..Reflexões Diárias - Fevereiro

 * F E V E R E I R O * 

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29  FEVEREIRO

 VERDADEIRA  TOLERÂNCIA 

                  

O único requisito para ser membro de A.A é o desejo de parar de beber

 

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

   Ouvi uma forma abreviada da Terceira Tradição, pela primeira, vez no preâmbulo. Quando vim para A.A., não podia aceitar a mim mesmo, meu alcoolismo ou o Poder Superior.

   Se houvesse qualquer requisito físico, mental, moral ou religioso para ser membro, hoje eu estaria morto. Bill W. diz em sua fita sobre as Tradições, que a Terceira Tradição é um alvará para a liberdade individual. Porém, o que mais me impressionou, foi o sentimento de aceitação dos membros que estavam praticando a Terceira Tradição, por me tolerarem e aceitarem. Sinto q a aceitação é amor e amor é a vontade de Deus para nós.


Uma experiência espiritual pode ser a realização de uma vida que no passado parecia vazia e desprovida de significado e é agora alegre e plena. Hoje na minha vida a prece e a meditação diárias, juntamente com a vivência dos Doze Passos, trouxe-me uma paz interior e um sentimento de pertencer que me faltava quando estava bebendo.





 1  FEVEREIRO 

 ALVO:  SANIDADE 

“... o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim mesmo, mas certamente tenho essa crença agora”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.23
   
    “Viemos a acreditar”. Eu acreditava da boca para fora quando sentia vontade ou quando pensava que ficaria bem. Eu realmente não confiava em Deus. Não acreditava que Ele se preocupava comigo. Continuei tentando mudar as coisas que eu não podia mudar.  Aos poucos,  de má vontade,  comecei a colocar tudo nas mãos Dele dizendo: “Você é onipotente, então tome conta disto. “Ele tomou. Comecei a ter respostas para os meus problemas mais profundos, algumas vezes nas horas mais inesperadas: dirigindo para o trabalho, comendo um lanche, ou quando estava quase adormecido. Percebi que eu não tinha pensado naquelas soluções – um Poder Superior a mim mesmo as estava dando.
    Eu vim a acreditar.




2  FEVEREIRO

 SALVO  POR  RENDER-SE 

É uma característica do chamado alcoólico típico ser egocêntrico e narcisista, ser dominado por sentimentos de onipotência e ter intenção de manter a todo custo sua integridade interior... Interiormente o alcoólico não aceita ser controlado pelo homem ou por Deus. Ele, o alcoólico, é e precisa ser – o dono de seu destino. Lutará até o fim para preservar essa posição.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.282 ou  p.294

    O grande mistério é: Por que alguns de nós morrem de alcoolismo, lutando para preservar a independência de nosso ego, enquanto outros conseguem ficar sóbrios em A.A. aparentemente sem esforços? A ajuda de um Poder Superior, a dádiva da sobriedade, aconteceu para mim quando um inexplicável desejo de parar de beber coincidiu com minha disposição de aceitar as sugestões dos homens e mulheres de A.A. Precisei render-me, pois somente alcançando Deus e meus companheiros eu poderia ser salvo.




3  FEVEREIRO

 PREENCHENDO  UMA  LACUNA 

Bastava para o caso fazermo-nos uma lacônica pergunta: “Creio agora ou estou disposto a crer, que exista um Poder Superior a mim mesmo?” Uma vez que um homem possa responder que crê ou quer acreditar, asseguramos-lhe enfaticamente que está no caminho certo do êxito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.70 ou p.76

            Sempre fui fascinado com o estudo dos princípios científicos. Estava emocional e fisicamente distante das pessoas enquanto procurava o Conhecimento Absoluto. Deus e a espiritualidade eram exercícios acadêmicos, sem significado. Era um moderno homem de ciência, o conhecimento era o meu Poder Superior. Colocando as equações na posição correta, a vida era apenas outro problema para resolver.
            Mas meu ego interior estava morrendo pela solução proposta pelo meu homem exterior para os problemas da vida, e a solução sempre foi o álcool. Apesar de minha inteligência, o álcool tornou-se meu poder superior. Foi através do amor incondicional que emana das pessoas de A.A. e das reuniões, que fui capaz de descartar o álcool como meu poder superior.
            A grande lacuna estava preenchida. Não estava mais sozinho e separado da vida. Tinha encontrado um verdadeiro Poder Superior a mim mesmo, tinha encontrado o amor de Deus. Existe somente uma equação que realmente me importa agora: Deus está em A.A.




