..Reflexões Diárias - Janeiro

 * J A N E I R O * 


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 1  de  JANEIRO 


“EU  SOU  UM  MILAGRE”


O fato central de nossas vidas hoje é a absoluta certeza de que o Criador entrou em nossos corações, de maneira realmente 

milagrosa, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer por nós mesmos.


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 48 ou p. 55


Realmente este é um fato na minha vida hoje, e um milagre real. Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca pude dar um 

significado a esta crença.

Graças a Alcoólicos Anônimos, agora confio e conto com Deus como eu O entendo: estou sóbrio hoje graças a isto!

Aprender a confiar e a contar com Deus foi algo que eu nunca poderia fazer sozinho.

Agora acredito em milagres porque eu sou um!




2  de  JANEIRO

PRIMEIRO,  O  ALICERCE

A sobriedade é tudo que devemos esperar de um despertar espiritual? Não, a sobriedade é apenas um simples começo.

NA OPINIÃO DO BILL, p.8

 Praticar o programa de A.A. é como construir uma casa. Primeiro tenho que vazar uma grande e ampla laje de concreto sobre a qual construirei a casa; isso, para mim, foi o equivalente a parar de beber. Mas é muito desconfortável viver sobre uma laje de concreto desprotegido e exposto ao calor, frio, vento e chuva. Assim, eu construí um quarto sobre a laje ao começar a praticar o programa. O primeiro quarto foi vacilante porque eu não estava acostumado ao trabalho. Mas, com o passar do tempo, praticando o programa, aprendi a construir quartos melhores. Quanto mais eu praticava e mais eu construía, mais confortável e feliz ficava a casa em que agora vivo.




3  de  JANEIRO

IMPOTÊNCIA

Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 17

Não é coincidência que o próprio Primeiro Passo mencione impotência. Uma admissão de impotência pessoal perante o álcool é a pedra fundamental do alicerce da sobriedade. Aprendi que não tenho o poder e o controle que uma vez pensei ter. Sou impotente sobre o que as pessoas pensam sobre mim. Sou impotente até por ter perdido o ônibus. Sou impotente sobre como as outras pessoas praticam (ou não praticam) os Passos. Mas, também aprendi que não sou impotente perante algumas coisas. Não sou impotente perante minhas atitudes. Não sou impotente perante a negatividade. Não sou impotente sobre assumir responsabilidade por minha própria sobriedade. Tenho o poder de exercer uma influência positiva sobre mim mesmo, as pessoas que amo e o mundo em que vivo.




4  de  JANEIRO

COMECE  ONDE  VOCÊ  ESTÁ

 Sentimos que a eliminação de nossas bebedeiras é apenas um começo.
Bem mais importante é a demonstração de nossos princípios em nossos lares, ocupações e outros assuntos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS. p.42, 43 ou p.49

Normalmente é muito fácil para mim ser agradável com as pessoas no cenário de A.A. Enquanto trabalho para permanecer sóbrio, celebro com meus companheiros de A.A. nossa libertação comum ao inferno da bebida. Frequentemente não é difícil espalhar alegres notícias para meus velhos e novos amigos no programa.  Porém, em casa ou no trabalho, a história pode ser diferente. É nessas duas situações que tornam-se mais evidentes as pequenas frustrações do dia-a-dia; onde pode ser difícil sorrir ou dar uma palavra amável ou um ouvido atento. É fora das salas de A.A. que encaro o teste real da eficiência de minha caminhada através dos Doze Passos de A.A.




5  de  JANEIRO

ACEITAÇÃO  TOTAL

Ele não pode imaginar a vida sem álcool. Algum dia será incapaz de imaginar a vida com álcool ou sem ele. Então conhecerá a solidão como poucos. Estará no fim da linha. Desejará o fim.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.166 ou p.180

Somente um alcoólico pode entender o exato significado duma declaração como esta. O padrão duplo que me manteve preso como um alcoólico ativo também me encheu de terror e confusão: “Se eu não beber eu vou morrer”, competia com “Se continuar bebendo, isto vai me matar”. Ambos os pensamentos compulsivos sempre me puxavam mais para o fundo. Esse fundo produziu uma aceitação total de meu alcoolismo – sem qualquer reserva – e algo que foi absolutamente essencial para minha recuperação. Foi um dilema diferente de qualquer coisa com a qual tivesse me deparado antes, mas, como descobri mais tarde, era algo necessário para ter sucesso no programa.




