..Reflexões Diárias - Junho

 * J U N H O * 

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30  JUNHO

SACRIFÍCIO = UNIDADE = SOBREVIVÊNCIA

A unidade, a eficiência e mesmo a sobrevivência de A.A. sempre dependerão de nossa contínua boa-vontade para renunciar a nossos desejos e ambições pessoais, pela segurança e o bem-estar comum. Do mesmo modo que o sacrifício significa sobrevivência para o indivíduo, também significa unidade e sobrevivência para o Grupo e para a irmandade de A.A. como um todo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 220

Aprendi que devo sacrificar algumas de minhas características pessoais para o bem de A.A. e, como resultado, tenho sido recompensado com muitas dádivas. O falso orgulho pode ser inflado pelo prestígio, mas vivendo a Sexta Tradição, recebo a dádiva da humildade. Cooperação sem afiliação muitas vezes é enganadora. Se não me envolvo com outros interesses, estou livre para manter A.A. autônomo. Então a Irmandade estará aqui, saudável e forte para as gerações que virão.




01  JUNHO

UM  NOVO  PONTO  DE VISTA

Todos os nossos pontos de vista e atitudes perante a vida irão se modificar.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou p.112

   Quando bebia,  minha atitude era totalmente egoísta, totalmente autocentrada; meu prazer e meu conforto vinham em primeiro lugar. Agora que estou sóbrio, o egoísmo começou a ir embora. Toda minha atitude em relação à vida e às outras pessoas está mudando. Para mim, o primeiro “A” em nosso nome significa “atitude”. Minha atitude é mudada pelo segundo “A” em nosso nome que significa “ação”. Praticando os Passos, assistindo às reuniões e transmitindo a mensagem, posso recuperar minha sanidade. Ação é a palavra mágica! Com uma atitude positiva de ajuda e uma ação regular em A.A., posso manter-me sóbrio e ajudar os outros a alcançar a sobriedade. Minha atitude agora é a de estar disposto a caminhar qualquer distância para manter-me sóbrio.




02  JUNHO

O  CAMINHO  ASCENDENTE

Eis os Passos que demos...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 80 ou p. 88

Estas são as palavras introdutórias aos Doze Passos. Na sua simplicidade direta elas deixam de lado todas as considerações psicológicas e filosóficas sobre a virtude dos Passos. Eles descrevem o que fiz: pratiquei os Passos e o resultado foi a sobriedade. Estas palavras não implicam em que eu deva caminhar pela estrada trilhada pelos que vieram antes. Ao invés disso mostram que existe uma maneira de ficar sóbrio, e que é um caminho que eu preciso encontrar. É um caminho novo que leva para a luz infinita no topo da montanha. Os Passos me aconselham sobre os apoios que são seguros e os abismos a evitar. Eles me fornecem as ferramentas de que preciso durante grande parte da jornada solitária de minha alma. Quando falo desta jornada, compartilho minha experiência, força e esperança com os outros.




03  JUNHO

NUMA  ASA  E  NUMA  ORAÇÃO

... olhamos então para o Sexto Passo. Frisamos que a boa vontade é indispensável.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96 ou 104
O Quarto e Quinto Passos são difíceis, mas de grande valor. Agora estava parado no Sexto Passo e, em desespero, peguei o Livro Grande e li esta passagem. Estava fora, rezando por vontade própria, quando levantei meus olhos e vi um grande pássaro subindo para o céu. Eu o observei subitamente entregar-se às poderosas correntes de ar das montanhas.Levado pelo vento, mergulhando e elevando-se, o pássaro fez coisas aparentemente impossíveis. Foi um exemplo inspirador de uma criatura “soltando-se” para um poder maior que ela própria. Percebi que se o pássaro “retomasse seus controles” e tentasse voar com menos confiança, apenas com sua força, poderia estragar o seu aparente voo livre. Esta percepção me deu disposição para rezar a Oração do Sétimo Passo. Nem sempre é fácil conhecer a vontade de Deus. Devo procurar e estar pronto para aproveitar as correntes de ar, pois é aí que a oração e a meditação ajudam. Porque por mim mesmo eu não sou nada, peço a Deus que me conceda o conhecimento de Sua vontade e força e coragem para transmiti-la – hoje.