4  FEVEREIRO

 QUANDO  A  FÉ  ESTÁ  PERDIDA 

Às vezes A.A. é aceito com maior dificuldade pelos que perderam ou rejeitaram a fé do que pelos que nunca a tiveram, pois acham que já experimentaram a fé e esta não lhes serviu. Experimentaram viver com fé e sem fé.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.24

            Tão convencido estava de que Deus tinha me abandonado que ao final tornei-me provocador, embora soubesse que não devia agir assim, e mergulhei numa última bebedeira. Minha fé tornou-se amarga e não foi por coincidência. Aqueles que já tiveram uma grande fé atingem o fundo com mais dificuldade.
            Levou muito tempo para que minha fé reacendesse, mesmo tendo vindo para A.A. Estava intelectualmente agradecido por sobreviver a queda tão vertiginosa, mas meu coração sentia-se endurecido. Ainda assim, persisti com o programa de A.A.; as alternativas eram muito tristes! Continuei assistindo as reuniões e, aos poucos, minha fé foi ressurgindo.




5  FEVEREIRO

 UMA  LIBERTAÇÃO  GLORIOSA 

“A partir do momento em que desisti de argumentar, comecei a ver e a sentir. Nesse instante, o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim, mas, certamente, tenho esta crença agora. Para adquiri-la bastou-me parar de lutar e praticar o restante do programa de A.A. com o maior entusiasmo de que dispunha.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.23

            Depois de anos satisfazendo a uma “desenfreada obstinação”, o Segundo Passo tornou-se para mim uma libertação gloriosa de ficar sozinho. Nada agora é mais doloroso ou intransponível na minha jornada. Alguém está sempre aqui para compartilhar comigo as cargas da vida. O Segundo Passo tornou-se uma forma de reforçar minha relação com Deus, e agora percebo que minha insanidade e meu ego estavam curiosamente ligados. Para livrar-me do anterior, devo entregar este a alguém com os ombros muito mais largos que os meus.




6  FEVEREIRO

 UM  PONTO  DE  REAGRUPAMENTO 
 
Portanto, o Segundo Passo é o ponto de reagrupamento para todos nós. Sejamos agnósticos, ateus ou ex-crentes, podemos nos agrupar neste Passo”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.28

            Sinto que o programa de A.A. é inspirado por Deus e que Deus está presente em todas as reuniões. Eu vejo, acredito, e vim a saber que A.A. funciona, porque permaneci sóbrio hoje. Voltei minha vida para A.A. e para Deus, indo a uma reunião de A.A. Se Deus está em meu coração e em tudo mais, então sou uma pequena parte de um todo e não sou único. Se Deus está em meu coração e me fala através de outras pessoas, então eu devo ser um canal de Deus para outras pessoas. Devo procurar fazer sua vontade vivendo os princípios espirituais e minha recompensa será a sanidade e sobriedade emocional.




7  FEVEREIRO

 UM  CAMINHO  PARA  A  FÉ 

A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir à fé. Toda reunião de A.A. é uma segurança de que Deus nos levará de volta à sanidade, se soubermos nos relacionar corretamente com Ele.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 28





8  FEVEREIRO

 CONVENCENDO  O  “MR. HYDE’’* 

Mesmo assim, à medida em que talhávamos esses princípios, a paz e a alegria ainda nos fugiam. É esse o estágio a que muitos de nós AAs veteranos chegamos. E é um lugar crítico, literalmente. Como poderá o nosso inconsciente – do qual ainda jorram tantos dos nossos medos, compulsões e falsas aspirações – ser levado a aninhar-se com o que nós realmente acreditamos, sabemos e queremos? De que maneira convencer nosso tolo, raivoso e ocultoMr. Hyde torna-se a nossa principal tarefa.

