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VIVÊNCIA - EDIÇÃO Nº 0

Precisamos divulgar o A.A.: 
Estou convencido de algumas coisas.
Primeira: o alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo! Logo é um dos nossos maiores problemas sociais.

Segunda: a medicina tem-se revelado ineficaz no controle do alcoolismo; o mesmo posso afirmar com relação à Psiquiatria e Psicanálise.

Terceira: não existe, nem de perto, método mais eficaz para controlar a compulsão patológica ao álcool, do que aquele desenvolvido pelos Alcoólicos Anônimos. A experiência dos últimos 50 anos é que atesta a verdade dessa afirmação. Nada se compara a Os Doze Passos efetuados dentro de A.A. para não se voltar a beber. Os Al-anons e Al-ateens complementam ainda mais poderosamente a eficácia de A.A.

Quarta: por causa dessas convicções, torna-se fundamental divulgar as idéias e métodos de A.A. sobre o alcoolismo, para um número máximo de pessoas. Uma revista é mais uma maneira de divulgar essa tão importante Instituição. Saúdo, portanto, o lançamento da Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos, colocando-me inteiramente à sua disposição, dando-lhe autorização, inclusive, de publicar, o que lhe aprouver, de minha autoria.

Antes de concluir quero somente dizer o seguinte: considero o A.A. uma Instituição extraordinariamente moderna, protótipo do que, espero, venha acontecer no Século XXI: a sociedade, ela própria, cuidando de si mesma. Isso sem tutelas de Estado, políticos e interesses econômicos.
E o A.A. pra mim é isso!

Eduardo Mascarenhas

Na Vivência nº 100 – Nossa Grande Reunião Brasileira Impressa: 
“Não um manual. Jamais uma aula. Apenas o de sempre: nossas experiências pessoais a respeito do tema. Porque nós só temos uma linguagem em A.A., um só jeito de expressarmos – é a Linguagem do Coração. O que eu escrevo de minha experiência saí do fundo do meu coração e entra direto no coração dos outros. O que os outros escrevem de si entra direto no meu “coração”. É assim que desde 1944 vem sendo compartilhado pelos membros de nossa Irmandade. Primeiro pela Grapevine, hoje, pela nossa Vivência”.

Mas é no trabalho do Décimo Segundo Passo e na Quinta Tradição que a Vivência vem ampliando a sua participação junto aos Comitês Trabalhando com os Outros dos Grupos , no trabalho de estudos e treinamentos para melhoria e padronização da mensagem de nossa Irmandade. A sua dinâmica com experiência atuais e passadas de membros de A.A., e de nossos profissionais amigos, são matérias facilitadoras para compreensão e aplicação dos Princípios de Alcoólicos Anônimos.

Queremos ressaltar que a Vivência não foi criada objetivando substituir nossas literaturas oficiais de Alcoólicos Anônimos. “ A Revista tem como objetivo principal, o de informar ao público em geral como funciona a Irmandade de A.A., destacando o Programa de Recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A. o que a comunidade profissional pensa a respeito de nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo”. (Manual de Serviço de AA, pág. 125).

Assim podemos destacar dentro do seu conteúdo:
.Apadrinhamento, principalmente, aos recém-chegados na compreensão do Programa de Recuperação através dos depoimentos pessoais;
.Complementação ao trabalho do Comitê Trabalhando Com Os Outros através dos depoimentos pessoais e artigos de profissionais amigos;
.Apadrinhamento aos profissionais de diversas áreas no conhecimento de como funciona o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
.Artigos dos Profissionais amigos que nos ajuda a compreender a doença do alcoolismo, e a visão dos mesmos nas práticas diárias com os bebedores-problemas;
.Enfim, o apadrinhamento nos Princípios de AA: Recuperação, Unidade e Serviço.

Assim temos os exemplos a seguir:

Em nossa Vivência nº 81 – encontramos o seguinte compartilhamento:
“......É sempre uma alegria chegar em casa num dia qualquer e, quando menos espero, me deparar com você, embrulhada num papel pardo, ao pé da porta, aguardando serenamente minha chegada ou de meu companheiro. Sorrio assim que te vejo, ainda de longe – você é inconfundível!. Te pego, entro em casa, te coloco sobre a mesa .............!

Tu és como uma reunião dentro de minha casa. Leio/ouço os depoimentos, as seções de informações, as piadas, os eventos, as notícias de todo o Brasil e do mundo. De repente, a identificação. No último número, li faceta da história de minha vida, na vida de um longínquo alemão, que não conheço e, todavia talvez o conheça melhor que muitas pessoas que convivem com ele, do outro lado do mundo. Choro, dou risada. Comungo, Pertenço, Compartilho a revista do meu companheiro, com quem já compartilhei o copo e agora compartilho abstinência e recuperação.