04  JUNHO

LIBERTANDO-NOS  DE  NOSSOS  VELHOS  EGOS

Lendo cuidadosamente as primeiras cinco proposições, perguntamo-nos se omitimos alguma coisa, pois estamos construindo um arco pelo qual passaremos finalmente como homens livres...
Estamos agora prontos para que Deus retire de nós todas as coisas que já admitimos serem censuráveis?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96 ou p. 104 e 105

O Sexto Passo é o último de “preparação”. Embora já tenha usado a oração extensivamente, ainda não fiz nenhum pedido formal ao meu Poder Superior nos primeiros Seis Passos. Identifiquei meu problema, vim a acreditar que havia uma solução, tomei a decisão de procurar esta solução, e “limpei a casa”. Agora me pergunto: estou disposto a viver uma vida de sobriedade, de mudança, de me libertar do meu velho ego? Preciso determinar se estou realmente pronto para mudar. Revejo o que tenho feito e estou disposto a que Deus remova todos os meus defeitos de caráter; para que, no próximo Passo, eu diga ao meu Criador que estou disposto e peça ajuda. “Se ainda nos apegarmos a algo que não queremos soltar, peçamos a Deus que nos dê a vontade de fazê-lo.” (Alcoólicos Anônimos, p. 96 ou  p. 105)




05  JUNHO

INTEIRAMENTE  PRONTO?

“Este é o Passo que separa os adultos dos adolescentes...” ... a diferença entre “os adultos e os adolescentes” é igual à que existe entre a luta por um objetivo qualquer de nossa escolha e a meta perfeita que é Deus... Sugere-se que devemos estar inteiramente dispostos a procurar a perfeição... No momento em que dizemos: “não, nunca”, nossa mente se fecha para a graça de Deus... Este é o ponto exato em que teremos de abandonar nossos objetivos limitados e avançar em direção  à vontade de Deus para conosco.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 55, 60 e 61

Estou inteiramente pronto a deixar que Deus remova estes defeitos de caráter? Reconheço que não tenho condições de salvar a mim mesmo? Vim a crer que não posso. Se sou incapaz, se minhas melhores intenções dão errado, se meus desejos têm uma motivação egoísta e se meu conhecimento e minha vontade são limitados – então estou pronto a admitir a vontade de Deus em minha vida.




06  JUNHO

TUDO  QUE  FAZEMOS  É  TENTAR

Será que Ele pode levá-las embora, todas elas? 

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96 ou p. 105

Ao fazer o Sexto Passo, lembrei que estou lutando por alcançar um “progresso espiritual”.  Alguns de meus defeitos de caráter ficarão comigo pelo resto de minha vida, mas muitos foram suavizados ou eliminados. Tudo que o Sexto Passo pede de mim é que me torne disposto a nomear meus defeitos, reconhecer que são meus e estar disposto a me livrar daqueles que puder, só por hoje. Quando cresço no programa, muitos dos meus defeitos tornam-se mais censuráveis para mim que anteriormente, portanto, preciso repetir o Sexto Passo para que possa ser mais feliz comigo mesmo e manter minha sobriedade.




07  JUNHO

ESPERANÇA  A  LONGO  PRAZO

Visto que a maioria de nós nasceu com abundância de desejos naturais, não é de se admirar que, frequentemente deixemos que excedam de seu propósito. Quando nos impelem cegamente, ou quando, obstinadamente, exigimos que nos deem mais satisfações e prazeres do que é possível ou do que merecemos, estamos no ponto em que nos afastamos do grau de perfeição que Deus deseja para nós aqui na terra. Esta é a medida de nossos defeitos de caráter ou, se preferirmos, de nossos pecados.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 57

Aqui é onde nasce a esperança a longo prazo e se ganha a perspectiva da natureza de minha doença e do caminho de minha recuperação. A beleza de A.A. repousa em saber que minha vida, com a ajuda de Deus, vai melhorar. A caminhada em A.A. torna-se mais rica, o entendimento se transforma em verdade, os sonhos tornam-se realidades – e o hoje é para sempre.




