..Reflexões Diárias - Julho

 * J U L H O * 

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31  JULHO

UMA  ORAÇÃO  PARA  TODAS  AS  ESTAÇÕES

“Concedei-nos, Senhor, a  Serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e  Sabedoria para distinguir umas das outras.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES,  p. 112

    O poder desta oração é irresistível na sua beleza simples, e comparável à Irmandade de A.A. Há ocasiões em que me sinto empacado  enquanto a recito, mas se examino o motivo que está me aborrecendo, encontro a resposta ao meu problema. A primeira vez que isto aconteceu eu fiquei assustado, mas agora a uso como uma ferramenta valiosa. Aceitando a vida como ela é, ganho serenidade. Agindo, ganho coragem e agradeço a Deus pela capacidade de distinguir entre situações que posso decidir e aquelas que devo entregar a Deus.
    Tudo que tenho agora é dádiva de Deus: minha vida, minha utilidade, meu contentamento e este programa. A serenidade me possibilita continuar caminhando.
    Alcoólicos Anônimos é a maneira mais fácil e suave.



01  JULHO

O  MELHOR  PARA  HOJE

Os princípios expostos são guias para o progresso.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 81 ou p. 89

            Tal como o escultor usa ferramentas diferentes para alcançar os efeitos desejados ao criar uma obra de arte, em Alcoólicos Anônimos os Doze Passos são usados para produzir resultados em minha própria vida. Não sou esmagado com os problemas da vida e nem a quantidade de trabalho que está por vir.
            Me sinto confortado em saber que minha vida agora está nas mãos de meu Poder Superior, um mestre artífice que está moldando cada parte de minha vida numa única obra de arte.
            Trabalhando meu programa posso me dar por satisfeito, sabendo que “fazendo o melhor que podemos, por hoje, estamos fazendo tudo o que Deus nos pede”.



02  JULHO

O  CORAÇÃO  DE  UMA  VERDADEIRA  SOBRIEDADE

Verificamos não haver necessidade de que ninguém tenha dificuldade com a espiritualidade do programa. Boa vontade, honestidade e uma mente aberta são os elementos essenciais à recuperação. E são indispensáveis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 194 ou p. 212

               Sou bastante honesto para me aceitar como sou e deixar que isto seja o “eu” que deixo os outros ver? Tenho a boa vontade para ir a qualquer distância e fazer o que for necessário para manter-me sóbrio? Tenho a mente aberta para ouvir o que preciso ouvir, pensar o que preciso pensar, e sentir o que preciso sentir?
            Se minha resposta a estas questões é “sim”, quer dizer que sei o suficiente sobre a espiritualidade do programa para manter-me sóbrio.
            À medida que continuo a praticar os Doze Passos, caminho em direção ao coração da sobriedade verdadeira: serenidade comigo mesmo, com os outros e com Deus como eu O concebo.



03  JULHO

EXPERIÊNCIA:  O  MELHOR  PROFESSOR

Sendo ainda inexperientes e havendo, só agora, entrado em contato consciente com Deus, não é provável que estejamos inspirados a todo instante.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 106  ou  p. 115

            Alguns dizem que a experiência é o melhor professor, mas eu acredito que a experiência é o único professor. Fui capaz de saber do amor de Deus por mim somente pela experiência de minha dependência desse amor. No início não estava seguro de Sua orientação em minha vida, mas agora vejo que, se estou confiante o bastante para pedir por Sua orientação, devo agir como se Ele a tenha fornecido. Frequentemente peço a Deus que me ajude a lembrar que Ele tem um caminho para mim.



04  JULHO

UMA  FÉ  NATURAL

...dentro de cada homem, mulher ou criança, jaz oculta a ideia fundamental de Deus. Poderá estar sombreada pela calamidade, pela pompa, pela adoração de outras coisas; porém, de uma forma ou de outra, está ali. Porque a fé em um Poder Superior a nós e as demonstrações milagrosas desse Poder nas vidas humanas, são fatos  tão velhos como a própria humanidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 76 ou p. 83

   Tenho visto as obra de um Deus invisível nos Grupos de A.A. por todo o país. Milagres de recuperação são evidentes em toda a parte. Agora acredito que Deus está nas reuniões e no meu coração. Hoje para mim, um antigo agnóstico, a fé é tão natural como respirar, comer e dormir. Os Doze Passos ajudaram a mudar a minha vida sob vários aspectos, porém nenhum é mais eficaz do que ter a consciência do meu Poder Superior.