Se o preço da liberdade é a eterna vigilância, em A.A. essa vigilância é leve e chega a ser doce, mesmo quando exige enfrentar dores e adversidades.
Vivência faz parte dessa minha vida, como a Irmandade e o programa de Recuperação. (Anônima)

Na edição nº 93 da Vivência encontramos alguns tópicos sobre a importância da Literatura em nossa recuperação:
- A literatura de Alcoólicos Anônimos foi escrita a partir da vasta experiência do membro alcoólico em recuperação e da experiência de formação de nossos primeiros grupos. Experiência significa experimentar, observar os resultados e extrair sabedoria desses resultados. A experiência os faz mais prudentes, e nos oferece condições de não incorremos mais nos erros.
- O mapa da mina são os princípios de AA em ação, e a literatura está aí para nos “aconselhar”, sugerir, ajudar como o melhor dos padrinhos. Quem não se envolve efetivamente com o programa, dificilmente vai procurar a Literatura.
- Não é uma questão de gostar de ler ou não gostar. O envolvimento com o Programa é uma questão de necessidade. Para conhecê-lo é preciso ter boa vontade e a mente aberta; para vivenciá-lo, requer-se honestidade.
- Se não temos paciência para ler, provavelmente, também não teremos paciência para ouvir os depoimentos dos nossos companheiros. A Literatura é o grande e sábio padrinho comum a todos nós. Se você não gosta de ler, ou não saber ler, abrem bem os ouvidos quando outros falam do Programa ou fazem a leitura em nossas reuniões.

Como naqueles tempos da Grapevine, ainda há hoje muitos companheiros veteranos que não acreditam nessa publicação, e muitos recém-chegados que nunca ouviram falar da nossa Vivência. 

Como disse Bill W com relação à Grapevine: E agora temos acesa uma nova luz ..........Que os seus raios de esperanças e experiência iluminem sempre a corrente de nossa vida de A.A. e que algum dia iluminem todo canto escuro deste mundo alcoólico. (Linguagem do Coração, pag. 449 e 450).

Bem como a Grapevine, nossa revista mundial, a Revista Vivência vem cumprindo nestes 21 anos a sua finalidade de levar a mensagem de Alcoólicos Anônimos àquelas pessoas sedentas de amor, esperança de uma vida melhor, bem como aos profissionais que desejam conhecer o Programa de Recuperação, como veremos o testemunho de uma ex-Custódia:

Prazer em dar e receber – Revista Vivência (Nº 63)
Dra. Ana Maria Ferreira de Araújo
Custódia não-alcoólica


No início dos anos 90 recebi uma assinatura da Revista Vivência. Provavelmente esse presente foi proporcionado por um dos servidores de confiança de Alcoólicos Anônimos que levavam a mensagem de AA ao sistema penitenciário do RJ. 

Fiquei maravilhada com a Vivência. Naquela época eu tinha algumas informações de que AA era uma esperança para o alcoólico, mas sabia que era preciso o alcoólico ou sua família ter a rara sorte de localizar um Grupo de AA. O acesso do profissional ao programa de AA era quase impossível, eu não conhecia nada com referência a literatura da Irmandade.

Vejo a revista Vivência como sendo um eficiente veículo de comunicação para o público em geral. Vivência traduz de forma fidedigna e bem-humorada o que é Alcoólicos Anônimos, o que faz e o que não faz. Na minha experiência entre amigos, a Vivência, tem sido a maneira mais simples de apresentar a Irmandade de AA.

A revista Vivência, com seus quatorze anos de existência e de constante aperfeiçoamento técnico, tornando-se cada vez mais agradável, tem ajudado imensamente na comunicação dentro de AA e daqueles que desejam conhecer a filosofia da Irmandade. Próximo ao terceiro milênio, certamente poderemos ver a nossa revista Vivencia chegar ao público que hoje não alcança (pág. 4 – Edição Especial do nº 63) 


Fazer uma assinatura da Revista Vivencia é de suma importância para aqueles que querem participar de uma reunião impressa em sua casa. E não e só isso: a Revista nos apresenta um leque de opções e uma gama de assuntos dos mais diversificados. É importante estarmos preparados para passar a informação quer na cabeceira da mesa, quer nas abordagens, o que se dá através dos esclarecimentos contidos em nossa literatura oficial.

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