..Reflexões Diárias - Abril

 * A B R I L * 

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1  ABRIL 

OLHANDO  DENTRO

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 36

O Quarto Passo é um esforço vigoroso e cuidadoso para descobrir em cada um de nós quais eram e quais são nossos defeitos. Desejo descobrir exatamente como, quando e onde meus desejos naturais se deformaram. Desejo olhar honestamente na infelicidade que isto causou aos outros e a mim. Descobrindo quais são as minhas deformidades emocionais posso corrigi-las. Sem um esforço persistente e boa vontade para fazer isto, haverá pouca sobriedade ou contentamento para mim.

Necessito ter um conhecimento claro e seguro de mim mesmo para resolver emoções confusas. Tal percepção não acontece da noite para o dia, e nenhuma autoconsciência é permanente.

Todos têm capacidade para crescer e para se conhecer através de um encontro honesto com a realidade. Quando não evito os problemas mas os enfrento diretamente, sempre tentando resolvê-los, eles se tornam poucos.




 2  ABRIL 

CONSTRUINDO  O  CARÁTER

Exigir dos outros excessiva atenção, proteção e amor, só pode despertar a dominação ou a revolta...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 38

Quando descobri minha necessidade de aprovação no Quarto Passo, não pensava considerá-la como um defeito de caráter.

Preferia pensar que era uma qualidade vantajosa (o desejo de agradar as pessoas). Rapidamente me mostraram que esta “necessidade” pode ser paralisante. Hoje ainda gosto de obter a aprovação dos outros, mas não estou mais disposto a pagar o preço que costumava para consegui-la. Não me curvo mais como uma rosca para conseguir que os outros gostem de mim. Se consigo a sua aprovação, isto é muito bom; mas se não, eu sobreviverei sem ela. Sou responsável por falar o que considero ser a verdade, não o que penso que os outros possam querer ouvir.

Similarmente, meu falso orgulho me mantinha demasiadamente preocupado com minha reputação. Desde então, sendo iluminado pelo programa de A.A., minha intenção é melhorar o meu caráter.




 3  ABRIL 

ACEITAR  QUE  SOMOS  HUMANOS

Finalmente vimos que o inventário deveria ser nosso, não de outra pessoa. Assim, admitimos nossos defeitos honestamente e nos dispusemos a colocar estes assuntos em ordem.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 222

Por que é tão difícil para o alcoólico aceitar responsabilidade?

Costumava beber devido às coisas que as outras pessoas faziam para mim. Quando vim para A.A. me falaram para ver em que havia me equivocado. O que tinha eu a ver com todos estes diferentes assuntos? Quando simplesmente aceitei que eu tinha uma parte neles, fui capaz de colocá-los no papel e ver como era: coisas humanas.

Não espero ser perfeito! Fiz erros antes e farei novamente. Ser honesto a respeito deles permitiu-me aceitá-los – e aceitar a mim mesmo –, bem como aqueles com quem tinha diferenças.

A partir de então, a recuperação está cada vez mais próxima de mim.




 4  ABRIL 

GRITANDO  PARA  A  LUA

Este verdadeiro e real sentimento de inferioridade é aumentado pela sua sensibilidade infantil e é este estado de coisas que gera nele essa insaciável e anormal ânsia por aprovação e sucesso aos olhos do mundo. Criança ainda, grita para a lua. E a lua, ao que parece, não quer saber dele.

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO, p. 102 ou p. 119

Enquanto bebia, parecia vacilar entre sentir-me totalmente invisível e acreditar que eu era o centro do universo. A procura por esse equilíbrio ilusório entre os dois tornou-se a maior parte de minha recuperação. A lua por quem eu gritava, na sobriedade, raramente estava cheia; ao invés disso mostrou-me muitas outras faces e existem lições em todas elas. Uma verdadeira lição muitas vezes seguiu-se a um eclipse, momentos de escuridão; porém, em cada ciclo de minha recuperação, a luz fica mais forte e minha visão é mais clara.




 5  ABRIL 

IRMANDADE  VERDADEIRA

Em nenhuma ocasião procuramos ser um membro da família, um amigo entre amigos, um trabalhador a mais em nossa empresa, ou um membro útil da sociedade. Sempre nos esforçamos para chegar até o topo do morro, ou então para nos escondermos à sombra dele. Este comportamento egoísta impedia uma relação de companheirismo com nossos semelhantes. Da verdadeira fraternidade pouco conhecíamos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 46

Esta mensagem contida no Quarto Passo foi a primeira que ouvi alta e clara: antes disso eu não havia visto descrito em letras de imprensa! Antes de chegar em A.A. não conhecia nenhum lugar que pudesse me ensinar a ser uma pessoa entre as pessoas. Desde a minha primeira reunião vi pessoas fazendo isso e eu desejava o que elas tinham. Uma das razões pelas quais hoje sou um alcoólico sóbrio e feliz, é que estou aprendendo a mais importante lição.