05  JULHO

UMA  NOVA  DIREÇÃO

Nossos recursos humanos a serviço da vontade não eram suficientes; falhavam completamente... Cada dia é um dia em que devemos levar a visão da vontade de Deus a todas as nossas atividades.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 68, 104 ou p. 74, 114

            Ouvi falar do alcoólico “sem força de vontade”, mas eu sou uma pessoa com uma das mais fortes vontades da terra! Agora sei que minha incrível força de vontade não é o bastante para salvar minha vida. Meu problema não é assunto de “força de vontade”, mas de direção. Quando, sem me diminuir, aceito honestamente minhas limitações e me volto para a orientação de Deus, então minhas piores faltas se convertem em meus maiores valores. Minha forte vontade, dirigida corretamente, me mantém trabalhando até que as promessas do programa tornam-se minha realidade diária.



06  JULHO

IDENTIFICANDO  O  MEDO

O principal estimulante para nossos defeitos tem sido o medo egocêntrico.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68

            Quando eu me sinto desconfortável, irritado ou deprimido, procuro o medo. Este “mal e corrosivo fio” é a raiz do meu sofrimento. Medo do fracasso; medo da opinião dos outros; medo dos danos e muitos outros medos. Encontrei um Poder Superior que não desejava que eu viva com medo e, como resultado, a experiência de A.A. em minha vida é liberdade e alegria.
            Não estou disposto a viver com a multidão de defeitos de caráter que caracterizaram minha vida quando bebia. O Sétimo Passo é o meu veículo para a libertação destes defeitos. Rezo para ser ajudado a identificar o medo escondido nos defeitos e então peço a Deus para me libertar do medo.
            Este método funciona para mim sem falhas e é um dos grandes milagres de minha vida em Alcoólicos Anônimos.



07  JULHO

... E  LIVRANDO-SE  DELE

...primeiramente o medo de que perderíamos algo que já possuíamos ou que não obteríamos algo que buscávamos. Vivendo numa base de exigências não atendidas, estávamos num estado de perturbação e frustração contínuas. Portanto, não teríamos paz a menos que pudéssemos encontrar um meio de reduzir estas exigências. A diferença entre uma exigência e um simples pedido é evidente para qualquer um.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68

A paz é possível para mim somente quando me livro das expectativas. Quando estou preso em pensamentos sobre o que quero e o que devo receber, fico num estado de medo ou de antecipação ansiosa e isto não leva a sobriedade emocional. Preciso render-me sempre, à realidade de minha dependência de Deus, pois então encontro paz, gratidão e segurança espiritual



08  JULHO

UMA  LIBERDADE  SEMPRE  CRESCENTE

É no Sétimo Passo que efetuamos a mudança em nossa atitude que nos permite, com a humildade servindo de guia, sair de dentro de nós mesmos em direção aos outros e a Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68

            Quando finalmente pedi a Deus para remover estas coisas que me separavam Dele e da luz do Espírito, embarquei numa viagem mais gloriosa do que podia imaginar. Experimentei libertação destas características que me mantinham escondido em mim mesmo. Devido à humildade deste Passo, hoje me sinto limpo.
            Sou especialmente consciente deste Passo porque agora sou útil a Deus e a meus companheiros. Sei que Ele me concedeu forças para cumprir Sua vontade e me preparou para qualquer pessoa ou coisa que possa surgir no meu caminho hoje. Estou realmente em Suas mãos e agradeço pela alegria de poder ser útil hoje.



09  JULHO

SOU  UM  INSTRUMENTO

“Humildemente rogamos a Ele que nos livre de nossas imperfeições.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 62

    O assunto da humildade é um dos mais difíceis. Humildade não é pensar menos do que deveria de mim mesmo; humildade é reconhecer que eu faço bem certas coisas, é aceitar cortesmente um elogio.
    Deus pode somente fazer para mim o que Ele pode fazer através de mim. Humildade é o resultado de saber que Deus é quem faz, não eu. Na luz desta percepção, como posso ter orgulho de minhas realizações? Sou um instrumento, e qualquer trabalho que pareça estar fazendo, está sendo feito por Deus através de mim. Peço a Deus diariamente que remova minhas imperfeições, para que possa mais livremente continuar meus assuntos de A.A. de “amor e serviço”.



