DP - Porque eu não permanecia em A.A > RV. 081

Por que eu não permanecia em A.A. >  RV. 081

Quando ingressei em Alcoólicos  Anônimos, eu  precisava  e  queria parar  de  beber.  Mas  aconteceram  coisas  relacionadas  ao  meu desempenho sexual que me deixaram preocupado.

Companheiros, em 1988 eu chegava em Alcoólicos Anônimos saído de  uma  clínica. Devido  ao que  tinha  acontecido  comigo,  eu  de imediato admiti minha impotência perante o  álcool.  Fiquei  apenas alguns meses e voltei a beber.

Sou casado, pai de dois garotos, um de dezesseis anos e outro de doze. Tenho  uma  maravilhosa  esposa  que  não  me  abandonou 
durante esses dezoito anos em que estamos casados.


Quando ingressei em  Alcoólicos Anônimos, eu precisava e  queria parar de  beber.  Mas  aconteceram  coisas  relacionadas  ao  meu desempenho  sexual  que  me  deixaram  preocupado.  Eu  sempre 
achei  que  sendo  pontual na cama, podia fazer o jogo - bebo mas 
não te falta sexo. O  que de  nada  adiantava, se  no  outro  dia  eu amanhecia e perguntava se nós havíamos feito  sexo,  já  que  não
 me lembrava de nada. Eu só funcionava bêbado.


Parando de  beber, eu  não conseguia ereção e  isso começou a me amedrontar.  Fiquei   com  receio  de  que  minha  esposa  viesse  a reclamar do meu desempenho. Eu não a conhecia. Não compartilhei com  meus  companheiros  esse  problema.  Um  dia  voltei  a beber. 
Voltei a ser o machão que achava que era, mas também voltaram os problemas. Disseram-me que conhaque com cerveja era muito  bom. Só que eu não fiquei só nisso. Voltei a me embriagar  todos  os  dias achando que agora era o homem que minha esposa precisava.Muito rápido, lá estava eu voltando para a clínica.  Foram seis anos indo a grupos  de  A.A.  Eu  não  conseguia  permanecer,  devido   a  esse problema.


Imaginem vocês, eu, bêbado, suando, exalando álcool  pelos  poros, insistindo com minha esposa com brutalidade e  ela  virando  o rosto para o outro lado, pois eu insistia em beijá-la. Talvez por respeito ela cedia, e eu me achava o grande machão. Houve vezes  em  que  eu disse que não ia mais parar de beber, pois o álcool me ajudava muito nesse sentido. Mera ilusão. Minha esposa não queria sexo todos os dias, queria sim, o esposo sóbrio ao lado dela.

Em abril de noventa e quatro, no dia primeiro,  dia  da mentira,  voltei para Alcoólicos Anônimos, já que durante seis anos eu não bebi mais sossegado. Sabia da solução e precisava dar um basta naquela vida em que me encontrava. Naquele  sofrimento,  comecei  a  frequentar reuniões, compartilhar com meus  companheiros, falei  em  cabeceira 
de mesa. As coisas mudariam, contanto que eu não bebesse.

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