 6  ABRIL 

UM PROCESSO PARA TODA A VIDA

Estávamos enfrentando dificuldades nas relações pessoais, não podíamos controlar nossa natureza emocional, éramos presas do infortúnio e da depressão, não conseguíamos nos sustentar financeiramente, tínhamos uma sensação de inutilidade, estávamos coagidos pelo medo, éramos infelizes, não conseguíamos ser úteis aos outros...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 74 ou p. 81

Estas palavras me fazem lembrar que tenho outros problemas além do álcool, que o álcool é somente um sintoma de uma doença mais profunda. Quando parei de beber comecei um processo, para toda vida, de recuperação de emoções desregradas, relacionamentos dolorosos e situações descontroladas. Este processo é demais para muitos de nós sem a ajuda de um Poder Superior e de nossos amigos da Irmandade. Quando comecei a praticar os Passos do programa de A.A., muitos destes fios emaranhados se desfizeram, mas pouco a pouco os lugares mais quebrados de minha vida se endireitaram Um dia de cada vez, quase sem sentir, me curava. Como um termostato sendo abaixado, meus medos diminuíram. Comecei a experimentar momentos de contentamento. Minhas emoções tornaram-se menos voláteis. Agora sou novamente uma parte da família humana.




 7  ABRIL 

UM  GRANDE  ARCO  DE  GRATIDÃO

E, falando pelo Dr. Bob e por mim mesmo, declaro com gratidão que se não fossem nossas esposas, Anne e Lois, nenhum de nós poderia ter vivido para ver o começo de Alcoólicos Anônimos.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 67

Sou capaz de tributo tão generoso e gratidão para com minha mulher, parentes e amigos, sem o apoio dos quais nunca poderia ter sobrevivido para alcançar as portas de A.A.? Tentarei trabalhar isto e tentarei ver o plano que meu Poder Superior está me mostrando quando ligou nossas vidas.




 8  ABRIL 

UMA  VISTA  POR  DENTRO

Queremos descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram. Queremos olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos. Descobrindo quais são as nossas deformidades emocionais, poderemos nos encaminhar em direção à sua correção.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 37

Hoje não sou mais um escravo do álcool, porém, de muitas maneiras a escravidão ainda ameaça meu ego, meus desejos e até mesmo meus sonhos. Ainda que sem sonhos eu não possa existir; sem sonhos não há nada que me impulsione para a frente.

Devo olhar para dentro de mim mesmo, para libertar-me.

Devo pedir a força de Deus para encarar a pessoa que mais temo, meu eu verdadeiro, a pessoa que Deus criou para ser eu mesmo. A não ser que possa ou até que faça isto, estarei sempre fugindo e nunca serei realmente livre. Peço a Deus, diariamente, que me mostre a liberdade!




 9  ABRIL 

LIBERDADE  DO  “REI  ÁLCOOL”

...não vamos supor nem mesmo por um instante, que não estamos sob coação. Na verdade, estamos sob uma enorme sujeição... Nosso antigo tirano, o “Rei Álcool”, está sempre pronto para nos agarrar. Portanto, a libertação do álcool é o grande “dever” que tem que ser alcançado: caso contrário chegaremos à loucura ou à morte.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 134

Quando bebia eu vivia preso espiritualmente, emocionalmente e às vezes fisicamente. Tinha construído minha prisão com barras de teimosia e indulgência, das quais não podia escapar. Ocasionalmente passava por períodos secos que pareciam prometer liberdade, mas que se tornavam apenas esperanças de um indulto. A verdadeira fuga requer uma disposição para seguir as ações corretas para abrir a fechadura. Com disposição e ação, tanto as barras como a fechadura abrem-se por si mesmas para mim. Boa vontade e ação contínua me mantêm livre – numa espécie de liberdade condicional diária – que nunca termina.




