..Reflexões Diárias - Março

 * M A R Ç O * 

 Acesse abaixo o link do mês que você deseja ver. 

*   JANEIRO   *   FEVEREIRO   *   MARÇO  *   ABRIL   *   MAIO   *   JUNHO   *   
JULHO   *   AGOSTO   *   SETEMBRO   *   OUTUBR0   *  NOVEMBRO   *   DEZEMBRO   *


 31  MARÇO 

NINGUÉM  ME  NEGOU  AMOR

No calendário de A.A. corria o ano dois... Um estranho apareceu num desses Grupos... Em pouco tempo provou que seu caso era desesperador e que, acima de tudo, queria ficar bom...(ele disse) “Sou vítima de uma outra dependência ainda mais estigmatizante que o alcoolismo e o senhor poderá não me querer entre os seus.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 127 e 128

Vim para vocês como uma esposa, uma mãe, uma mulher que tinha abandonado seu marido, seus filhos e sua família. Eu era uma bêbada, a cabeça cheia de pílulas, uma ninguém. Mesmo assim não foi me negado amor, carinho e o senso de pertencer.

Hoje, pela graça de Deus, de uma boa madrinha e de um Grupo base, posso dizer que – graças a vocês de Alcoólicos Anônimos – sou uma esposa, uma mãe, uma avó e uma mulher. Sóbria, livre das pílulas. Responsável. Sem um Poder Superior, que encontrei na Irmandade, minha vida não teria significado. Estou plena de gratidão por ser membro de Alcoólicos Anônimos.





 1  MARÇO 

 FUNCIONA 

Funciona – realmente funciona.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107 ou p.116

            Quando consegui ficar sóbrio, no início eu tinha fé somente no programa de Alcoólicos Anônimos. Desespero e medo mantiveram-me sóbrio (e talvez um atencioso e severo padrinho ajudou-me). A fé em um Poder Superior veio mais tarde. Esta fé chegou lentamente a princípio, depois que eu comecei a ouvir os outros compartilhando nas reuniões suas experiências – experiências as quais nunca tinha enfrentado sóbrio, mas que eles estavam encarando reforçados por um Poder Superior. Desse compartilhar veio a esperança de que eu também poderia conseguir um Poder Superior. Com o tempo aprendi que um Poder Superior – uma fé que funciona sob qualquer condição – é possível. Hoje esta fé, mais a honestidade, uma mente aberta e boa vontade de praticar os Passos do programa, dão-me a serenidade que procurava. Funciona – realmente funciona.




 2  MARÇO 

 ESPERANÇA 

Não desanime.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.81 ou p.89

            Poucas experiências são de menor valor para mim do que a sobriedade conseguida com rapidez. Muitas vezes o desânimo foi o bônus para expectativas pouco realistas, sem mencionar a autopiedade e a fadiga do meu desejo de mudar o mundo num fim de semana. Desânimo é um sinal de alerta a possibilidade de estar me desviando da linha de Deus. O segredo de preencher meu potencial é reconhecer quais as minhas limitações e acreditar que o tempo é uma dádiva, não uma ameaça.
            Esperança é a chave que abre a porta do desânimo. O programa me promete que se eu não tomar o primeiro gole hoje, sempre terei esperança. Tendo vindo a acreditar que mantenho aquilo que compartilho, à toda hora que eu encorajo o outro recebo coragem. É com os outros que, com a graça de Deus e a Irmandade de A.A., percorro a estrada de um destino feliz. Que eu possa sempre lembrar que a força dentro de mim é muito maior do que qualquer medo à minha frente. Que eu possa sempre ter paciência, porque estou no caminho certo.




 3  MARÇO 

 VENCENDO  A  VONTADE  PRÓPRIA 

Assim, achamos que nossos problemas basicamente encontram suas origens em nós mesmos. Criamos nossos próprios problemas e pode-se dizer que o alcoólico é um exemplo de vontade própria desenfreada, embora não acredite. Sobretudo, nós alcoólicos precisamos nos desfazer desse egoísmo.
    Precisamos, ou ele nos matará!