10  JULHO

PARA  A  PAZ E  A  SERENIDADE

“... quando tivermos olhado alguns destes defeitos de frente, discutindo com outra pessoa a respeito deles, e estivermos dispostos a removê-los, nossa maneira de pensar a respeito da humildade começa a ter um sentido amplo.”

            OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

            Quando surgem situações que destroem minha serenidade, a dor muitas vezes me leva a pedir a Deus a clareza para ver meu papel na situação. Admitindo minha impotência, humildemente peço por aceitação. Tento ver como meus defeitos de caráter contribuíram para a situação.  Poderia ter sido mais paciente? Fui intolerante? Insisti em fazer da minha maneira? Estava assustado? À medida que meus defeitos são revelados, coloco a autoconfiança de lado e humildemente peço a Deus que remova minhas imperfeições. A situação pode não mudar, mas com a prática de exercitar a humildade, desfruto de paz e serenidade, que são os benefícios naturais por colocar minha confiança num Poder Superior a mim mesmo.



11  JULHO

UM  MOMENTO  DECISIVO

Um momento decisivo em nossas vidas chegou quando procuramos  humildade como algo que realmente desejávamos, em vez de algo que precisávamos ter.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

            Ou a maneira de viver de A.A. torna-se uma alegria ou eu volto para a escuridão e desespero do alcoolismo. A alegria acontece em minha vida quando minha atitude em relação a Deus e à humildade se tornam um desejo ao invés de uma carga. A escuridão de minha vida transforma-se em uma luz radiante, quando eu compreendo que ser verdadeiro e honesto ao fazer meu inventário, resulta em minha vida ficar plena de serenidade, liberdade e alegria.
            A confiança em meu Poder Superior se aprofunda e o fluxo de gratidão se espalha através de mim. Estou convencido de que ser humilde é ser verdadeiro e honesto ao tratar comigo e com Deus. Então, humildade é algo que “realmente desejo”, ao invés de ser “uma coisa que devo ter”.



12  JULHO

ABANDONANDO  O  CENTRO  DO  PALCO

Pois, sem certas doses de humildade, nenhum alcoólico poderá permanecer sóbrio... Sem ela, não podem viver uma via de muita utilidade ou, com os contratempos, convocar a fé que se necessita para enfrentar qualquer emergência.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 62

            Por que tanta resistência à palavra humildade? Eu não sou humilde ante outras pessoas, mas para Deus, como eu O entendo.Humildade significa “mostrar um respeito submisso” e ao ser humilde eu percebo que não sou o centro do universo. Quando bebia eu era consumido pelo orgulho e o egocentrismo. Sentia o mundo todo girar em torno de mim, que eu era o mestre do meu destino. A humildade me dá condições de depender mais de Deus para me ajudar a vencer os obstáculos e minhas próprias imperfeições, para que possa crescer espiritualmente. Preciso resolver mais problemas difíceis para aumentar minha competência e, quando encontro os obstáculos da vida, preciso aprender a superá-los com a ajuda de Deus.
            Comunhão diária com Deus demonstra minha humildade, e me abastece com a compreensão de que um ser mais poderoso do que eu está disposto a me ajudar, se eu parar de tentar representar o papel de Deus. 



13  JULHO

HUMILDADE  É  UMA  DÁDIVA

Já que colocávamos a confiança própria em primeiro lugar, permanecia fora de cogitação uma autêntica fé num Poder Superior. Faltava esse ingrediente básico de toda a humildade, o desejo de solicitar e fazer a vontade de Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 64

            Quando vim pela primeira vez para A.A., desejava encontrar um pouco da ilusória qualidade chamada humildade. Não percebi que procurava por humildade porque pensava que poderia me ajudar a conseguir o que eu queria, e que eu faria qualquer coisa pelos outros se eu pensasse que Deus, de alguma forma, me recompensaria por isto. Agora tento me lembrar que as pessoas que encontro durante o meu dia estão tão próximas de Deus quanto eu poderia estar, enquanto estiver na terra. Preciso rezar para saber a vontade de Deus hoje e ver como minha experiência com a esperança e a dor pode ajudar outras pessoas; se posso fazer isto não preciso procurar a humildade, ela me encontrou.