O MELHOR DE BILL, p.49

            Assistência regular às reuniões, servir e ajudar aos outros, é a receita que muitos tentaram e acharam que funciona.
            Quando me afasto destes princípios básicos, meus velhos hábitos brotam de novo e meu antigo ego reaparece com todos os seus medos e defeitos. O objetivo final de cada membro de A.A. é a sobriedade permanente, conseguida Um Dia de Cada Vez.




9  FEVEREIRO

 ALCANÇANDO  O  “LADO ESPIRITUAL” 

Quantas vezes sentamos em reuniões de A.A. e ouvimos o orador declarar: Porém, ainda não alcancei o lado espiritual.” Antes desta declaração, ele descreveu o milagre da transformação que ocorreu com ele – não somente sua libertação do álcool mas também uma completa mudança em sua atitude perante a vida e como vivê-la. É aparente para quase todos os demais que ele recebeu uma grande dádiva, “...exceto que ele parece não se aperceber disto ainda! Nós sabemos muito bem que este questionamento individual, no prazo de seis meses ou um ano, nos dirá que ele encontrou a fé em Deus.

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO, p.275 ou p.324

     Uma experiência espiritual pode ser a realização de uma vida no passado parecia vazia e desprovida de significado é agora alegre e plena. Hoje na minha vida a prece e a meditação diárias juntamente com a vivência dos Doze Passos, trouxe-me uma paz interior e um sentimento de pertencer que me faltava quando estava bebendo.




10  FEVEREIRO

 EU  NÃO  DIRIJO  O  ESPETÁCULO 

Quando nos tornamos alcoólicos, abatidos por uma crise autoimposta que não podíamos adiar ou evitar, tivemos que encarar, sem medo, a proposição de que Deus é tudo ou nada. Deus existe ou não existe. Qual seria a nossa opção?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.75 ou p.81 e 82

            Hoje minha opção é Deus. Ele é tudo. Por isso sou realmente grato. Quando penso que estou dirigindo o espetáculo, estou bloqueando Deus em minha vida. Rogo para que possa lembrar-me disto quando permito a mim mesmo ser levado a erros pelo ego. A coisa mais importante é que hoje estou disposto a crescer espiritualmente e que Deus é tudo. Quando estava tentando parar de beber da minha maneira, nunca funcionou; com Deus e A.A. está funcionando. Isso parece ser um pensamento simples para um alcoólico complicado.




11  FEVEREIRO

 OS LIMITES  DA  AUTOCONFIANÇA 

Perguntamo-nos por que os tínhamos (os medos). Não foi por falta de autoconfiança?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.88 ou  p.97

            Todos os meus defeitos de caráter me separaram da vontade de Deus. Quando ignoro minha ligação com Ele, me encontro sozinho enfrentando o mundo e o meu alcoolismo e não me resta outro recurso senão a autoconfiança.
            Nunca achei segurança e felicidade através da teimosia, e o único resultado obtido é uma vida de medo e descontentamento. Deus fornece o caminho de volta para Ele e à sua dádiva de Serenidade e conforto. Porém, primeiro devo estar disposto a conhecer meus medos e entender suas origens e poder sobre mim. Frequentemente peço a Deus para ajudar-me a entender como me separo dele.




12   FEVEREIRO

 A  FONTE  DE  NOSSOS  PROBLEMAS 

Egoísmo, egocentrismo! Acreditamos que esta é a fonte de nossos problemas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.82 ou p.91

Como surpreende a revelação de que o mundo e tudo que ele contém pode continuar muito bem com ou sem a minha participação! Que alívio saber que as pessoas, lugares e coisas estarão muito bem sem meu controle e direção. E como é inexplicavelmente maravilhoso vir a acreditar que existe um Poder Superior a mim, separado e independentemente de mim mesmo. Acredito que o sentimento de separação que experimento entre eu e Deus um dia desaparecerá. Enquanto isso, a fé deve servir como estrada para o centro de minha vida




13  FEVEREIRO

 NÃO  PODEMOS  PENSAR  EM  SER  SÓBRIOS À NOSSA  MANEIRA 

Para o homem ou mulher intelectualmente autossuficiente, muitos AAs podem dizer: “Sim, éramos como você – inteligentes demais para o nosso próprio bem... Secretamente, achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência”.