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.83 ou p.91

     Por muitos anos, minha vida girou apenas em volta de mim mesmo. Estava absorto pelo ego em todas suas formas – egocentrismo, autopiedade, egoísmo, tudo que se originava do orgulho. Hoje  me  foi dada  a  graça  através da irmandade de Alcoólicos Anônimos, praticando os Passos e Tradições na vida diária, através de meu Grupo e de meu padrinho e ainda – se eu assim quiser – através da capacidade de colocar meu orgulho de lado em todas as situações que surgirem em minha vida.
    Até que eu possa, honestamente, olhar a mim mesmo e ver que eu era o problema em muitas situações, e reagir apropriadamente interna e externamente; até que eu possa livrar-me das minhas expectativas e entender que minha serenidade está diretamente proporcional a elas, não posso experimentar a serenidade de uma sólida sobriedade.




 4  MARÇO 

 LIMPANDO  O  JARDIM 

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que implique essa mudança.

NA OPINIÃO DO BILL, p.115

    Quando alcancei o Terceiro Passo, eu já estava livre de minha dependência do álcool, mas amargas experiências me mostraram que a sobriedade contínua requer um esforço contínuo.
    De vez em quando dou uma pausa para dar uma olhada no meu progresso. Mais e mais o meu jardim fica limpo cada vez que olho, porém, toda vez também encontro novas ervas daninhas crescendo rapidamente, onde eu pensava já ter finalmente cortado com a lâmina. Quando volto para tirar as ervas novas que cresceram (é mais fácil quando elas ainda são jovens), paro um momento para admirar como é vigoroso o crescimento dos vegetais e das flores, e meu trabalho é recompensado. Minha sobriedade cresce e produz frutos.




 5 MARÇO 

 UMA TAREFA DE TODA A VIDA 

Mas como, nestas circunstâncias, poderei manter-me calmo? É isso o que eu quero saber”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.22

     Nunca fui conhecido pela minha paciência. Quantas vezes me perguntei: “Por que esperar, se posso ter tudo agora?” Em verdade, quando me apresentaram os Doze Passos, pela primeira vez, me sentia como um “garoto numa loja de doces”. Não podia esperar para ir até o Décimo Segundo Passo; pois com certeza era apenas trabalho para alguns meses, ou assim eu pensava! Percebo agora que viver os Doze Passos de A.A. é um empreendimento para toda a vida.




 6 MARÇO 

 A IDEIA DE FÉ 

Não permita que preconceitos contra termos espirituais levem-no a deixar de perguntar honestamente o que eles significam para você.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.69 ou p.76

            A ideia de fé é algo difícil de engolir quando, medo, dúvida e raiva sobejam dentro e em volta de mim. Às vezes, a simples ideia de fazer algo diferente, algo a que não estou acostumado a fazer, pode eventualmente tornar-se um ato de fé se a fizer regularmente, sem discutir se é a coisa certa a fazer. Quando um dia está ruim e tudo está dando errado, uma reunião ou uma palestra com outro bêbado muitas vezes me distrai, o bastante para me persuadir de que nem tudo é tão impossível, tão esmagador como eu tinha pensado. Da mesma maneira, ir à uma reunião ou conversar com outro companheiro alcoólico é um ato de fé; acredito que estou detendo minha doença. Esta são as maneiras pelas quais movo-me lentamente para uma fé num Poder Superior.




 7 MARÇO 

 A CHAVE É A BOA VONTADE 

Uma vez que introduzimos a chave da boa vontade na fechadura e entreabrimos a porta, descobrimos que sempre se pode abrir um pouco mais.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.30

     A boa vontade para entregar o meu orgulho e minha obstinação a um Poder Superior a mim mesmo, provou ser o único ingrediente necessário para resolver meus problemas  hoje. Até mesmo pequenas doses de boa vontade, se sincera, é suficiente para permitir que Deus entre e tome o controle sobre qualquer problema, dor ou obsessão. Meu nível de bem-estar está em relação direta com o grau de boa vontade que tenho num determinado momento para abandonar minha vontade própria, e permitir que a vontade de Deus se manifeste em minha vida. Com a chave da boa vontade, minhas preocupações e medos são poderosamente transformados em serenidade.