6  de  JANEIRO

A  VITÓRIA  DA RENDIÇÃO

 Percebemos que somente através da derrota total somos capazes de dar os primeiros passos na direção da libertação e da força. Nossa admissão de impotência pessoal finalmente produz o alicerce firme sobre o qual vidas felizes e significativas podem ser construídas. 

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 17

 Quando o álcool influenciava cada faceta de minha vida, quando as garrafas tornaram-se o símbolo de toda a minha autoindulgência e permissividade, quando vim a perceber que, por mim mesmo, não podia fazer nada para vencer o poder do álcool, percebi que não tinha outro recurso a não ser a rendição. Na rendição encontrei a vitória – vitória sobre minha egoística autoindulgência, vitória sobre minha resistência teimosa à vida como ela era dada para mim. Quando parei de lutar contra tudo e contra todos, comecei a caminhada para a sobriedade, serenidade e paz.




7  de  JANEIRO

NO  PONTO  CRUCIAL

 As meias medidas de nada nos ajudaram. Ficamos no ponto crucial. Entregando-nos totalmente e pedimos Sua proteção e cuidado.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.80 ou p.88

 Todos os dias eu me encontro em momentos decisivos. Meus pensamentos e ações podem impelir-me para o crescimento ou levar-me de volta para os velhos hábitos e a bebida. Algumas vezes os momentos decisivos são começos, como quando decido começar a elogiar, ao invés de condenar alguém. Ou quando começo a pedir ajuda ao invés de fazer as coisas sozinho. Outras vezes momentos decisivos são pontos finais, como quando vejo claramente a necessidade de parar ressentimentos apodrecidos ou egoísmos aleijantes. Muitos defeitos me tentam diariamente; logo, todo dia também tenho oportunidade de tomar conhecimento deles. De uma forma ou de outra meus defeitos de caráter aparecem diariamente: 
auto-condenação, raiva, fuga, orgulho, desejo de vingança ou grandiosidade. Tentar meias medidas para eliminar estes defeitos apenas paralisa meus esforços para mudar. Somente quando peço que Deus me ajude, com total entrega, é que me torno disposto – e capaz – para mudar.




8  de  JANEIRO

EU TENHO UMA ESCOLHA?

O fato é que muitos alcoólicos, por razões ainda desconhecidas, perderam o poder de escolha com relação à bebida. Nossa tão falada força de vontade torna-se praticamente inexistente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 47 ou p. 54

Minha impotência perante o álcool não cessa quando paro de beber. Mesmo na sobriedade não tenho escolha: Eu não posso beber. A escolha que tenho de fato é de recorrer e usar “o estojo de ferramentas espirituais” (Alcoólicos Anônimos, p. 48 ou p. 55). Quando faço isto, meu Poder Superior me alivia de minha falta de escolha – e me mantém sóbrio por mais um dia. Se eu pudesse escolher não tomar uma bebida hoje, onde estaria então minha necessidade de A.A. ou de um Poder Superior?




9  de  JANEIRO

UM  ATO  DA  PROVIDÊNCIA

Realmente é difícil admitir que, com um copo na mão, temos convertido nossas mentes numa obsessão tão grande por beber destrutivamente que somente um ato da Providência pode removê-la de nós.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.17

    Meu ato da Providência (manifestação de cuidado e direção divina), veio quando experimentei a falência total do alcoolismo ativo – tudo que tinha algum significado em minha vida havia ido embora. Telefonei para Alcoólicos Anônimos e, a partir daquele instante, minha vida nunca foi a mesma. Quando penso naquele momento tão especial, sei que Deus estava agindo em minha vida bem antes que eu fosse capaz de conhecer e aceitar conceitos espirituais. O copo foi arriado através desse único ato da Providência e minha jornada pela sobriedade começou. Minha vida continua se expandindo com o cuidado e a direção divina. O Primeiro Passo, no qual admiti que era impotente perante o álcool, que tinha perdido o domínio de minha vida, tornou-se mais um significado para mim – um dia de cada vez — na salvadora de vidas, vivificante irmandade de Alcoólicos Anônimos.