 10  ABRIL 

CRESCENDO

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que essa mudança implique.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 115

Algumas vezes quando me torno disposto a fazer o que deveria fazer o tempo todo, desejo louvor e reconhecimento. Não percebo que quanto mais estiver disposto a agir de uma maneira diferente, mais excitante é a minha vida. Quando mais estou disposto a ajudar os outros, mais recompensa recebo. Isto é o que a prática dos princípios significa para mim. Alegria e benefícios para mim estão na disposição de fazer as ações, não em obter resultados imediatos. Sendo um pouco mais amável, um pouco menos agressivo e um pouco mais amoroso, faz com que minha vida seja melhor – dia a dia.




 11  ABRIL 

UMA  PALAVRA  PARA  ELIMINAR:  “CULPA”

Geralmente demorava bastante para percebermos como as nossas emoções descontroladas nos vitimavam. Notávamos logo nos outros, mas só muito vagarosamente em nós. Antes de mais nada, era preciso confessar que tínhamos muitos defeitos, mesmo que esta admissão fosse dolorosa e humilhante. No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra “culpa” de nosso vocabulário e nossos pensamentos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 41

Quando fiz meu Quarto Passo, seguindo as sugestões do Livro Grande, notei que minha lista de ressentimentos estava cheia de meus preconceitos e de culpar os outros por não ser capaz de ter sucesso e não aproveitar plenamente meus talentos. Também descobri que me sentia diferente por ser negro. À medida que continuei a praticar o Passo, aprendi que sempre tinha bebido para me livrar desses sentimentos. Somente quando fiquei sóbrio e trabalhei o meu inventário foi que eu não pude culpar mais ninguém.




 12  ABRIL 

ABANDONANDO  A  INSANIDADE

... no que diz respeito ao álcool, inexplicavelmente, éramos loucos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 60 ou p. 67

O alcoolismo requeria de mim que eu bebesse, quer desejasse ou não. Insanidade dominava minha vida e era a essência da doença. Ela me roubava a liberdade de escolha para beber e, portanto, me tirava todas as outras opções. Quando bebia era incapaz de fazer escolhas efetivas em qualquer aspecto de minha vida e esta ficava sem controle.

Peço a Deus para me ajudar a entender e aceitar o significado total da doença do alcoolismo.




 13  ABRIL 

O  FALSO  CONFORTO  DA  AUTOPIEDADE

A autopiedade é um dos mais infelizes e desgastantes defeitos que conhecemos. É um entrave a todo progresso espiritual e pode interromper toda comunicação eficiente com nossos semelhantes, por causa de sua excessiva exigência de atenção e simpatia.

É uma forma piegas de martírio ao qual nos damos ao luxo, de maneira doentia.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 238

O falso conforto da autopiedade me esconde da realidade somente momentaneamente e então exige, como uma droga, que eu tome doses cada vez maiores. Se eu sucumbir a isto, pode me levar a uma recaída na bebida. O que posso fazer? Um antídoto certo é voltar minha atenção, mesmo que levemente no início, para aqueles que realmente são menos afortunados do que eu, de preferência outros alcoólicos. No mesmo grau que demonstro ativamente minha empatia por eles, diminuirei meu próprio sofrimento exagerado.




 14  ABRIL 

O  PRINCIPAL  CULPADO

O ressentimento é o principal culpado. Destrói mais alcoólicos do que qualquer outra coisa. Dele nasce toda forma de doença espiritual, pois somos doentes não só física e mentalmente mas também espiritualmente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85 ou 93

Quando me olho praticando o Quarto Passo, é fácil achar desculpas para os erros que fiz, porque posso vê-los facilmente como uma questão de “desforra” de um erro feito contra mim. Se continuo a reviver minha velha dor, isto é um ressentimento, e ressentimentos bloqueiam a luz do sol para minha alma. Se continuo a reviver as dores e ódios, irei machucar e odiar a mim mesmo. Após anos na escuridão dos ressentimentos, encontrei a luz do sol. Devo libertar-me dos ressentimentos, não posso me permitir o luxo de conservá-los.




 15  ABRIL 

A  ESCRAVIDÃO  DOS  RESSENTIMENTOS

...esse negócio de ressentimento é infinitamente grave, porque quando estamos abrigando estes sentimentos nos afastamos da luz do espírito.

NA OPINIÃ0 DO BILL, p. 5

Foi dito “Raiva é um luxo ao qual não posso me permitir”.

Sugere isto que eu ignore esta emoção humana? Acredito que não. Antes de conhecer o programa de A.A., eu era um escravo dos moldes de comportamento do alcoolismo. Estava acorrentado à negatividade, sem esperança de soltar-me.