 8 MARÇO 

 ENTREGANDO-A 

Todos os homens e mulheres que ingressaram e pretenderam ficar em A.A., começaram a praticar o Terceiro Passo sem que mesmo se apercebessem disso. Não é verdade que em todo o assunto relacionado com o álcool cada um decidiu entregar sua vida aos cuidados, proteção e guia de Alcoólicos Anônimos?... Qualquer recém-chegado com boa vontade está convicto que A.A. é o único porto seguro para o navio quase afundando que ele representa. Ora, se isso não é entregar a vontade e a vida à Providência recém-encontrada, o que é então?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.30

            Submissão a Deus foi o primeiro passo para minha recuperação. Acredito que nossa Irmandade procura uma abertura espiritual para uma nova afinidade com Deus. Quando me esforço para seguir o caminho dos Passos, sinto uma liberdade que me dá habilidade de pensar por mim mesmo. Minha adição me aprisionou sem qualquer liberdade e atrapalhou minha habilidade de libertar-me do meu próprio confinamento; mas A.A. me garante uma maneira de ir para frente. O compartilhar mútuo, a preocupação e o cuidado são a nossa dádiva natural de um para com o outro, e a minha dádiva é fortalecida à medida em que muda minha atitude em relação a Deus. Aprendo a submeter-me à vontade de Deus em minha vida, a ter dignidade e a manter sempre estas atitudes, dando sempre o que recebo.




 9 MARÇO 

 ENTREGANDO A NOSSA VONTADE 

Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.29

     Não importa quanto alguém deseja tentar, precisamente como pôde alguém entregar sua vontade e sua vida aos cuidados do Deus que ele pensa existir? Na minha procura por uma resposta a esta questão, tornei-me consciente da sabedoria com que o Passo foi escrito: que este é um passo em duas partes.
     Podia ver que em meus dias de bebedeira, houve ocasiões em que deveria ter morrido, ou ao menos ser machucado; mas isto nunca aconteceu. Alguém ou alguma coisa estava olhando por mim. Escolhi acreditar que minha vida sempre esteve sob os cuidados de Deus. Somente Ele controla o número de dias que me serão concedidos até a minha morte física.
    O assunto da vontade (vontade própria ou vontade de Deus) é a parte mais difícil que existe no Passo para mim. Somente após experimentar emocionalmente uma imensa dor pelas tentativas fracassadas de me firmar, é que posso estar pronto a entregar a minha vontade à vontade de Deus. Rendição é como a calmaria após a tempestade. Quando minha vontade está conforme a vontade de Deus, existe paz dentro de mim.




 10 MARÇO 

 HOJE, A ESCOLHA É MINHA 

... nós, invariavelmente, achamos que em alguma hora do passado tomamos decisões baseadas no ego que mais tarde nos colocaram numa posição propícia para sermos magoados.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.82 ou p.91

            Com a percepção e a aceitação de que eu tinha representado uma parte na maneira de vida que eu tinha levado, veio uma mudança dramática em minha perspectiva. Foi neste ponto que o programa de A.A. começou a funcionar para mim. No passado eu tinha sempre xingado os outros, Deus ou as outras pessoas, por aquilo que me acontecia. Nunca senti que tinha alguma escolha para mudar a minha vida. Minhas decisões eram baseadas no medo, no orgulho ou no ego. Como resultado, estas decisões me levaram a um passo da autodestruição. Hoje tento permitir que Deus me guie no caminho da sanidade. Sou responsável por minhas ações ou omissões – quaisquer que sejam as consequências.




 11 MARÇO 

 DIREÇÃO BEM ORDENADA 

É quando tentamos adaptar a nossa vontade à de Deus que começamos a usá-la corretamente. Para todos nós esta foi uma revelação maravilhosa. Todo o nosso problema resultou do abuso da vontade. Com ela tentamos atacar nossos problemas, ao invés de modificá-la para que estivesse de acordo com os desígnios de Deus para conosco. A função dos Doze Passos de A.A. é tornar isto cada vez mais possível e o Terceiro Passo é aquele que abre a porta.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.34 e p.35

            Tudo que preciso fazer é olhar para o meu passado, para ver onde minha vontade própria está me levando. Apenas não sei o que é melhor para mim, e acredito que meu Poder Superior sabe. Deus, que defino como uma Direção bem ordenada, nunca me deixou cair, mas eu deixei cair muitas vezes. Usar minha vontade própria numa situação, normalmente tem o mesmo resultado que colocar a peça errada num quebra-cabeças: cansaço e frustração.
            O Terceiro Passo abre a porta para o restante do programa. Quando peço a Deus que me guie, sei que, seja qual for o resultado, será o melhor possível, a coisas são exatamente como deveriam ser, mesmo não sendo como eu esperava que fossem. Se eu deixar, Deus faz por mim o que eu não posso fazer por mim mesmo.




