Viver Sóbrio__"Frequência às reuniões de A.A"

29__1-7__FREQÜÊNCIA ÀS REUNIÕES DE A.A.

Muito antes de se pensar em escrever este livro, cada uma das idéias nele contidas e muitas outras sugestões para viver sóbrio foram aprendidas e utilizadas por centenas de milhares de alcoólicos com comprovado sucesso.

Nós fizemos isto não somente através de leitura, mas também falando com outros. Inicialmente nós principalmente ouvimos.

Você pode, livre e facilmente, fazer o mesmo sem precisar “ingressar” em nada.

O que fizemos foi somente freqüentar as reuniões de Alcoólicos Anônimos. Há mais de 5 milhões por ano, em mais de 140 países no mundo inteiro. E lembre-se, você não precisa tornar-se membro do A.A. para assistir algumas de suas reuniões. Se tudo o que você quer fazer é mais ou menos um ensaio no A.A., tem inteira liberdade de freqüentar suas reuniões como observador e simplesmente escutar em silêncio, sem dizer uma palavra. Não precisa dar o nome ou poderá dar um suposto, se quiser. O A.A. compreende. De qualquer modo, ele não registra os nomes dos membros ou das visitas que comparecem às suas reuniões. Você não tem de assinar nada e nem responder a pergunta alguma.

Sinta-se à vontade para fazer perguntas, se quiser. Muitas pessoas preferem ouvir nas primeiras vezes.

Como praticamente qualquer pessoa que já foi a uma reunião de A.A., você provavelmente ficará muito admirado na primeira vez. As pessoas que você vê já parecem, na maioria, normais, saudáveis, razoavelmente bem sucedidas e felizes. Não se parecem com as velhas caricaturas de bêbados, borrachos ou de abstêmios secarrões ou fanáticos.

O que é mais: Você, geralmente, nos achará uma turma bastante amistosa, rindo bastante – de nós mesmos. É por isso que, se você estiver de ressaca, uma reunião de A.A. proporciona um ambiente animado para vence-la e começar a sentir-se melhor, muito melhor.

Pode estar certo de que cada membro de A.A. naquela sala compreende a fundo como você se sente exatamente, porque nos lembramos intensamente de nossos próprios sofrimentos nas ressacas e de como nos sentimos na primeira vez que fomos a uma reunião de A.A.

Se você é acanhado, solitário – exatamente como muitos de nós – verá que os membros do A.A. estão dispostos a permitir-lhe ficar isolado, se é isso que realmente deseja ou que o deixa mais à vontade.

Entretanto, a maioria de nós achou muito mais benefício aproximar-se para fazer uma boquinha e bater um papo depois da reunião. Sinta-se à vontade para tomar parte da confraternização ou para “compartilhar frente a frente”, tanto quanto quiser.


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Diferentes espécies de reuniões de A.A.

Foram solicitadas sugestões para este livro a muitos membros de todos os estados Unidos e do Canadá. No alto de quase todas as listas está a de que uma das maneiras mais seguras de evitar a bebida é ir assiduamente às diversas espécies de reuniões de A.A. “Foi aí que aprendemos todas essas idéias uns dos outros”, escreveu um membro.

Se você deseja permanecer sóbrio, freqüentando qualquer reunião de A.A., isso é naturalmente mais garantido do que ir a um bar, a uma festa ou ficar em casa com uma garrafa.

As probabilidades de evitar a malária são maiores quando a gente se mantém afastado de um pântano cheio de mosquitos. Igualmente, as probabilidades de não beber são maiores numa reunião de A.A. do que numa situação em que se bebe.

Além disso, nas reuniões de A.A. ocorre uma espécie de impulso para a recuperação. Enquanto a bebida é objeto de um coquetel, a sobriedade é o alvo comum visado em qualquer reunião de A.A. Aqui, talvez, mais do que em qualquer outro lugar, você está rodeado de pessoas que compreendem a bebida, que apreciam sua sobriedade e que podem falar-lhe sobre muitos, muitos exemplos de alcoólicos triunfantemente recuperados, felizes e sóbrios. Não é isso que s vê nos bares.