Os Passos me ofereceram uma alternativa. O Quarto Passo é o início do final da minha escravidão. O processo de “soltar-se” começa com um inventário. Não preciso ficar assustado, porque os Passos anteriores me garantem que não estou sozinho. Meu poder Superior me guia até esta porta e me dá a dádiva da escolha. Hoje posso escolher abrir a porta para a liberdade e alegrar-me na luz dos Passos, uma vez que purificam o espírito dentro de mim.




 16  ABRIL 

IRA:  UM  “LUXO DUVIDOSO”

Se quiséssemos viver, era preciso livrar-nos da ira. A zanga e os acessos violentos de loucura não eram para nós. Poderá ser um luxo duvidoso para os homens normais, mas para os alcoólicos estas coisas são veneno.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 87 ou p. 96

“Luxo duvidoso”. Quantas vezes tenho me lembrado destas palavras. Não é apenas a raiva que é melhor deixar com os não-alcoólicos; fiz uma lista que inclui ressentimento justificável, autopiedade, autojulgamento, farisaísmo, falso orgulho e falsa humildade. Sou sempre surpreendido ao ler a citação real. Os princípios do programa foram martelados tão bem em mim que continuo pensando que todos estes defeitos estão marcados também.

Dou graças a Deus que eu não possa me dar ao luxo de tê-los – ou eu, seguramente, me entregaria a eles.




 17  ABRIL 

AMOR  E  MEDO  COMO  OPOSTOS

Todas estas falhas geram o medo, uma doença da alma em si.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 42

“O medo bate à porta; a fé atende; nada estava ali.”

Não sei a quem esta citação deva ser atribuída, mas ela certamente indica muito claramente que o medo é uma ilusão.

Eu mesmo crio a ilusão.

Em minha juventude eu experimentei o medo e erradamente pensava que sua mera presença fazia de mim um covarde.

Não sabia que uma das definições de “coragem” é a “disposição de fazer as coisas apesar do medo.” “Coragem”, portanto, não é necessariamente a ausência do medo.

Durante as horas em que eu não tinha amor na minha vida, com certeza tinha medo. Ter medo de Deus é ter medo da alegria. Olhando para trás, percebo que durante as horas em que mais temia a Deus, não havia alegria em minha vida. Quando aprendi a não temer a Deus, também aprendi a experimentar a alegria.





HONESTIDADE  PRÓPRIA

A decepção dos outros está quase sempre enraizada na decepção de nós mesmos... Quando somos honestos com uma outra pessoa, isso confirma que temos sido honestos conosco e com Deus.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 17



 19  ABRIL 

IRMÃOS  EM  NOSSOS  DEFEITOS

Nós, alcoólicos recuperados, não somos tão irmãos nas virtudes como somos em nossos defeitos e em nossas lutas comuns para vencê-los.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 167
A identificação que um alcoólico tem com outro é misteriosa, espiritual – quase incompreensível. Mas ela existe. Eu a “sinto”. Hoje, sinto que posso ajudar as pessoas e que elas podem me ajudar.
É um sentimento novo e estimulante, para mim, preocupar-me com alguém; importar-me do que eles estão sentindo, esperando, rezando; saber de suas tristezas, de suas alegrias, de seus pesares, de suas dores; desejar compartilhar estes sentimentos para que alguém possa ter alívio. Nunca soube como fazer isto – ou como tentar fazê-lo. Nunca nem sequer me preocupei. A Irmandade de A.A. e Deus estão me ensinando a preocupar-me dos outros.



 20  ABRIL 

AUTOEXAME

... pedimos que Deus dirija nossos pensamentos, e especialmente que sejam divorciados de autopiedade, da desonestidade do egoísmo.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105 ou p. 115
Examinando meus motivos em tudo que faço, posso prestar serviço a Deus e aos outros, ajudando-os a fazer o que eles desejam fazer. Quando coloco Deus responsável por meu pensamento, muitas preocupações desnecessárias são eliminadas e acredito que Ele me guia durante o transcurso do dia.
Quando elimino pensamentos de autopiedade, desonestidade e de egocentrismo, encontro paz com Deus, com meus semelhantes e comigo mesmo.