 12 MARÇO 

 UM PLANO DIÁRIO 

Ao acordar, pensaremos nas vinte e quatro horas vindouras. Consideremos nossos planos para o dia. Antes de começar, pedimos a Deus que dirija nossos pensamentos e, especialmente, que eles estejam divorciados da autopiedade, da desonestidade e do egoísmo.
 ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.105 ou p.115

  Todo dia peço a Deus para acender dentro de mim o fogo de Seu amor, para que esse amor, brilhante e claro, ilumine meu pensamento e me permita fazer sua vontade da melhor forma. Durante o dia, quando circunstâncias exteriores deprimem o meu espírito, peço a Deus que grave em minha mente e consciência de que posso começar o meu dia da maneira que escolher; centenas de vezes, se necessário.




 13 MARÇO 

 UM MUNDO DO ESPÍRITO 

Entramos no mundo do Espírito. Nossa próxima função é crescer em compreensão e valor. Isso não acontece de um dia para o outro. Deverá continuar durante toda a vida.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.104 ou p.113

            A palavra “entramos”... e a frase “entramos no mundo do Espírito” são muito significativas.  Implicam em ação, um começo, uma entrada, um pré-requisito para manter meu crescimento espiritual, sendo o “Espírito” a parte invisível do meu ser. As barreiras do meu crescimento espiritual são o egocentrismo e um enfoque materialista das coisas terrenas. Espiritualidade significa devoção para o espiritual ao invés de coisas mundanas; significa obediência à vontade de Deus para mim. Entendo ser coisas espirituais: amor incondicional, alegria, paciência, amabilidade, bondade, sinceridade, autocontrole e humildade. Em qualquer hora eu permita que o egoísmo, a desonestidade, ressentimentos e medo sejam parte de mim, estou bloqueando as coisas espirituais. Quando mantenho minha sobriedade, o crescimento espiritual torna-se um processo para toda a vida. Meu objetivo é o crescimento espiritual: aceitando que nunca terei perfeição espiritual.




 14 MARÇO 

 A PEDRA ANGULAR 

Ele é o Pai e nós somos os Seus filhos. Na maioria das vezes, as boas ideias são simples, e este conceito passou a ser a pedra angular do novo arco do triunfo, através do qual passamos à liberdade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.83 ou p.92

A pedra angular é a peça cunhada na parte mais alta de um arco que prende as outras peças no lugar. As “outras peças” são os Passos Um, Dois, e Quatro até o Décimo Segundo.
Neste sentido isto soa como se o Terceiro Passo, fosse o Passo mais importante, que os outros onze dependem do Terceiro para suporte. Na realidade porém, o Terceiro Passo é apenas um dos doze. Ele é a pedra angular, mas sem as outras onze pedras para construir a base e os lados, com ou sem a pedra angular, simplesmente não haverá arco. Através do trabalho diário de todos os Doze Passos, encontro este arco do triunfo esperando que eu passe através dele para outro dia de liberdade.




 15 MARÇO 

 A IDEIA DE DEUS 

Quando vimos os outros resolverem seus problemas através de uma simples confiança no Espírito do Universo, tivemos que deixar de continuar duvidando do Poder de Deus. Nossas ideias eram ineficazes. Porém, a ideia de Deus surtia efeito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.74 ou p.81

            Como um homem cego recuperando gradualmente a visão, lentamente tateei o meu caminho no Terceiro Passo. Percebendo que somente um Poder Superior a mim mesmo poderia me socorrer do abismo sem esperança onde eu estava, soube que este era um Poder em que tinha que me agarrar e que seria minha âncora no meio de um mar de desgraças. Muito embora minha fé naquela hora fosse minúscula, foi grande o bastante para me fazer ver que era hora de me livrar de minha confiança no meu orgulhoso ego, e colocá-la na fortaleza segura que somente pode vir de um Poder Superior a mim mesmo.