NA OPINIÃO DO BILL, p.60
   
“Mesmo a mente mais brilhante não tem defesa contra a doença do alcoolismo. Não posso pensar em ser sóbrio à minha maneira. Tento lembrar-me que a inteligência é um atributo dado por Deus e que eu posso usar, é uma alegria  –  como ter talento para dançar ou desenhar ou ainda fazer um trabalho de carpintaria. Isto não me faz ser melhor do que qualquer um e, particularmente, não é ferramenta digna de confiança para recuperação. Para isto um Poder Superior a mim mesmo me devolverá a sanidade – não um alto Q.I. ou um diploma do colégio.




14  FEVEREIRO

 EXPECTATIVAS  VERSUS  EXIGÊNCIAS 

Convença todas as pessoas do fato de que podem recuperar-se independentemente de qualquer outra pessoa. As únicas condições são: confiar em Deus e retificar seu passado.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.117 ou p.126

            Tratar com as expectativas é um tópico frequente nas reuniões. Não é errado esperar o meu progresso, boas coisas da vida ou ainda um tratamento decente pelos outros. O mal está em desejar que minhas expectativas se tornem exigências. Eu me sentirei diminuído naquilo que desejo ser, e não me comprazerão, porque as pessoas algumas vezes irão me desapontar. A única questão é: “O que vou fazer a respeito?” Chafurdar em autopiedade ou raiva? Vingar-se ou tornar uma má situação ainda pior? Ou, confiar no poder de Deus para trazer bênçãos sobre a confusão na qual me encontro? Rogarei a Ele o que preciso aprender? Continuarei fazendo as coisas certas que sei como fazer, não importa o que aconteça? Terei tempo para compartilhar minha fé e bênçãos com os outros?




15  FEVEREIRO

 TOMANDO  MEDIDAS  À  RESPEITO 

Estas promessas são extravagantes? Achamos que não. Estão sendo realizadas entre nós – às vezes rapidamente, outras devagar; mas sempre se realizarão se trabalharmos por elas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou p.112
   
Uma das coisas mais importantes que A.A. me deu, em acréscimo à libertação da bebida, é a habilidade de tomar “as medidas certas”. A.A. diz que as promessas sempre se realizarão se trabalharmos para obtê-las. Sonhando sobre elas, debatendo sobre elas, pregando sobre elas e fingindo sobre elas apenas, não funciona. Permanecerei um miserável, racionalizador, bêbado seco. Tomando as medidas e trabalhando os Doze Passos em todos os meus assuntos, terei uma vida muito além dos meus sonhos mais fantásticos.




16  FEVEREIRO

 COMPROMISSO 
 
A compreensão é a chave que abre a porta dos princípios e atitudes certas, e a ação correta é a chave do bem viver.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p.112

Chegou um momento no meu programa de recuperação em que a terceira parte da Oração da Serenidade: “A sabedoria para distinguir a diferença” – tornou-se impressa indelevelmente na minha mente. Desde aquele momento, tive que enfrentar-me com a consciência de que todas as minhas ações, todas minhas palavras e todos meus pensamentos estavam dentro ou fora dos princípios do programa. Não podia mais me ocultar atrás da autorracionalização, nem atrás da insanidade de minha doença. A única linha de ação aberta, se eu quisesse conseguir uma vida alegre para mim (e também para aqueles a quem amo), seria aquela na qual impusesse a mim mesmo um esforço de compromisso, disciplina e responsabilidade.




17  FEVEREIRO

 O  EM  SEUS  OLHOS 

Alguns de nós se recusam a acreditar em Deus, outros não podem e ainda outros, embora acreditem na existência de Deus, de forma alguma confiam que ele levará a cabo este milagre.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.21

Foram as mudanças que vi nas novas pessoas que vieram para a Irmandade que me ajudaram a perder o medo e mudaram minha atitude negativa em positiva. Podia ver o amor em seus olhos e estava impressionado pelo muito que a sobriedade “Um dia de cada vez” significava para eles. Eles olharam honestamente para o Segundo Passo e vieram a acreditar que um Poder Superior a eles, iria restituí-los à sanidade. Isto fez com que eu tivesse fé na Irmandade e esperança que funcionaria também para mim. Descobri que Deus era um Deus amoroso, não aquele Deus punidor que eu temia antes de chegar em A.A. Descobri que Ele tinha estado comigo durante todas aquelas horas em que eu estava com problemas antes de vir para A.A.
Hoje sei que foi Ele quem me levou para A.A. e que sou um milagre.