14  JULHO

UM  INGREDIENTE  NUTRITIVO

Apesar de que a humildade houvesse anteriormente  representado uma alimentação forçada, agora começa a significar o ingrediente nutritivo que pode nos trazer a serenidade.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

    Quantas vezes me concentro em meus problemas e frustrações?
    Quando estou tendo um “bom dia”, estes mesmos problemas diminuem em importância e minha preocupação com eles se reduz. Não seria melhor se encontrasse a chave para abrir “a mágica” de meus “dias bons” para usar no infortúnio dos meus “dias maus”?
    Já tenho a solução! Ao invés de tentar fugir de minhas dores e desejar que meus problemas desapareçam, posso rezar pedindo a humildade! A humildade curará a dor, a humildade será tirada de mim mesmo. A humildade, esta força que me é concedida por esse “Poder Superior a mim mesmo”, é minha, basta pedir! A humildade devolverá o equilíbrio à minha vida. A humildade permitirá me aceitar alegremente como ser humano.



15  JULHO

ORGULHO

Há milhares de anos vimos querendo aumentar nossa parcela de segurança, prestígio e romance. Quando parecia que estávamos tendo êxito, bebíamos para viver sonhos ainda maiores. Quando estávamos frustrados, mesmo que pouco, bebíamos para esquecer. Nunca havia o suficiente daquilo que julgávamos querer.
            Em todos esses esforços, muitos dos quais bem intencionados, ficamos paralisados pela nossa falta de humildade.
            Havia-nos faltado a visão de que o aperfeiçoamento do caráter e os valores espirituais deveriam vir primeiro, e que as satisfações materiais não constituíam o propósito da vida.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 63

            Repetidamente me aproximei do Sétimo Passo, somente para retroceder e me reorganizar. Faltava alguma coisa e me escapava o impacto do Passo. O que eu não havia visto direito? Uma palavra simples: lida mas ignorada, a base de todos os Passos, na verdade de todo o programa de Alcoólicos Anônimos – essa palavra é “humildemente”.
            Entendi meus defeitos: constantemente adiava meu trabalho; ficava com raiva facilmente; sentia muita autopiedade; e pensava: por que eu? Então me lembrei: “o orgulho sempre vem antes da queda” e eliminei o orgulho e minha vida.



16  JULHO

“UMA  MEDIDA  DE  HUMILDADE”

Em todos os casos, o sofrimento havia sido o preço de ingresso para uma nova vida. Porém, este valor de ingresso havia comprado mais  do que esperávamos, trouxe uma medida de humildade que logo descobrimos ser um remédio para a dor.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66
    
Foi doloroso deixar de tentar controlar minha vida, embora o sucesso me havia iludido e, quando a vida ficava muito difícil, eu bebia para escapar. Aceitar a vida em seus termos, é o que aprenderei através da humildade que experimento quando coloco minha vontade e minha vida aos cuidados de Deus, como eu O entendo.
    Com minha vida aos cuidados de Deus, o medo, a incerteza e a raiva não são mais minhas respostas para aquelas situações da vida que eu preferiria não acontecessem para mim. A dor de viver esses momentos será curada pelo conhecimento de que recebi da força espiritual para sobreviver.



17  JULHO

RENDIÇÃO  E  AUTOCRÍTICA

               Minha estabilidade proveio de tentar dar, não de exigir que me dessem.
            É assim que eu penso que pode funcionar com a sobriedade emocional. Se olharmos cada distúrbio que temos, grande ou pequeno, encontraremos em sua raiz  uma dependência doentia, e, em consequência, exigências doentias. Que possamos, com a ajuda de Deus, entregar continuamente nossas exigências aleijantes. Então nos poderá ser dada a liberdade para viver e amar; poderemos então fazer um Décimo Segundo Passo para nós mesmos e para os outros, em direção à sobriedade emocional.