 16 MARÇO 

 COMO NÓS O ENTENDEMOS 

Meu amigo, então, sugeriu o que me pareceu uma ideia original... Por que não escolhes teu próprio conceito de Deus?” Esta pergunta atingiu-me fortemente. Derreteu a montanha de gelo intelectual, à sombra da qual eu havia vivido durante muitos anos. Enfim, ergueria o rosto para o sol! Era só me dispor a crer em um Poder Superior a mim. Para começar, aquilo bastava.
 
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.35 ou p.42

                     Lembro-me das vezes que olhava para o céu e refletia sobre quem começou tudo isso, e como. Quando cheguei em A.A., um entendimento da dimensão espiritual tornou-se um auxiliar necessário para uma sobriedade estável. Após ler uma variedade de teorias, incluindo a científica, sobre uma grande explosão, optei para a simplicidade e supondo que o Deus do meu entendimento foi o Grande Poder que tornou a explosão possível. Com a vastidão do universo sob Seu comando, Ele seria, sem dúvida, capaz de guiar meu pensamento e ações se eu estivesse preparado para aceitar a Sua orientação. Mas não posso esperar ajuda, se virar as costas a esta ajuda e continuar à minha própria maneira. Tornei-me disposto a acreditar e já tenho 26 anos de sobriedade estável e satisfatória.




 17 MARÇO 

 MANEIRAS MISTERIOSAS 

...nas épocas de sofrimento e dor, quando a mão de Deus parecia ser pesada e até injusta, novas lições sobre a vida foram aprendidas, novas fontes de coragem foram descobertas e finalmente, de forma ineludível, chegou a convicção de que Deus, efetivamente, “age de maneira misteriosa na realização de Suas maravilhas”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.93

    Após perder minha carreira, família e saúde, não tinha ainda me convencido de que minha maneira de viver precisava ser vista de uma nova forma. A bebida e o uso de outras drogas estavam me matando, mas eu nunca tinha encontrado uma pessoa em recuperação ou um membro de A.A.
    Pensava que meu destino era morrer sozinho e que eu merecia isso. No auge do meu desespero, meu filho menor adoeceu gravemente com uma rara enfermidade. Os esforços dos médicos para ajudá-lo provaram ser inúteis. Redobrei meus esforços para bloquear meus sentimentos, porém, agora o álcool havia deixado de surtir efeito. Estava só olhando fixamente os olhos de Deus, suplicando Sua ajuda. Em alguns dias, devido a uma série de coincidências tive meu primeiro contato com A.A. e desde então tenho permanecido sóbrio. Meu filho sobreviveu e sua doença está em regressão. Todo o episódio me convenceu da minha impotência e da perda de controle da vida. Hoje meu filho e eu agradecemos a Deus por Sua intervenção.




 18 MARÇO 

 A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA 

Quanto mais nos dispomos a depender de um Poder Superior, mais independentes nos tornamos.
 OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.31

  Começo a confiar em Deus com uma vontade pequena e Ele faz com que essa vontade cresça. Quanto mais boa vontade tenho, mais confiança ganho, e quanto mais crença ganho, mais boa vontade tenho. Minha dependência de Deus cresce na proporção em que cresce minha crença Nele. Antes de tornar-me disposto, dependia de mim mesmo para todas as minhas necessidades e estava restrito pela minha imperfeição. Pela minha boa vontade de depender do meu Poder Superior, a quem eu chamo de Deus, todas as minhas necessidades são satisfeitas por Aquele que me conhece melhor que eu mesmo; até mesmo aquelas necessidades que não posso perceber, bem como as que ainda não vieram. Somente Aquele que me conhece tão bem, pode levar-me a ser eu mesmo e me ajudar a preencher a necessidade de alguém que somente eu posso preencher. Nunca haverá alguém exatamente como eu. E isto é a verdadeira independência.




 19  MARÇO 

 ORAÇÃO: FUNCIONA 

Acertou quem disse “os que zombam da oração são, quase sempre, aqueles que não a experimentaram devidamente.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 86

     Tendo crescido num ambiente agnóstico, me senti um pouco tolo quando tentei rezar pela primeira vez. Sabia que havia um Poder Superior trabalhando em minha vida – como então estava permanecendo sóbrio? – porém, certamente não estava convencido de que ele/ela desejava ouvir minhas preces. Pessoas que tinham o que eu desejava diziam que a oração era uma parte importante na prática do programa, assim eu perseverei. Com um compromisso de rezar diariamente, fui surpreendido ao encontrar-me cada vez mais sereno e confortável com o meu lugar no mundo. Em outras palavras, a vida se tornou mais fácil e deixou de ser uma luta. Ainda não estou certo quem, ou o que, escuta minhas preces, mas nunca pararia de fazê-las, pela simples razão de que elas funcionam.