18  FEVEREIRO

 CADA  UM  SEGUE  SEU  PRÓPRIO  CAMINHO 

....nada nos restava a não ser apanhar o simples estojo de ferramentas espirituais deixado aos nossos pés.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.48 ou p.55

Minha primeira tentativa de praticar os Passos foi mais por obrigação e necessidade, resultando num sentimento profundo de desencorajamento face a todos aqueles advérbios: corajosamente, completamente, humildemente, diretamente e somente.
Considerava Bill W. um afortunado por ter experimentado uma grande e tão sensacional experiência espiritual. Tive que descobrir, com o passar do tempo, que o caminho que eu seguia era o meu próprio. Após algumas vinte e quatro horas em A.A., graças especialmente o compartilhar dos membros nas reuniões, entendi que todos encontram pouco a pouco seu próprio ritmo para caminhar pelos Passos. Progressivamente tento viver de acordo com estes princípios sugeridos. Como resultado destes Passos, posso dizer hoje que minha atitude frente à vida, às pessoas e a qualquer coisa que tenha a ver com Deus, transformou-se e melhorou.




19  FEVEREIRO

 NÃO  SOU  DIFERENTE 

No princípio, passaram-se quatro anos antes que A.A. conseguisse levar à sobriedade permanente, ainda que de uma única mulher alcoólica. Do mesmo modo daquelas “que atingiram o fundo do poço”, as mulheres diziam que eram diferentes; ...Aquele que caía na sarjeta dizia que era diferente..., o mesmo diziam os artistas e os profissionais, os ricos e os pobres, os religiosos, os agnósticos, os índios e os esquimós, os veteranos e os prisioneiros... hoje todos esses e muitos outros conversam sobriamente a respeito do quanto todos nós, alcoólicos, somos iguais, quando finalmente admitimos que as coisas vão mal.

NA OPINIÃO DO BILL, p.24

Não posso considerar-me “diferente” em A.A.; se fizer isto, me isolo dos outros e do contato com meu Poder Superior. Se me sinto isolado em A.A. não são os outros responsáveis. É alguma coisa criada por sentir-me de algum modo “diferente”. Hoje pratico apenas ser mais um alcoólico na Irmandade mundial de Alcoólicos Anônimos.




20  FEVEREIRO

 A DÁDIVA  DO  RISO 

A esta altura, seu padrinho de A.A. geralmente se põe a rir.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.22

Antes de começar minha recuperação do alcoolismo, o riso era um dos mais dolorosos sons que conhecia. Eu nunca ria, e sentia que se alguém mais risse, era de mim! Minha autopiedade negava-me o mais simples dos prazeres, ou a leveza do coração. No final do meu alcoolismo, nem mesmo o álcool provocava em mim uma risada de bêbado.
Quando meu padrinho em A.A. começou a rir e a mostrar a minha autopiedade e enganos alimentados pelo ego, fiquei aborrecido e magoado, mas ele ensinou-me a aliviar-me e a focalizar a minha recuperação. Logo aprendi a rir de mim mesmo e, eventualmente, ensinar os meus afilhados a rir também. Todo dia peço a Deus para ajudar-me a parar de me levar muito a sério.




21  FEVEREIRO

 SOU  PARTE  DO  TODO 

De repente tornei-me uma parte – embora pequenina – de um cosmos...