10  de  JANEIRO

PERMANECEMOS  UNIDOS

Aprendemos que precisávamos admitir, do fundo de nossos corações, que éramos alcoólicos. Este é o Primeiro Passo para a recuperação. É preciso destruir a ilusão de que somos, ou poderemos ser, como as outras pessoas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 53 ou p. 59

Procurei Alcoólicos Anônimos porque era incapaz de controlar minha maneira de beber. Foram as reclamações de minha mulher, ou talvez do delegado que me forçou a ir às reuniões de A.A., ou ainda no íntimo do meu próprio ser sentisse que não podia beber como os outros; mas não queria admitir, porque essa alternativa me aterrorizava. Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres unidos contra uma doença comum e fatal. Nossas vidas estão ligadas umas com as outras, como os sobreviventes num barco salva-vidas no mar. Se trabalharmos juntos, chegaremos salvos à praia.




11  de  JANEIRO

O  PASSO  100%

 Somente o Primeiro Passo, onde admitimos inteiramente que somos impotentes perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.60

Muito antes de conseguir alcançar a sobriedade em A.A., eu sabia, sem nenhuma dúvida que o álcool estava me matando, mas, mesmo com esse conhecimento, fui incapaz de parar de beber. Assim, quando encarei o Primeiro Passo, foi fácil admitir que me faltava força para não beber. Mas, que tinha perdido o domínio de minha vida? Nunca. Cinco meses após ter chegado em A.A. estava bebendo novamente e imaginando por quê. Mais tarde, de volta a A.A. e sentindo a dor de minhas feridas, aprendi que o Primeiro Passo é o único que pode ser praticado 100%. e que a única maneira para praticá-lo é aceitar esse passo 100%. Desde então, já se passaram muitas 24 horas e não precisei praticar novamente o Primeiro Passo.




12  de  JANEIRO

ACEITANDO  NOSSAS  CIRCUNSTÂNCIAS  ATUAIS

Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são, a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós como elas são. Isto é adotar uma humildade realista, sem a qual não se pode nem mesmo começar a realizar progressos. Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. É um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas. Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual podem ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 44

Quando estou tendo uma fase difícil para aceitar pessoas, lugares ou acontecimentos, volto a esta passagem, o que me alivia bastante do medo subjacente, em relação aos outros, ou às situações que a vida me apresenta. O pensamento me permite ser humano e não perfeito, e recobrar a minha paz de espírito.




13  de  JANEIRO

NÃO  ACONTECE  DA  NOITE  PARA  O  DIA

Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.104 ou p.113 e 114

 A fantasia alcoólica mais comum parece ser: “Se eu apenas não beber, tudo ficará bem.” Desde que a névoa clareou para mim, vi – pela primeira vez – a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas ideias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque eles me convenceriam facilmente que eu estava sem esperanças e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande(*)guiou-me na resolução de todos os meus problemas. Mas não aconteceu da noite para o dia – e com certeza não foi automático – sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho de enfrentar.




14  de  JANEIRO

SEM  REMORSOS

 Nós não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-lo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou p.112

Uma vez sóbrio, comecei a ver como a minha vida foi desperdiçada e experimentei uma culpa esmagadora e sentimentos de remorso. O Quarto e o Quinto Passos do programa ajudaram-me enormemente aliviar aqueles problemas de remorsos. Aprendi que meu egocentrismo e minha desonestidade vinham muito da minha maneira de beber, e que eu bebia porque era um alcoólico.  Agora  vejo  que  mesmo  as  minhas experiências mais repugnantes do passado podem se transformar em ouro, porque, como um alcoólico sóbrio, posso compartilhá-las para ajudar meus companheiros alcoólicos, principalmente os que estão chegando. Sóbrio por muitos anos em A.A., não tenho mais remorsos pelo passado; sou simplesmente cheio de gratidão por estar consciente do amor de Deus e da ajuda que posso dar aos outros na Irmandade.




15  de  JANEIRO

UM  RECURSO  INTERIOR  DESCONHECIDO

Com poucas exceções, nossos membros descobrem que tinham tocado num recurso interior desconhecido, o qual eles em breve identificam com sua própria concepção de um Poder Superior a eles mesmos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.194 ou p.211

Desde os meus primeiros dias em A.A., enquanto lutava pela sobriedade, encontrei esperança nessas palavras de nossos co-fundadores. Muitas vezes ponderei sobre a frase: “Eles tocaram num recurso interior desconhecido”. Como? Perguntava a mim mesmo, posso encontrar o Poder dentro de mim, quando sou tão impotente? No tempo certo, como os co-fundadores prometeram, despertou em mim: sempre tive a escolha entre a bondade e o mal, entre o altruísmo e o egoísmo, entre a serenidade e o medo. Esse Poder Superior a mim mesmo é uma dádiva original que eu não reconhecia até conseguir uma sobriedade diária vivendo através dos Doze Passos de A.A.