 21  ABRIL 

CULTIVANDO  A  FÉ

Não penso que podemos fazer alguma coisa muito bem neste mundo, a não ser que nós a pratiquemos. E não acredito que nós façamos bem o programa de A.A. a não ser que pratiquemos.
Devemos praticar... adquirir o espírito de serviço. Devemos tentar adquirir alguma fé, o que não é fácil fazer, especialmente para a pessoa que tem sido sempre muito materialista, seguindo o modelo da sociedade atual. Porém, penso que a fé pode ser, mesmo que lentamente, adquirida; ela precisa ser cultivada. Não foi fácil para mim e, suponho que é difícil para qualquer um...
DR. BOB E OS BONS VETERANOS, p. 307 e 308 ou p. 317 e 318
Muitas vezes o medo é a força que me impede de adquirir e cultivar o poder da fé. O medo bloqueia minha apreciação de beleza, tolerância, perdão, serviço e serenidade.



22  ABRIL

SOLO  NOVO...  RAÍZES  NOVAS

Tenho excelentes razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que poderíamos utilizar para destruirmos a nós mesmos.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 173
Vim para A.A. verde – um arbusto trêmulo com as raízes expostas. Foi por sobrevivência, mas foi um começo. Estiquei-me, desenvolvi-me, retorci-me, mas com a ajuda dos outros, e no seu devido tempo meu espírito brotou de suas raízes. Estava livre. Eu agia, murchava, refletia, rezava, reagia e, iluminado repentinamente voltei a entender. Das minhas raízes os braços do espírito se alongavam em rebentos, fortes e verdes se estendendo em direção ao céu.
Aqui na terra, Deus, incondicionalmente, continua o legado do amor maior. Minha Vida em A.A. colocou-me “sobre um novo terreno... onde se agarravam fortemente minhas raízes” (Alcoólicos Anônimos, p. 35 ou p. 42).



 23  ABRIL 


A.A.  NÃO  É  REMÉDIO  PARA  TODOS  OS  MALES


Seria falso orgulho acreditar-se que Alcoólicos Anônimos é um remédio para todos os males, mesmo para o alcoolismo.
 
NA OPINIÃO DO BILL, p. 285

    Nos meus primeiros anos de sobriedade estava cheio de orgulho, pensando que A.A. era a única fonte de tratamento para uma vida boa e feliz. A.A. era certamente o ingrediente básico para minha sobriedade e, mesmo hoje, com cerca de doze anos de recuperação, estou muito envolvido em reuniões, apadrinhamento e serviço. Durante os quatro primeiros anos de minha recuperação, achei necessário procurar ajuda profissional porque minha saúde emocional estava precária. Existem aquelas pessoas que também encontraram sobriedade e felicidade em outras organizações. A.A. me ensinou que tinha a opção de fazer tudo o que fosse necessário para enriquecer minha sobriedade. A.A. pode não ser um remédio para todos os males, mas é o centro de minha vida sóbria.




 24  ABRIL 

APRENDENDO  A  NOS  AMAR

O alcoolismo significava solidão, embora estivéssemos cercados de pessoas que nos amavam... procuramos encontrar a segurança emocional dominando ou fazendo-nos dependentes dos outros... Ainda procuramos inutilmente obter segurança, através de alguma classe de dominação ou de dependência
NA OPINIÃO DO BILL, p. 252
Quando fiz meu inventário pessoal, descobri que tinha relacionamentos doentios com muitas pessoas na minha vida; meus amigos e minha família, por exemplo. Eu sempre me sentia isolado e solitário. Bebia para entorpecer a dor emocional.
Foi permanecendo sóbrio, tendo um bom padrinho e praticando os Doze Passos, que fui capaz de levantar minha baixa autoestima. Primeiro os Doze Passos me ensinaram a ser meu próprio melhor amigo e então, quando fui capaz de amar a mim mesmo, pude alcançar e amar os outros.




ENTRANDO  NUMA  NOVA  DIMENSÃO

Nos últimos estágios de nosso alcoolismo ativo, a vontade de resistir já não existe. Portanto, quando admitimos a derrota total e quando nos tornamos inteiramente dispostos a tentar os princípios de A.A., nossa obsessão desaparece e entramos numa nova dimensão – a liberdade sob a vontade de Deus, como nós O concebemos.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 283
O homem que disse isto estava muito melhor do que eu, obviamente. Gostei da ideia de admitir minha derrota e, desde então estou sempre livre! Meu coração ouviu o que minha mente não podia ouvir: “Ser impotente perante o álcool não é muito.” Estou livre e sou grato!