 20 MARÇO 

 AMOR  E  TOLERÂNCIA 

Nosso código é o amor e a tolerância pelos outros.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.104 ou  p.113

            Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original.




 21 MARÇO 

 BEM-ESTAR MATERIAL E ESPIRITUAL 

Medo... da insegurança financeira nos deixará.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou  p.112

  Reduzir ou eliminar o medo, e ver melhorar as circunstâncias econômicas são duas coisas diferentes. Quando eu era novo em A.A., eu confundia estas duas ideias. Pensava que o medo somente me deixaria quando começasse a ganhar dinheiro. Contudo, um dia em que estava meditando sobre minhas dificuldades financeiras, uma linha do Livro Grande me chamou a atenção: “Para nós, o bem-estar material sempre seguiu o espiritual, nunca na frente” (p. 131)*. De repente, entendi que esta promessa era uma garantia. Via que ela colocava as prioridades na ordem correta, que o progresso espiritual diminuiria este medo terrível de ficar pobre, como diminuiu muitos outros medos.
Hoje tento usar os talentos que Deus me deu para beneficiar os outros. Descobri que é a isto que os outros dão valor o tempo todo. Tento me lembrar que não trabalho mais para mim. Somente desfruto da riqueza que Deus criou, não sou o seu “proprietário”. O propósito de minha vida é muito mais claro quando apenas trabalho para ajudar, não para possuir.
  * (ou p. 143 ou p. 156).




 22 MARÇO 

 SEM MAIS LUTA 

E assim desistiremos de lutar contra qualquer coisa ou pessoa, inclusive o álcool.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.104 ou p.113

         Quando A.A. me achou, pensei que estava ali para uma luta, e que A.A. me daria a força necessária para vencer o álcool. Vitorioso nesta luta, sabe-se lá que outras batalhas eu venceria. Precisaria ser forte, contudo. Todas as minhas experiências anteriores com a vida tinham provado isto. Hoje não tenho que lutar ou exercer minha vontade.
           Se tomo esses Doze Passos e deixo meu Poder Superior fazer o verdadeiro trabalho, meu problema de alcoolismo desaparece por si mesmo. Os problemas de minha vida também deixam de ser lutas. Apenas preciso perguntar se aceitação – ou mudança – se faz necessário. Não é minha vontade, mas a Sua, que precisa ser feita.




 23  MARÇO 

 E  SEM  MAIS  RESERVAS 

Temos visto esta verdade demonstrada mais de uma vez: Uma vez alcoólico sempre alcoólico.... Se estamos dispostos a parar de beber, não podemos abrigar, de forma alguma, a esperança de que um dia seremos imunes ao álcool... Para ser gravemente afetado, não é necessário beber durante um longo período e nem tomar as quantidades que alguns de nós tomamos. Isto aplica-se especialmente às mulheres. As alcoólicas em potencial, muitas vezes, tornam-se alcoólicas verdadeiras e chegam a ser casos desesperados em pouco tempo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.55 e 56 ou p.62

    Estas palavras estão sublinhadas no meu livro. São verdadeiras para homens e mulheres alcoólicas. Em muitas ocasiões tenho aberto o livro nesta página, e refletido sobre esta passagem. Preciso nunca enganar a mim mesma, lembrando meus diferentes modos de beber, ou acreditando que estou “curada”. Gosto de pensar que, se a sobriedade é um presente de Deus para mim, então minha vida sóbria é o meu presente para Deus. Espero que Deus esteja feliz com seu presente, como eu estou com o meu.