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO, p. 238 (orig.) ou  p. 281 e 282

            Anos de dependência do álcool, como um alterador químico de meu humor, tiraram-me a capacidade de interagir emocionalmente com meus companheiros. Pensava que tinha de ser autosuficiente, autoconfiante e automotivado num mundo de pessoas não confiáveis. No final perdi minha dignidade e fiquei dependente, sem qualquer capacidade para confiar em mim mesmo ou acreditar em qualquer outra coisa. Rendição e autoexame, enquanto compartilho com os que chegam, ajudam-me a pedir humildemente por socorro.



18  JULHO

GRATIDÃO  PELO  QUE  TENHO

Durante este processo de aprendizagem a respeito de humildade, o resultado mais profundo de todos foi a mudança de nossa atitude sobre Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67
   
   Hoje minhas preces consistem principalmente em dizer “obrigado” ao meu Poder Superior por minha sobriedade e pela maravilhosa generosidade de Deus, mas preciso também pedir ajuda e força para colocar em prática a Sua vontade na minha vida. Não preciso pedir a Deus a cada minuto para me socorrer de situações em que me coloco por não fazer a Sua vontade. Agora minha gratidão parece estar ligada diretamente à humildade. Enquanto tenho humildade para ser grato pelo que tenho, Deus continua me abastecendo.



19  JULHO

FALSO  ORGULHO

Muitos de nós, que nos havíamos considerado religiosos, despertamos para as limitações desta atitude. Recusando colocar Deus em primeiro lugar, havíamos nos privado de Sua ajuda.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

Muitas noções falsas operam no falso orgulho. A necessidade de orientação para viver uma vida decente é satisfeita pela esperança experimentada na irmandade de A.A. Aqueles que trilharam este caminho por muitos anos, um dia de cada vez, dizem que uma vida centrada em Deus tem possibilidades ilimitadas para o crescimento pessoal. Sendo assim, muita esperança é transmitida pelos veteranos de A.A.
          Agradeço ao meu Poder Superior por deixar-me saber que ele funciona através de outras pessoas, e agradeço a Ele por nossos servidores de confiança na Irmandade, que ajudam os novos membros a rejeitar falsos ideais e a adotar aqueles que levam à uma vida de compaixão e confiança. Os veteranos em A.A. desafiam os novos a “despertar-se” – assim eles podem “vir a acreditar”. Peço a Deus que me ajude em minha descrença.



20  JULHO

DEFEITOS  REMOVIDOS

Porém, agora as palavras: “Sozinho nada sou, o Pai é quem faz”, começaram a adquirir um significado brilhante e animador.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

    Quando coloco o Sétimo Passo em ação, devo lembrar que não há espaço para preencher. Eu não digo, “humildemente peço a Ele para (preencher o espaço) remover meus defeitos”.
    Por anos eu preenchi o espaço imaginário com: “Ajuda-me!”. “Dá-me coragem para!” e com “Dá-me força!”, etc. O Passo diz simplesmente que Deus removerá meus defeitos. O único trabalho que devo fazer é “humildemente pedir”, o que, para mim significa pedir o conhecimento de que por mim mesmo não sou nada, o Pai é que “faz o trabalho”.



21  JULHO

UMA  DÁDIVA  SEM  PREÇO

A esta altura com toda a probabilidade, já teremos adotado, de certo modo, medidas capazes de remover os obstáculos que mais nos prejudicam. Desfrutamos momentos em que sentimos algo parecido à verdadeira paz de espírito. Para aqueles de nós que, até então conheceram somente a excitação, a depressão ou a ansiedade – em outras palavras, para todos nós – esta nova paz conquistada é uma dádiva inestimável.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66 

    Estou aprendendo a soltar-me e deixar Deus agir, a ter uma mente aberta e um coração disposto a receber a graça de Deus em todos os meus assuntos; desta maneira posso experimentar a paz e liberdade que vêm como resultado da minha entrega. Tem sido provado que um ato de entrega, original do desespero e da derrota, pode crescer num progressivo ato de fé e esta fé significa liberdade e vitória.



