Viver Sóbrio__"Evitar substâncias químicas que alterem o humor"

21    EVITAR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS QUE ALTERAM O HUMOR

Contam-nos que o emprego de várias substâncias químicas modificadoras da disposição é antigo e difundido na humanidade. O álcool etílico talvez tenha sido das primeiras e, possivelmente, foi sempre a droga mais popular e mais amplamente usada para este fim.

Compreendemos que algumas delas possuem legítimo valor e são benéficas quando administradas por bons médicos, se usadas exclusivamente de acordo com as prescrições e suspensas assim que não forem mais clinicamente necessárias.

Como membros de A.A. – e não médicos – certamente não estamos autorizados a recomendar qualquer medicação. Nem estamos qualificados para aconselhar a não tomar uma dosagem receitada com as devidas recomendações.

O que podemos fazer, responsavelmente, é apenas oferecer nossa própria experiência pessoal.

A bebida, para muitos de nós, transformou-se numa espécie de automedicação. Nós sempre bebíamos para nos sentir melhor, menos doentes.

E milhar de nós tomava outras drogas também. Descobrimos pílulas estimulantes que pareciam combater a ressaca (até nos deixarem igualmente arrasados), sedativos e estimulantes que acalmavam as nossas tremedeiras ou disfarçavam as nossas depressões, bromuretos, pílulas e xaropes não receitados (muitos deles considerados não-criadores de hábito) que nos ajudavam a dormir, nos estimulavam, reduziam as nossas inibições ou nos faziam flutuar numa estranha nuvem de alegria extasiante.

Evidentemente, o grande desejo, a quase-necessidade de tais drogas psicoativas (que agem sobre a mente) podem vir a tornar-se profundamente arraigadas em qualquer pessoa que bebe muito.

Mesmo que, tecnicamente, em termos farmacológicos certa droga não provoque dependência, já verificamos, repetidas vezes, que podemos habituar-nos facilmente a ela e ficamos dependentes. É como se a “propensão à dependência” fosse um estado latente em nós e não uma propriedade da própria droga. Alguns de nós acreditamos haver-nos tornado pessoas “dependentes”, e a experiência reforça bastante este conceito.