16  de  JANEIRO

ATINGINDO  O  FUNDO

Por que toda esta insistência que todo A.A. deve atingir primeiro o fundo do poço? A resposta é que poucas pessoas tentarão praticar o programa de A.A. sinceramente, a menos que tenham chegado ao fundo. Pois praticar os restantes onze Passos do programa, significa a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico que está ainda bebendo pode sonhar em fazer.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.19 e 20

 Atingindo o fundo do poço minha mente abriu e fiquei disposto a tentar algo diferente. O que tentei foi A.A. Minha nova vida em A.A. pode-se comparar como aprender a andar de bicicleta pela primeira vez: A.A. tornou-se minha bicicleta de treinamento e minha mão de apoio. Não é que eu desejasse tanto a ajuda; simplesmente não queria voltar a sofrer essas coisas novamente. Meu desejo de evitar voltar ao fundo novamente foi mais forte que meu desejo de beber. No começo isso foi que me manteve sóbrio. Porém, após algum tempo, descobri a mim mesmo trabalhando os Passos o melhor que podia. Em breve percebi que minhas atitudes e ações estavam mudando aos poucos. Um Dia de Cada Vez, senti-me bem comigo mesmo, com os outros, e minhas feridas começaram a cicatrizar. Agradeço a Deus pela bicicleta de treinamento e a mão de apoio que escolhi chamar de Alcoólicos Anônimos.




17  de  JANEIRO

A  FELICIDADE  VEM  CALMAMENTE

“O problema conosco, os alcoólicos, era este: Exigíamos que o mundo nos desse felicidade e paz de espírito, porém, queríamos conseguí-los numa ordem especial: pela rota do álcool. E não tivemos sucesso. Mas, quando com o tempo descobrimos algumas das leis espirituais e nos familiarizamos com elas e as colocamos em prática, então conseguimos felicidade e paz de espírito... Parecem existir algumas regras que temos que seguir, mas felicidade e paz de espírito estão sempre ali, abertas e de graça para qualquer um.”

DR. BOB E OS BONS VETERANOS, p.308 ou p.318

 A simplicidade do programa de A.A. me ensina que a felicidade não é alguma coisa que eu possa “exigir”. Vem para mim calmamente enquanto sirvo aos outros. Oferecendo minha mão para o ingressante ou para alguém que recaiu, descubro que minha própria sobriedade foi recarregada com gratidão e felicidade indescritíveis.




18  de  JANEIRO

UMA  BEBIDA  AJUDARIA?

Voltando atrás em nossas próprias histórias de bebida, nós poderíamos mostrar que, anos antes de perceber, estávamos fora de controle, que nossa maneira de beber, mesmo naquela época, não era apenas um hábito, mas era de fato o início da progressão fatal.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.19

Quando eu ainda estava bebendo, não podia responder a qualquer situação da vida como podiam outras pessoas mais saudáveis. O menor incidente desencadeava um estado de espírito que, acredite,  eu    tinha  que  beber para entorpecer  meus sentimentos. Mas o entorpecimento não melhorava a situação, então procurava uma saída na garrafa. Hoje preciso estar consciente do meu alcoolismo. Não posso me permitir acreditar que ganhei o controle sobre minha maneira de beber – ou novamente pensarei que ganhei o controle sobre minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha recuperação.




19  de  JANEIRO

A  FÉ  A  TODA  HORA

A fé precisa estar em ação durante as vinte e quatro horas do dia, dentro e através de nós, ou morreremos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.39 ou p.46

 A essência de minha espiritualidade, e minha sobriedade, se baseia na fé diária em um Poder Superior. Preciso lembrar e confiar no Deus do meu entendimento enquanto prossigo em todas as minhas atividades diárias. Como é confortante para mim o conceito de que Deus funciona dentro e através das pessoas. Quando faço uma pausa no meu dia, lembro-me de exemplos concretos e específicos da presença de Deus? Estou assombrado e enaltecido pelo número de vezes que este poder é evidente? Estou dominado pela gratidão da presença de Deus na minha vida de recuperação. Sem esta força onipotente em cada uma das minhas atividades, cairia novamente nas profundezas de minha doença – e morreria.