22  JULHO

“O  BOM  E  O  MAL”

“Meu Criador, agora estou pronto para entregar-me inteiramente, tanto o que tenho de bom como de mau”.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96 ou p. 105

    A alegria da vida está em dar. Ficar livre de minhas imperfeições para que possa mais livremente fazer meu serviço, permite que cresça em mim a humildade. Minhas imperfeições podem ser colocadas humildemente, ao cuidado amoroso de Deus para serem removidas. A essência do Sétimo Passo é a humildade e que a melhor maneira de buscá-la é poder dar tudo de mim para Deus, – o bom e o mau – para que Ele possa remover o mau e devolver-me o bom.



23  JULHO

PEÇO  PARA  DEUS  DECIDIR

“Peço que removas de mim todo e qualquer defeito de caráter que me impeça de ser útil, a Ti e aos meus semelhantes.”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96 ou p. 105

    Tenho admitido minha impotência e tomado a decisão de colocar minha vida e minha vontade sob os cuidados de Deus, como eu O concebo, não sou eu quem decide quais defeitos serão removidos, nem a ordem em que os defeitos serão removidos ou ainda a hora em que eles serão removidos. Peço a Deus que decida quais os defeitos que me impedem de ser útil a Ele e aos outros e então, humildemente, peço que os remova.



24  JULHO

 AJUDANDO  OS  OUTROS

Nossas próprias vidas, como ex-bebedores-problema, dependem de nossa constante preocupação com o próximo e da maneira em que possamos ser-lhe úteis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 43 ou p. 49 e 50

    Meu problema era egocentrismo. Durante toda minha vida, as pessoas faziam as coisas para mim e eu, não somente esperava, como era ingrato e ficava ressentido por elas não fazerem mais. Por que deveria ajudar os outros, quando por suposição os outros é que deveriam me ajudar? Se os outros tinham problemas, eles não os mereciam?
    Eu estava cheio de autopiedade, raiva e ressentimento. Então aprendi que ajudando os outros, sem pensar em retorno, podia vencer esta obsessão egoísta e, se eu entendesse a humildade, conheceria a paz e a serenidade. Já não preciso mais beber.



25  JULHO

AQUELES  QUE  AINDA  SOFREM

Quanto a nós, se neglicenciarmos aqueles que ainda sofrem, nossas próprias vidas e segurança correrão riscos inomináveis.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 136
    Eu conheço o tormento de beber compulsivamente para acalmar meus nervos e meus medos. Também conheço a dor do esforço para a sobriedade. Hoje eu não esqueço a pessoa desconhecida que sofre quieta, retirada e escondida no alívio desesperado da bebida. Peço ao meu Poder Superior para me dar a Sua orientação e a coragem para ter disposição de ser Seu instrumento para levar dentro de mim compaixão e ações altruístas. Que o Grupo continue a me dar força para fazer com os outros o que não posso fazer sozinho.



26  JULHO

O  “VALOR”  DA  SOBRIEDADE

Todos os grupos de A.A. deverão ser absolutamente autosuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 144

        Quando vou fazer compras eu vejo os preços e, se preciso do que vejo, eu compro e pago. Agora que estou em reabilitação, tenho que corrigir a minha vida.
        Quando vou a uma reunião, tomo um café com açúcar e leite, algumas vezes até mais do que um. Mas, na hora que passa a sacola eu estou muito ocupado para tirar dinheiro do meu bolso ou não tenho o suficiente, mas estou ali porque necessito dessa reunião. Ouvi alguém sugerir que se colocasse na sacola o preço que custa uma cerveja e pensei: isto é demais! Quase nunca coloco o que devia. Como muitos outros, confio nos membros mais generosos para financiar a Irmandade. Esqueço que precisa-se de dinheiro para alugar a sala de reuniões, comprar leite, açúcar e copos. Pago, sem hesitação, o preço que é exigido por uma xícara de café, num restaurante, após a reunião; sempre tenho dinheiro para para isto. Assim, quanto vale minha sobriedade e minha paz interior? 