08  JUNHO

ABRINDO-SE  PARA  MUDAR

A autoanálise é o meio pelo qual trazemos um nova visão, ação e graça para influir no lado escuro e negativo do nosso ser. Com ela vem o desenvolvimento daquele tipo de humildade, que nos permite receber a ajuda de Deus... descobrimos que pouco a pouco vamos nos despojando da vida antiga – a vida que não funcionou – por uma nova vida que pode e funciona sob quaisquer condições.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 10, 8

Foi me dado um indulto diário, que depende de minha condição espiritual, desde que procure o progresso e não a perfeição. Para me tornar pronto para mudar, eu pratico a boa vontade, abrindo-me às possibilidades de mudança.
Se percebo que existem defeitos que atrapalham minha utilidade em A.A. e para os outros, me preparo, meditando e recebendo orientação. “Alguns de nós tentamos nos apegar às nossas velhas ideias e o resultado foi nulo, até que nos rendemos completamente.” (Alcoólicos Anônimos, p. 79 ou 87)
Para soltar-me e deixar Deus agir, preciso somente entregar meus velhos costumes para Ele; não mais lutar nem tentar controlar, mas simplesmente acreditar que com a ajuda de Deus estou mudando, e assim afirmando me torno pronto. Esvazio-me para me encher de percebimento, luz e amor, e estou preparado para encarar cada dia com esperança.




09  JUNHO

VIVER  NO  PRESENTE

Primeiro, tentamos viver no presente só para não beber, – e vemos que funciona. E depois que essa ideia se torna parte de nosso modo de pensar, verificamos que viver a vida em segmentos de 24 horas é uma forma eficaz e agradável de lidar com outros assuntos também. 

VIVER SÓBRIO, p. 18

       “Um dia de cada vez.” Para o ingressante este e outros lemas de A.A. podem parecer ridículos. As senhas da Irmandade de A.A. podem se tornar linhas de vida, nos momentos de tensão. Cada dia pode ser como uma rosa desabrochando de acordo com o plano de um Poder Superior a mim mesmo. Meu programa deve ser plantado no local certo, onde ele precisará ser preparado, alimentado e protegido da doença. Meu plantio exige paciência e minha percepção de que algumas flores serão mais perfeitas que outras. Cada estágio das pétalas se abrindo pode trazer maravilhas e deleite, se eu não interferir ou deixar minhas expectativas anularem minha aceitação – e estas coisas trazem serenidade.




10  JUNHO

IMPACIENTE?  TENTE  LEVITAR

Reagimos mais fortemente às frustrações do que as pessoas normais.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 111

Impaciência com as outras pessoas é um dos meus maiores defeitos. Seguir um carro que anda devagar numa avenida que não dá ultrapassagem, ou esperar pela conta num restaurante, me levam à loucura. Antes de dar uma chance a Deus para me acalmar, explodo, e isso é o que chamo ser mais rápido que Deus. Esta experiência repetida várias vezes me deu uma ideia. Pensei que se eu pudesse olhar para estes acontecimentos sob o ponto de vista de Deus, poderia controlar melhor meu comportamento e meus sentimentos. Tentei e quando encontrei outro motorista lento, olhei o outro carro e a mim mesmo. Vi um casal de velhos dirigindo e conversando alegremente sobre os seus netos. Eles eram seguidos por mim, carrancudo e o rosto vermelho – que não tinha hora marcada para encontrar ninguém. Eu parecia tão bobo que caí na realidade e diminui a marcha. Ver as coisas do ponto de vista de Deus pode ser muito relaxante.




11  JUNHO

OBRIGAÇÕES  FAMILIARES

...Uma vida espiritual que não inclua... obrigações familiares, poderá não ser tão perfeita. 

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 145 ou p. 158

       Posso estar fazendo grandes progressos no programa – praticando-o nas reuniões, no trabalho, nas atividades de serviço – e descobrir que as coisas estão se dilapidando em casa. Contava com as pessoas que amo para me entender, mas elas não podem. Contava com elas para ver e avaliar meu progresso mas, elas não podem – a não ser que eu lhes mostre.
 Ignoro suas necessidades e desejos de ter minha atenção e meu interesse? Quando estou com elas fico irritado ou aborrecido? As minhas reparações são um “desculpem-me” resmungado, ou tomam a forma de paciência e tolerância? Fico pregando tentando reformá-las ou castigá-las? “A vida espiritual não é uma teoria. Nós temos que vivê-la.” (Alcoólicos Anônimos, p. 102 ou p. 111)




12  JUNHO

FORMANDO  UMA  VERDADEIRA  PARCERIA

Mas, o maior sofrimento que temos padecido se originam de nossas relações deturpadas com parentes, amigos e a sociedade em geral.
Temos sido por demais obtusos e teimosos nestas relações. O fato principal que deixamos de reconhecer é a nossa incapacidade total de manter uma verdadeira intimidade com outro ser humano. 