20  de  JANEIRO

PARAMOS... E  PERGUNTAMOS

No decorrer do dia, quando agitados ou em dúvida, fazemos uma pausa e pedimos pelo pensamento ou ação certa.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107 ou p.116

Hoje, humildemente, peço ao meu Poder Superior pela graça de encontrar o espaço entre meu impulso e minha ação: de deixar soprar uma brisa refrescante quando eu responderia acaloradamente; de interromper a ferocidade com a paz gentil; de aceitar o momento que permita que o julgamento se torne discernimento; de preferir o silêncio quando minha língua for impelida a atacar ou a defender. Prometo observar toda oportunidade de voltar-me ao meu Poder Superior em busca de direção. Sei onde está este poder: ele reside dentro de mim, tão claro como um riacho das montanhas, oculto nas colinas – ele é o Recurso Interior Desconhecido. Agradeço a meu Poder Superior por esta palavra de luz e verdade que vejo quando permito a ele dirigir minha visão. Acredito nele hoje e espero que ele acredite em mim para fazer todo esforço para encontrar hoje o pensamento e a ação certa.




21  de  JANEIRO

SERVINDO  MEU  IRMÃO

O membro de A.A. fala ao recém-chegado, não com espírito de grandeza, mas com o espírito de humildade e fraqueza.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.248 ou p.260

 Enquanto passam os dias em A.A. peço a Deus para guiar meus pensamentos e minhas palavras ao falar. Neste labor de contínua participação na Irmandade, tenho muitas oportunidades de falar. Assim, frequentemente peço a Deus para me ajudar a observar meus pensamentos e palavras, que elas possam ser verdadeiras e próprias reflexões de nosso programa; focalizar minhas aspirações mais uma vez para procurar Sua direção; para me ajudar a ser realmente agradável e amável, prestativo e curativo, mas sempre cheio de humildade e livre de qualquer traço de arrogância.
Talvez hoje eu tenha que enfrentar atitudes ou palavras desagradáveis; recursos típicos do alcoólico que ainda sofre. Se isto vier a acontecer, tomarei um momento para concentrar-me em Deus; e então ser capaz de responder de uma perspectiva de compostura, força e sensibilidade.




22  de  JANEIRO

MANTENHA-O SIMPLES
 
Poucas horas depois eu me despedi do Dr, Bob... O maravilhoso e antigo sorriso estava em seu rosto, quando me disse quase brincando: “Lembre-se, Bill, não deixe que isto se acabe. Mantenho-o simples!” Saí sem poder dizer uma palavra. Esta foi a última vez que o vi.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.191 ou p.205

Após anos de sobriedade eu, de vez em quando, pergunto a mim mesmo: “É possível que seja tão simples?” Logo, nas reuniões, vejo antigos cínicos e céticos que caminhando pela estrada de A.A., saíram do inferno: empacotando suas vidas, sem álcool, em seguimentos de vinte e quatro horas, durante as quais eles praticam alguns poucos princípios da melhor maneira que lhes é possível. E de novo, me dou conta que, embora não seja sempre fácil, se o mantenho simples, funciona.




23  de  JANEIRO

AINDA  TENDO  ALEGRIA?

...não somos pessoas tristes. Se os recém-chegados não encontrassem alegria e felicidade na nossa existência, não a iriam querer. Insistimos absolutamente em gozar a vida. Tentamos não gastar muito tempo em especulações sobre a situação das nações, nem carregamos nas costas os problemas do mundo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p147e 148 ou  p160 e 161

Quando minha própria casa está em ordem, acho que as diferentes partes de minha vida são mais manejáveis. Despido da culpa e do remorso que escondiam meus anos de bebida, estou livre para assumir meu próprio papel no universo, mas esta condição requer manutenção. Devo parar e perguntar a mim mesmo: “Ainda estou tendo alegria?” Se achar que responder esta pergunta está difícil ou doloroso, talvez esteja me levando a sério demais – e achando difícil admitir que extraviei-me na maneira de trabalhar o programa para manter minha casa em ordem. Penso que a dor que sinto é uma maneira que meu Poder Superior tem para chamar minha atenção, induzindo-me a avaliar o meu desempenho. O pouco tempo e o esforço tomados, para fazer funcionar o programa – um inventário relâmpago, por exemplo, ou fazer reparações, quando for apropriado – bem valem o esforço.




