Artigos - Por que os recém chegados não retornam?

“Uma constante análise de nossas qualidades e deficiências e o verdadeiro desejo se aprender e de crescer, por esses meio, para nós, constituem uma
necessidade”.

“Nós, alcoólicos, aprendemos isso com dificuldade. Em todos os tempos e lugares, é claro, pessoas mais experientes do que nós adotaram a prática da
auto-análise e da crítica rigorosa.” (os Doze Passos)

- Como pode a coordenação e a recepção do grupo melhorarem na acolhida do recém-chegado?

- Como tem sido o comportamento dos membros do grupo com relação ao recém-chegado?

- Como tornar o grupo mais agradável?
Um pequeno inventário através dessas três perguntas talvez facilite o esclarecimento de questionamentos com relação ao assunto. E mais: na Revista Vivência n° 71 publicamos alguns depoimentos que nos chamaram a atenção com relação à opinião do recém-chegado:

“... o coordenador começou a falar chamando a minha atenção ao afirmar que eu era a pessoa mais importante da reunião...”

“...sugeriu que eu voltasse no dia seguinte, porque o segredo estaria na próxima reunião...”

“...lembro-me perfeitamente que, ao entrar na sala,todos me cumprimentaram...”

“... eu me lembro que achei estranho, pois fui até A.A. para ver alcoólicos e não vi nenhum: vi pessoas bem postas, bem vestidas, falantes...”

“... você geralmente nos achará uma turma bastante amistosa, rindo muito de nós mesmos. Uma reunião de A.A. proporciona um ambiente animado, você vai sentir-se muito melhor...”(Viver Sóbrio).

Vale a pena discutir e repensar esta proposta de inventário porque:
“Devemos pensar profundamente em todos aqueles doentes que ainda virão para A.A. Queremos que encontre tudo aquilo que encontramos e ainda mais se for possível. Nenhum cuidado, nenhuma vigilância, nenhum esforço para preservar a constante eficiência e a força espiritual de A.A. será grande demais para nos pôr inteiramente de prontidão para o dia do regresso deles ao lar.” (Bill, palestra de 1959).

VIVÊNCIA N° 83. MAI/JUN. DE 2003.