Aqui estão os tipos mais populares de grupo de A.A. e alguns dos benefícios derivados de freqüenta-las.
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REUNIÕES FECHADAS (SOMENTE PARA ALCOÓLICOS OU PARA PESSOAS QUE ESTÃO TENTANDO DESCOBRIR SE SÃO ALCOÓLICAS) – Alguns grupos realizam reuniões de discussão intituladas de “abertas” para que qualquer pessoa tenha a liberdade de assistir. Mas freqüentemente, tais reuniões são descritas como “fechadas” para membros ou futuros membros apenas, de modo que os que comparecem sentem-se livres para discutir qualquer tópico que possa preocupar – ou interessar – qualquer bebedor-problema. Essas são discussões confidenciais.

Um membro que já tenha se apresentado voluntariamente com antecedência pode começar a reunião falando rapidamente sobre seu alcoolismo e recuperação. Em seguida, a reunião é aberta à discussão geral.

Qualquer pessoa preocupada com um problema especial, por mais embaraçoso ou doloroso que seja, pode ventila-lo na reunião de discussão e escutar dos outros presentes as próprias experiências no controle dos mesmos ou semelhantes problemas. Além disso, as experiências alegres e felizes são igualmente partilhadas. Aprende-se, de fato, que nenhum alcoólico é único ou exclusivo.

Já se disse que estas reuniões são os cursos intensivos nos quais um alcoólico aprende a permanecer sóbrio. Com efeito, nelas pode se colher uma ampla variedade de sugestões para a manutenção de uma sobriedade feliz.

REUNIÕES DE PASSOS – Muitos grupos de A.A. mantém reuniões semanais nas quais um dos Doze Passos do programa do A.A. é escolhido, em rodízio, para base de discussão. As Doze Tradições do A.A., Os Três Legados do A.A., os lemas do A.A. e os tópicos para discussão sugeridos pela “Vivência”, revista bimestral de A.A., quase nunca são excluídos, principalmente se alguma pessoa presente sente urgente necessidade de ajuda para um problema pessoal imediato e inadiável.

Juntamente com os livros “Alcoólicos Anônimos” e “Os Doze Passos e As Doze Tradições”, as reuniões de Passos proporcionam, talvez, os discernimentos mais acessíveis e a compreensão dos princípios fundamentais da recuperação no A.A. As sessões fornecem ainda uma riqueza de interpretações originais e aplicações no programa básico do A.A. mostrando como podemos usa-lo não só para permanecer sóbrios, mas também para enriquecer nossas vidas.
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REUNIÕES INTERNACIONAIS DO A.A.


 Reunindo uma faixa que varia de centenas e mais de 20 mil membros de A.A., quase sempre acompanhados de suas famílias, estas majestosas concentrações do A.A. geralmente ocorrem em fins de semana e delas constam muitas espécies de sessões. O programa freqüentemente inclui  discussões com estudo dirigido sobre vários tópicos, assim como palestras por convidados especialistas em alcoolismo e, geralmente, um banquete, um baile, diversões e tempo para outras atividades sociais ou recreativas, tudo muito mais altamente apreciado porque livre de álcool. Mostram-nos quanto podemos divertir-nos na sobriedade.

Também me dão oportunidade de aprender com membros de A.A. que moram em outras regiões. Para muitos membros estas ocasiões tornam-se os feriados de fim de semana favoritos, assim como experiências máximas, altamente apreciadas, de recuperação. Oferecem-nos lembranças inspiradoras para recordar carinhosamente, nos dias comuns, e freqüentemente dão início à amizades sinceras e duradouras.

Precisamos ir a essas reuniões pelo resto da vida?

De modo algum, a menos que desejemos.

Milhares e milhares de nós parecemos gostar cada vez mais das reuniões à medida que passam os anos de sobriedade. Assim, não é um dever e sim um prazer.

Todos nós temos de continuar a comer, tomar banho, respirar, escovar os dentes e coisas assim. E milhões de pessoas continuam, ano após ano, a trabalhar, ler gostar de esporte e outros divertimentos, freqüentar clubes sociais e participar de seu culto religioso. Desse modo, nossa assiduidade às reuniões do A.A. dificilmente é singular, desde que gostemos, tiremos proveito delas e mantenhamos equilibrado o restante de nossas vidas.

Contudo, a maior parte de nós vai às reuniões, mas amiúde nos primeiros anos de recuperação do que mais tarde. Ajuda a assentar um sólido alicerce para uma recuperação duradoura.