24  de  JANEIRO

CONSEGUINDO  SE  ENVOLVER

É preciso ação e ainda mais ação. “A fé sem obras é morta.”... Nossa única meta é sermos úteis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107 ou p.116

Entendo que o serviço é uma parte vital da recuperação mas muitas vezes imagino, “O que eu posso fazer?” Simplesmente começar com o que tenho hoje. Olho em volta para ver onde há uma necessidade. Os cinzeiros estão cheios? Tenho mãos e pés para limpá-los? Subitamente, estou envolvido! O melhor orador pode fazer o pior café; o membro que é o melhor com os novatos pode ser incapaz de ler; o único disposto a fazer a limpeza pode fazer a maior confusão com a conta do banco – mas, cada uma destas pessoas e trabalhos são essenciais para um Grupo ativo. O milagre do serviço é este: quando uso o que tenho, descubro que há mais disponível para mim do que percebia antes.




25  de  JANEIRO

O  QUE  PRECISAMOS – UM  AO  OUTRO

...Alcoólicos Anônimos está sempre a dizer a todo beberrão contumaz: “Você será um membro de Alcoólicos Anônimos se assim o quiser... ninguém poderá mantê-lo de fora”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.125

 Por anos, anos, quando refletia sobre a Terceira Tradição (“Para ser membro de A.A. o único requisito é o desejo de parar de beber”), achava isto bom apenas para os ingressantes. Era sua garantia de que ninguém podia barrá-los em A.A. Hoje, sinto uma gratidão permanente pelo desenvolvimento espiritual que a Tradição trouxe para mim. Obviamente, eu não procuro pessoas diferentes de mim mesmo. A terceira tradição, concentrada na única maneira em que sou igual aos outros, levou-me a conhecer e a ajudar todo tipo de alcoólico, da mesma forma como eles também me ajudaram.
 Charlotte, a ateia, mostrou-me os mais altos padrões de ética e de honra; Clay, de outra raça, ensinou-me a paciência: Winslow, que é gay, levou-me pelo exemplo à verdadeira compaixão; a jovem Megan diz que ver-me nas reuniões, sóbrio 30 anos, faz com que ela continue voltando. A Terceira Tradição garante que conseguiremos o que precisamos: um ao outro.




26  de  JANEIRO

HONESTIDADE  RIGOROSA

Quem se dispõe a ser rigorosamente honesto e tolerante?
    Quem se dispõe a confessar suas falhas a outra pessoa e a fazer reparações pelos danos causados? Quem se interessa, ao mínimo, por um Poder Superior, e ainda pela meditação e a oração? Quem se dispõe a sacrificar seu tempo e sua energia tentando levar a mensagem de A.A. ao próximo? Não, o alcoólico típico, egoísta ao extremo, pouco se interessa por estas medidas, a não ser que tenha que tomá-las para sobreviver.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.20
   
Eu sou um alcoólico. Se eu beber eu morrerei. Meu Deus, que poder, energia e emoção esta simples declaração gera em mim! Mas, verdadeiramente, é tudo que preciso saber por hoje. Estou disposto a ficar vivo hoje? Estou disposto  a ficar sóbrio hoje? Estou disposto a pedir ajuda e estou disposto a ajudar outro alcoólico que ainda sofre hoje? Descobri a natureza fatal de minha situação? O que devo fazer, hoje, para permanecer sóbrio?




27  de  JANEIRO

LIBERAÇÃO  DA  CULPA

No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra “culpa” de nosso vocabulário e de nossos pensamentos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 41

Quando me tornei disposto a aceitar minha própria condição de impotência, comecei a perceber que culpar a mim mesmo por todos os problemas na minha vida poderia ser uma viagem para dentro de mim mesmo, de volta para a desesperança. Pedindo ajuda e escutando profundamente as mensagens contidas nos Passos e nas Tradições do programa, foi possível mudar essas atitudes que atrasam minha recuperação. Antes de ingressar em A.A. eu desejava tanto a aprovação de pessoas importantes, que estava disposto a me sacrificar, bem como aos outros, para ganhar posição social. Invariavelmente eu tinha muitos desgostos. No programa encontrei verdadeiros amigos que me amam, me entendem e procuram ajudar-me a aprender a verdade sobre mim mesmo. Com a ajuda dos Doze Passos, sou capaz de construir uma vida melhor, livre da culpa e da necessidade de auto-justificação.