 24  MARÇO 

 ATIVO,  NÃO  PASSIVO 

Supõe-se que o homem pensa e age. Ele não foi criado à imagem de Deus para ser um autômato.
 NA OPINIÃO DO BILL, p. 55

  Antes de ingressar em A.A., muitas vezes não pensava, e reagia às pessoas e situações. Quando não reagia, eu atuava de maneira mecânica. Após ingressar em A.A., comecei a procurar uma orientação diária de um Poder Superior a mim mesmo, e a aprender a ouvir essa orientação. Então comecei a tomar decisões e agir, ao invés de reagir a elas. Os resultados têm sido construtivos; não permito mais que os outros tomem decisões por mim e então me critiquem por isto.
    Hoje – e todo o dia – com o coração cheio de gratidão e o desejo de que a vontade de Deus seja feita através de mim, minha vida é digna de ser compartilhada, especialmente com meus companheiros alcoólicos! Acima de tudo se não faço uma religião de qualquer coisa, mesmo de A.A., então posso ser um canal aberto para a expressão de Deus.




 25  MARÇO 

 UM  CORAÇÃO  PLENO  DE  GRATIDÃO 

Tento convencer-me de que um coração pleno e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Transbordando de gratidão, o coração por certo só pode dar amor, a mais bela emoção que jamais poderemos sentir.
 NA OPINIÃO DO BILL, p.37

     Acredito que nós em Alcoólicos Anônimos somos afortunados porque somos constantemente lembrados da necessidade de ser gratos, e de como é importante a gratidão para a nossa sobriedade. Sou realmente agradecido pela sobriedade que Deus me deu através do programa de A.A. e estou feliz porque posso dar de volta o que me foi dado livremente. Sou grato não somente pela sobriedade, mas pela qualidade de vida que minha sobriedade proporciona.
    Deus tem sido benevolente o bastante para dar-me dias sóbrios e uma vida abençoada com paz e contentamento, bem como a habilidade de dar e receber amor, e a oportunidade de servir aos outros – em nossa Irmandade, na minha família e na minha comunidade. Por tudo isto, eu tenho “um coração pleno de gratidão.”




 26  MARÇO 

 A  AULA  NUNCA  TERMINA 

Entregue-se a Deus na forma que você O concebe. Admita suas falhas a Ele e aos seus amigos. Desfaça-se das ruínas do seu passado. Dê em abundância daquilo que você encontrar e una-se a nós. Estaremos com você na Irmandade do Espírito e, com certeza também se encontrará com alguns de nós na sua passagem pelo Caminho do Destino Feliz. Que Deus o abençoe e o guarde até lá.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.177 ou  p.192

     Estas palavras dão um nó na minha garganta cada vez que as leio. No começo era porque eu sentia, “Oh não! A aula está terminando. Agora estou por minha conta. Isto nunca será novo outra vez.” Hoje sinto profunda afeição por nossos pioneiros de A.A. quando leio esta passagem, percebendo que ela soma tudo em que acredito e pelo qual luto e que – com a graça de Deus – a aula nunca termina, nunca estou por minha conta, e cada dia é uma nova esperança.




 27  MARÇO 

 LIBERDADES  DE  A.A. 

Confiamos que já sabemos quais são verdadeiramente nossas liberdades; que nenhuma geração futura de AAs se sentirá compelida a limitá-las. Nossas liberdades em A.A. constituem o terreno em que pode crescer o autêntico amor...

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO, p.303 ou p.356

            Eu ansiava pela liberdade. Primeiro, liberdade para beber; mais tarde, liberdade da bebida. O programa de recuperação descansa sobre uma base de livre escolha. Não há mandatos, leis ou mandamentos. O programa espiritual de A.A. como descrito nos Doze Passos e pelo qual me são oferecidas as maiores liberdades, é somente sugerido. Posso usá-lo ou deixá-lo. Apadrinhamento é oferecido, não sou forçado, e eu venho e vou como quiser. São estas e outras liberdades que me permitiram recuperar a dignidade que estava comprimida pela carga de bebida, e que é tão necessária para apoiar uma sobriedade duradoura.




 28  MARÇO 

IGUALDADE

Devem fazer parte de nosso quadro de membros todos os que sofrerem  de alcoolismo. Não podemos, portanto, recusar pessoa alguma que deseja se recuperar. Tampouco o ingresso em A.A. deve jamais depender de dinheiro ou formalidade. Quando qualquer, dois ou três alcoólicos se reúnem para manterem-se sóbrios, pode se chamar um Grupo de A.A. contanto que como Grupo, não estejam filiados a outra entidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.191 ou p.207

       Antes de A.A., muitas vezes eu sentia que não “combinava” com as outras pessoas à minha volta. Normalmente “Eles” tinham mais ou menos dinheiro do que eu: meus pontos de vista não estavam de acordo com os “deles”. A quantidade de preconceitos que tinha experimentado na sociedade somente serviam para demonstrar-me  a falsidade de algumas pessoas “hipócritas”. Após ingressar em A.A. descobri a maneira de vida que estava procurando. Em A.A. nenhum membro é melhor do que o outro, somos apenas alcoólicos tentando recuperar-nos do alcoolismo.