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 46

Estas palavras podem ser aplicadas a mim? Eu ainda sou incapaz de formar uma verdadeira parceria com outro ser humano? Que terrível desvantagem seria para mim levar esta minha vida sóbria! Na minha sobriedade meditarei e rezarei, para descobrir como posso me tornar um amigo e companheiro de confiança.




13  JUNHO

VIVENDO  NOSSAS  REPARAÇÕES

“Viver durante anos com um alcoólico, pode tornar qualquer esposa ou filho neuróticos. Até certo ponto, a família inteira está doente.”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 139 ou p. 151

É muito importante para mim perceber que, como um alcoólico, eu não somente machuquei a mim mesmo, como também todos à minha volta. Fazer reparações à minha família e para as famílias de alcoólicos que ainda sofrem, sempre será importante. Entender a devastação que causei e tentar reparar a destruição, será um esforço para toda a vida. O exemplo de minha sobriedade pode dar aos outros esperança e fé para que se ajudem a si mesmos.




14  JUNHO

QUANDO  AS  COISAS  FICAM  DIFÍCEIS
 
É um programa de vida que fuciona nos momentos difíceis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 38 ou p. 45

Quando vim para A.A., percebi que A.A. funcionava maravilhosamente para me ajudar a ficar sóbrio. Mas poderia funcionar com os problemas reais da vida, não apenas com a bebida? Eu tinha minhas dúvidas. Após estar sóbrio por mais de dois anos, consegui minha resposta. Perdi meu emprego, desenvolvi problemas físicos, meu pai diabético perdeu uma perna e alguém que eu amava me deixou por outro – e tudo isto aconteceu num período de duas semanas. A realidade me golpeou; mas A.A. estava lá para apoiar, confortar e me fortificar. Os princípios que aprendi nos primeiros dias de sobriedade, tornaram-se o esteio de minha vida, pois não somente superei o que aconteceu, como nunca deixei de ser capaz de ajudar os ingressantes. A.A. me ensinou a não ficar dominado, mas, ao invés disto, aceitar e entender a minha vida como queira que se desdobre.




15  JUNHO

FAZENDO  DE  A.A.  O TEU  PODER  SUPERIOR

“... você poderá, se quiser ... considerar A.A. em si como sua “força superior”. Nele se encontra um grande número de pessoas que resolveram seus problemas com o álcool... muitos membros... atravessaram a barreira inicial... sua fé se ampliou e se aprofundou... transformados, chegaram a acreditar num Poder Superior.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 23

Ninguém era maior que eu, ao menos aos meus olhos, quando eu bebia. Todavia, não podia sorrir para mim no espelho, assim é que cheguei em A.A. onde, com outros, ouvi falar de um Poder Superior. Não podia aceitar o conceito de um Poder Superior, porque acreditava que Deus era cruel e sem amor. Em desespero escolhi uma mesa, uma árvore, depois meu Grupo de A.A. como meu Poder Superior. O tempo passou, minha vida melhorou e comecei a pensar sobre este Poder Superior. Pouco a pouco, com paciência, humildade e muitas perguntas, comecei a acreditar em Deus.
Agora meu relacionamento com meu Poder Superior me dá força para viver uma vida sóbria e feliz.




16  JUNHO

MENTE  ABERTA

Descobrimos que Deus não impõe condições árduas aos que O buscam. Para nós, o Reino do Espírito é amplo e espaçoso; não é privativo nem vedado aos que o buscam sinceramente. Acreditamos que ele esteja aberto para todos.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 7

A mente aberta para conceitos de um Poder Superior pode abrir portas para o espírito. Muitas vezes encontro o espírito humano em vários dogmas e fé. Posso ser espiritual quando compartilho de mim mesmo. O compartilhar de mim mesmo me une à raça humana e me traz mais próximo de Deus, como eu O entendo.