28  de  JANEIRO

O  TESOURO  DO  PASSADO

Mostrar aos outros que ainda sofrem, como fomos ajudados, é justamente o que hoje nos faz sentir o valor de nossas vidas. Apegue-se a este pensamento: nas mãos de Deus o passado escuro é a maior riqueza, é a chave para a vida e a alegria dos outros. Com ele você poderá evitar-lhes a morte e a miséria.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.141 ou p.153
   
 Que dádiva é para mim perceber que todos aqueles anos que pareciam perdidos não foram desperdiçados. As mais degradantes e humilhantes experiências mostram-se como as mais poderosas ferramentas para ajudar outros a se recuperar. Conhecendo as profundezas da vergonha e do desespero,  posso  alcançá-los com uma mão amável e compassiva, bem como saber que a graça de Deus está disponível para mim.




29  de  JANEIRO

A  ALEGRIA  DE  COMPARTILHAR

Sua vida terá novo sentido. Ver as pessoas se recuperar, vê-los ajudar aos outros, ver desaparecer a solidão, ver uma Irmandade crescer ao redor de você – eis a experiência que não se deve deixar de ter. Sabemos que você não vai querer perder tal oportunidade. O contato frequente com os ingressantes e os outros membros é a parte resplandecente de nossas vidas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 109 ou p. 117

Saber que cada ingressante com quem compartilho tem a oportunidade de experimentar o alívio que encontrei nesta Irmandade, enche-me de alegria e gratidão. Sinto que todas as coisas descritas no A.A. irão acontecer com eles, como aconteceram comigo, se eles agarrarem a oportunidade e abraçarem totalmente o programa.




30  de  JANEIRO

LIBERDADE DE ... LIBERDADE  PARA...

Iremos conhecer uma nova liberdade....

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou p.112
   
Liberdade para mim são duas: liberdade “de” e liberdade “para”. A primeira liberdade da qual eu usufruo, é a liberdade da escravidão do álcool. Que alívio! Então começo a sentir liberdade “de” – do medo de pessoas, da insegurança econômica, de compromissos, de fracasso, de rejeição.
Então começo a usufruir da liberdade “para”: liberdade para escolher sobriedade hoje, liberdade para ser eu mesmo, liberdade para expressar minha opinião, para experimentar paz de espírito, para amar e ser amado, e liberdade para crescer espiritualmente. Mas como posso conseguir estas liberdades? O Livro Grande* diz claramente que antes de estar no meio do caminho para fazer as reparações, começarei a conhecer uma “nova” liberdade: não aquela antiga liberdade de fazer o que me agradava sem preocupar-me com os outros, mas, uma nova liberdade que permite o cumprimento das promessas em minha vida.
Que alegria ser livre!
*(Alcoólicos Anônimos ou Livro Azul)




31  de  JANEIRO

NOSSO  BEM-ESTAR  COMUM  DEVE  ESTAR  EM  PRIMEIRO  LUGAR

A unidade de Alcoólicos Anônimos é a qualidade mais preciosa que nossa Irmandade possui... ou nos mantemos unificados ou A.A. morre.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.115

Nossas Tradições são elementos-chave no processo de definição do ego, necessário para alcançar e manter a sobriedade em Alcoólicos Anônimos. A Primeira Tradição me relembra de não atribuir a mim o mérito ou autoridade por minha recuperação. Colocando o bem-estar comum em primeiro lugar me faz lembrar de não tornar-me um curandeiro neste programa; ainda sou um dos pacientes. Modestos pioneiros construíram a enfermaria. Sem eles, duvido que eu estaria vivo. Sem o Grupo, poucos alcoólicos se recuperariam. O papel ativo na renovação da rendição da vontade me dá condições de ficar de lado da necessidade de dominar, do desejo de reconhecimento, duas coisas que representaram um grande papel no meu alcoolismo ativo. Adiando meus desejos pessoais pelo bem maior do crescimento do Grupo, contribuo para a unidade de A.A., que é central para toda recuperação. Ajuda-me a lembrar que o inteiro é maior que a soma de todas as suas partes.