  26  ABRIL 

FELICIDADE  NÃO  É  O  PONTO  PRINCIPAL

Não acho que a felicidade ou a infelicidade seja o ponto principal. Como enfrentamos os problemas que chegam a nós?
Como aprendemos através deles, e transmitimos o que aprendemos aos outros, se é que querem aprender?
NA OPINIÃO DO BILL, p. 306
Na minha busca “para ser feliz” mudei de empregos, casei e me divorciei, tentei curas geográficas e me endividei – financeiramente, emocionalmente e espiritualmente. Em A.A. estou aprendendo a crescer. Ao invés de exigir que pessoas, lugares e coisas me façam feliz, posso pedir a Deus que me faça aceitar a mim mesmo. Quando um problema me domina, os Doze Passos de A.A. me ajudam a crescer através da dor. O conhecimento que ganho pode ser um presente para outros que sofrem do mesmo problema. Como disse Bill: “Quando chega a dor, se espera que aprendamos a lição com boa vontade, e ajudamos os outros a aprenderem. Quando a felicidade chega, a aceitamos como uma dádiva e agradecemos a Deus por obtê-la.”




DESCOBERTAS  ALEGRES

Reconhecemos que sabemos pouco. Deus, porém, constantemente nos revelará cada vez mais. Pergunte-lhe, na sua meditação matinal, o que você poderá fazer cada dia pelo homem ainda doente. As respostas virão se você estiver mesmo preparado. Mas, evidentemente, você não poderá transmitir algo que não tenha. Procure fazer com que sua relação com Ele seja certa, e grandes eventos acontecerão a você e a inúmeros outros. Esta é a Grande Realidade para nós.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 176 e 177 ou p. 191 e 192
Grandes eventos para este alcoólico em recuperação são as alegrias cotidianas de poder viver outro dia na graça de Deus.



 28  ABRIL

DOIS  “MAGNÍFICOS  PADRÕES”

Todo progresso de A.A. pode ser expressado em apenas duas palavras: humildade e responsabilidade. Todo o nosso desenvolvimento espiritual pode ser medido, com precisão, conforme nosso grau de adesão a estes magníficos padrões.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 271
Conhecer e respeitar as opiniões, talentos e prerrogativas dos outros, e aceitar estar errado mostra-me o caminho da humildade.
Praticar os princípios de A.A. em todos os meus assuntos me leva a ser responsável. Respeitar estes preceitos dá crédito à Quarta Tradição – e a todas as outras Tradições da Irmandade.
Alcoólicos Anônimos tem desenvolvido uma filosofia de vida cheia de motivações válidas, rica dos mais altos e relevantes princípios e valores éticos, uma maneira de vida que pode ser estendida além dos limites da população alcoólica. Para honrar estes preceitos, preciso somente rezar e cuidar de cada companheiro como se cada um fosse meu irmão.



 29  ABRIL 

AUTONOMIA  DE  GRUPO

Alguns podem pensar que temos levado ao extremo o princípio da autonomia dos Grupos. Por exemplo, em sua “forma longa” original, a Quarta Tradição declara: “Quando duas ou três pessoas estiverem reunidas com o propósito de alcançar a sobriedade, podem chamar a si mesmos de um Grupo de A.A., contanto que como Grupo não tenham outra afiliação.”... Mas essa extrema liberdade não é tão perigosa como parece.
A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 95 ou p. 92
A.A. me faz aceitar totalmente a necessidade de disciplina e, se eu não a obtivesse de dentro de mim mesmo, então pagaria pelas consequências. O mesmo se aplica também para os Grupos. A Quarta Tradição me indica uma direção espiritual, apesar das minhas inclinações alcoólicas.



 30  ABRIL 

UM  GRANDE  PARADOXO

Esses legados de sofrimento e reabilitação são facilmente transmissíveis de um alcoólico para o outro. Trata-se de nossa dádiva divina, e cuidar que ela seja também conferida a outros como nós é o único objetivo que hoje em dia anima os AAs em todo o mundo.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 136
O grande paradoxo de A.A. é que sei que não posso manter a preciosa dádiva da sobriedade a não ser que eu passe a outros. Meu propósito primordial é manter-me sóbrio.
Em A.A. não tenho outro objetivo, e a importância disto é um assunto de vida ou morte para mim. Se me desviar deste propósito, eu perco. Mas A.A. não é somente para mim, é para o alcoólico que ainda sofre.
As legiões de alcoólicos em recuperação permanecem sóbrias porque compartilham com seus companheiros alcoólicos.
A maneira de conseguir minha recuperação é mostrar aos outros em A.A., que quando compartilho com eles, todos crescemos na graça do Poder Superior, e estamos no caminho de um destino feliz.