27  JULHO

DAR  LIVREMENTE

Faremos todos os sacrifícios pessoais necessários para assegurar a unidade de Alcoólicos Anônimos. Faremos isto porque aprendemos a amar a Deus e a nossos semelhantes.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE,  p. 209 ou p. 222

        Ser auto suficiente através de minhas próprias contribuições nunca foi uma característica forte em mim durante os meus dias de alcoólico ativo. Dar tempo e dinheiro sempre exigia um preço rotulado.
        Quando ingressei me falaram “Nós temos que dar para manter”. Quando comecei a adotar os princípios de Alcoólicos Anônimos em minha vida, descobri que era um privilégio dar para a Irmandade como expressão de gratidão que sentia em meu coração. Meu amor a Deus e às outras pessoas tornou-se o fator motivador em minha vida, sem pensar em retorno. Agora percebo que dar livremente é a maneira de Deus se expressar através de mim.



28  JULHO

AQUELES  QUE  AINDA  SOFREM

Devemos resistir à orgulhosa ideia de que uma vez que Deus nos tem feito bem numa determinada área, estamos destinados a ser um meio de graça salvadora para todos.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 208 ou p. 221

        Os Grupos de A.A. existem para ajudar alcoólicos a alcançar a sobriedade. Grande ou pequeno, firmemente estabelecido ou recente, de temática, de discussão ou de estudo, cada Grupo tem apenas uma razão de ser: transmitir a mensagem para o alcoólico que ainda sofre. O Grupo existe para que o alcoólico possa encontrar uma nova maneira de vida, uma vida abundante em felicidade, alegria e liberdade. Para se recuperar, muitos alcoólicos precisam do apoio de um Grupo de outros alcoólicos que compartilham suas experiências, forças e esperanças. Logo, minha sobriedade e a sobrevivência de nosso programa dependem de minha determinação de colocar primeiro as primeiras coisas.



29  JULHO 

DÁDIVAS  ANÔNIMAS  DE  BONDADE

Como alcoólicos ativos estávamos sempre procurando um donativo de um ou de outro.

AS DOZE TRADIÇÕES ILUSTRADAS, p. 14.

        O desafio da Sétima Tradição é um desafio pessoal, lembrando-me para compartilhar e dar de mim mesmo. Antes da sobriedade a única coisa que eu sempre sustentei foi o meu hábito de beber. Agora meus esforços são um sorriso, uma palavra amável e bondosa.
        Vi que precisava carregar meu próprio peso e permitir aos meus novos amigos caminhar comigo porque, pela prática dos Doze Passos e das Doze Tradições, nunca havia tido algo tão bom.



30  JULHO

DEVOLVENDO

...encontrou algo mais valioso que o ouro... Pode não perceber, de início, que apenas tocou a superfície de uma mina infinita que só pagará dividendos se a explorar para o resto da vida e insistir em distribuir toda a produção.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 145 ou p. 157

        Minha parte na Sétima Tradição significa muito mais do que apenas dar dinheiro para pagar o café. Significa ser aceito por mim mesmo, ao pertencer a um Grupo. Pela primeira vez posso ser responsável, porque tenho uma escolha. Posso aprender os princípios para resolver os problemas de minha vida diária participando nos serviços de A.A. Sendo autosuficiente, posso devolver a A.A. o que A.A. me deu! Devolver a A.A., não somente assegura minha sobriedade, mas me permite adquirir a garantia de que A.A. estará aqui para meus netos.



31  JULHO

UMA  ORAÇÃO  PARA  TODAS  AS  ESTAÇÕES

“Concedei-nos, Senhor, a  Serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e  Sabedoria para distinguir umas das outras.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES,  p. 112

    O poder desta oração é irresistível na sua beleza simples, e comparável à Irmandade de A.A. Há ocasiões em que me sinto empacado  enquanto a recito, mas se examino o motivo que está me aborrecendo, encontro a resposta ao meu problema. A primeira vez que isto aconteceu eu fiquei assustado, mas agora a uso como uma ferramenta valiosa. Aceitando a vida como ela é, ganho serenidade. Agindo, ganho coragem e agradeço a Deus pela capacidade de distinguir entre situações que posso decidir e aquelas que devo entregar a Deus.
    Tudo que tenho agora é dádiva de Deus: minha vida, minha utilidade, meu contentamento e este programa. A serenidade me possibilita continuar caminhando.
    Alcoólicos Anônimos é a maneira mais fácil e suave.