17  JUNHO

“BEM  DENTRO  DE  NÓS”

Encontramos a Grande Realidade dentro de nós. Em última análise, somente ali Ele pode ser achado... procurem diligentemente dentro de vocês... Com esta atitude não poderão fracassar. O conhecimento consciente de sua própria crença chegará com segurança.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 77 ou 84

Eu estava em profunda solidão, depressão e desespero quando procurei a ajuda de A.A. Quando fui me recuperando e comecei a ver como minha vida estava vazia e em ruínas, comecei a me abrir para a possibilidade curadora que a recuperação oferece através do programa de A.A. Indo às reuniões, permanecendo sóbrio e praticando os Passos, tive a oportunidade de ouvir com atenção crescente as profundezas de minha alma. Todo dia eu esperava, com esperança e gratidão, por esta crença segura e este amor constante pelos quais esperei por muito tempo em minha vida. Neste processo eu encontrei meu Deus, como eu O entendo.




18  JUNHO

UMA  IRMANDADE  DE  LIBERDADE

... se os homens tivessem garantida liberdade absoluta e não fossem obrigados a obedecer a ninguém, eles então voluntariamente se associariam a um interesse comum...

NA OPINIÃO DO BILL, p. 50

       Quando eu não vivo mais sob o comando do outro ou do álcool, vivo uma nova liberdade. Quando me liberto do passado e de todo excesso de bagagem que tenho carregado por tanto tempo, eu venho a conhecer a liberdade. Fui introduzido numa vida e numa Irmandade de liberdade. Os Passos são uma maneira “sugerida” de encontrar uma nova vida, não existem ordem nem comandos em A.A. Sou livre para servir pelo desejo e não por decreto. Há o entendimento de que serei beneficiado com o crescimento dos outros membros, e o que aprendo compartilho com o Grupo. O “bem-estar comum” encontra espaço para crescer na sociedade da liberdade pessoal.




19  JUNHO

REGENERAÇÃO  EM  A.A.

Tal é o paradoxo da regeneração em A.A.: a força nascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 41 ou p. 39

Milhares de reveses por causa do álcool não me deram coragem de admitir minha derrota. Acreditava que era minha obrigação moral conquistar meu “inimigo-amigo”. Na minha primeira reunião de A.A., fui abençoado com um sentimento de que estava tudo bem admitir a derrota para uma doença que não tinha nada a ver com a minha “fibra moral”. Instintivamente soube que estava na presença de um grande amor, quando entrei pelas portas de A.A. Sem nenhum esforço de minha parte, fiquei consciente de que amar a mim mesmo era bom e correto, como Deus pretendia. Meus sentimentos me libertaram, enquanto meus pensamentos tinham me mantido na escravidão. Eu sou grato. 




20  JUNHO

LIBERTAÇÃO  DO  MEDO

O problema de acabar com o medo apresenta dois aspectos.
Vamos ter que tentar nos libertar de todo o medo que for possível. Depois, vamos precisar encontrar tanto a coragem como a graça para lidar construtivamente com qualquer espécie de medo que ainda reste.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 61
A maioria de minhas decisões eram baseadas no medo. O álcool tornou a vida mais fácil de encarar, mas chegou a hora em que o álcool não era mais uma alternativa para o medo. Uma das maiores dádivas em A.A. para mim foi a coragem para agir, o que posso fazer com a ajuda de Deus. Após cinco anos de sobriedade, precisei tratar com uma pesada dose de medo. Deus colocou pessoas na minha vida para me ajudar a fazer isso e, praticando os Doze Passos, estou me tornando a pessoa completa que desejo ser e, por isto, sou profundamente grato.




21  JUNHO

MEDO  E  FÉ

A conquista da libertação do medo é uma tarefa para toda a vida, é algo que nunca pode ficar completamente concluído.
Ao sermos duramente atacados, estarmos gravemente enfermos ou em qualquer situação de séria insegurança, todos nós vamos reagir a essa emoção de alguma maneira – bem ou mal – conforme o caso se apresente. Somente os que enganam a si mesmos alegam que estão totalmente livres do medo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 263

O medo causou-me muito sofrimento, quando poderia ter tido mais fé. Há horas em que o medo subitamente me arrasa. Justamente quando estou experimentando sentimentos de alegria, felicidade e leveza no coração. A fé – e um sentimento de valor próprio em relação a um Poder Superior – me ajudam a suportar a tragédia e o êxtase. Quando optar por entregar ao meu Poder Superior todos os meus medos, então eu serei livre.




