Artigos - Um pouco sobre o anonimato (Dr. Bob)

 "No que se refere ao anonimato, nós sabíamos quem éramos. Não era somente A.A., mas nossa vida social. Parecia que passávamos nossas vidas juntos. Levávamos pessoas conosco para casa a fim de ficarem sóbrias. O Grupo de Cleveland tinha os nomes, os endereços e os números de telefone de todos os membros", contou Warren. "De fato, lembro-me de Dr. Bob dizendo: 'Se me levanto e digo que meu nome é Dr. Bob S., as pessoas que precisam de ajuda terão dificuldade para entrar em contato comigo.' "          Warren recordou: "Ele (Dr. Bob) disse que havia duas formas de quebrar a Tradição do anonimato: (1) dando seu nome em nível público na imprensa ou no rádio; (2) sendo tão anônimo que outros bêbados não possam chegar até você."          Em um artigo do Grapevine de fevereiro de 1969, D.S. de San Mateo, Califórnia, escreveu que Dr. Bob comentou sobre a Décima Primeira Tradição como segue:          "Já que nossa Tradição sobre o anonimato designa o nível exato onde se deve sustentar a linha, deve ser evidente a todos que podem ler e entender nosso idioma que manter o anonimato em qualquer outro nível é definitivamente uma violação dessa Tradição.          "O AA que esconde sua identidade perante os companheiros AAs com o emprego de um nome suposto, viola a Tradição tanto quanto o AA que permite que seu nome apareça na imprensa em conexão com assuntos pertencentes a A.A.          "O primeiro está mantendo seu anonimato acima do nível da imprensa, do rádio e de filmes, e o último está mantendo seu anonimato abaixo do nível da imprensa, do rádio e de filmes – enquanto a Tradição estabelece que devemos manter nosso anonimato em nível de imprensa, do rádio e de filmes."          Ernie G., de Toledo, ao comentar sobre o que viu como um aumento do anonimato dentro de A.A. atualmente comparado com o dos velhos tempos, disse: "Fiz uma viagem a Jackson (Michigan) uma noite e todos vieram até mim, dizendo: 'Sou Joe', 'Sou Pete'. Depois um dos rapazes disse: 'Boa viagem de regresso. Se tiver algum problema, telefone para mim'. Posteriormente, disse para o companheiro que estava comigo; 'Sabe, suponha que tivéssemos um problema no caminho de volta para casa. Como diríamos a algum AA? Não sabemos o sobrenome de nenhum deles'. Levam tão longe esse anonimato que até se torna uma piada. Tenho uma agenda (evidentemente, uma das pequenas agendas reunidas pelos primeiros membros ou suas esposas) com os primeiros 100 nomes – nome e sobrenome –, número de telefone e o endereço de suas casas."          Os pontos de vista de Dr. Bob sobre anonimato permaneceram claros nas recordações de Joe P. de Akron (o graduado em Dartmouth). Joe observou que, na metade dos anos 40, apesar de não ser costume dar informações de A.A. a qualquer um exceto a bêbados, alguns membros formaram um comitê não oficial de informação pública que começou falando aos clubes do Rotary e Kiwanis por todo o Estado.          "É claro que, primeiro tínhamos de conseguir permissão de Bob. Ele disse que não se podia romper com o anonimato nos jornais ou no rádio, mas achava que não chegaríamos a nenhuma parte se as pessoas não soubessem que pertencíamos a A.A. Tinha a firma convicção de que se devia permitir que lhe conhecessem na comunidade como um membro de A.A. e sempre se assegurava de lhe dizer isso quando se encontrava com você." 
 
 
 Olá companheiros(as) o A.A . que esconde sua identidade perante os companheiros AAs com o emprego de um nome suposto, viola a tradição tanto quanto o AA que permite que seu nome apareça na imprensa em conecção com assuntos pertencentes a A.A. (Fonte: Dr. Bob e os Bons Veteranos, pág 273).