NA OPINIÃO DO BILL, p.225

Quando cheguei pela primeira vez em A.A. decidi que “eles” eram pessoas muito boas – talvez um pouco ingênuas, um pouco amigáveis demais, mas basicamente decentes, pessoas sérias (com quem eu não tinha nada em comum). Eu “os” via nas reuniões – afinal era onde “eles” estavam. Apertava a mão “deles” e, quando saía porta afora, esquecia tudo sobre “eles”. Então, um dia meu Poder Superior, em quem àquela época eu não acreditava, resolveu criar um projeto da comunidade fora de A.A., mas no qual se envolviam muitos membros de A.A. Trabalhamos juntos, comecei a conhecê-“los” como pessoas. Vim admirá-“los” e mesmo a gostar “deles” e, apesar de mim mesmo, ter prazer em estar com “eles”. A forma de praticar o programa em suas vidas diárias – não apenas falando nas reuniões – atraiu-me e eu desejava o que eles tinham. Subitamente “eles” tornaram-se “nós”. Desde então eu não bebi.




22  FEVEREIRO

 DIREÇÃO 

...isso significa a crença num Criador que é todo poder, justiça e amor; um Deus que quer para mim um propósito, um significado e um destino para crescer, ainda... que aos poucos e com hesitação, em direção à Sua imagem e semelhança.”

NA OPINIÃO DO BILL, p.51

Quando me dei conta de minha própria impotência e de minha dependência de Deus, como eu O entendo, comecei a ver que havia uma vida que, se eu pudesse tê-la, teria escolhido para mim desde o início. Através do contínuo trabalho dos Passos e a participação na vida da Irmandade é que aprendi a ver que realmente existe uma maneira melhor pela qual estou sendo guiado. Quando comecei a conhecer mais sobre Deus, fui capaz de confiar em Seu caminho e no Seu plano para o desenvolvimento do Seu caráter em mim. Rapidamente ou lentamente, cresço em direção à Sua própria imagem e semelhança.




23  FEVEREIRO

 PARADOXOS  MISTERIOSOS 

Tal é o paradoxo da regeneração em A.A.: a força nascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.41 ou p.39

Que mistérios gloriosos são os paradoxos! Eles não computam, porém quando reconhecidos e aceitos, eles reafirmam alguma coisa no universo além da lógica humana.
Quando encaro o medo, eu ganho coragem, quando apoio um irmão ou irmã, minha capacidade de amar a mim mesmo aumenta; quando aceito a dor como parte da experiência de crescimento da vida, eu me dou conta de uma felicidade maior; quando olho para o meu lado escuro, sou levado para uma nova luz; quando aceito minhas vulnerabilidades e me rendo a um Poder Superior, sou agraciado com uma força nunca vista. Esbarrei com as portas de A.A. em desgraça, sem esperar mais nada da vida, e ganhei esperança e dignidade. Milagrosamente, a única maneira de manter as dádivas do programa é transmitindo-as para os outros.




24  FEVEREIRO

 UM  CORAÇÃO  AGRADECIDO 

Tento convencer-me de que um coração pleno e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Quando repleto de gratidão, o coração por certo só pode dar amor, a mais bela emoção que jamais podemos sentir.

NA OPINIÃO DO BILL, p.37

Meu padrinho disse-me para ser um alcoólico grato e sempre ter “uma atitude de gratidão”; que a gratidão é o ingrediente básico da humildade, que a humildade é o ingrediente básico do anonimato e que o “anonimato é o alicerce espiritual das nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades”. Como resultado desta orientação, comecei toda manhã, de joelhos, a agradecer a Deus por três coisas:
Estar vivo, estar sóbrio e ser membro de Alcoólicos Anônimos. Então tento viver em uma “atitude de gratidão” e desfrutar completamente de mais vinte e quatro horas da maneira de viver de A.A. A Irmandade não é apenas algo onde ingressei; é alguma coisa que eu vivo.




25  FEVEREIRO

 O DESAFIO  DO  FRACASSO 

No sistema econômico de Deus, nada é desperdiçado. Através do fracasso, aprendemos uma lição de humildade que, por mais dolorosa que seja, é provavelmente necessária.

NA OPINIÃO DO BILL, p.31

Como hoje, eu estou grato em saber que todos os meus fracassos, passados, foram necessários para estar onde estou agora. Através de muita dor veio a experiência e, no sofrimento, tornei-me obediente. Quando procurei Deus, como eu o entendo, Ele compartilhou comigo suas dádivas preciosas.
Através da experiência e obediência começou o crescimento, seguido pela gratidão. Aí sim, então veio a paz de espírito – vivendo e compartilhando a sobriedade.