22  JUNHO

HOJE, ESTOU  LIVRE

Isso me levou à boa e saudável conclusão de que havia muitas situações no mundo sobre as quais eu não tinha nenhum poder pessoal – que se estava tão pronto a admitir isso a respeito do álcool, devia admitir também em relação a muitas outras coisas. Tinha que ficar quieto e entender que Ele era Deus, não eu.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 114

Estou aprendendo a praticar aceitação em todas as circunstâncias de minha vida, para poder desfrutar de paz de espírito. Houve um tempo em que a vida era uma batalha constante, porque eu sentia que tinha que passar cada dia lutando comigo mesmo e com todo mundo. Finalmente isso tornou-se uma batalha perdida. Terminava embriagado e chorando sobre minha miséria. Quando comecei a me soltar e a deixar Deus tomar conta de minha vida, comecei a ter paz de espírito. Hoje sou livre.  Não preciso lutar contra mais nada nem contra ninguém.




23  JUNHO

CONFIANDO  NOS  OUTROS

Mas acaso a confiança exige que sejamos cegos em relação aos motivos dos outros ou até aos nossos? Absolutamente; isto seria uma loucura. Certamente deveríamos avaliar tanto a capacidade de fazer o mal como a capacidade de fazer o bem nas pessoas em quem vamos confiar. Esse inventário particular pode revelar o grau de confiança que podemos depositar em qualquer situação que se apresente.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 144

 Eu não sou vítima dos outros, mas sim uma vítima de minhas expectativas, escolhas e desonestidade. Quando espero que os outros sejam o que eu quero que sejam e não o que eles são, quando eles deixam de alcançar minhas expectativas, então me magoo. Quando minhas escolhas são baseadas em meu egocentrismo, me encontro sozinho e desconfiado. Adquiro confiança em mim mesmo, contudo, quando pratico a honestidade em todos os meus assuntos. Quando examino meus motivos e sou honesto e confiante, sou consciente dos possíveis danos que surgem em algumas situações, podendo assim evitá-las.




24  JUNHO

UM  JARDIM  DE  INFÂNCIA  ESPIRITUAL

Estamos apenas pondo em funcionamento um jardim de infância espiritual, no qual as pessoas ficam capacitadas a parar de beber e a encontrar a graça para viver de melhor maneira.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 95

Quando vim para A.A. estava correndo para a garrafa e desejava perder a obsessão pela bebida, mas realmente não sabia como fazê-lo. Decidi ficar o tempo suficiente para descobrir com aqueles que vieram antes de mim. De repente estava pensando sobre Deus! Me falaram para conseguir um Poder Superior e eu não tinha ideia de como seria Este. Descobri então que havia muitos Poderes Superiores. Falaram-me para achar Deus, como eu O concebo, pois não havia doutrina de divindade em A.A. Encontrei o Poder Superior que funcionava para mim e então pedi a Ele que me devolvesse à sanidade. A obsessão pela bebida foi removida e – um dia de cada vez – minha vida continuou e aprendi como viver sóbrio.




25  JUNHO

UMA  RUA  DE  MÃO  DUPLA

Se pedirmos, Deus certamente perdoará nossas negligências.
 Porém sem a nossa cooperação, em nenhum caso nos torna brancos como a neve e nos mantém assim.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 57

Quando rezava, costumava omitir muitas coisas que eu precisava que fossem perdoadas. Pensava que se não falasse dessas coisas para Deus, Ele nunca ficaria sabendo sobre elas.
   Não sabia que se eu tivesse me perdoado por algumas das minhas ações passadas, Deus me perdoaria também. Sempre fui instruído a me preparar para a jornada da vida, nunca percebendo até chegar em A.A. que a própria vida é a jornada – quando então honestamente tornei-me disposto a aprender a perdoar e a ser perdoado. A jornada da vida é algo muito feliz, desde que eu esteja disposto a aceitar uma mudança de vida e responsabilidade.