 29  MARÇO 

SERVIDORES  DE  CONFIANÇA

Eles não passam de servidores. A eles cabe o privilégio, por vezes ingrato, de realizar as tarefas do Grupo.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 120.

Em seu livro “Zorba, o Grego”, Nikos Kazantzakis descreve um encontro entre seu personagem principal e um velho ocupado no trabalho de plantar uma árvore: “O que você está fazendo?” Zorba pergunta. O velho responde: “Você pode ver muito bem o que eu estou fazendo, meu filho. Estou plantando uma árvore.” “Mas, por que plantar uma árvore?” Zorba insistiu – “se você não vai poder vê-la carregada de frutos?” – E o velho respondeu: “Meu filho, eu vivo como se nunca fosse morrer.” – A resposta levou Zorba a dar um leve sorriso e, indo embora, exclamou com uma ponta de ironia: “Que estranho! Eu vivo como se fosse morrer amanhã!”

Como membro de Alcoólicos Anônimos descobri que o Terceiro Legado é um solo fértil para plantar a árvore de minha sobriedade. Os frutos que colho são maravilhosos: paz, segurança, entendimento e vinte e quatro horas de eterna satisfação; também, com a mente saudável para ouvir a voz de minha consciência quando, em silêncio, me diz sutilmente: “Você deve saber largar um encargo. Há outros que precisam plantar e colher.”




 30  MARÇO 

NOSSA  CONSCIÊNCIA  DE  GRUPO

... o bom é, às vezes, inimigo do melhor.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 92 ou p. 89

Penso que estas palavras se aplicam a todos os aspectos dos Três Legados de A.A.:Recuperação, Unidade e Serviço! Quero-os gravados em minha mente e em minha vida quando passar pelo caminho do Destino Feliz”.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 177 (?) ou p. 192 (?)

Estas palavras, frequentemente pronunciadas pelo cofundador Bill W., foram apropriadamente ditas a ele como resultado da consciência de Grupo. Elas trouxeram para Bill W. a essência de nossa Segunda Tradição: “Nossos líderes são apenas servidores de confiança, eles não governam.”

Como Bill W. uma vez foi levado a se lembrar, penso que em nossas discussões no Grupo nunca deveríamos ficar no “bom”, mas esforçar-nos para alcançar “o melhor”. Esses esforços mútuos são outro exemplo de um Deus amoroso, como nós O entendemos, expressando-Se através da consciência de Grupo. Experiências como estas me mantêm na estrada certa para a recuperação. Aprendo a combinar iniciativa com humildade, responsabilidade com agradecimento e, assim, a saborear as alegrias de viver meu programa de vinte e quatro horas.





 31  MARÇO 

NINGUÉM  ME  NEGOU  AMOR

No calendário de A.A. corria o ano dois... Um estranho apareceu num desses Grupos... Em pouco tempo provou que seu caso era desesperador e que, acima de tudo, queria ficar bom...(ele disse) “Sou vítima de uma outra dependência ainda mais estigmatizante que o alcoolismo e o senhor poderá não me querer entre os seus.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 127 e 128

Vim para vocês como uma esposa, uma mãe, uma mulher que tinha abandonado seu marido, seus filhos e sua família. Eu era uma bêbada, a cabeça cheia de pílulas, uma ninguém. Mesmo assim não foi me negado amor, carinho e o senso de pertencer.

Hoje, pela graça de Deus, de uma boa madrinha e de um Grupo base, posso dizer que – graças a vocês de Alcoólicos Anônimos – sou uma esposa, uma mãe, uma avó e uma mulher. Sóbria, livre das pílulas. Responsável. Sem um Poder Superior, que encontrei na Irmandade, minha vida não teria significado. Estou plena de gratidão por ser membro de Alcoólicos Anônimos.