26  FEVEREIRO

 HISTÓRIA DE  UM  SUCESSO  NÃO  COMUM 

A.A. não é uma história de sucesso no sentido comum da palavra. É a história do sofrimento transformado, pela graça de Deus, em progresso espiritual.

NA OPINIÃO DO BILL, p.35

   Depois de ingressar em A.A. ouvi os outros falarem sobre a realidade de suas bebedeiras: solidão, terror e dor.
    À medida que ia ouvindo mais, logo escutei uma descrição de uma espécie bem diferente: a realidade da sobriedade. É a realidade da liberdade e felicidade, de propósito e direção e de serenidade e paz com Deus, conosco e com os outros. Assistindo às reuniões fui reintroduzido nessa realidade, várias vezes. Eu a vejo nos olhos e ouço nas vozes daqueles em volta de mim. Trabalhando o programa, acho a direção e força para também fazê-lo.
       A alegria de A.A. é que esta nova realidade está ao meu alcance.




27  FEVEREIRO

 UMA  ESTABILIDADE  ÚNICA 

De onde vem a direção de A.A. ... Essas pessoas de mentalidade prática leem a seguir a Segunda Tradição e ficam sabendo que a única autoridade em A.A. é um Deus amantíssimo, tal como se pode expressar na consciência do Grupo...
O velho mentor é aquele que vê a sabedoria das decisões do Grupo, que não se ressente da diminuição do seu status, aquele cujo julgamento, revigorado por grande dose de experiência, é justo, e que consente de bom grado em ficar à margem e observar a evolução dos acontecimentos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.118 e p.121

    Na construção da recuperação do alcoolismo estão reunidos os Doze Passos e as Doze Tradições. À medida que minha recuperação progredia, senti que a roupa nova tinha sido feita sob medida para mim. Os mais velhos do Grupo ofereciam gentilmente sugestões quando as mudanças pareciam impossíveis. A experiência compartilhada de todos tornou-se a substância para guardar muitas amizades. Sei que a Irmandade está pronta e equipada para ajudar cada alcoólico que ainda sofre nas encruzilhadas da vida. Num mundo cercado de problemas, esta seguridade me parece uma estabilidade única. Trato com carinho a dádiva da sobriedade. Agradeço a Deus pela força que recebo numa Irmandade que existe realmente para o bem-estar de todos os membros.




28  FEVEREIRO

 O QUÊ ?  NÃO  TEM  PRESIDENTE ? 

Ao saberem que nossa sociedade não tem um presidente com autoridade para governá-la, nem um tesoureiro que possa executar eventuais dívidas... nossos amigos ficam boquiabertos e exclamam: Não é possível...”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.118

Quando finalmente abri meu caminho para A.A., não podia acreditar que não houvesse tesoureiro para “executar eventuais dívidas”. Não podia imaginar uma organização que não exigisse contribuições monetárias em retribuição por um serviço. Foi minha primeira e, até então, a única experiência de receber “alguma coisa por nada”. Porque não me senti usado ou enganado pelas pessoas em A.A., fui capaz de me aproximar do programa, livre de preconceitos e com a mente aberta. Eles não queriam nada de mim. O que poderia eu perder? Agradeço a Deus pela sabedoria dos cofundadores, que conheciam tão bem o desprezo que tem o alcoólico ao ser manipulado.




29  FEVEREIRO

 VERDADEIRA  TOLERÂNCIA 

                  

O único requisito para ser membro de A.A é o desejo de parar de beber

 

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

   Ouvi uma forma abreviada da Terceira Tradição, pela primeira, vez no preâmbulo. Quando vim para A.A., não podia aceitar a mim mesmo, meu alcoolismo ou o Poder Superior.

   Se houvesse qualquer requisito físico, mental, moral ou religioso para ser membro, hoje eu estaria morto. Bill W. diz em sua fita sobre as Tradições, que a Terceira Tradição é um alvará para a liberdade individual. Porém, o que mais me impressionou, foi o sentimento de aceitação dos membros que estavam praticando a Terceira Tradição, por me tolerarem e aceitarem. Sinto q a aceitação é amor e amor é a vontade de Deus para nós.