A maioria dos grupos mantém uma ou duas reuniões por semana (com duração de uma hora a uma hora e meia). Acredita-se no A.A. que um novo membro passa melhor, se adquirir o hábito de freqüentar regularmente as reuniões de pelo menos um grupo, visitando outros de vez em quando. Isto não somente oferece uma grande variedade de idéias de A.A., ajuda também a introduzir na vida do bebedor-problema uma certa medida de ordem que auxilia a combater o alcoolismo.

Achamos bastante importante, especialmente no começo, ir às reuniões assiduamente, não importa que desculpas surjam para não comparecer.

Precisamos exercer sobre a nossa freqüência às reuniões a mesma diligência que tínhamos para beber. Que bebedor sério jamais deixou que a distância, o tempo, a doença, os negócios, as visitas, a falta de dinheiro, a hora ou qualquer outra coisa o impedisse de tomar aquele aperitivo tão necessário? Do mesmo modo, não podemos deixar que nada nos afaste das reuniões do A.A. se realmente desejamos recuperar-nos.

Também constatamos que ir à reunião não é algo para se fazer só quando se sente a tentação de beber. Freqüentemente, aproveitamos melhor as reuniões quando comparecemos com boa disposição, não temos de pensar tanto em bebida. E mesmo uma reunião que não seja totalmente, e imediatamente, gratificante é melhor do que nenhuma.

Por causa da importância que tem, muitos de nós conservamos uma lista de reuniões locais permanentemente conosco e não viajamos para longe de nossa base doméstica sem levar um dos catálogos do A.A., que nos capacita a encontrar reuniões ou companheiros em quase todo lugar da terra.

Quando uma doença grave ou uma tragédia torna impossível comparecer a uma reunião, aprendemos a achar substitutos para elas. (É espantoso, porém, quantas vezes ouvimos dizer que nevascas em regiões subárticas, furacões e mesmo terremotos não impediram membros de A.A. de viajarem 200 quilômetros ou mais para comparecerem às reuniões. Tendo uma reunião para ir, chegar lá de canoa, camelo, helicóptero, jipe, caminhão, bicicleta ou trenó é tão natural para alguns membros de A.A. como o uso de carros, ônibus ou metrô).

Para substituir uma reunião, podemos, quando é impossível comparecer, telefonar a alguns amigos de A.A. (e até usar de radio amador, se for o caso) ou, então, realizar uma reunião mental enquanto lemos alguma literatura de A.A.

Para várias centenas de membros de A.A., como os “Solitários” (pessoal, das forças armadas longe da pátria) e os “Internacionalistas” (marinheiros), o “General Service Office of A.A.” oferece serviços especiais para ajuda-los a manter-se em contato com o A.A.

Eles recebem boletins e listas que os habilitam comunicar-se com outros membros (por carta e, às vezes, por fita gravada), enquanto não lhes é possível ir às reuniões regulares.

Mas muitos desses que estão isolados fazem algo ainda melhor quando não encontram grupo de A.A. bastante perto para freqüentar: começam um novo grupo.


A questão financeira

O alcoolismo custa dinheiro. Embora o A.A. não cobre taxas nem mensalidades de qualquer espécie, nós já pagamos bem alto às casas de bebidas e donos de bares antes de chegar aqui. Por isso, muitos de nós chegamos ao A.A. quase quebrados, quando não pesadamente endividados.

Quanto mais cedo nos tornemos independentes, melhor, é o que constatamos. Os credores quase sempre ficam felizes em entrar de acordo conosco, desde que verifiquem que fazemos um esforço honesto e regular para sair do buraco, ainda que com minúsculas prestações.

Um tipo de despesa especial, porém, além do alimento, habitação e roupa, naturalmente tornou-se extremamente valioso em nossos primeiros dias de sobriedade. Um membro de A.A. deu permissão para imprimirmos aqui o seu.


Plano de investimento

Nas primeiras semanas sem bebidas,
Com o lobo no portão,
A polícia na janela,
Você dormindo no chão,
A vida desolada e sem futuro
Sob o aspecto financeiro,
É tempo de gastar com senso puro,
Para sair do lamaceiro:
A passagem para o ônibus
Que o conduz à reunião,
“Algum“ para o telefone
E a gostosa saudação,
Sua parte pras “despesas”
Que o tornam importante,
A “notinha” pro café
E o “papo” reconfortante.
Todos estes investimentos
Para o novato efetuar
Este “pão” sobre as águas lançado,
Como bolo há de sempre retornar.