico, como o tem a Oração de Serenidade e os lemas, que nunca tiveram um caráter oficial.

Saiba como era até aqui (1993):


Usos e abusos dos símbolos de A.A. - um esclarecimento. Transcrito com permissão do texto em espanhol no boletim oficial do GSO, Box 4-5-9, Natal / 1991 =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday91.pdf

Título original: "Usos y abusos de los símbolos de A.A. - una aclaración"

 

Durante os passados 35 anos, as marcas e logotipos de A.A. chegaram a ser símbolos imediatamente reconhecidos de A.A., o que resulta tanto em vantagens como em desvantagens, na medida em que um crescente número de empresas tem desejado imprimir ou gravar os logotipos em tudo, desde vasos até medalhas.

Em 1988, depois de receber inúmeras expressões de preocupação por parte dos membros de A.A., a Junta de Serviços Gerais decidiu utilizar as prerrogativas legais para protegê-los contra o uso não autorizado. De não tê-lo feito teria levado consigo a perda completa dos nossos direitos. Embora esta política tenha sido energicamente apoiada por muitos AAs - e também tenha sido aprovada pela Conferência de Serviços Gerais para sua inclusão no Manual de Serviços de A.A., também tem suscitado alguma confusão e controvérsia entre alguns membros. A seguir aparecem perguntas feitas junto com as respostas esclarecedoras.

Pergunta => Quais são os logotipos e as marcas que A.A. têm registrados? Qual é a filosofia que rege seu uso?

Resposta => Há várias marcas registradas que simbolizam e pertencem a A.A.: Alcoholics

Anonymous, A.A., The Big BookBox 4-5-9, e o logotipo com forma de triângulo inscrito em um círculo, introduzido na Convenção do 20º Aniversário celebrada em St. Louis em 1955. O circulo representa o mundo inteiro de A.A. e o triângulo simboliza nossos Três Legados de recuperação, Unidade e Serviço. Com o passar dos anos foram sendo acrescentadas outras versões do logotipo. Uma difere do original apenas nas siglas "A.A." inscritas no triângulo. Outra tem "A.A." inscrita dentro do triângulo e as palavras"Recuperação", "Unidade" "Serviço" dentro do círculo, mas fora do triângulo. Todas estas versões de circulo/triângulo estão registradas no U.S. Patent and Trademark Office. Com exceção da versão abaixo discutida, qualquer Grupo, Distrito ou entidade da Irmandade tem absoluta liberdade para usar este logotipos, acompanhados do símbolo ® que significa "Marca Registrada", em seus boletins, horários de reunião e literatura publicada a nível local. Também podem ser utilizados nestes materiais as marcas"A.A." "Alcoholics Anonymous". As entidades de A.A. que fazem uso dos logotipos do círculo e do triângulo não devem modifica-los para não diluir a aparência distintiva da marca.

Há mais um símbolo - com as siglas "A.A." dentro do triângulo e as palavras "Junta de Serviços Gerais" fora do triângulo. O uso deste símbolo está limitado a identificar literatura aprovada pela Conferência.

O uso informal ou comercial de quaisquer das marcar registradas de A.A. - incluindo os logotipos do círculo-e-triângulo, em roupas medalhas, fantasias, adesivos ou outros brindes, não deve ser permitido se essas marcas devem continuar a simbolizar exclusivamente a nossa Irmandade. Estas marcas identificam e representam nossa Irmandade. Não há maneira de assegurar a integridade ou a qualidade dos produtos que levem nossas marcas. Estes produtos pareceriam ser fabricados por A.A. ou ser aprovados por A.A.. E o fabricante de tais produtos que violam nossas marcas registradas também pareceria que têm a recomendação ou a aprovação de Alcoólicos Anônimos.

Pergunta => Quais são as regras gerais que guiam à Junta ao considerar as solicitações feitas por membros de A.A. para o uso dos logotipos ou as marcas?

Resposta => Embora cheguem relativamente poucas solicitações para utilizar as marcas registradas por parte dos membros - especialmente se comparadas com a quantidade muito maior de pedidos, por parte de membros e pessoas alheias, de permissão para utilizar nossa literatura protegida por copyright (direito autoral); as primeiras solicitações se originam, sem dúvida, do orgulho que os AAs sentem de ser membros. Portanto, muitos pedidos deste tipo têm a ver com o uso de logotipos em cartões elaborados por um membro, e o uso dos logotipos de A.A. em joalheria, camisetas e outros artigos comemorativos para sua venda em convenções, assembleias, fóruns e encontros de A.A.

Pergunta => Pode haver algum problema com a distribuição de medalhas e outras "lembranças de sobriedade"?

Resposta => A Junta de A.A.W.S. não tem opinião em relação às medalhas em si. Aqueles que desejem usá-las, podem fazê-lo sempre que não utilizem o punhado de marcas que A.A. têm registradas. Podem aproveitar a imensa variedade de desenhos e lemas que são de domínio público. As possibilidades são ilimitadas.

Pergunta => A Junta considera os pedidos de permissão vindas de entidades alheias à Irmandade?

Resposta => Sim. Neste caso, também, a Junta denega solicitações que podem causar a impressão de afiliação ou se têm propósitos estritamente comerciais. Contrastando com isso, a Junta é muito mais liberal na concessão de permissão para utilizar extratos da nossa literatura protegida por copyright - por exemplo, quando uma agencia do governo, ou, uma agencia sem fins lucrativos, que presta serviços a um número limitado de pessoas, tais como os cegos, pede permissão para publicar material protegido por copyright em braile ou gravado, como um serviço gratuito. Mas, ainda nestes casos, é preciso demonstrar que há necessidade desse material.

Pergunta => As empresas acederam ao pedido de A.A. de não utilizar nossos símbolos registrados?

Resposta => Quase sem exceção, as empresas que violaram as leis de copyright a respeito dos nossos logotipos e marcas, o fizeram. Em algumas instâncias, nos agradeceram por lhes ter chamado a atenção sobre o assunto - expressaram-se favoráveis a qualquer ação em beneficio da Irmandade. A.A. sempre foi muito justa, permitindo um prazo razoável de tempo para esgotar os estoques, para elaborar e fazer os preparativos para produzir um novo desenho.