26  JUNHO

UMA  DÁDIVA  QUE  CRESCE  COM  O  TEMPO

Para a maioria das pessoas normais, a bebida significa o convívio, o companheirismo e uma imaginação colorida. Significa a liberação momentânea da ansiedade, do desgosto e da angústia. É a intimidade alegre com os amigos e o sentido de que a vida é boa.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 165 ou p. 179

Quanto mais perseguia estes sentimentos ilusórios com o álcool, mais fora de alcance eles ficavam. Contudo, aplicando esta passagem para minha sobriedade, descobri que ela descreve a magnífica vida nova disponível para mim pelo programa de A.A. As coisas realmente melhoram, um dia de cada vez. O calor, o amor e a alegria tão simplesmente expressos nestas palavras, crescem em alcance e profundidade cada vez que as leio. Sobriedade é uma dádiva que cresce com o tempo.




27  JUNHO

ACEITANDO  A  MANEIRA  DE  A.A.

Seguimos os Passos e as Tradições de A.A. porque realmente os desejamos para nós. Não é mais uma questão de ser uma coisa boa ou ruim; aceitamos porque sinceramente desejamos aceitar. Esse é o processo de crescimento em unidade e serviço. Essa é a prova da graça e do amor de Deus entre nós.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 96 ou p. 93

É divertido observar o meu crescimento em A.A. Eu lutei contra aceitar os princípios de A.A. desde o momento em que ingressei, mas aprendi pela dor de minha beligerância que, escolhendo viver pela maneira de vida de A.A., me abria para a graça e o amor de Deus. Então comecei a conhecer o significado completo de ser um membro de Alcoólicos Anônimos.




28  JUNHO

A  DETERMINAÇÃO  DE  NOSSOS  FUNDADORES

Um ano e seis meses depois, estas três pessoas haviam alcançado êxito junto com mais sete.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 172 ou  p. 187

Se não fosse a férrea determinação de nossos fundadores, A.A. teria desaparecido rapidamente, como tantas outras chamadas boas causas. Vejo as centenas de reuniões na cidade onde vivo e sei que A.A. está à disposição 24 horas por dia. Se eu tivesse de continuar com nada além da esperança e do desejo de não beber, experimentando rejeição por onde quer que fosse, teria procurado o caminho mais fácil e suave, e retornado ao meu antigo modo de viver.




29  JUNHO

UM  EFEITO  DE  ONDULAÇÃO

Tendo aprendido a viver de forma tão feliz, mostraríamos ao resto do mundo como fazê-lo... Sim, nós de A.A. idealizamos tais sonhos. Nada mais natural, pois a maioria dos alcoólicos não passa de idealistas falidos... Por que então não compartilhar o nosso modo de vida com o resto do mundo?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 140

A grande descoberta da sobriedade levou-me a sentir a necessidade de espalhar as “boas novas” para o mundo à minha volta. Os pensamentos grandiosos dos meus dias de bebida retornaram. Mais tarde, aprendi que a concentração em minha própria recuperação era um processo de plena dedicação. Quando tornei-me um cidadão sóbrio neste mundo, observei um efeito de ondulação que, sem qualquer esforço consciente de minha parte, alcançou outras “entidades relacionadas ou empresas alheias”, sem me desviar do propósito primordial de manter-me sóbrio e ajudar outros alcoólicos a atingir a sobriedade.




30  JUNHO

SACRIFÍCIO = UNIDADE = SOBREVIVÊNCIA

A unidade, a eficiência e mesmo a sobrevivência de A.A. sempre dependerão de nossa contínua boa-vontade para renunciar a nossos desejos e ambições pessoais, pela segurança e o bem-estar comum. Do mesmo modo que o sacrifício significa sobrevivência para o indivíduo, também significa unidade e sobrevivência para o Grupo e para a irmandade de A.A. como um todo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 220

Aprendi que devo sacrificar algumas de minhas características pessoais para o bem de A.A. e, como resultado, tenho sido recompensado com muitas dádivas. O falso orgulho pode ser inflado pelo prestígio, mas vivendo a Sexta Tradição, recebo a dádiva da humildade. Cooperação sem afiliação muitas vezes é enganadora. Se não me envolvo com outros interesses, estou livre para manter A.A. autônomo. Então a Irmandade estará aqui, saudável e forte para as gerações que virão.